Transformar o Conselho Constitucional em Tribunal Constitucional, criar um Tribunal de Contas, garantir autonomia financeira ao poder judicial e reforçar a justiça eleitoral, bem como o combate à corrupção, são algumas das principais propostas constantes no Pacto pela Justiça e Estado de Direito Democrático.
O documento foi apresentado durante o Congresso da Justiça, realizado recentemente na cidade de Maputo, tendo o seu texto final sido tornado público esta sexta-feira pela Procuradoria-Geral da República.
Para responder aos desafios enfrentados pelo sector, o Segundo Fórum da Justiça, realizado há uma semana na capital do País, recomendou um conjunto de reformas estruturais consideradas essenciais para o fortalecimento do sistema judicial.
Entre as principais propostas destacam-se a transformação do Conselho Constitucional em Tribunal Constitucional, a conversão do Tribunal Administrativo em Supremo Tribunal Administrativo e a criação de um Tribunal de Contas.
Para além destas alterações institucionais, o documento de 18 páginas defende igualmente o reforço da independência dos tribunais, com enfoque na autonomia administrativa e financeira do poder judicial.
O pacto propõe ainda a constitucionalização da fixação de uma percentagem do Orçamento do Estado destinada ao sector da Justiça, de forma a garantir uma autonomia financeira efectiva e progressiva.
No capítulo eleitoral, o documento sublinha que a credibilidade dos resultados constitui uma condição essencial para a paz e estabilidade no País, alertando que Moçambique não deve continuar a enfrentar crises pós-eleitorais evitáveis através da implementação de reformas estruturais.
“O País não pode continuar a assistir a crises pós-eleitorais evitáveis, quando existem reformas que estão ao alcance do Estado”, refere o documento.
O Pacto pela Justiça dedica igualmente atenção ao combate à corrupção no sistema judicial, classificando o fenómeno como uma das mais graves ameaças ao Estado de Direito.
“A corrupção no sistema de justiça é a mais grave das traições ao Estado de Direito, porque subverte o único árbitro que os cidadãos têm para defender os seus direitos”, lê-se no documento.
Para enfrentar este problema, são propostas medidas como a criação de canais confidenciais de denúncia, o reforço da fiscalização das declarações patrimoniais dos magistrados e uma maior cooperação entre as instituições de justiça e a sociedade civil.
O governador de Nampula, Eduardo Abdula, garante continuar a combater de forma cerrada a venda e consumo de drogas nesta parcela do país.
O governante apela à população para que aconselhe os seus filhos que estão a consumir drogas a não se deixarem aproveitar por aqueles que considera de “malandros e bandidos”.
Eduardo Salimo avisou os vendedores de drogas que, segundo ele, têm enviado mensagens ameaçadoras às equipas que trabalham no combate, que não irá dar tréguas.
O governante assegurou também não ter medo de ser morto, ao mesmo tempo que promete acabar com esse mal e com os respectivos fomentadores.
“Sou protegido por Deus. Não ando armado nem com coletes de balas e estou sempre livre. Nas próximas reuniões vou dar-vos os cafés onde costumo sentar, podem vir atirar para mim”, disse o governante.
Salimo sublinhou que, caso os vendedores não parem com as suas actividades ilícitas, ele vai ser um verdadeiro pesadelo ou “diabo” em pessoa.
“Não vos irei largar até ao meu último suspiro”, anotou o governante.
A província de Nampula tem, nos últimos anos, registado um crescente número de venda e consumo de drogas, facto que levou as autoridades a intensificarem as acções de combate através de várias iniciativas, sobretudo focadas nos jovens.
A economia deverá registar uma recuperação gradual nos próximos dois anos, impulsionada sobretudo pela retoma do sector extractivo, pelo aumento do investimento e pela expansão do consumo privado. A previsão é do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD).
