São, ao todo, cerca de 670 professores e formadores de Gaza, Maputo e Maputo Cidade que reclamam o pagamento de mais de ” 2,5 milhões de meticais em ajudas de custo”. Os beneficiários afirmam ter contraído dívidas para fazer face às despesas durante a formação e acusam o Ministério da Educação e Cultura de não cumprir o pagamento dos subsídios.
Em representação da Direcção Provincial da Educação, o chefe do Departamento de Educação Geral, Licínio Albino, confirma a existência da dívida, mas não avançou detalhes sobre o montante global em causa.
Albino explica que o pagamento ainda não foi efectuado devido a inconsistências nos dados fornecidos pelos professores, incluindo erros nos números de identificação e nas contas bancárias.
“Falha de um dígito, troca de outro dígito”, explicou Licínio Albino, acrescentando que os erros impediram o sistema de identificar correctamente alguns beneficiários.
A instituição diz ter devolvido o processo à origem para a correcção dos dados e garante que a documentação já foi novamente encaminhada à entidade competente para o pagamento.
Entretanto, apesar da pressão dos professores, a Direcção Provincial da Educação em Gaza não consegue indicar uma data concreta para a transferência dos valores, limitando-se a garantir que o pagamento poderá ocorrer “a qualquer momento”.
Licínio Albino reconhece que a demora levou os professores a recorrer aos meios de comunicação social, apresenta desculpas pelo atraso e apela à paciência dos beneficiários.
A Direcção Provincial da Educação diz ainda que cada um dos 645 professores deverá receber 1.800 meticais por dia de participação na formação, mas não avançou o montante global a pagar.
Os professores contestam este valor e afirmam que a ajuda de custo prevista é de 6 mil meticais por dia. Perante a divergência, exigem uma reunião urgente com a ministra da Educação e Cultura para obter esclarecimentos, bem como a responsabilização da directora nacional de Formação de Professores.
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, fez um apelo directo aos Estados Unidos para que cessem as ameaças militares e respeitem a soberania do país.
A declaração ocorre após o presidente americano, Donald Trump, autorizar o abate de caças venezuelanos que coloquem em risco navios dos EUA no Caribe.
A movimentação reacendeu temores de uma escalada nas tensões entre os dois países, que já enfrentam anos de relações estremecidas.
Segundo o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, “nenhuma das diferenças” entre os dois governos justifica um conflito armado e classificou as atitudes americanas como parte de um plano de “mudança violenta de regime”.
Em encontro com membros da milícia popular, esta sexta-feira, Maduro reafirmou que a Venezuela quer paz, mas não aceitará provocação e exige respeito..
Estas tensões ocorrem numa altura em que o povo venezuelano segue em meio a uma grave crise económica e humanitária, agravada pelo isolamento diplomático e sanções impostas pelos EUA.
Um novo relatório da ONU revela crimes de guerra cometidos no leste da República Democrática do Congo por rebeldes do grupo M23, com apoio de Ruanda, e também por forças armadas do próprio governo congolês.
Estupros colectivos, escravidão sexual, tortura e assassinatos de civis estão entre as atrocidades denunciadas, consideradas “horríveis” no relatório do escritório de Direitos Humanos da Organizacao das Nacoes Unidas, publicado esta sexta-feira.
Os crimes ocorrem em meio a conflitos na República Democrática do Congo, uma crise que se agravou no início do ano, com registo de mais de 3 mil mortos.
A equipe da ONU, que visitou a região entre Março e Agosto, alerta para a possibilidade de que esses actos configurem crimes contra a humanidade, protagonizados pelo exército congolês, rebeldes do M23 com apoio de Ruanda.
A ONU afirma que os crimes ocorreram de forma coordenada e repetida, não sendo casos isolados.
Apesar de um acordo de paz assinado em Junho, especialistas afirmam que a impunidade ainda prevalece, e as vítimas seguem sem o apoio necessário.
Um cidadão moçambicano conhecido pelo nome artístico de Dólar diz que o SERNIC usou, por engano, a sua fotografia associada a um outro cidadão morto esta semana na África do Sul, por suposto envolvimento em raptos. Contactado pelo “O País”, o SERNIC não se pronunciou sobre o caso, mas retirou da sua página oficial na internet a fotografia usada para ajudar a localizar o indivíduo morto.
Através de um vídeo que circula nas redes sociais, um homem diz que o Serviço Nacional de Investigação Criminal o confundiu com um suposto raptor assassinado pelas autoridades sul-africanas, na última quarta-feira.
