A Procuradoria-Geral da República manifesta preocupação com a superlotação do Estabelecimento Penitenciário Regional Centro, conhecido por Cadeia Cabeça-de-Velho, na cidade de Chimoio. Projectada para albergar 1.500 reclusos, a unidade prisional acolhe actualmente mais de 2.000, situação que compromete as condições de habitabilidade e o processo de ressocialização.
A preocupação foi manifestada durante a visita de trabalho do Procurador-Geral da República à província de Manica, que iniciou esta terça-feira com uma deslocação ao maior estabelecimento penitenciário da região Centro.
“É um edifício muito grande, tem capacidade para por aí 1.500 reclusos, mas está acima de 2.000 reclusos. Portanto, como podem calcular, já está fora do padrão, e isto é preocupante, porque leva a que algumas celas tenham, digamos, reclusos apertados, e isto não é muito saudável para a própria ressocialização dos próprios reclusos.”
Além da superlotação, a Procuradoria identificou o avançado estado de degradação do muro de vedação da cadeia, uma situação que representa riscos tanto para os reclusos como para as comunidades vizinhas.
“O muro de vedação realmente é um grande perigo para as populações circunvizinhas, no sentido de que a qualquer momento pode desabar, mas é também um perigo para os próprios reclusos, porque, se desabarem, então não sabemos o que pode acontecer. Agora, soluções para isto? Naturalmente que isto passa pela reabilitação de raiz do muro de vedação.”
A visita do Procurador-Geral da República à província de Manica prossegue com a avaliação do funcionamento de outras instituições da administração da justiça, incluindo o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC).
No âmbito de uma iniciativa conjunta voltada para o fortalecimento da cooperação cultural no espaço lusófono, a Alcance Editores e a União dos Escritores Angolanos (UEA) reforçaram os laços literários com São Tomé e Príncipe através da doação de mais de 50 títulos de autores moçambicanos e angolanos à Biblioteca Nacional Francisco Tenreiro, em São Tomé e Príncipe.
A acção contou com a curadoria do poeta moçambicano Amosse Mucavele, actualmente em residência literária patrocinada pelo Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP). Durante a cerimónia de entrega, Mucavele destacou a importância da mobilidade editorial e da cooperação literária como instrumentos de aproximação e valorização das literaturas africanas de língua portuguesa.
Para a Directora da Biblioteca Nacional Francisco Tenreiro, Marlene José, a visita do escritor moçambicano, Amosse Mucavele, destaca uma estratégica para a construção de pontes culturais e “constituiu um momento de partilha e o reavivar da memória histórica e colectiva que une São Tomé e Príncipe e Moçambique. A entrega/doação de obras literárias demonstra o seu engajamento com a promoção do livro e da leitura. Portanto, enriquece o acervo da Biblioteca Nacional.
Por sua vez, o Director da Alcance Editores, Rui Rocha, sublinhou que a doação representa mais do que um acto simbólico: “É um gesto de compromisso com a educação, com o estímulo à leitura e com o fortalecimento das pontes culturais entre os nossos países.”
Os livros doados, de autores consagrados e emergentes de Moçambique e Angola, estarão disponíveis ao público são-tomense, beneficiando estudantes, professores, leitores e investigadores.
A iniciativa insere-se na missão de democratizar o acesso ao livro e à leitura, sublinhou o poeta Amosse Mucavele.
O projecto de aquisição de tractores para o transporte de passageiros no campo foi introduzido como um projecto piloto, ano passado, e foi decidido e desenhado com objectivo de facilitar o escoamento da produção das zonas agrícolas para os mercados, segundo afirmou o Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe. Matlombe diz que, primeiro, é preciso dar mérito à equipa que pensou nos tractores como solução de transporte de pessoas e bens no campo, isto do ponto de vista de inclusão.
O Ministro dos Transportes e Logística esclareceu que o objectivo central é garantir o escoamento da produção das zonas agrícolas para os mercados.
“Podemos discutir o meio, mas nós, ao nível do Governo, apreciamos, obviamente, a proposta. Se olharmos esse como pressuposto da concepção da solução, achamos que este meio, para as zonas de produção e para os mercados, atende às necessidades tendo em conta as características das zonas onde se faz a produção, que é para facilitar que os camponeses, as pessoas que praticam a agricultura, que precisam escoar a produção para fazer chegar aos mercados, para alimentar os nossos mercados e reduzir a nossa dependência”, argumentou João Matlombe.
O Ministro dos Transportes de Logística justificou que o objetivo passa por, “obviamente, na importação de produtos de primeira necessidade, passarmos a ter produtos mais ou menos nacionais. Achamos que elas, se calhar, ajustam-se. Agora, se o meio tem que ser tractor, tem que ser 4×4, essa é uma questão, obviamente, que cada um tem que emitir a sua opinião.