De acordo com a instituição, o crescimento económico poderá atingir 2,1% em 2026 e 3,5% em 2027, segundo o relatório Perspectivas Económicas Africanas 2026, apresentado nesta quarta-feira, durante as reuniões anuais da instituição, em Brazzaville, República do Congo.
Os dados divulgados pelo BAD mostram ainda uma trajectória de recuperação moderada da actividade económica nacional, depois de anos marcados por choques climáticos, pressão inflacionária, instabilidade política e insegurança armada em Cabo Delgado.
O relatório refere que a previsão para 2026 representa um aumento de 0,2 pontos percentuais em relação ao crescimento estimado para o ano de 2025, reflectindo uma melhoria gradual do ambiente macroeconómico.
Segundo o documento, a economia deverá beneficiar da “recuperação do sector extractivo”, do “forte consumo privado impulsionado pelo aumento dos rendimentos” e ainda do crescimento do investimento público e privado.
O BAD considera que os grandes projectos ligados ao gás natural liquefeito e à exploração mineira continuam a representar um dos principais motores da economia moçambicana, numa altura em que o País procura consolidar a estabilidade económica e recuperar a confiança dos investidores internacionais.
A instituição financeira africana destaca que a recuperação do sector extractivo poderá contribuir para o aumento das exportações e para a dinamização de outros sectores da economia nacional, incluindo transportes, serviços, construção civil e comércio.
Nos últimos anos, Moçambique tem apostado fortemente na exploração de recursos naturais, sobretudo gás natural, grafite e minerais pesados, considerados estratégicos para o crescimento económico de médio e longo prazo.
O Banco Africano de Desenvolvimento prevê, também, uma desaceleração da inflação para uma média de 5,7% entre 2026 e 2027.
Segundo o relatório, esta tendência deverá resultar do “alívio das pressões temporárias do lado da oferta”, em linha com os esforços do Banco de Moçambique para manter a inflação em níveis de um só dígito. A redução da inflação poderá aliviar o custo de vida das famílias e criar melhores condições para o consumo privado e para o investimento empresarial.
No entanto, o banco alerta para o agravamento das contas públicas moçambicanas. O défice orçamental deverá atingir 6,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 e aumentar para 7% em 2027. De acordo com o BAD, esta pressão fiscal será provocada pelo “aumento dos pagamentos de juros e pela redução dos donativos para financiamento de projectos”.
As contas externas também deverão enfrentar desafios significativos nos próximos anos. O BAD estima que o défice da conta corrente aumente para 28,8% do PIB em 2026 e para 32,7% em 2027, impulsionado sobretudo pelo crescimento das importações relacionadas com os megaprojectos energéticos e mineiros.
Segundo a instituição, o aumento das importações será “impulsionado pela maior produção de gás natural liquefeito e minerais”, situação que poderá exercer pressão sobre as reservas internacionais e sobre o equilíbrio externo da economia.
Entre os principais riscos para a economia moçambicana, o BAD destaca os choques climáticos, a instabilidade política, as tensões no comércio global e o conflito armado em Cabo Delgado. Ainda assim, o relatório sublinha que estes desafios “podem ser mitigados através do reforço da governação e do investimento na resiliência climática”.
O banco considera que a melhoria da governação económica, o reforço da transparência fiscal e o investimento em infra-estruturas resilientes poderão desempenhar um papel decisivo na consolidação do crescimento económico de Moçambique. A instituição tem defendido uma maior mobilização de financiamento para acelerar o desenvolvimento africano, numa altura em que vários países enfrentam dificuldades de acesso ao crédito internacional.
No plano continental, o relatório Perspectivas Económicas Africanas 2026 prevê que o crescimento económico africano abrande para 4,2% neste ano, podendo descer para 4% caso persistam as tensões geopolíticas e os conflitos no Médio Oriente.
Ainda assim, o Banco Africano de Desenvolvimento considera que África continua a demonstrar resiliência económica, apesar das perturbações nas cadeias globais de abastecimento e das restrições financeiras internacionais.