Segundo explica o cidadão, na verdade, a fotografia usada para ajudar a localizar o indivíduo assassinado é sua e já tinha alertado ao Serviço Nacional de Investigação Criminal sobre a situação, desde que tomou conhecimento de que o suposto raptor era procurado.
O anúncio do assassinato do Dólar Man, cuja fotografia é de um outro cidadão de nome Dólar, causou constrangimento na família e amigos deste último, uma vez que se acreditou que ele era o mesmo raptor morto na África do Sul.
De acordo com Dólar, nome artístico, a fotografia divulgada pelo SERNIC foi utilizada de forma indevida na identificação de António Francisco Macamo, conhecido por Dólar Man.
O jovem conta ainda que a confusão teve início no ano passado, quando a sua imagem começou a ser associada a acções criminosas nas redes sociais.
A imagem foi colocada na secção de “Procurados” na página oficial do SERNIC, identificando-o como António Francisco Macamo, conhecido por “Dólar Man”.
Dias depois do assassinato de António Francisco Macamo, ou seja, do Dólar Man, a fotografia foi removida da plataforma oficial do SERNIC, sem qualquer nota pública de esclarecimento.
Neste momento, a parte reservada a “Procurados” mostra esta informação: “em actualização”.
Para o Jurista Paulino Cossa houve violação clara do direito ao bom nome e alerta para as graves consequências legais deste tipo de erro.
Além disso, o jurista diz que o cidadão pode processar o Estado por violação de direitos fundamentais, incluindo o direito à imagem e ao bom nome.
Para falar do assunto, o “O País” contactou sem sucesso o SERNIC.
A situação ameaça mais três mil alunos e professores, há 13 anos. Os alunos exigem a interdição total do edifício, mas, a Direção provincial de Educação apenas interditou oito salas, enquanto uma equipa multissectorial avalia os riscos.
O edifício onde funciona a Escola secundária de Chibuto há 50 anos pode ceder a qualquer momento. “Em cima, são seis salas estragadas. No meio, uma. Aqui no rés do chão, uma também. Ao todo, são oito salas totalmente degradadas e em péssimas condições”, lamentou um funcionário daquela instituição de ensino.
Incontáveis fissuras, rachas, infiltrações na cobertura, janelas destruídas, vigas e soalhos apodrecidos a dominar as paredes do primeiro, segundo e terceiro pisos da infraestrutura. São marcas que traduzem o avançado estado de degradação, associado ao abandono, a avaliar pela queda de várias partes que compõem o edifício escolar.
Por temer que o pior aconteça a qualquer momento, os funcionários da escola decidiram quebrar o silêncio. “Você fica na sala pensando que talvez as paredes vão cair na tua cabeça”, reclamou a funcionária. .
Um edifício escolar com cerca de 50 anos, literalmente, a cair aos pedaços. O problema agravou-se há 13 anos e a falta de manutenção acelerou o processo, sendo que os primeiros sinais de colapso foram registados no ano passado. Neste momento, estão em risco cerca três mil alunos, incluindo 70 professores.
“Eu, meus amigos, meus colegas, desconfiamos muito da escola, porque é como se a escola estivesse quase a desmoronar. Então, nós ficámos com medo, saímos para fora, mas voltámos de novo para ter aulas. Também, quando alguém passa pelo corredor de cima, parece que vai cair”,disse um aluno.
Os alunos contam dias de terror e incerteza e elevam a voz para criticar contra a falta de acções mais concretas em sua defesa, além de exigir respostas urgentes das autoridades do Governo, em particular da educação.
“As pedras ainda estão a cair já não dá para confiar”, alertou um aluno.
O País contactou a Direcção Provincial de Educação em Gaza que, além de confirmar a situação, revelou que está em curso uma avaliação multissectorial, que vai determinar o futuro da escola em iminente colapso, enquanto isso, há pelo menos 8 salas interditadas.
“E no ano de 2024 foi o ano em que teve o seu primeiro colapso, com a queda de algumas partes do reboco. E com este colapso que teve, oito salas de aula foram interditadas para o seu uso, como forma de proteger os alunos daquela escola. Neste momento, foram transferidos para a escola 25 de Junho”, esclareceu a porta-voz, Raquelija da Glória.
A responsável avançou ainda que “o Ministério da Educação, a Direcção Provincial da Educação, o INGD, também a Direção Provincial de Obras Públicas estiveram no local a fazer um estudo da real situação da escola, para encontrar a melhor solução neste caso, para ultrapassar este problema”
Raquelija da Glória afasta, pelo menos até a construção de novas salas, a possibilidade de uma interdição total do edifício, mas garante que a intervenção terá lugar ainda neste ano.
