A província de Cabo Delgado regista, em média, cinquenta casos de corrupção por ano, envolvendo, sobretudo, funcionários dos sectores da saúde e da educação. Entre os crimes mais frequentes destacam-se o desvio de fundos públicos, o suborno e outras práticas ilícitas relacionadas com a administração do Estado.
Apesar do elevado número de denúncias recebidas, a Procuradoria Provincial de Cabo Delgado revela que uma parte significativa dos processos acaba por ser arquivada, devido à insuficiência de provas que permitam sustentar a acusação em tribunal.
Os funcionários públicos continuam a liderar a lista dos arguidos, sendo os sectores da saúde e da educação apontados como os mais vulneráveis à prática de actos de corrupção.
Segundo a Procuradoria, o suborno para obtenção de serviços públicos ou de benefícios estatais de forma ilegal figura entre as modalidades de corrupção mais recorrentes na província.
Com o objectivo de aproximar a justiça dos cidadãos e incentivar a denúncia de práticas ilícitas, a Procuradoria Provincial tem vindo a promover campanhas denominadas “Tendas da Justiça”, uma iniciativa que permite recolher preocupações e denúncias da população fora do ambiente formal das instituições judiciais, reforçando a participação dos cidadãos no combate à corrupção.
Donald Trump e a Presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, chegaram a um acordo comercial este domingo, na Escócia. Os produtos europeus com destino à América vão passar a ser taxados em 15% .
O anúncio do acordo foi feito pelo presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, este domingo, após uma reunião com a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, na Escócia.
O acordo comercial vai impor tarifas aduaneiras de 15% sobre os produtos europeus com destino aos Estados Unidos da América, com excepção da taxa sobre aço e alumínio, que se mantém em 50%.
O memorando surge após os Estados Unidos terem ameaçado a Europa com tarifas de 30%, a partir de 1 de Agosto e o bloco europeu ter preparado um pacote de retaliação no valor de 93 mil milhões de euros.
Trump apontou que a União Europeia se comprometeu a comprar energia dos Estados Unidos, numa margem de 750 mil milhões de dólares e ainda vai investir 600 mil milhões de dólares na América.
Houve também consensos sobre as tarifas zero bilaterais sobre uma série de bens estratégicos, como em produtos químicos, agrícolas, componentes aeroespaciais, matérias-primas e recursos naturais.
Por seu turno, o Japão afirmou, esta segunda-feira, que pretende acompanhar de perto as consequências do acordo comercial entre os dois blocos, apesar de considerar que reduz a incerteza económica.
O Município de Moatize, em Tete, está a investir 20 milhões de meticais para reabilitar e pavimentar estradas degradadas. A requalificação contempla também a reabilitação dos passeios e o melhoramento dos sistemas de drenagem na zona cimento.
A transitabilidade em algumas ruas de Moatize, na província de Tete, poderá melhorar. O Conselho Municipal está a investir 20 milhões de meticais para a reabilitação de 1,5 km de estrada, cujas obras poderão terminar ainda neste ano. O edil de Moatize, Carlos Portimão, refere que se pretende com as obras resolver os problemas que advêm dos buracos nas vias, que, durante anos, foram manifestados pelos utentes.
“Este ano, vamos tratar tantas estradas. Por isso, estamos a reabrir outras estradas e fazer um estudo como pôr o saibo, como pôr os pavês. Isso tudo é um trabalho de continuidade, porque estamos a usar fundos de receitas próprias (…) O orçamento vai nos 20 milhões de meticais”, disse Portimão.
Segundo o presidente do Conselho Municipal de Moatize, os trabalhos decorrem a bom ritmo e contempla também a reabilitação dos passeios e o melhoramento dos sistemas de drenagem
Automobilistas e peões ouvidos pelo “O Pais” reclamam que às estradas estão esburacadas e as suas viaturas ficam danificadas com facilidade, mas estão esperançosos que, com o início dos trabalhos, a mobilidade de pessoas e bens melhore consideravelmente.
“É uma iniciativa possível. Gostaríamos que o município pavimentasse todas as estradas de Moatize (…)”, disse um automobilista.
De acordo com edil de Moatize, os trabalhos de requalificação das principais ruas e avenidas na cidade de Moatize também deverão abranger bairros fora da zona cimento.
A artista plástica Nália Agostinho vai inaugurar, esta terça-feira, a exposição de pintura “Rasgo na Névoa”, no Centro Cultural Português em Maputo. A individual conta curadoria de Jorge Dias e com texto de apresentação de José dos Remédios
Ao fim de dois anos sem expor, Nália Agostinho regressa às individuais de pintura. Com a mostra “Rasgo na névoa”, a artista plástica apresenta uma travessia visual e sensível, numa tentativa de tornar visível o que muitas vezes permanece encoberto, tanto no plano íntimo como no colectivo.
