A província de Cabo Delgado regista, em média, cinquenta casos de corrupção por ano, envolvendo, sobretudo, funcionários dos sectores da saúde e da educação. Entre os crimes mais frequentes destacam-se o desvio de fundos públicos, o suborno e outras práticas ilícitas relacionadas com a administração do Estado.
Apesar do elevado número de denúncias recebidas, a Procuradoria Provincial de Cabo Delgado revela que uma parte significativa dos processos acaba por ser arquivada, devido à insuficiência de provas que permitam sustentar a acusação em tribunal.
Os funcionários públicos continuam a liderar a lista dos arguidos, sendo os sectores da saúde e da educação apontados como os mais vulneráveis à prática de actos de corrupção.
Segundo a Procuradoria, o suborno para obtenção de serviços públicos ou de benefícios estatais de forma ilegal figura entre as modalidades de corrupção mais recorrentes na província.
Com o objectivo de aproximar a justiça dos cidadãos e incentivar a denúncia de práticas ilícitas, a Procuradoria Provincial tem vindo a promover campanhas denominadas “Tendas da Justiça”, uma iniciativa que permite recolher preocupações e denúncias da população fora do ambiente formal das instituições judiciais, reforçando a participação dos cidadãos no combate à corrupção.
As “Guerreiras do Índico” venceram a Guiné Conacri por 91-38 e qualificaram-se aos quartos-de-final do Afrobasket da Costa do Marfim. Na fase do mata-mata, as atletas moçambicanas vão medir forças com o Mali
Nasir Salé apostou num cinco inicial que dava indicações de as guerreiras do Índico não estavam na quadra para levar de ânimo leve a partida.
Silvia Veloso, Stefania Chiziane, Ingvild Mucauro, Tanucha Dongue e Carla Covane foram as primeiras chamadas a não defraudaram. Afinal, levaram Moçambique a vencer no final dos primeiros 10 minutos por 27-9.
Já começava a evidenciar-se o plano de chegar aos quartos-de-final, uma vez que as guerreiras não facilitavam. Os lançamentos eram teleguiados ao cesto da Guiné-Conacri e ao intervalo eram 30 pontos de diferença: 50-20.
O seleccionador nacional trocava constantemente o cinco moçambicano, já a pensar em descansar as principais unidades a pensar no jogo com Mali, por isso no terceiro quarto só foram apontados 28 pontos para Moçambique e 10 para Guiné, terminado com 78:30.
O quarto período era para gerir o resultado e rodar ainda mais, procurando não desgastar as jogadoras. O resultado final acabou por ser de 91-38, 62 pontos de diferença que mostram claramente a intenção de Moçambique na prova.
Leia Dongue, com 13 pontos e 7 ressaltos, e Chanaya Pinto, com 8 pontos, foram as guerreiras que estiveram em evidência.
Numa outra audiência no noite de terça-feira, o Presidente da República recebeu o presidente da Câmara de Comércio Brasil-África, Sinfrônio Júnior, para discutir novas iniciativas de cooperação bilateral no domínio da agricultura.
Sinfrônio Júnior destacou, à saída do encontro, o “grande potencial agrícola” de Moçambique e manifestou o compromisso do empresariado rural brasileiro em apoiar o país na transformação do sector agrário com tecnologias avançadas, visando o combate à fome e à pobreza.
“Nós estivemos aqui no Gabinete da Presidência da República para tratarmos alguns assuntos referentes à agricultura e parceria com o Brasil, com os empresários rurais brasileiros de desenvolvimento da agricultura moçambicana”, declarou Sinfrônio Júnior, sublinhando que Moçambique possui “um dos maiores potenciais do mundo para fazer a agricultura”.
O dirigente da Câmara de Comércio Brasil-África enalteceu o posicionamento do Presidente Daniel Chapo, descrevendo o encontro como produtivo e revelador de uma visão clara para o futuro do país. “O contacto com o Presidente da República foi fantástico. O Presidente tem um entusiasmo muito grande com a agricultura e vê a saída para o desenvolvimento do país, que é a agricultura e a agro indústria”, afirmou.
Segundo Sinfrônio Júnior, a aposta moçambicana na agro-indústria poderá criar oportunidades significativas de trabalho para a juventude e para os agricultores locais. “A agricultura vai ser um vector de trabalho para os jovens moçambicanos, para os agricultores moçambicanos, e assim por diante. Somente tem uma saída para dominação da pobreza e da fome, que é através da agricultura”, frisou.