“Neste momento, estamos a mobilizar material para poder construir salas de aulas provisórias, que é para interditar todo o edifício vertical, porque está ainda em curso este estudo, com outras entidades, para perceber o real cenário, se é uma questão de intervenção ou mesmo de destruição daquele edifício e construção de um outro. As salas serão construídas ainda neste ano, já temos algum material que está a chegar à escola, mas é um trabalho que ainda está sendo feito”, garantiu.
No entanto, o entendimento dos alunos é outro. “Estamos preocupados com a situação, porque isto um dia é normal que caia, enquanto estamos em aulas”, alertam.
Enquanto isso, mais de 13 turmas continuam expostas ao risco face à acelerada degradação do edifício, nisto uma questão prevalece, será mesmo seguro adiar a interdição total da escola secundária de Chibuto, em Gaza.
O país vai assistir um eclipse total da Lua, neste domingo, visível em todas as regiões e em todas as suas fases. O fenómeno, que não representa qualquer perigo à saúde, poderá ser observado a olho nu, informou este sábado, o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM).
“Trata-se de um evento seguro, que não exige o uso de qualquer equipamento especial para a sua observação”, explicou Bercaldito Mapulane, técnico do INAM. “Ao contrário dos eclipses solares, este fenómeno não oferece qualquer risco à visão”, segundo Mapulane.
O eclipse total lunar ocorre quando a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua, projectando a sua sombra sobre o satélite natural. Este será o primeiro eclipse total da Lua visível no país desde 2021, e promete ser uma experiência memorável para entusiastas da astronomia e para o público em geral.
“Estamos perante um fenómeno raro, que acontece quatro anos depois do último registo no nosso território”, sublinhou Mapulane, acrescentando que “é uma excelente oportunidade para a população se conectar com a ciência e com o cosmos”.
De acordo com os dados do INAM, o fenómeno terá uma duração total de 5 horas e 31 minutos. O início está previsto para às 17h36, o momento de maior cobertura da Lua ocorrerá às 20h21 e o eclipse terminará por volta das 23h00.
“Durante este período, a Lua poderá adquirir uma tonalidade avermelhada, um efeito causado pela refracção da luz solar através da atmosfera terrestre, nas três fases que vai observar, nomeadamente: parcial, penumbral e total”, explicou Mapulane, sublingando que “este efeito, muitas vezes chamado de ‘Lua de Sangue’, é um dos aspectos mais impressionantes do eclipse total”.
O INAM recomenda à população que escolha locais com céu limpo e pouca poluição luminosa para observar o eclipse. A visibilidade será melhor em zonas abertas, sem árvores, edifícios altos ou luzes intensas a obstruírem o campo de visão.
“Para uma melhor experiência, é importante evitar áreas urbanas com muita iluminação”, orientou Mapulane. “Locais como zonas rurais ou espaços elevados, com vista ampla do céu, são ideais para apreciar o fenómeno”.
Além disso, o técnico sublinha o potencial educativo e turístico do evento: “Este eclipse representa também uma oportunidade para promover o turismo astronómico em Moçambique. Pode ser uma ocasião de aprendizagem, lazer e até de inspiração”, destacou.
O Instituto Nacional de Meteorologia reforça que continua empenhado na monitoria e divulgação de fenómenos astronómicos, com o objectivo de informar e educar a população sobre os eventos naturais que marcam o calendário científico.
“Queremos que a sociedade compreenda melhor estes fenómenos e participe neles de forma segura e informada. O conhecimento científico deve estar ao alcance de todos”, concluiu Bercaldito Mapulane.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, rejeitou a proposta do seu homólogo Russo, Vladimir Putin, para um encontro presencial em Moscovo, alegando que Putin “pode ir a Kiev” se for do seu interesse negociar para o fim da guerra.
Durante a entrevista a ABC, Zelensky disse que não vai aceitar encontrar-se com Putin em Moscovo, se for do interesse de Putin, deverá ir ao seu encontro.
De acordo com Zelensky, a proposta feita por Putin para um encontro em Moscovo visa apenas “adiar” uma eventual reunião.
A ideia de um encontro presencial entre os dois líderes decorre dos esforços diplomáticos lançados pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, e foi inicialmente proposta para acontecer duas semanas depois das cimeiras no Alasca e em Washington.
Por sua vez, a Ucrânia, que se encontra sob lei marcial desde o início da invasão russa, em Fevereiro de 2022, não consegue organizar eleições representativas, devido aos bombardeamentos no território ucraniano.