O governo lembrou que, nos mercados grossistas, os “chapas-100” não aceitam transportar passageiros com grandes cargas agrícolas.
“Aquelas nossas mães são obrigadas a andar com as carinhas de caixa aberta. Então, como é que se atende, porque os mercados precisam daquilo, precisam daqueles produtos para comercializar. Qual é o meio mais ajustado, se é este ou aquele, portanto, penso que esse é um debate que se coloca, mas o mais importante é vermos a finalidade e qual é a solução que pode ser colocada.”
Matlombe disse, ainda, que o Governo está aberto a críticas sobre esta questão, e que todas as opiniões que têm sido emitidas pela sociedade são válidas e que tem sido objecto de análise no Governo.
“Nós estamos abertos, estamos a ouvir, estamos a acompanhar todo o debate que está a acontecer. Mas mais do que o debate, o mais importante é avaliar, mais ou menos, o local onde vai ser implementado, as condições em que vai ser implementado, a população que precisa desse meio.”
Frisou, por outro lado, que ” as opiniões têm que, também, ir de encontro com a capacidade, com a realidade que nós temos e com a condição que o país tem, neste momento. Todos gostaríamos, obviamente, de ter uma solução melhor que esta, não há dúvidas. Nós, também, gostaríamos de ter isso, mas o que é possível neste momento é o que está a ser feito. Nós não queremos, obviamente, que se pense que o governo em exercício decidiu matar a iniciativa que já tinha sido iniciada. O que fizemos foi tentar consolidar a iniciativa e vamos tentando aprimorar. Se nós acharmos que a medida não se ajusta em algum canto, obviamente, vamos ajustar”, justificou Matlombe.
Em relação aos elevados custos dos referidos tractores, o titular da pasta dos Transportes e Logística explicou que não encontra razões para críticas, pois, frisou, os mesmos incluem a manutenção por cinco anos.
Em relação aos elevados custos dos referidos tractores, o Ministro dos Transportes e Logística explicou que não encontra razões para críticas pois os mesmos incluem a manutenção por cinco anos.
A Procuradoria Provincial de Maputo diz que é urgente a criação de um centro de reeducação juvenil para os menores inimputáveis, para melhor atendimento de casos criminais envolvendo menores de 16 anos. O órgão apela aos pais e encarregados de Educação para terem mais atenção na educação dos menores.
Depois de a polícia ter libertado, tanto os dois adolescentes indiciados pelo esfaqueamento e assassinato de seu colega na Escola Básica de Matola-Gare, assim como os quatro estudantes que violaram a sua colega de 15 anos, nas proximidades da Escola Básica da Machava Km 15, por estes não poderem responder criminalmente, por serem menores de idade, a Procuradoria Provincial de Maputo revelou à imprensa, nesta quarta-feira, que os adolescentes ainda não beneficiam de qualquer medida para recuperação.
O porta-voz da instituição explica que o processo está, agora, dependente do Tribunal de Menores, instituição responsável por tramitar casos que envolvem menores de idade, para a decisão final sobre que medidas podem ser aplicadas aos adolescentes.
“Neste momento, os menores em causa, envolvidos no caso em tela, encontram-se junto das suas famílias, portanto, o que estamos a fazer, o processo está em curso a nível do tribunal, com a assistência, como foi dito aqui, nós é que representamos os menores nos termos da Constituição e de Lei aplicável. O processo vai prosseguir e há uma série de actividades que poderão ser arbitradas por promoção do Ministério Público, primeiro a questão da assistência médico-psicológica a estes meninos, a possibilidade da prestação de actividades de natureza comunitária, a possibilidade do seu internamento num centro de formação vocacional, porque a ideia que se pretende, efectivamente, é recuperarmos estes meninos”, explicou José Manuel.
Já que o país apenas possui um centro de reabilitação para adolescentes maiores de 16 anos, localizado em Boane, que há quatro meses contava com 42 pessoas, José Manuel diz que é urgente a criação de um centro para os menores inimputáveis.
“Temos aqui uma situação que é da inexistência de uma instituição de recuperação de adolescentes inimputáveis, portanto, ainda o país não dispõe, pelo menos na nossa província, não temos um estabelecimento para o acolhimento dos inimputáveis em absoluto, que já foi dito, são aqueles que são menores de 16 anos. Temos em Boane um centro de recuperação juvenil, mas que é exclusivamente destinado a menores de idade, em relação a 21 anos, neste caso, são todos menores, mas que são inimputáveis, que são maiores de 16 anos, portanto, para a recuperação juvenil, o centro de recuperação não acolhe estes menores de 16 anos. Este é um desafio que se coloca a todos nós, ao Estado em especial, para, de forma urgente, repensar esta situação, criar centros para que possamos trabalhar da melhor forma”, reiterou.