O encontro anual do Banco Africano de Desenvolvimento decorre até esta sexta-feira, em Brazzaville, sob o lema “Mobilizar o Financiamento do Desenvolvimento de África em Grande Escala num Mundo Fragmentado”.
O evento reúne representantes dos 81 países-membros da instituição, incluindo chefes de Estado, ministros das Finanças, ministros do Planeamento e governadores de bancos centrais, numa altura em que o continente procura acelerar o crescimento económico e reforçar a capacidade de financiamento para o desenvolvimento.
O sistema bancário em Moçambique continua a enfrentar um problema crescente relacionado com o não pagamento de créditos por parte de clientes, quer particulares quer empresas.
O relatório do Banco de Moçambique (BdM) sobre os Indicadores Prudenciais e Económico-Financeiros, publicado nesta terça-feira, referente ao primeiro trimestre do ano, revela que “quase 15% do crédito concedido pelo banco BCI, liderado pela Caixa Geral de Depósitos (CGD), estava em incumprimento em 31 de Março, mas outros bancos mantinham igualmente rácios acima dos 5% recomendados pelo regulador”.
Este tipo de indicador, conhecido como crédito malparado, representa o dinheiro que os clientes deixaram de pagar ao banco dentro do prazo previsto. Quando a percentagem aumenta, significa maior pressão sobre os bancos e maior dificuldade na concessão de novos empréstimos à população e às empresas.
O Banco Comercial e de Investimentos (BCI) surge como uma das instituições mais expostas a esta realidade, com um rácio de crédito em atraso de 14,47%, ligeiramente acima do trimestre anterior. Apesar disso, o banco reforçou as suas reservas internas para cobrir possíveis perdas, atingindo um rácio de cobertura de 21,03%, numa tentativa de reduzir o impacto desses incumprimentos.
O Millennium BIM apresentou um desempenho mais positivo, ao reduzir o seu nível de incumprimento para 2,37%, abaixo dos 2,69% registados anteriormente. Este banco também aumentou a sua capacidade de cobertura para 86,57%, o que indica uma posição mais segura para lidar com eventuais atrasos.
No caso do Moza Banco, a situação continua preocupante, embora com sinais de melhoria. O banco reduziu o rácio de incumprimento de 29,21% para 27,58%, o que ainda representa um nível elevado de créditos por recuperar. Já o Access Bank Moçambique manteve a mesma percentagem do período anterior, fixado em 6,96%, ainda acima do limite recomendado pelo regulador.
Entretanto, algumas instituições mostram maior estabilidade. O FNB Moçambique registou 4,66%, o Standard Bank Moçambique apenas 0,64%, o First Capital Bank Moçambique 1,66% e o Absa Bank Moçambique 4,15%, todos dentro dos limites considerados seguros pelo Banco de Moçambique.
No relatório de estabilidade financeira, o BdM alertou que “o rácio de crédito malparado se fixou em 2024 em 9,32% do total, contra 8,23% no ano anterior, continuando acima do limite máximo de 5,0%, convencionalmente aceite”.
O mesmo relatório acrescenta ainda que o crédito em incumprimento totalizou mais de 30 mil milhões de meticais, o equivalente a cerca de 412 milhões de euros, o que representa um aumento significativo face ao ano anterior.
O aumento destes créditos em atraso está muitas vezes ligado a factores como dificuldades económicas das famílias, redução do rendimento das empresas, aumento do custo de vida e instabilidade de alguns sectores produtivos.
O sector da agricultura vai aplicar 200 milhões de meticais provenientes das receitas do gás natural na reconstrução dos regadios de Chókwè e Baixo Limpopo, na província de Gaza. A informação foi avançada pelo ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Albino, durante a primeira reunião nacional da Agência Nacional para o Controlo da Qualidade Ambiental (AQUA) 2025-2029, que decorre na província da Zambézia.
