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A Procuradoria-Geral da República manifesta preocupação com a superlotação do Estabelecimento Penitenciário Regional Centro, conhecido por Cadeia Cabeça-de-Velho, na cidade de Chimoio. Projectada para albergar 1.500 reclusos, a unidade prisional acolhe actualmente mais de 2.000, situação que compromete as condições de habitabilidade e o processo de ressocialização.

A preocupação foi manifestada durante a visita de trabalho do Procurador-Geral da República à província de Manica, que iniciou esta terça-feira com uma deslocação ao maior estabelecimento penitenciário da região Centro.

“É um edifício muito grande, tem capacidade para por aí 1.500 reclusos, mas está acima de 2.000 reclusos. Portanto, como podem calcular, já está fora do padrão, e isto é preocupante, porque leva a que algumas celas tenham, digamos, reclusos apertados, e isto não é muito saudável para a própria ressocialização dos próprios reclusos.”

Além da superlotação, a Procuradoria identificou o avançado estado de degradação do muro de vedação da cadeia, uma situação que representa riscos tanto para os reclusos como para as comunidades vizinhas.

“O muro de vedação realmente é um grande perigo para as populações circunvizinhas, no sentido de que a qualquer momento pode desabar, mas é também um perigo para os próprios reclusos, porque, se desabarem, então não sabemos o que pode acontecer. Agora, soluções para isto? Naturalmente que isto passa pela reabilitação de raiz do muro de vedação.”

A visita do Procurador-Geral da República à província de Manica prossegue com a avaliação do funcionamento de outras instituições da administração da justiça, incluindo o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC).

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“Tratado Sobre Noite” é o título do terceiro livro de Whaskety Fernando, chancelado pela Mapeta Editora, a ser lançado na cidade da Beira, no dia 7 de Agosto, no Centro Cultural Português, a partir das 18 horas. 

Na sua nova proposta poética, Whaskety Fernando guia os leitores pelas margens dum rio interior, onde, de um lado, persiste o dia, e do outro, resiste a noite. É nesta noite, de exílio, cansaço e contemplação, que o poeta se encontra e escreve. 

Os versos do poeta surgem do escuro, mas não se apagam: acendem, em vez disso, as perguntas essenciais, os desejos calados, as perdas que germinam flores, e os cantos marginais que só a alma ouve. 

“Tratado sobre noite” é um convite para habitar a noite que todos têm dentro de si, adianta uma nota de imprensa. 

A apresentação estará a cargo do académico Cristóvão Seneta.

Whaskety Fernando nasceu na Munhava, cidade da Beira, onde vive. Começou a publicar o seus textos na página “Diálogo”, do jornal “Diário de Moçambique”. Foi finalista do Prémio Literário Fernando Leite Couto, com a novela “Noites de desassossego”, e do Prémio Literário Carlos Morgado, com o conto “A idade do Rosto”. É autor dos livros “Os últimos animais” (2023), romance, e “O prazer ao chorar de dor” (2024), poesia.

 

As longas distâncias continuam a ser um dos principais obstáculos ao acesso à educação na província de Gaza, especialmente nos distritos do norte e extremo sul. No norte destacam-se Chigubo, Massingir e Mabalane, onde as comunidades chegam a estar entre 10 e 16 quilómetros da escola mais próxima.

No distrito de Chongoene, a situação é igualmente crítica. Mais de 1.300 alunos são obrigados a percorrer cerca de 16 km por dia até à Escola Secundária de Bungane, devido à ausência de uma infraestrutura escolar na localidade de Nhacutse.

Hélio Carlos e Lina Manuel, alunos da comunidade, relatam o sacrifício diário. “Acordamos às 5h30 e chegamos à escola às 7h. Mesmo assim, às vezes ainda chegamos atrasados”, contam.

A situação preocupa os pais e encarregados de educação, muitos dos quais não têm condições financeiras para garantir transporte. A maioria dos alunos faz o trajeto a pé, o que resulta em atrasos frequentes e baixo rendimento escolar.

“Para um cidadão que não tem recursos, quando o filho começa a ter dificuldades, a única saída é abandonar os estudos. A maioria aqui vive apenas do trabalho na machamba”, lamenta Artur Pedro, representante dos pais em Nhacutse.

Segundo ele, a desmotivação e o abandono escolar aumentam a cada ano. “Até os que eram mineiros já não conseguem pagar as despesas escolares. Não sabemos até quando vamos esperar por uma escola secundária aqui”, questiona.

O setor da educação em Gaza reconhece o problema, mas justifica a ausência de investimentos com a baixa densidade populacional.

