A Procuradoria-Geral da República manifesta preocupação com a superlotação do Estabelecimento Penitenciário Regional Centro, conhecido por Cadeia Cabeça-de-Velho, na cidade de Chimoio. Projectada para albergar 1.500 reclusos, a unidade prisional acolhe actualmente mais de 2.000, situação que compromete as condições de habitabilidade e o processo de ressocialização.
A preocupação foi manifestada durante a visita de trabalho do Procurador-Geral da República à província de Manica, que iniciou esta terça-feira com uma deslocação ao maior estabelecimento penitenciário da região Centro.
“É um edifício muito grande, tem capacidade para por aí 1.500 reclusos, mas está acima de 2.000 reclusos. Portanto, como podem calcular, já está fora do padrão, e isto é preocupante, porque leva a que algumas celas tenham, digamos, reclusos apertados, e isto não é muito saudável para a própria ressocialização dos próprios reclusos.”
Além da superlotação, a Procuradoria identificou o avançado estado de degradação do muro de vedação da cadeia, uma situação que representa riscos tanto para os reclusos como para as comunidades vizinhas.
“O muro de vedação realmente é um grande perigo para as populações circunvizinhas, no sentido de que a qualquer momento pode desabar, mas é também um perigo para os próprios reclusos, porque, se desabarem, então não sabemos o que pode acontecer. Agora, soluções para isto? Naturalmente que isto passa pela reabilitação de raiz do muro de vedação.”
A visita do Procurador-Geral da República à província de Manica prossegue com a avaliação do funcionamento de outras instituições da administração da justiça, incluindo o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC).
O início do segundo semestre de aulas na Universidade Pedagógica de Maputo (UP-Maputo) foi marcado nesta sexta-feira, 01 de Agosto, por uma “Aula de Vida Artística” proferida pelo guitarrista, músico e académico Jimmy Dludlu. O anfiteatro Paulus Gerdes, Campus de Lhanguene, testemunhou o carisma do músico e a simpatia dos participantes que lotaram o local para acompanhar o percurso de vida musical do “senhor Afrojazz”.
Na ocasião o Reitor da UP-Maputo Prof. Doutor Jorge Ferrão referiu que escolheu para o início do semestre, convidar Jimmy Dludlu que através dos seus gestos, sensibilidade e melodia, ajuda a educar uma nação, portanto, artistas como JIMMY “não se limitam apenas a tocar guitarra, mas tocam na alma do país”, acrescentou Ferrão, salientando que, o momento constitui uma forma de reconhecer as histórias que moldam a nossa identidade e igualmente uma forma de celebrar os 40 anos da UP-Maputo.
Moisés Mavale Professor de música na UP-Maputo, que por sinal foi aluno do guitarrista Jimmy, na Escola de Comunicação e Artes (ECA) falou através da voz e das cordas de viola sobre a influência de Dludlu na Educação Musical na UP-Maputo. Mavale fez uma incurssão intervalada por acordes para explicar com mestria como as sonoridades de Jimmy influenciaram no processo de evolução musical com acordes mais elaborados. Ficou claro como o Jazz do Jimmy, teve significativa influência no ensino de música na Faculdade de Ciências da Liguagem Comunicação e Artes (FCLCA), UP-Maputo.
Jimmy Dludlu, de nome oficial Adelino Cuambe, um menino do bairro de Chamanculo que aos 13 anos já almejava ser músico, bebeu logo cedo do estilo de músicos moçambicanos e de afrojazz que ouvia na rádio, depois aventurou-se para a Suazilândia e África do Sul. Passou a fronteira sem passaporte numa epopeia cheia de episódios sofridos.
Jimmy surpreendeu os participantes ao contar sua trajectória de vida, formação, ritmos afrojazz até conquistar o mundo, percurso marcado por muita força de vontade de vencer, disciplina, dedicação e investimento de tempo para aprendizado.
A “Aula de Vida Artística” foi igualmente um momento de homenagem e reconhecimento do grande contributo do Jimmy na cultura moçambicana e na formação de artistas. O evento foi marcado por momentos lúdicos, da Tuna Académica da UP-Maputo e um dueto de guitarra do Professor Queirós e violino da Professora Ekaterine que surpreenderam Jimmy com uma execução clássica de uma de suas músicas.
A erosão, que se instala lentamente na Avenida Joaquim Chissano, na Cidade de Maputo, está a transformar o quotidiano de algumas famílias em incerteza e desespero. Com a aproximação da época chuvosa, cresce o medo de que a terra ceda por completo e leve com ela casas, vidas e memórias.
Para muitos moradores, o chão está a desaparecer lentamente e traz consigo a segurança das suas famílias.
“Vivemos com medo constante de acordar e ver a casa engolida pela terra”, relata Cristina Machanguana, moradora da zona. Sublinhando que “a cada chuva, ouvimos as paredes a estalar. As crianças não dormem e nós também não”.