Refira-se que, aquando da invasão russa da Ucrânia, as propostas para um acordo de paz entre Moscovo e Kyiv têm fracassado.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou a inclusão do protetor solar na Lista Modelo de Medicamentos Essenciais, um passo histórico que pode transformar a vida de milhões de pessoas com albinismo em todo o mundo, particularmente em África, onde a exposição intensa ao sol agrava o risco de cancro da pele.
A decisão foi anunciada após um longo processo de mobilização internacional liderado pela relatora independente da ONU para os direitos humanos das pessoas com albinismo, Muluka-Anne Miti-Drummond, em coordenação com organizações científicas, académicas e da sociedade civil. A candidatura apresentada à OMS começou a ser preparada em 2022, mas só em 2025 encontrou acolhimento positivo no comité especializado.
Segundo Muluka-Anne, a medida representa “um divisor de águas” na luta contra o cancro de pele entre pessoas com albinismo. “Para pessoas cujas vidas estão marcadas pela vulnerabilidade à radiação ultravioleta, o acesso a protetor solar é transformador. Trata-se de um ganho que salva vidas e que deve ser visto como uma vitória coletiva”, declarou, agradecendo o empenho de estados-membros, cientistas, ativistas e grupos de albinismo que se mobilizaram ao longo do processo.
O caminho até à decisão não foi linear. A primeira candidatura, submetida em dezembro de 2022 com o apoio da Global Albinism Alliance, Fundação Pierre Fabre, Beyond Suncare, ILDS e Standing Voice, foi rejeitada pela OMS em julho de 2023. O comité apontou insuficiências técnicas que inviabilizaram a aprovação.
Apesar do revés, a equipa voltou à carga em 2024. Com o apoio voluntário da especialista em saúde Christa Cepuch e uma série de consultas técnicas, o dossiê foi reforçado. Em novembro do mesmo ano, uma nova candidatura foi submetida, desta vez com o apoio adicional do Relator Especial da ONU para as mudanças climáticas e da África Albinism Network.
Paralelamente, campanhas de pressão pública e petições mobilizaram dezenas de organizações em todo o mundo. Em março e abril de 2025, mais de 20 cartas de apoio foram enviadas à OMS, incluindo uma da Missão Permanente da Tanzânia em Genebra e outra da União Latinoamericana de Albinismo, assinada por mais de 30 entidades.
O esforço coletivo culminou em maio deste ano, quando a relatora independente apresentou pessoalmente a candidatura durante a sessão pública da OMS em Genebra. Ao lado dela esteve Clara Maliwa, uma mulher com albinismo que já foi submetida a tratamentos contra o cancro da pele, testemunhando na primeira pessoa a urgência do reconhecimento.
Muluka-Anne sublinhou que o avanço, embora pareça pequeno face ao conjunto de desafios que ainda se colocam às pessoas com albinismo, prova a força da mobilização conjunta. “Esta vitória mostra o impacto positivo que é possível alcançar quando juntamos esforços e trabalhamos com solidariedade e determinação”, afirmou.
A aprovação da OMS obriga os Estados a considerarem a disponibilização do protetor solar nos sistemas nacionais de saúde, como medicamento essencial. Para países como Moçambique, Tanzânia ou Malawi, onde as taxas de incidência de cancro da pele em pessoas com albinismo são alarmantes, a decisão poderá significar maior acesso a cuidados preventivos e a redução de mortes evitáveis.
O dossiê, que começou com uma reunião informal em 2022, percorreu três anos de negociações, revisões e campanhas globais até ser validado. Para os ativistas, trata-se de mais do que um documento técnico: é um reconhecimento de dignidade e um instrumento de justiça social.
“Este resultado é dedicado às pessoas com albinismo, cuja resiliência nos inspirou em cada etapa. É para elas que este mandato existe e é por elas que continuaremos a lutar”, concluiu Muluka-Anne.
Cento e sessenta e sete estudantes de diversos cursos técnico-profissionais foram graduados nesta sexta-feira, Instituto Médio Politécnico de Engenharia e Negócios, IMPEN. O Presidente do instituto, Raimundo Zandamela, diz que o acto é uma contribuição para a habilitação de jovens para a criação de empregos no país.
O Instituto Médio Politécnico de Engenharia e Negócios, IMPEN, graduou nesta sexta-feira, 167 estudantes, formados nas áreas de Ciências de administração, Eletricidade industrial,
Técnicos de laboratório, Operações hoteleiras e Informática.