Com curadoria de Jorge Dias, a exposição de pintura surge do desejo de artista romper camadas de silenciamento, de confusão, de não-dito, que se acumulam sobre o corpo, sobre a história, sobre a memória. No entanto, não se trata de uma proposta conclusiva. Pelo contrário, é um gesto de abertura, de interrupção do silêncio, de criação de uma fresta por onde se possa respirar, ver, sentir. É um espaço de escuta e de presença.
Durante a produção da individual de pintura, Nália Agostinho revela que “Aprendi a aceitar a névoa como parte do caminho, não como um erro ou obstáculo, mas como um território fértil de sensações e intuições. Nem tudo precisa de ser claro de imediato”.
Segundo disse a artista, que tem exposto em Moçambique, África do Sul, Portugal e Espanha, o processo criativo exigiu coragem para estar no não-saber, para habitar as ambiguidades. E confessa: “Houve momentos em que precisei de escavar memórias, revisitar feridas, desmontar certezas. Mas foi também um tempo de reencontro com a minha voz, com a minha própria pulsação criativa, após períodos de bloqueio e transição. Aprendi que o rasgo nem sempre é brusco, por vezes é lento, quase imperceptível. Mas, uma vez feito, transforma tudo à sua volta”.
Ao nível mais simbólico, a individual de pintura de Nália Agostinho representa o momento em que algo se revela, mesmo que parcialmente, mesmo que por instantes. É a fresta por onde passa a luz, o som, o corpo que se afirma. É o gesto de romper com silenciamentos, tanto internos como externos. “A névoa, para mim, representa o estado em que muitos de nós vivemos: entre sobrecargas emocionais, pressões sociais, histórias interrompidas. Já o rasgo é o acto de resistência, um gesto íntimo e político de ver e de ser vista”, reforçou a artista: “Representa também o feminino na sua força suave, na capacidade de criar a partir da névoa, de costurar o invisível com delicadeza, sem medo da vulnerabilidade”.
De acordo com o ensaísta José dos Remédios, que assina o texto de apresentação da mostra, “Com uma determinação inabalável, identificada nos traços contínuos e nos objectos propostos, Nália Agostinho tão-somente dá ouvidos à imaginação criativa, que, geralmente, se complementa com a definição do corpo, mas quando a alma é, disfarçadamente, a realização maior. Quer dizer, os acrílicos sobre tela, combinados com carvão e pastéis, integram uma mostra movediça no lugar da imprevisibilidade temática e estética”. E o ensaísta diz mais, ao sublinhar que, em “‘Rasgo na névoa’, a pretensão preponderante vai além da imagem aparente. Na verdade, o que move a artista é um conflito tácito entre os anseios minimalistas e as realizações experimentalistas, entre a cólera e o afecto, o caos e a esperança, claro está, que se dilui no efeito às vezes sombrio da cor”.
No Camões – Centro Cultural Português em Maputo, “Rasgo na névoa” estará patente entre 29 de Julho, com inauguração às 17h30, e 15 de Agosto.
Sobre a artista
Nália das Dores R. J. Agostinho nasceu em 1990, em Maputo. É formada em Ciências Políticas, em Trento. Filha de amantes da música e das artes, Nália foi estimulada desde cedo a explorar a sua criatividade e a olhar o mundo através das diversas formas de expressão artística.
Formada na Escola Nacional de Música, em 2006, no entanto, foi em 2018, após seu retorno a Moçambique, que a sua verdadeira paixão pela pintura floresceu, quando a necessidade de se expressar de maneira mais profunda e autêntica se tornou urgente. A sua arte é um espaço de fusão, onde o visível e o invisível, o micro e o macro, o espiritual e o terreno se encontram.
Nália Agostinho já expôs na Casa da Cultura, no Centro Cultural Moçambicano- Alemão, na FACIM, no 16 Neto, em Maputo; na Xavier Gallery, e na Gallery K, em Joanesburgo, África do Sul; no Espaço Espelhos d’Agua, em Lisboa, Portugal; no Delírio Estúdio, em Madrid, Espanha.
O Presidente da República, Daniel Chapo, exonerou, por Despachos Presidenciais separados, Messias André Niposso do cargo de Inspector das Forças Armadas de Defesa de Moçambique e Tiago Alberto Nampele do cargo de Comandante do Ramo do Exército.
Daniel Chapo exonerou ainda Ezequiel Muianga do cargo de Comandante do Serviço Cívico Moçambique e o Brigadeiro André Rafael Mahunguane do cargo de Chefe do Estado-Maior da Casa Militar.
Na província de Inhambane, apenas cerca de três milhões de coqueiros, de um total estimado em 16 milhões, estão actualmente em plena produção.