Hilário Manuel, também residente, conta que o problema vem crescendo ao longo dos anos sem qualquer resposta concreta:
“Já alertamos várias vezes. O que vemos são pequenas visitas e promessas. Mas, os desníveis só crescem todos os dias, agravando a situação.”
A capital do país entra em contagem decrescente para o início da época chuvosa e com ela, os riscos de desabamento agravam-se. Para muitos residentes, trata-se de uma questão de tempo até que se registem perdas irreversíveis.
“Estamos preocupados. A terra já começou a ceder em alguns pontos. A próxima chuva forte pode levar tudo”, alerta Zeferino Chicuca, munícipe da zona. “Há locais onde já caíram algumas paredes, isso pode acontecer com uma casa inteira”, aponta o munícipe.
A erosão não só ameaça estruturas. Cria também ambientes perigosos para as crianças. Desníveis profundos tornaram-se terreno de brincadeiras, onde a inocência das crianças se mistura com risco de vida.
“Já houve tragédia, há crianças que morreram lá. Mas continuam a brincar porque não têm outro espaço”, explica uma moradora que prefere o anonimato.
A equipa de reportagem do “O País” constatou que, os desníveis causados pelo fenómeno servem como depósito informal de lixo, agravando ainda mais o estado do solo e a saúde pública.
A ausência de acções inclusivas imediatas do Governo reforça a sensação de abandono por parte do Estado, relatada pelos afectados.
“Parece que só vão agir quando alguém morrer”, lamenta a moradora em anonimato, sublinhando que “as casas mais frágeis, feitas de blocos de cimento sem fundações, estão por um fio.”
Enquanto alguns moradores pedem apoio em reassentamento, outros referem que barreiras robustas podem resolver o problema.
“Nós não queremos sair, queremos soluções, pois essas barreiras com sacos ajudaram, mas são paliativos. Precisamos de obras sérias”, reforça Hilário Manuel.
Cristina apela ao reassentamento das famílias em causa.
A reportagem do “O País” tentou, sem sucesso, obter uma reação oficial do Conselho Municipal de Maputo sobre o assunto.
No entanto, os moradores garantem que equipas técnicas da edilidade já visitaram o local e prometeram um plano de reassentamento, mas até ao momento, nenhuma data foi avançada, nem locais definidos.
O município de Pemba não está a conseguir reparar os semáforos da cidade, que se encontram avariados há mais de cinco anos. Alguns cidadãos já estão conformados com o problema, mas outros, até hoje, não se conseguem adaptar à situação que está a provocar caos nas ruas da maior baía de África.
Os semáforos de Pemba foram instalados em 2012 e sempre funcionaram com problemas, mas, em 2019, todos ficaram apagados.
O município de Pemba já prometeu repor os semáforos da cidade várias vezes, mas até hoje, ainda não se mexeu nada e alguns desses semáforos desapareceram dos postos, e outros já estão no chão. Para alguns cidadãos, além de complicar a mobilidade das pessoas a avaria de semáforos está a tirar a estética da cidade.
O “O País” levou a preocupação da população ao município de Pemba, mas, apesar da insistência, não obteve resposta. Pemba tem semáforos em cinco pontos da cidade, alguns dos quais nunca funcionaram desde que foram instalados há quase treze anos.
O Líder russo, Vladimir Putin, afirmou, esta sexta-feira, que está disponível para negociar, apesar de manter as condições para o alcance da paz. Em resposta, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, apela para uma reunião de líderes.
O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, considera que a criação de grupos de trabalho para negociações com a Ucrânia é positiva para alcançar uma “paz duradoura”, porém reafirmou que as exigências de Moscovo continuam inalteradas.
Putin exige a entrega dos territórios ocupados e a renúncia de Kiev à adesão à NATO.
Em declarações à imprensa após uma reunião com o Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, Putin destacou que as negociações devem ocorrer de forma reservada e sem pressão externa.
Em reacção à pretensão do presidente russo, Volodymyr Zelensky usou as redes sociais para reafirmar a disposição de se reunir pessoalmente com Putin, desde que haja uma verdadeira vontade de alcançar a paz.
Zelensky enfatizou que é hora de ultrapassar os encontros técnicos e as trocas públicas de declarações, pedindo uma demonstração concreta de comprometimento por parte da Rússia.
O Presidente da República de Angola, João Lourenço, diz que os manifestantes foram manipulados por organizações antipatriotas nacionais e internacionais e condena os actos de destruição de bens durante os protestos de segunda-feira.
Cinco dias depois das manifestações violentas, João Lourenço, Presidente de Angola, fez, esta Sexta-feira, uma comunicação à nação. Para o Governante, os protestos foram instigados por organizações antipatriotas.
O que aconteceu na segunda-feira, não foram manifestações, mas sim actos de vandalismo. Acrescentou.
Depois de condenar, lamentou pelos danos.
João Lourenço terminou o seu discurso afirmando que o seu executivo aprovará, na próxima segunda-feira, medidas de apoio às empresas afectadas pelos actos de destruição e saques durante as manifestações.