O presidente da Câmara considerou “satisfatória” a reacção do Chefe do Estado moçambicano às propostas discutidas, reiterando que a modernização da agricultura está no centro da estratégia governamental.
Durante o encontro, foram também abordadas experiências anteriores de cooperação entre os dois países, nomeadamente projectos agrícolas já implementados com apoio brasileiro. “Nós já tivermos alguns projectos em curso aqui, da agricultura, do Brasil, que foram projectos importantes”, recordou Sinfrônio Júnior.
O dirigente destacou ainda o novo compromisso assumido pelo Brasil no contexto africano. “O Presidente da República Federativa do Brasil recentemente fez uma reunião com todos os ministros da agricultura da África, e nessa reunião estavam também representantes do Governo moçambicano através do Ministério da Agricultura.”
No âmbito dessa cimeira continental, surgiu a proposta da criação da Aliança Global contra a Fome, uma iniciativa liderada por Brasília.
A audiência reafirma o interesse comum entre Moçambique e o Brasil em consolidar uma cooperação económica centrada no desenvolvimento rural sustentável, na geração de emprego e na segurança alimentar, num momento em que ambos os países partilham visões convergentes sobre os desafios globais do sector agrícola.
Por: Jéssica Ponte
As escolhas, feitas de forma racional ou sob influência de emoções, têm impacto no
crescimento ou no declínio de quem as faz. O conto “Decadência”, um dos que compõe o livro Mutiladas (2024), do escritor moçambicano Eduardo Quive, descreve como a vida do protagonista é afectada pelas suas decisões.
No conto, é apresentada a história de Vitorino, um trompetista que faz digressões por vários países africanos, mas que tem de parar de tocar, depois de ter sido acometido pela tuberculose. De volta a Moçambique, e precisando de cuidados, percebe que só existe uma pessoa, do seu passado, a quem possa recorrer.
No auge da carreira, Vitorino Vitorino chega a actuar para delegações de chefes de Estado, porém, o que Rosália Mboa canta, na sua música intitulada “Pima Nhana”, “Tudo o que voa, vem para baixo, de vez em quando (…)”, acontece com Vitorino. Quando a sua carreira despenca, ele não só vai abaixo como lá permanece.
A situação enfrentada pela personagem de Eduardo Quive sugere que nenhuma das decisões tomadas por Vitorino, aquando do seu sucesso, inclui fazer investimentos que lhe gerassem renda, ter poupança ou manter relações saudáveis com familiares e/ou amigos na sua terra natal. O protagonista acomoda-se, assumindo suas conquistas como definitivas.
Vitorino atribui a culpa da sua miséria ao destino e à má sorte. Este aspecto leva à reflexão o conceito de locus de controle, um termo da Psicologia Social da Aprendizagem que, segundo Puerto (2023), é a percepção que uma pessoa tem sobre as causas dos eventos na sua vida.
O controle pode ser interno, quando o indivíduo atribui as causas ao seu comportamento, ou externo, quando atribui as causas a factores que não dependem de si.
Os pensamentos do personagem, como “(…) é lixado o destino” e “azar demais”, evidenciam que o seu locus de controle é externo, o que contribui para que ele se mantenha na inércia e não considere buscar mudanças, já que se vê como um interveniente passivo da sua própria vida.
O cenário descrito no conto não é diferente do de histórias reais que já foram tornadas públicas no nosso país. Jovens que alcançam o sucesso e perdem-se nas excentricidades, esquecendo-se de usar as oportunidades que têm para construir bases sólidas e um património sustentável. Quando, por alguma razão, “vêm para baixo”, tal como Vitorino, o seu comportamento é de vitimização. Culpam o destino, o azar e até as pessoas ao seu redor, menos a si próprios, transferindo a outrem a responsabilidade pela sua pobreza financeira e/ou mental.
O personagem do conto “Decadência” refere, num dos diálogos ao longo da narrativa, que tinha “o mundo a seus pés”, uma expressão que sugere “ter poder”, o implica controlo. A ocorrência pode levar à interpretação de que, em situações positivas, pode-se ter a tendência a assumir o locus de controle interno, atribuindo o protagonismo ao esforço individual, o que já não acontece com facilidade nas situações negativas.