O envelhecimento das plantas, aliado à acção de pragas e doenças como o amarelecimento letal, está entre os principais factores que ameaçam a sustentabilidade do coqueiral, naquela que é a segunda maior plantação de coqueiros do país.
A cultura do coqueiro é vital para a economia familiar em Inhambane: cerca de 60% das famílias têm nesta cultura uma das suas principais fontes de rendimento. O sector movimenta anualmente mais de 6 mil milhões de meticais, desempenhando um papel determinante na economia local e regional.
Contudo, a produção actual está muito aquém do potencial. Inhambane regista, em média, 384 mil toneladas de coco por ano, menos de metade da capacidade estimada, que ronda as 845 mil toneladas. Este valor só seria alcançado se pelo menos 10 milhões de coqueiros estivessem a produzir normalmente.
Especialistas alertam para o risco iminente de colapso do coqueiral, caso não sejam implementadas intervenções urgentes, incluindo o rejuvenescimento das plantações, o controlo fitossanitário e o apoio técnico aos produtores locais.
A População do distrito de Mocuba pediu hoje ao Presidente da República a entrega urgente dos tractores para o transporte de passageiros e escoamento da produção agrícola nas zonas rurais. Daniel Chapo acolheu o pedido e seguiu a Pebane, onde, também, prometeu a alocação de transportes adaptados à realidade local.
O Presidente da República trabalhou, este sábado, no distrito de Pebane, no âmbito da sua visita à província da Zâmbia.
Foi recebido em ambiente de festa e seguiu ao local do comício, onde ouviu as preocupações da população que apesar de reconhecer alguns ganhos no desenvolvimento do distrito, pede melhorias em vários sectores.
A população de Pebane pede conclusão das obras do hospital distrital, interrompidas há já três meses.
Entre as preocupações levantadas pela comunidade destacam-se também as más condições das estradas.
A construção da ponte sobre o rio Ligonha, em Naburi, continua a ser um anseio antigo, tal como a elevação da vila-sede de Pebane à categoria de município, dado que, segundo os residentes, a vila já preenche todos os requisitos exigidos por lei.
A população apela ainda pela expansão da rede elétrica para as localidades de Malema, no posto administrativo de Mulela, entre outros povoados. De igual forma, exige-se a expansão da cobertura de telefonia móvel em zonas onde ainda há grandes falhas de sinal.
Dos pedidos da população, constam os apelos para a alocação de meios de transporte, ao que Daniel garantiu que o governo vai trabalhar para responder à medida das necessidades locais.
“Não estamos aqui apenas para governar, mas para praticar uma governação inclusiva”, declarou Daniel Chapo, reforçando que os direitos dos cidadãos não se limitam à cidade: “Tudo aquilo que está na cidade, os que estão no campo também têm direito.”
O Presidente da República enfatizou a necessidade de soluções adaptadas à realidade local, como por exemplo meios de transporte adequados para as zonas rurais, onde se produz mandioca, amendoim, castanha de caju, peixe, gergelim e feijão boer, produtos que muitas vezes ficam retidos nas zonas de origem devido à falta de vias e transporte para escoamento.
“Queremos facilitar o transporte da produção para os mercados, das zonas de produção para as zonas de comercialização”, acrescentou.
Antes de Pebane, Chapo esteve em Mocuba, onde de acordo com um comunicado da Presidência da República, interagiu com líderes comunitários e estes pediram alocação urgente de tractores para o transporte de passageiros e de bens, dada a sua importância no escoamento da produção agrícola nas zonas rurais.
O Conselho Cristão de Moçambique diz que é preciso união da religião, Governo e todas forças vivas da sociedade para a recuperar os valores morais. A instituição reagia em torno da onda violência que tomou as escolas.
O Governo reagiu na semana finda à volta da onda de violência nas escolas em geral, e, em particular, acerca do mais recente caso de alunos envolvidos em actos sexuais, onde uma aluna foi violada por quatro dos seus colegas. Samaria Tovela, titular da pasta da Educação e Cultura, disse que a sociedade perdeu valores morais, ao mesmo tempo que reclamou a ausência dos pais na educação dos filhos. Tovela, pronunciou-se alguns dias depois da activista social Graça Machel ter dito que a sociedade está doente.
Este sábado, O País contactou o Conselho Cristão, instituição religiosa responsável por promover a unidade cristã, e o desenvolvimento humano, com foco na justiça socioeconómica para colher o seu parecer sobre o assunto. Rodrigues Dambo, Presidente daquela instituição religiosa, também denunciou a perda de valores morais e a disfunção da família como a responsável primária pela preparação e formação do homem.
“A família deixou de desempenhar o seu papel de educador, de aconselhador, de quem prepara o Homem do amanhã”, disse.
Jamisse Cumbane, um ancião de 71 anos de idade, expressando um sentimento de indignação, disse que os tempos mudaram e denunciou a falta de temor nesta geração.