Segundo Albino, os fundos destinados à reabilitação dos dois regadios surgem no âmbito do processo de reconstrução pós-cheias e deverão impulsionar a produção de arroz no País. O governante falava ao “O País” à margem do encontro nacional da AQUA, que se iniciou ontem e termina nesta sexta-feira.
O ministro explicou que a recuperação das infra-estruturas agrícolas afectadas pelas cheias é considerada estratégica para o aumento da capacidade produtiva, sobretudo nas zonas de maior potencial agrícola da região Sul do País.
Entretanto, sobre os cerca de 95 por cento dos valores necessários para a reconstrução pós-cheias nos sectores da agricultura e pescas, Roberto Albino assegurou que o financiamento já está garantido. O dirigente afirmou, sem avançar os montantes, que os recursos estão a ser canalizados para o processo de aquisição de insumos agrícolas, contando com o apoio de parceiros internacionais.
“A nossa grande preocupação era repor insumos para os produtores. Fizemos o levantamento daqueles que sofreram os danos e, com base nisso, fizemos o plano de recuperação. Felizmente, conseguimos os recursos e já estamos a distribuir os insumos nas regiões afectadas”, disse o ministro, avançado um pequeno detalhe. Segundo disse, “o mercado nacional não esteve à altura de poder fornecer todos os insumos de que nós precisamos. Tivemos de fazer a importação e, por exemplo, esta campanha de vacinação que está a ocorrer está a ser feita com recurso de parceiros. Nem Moçambique e muito menos a região tem vacinas suficientes, por isso estamos a trazer da Europa e da Ásia”, afirmou o ministro do pelouro, que diz que na Zambézia grande parte dos insumos já foram distribuídos.
A reunião nacional da AQUA junta diferentes intervenientes do sector agrário e pesqueiro para avaliar desafios e definir estratégias de desenvolvimento para os próximos cinco anos.
Cento e quarenta e três funcionários públicos estão implicados num processo judicial por suspeitas de desvio de mais de 1,8 milhões de meticais destinados ao Fundo de Apoio Directo às Escolas, no distrito de Mecuburi, província de Nampula.
A acusação foi formalizada pelo Gabinete Provincial de Combate à Corrupção de Nampula no fim de Abril, após uma denúncia apresentada pelo director do Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia de Mecuburi.
Segundo as autoridades, os indiciados pertencem ao Serviço Distrital de Educação e a várias escolas tuteladas no distrito, sendo acusados de se terem apropriado indevidamente de fundos públicos entre 2023 e 2024.
Os recursos em causa destinavam-se ao Fundo de Apoio Directo às Escolas, conhecido por ADE, um mecanismo usado para apoiar o funcionamento das instituições de ensino, sobretudo escolas primárias.
O director provincial de Educação em Nampula, Williamo Tuzine, afirmou que o sector pretende reforçar o combate aos desvios de fundos destinados às escolas.
“A maior parte das nossas escolas, principalmente as escolas primárias, têm funcionado com um único orçamento, que é o ADE. Queremos continuar implacáveis contra desvios de fundos”, declarou Tuzine.
O responsável acrescentou que o caso já foi encaminhado à justiça e que decorrem igualmente processos disciplinares internos contra os gestores envolvidos.
“Para o caso de Mecuburi, nós levámos o caso à justiça. Para além do processo disciplinar que está a decorrer no sector da educação, existe também um processo criminal”, afirmou.
Os 143 funcionários são acusados dos crimes de peculato, falsificação de documentos, uso de documento falso e abuso de cargo ou função.
Segundo o sector da Educação, dependendo da gravidade das infracções, os processos disciplinares poderão culminar com a expulsão dos implicados da Administração Pública.
O Fundo de Apoio Directo às Escolas é considerado essencial para o funcionamento básico das instituições de ensino, financiando despesas ligadas à gestão escolar, material didáctico, pequenas reparações e apoio administrativo.
Casos de desvio destes fundos têm sido apontados pelas autoridades como um dos factores que comprometem a qualidade do ensino e o funcionamento regular das escolas em algumas regiões do País.