Sobre a possibilidade de revisão legal, para baixar a idade de imputabilidade, Manuel tem reservas na sua opinião, por considerar um tema que merece uma reflexão profunda da sociedade.
“A transformação dos menores é responsabilidade de todos nós, não apenas do Ministério Público, ou até mesmo de uma lei alguma em especial, portanto, a responsabilidade de transformação dos menores não pode apenas ser circunscrita a uma lei, é uma responsabilidade de todos nós, todos nós somos chamados a intervir, e é urgente cada um, a seu nível, como pai, como mãe, encarregado de educação, possa intervir da melhor forma, fazer uma introspecção, uma análise dentro da sua família, se está a cumprir devidamente o seu papel ou não, e corrigir aquilo que são as falhas. É óbvio que precisamos de uma legislação actuante, uma legislação dinâmica, uma legislação que possa liderar os acontecimentos e não ser arrastada pelos mesmos. Eu tenho a certeza de que esta matéria que é colocada relativamente à redução da idade pode ser estudada, pode ser analisada”, concluiu.
A procuradoria provincial diz que regista com preocupação maior a incidência de crimes envolvendo adolescentes nos bairros Matola, Machava e Infulene, apesar dos esforços na sensibilização em curso.
É que, há pouco mais de seis meses que, de acordo com a fonte, a procuradoria tem montados núcleos de prevenção e combate ao tráfico e consumo de drogas e álcool em sete escolas secundárias e primárias da Província de Maputo. A iniciativa envolve estudantes, professores, pais e encarregados de educação.
Agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) balearam mortalmente um indivíduo e feriram outros cinco, durante protestos populares contra a detenção de um médico tradicional, no distrito de Guijá, em Gaza.
A tarde e noite desta terça-feira foram trágicas na província de Gaza. Uma pessoa morreu e outras cinco ficaram gravemente feridas, depois de terem sido baleadas pela Polícia da República de Moçambique (PRM), em Pelane e Chinhacanine, em Guijá. Júlio Nhamussua, diz que a população tentava assaltar o comando distrital.
Os incidentes aconteceram quando os agentes da Polícia tentavam conter uma revolta popular contra a detenção de um líder religioso, supostamente envolvido em polémicas mais a norte da província.
A esposa do indiciado confirma a detenção, mas desconhece as causas por trás da acção policial. Testemunhas no local dizem que os tumultos iniciaram pela manhã e prolongaram-se até por volta das 18 horas.
O administrador de Guijá, Jaime Mugabe, confirma uma morte e cinco feridos que seguem sob cuidados médicos no centro de saúde local.
Refira-se que três dos cinco pacientes internados estão em estado crítico no Centro de Saúde de Guijá.
A Direcção provincial de Educação em Nampula confirma a existência de cerca de 290 mil alunos que estudam ao relento, e diz estar a mobilizar recursos para minimizar o problema. A exposição ao frio e ao sol causam problemas de saúde, alerta um médico.
Mesmo no frio, os alunos da escola primária de Saua-Saua fazem-se a escola, nas salas improvisadas, sem carteiras. Para sentar ao chão, os pequenos usam a criatividade.
À busca de aquecimento, as crianças juntam-se na parede para apreciarem os raios solares. O director provincial da Educação visitou a escola para ver de perto o que passam alunos e professores e confirmou o que já havia sido noticiado.
“Estamos a falar, na província de Nampula, em toda ela, cerca de 290 mil crianças que estudam embaixo das árvores”, avançou o Director Provincial de Educação em Nampula, William Tuzine.
Conhecido o problema, que acções para reverter o cenário? “Estamos a trabalhar com os nossos parceiros estratégicos, para ver se conseguimos minimizar este assunto, esta problemática dos nossos alunos estudarem debaixo das árvores. Portanto, precisaríamos de mais de mil salas em toda a província de Nampula”, disse o responsável.
Para a Escola Primária de Saua Saua, Williamo Tuzine prometeu alguma intervenção a curto e médio prazo. “Vamos mobilizar parceiros, para ver se conseguimos minimizar esta situação de turmas ao relento, crianças no chão, mas também temos um grande problema que é a água. Não temos água nesta escola. Portanto, vamos mobilizar parceiros para ver se conseguimos minimizar esse problema de água e de casas de banho nesta escola”, garantiu o responsável.
A exposição ao frio, sol e poeira pode criar várias doenças, tal como alerta este médico de clínica geral, Dalito Cândido Agostinho.