Independentemente do tipo de crença predominante em cada um, um conselho válido a ser seguido é o que é dado por Rosália Mboa, ainda na música mencionada, anteriormente: “Pima nhana hiku gwira nhana, a mundzuku wa wena uta hi lava” (modera na forma com que te achas superior, porque amanhã podes precisar de nós). Afinal, quer se esteja em ascensão ou em decadência, os seres humanos precisam uns dos outros.
Com a história do trompetista, portanto, Eduardo Quive suscita uma reflexão sobre a importância de se fazer escolhas conscientes para que se evite sucumbir ao remorso.
*Texto resultado das actividades na oficina de escrita sobre crítica de arte, na Fundação Fernando Leite Couto.
O escritor Adelino Timóteo desembarca no Brasil para uma agenda literária que pretende reafirmar os laços históricos e culturais entre aquele país latino-americano e os países africanos.
No Brasil, o autor de Nação pária, A virgem da Babilónia ou Viagem à Grécia através da Ilha de Moçambique é convidado de honra da Festa Literária de Irecê (Flirecê), no interior da Bahia, e também participará de uma mesa especial, dedicada à sua trajectória e obra, na Casa Motiva, em Salvador, na Flipelô (Festa Literária Internacional do Pelourinho).
Durante a sua passagem pelo Brasil, o autor lançará “Nós, os do Macurungo”, publicado pela Editora Rua do Sabão. O livro chega após o sucesso comercial de suas obras anteriores no país, “Os oito maridos de Dona Michaela da Cruz” e “A biblioteca debaixo da cidade”, que conquistaram leitores e ampliaram o reconhecimento de sua literatura entre o público brasileiro.
“A obra que será lançada [“Nós, os do Macurungo”] no Brasil é ambientada em um dos bairros da cidade da Beira, o Macurungo, mergulhando em memórias coletivas e individuais marcadas por afetos, perdas e resistências. Com uma prosa poética e intensa, Adelino Timóteo amplia o alcance da literatura moçambicana, oferecendo um retrato íntimo e profundo da vida em um bairro africano”, adianta a nota de imprensa da Editora Rua do Sabão, que edita o escritor.
De acordo com o gerente de comunicação da Editora Rua do Sabão, Heider de Assis, “A visita de Adelino Timóteo reafirma o compromisso da Rua do Sabão com o intercâmbio cultural entre os países lusófonos e oferece ao público brasileiro a chance de se conectar com uma literatura marcada pela força da memória, da identidade e da linguagem. A presença do autor na Bahia — estado que é símbolo da herança afro-brasileira — representa um momento de celebração e reconexão.”
No livro “Nós, os do Macurungo”, Adelino Timóteo compartilha as suas memórias da infância vivida no bairro Macurungo, na cidade da Beira. A localidade aparece como esplendorosa síntese e amostra de todo o país, reflectindo as mentalidades, os hábitos e os tipos humanos de uma época crucial na história de Moçambique.
O livro, que será lançado no dia 8 de Agosto, é mais do que um relato pessoal; é uma tentativa de resgatar e preservar a memória colectiva de um período esquecido ou negligenciado pela sociedade contemporânea.
Nesta ida ao Estado de Salvador, portanto, o escritor vai participar em dois eventos: Flirecê e na tradicional Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), que acontecerá de 6 a 10 de Agosto.
A ida ao Brasil acontece um dia depois de Adelino Timóteo ter sido homenageado pela Universidade Pedagogica de Maputo, pelos seus 30 anos de percurso literário.
Vinte anos após a implementação da legislação que obriga à canalização de 20% das taxas de exploração florestal e faunística para as comunidades locais, o Governo canalizou mais de 500 milhões de meticais. Segundo o Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas, o valor permitiu o financiamento de iniciativas comunitárias.
A implementação da obrigação de canalização de 20% das taxas de exploração florestal e faunística para as comunidades locais das áreas de exploração dos recursos naturais, iniciou em 2005. Contudo, 20 anos depois da implementação desta legislação, o Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas diz que foram canalizados 518 milhões de meticais
“Foram canalizados cerca de 518 milhões de mercados para 1.580 comitês de gestão de recursos naturais, permitindo financiar múltiplas iniciativas comunitárias que contribuem para a geração de renda e para o financiamento das atividades em benefício das comunidades locais”, avançou Gustavo Djedje, Secretário de Estado da Terra e Ambiente.