A Assembleia da República (AR) promove, desde ontem até esta sexta-feira, na sede do Parlamento, em Maputo, uma acção de indução dos funcionários e agentes parlamentares recém-integrados e nomeados para o exercício de diferentes funções na magna Casa do Povo com o objectivo de reforçar a sua integração institucional e promover o alinhamento com os princípios que orientam a função pública.
Entretanto, o secretário-geral da Assembleia da República, António Mahumane, destacou que a integração dos novos quadros representa o início de uma nova etapa profissional marcada por elevadas responsabilidades públicas, exigindo compromisso, ética, dedicação e espírito de missão.
Falando na cerimónia solene de abertura da indução, Mahumane sublinhou que a Assembleia da República, enquanto órgão de representação do povo, de produção legislativa e de fiscalização da acção governativa, assenta o seu funcionamento no profissionalismo, na disciplina, no rigor técnico e na integridade dos seus recursos humanos.
“O exercício de funções públicas exige, acima de tudo, zelo, responsabilidade e sentido de Estado”, frisou Mahumane, sublinhando que “mais do que cumprir tarefas, importa compreender que servir a Assembleia da República é servir o cidadão e servir a Nação”.
O secretário-geral da Assembleia da República referiu ainda que a realização da indução se enquadra no compromisso da instituição em garantir serviços de apoio técnico-administrativo cada vez mais eficientes e alinhados com os desafios actuais da administração pública.
Dirigindo-se aos funcionários e agentes parlamentares recém-nomeados, Mahumane apelou ao cultivo permanente de valores como excelência, trabalho em equipa, humildade, honestidade, respeito mútuo, dinamismo, eficiência e eficácia no desempenho das suas funções.
A indução dos funcionários e agentes parlamentares recém-nomeados para os cargos de confiança visa a sua inserção na Assembleia da República, garantindo o melhor funcionamento das bancadas parlamentares e dos órgãos do Parlamento moçambicano.
Os participantes vão debruçar-se, entre outros, sobre a informação geral da Assembleia da República enquanto órgão de soberania na República de Moçambique։ Evolução histórica da Assembleia da República; Organização e funcionamento da Assembleia da República; Órgãos da Assembleia da República; e Secretariado-Geral da Assembleia da República (organização, competências e atribuições).
A Eurodeputada Hilde Vaut Mens defende que para combater o terrorismo é necessário combater a pobreza, sobretudo juvenil, através da educacao e criacao de postos de emprego. A informação foi dada na tarde desta quinta-feira, após o encontro mantido entre a delegação de eurodeputados e a ministra dos negócios estrangeiros e cooperação.
A ministra dos negócios estrangeiros e Cooperação, Maria Manuela Lucas, concedeu uma audiência à delegação de quatro eurodeputados, com a missão de avaliar e reforçar as relações entre Moçambique.
A equipa era chefiada por esta eurodeputada belga chamada Hilde Vaut Mens. A Saída do encontro, diante das duas delegações, Vaut Mens destacou a importância do emprego juvenil no combate ao terrorismo.
“Nós visitamos um maravilhoso projeto em que nós damos educação aos jovens e meninas e ajudamos-os a iniciar suas próprias empresas, seus próprios negócios. Porque eu acho que se você quiser combater o terrorismo, é uma questão de segurança, mas também está deve olhar para as raízes da pobreza, é preciso tira-los da pobreza.
Dê esperança e optimismo aos jovens, para que eles possam ganhar dinheiro, para que eles possam iniciar seus negócios. E é isso que vimos, jovens iniciando seus próprios negócios, de automóveis, eletricidade. Foi maravilhoso ver no campo o que esse projecto Europeu significa para esses jovens, porque realmente está quebrando o círculo, o círculo vicioso da pobreza. E isso significa que esperamos mantê-los fora das mãos dos terroristas”, Hilde Vaut Mens.
Com a ministra Lucas, os deputados abordaram questões económicas e de integração regional.