“Temos comunidades com cerca de 15 alunos, o que não justifica a construção de uma escola de raiz”, explicou Raquelija Da Glória, porta-voz da Direção Provincial de Educação em Gaza.

Como solução, o setor propõe a implementação do ensino à distância nessas comunidades. “Estamos a sensibilizar os alunos e as famílias para aderirem ao ensino secundário à distância, que pode ser uma alternativa viável nestas zonas remotas”, acrescentou.

Além da distância, os mais de 800 alunos que ainda estudam em Nhacutse enfrentam há mais de dez anos condições extremamente precárias, com salas de aula degradadas. O Conselho da Escola denuncia que a situação se deve ao desvio de contribuições feitas pela própria comunidade.

A população exige medidas urgentes por parte das autoridades para garantir o direito básico à educação.

Os braços juvenis dos partidos políticos defendem que a participação da juventude no Compromisso Político para um Diálogo Nacional Inclusivo é fundamental para o alcance dos consensos necessários para a pacificação do país

As organizações da sociedade civil, partidos e os seus respectivos braços juvenis juntaram-se, nesta quinta-feira, para discutir sobre o papel da juventude no Compromisso Político para um Diálogo Nacional Inclusivo.

Organizada pelo Instituto para a Democracia Multipartidária (IMD), a mesa redonda serviu como uma plataforma de comunicação entre os jovens e a Comissão Técnica para o Diálogo Nacional Inclusivo (COTE), num contexto em que a estrutura deste órgão ainda está a ser formada, processo que irá culminar com a criação dos grupos de trabalho.

Mais do que exigirem a sua participação no processo do diálogo, o director-executivo do IMD, Hermenegildo Mundlovo, entende que os jovens devem desenhar os seus próprios planos de acção, que vão servir como uma luz sobre como é que nos próximos dois anos poderão contribuir para o alcance dos consensos para a pacificação do país.

Falando em representação da Comissão Técnica para o Diálogo Nacional Inclusivo, Albino Manguene alertou que, mais do que procurar caminhos para o diálogo, é preciso corrigir os erros cometidos num passado recente. Manguene considera que este processo representa um marco histórico para o país, tendo em conta que o diálogo envolve vários actores nacionais.

“O diálogo nacional inclusivo sai de uma sala fechada para uma esfera pública, até porque antes as negociações e as conversações eram feitas aconteciam numa sala fechada e como poucos actores. Agora as coisas mudaram, pois todos poderão contribuir nesse processo, incluindo os jovens”, disse Albino Manguene.

Os braços juvenis dos partidos políticos entendem que a participação da juventude neste processo é fundamental, pois têm ideias inovadoras. Para os jovens, a mesa redonda serviu como um momento de reflexão sobre a sua inclusão em todos os poderes decisórios do país e em todos os tipos de diálogos que levem a consensos para a busca de soluções para a paz.

O ministro da Juventude e Desportos, Caifadine Manasse, desafiou os jovens a fazerem parte das soluções dos vários problemas que o país enfrenta, sobretudo a paz.

O governante adverte que, ao promover-se o diálogo incluindo a juventude nas decisões e ao reconhecer-se o seu valor, cria-se um ambiente onde a destruição de bens públicos e privados deixa de ser vista como uma forma de protesto, “dando lugar a atitudes construtivas, participativas e responsáveis e que coloquem o bem comum acima dos interesses momentâneos”, explica.

A mesa redonda decorreu sob o lema “Unindo vozes de jovens para renovar compromissos nacionais”.

Um grupo de populares invadiu uma vasta área pertencente às irmãs católicas no bairro de Namicopo, província de Nampula, alegando que o local serve de refúgio dos malfeitores. As irmãs recorreram ao tribunal para pedir, através de uma providência cautelar, o abandono da área por parte dos invasores, e o tribunal aceitou o pedido.

A informação foi avançada por Nassir Mussa, oficial de diligências no Tribunal Judicial da Província de Nampula, que disse que o tribunal deu, nos termos legais, o procedente a providência requerida pelas irmãs, ou seja, “ficam intimados os requeridos a suspender imediatamente qualquer actividade ou construção dentro da propriedade da requerente”.

Por outro lado, segundo disse Nassir Mussa, ficam intimados também os secretários, chefes de bairro e da zona a não emitirem declarações pareceres, compra, venda e não autorizar invasão dentro da propriedade da requerente.

Esta é a segunda vez que o Tribunal Judicial da Província de Nampula intima os invasores a abandonarem a área. A primeira previa 30 dias, e estes não obedeceram.