O presidente norte americano, Donald Trump, adiou a entrada em vigor das tarifas de exportações aplicadas a vários países que fazem trocas comerciais com os EUA, que deviam vigorar a partir de hoje. Adicionalmente, Trump assinou uma ordem que modifica as tarifas.
As novas tarifas comerciais estabelecidas pelos Estados Unidos da América não entraram mais em vigor esta sexta-feira, 1 de Agosto, como tinha sido estabelecido. A administração Trump adiou a entrada em vigor por uma semana, devendo vigorar a partir do dia 7.
A decisão do adiamento é desta quinta-feira, mesmo dia em que Donald Trump assinou uma ordem executiva que modifica as tarifas recíprocas aplicadas a vários países parceiros comerciais dos EUA.
Para alguns países, as tarifas foram agravadas e em outros, a Casa Branca manteve os percentuais que tinha antes definido em cartas enviadas em Julho.
Esta medida, de acordo com a Casa Branca, citada pela imprensa internacional, visa responder a práticas comerciais consideradas injustas e proteger os interesses económicos dos EUA.
Na lista das actualizações, o Brasil mantém-se com a maior taxa, de 50%. No caso do Canadá, a tarifa foi elevada de 25% para 35%.
Segundo o presidente dos EUA, para o caso do Canadá, o primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, havia feito contacto antes do prazo final para negociações, mas os dois países não chegaram a conversar.
Além desses países, há outros cerca de 70 países com tarifas definidas pelos EUA a vigorar a partir da próxima quinta-feira. Destaque vai para Moçambique, com uma tarifa de 15% e África do Sul com 30%.
Uma quadrilha roubou uma viatura de alta cilindrada, pertencente a um supermercado, desmontou-a peça por peça e, de seguida, deitou a cabine numa mata, no Bairro Novo, na Cidade de Quelimane. Dos indiciados no caso, um é agente da polícia.
A quadrilha é composta por três indivíduos que, na passada noite de dia 28 de Julho, teria furtado uma viatura de alta cilindrada de caixa aberta, pertencente a um supermercado de Quelimane.
A viatura foi roubada na casa do respectivo gerente. Depois da denúncia, foi feita uma investigação, e, dias depois, a viatura foi localizada no interior de uma residência, mas desmontada peça por peça no bairro Manhaua, nas proximidades do mercado das bananeiras. Os indiciados negam o envolvimento no crime.
Entre os detidos encontra-se um agente da polícia, dois mecânicos, e o dono da casa onde foi encontrada a viatura está foragido.
Uma instituição de ensino técnico-profissional está a operar ilegalmente, desde Outubro de 2019, na cidade de Moatize, em Tete.
No caso, trata-se do Instituto Médio Politécnico Chonze, que, segundo apurou a nossa equipe de reportagem, não tem alvará nem autorização para funcionar. Os Serviços Provinciais de Assuntos Sociais, em Tete, afirmam que o instituto não reúne os requisitos legalmente exigidos para que seja autorizada a leccionar.
O Inspector Chefe dos Serviços de Assuntos Sociais, Horácio Moda, promete medidas duras ao Instituto de Formação Chonze, que funciona ilegalmente há quase seis anos.
Contactada a direcção do instituto, ninguém mostrou-se disponível para prestar declarações sobre o caso à imprensa. No entanto, uma fonte próxima e ligada à instituição, fez saber que cerca de quarenta estudantes estão inscritos para os cursos de Mecânica Geral, Electricidade, Binformática e Serralharia.
As autoridades chinesas acusaram, esta sexta-feira, as agências de informação norte-americanas de terem intensificado, nos últimos anos, operações de ciberespionagem contra instituições e empresas ligadas a sectores de alta tecnologia, sobretudo na área da defesa.
Num comunicado divulgado pelo Centro Nacional de Resposta a Emergências de Internet da China (CNCERT), citado pelo Notícias ao Minuto, o organismo dependente do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação, é referido que foram detetados ataques dirigidos contra universidades, institutos de investigação e empresas do complexo militar-industrial.
Segundo o texto, escreve o Notícias ao Minuto, as acções terão tido como objectivo obter informação classificada relacionada com o desenho, desenvolvimento e produção de tecnologia militar.
O centro apresentou dois casos ocorridos nos últimos três anos como exemplos representativos. O primeiro terá acontecido entre Julho de 2022 e Julho de 2023, quando um grupo alegadamente ligado a serviços de informação norte-americanos explorou uma vulnerabilidade não divulgada do sistema de correio electrónico Microsoft Exchange para aceder à rede interna de uma empresa da indústria de defesa.
Os atacantes terão assumido o controlo de mais de meia centena de dispositivos-chave e instalado ferramentas concebidas para manter o acesso a longo prazo através de canais de comunicação encriptados. Também terá sido utilizada uma rede de servidores de passagem localizados em países como Alemanha, Finlândia, Coreia do Sul e Singapura.
O segundo caso, escreve Notícias ao Minuto, ocorrido entre Julho e Novembro de 2024, terá envolvido uma empresa chinesa do sector das telecomunicações.

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