“Eu realmente espero que esse Fórum Global Gateway possa significar uma coisa importante na energia, mas também na luta contra as mudanças climáticas, e também no sector agrícola, porque isso também é algo que nós ouvimos que é realmente necessário. Então eu realmente espero que as empresas europeias possam encontrar um jeito de investir aqui como parcerias equitativas, e que as empresas moçambicanas possam trabalhar juntos no campo. Porque essa é a única maneira que uma parceria pode funcionar”, acrescenta.
O programa Global Gateaway visa acelerar o desenvolvimento económico através de sectores como conectividade e corredores de desenvolvimento, transformação digital, transição energética e agronegócio.
O próximo Fórum de Negócios Moçambique-União Europeia (Global Gateway 2026) vai acontecer na cidade de Maputo nos dias 9 e 10 de junho, reunindo decisores políticos, instituições financeiras e o sector privado para desbloquear investimentos nos sectores estratégicos acima referido.
Assembleia da República recebe delegação da União Europeia
O 1º vice-presidente da Assembleia da República, Hélder Injojo, destacou os avanços registados na participação da mulher e dos jovens nos órgãos de decisão política do País. Injojo falava nesta quinta-feira em representação da presidente da Assembleia da República, durante um encontro que manteve com uma delegação da União Europeia, onde explicou que actualmente 39,3% dos deputados são mulheres, enquanto 60,8% são homens.
Numa audiência que serviu para reforçar os laços de cooperação entre Moçambique e a União Europeia, o deputado destacou que a Assembleia da República possui gabinetes especializados dedicados à promoção dos direitos da mulher e da juventude parlamentares, estruturas que trabalham para assegurar maior participação destes grupos na actividade legislativa.
Na sua intervenção, o dirigente parlamentar falou também das nove comissões especializadas existentes na Assembleia da República que são responsáveis pela apreciação de matérias legislativas, económicas, sociais e políticas.
Referindo-se às relações entre Moçambique e a União Europeia, o 1º vice-presidente da Assembleia da República reconheceu o apoio prestado pela organização europeia ao País em diversas áreas, incluindo acções de mitigação dos impactos sociais e económicos enfrentados pela população moçambicana.
O 1º vice-presidente da Assembleia da República enalteceu, igualmente, o apoio da União Europeia ao processo de Diálogo Nacional Inclusivo em curso no País, envolvendo forças políticas e diferentes sectores da sociedade moçambicana.
Durante o encontro, as partes abordaram ainda a cooperação parlamentar entre a Assembleia da República de Moçambique e o Parlamento Europeu, no âmbito de acordos de parceria actualmente em implementação.
No fim, Injojo considerou a visita da delegação europeia uma oportunidade importante para discutir questões prioritárias para o desenvolvimento do País e reforçar os mecanismos de cooperação institucional entre as duas partes.
“As relações entre Moçambique e a União Europeia devem continuar a fortalecer-se, assim como a cooperação entre os respectivos parlamentos, com vista a alcançar resultados positivos para os nossos povos”, afirmou o 1º vice-presidente da Assembleia da República.
O dirigente aproveitou ainda a ocasião para agradecer o apoio que a União Europeia tem prestado a Moçambique e desejou uma agradável estadia à delegação visitante no País.
A delegação da União Europeia recebida pelo 1º vice-presidente da Assembleia da República era chefiada pela vice-presidente do Parlamento Europeu e presidente da delegação da Assembleia Parlamentar África, Caraíbas e União Europeia, Hilde Vautmans.
Apenas nove equipas conseguiram terminar uma campanha na competição sem derrotas. O Arsenal está a um jogo de se tornar na próxima. No seu caminho está o Paris, campeão e o primeiro detentor do título a disputar finais seguidas desde o Real Madrid em 2016/17 e 2017/18.