Um dos invasores ameaça não abandonar o local, ameaçando ainda quem se aproximar para fazer a sua retirada. “Eu estou a informar, dizer que se aquele senhor continuar a vir aqui, não vamos nos entender. Não vamos abandonar, porque primeiro nós nunca fizemos mal a ninguém”, disse.

Outro dos invasores diz que o povo tem um governo e “o governo somos nós”. Ademais, apela à clemência e ao bom senso. “Quando o tribunal vier demolir, peço para vir com piedade. Não negamos para ele fazer esse trabalho, mas dar piedade a esse povo, saber aonde que vai colocar”, pede.

O terceiro dos invasores fala em concessão arbitrária. “Ninguém comprou e ninguém ofereceu. Só entramos aqui por causa dessas matanças que estão a existir aqui”, afirmou.

A polícia esteve a fazer a cobertura da entrega da notificação e apela à colaboração dos invasores. Rodolfo Araújo, chefe das operações no distrito de Nampula, pediu para os invasores suspenderem as actividades até que o tribunal tome uma outra posição.

“Esta é a posição da polícia, o conselho da polícia. E menos agitação. Não queremos aqui agressões. Nós viemos em paz”, frisa o chefe das operações no distrito de Nampula.

Recentemente, o presidente do Município apelou aos titulares de DUAT de áreas invadidas a recorrerem ao tribunal, por entender serem matérias para decisão judicial, e não administrativa.

“Nós aconselhamos todo aquele que tiver DUAT, numa situação igual à invasão de terra e tenha documento, que faça uma apelação ao Tribunal Judicial. Só o tribunal tem competências para resolver a questão do derrame de ocupação ilegal de espaços”, sugeriu na ocasião Luís Giquira, edil de Nampula.

Caso não haja abandono voluntário, o tribunal poderá ordenar a retirada compulsiva.

O lateral-esquerdo moçambicano, Reinildo Mandava, pode estrear-se este final-de-semana pela sua nova equipa, o Sunderland, num jogo amigável diante do Real Betis da Espanha. A informação foi avançada pelo treinador francês, Régis Le Bris.

Depois de ter integrado os trabalhos de preparação para a nova temporada a 20 de Julho passado, Reinildo Mandava teve que acelerar o seu ritmo competitivo para estar no nível que os seus outros companheiros e poder ser uma pedra importante para o seu treinador.

Este Sábado (02), contra o Real Bétis, o internacional moçambicano pode contabilizar os seus primeiros minutos com a camisola dos “gatos pretos”

Recorde-se que o lateral esquerdo demorou integrar o conjunto inglês uma vez que estava em representação do Atlético de Madrid, sua antiga equipa, no Mundial de Clubes, nos EUA.

 

O Presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Feizal Sidat, e a sua equipa de trabalho visitaram, esta quarta-feira, o Estádio Nacional do Zimpeto para acompanhar de perto os trabalhos de melhoramento da infra-estrutura, em linha com as recomendações da CAF.

Recebidos pela Directora do Fundo de Promoção Desportiva, Sílvia Langa, a direcção da FMF diz ter reforçado a cooperação e o alinhamento para que o jogo da 8.ª jornada de qualificação ao Mundial FIFA 2026, frente ao Botswana, decorra naquele recinto em Setembro próximo.

O Presidente manifestou ainda satisfação com os avanços registados, reafirmando o compromisso da FMF em garantir as melhores condições para a nossa selecção e para os adeptos.

 

A primeira-dama da República, Gueta Chapo, exorta a mulher africana a incrementar o seu contributo em prol do empoderamento da rapariga, na perspectiva de torná-la instrumento catalisador para o desenvolvimento do continente africano.

Numa mensagem endereçada à mulher africana por ocasião do seu dia, que se assinalou ontem, 31 de Julho, Gueta Chapo refere que a data foi consagrada pela União Africana para reflexão sobre o papel da mulher no desenvolvimento social, económico e cultural do continente africano.

“Em Moçambique, é notório o número crescente de mulheres em posições de liderança e governação que, orientadas pelas políticas do Governo, dão o seu contributo assinalável para o desenvolvimento e bem-estar das comunidades”, lê-se na mensagem da esposa do Presidente da República.

A primeira-dama sustenta que é por isso que o nosso país acolheu, em 2003, a reunião que adoptou o Protocolo da Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos sobre os Direitos das Mulheres em África, conhecido como Protocolo de Maputo, um instrumento internacional de direitos humanos estabelecido pela União Africana, em vigor em 2005.

O Protocolo de Maputo assegura os direitos à mulher na sua participação em processos políticos, igualdade do género, saúde reprodutiva, combate à mutilação genital feminina, inclusão financeira e económica, posicionando a mulher no centro do desenvolvimento.