Falando durante a sexta edição da conferência nacional sobre maneio comunitário dos recursos naturais, em Maputo, o Secretário de Estado de Estado da Terra e Ambiente apontou alguns desafios que ainda prevalecem no sector.
“Consolidação da instituição em adição destas Organizações Comunitárias de Base, com material de capacitação harmonizado, definição e aprovação de uma estratégia de maneio comunitário de recursos naturais, assegurando a sua integração nos instrumentos de desenvolvimento rural, a sustentabilidade dos projetos e iniciativas comunitárias, proporcionando às comunidades locais a possibilidade de identificar e de se apropriarem das iniciativas de geração de renda e alto valor econômico desenvolvidas no seio destas mesmas comunidades”, destacou.
A sexta edição da conferência nacional sobre maneio comunitário dos recursos naturais tem como objectivo refletir os impactos das mudanças climáticas e definir ações concretas para adaptar as comunidades a estes fenômenos naturais.
A Associação Cultural Hodi vai apresentar o concerto “Makwaela Tracks”, a realizar-se na sexta-feira, 8 de Agosto, às 19h00, no espaço Gil Vicente Café Bar, na Cidade de Maputo.
Makwayela Tracks é uma celebração e exaltação da dança Makwayela, expressão que deu origem a esta agremiação cultural que conquistou o mundo através das suas brilhantes performances de canto e dança.
O espectáculo é uma celebração vibrante do canto e dança tradicional makwayela, realizado pela renomada Associação Cultural Hodi, reconhecida pelo seu trabalho artístico e pela valorização da herança cultural moçambicana.
O evento contará ainda com a participação especial de artistas convidados, entre os quais se destacam Rukan Rosy, Pauleta Muholove, Delta Nhamay Wa Sewi e Tchaka Waka Bantu.
Os convidados juntam-se à Associação Hodi, para criar uma noite inesquecível, onde tradição e inovação se encontram em palco.
Os Estados-Membros da Região Africana “importam entre 70% e 100% de produtos farmacêuticos acabados, 99% de vacinas e entre 90% e 100% de dispositivos médicos e ingredientes farmacêuticos”, disse o Presidente da República, citando dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).
De acordo com Daniel Chapo, alguns Estados-Membros da Região Africana têm pouca ou nenhuma capacidade para o fabrico de vacinas, dispositivos médicos e outras tecnologias de saúde com qualidade farmacêutica.
Para minimizar a dependência na importação de fármacos, a Fábrica Nacional de Medicamentos (FNM) e a sua subsidiária INFARMA têm capacidade de produção de mais de dois biliões de comprimidos, cápsulas e suspensões em pó, mais de 18 milhões de bolsas de injectáveis de grande volume, assim como mais de 50 milhões de doses de vacinas em mais de 100 formulações de medicamentos.
Além da participação na “Conferência Internacional sobre a Produção Local, Investigação e Desenvolvimento de Medicamentos e Produtos de Saúde” – de 30 a 31 de Julho corrente em Maputo – a FNM vai apresentar o seu caso de sucesso na produção de Medicamentos em Moçambique, no âmbito do “Mozambique International Health Expo and Summit 2025 (MIH EXPO 2025)”.
A apresentação decorrerá num painel cujo tema é “Produção Local: Investimento na Indústria Farmacêutica Local – Casos de Sucesso”.
À margem do evento dirigido pelo Chefe do Estado esta quarta-feira, a FNM destacou que tem estado a empreender iniciativas arrojadas de aumento da capacidade de produção e garantia da qualidade, em resposta aos esforços do Governo de Moçambique que neste novo ciclo de governação, aposta fortemente na promoção da produção local de medicamentos, com vista a substituir as importações e garantir o pleno abastecimento do Serviço Nacional de Saúde com medicamentos de qualidade e preços acessíveis.
Aliás, em 2024, a FNM recebeu da Organização Mundial da Saúde (OMS) um Certificado de Pré-qualificação na produção de medicamentos.
“Com esta certificação a FNM posiciona-se como uma empresa com o mais alto padrão de qualidade na produção de medicamentos o que a qualifica para comercializar os seus produtos, tanto no mercado nacional, como internacional, e está a expandir as suas capacidades de produção e a posicionar-se como um produtor de referência em África”.