A vida destes alunos exige muito equilíbrio porque os desafios não são para fracos…
Um jovem de 23 anos de idade morreu, após cair de um prédio durante um trabalho de limpeza, numa empresa onde foi subcontratado, na cidade de Maputo. A família queixa-se de dificuldades para falar com o empregador .
Tinha apenas um mês de trabalho, numa empresa de construção civil. No sábado passado, o jovem Eugénio Maungue lutava para concluir sua tarefa de limpeza numa obra, no fim da tarde, mas tal nunca aconteceu.
Segundo familiares, a vítima terá caído do sétimo para o quarto andar, num momento em que o seu único colega em serviço não estava presente. Quando regressou, Felisberto Armando encontrou Eugénio estatelado e a sangrar.
Diz ter procurado por ajuda na companhia do guarda da empresa onde estava a realizar o trabalho e a primeira que chegou foi da Polícia, mas já era tarde.
Inconsolável, a família do malogrado clama pela responsabilização da empresa. O irmão da vítima diz que a empresa ainda não se pronunciou sobre o incidente.
Para ter o posicionamento da empresa, o “O País” dirigiu-se ao local do sucedido, tendo encontrado as portas fechadas e ninguém disponível para se explicar.
Caso a empresa não assuma a responsabilidade, o jurista Custódio Pedro sugere que a família do malogrado denuncie-o à Inspecção Geral de Trabalho.
Até aqui, a Inspecção Geral do Trabalho desconhece o caso, mas, depois da abordagem do “O País”, destacou uma equipa para investigar o sucedido.
Enquanto isso, aguarda-se pelos resultados das investigações.
As defesas aéreas russas abateram 33 ‘drones’ ucranianos, na terça-feira à noite, em seis regiões do país, na véspera de mais uma ronda de negociações entre os dois países que decorre hoje na Turquia.
De acordo com o relatório militar do Ministério da Defesa, citado por Lusa, a maioria dos ataques aéreos concentrou-se nas regiões de Tula e Rostov, onde foram abatidas 12 e 11 aeronaves não tripuladas, respectivamente.
Os restantes ‘drones’ foram destruídos nas regiões de Nizhny Novgorod (6), Bryansk (2), Kursk (1) e Kaluga (1).
As autoridades russas impuseram restrições temporárias às operações nos aeroportos de Nizhny Novgorod e Kaluga, capitais das regiões com o mesmo nome, para garantir a segurança dos voos.
O ataque aéreo ocorreu horas antes da terceira ronda de negociações russo-ucranianas em Istambul, anunciada pela presidência turca.
O Kremlin afastou a possibilidade de “avanços milagrosos” na nova ronda de negociações.
De acordo com a presidência turca, a reunião terá lugar no Palácio Otomano Çiragan, em Besiktas, onde decorreu a última ronda de negociações, no dia 02 de junho.
Após duas semanas de paralisação devido aos problemas logísticos ligados à indisponibilidade de voos para transportar as equipas, o Moçambola vai retomar este fim-de-semana.
O jogo entre o Costa do Sol e Chingale de Tete, inserido na sexta jornada, partida agendada para sábado, vai marcar o regresso da prova. As restantes partidas desta ronda serão disputadas na próxima semana, com destaque para o confronto entre os Ferroviários da Beira e Maputo, marcado para terça-feira.
Apesar do anúncio da retoma da prova, a Liga Moçambicana de Futebol não avança detalhes sobre a disponibilidade ou não dos 100 milhões de dólares, valor necessário para custear as despesas do pagamento das passagens aéreas.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, lamentou “profundamente” a saída dos Estados Unidos da Unesco, mas garante que a decisão não vai impedir a organização de continuar com as suas actividades e a sua missão.
“O secretário-geral lamenta profundamente a decisão dos Estados Unidos de se retirarem mais uma vez da Unesco”, afirmou o porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric, na sua conferência de imprensa diária, citada pela RTP.
Dujarric sublinhou que Guterres apoia o comunicado de Paris divulgado anteriormente pela diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay, no qual recordava que a Unesco duplicou os seus esforços “para actuar onde a missão do organismo possa contribuir para a paz”.
O Governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, ontem, em comunicado, a saída do seu país da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que se tornará efectiva a 31 de Dezembro de 2026, por considerar que a adesão à agência não contribui para os seus interesses nacionais.
A porta-voz do Departamento de Estado, Tammy Bruce, insistiu que a Unesco trabalha “para promover causas sociais e culturais divisivas” e o seu “enfoque desproporcionado” na “agenda globalista”, proposta pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, contradiz a política externa dos “EUA, em primeiro lugar”, promovida por Trump.

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