Os estudantes, que durante anos deram tudo de si para concluírem com êxito os cursos, falam de momentos de muita provação, desafios sequenciados, mas que não cederam as dificuldades e que “hoje vemos os resultados das lutas”.
“O curso foi muito difícil. Programação não é fácil. Eu, sendo mulher, não é fácil.
Eu segui o meu sonho. O meu sonho sempre foi fazer um curso diferente, como informática. Muita gente diz que eu não podia fazer informática, porque eu curso para homem, esse tipo de coisa, mas eu sempre quis fazer diferente”, desabafou Ricardina Mucaiane, graduada do curso de Tecnologia de Informática.
Os futuros profissionais, em sua mensagem pela graduação, disseram que “este diploma não é apenas um pedaço de papel. É a prova viva de que sonhar é o primeiro passo, acreditar é o segundo, mas perseverar é o que nos leva à vitória. Que este dia nos lembra que a formatura não é o fim, mas sim o começo. O começo de novos voos, novas batalhas e novas conquistas”.
Quem acompanhou cada passo da formação, subiu ao palco e para deixar conselhos.
“Fiquem cientes de que a comunidade moçambicana é exigente e acompanha atentamente a vossa evolução em competências de saber fazer e deposita esperança na transformação tecnológica e social. Em voz. A considerarmos a criar iniciativas de geração de renda eficazes e eficientes. Não basta parecer, é necessário também ser”, disseram os pais dos graduados, em discurso de ocasião.
Para o Presidente do instituto, a primeira graduação da instituição representa uma contribuição na habilitação de jovens para o mercado de trabalho.
“Hoje, vocês não representam apenas as vossas famílias, mas também este Instituto.
São um reflexo do trabalho dos nossos professores e da confiança dos vossos pais. Levem com vocês os valores que aprenderam aqui, como a disciplina, a competência, a ética e a responsabilidade”, disse Raimundo Zandamela.
Convidado para proferir o discurso principal, o Presidente do Conselho de Administração do Grupo Soico desafiou aos graduados a quebrarem o ciclo de vida padrão e apostar no empreendedorismo.
Daniel David disse: “Estou pronto para transformar a minha vida. Estou pronto para vencer. Estou pronto para agregar. Estou pronto para prosperar. Eu, porque quando eu estiver bem no corpo, espírito e alma, facilmente vou servir os outros. Nunca vou servir a pátria enquanto eu não estou bem. A sua empresa, a sua vida, nunca será e nunca vai estar em condições de agregar ao país se a tua família não estiver bem. Começa pela casa, começa pela família, mostra o exemplo, depois passa para o vizinho, passa para os outros e o país vai prosperar. Por isso, a minha mensagem é essa. Sair da conformidade para uma conformidade. Ter o equilíbrio do corpo, espírito e alma. Projetar o conhecimento que aprenderam e terem como base aquilo que é fundamental. Estar nesta terra para servir, porque a vida é o quê? É um flash”.
O Governo da cidade defende a aposta na formação do saber fazer como alternativa ao desemprego.
“Esta graduação é produto da reforma do ensino técnico profissional baseado em padrões de competência, na qual a sociedade deve apostar na formação técnico-profissional dos seus educandos, pois é nele que reside o saber fazer.”
No evento foram graduados os estudantes mais dedicados, com especial destaque para Ricardina Mucaiane, a melhor estudante da instituição, que para além de estágio, ganhou uma bolsa para dar continuidade aos estudos.
O bairro de Benfica, na Cidade de Maputo, será palco, neste domingo, da celebração da música urbana, evento que se enquadra na iniciativa “Tardes de HipHop”, movimento que tem ganhado força nos últimos anos, na capital do país.
O evento, que vai servir também para a reafirmação da cultura HipHop moçambicana, vai reunir artistas, público e marcas num espaço de convivência e boa energia.
Nesta edição, o público terá a oportunidade de assistir às performances de Flame Sheezah, que fará uma sessão de escuta do seu CD “Best of Me”, revelando ao vivo os melhores momentos da sua carreira. Por seu turno, o DJ Verbalistick foi a figura escolhida para proporcionar uma tarde repleta de música, ritmo e criatividade.
Organizado por Epodez da Siderurgia, uma das peças-chave na divulgação e consolidação desta cultura na capital do país, o “Tardes de HipHop” tem-se afirmado como um ponto de encontro para a comunidade HipHop, oferecendo também surpresas e activações especiais que fortalecem a interacção entre artistas e público. O evento vai ter lugar no A Via Bar e Restaurante, às 14 horas.