“O carácter vinha dos pais, porque nós herdávamos dos nossos pais. Aquilo que dizem em dialecto é mau, era aquilo que nós herdávamos, mas agora quando dizes isto, meu filho, não se faz, ele diz que você está ultrapassado“, desabafou o ancião.
Olga Macuácua, uma mãe de cinco filhos, com 50 anos de idade, também denuncia a falta de temor nesta geração e conta como o temor e obediência a salvaram de desvios comportamentais. “Na nossa era, crescemos junto aos avós, aos nossos pais, com aquela educação que diziam que isto não é. É que de verdade, tínhamos que seguir e diziam que se você seguir, algo errado irá dar na sua vida, então nós cresciámos, de verdade, com medo de saber que se eu seguir isto, enquanto não é da lei, eu irei ficar mal na minha vida“.
Por seu turno, o Presidente do Conselho Cristao de Moçambique, Rodrigues Dambo, defendeu a união de todas instituições sociais, incluindo o governo, como solução. “Temos que caminhar todos juntos na educação desta sociedade, também a religião deve se unir e trazer os aspectos morais, doutrinários que podem ajudar a melhorar esta situação e nós acreditamos, como religião, que sim, é possível“. argumentou o servo de Deus.
Lembre-se que nos últimos tempos, as escolas têm sido transformadas em palcos de pancadarias entre vários grupos de alunos, envolvimento de alunos menores de idade em actos sexuais, para além do consumo de álcool, um problema que há anos, o Governo tenta controlar.
O Costa do Sol e Chingale de Tete empataram sem golos, em jogo da sexta jornada da sexta jornada do Moçambola. Os “canarinhos” de Tete são líderes à condição da prova, com 12 pontos.
Regresso do Moçambola após duas semanas de paralisação. Costa do Sol e Chingale abriram a nova era da prova. Boa disposição da equipa de Tete que, com o seu calor, sufocou os “canarinhos”, que tinham pouco espaço de manobra.
Por duas ocasiões a turma de Artur Macassar ameaçou a baliza contrária. Sem um futebol esclarecedor muito menos consistente, a equipa de Baciro Candé limitava-se a defender.
Na segunda parte o Chingale voltou mais forte, com ameaças constantes à baliza canarinha. As duas balizas continuavam invioláveis. Em dois momentos de total inspiração os canarinhos poderiam ter chegado ao golo.
Se no primeiro valeu atenção do defesa, no segundo foi o Valério a evitar o pior. Susto para o Chingale. Ao apagar das luzes, Gilberto quase assinava a sentença do jogo. Foi por pouco.
O Chingale de Tete é líder à condição do Moçambola, com 12 pontos.
A Praça dos Combatentes, ou simplesmente Xiquelene, esteve hoje com uma imagem diferente. Não havia informais nos passeios, seis dias depois do município determinar a obrigatoriedade de abandono do local. A Polícia Municipal diz haver cumprimento e a fiscalização ocorre durante todo o dia.
A azáfama habitual de Xiquelene, nome dado à Praça dos Combatentes, foi substituída, este sábado, por uma tranquilidade rara de se ver no local. Se é uma luta vencida contra os informais, o tempo dirá, mas a Polícia Municipal tem uma explicação para esta mudança de imagem.
Apesar da sensibilização da polícia, tem havido conflitos entre as autoridades e os vendedores no período da tarde, e para evitar que os comerciantes desobedeçam as ordens, tem havido fiscalização até o fim do dia.
“Os vendedores estão a dirigir-se aos mercados, mas ainda há vendedores que permanecem neste local, e não estão a exercer a actividade de forma rotineira, mas de forma tímida. Nós estamos a sensibilizar’’ afirmou porta voz da polícia municipal – Arsénia Miambo
Entretanto, os vendedores que estão a ocupar as bancas atribuídas pelo Município queixam-se da falta de clientes. Aliás, dizem que muitos deixam de ocupar as bancas justamente porque não há quem compre os seus produtos.
“Nas horas de ponta, sobretudo no período da tarde, tem havido conflitos entre a Polícia Municipal e estes vendedores, porque a intenção deles é mesmo exercer essa actividade nesses locais impróprios’’ salientou Arsenia Miambo.
A Polícia Municipal afirma que vai continuar a sensibilizar os comerciantes, até que os informais ganhem consciência da necessidade de não ocupar os passeios e bermas das estradas.
As bancas estão sempre vazias, na segunda-feira passada a polícia veio fazer fiscalização, as vendedeiras estiveram dentro do mercado até as 15 horas, mas depois voltaram a sair, alegando que dentro do mercado não compradores
“As pessoas que descem do chapa não chegam aqui para comprar’’ explicou uma vendedeira.

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