O jogo na Puskás Aréna é uma reedição da meia-final da época passada, quando a equipa de Luis Enrique venceu os dois jogos para eliminar o Arsenal com um resultado total de 3-1, seguindo-se uma goleada por 5-0 sobre o Inter para erguer o troféu pela primeira vez.
No entanto, nos cinco duelos entre os clubes nesta competição, essas continuam a ser as únicas vitórias do Paris, com o Arsenal a vencer na fase de liga da época passada e registando-se ainda dois empates na fase de grupos de 2016/17.
A caminhada rumo a Budapeste fez-se com base en características contrastante. O Arsenal de Mikel Arteta construiu a sua campanha com base no controlo defensivo, mantendo a baliza intacta em nove jogos e sofrendo apenas quatro golos na fase de liga.
Vitórias notáveis sobre Atlético, Bayern München e Inter foram seguidas por confrontos mais equilibrados na fase a eliminar contra Leverkusen, Sporting CP e novamente o Atlético.
Já o Paris avançou no torneio graças à sua apetência ofensiva. Os 44 golos marcados deixam a equipa a apenas um do recorde histórico do Barcelona em 1999/2000, com Khvicha Kvaratskhelia em destaque. Trabalhador e imprevisível, o georgiano contribuiu com dez golos e seis assistências ao longo da temporada, sendo que sete desses tentos aconteceram na fase a eliminar, mostrando que está em grande forma.
Após vitórias fulgurantes sobre Atalanta, Leverkusen, Barcelona e Tottenham no início da temporada, o Paris subiu de nível na fase a eliminar, afastando Chelsea e Liverpool antes de uma emocionante meia-final frente ao Bayern München, num clássico moderno para a história.
A ascensão do Arsenal sob o comando de Arteta tem sido gradual mas significativa: quartos-de-final em 2023/24, meias-finais em 2024/25 e agora a primeira final desde 2005/06.
Para o Arsenal, a vitória coroa uma temporada histórica, com a conquista do primeiro título na prova, enquanto para o Paris garante o segundo título europeu, sendo o primeiro clube francês a consegui-lo e consolidando ainda mais o legado de Luis Enrique no clube.
O Campeonato Nacional de Futebol, Moçambola, vai sofrer uma interrupção temporária de cerca de duas semanas para permitir a preparação e participação da selecção nacional de futebol, os Mambas, nos compromissos inseridos na Data-FIFA de 1 a 9 de Junho.
A paralisação afecta os jogos da sexta e sétima jornadas da principal prova futebolística do país, inicialmente previstos para decorrer entre os dias 24 e 31 de Maio.
Em comunicado, a Liga Moçambicana de Futebol (LMF) explica que a decisão resulta da necessidade de libertar antecipadamente os jogadores convocados para os trabalhos da selecção nacional.
“Pelo facto de os atletas convocados terem de se apresentar antecipadamente, e porque a presente edição do Moçambola está a decorrer no formato de jornadas duplas, não será possível proceder com a marcação dos jogos referentes à 6.ª e 7.ª jornadas do Moçambola no período entre 24 e 31 de Maio”, refere a nota da LMF.
Segundo a organização, o campeonato deverá ser retomado apenas após o encerramento da Data FIFA.
Os jogos de preparação dos Mambas inserem-se no plano de preparação da selecção nacional para as eliminatórias de qualificação ao Campeonato Africano das Nações (CAN) de 2027, cuja fase de apuramento arranca em Setembro próximo.
A interrupção do campeonato surge numa altura em que várias equipas começam a consolidar os seus objectivos competitivos, num Moçambola marcado pelo formato de jornadas duplas e elevada intensidade competitiva.
A convocatória oficial dos Mambas deverá ser divulgada nos próximos dias, sendo esperado que vários atletas que actuam no campeonato nacional integrem os trabalhos da selecção.
A Federação Moçambicana de Futebol e a Liga Moçambicana de Futebol consideram que a pausa é necessária para garantir melhores condições de preparação da equipa nacional para os desafios internacionais que se aproximam.

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