Através de uma parceria estabelecida em 2020 com o Estado Moçambicano, a FNM constituiu a INFARMA – Indústria Farmacêutica, uma subsidiária que veio aumentar a capacidade de produção nacional. As duas as fábricas tem das mais modernas instalações industriais e com equipamentos de ponta, prontas para responder à demanda local e internacional.
As duas fábricas têm estado há cerca de 10 anos a produzir fármacos essenciais e de categoria global, cobrindo já cerca de 50% do consumo do serviço nacional de saúde e contribuindo desde então com várias soluções terapêuticas, incluindo anti-hipertensivos, antibióticos, anti-convulsantes, anti-histamínicos, antidiabéticos, antifúngicos, analgésicos, antibacterianos, antiácidos, antidiarreicos, vitaminas, antimaláricos e antirretrovirais.
O início de produção de injectáveis e de vacinas será um marco muito importante para o nosso país pois permitirá a substituição total da importação de injectáveis de grande volume (soros) e parcial das vacinas, bem assim a afirmação de Moçambique na arena internacional como um país com indústrias de alta tecnologia.
Nesta quarta-feira, às 18h00, o Centro Cultural Moçambicano-Alemão (CCMA), na Cidade de Maputo, será palco do espectáculo “(De) Pressão Pós Realidade”, uma adaptação teatral baseada no texto original do escritor Negro e encenada pelo Grupo de Teatro Fragmentados.
Num tempo em que os desafios da existência quotidiana se intensificam e as fragilidades humanas são muitas vezes silenciadas, esta peça emerge como um grito poético e cru. Através da intimidade de duas personagens – José e Rita –, o público é conduzido a uma viagem emocional que toca temas como o desemprego, a solidão, a depressão, a sobrevivência urbana, os sonhos adiados e a dignidade em contextos de exclusão.
José, homem inteligente, mas marcado por traumas, e Rita, ex-prostituta e sonhadora, vivem juntos num apartamento. Partilham um quotidiano duro, mas também momentos de ternura e resistência. As suas conversas, silêncios, beijos, confrontos e recordações revelam uma verdade incómoda e comovente: mesmo quando tudo parece perdido, ainda resta o desejo de sonhar.
A peça propõe uma reflexão profunda sobre o que significa viver — e sobreviver — numa sociedade cada vez mais desumanizada e desigual. A sua força reside na autenticidade dos diálogos, na poesia da dor e na coragem de expor a intimidade emocional como acto político.
A coordenação artística é de Ramadan Matusse, com interpretação de Paulo Jamine e Maria Auzenda, produção de Quitéria Nhalungo.
Um forte sismo de magnitude 8,8 atingiu a península de Kamchatka, na Rússia, provocando tsunamis no país e no Japão, e a emissão de alertas em muitos países banhados pelo Pacífico.
A Agência Meteorológica do Japão (JMA), citada pela RTP, elevou o nível de alerta de tsunami para três metros ao longo da costa do Pacífico do país. As autoridades japonesas emitiram, além disso, ordens de evacuação em vários pontos do norte, leste e centro do arquipélago.
A baía de Tóquio está igualmente sujeita a um alerta de tsunami até um metro, tal como a baía de Osaka, onde se realiza a EXPO2025, e as ilhas de Shikoku (oeste), Kyushu (sudoeste) e Okinawa (sudoeste).
São igualmente esperados tsunamis de até 20 centímetros ao longo das costas do mar do Japão.
O alerta surgiu na sequência de um dos mais fortes sismos registados na história, que atingiu, esta madrugada, o extremo oriente da Rússia, com magnitude de 8,8, causando um tsunami na região norte do Pacífico e levando à emissão de alertas em várias geografias no mundo.
A Agência Meteorológica do Japão (JMA) elevou o nível de alerta de tsunami para três metros ao longo da costa do Pacífico do país, após o sismo atingir a península russa de Kamchatka.
O terramoto ocorreu às 08h25 locais (00h25, em Lisboa) ao largo da costa sul da península de Kamchatka e teve a magnitude preliminar de 8, mais tarde revista para 8,8, segundo a Agência Meteorológica do Japão. O Serviço Geológico dos Estados Unidos estimou que o sismo ocorreu a uma profundidade de cerca de 18,2 quilómetros.
O executivo japonês criou uma equipa especial para acompanhar a situação, anunciou o porta-voz do Governo Yoshimasa Hayashi.

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