As violência doméstica e sexual continuam a ser uma das maiores preocupações das mulheres. O secretário de Estado do Género e Acção Social defende que se devem divulgar mais leis que promovam a protecção das mulheres, como forma de reduzir os casos. Abdul Razaque falava por ocasião do Dia da Mulher Pan-Africana.

É o Dia da Mulher Africana, e, na Cidade de Maputo, a celebração começou na Praça dos Heróis, onde mulheres, todas vestidas a rigor, mas com culturas e pertencentes a diferentes países africanos, se juntaram para reflectir sobre os seus desafios.

Ao som da banda militar, o secretário de Estado do Género e Acção Social, Abdul Razaque, foi quem dirigiu a celebração, depois de depositar uma coroa de flores, por ocasião da efeméride.

Mesmo sem avançar números, Razaque explicou que os casos de violência contra a mulher e a rapariga, no país continuam preocupantes.

“Infelizmente, há muitos casos que morrem no silêncio, não sei se é por causa da educação da própria mulher, que acabam não denunciando. O Governo já criou instituições vocacionadas na responsabilização de pessoas que praticam actos de violência contra a mulher.”

Outra preocupação é com os casos de feminicídio, que Razaque explica que “há necessidade de continuarmos a divulgar as leis que protegem as mulheres”.

Porque é dia de celebração, as mulheres decidiram exaltar a cultura africana por meio de demonstrações.

A secretária-geral da Organização da Mulher Moçambicana, Cidália Chauque, disse que, apesar das fragilidades, houve avanços para o empoderamento da mulher.

“Comemoramos os efeitos da mulher nas diversas áreas de desenvolvimento social, económico e político dos nossos países. Os avanços não foram só em Moçambique, mas em cada país africano.”

O Dia da Mulher Pan-Africana foi estabelecido para comemorar a primeira Conferência Pan-Africana da Mulher, realizada em Dar es Salam, na Tanzânia, em 1962.

O Millennium BIM é novo membro do clube do Parque Nacional de Maputo à luz de um memorando de entendimento assinado nesta semana, que visa, para além de apoiar o meio ambiente, apoiar as comunidades circunvizinhas do parque. 

No âmbito da sua responsabilidade social, a instituição bancária vai desenvolver sistemas de abastecimento de água potável para mais de duas mil pessoas residentes no distrito de Matutuíne, na Província de Maputo, para além de promover outras iniciativas que passam por reformar os modelos de pagamento para ter acesso ao parque.

“Hoje damos um passo importante e simbólico com a assinatura deste memorando de entendimento. Esta parceria representa o nosso compromisso com a sustentabilidade ambiental e o desenvolvimento das comunidades locais”, disse Moisés Jorge, PCA do BIM, acrescentado que o acto reforça o papel da instituição financeira no âmbito da sua responsabilidade social.

Num ano em que completa 30 anos no mercado financeiro moçambicano, o Millennium BIM continua com as mãos abertas e a fazer amigos. Em Matutuíne, o banco quer aliviar vidas em sufoco por falta de água potável.

“Com esta iniciativa, iremos apoiar projectos concretos, nomeadamente sistemas de abastecimento de água potável para as comunidades locais, contribuindo, assim, para melhorar a sua qualidade de vida, de forma sustentável e alinhada com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável. Queremos ser parte activa na preservação do património natural de Moçambique”, concretizou, afirmando que este é apenas o início de um caminho que queremos trilhar com responsabilidade, solidariedade e visão de futuro.

Localizado na província de Maputo, o Parque Nacional de Maputo oferece uma combinação cénica de planícies, pântanos, pradarias, cadeias de montanhas e florestas de dunas costeiras ao longo de praias de areia branca e fina e um mar de azul turquesa.

Actualmente com mais de cinco mil animais diversos, o parque recebe anualmente mais de 16 mil visitantes, um destino que engloba três ecossistemas, desde terrestre, marinho e costeiro, que, segundo os gestores, a sua sobrevivência é suportada, em parte, pelas melhores parcerias.

“Esta é uma união de vontades entre uma das instituições bancárias mais sólidas do nosso país e uma das áreas protegidas e especiais de Moçambique e do mundo”, disse Miguel Gonçalves, admirador do Parque de Maputo.Denominado Mungano, o clube tem, neste momento, quatro membros instituições e oito singulares, uma iniciativa que agrada à Administração Nacional das Áreas de Conservação. O Parque Nacional de Maputo é património mundial da UNESCO desde Julho do presente ano.

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