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A Câmara de Comércio Moçambique–Itália e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos  mobilizam pequenas e médias empresas para uma maior aproximação aos investidores internacionais, com o objectivo de criar oportunidades de negócio no sector energético. A iniciativa decorreu no âmbito da Africa Energy Week 2026, realizada de 12 a 16 de Outubro, na Cidade do Cabo, África do Sul, segundo indica um documento da CCMI.

A mobilização envolveu jovens empresários e grandes operadores económicos moçambicanos, procurando facilitar contactos com multinacionais e potenciais parceiros comerciais. Em parceria com a ANIMA, Federação das Associações Nacionais da Indústria Mecânica de Itália, a CCMI promoveu igualmente a cooperação empresarial entre os dois países, com destaque para as áreas da engenharia, tecnologias energéticas, equipamentos industriais e serviços especializados.

O documento destaca ainda a participação do Banco Comercial e de Investimentos (BCI), sublinhando a importância das instituições financeiras no apoio ao investimento e à internacionalização das empresas nacionais. A iniciativa pretende promover a «transferência de conhecimento e desenvolvimento de fornecedores locais», criando condições para uma maior participação das empresas moçambicanas nas cadeias de fornecimento da indústria energética.

Entre as oportunidades destacadas está o projecto Mozambique LNG, na Bacia do Rovuma, cujo investimento inicial está estimado em 20 mil milhões de dólares norte-americanos. Segundo a CCMI, os grandes investimentos energéticos apresentam potencial para impulsionar a criação de emprego, o desenvolvimento de infra-estruturas e a contratação de empresas nacionais para o fornecimento de bens e serviços, desde que estas consigam responder às exigências técnicas e financeiras dos projectos.

Para a CCMI, o sucesso dos investimentos energéticos deve traduzir-se em benefícios concretos para o empresariado nacional. «O verdadeiro sucesso dos grandes investimentos energéticos mede-se também pela capacidade de gerar oportunidades concretas para as empresas moçambicanas, promover a transferência de tecnologia e transformar o potencial energético nacional em desenvolvimento económico», refere a instituição, defendendo o reforço das parcerias entre entidades públicas, empresas privadas e investidores internacionais.

 

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Bento Baloi deu alma, corpo e escrita a uma tertúlia literária denominada: Viagem pelas narrativas enterradas nas Areias da História.  O autor participa de sessão que marcará o epílogo de uma digressão que percorreu as cidades da Beira, Quelimane, Luanda, Bissau e Lisboa.

Com a moderação do editor de Celso Muianga, a tertúlia literária terá lugar no Camões – Instituto de Cooperação e da Língua, na cidade de Maputo, às 17H30, do dia 23 de outubro de 2023.

Depois do sucesso da digressão nacional e internacional para apresentar o seu mais recente romance, Chave de Areia. O escritor e jornalista Bento Baloi, cruzou os mapas da língua portuguesa com os seus escritos, da Beira passando por Quelimane, Luanda, Bissau, Lisboa com lançamentos, palestras e sessões de autógrafos.

O Camões – Instituto de Cooperação e da Língua recebe novamente o escritor Bento Baloi para mais um encontro com leitores e uma sessão especial de autógrafos. O bate-papo ocorre nesta quinta-feira, 23 de outubro, às 17H30, com a moderação do editor Celso Muianga. 

Considerado uma das vozes mais relevantes da literatura moçambicana contemporânea, Bento Baloi é reconhecido por seu estilo literário singular: sua narrativa “não apenas revisita um dos episódios mais enigmáticos da história moçambicana — o desastre de Mbuzini —, como também entrelaça essa tragédia nacional aos estilhaços de uma família consumida por traições, segredos e revelações inesperadas., explorando as complexidades da condição humana e temas profundos como amor, perda e identidade”.

Entre seus romances mais aclamados estão No Verso da Cicatriz, uma reflexão sobre o esquecimento e o trágico, onde a escrita revela “o pressuposto de que não existe sociedade sem história, nem história sem sociedade. Isto é, o romance é uma celebração exponencial do homem enquanto realidade histórico-social”, em Arca de Não É que “configura uma falsa metáfora da Arca de Noé. Mas a criatividade linguístico-pragmática e a imaginação crítica, com que se intitulou a obra, têm uma relação artística muito forte no plano da literatura com as narrativas bíblicas” e em Recados da Alma, “o autor convida-nos a perseguir a alma, ou seja, a essência humana contra todo o tipo de alienação; ele exprime a necessidade do cultivo permanente dos valores mais profundos do ser humano, tais como os da honestidade, bondade, solidariedade e sinceridade”.

Uma operação conjunta da Interpol e da Afripol resultou na detenção de 83 pessoas em seis países africanos, revelando centenas de suspeitos de envolvimento no financiamento e apoio ao terrorismo.

A acção, batizada de Operação Catalyst, decorreu entre Julho e Setembro de 2025 e marcou o primeiro esforço coordenado no continente para desmantelar redes financeiras ligadas a atividades terroristas. Participaram autoridades de Angola, Camarões, Quênia, Namíbia, Nigéria e Sudão do Sul.

Durante a operação, foram identificados cerca de 260 milhões de dólares em dinheiro e criptomoedas supostamente associados a crimes de natureza terrorista.

A Interpol informou que a Operação Catalyst expôs uma crescente interligação entre o financiamento do terrorismo e outros tipos de crimes, como fraudes online, esquemas Ponzi e lavagem de dinheiro.

Dos detidos, 21 enfrentam acusações diretamente relacionadas ao terrorismo, 28 por fraude e lavagem de dinheiro, 16 por golpes cibernéticos e 18 pelo uso ilegal de moedas virtuais. No total, mais de 15.000 pessoas e entidades foram investigadas, levando à identificação de 160 novos suspeitos.

Em Angola, as autoridades prenderam 25 suspeitos de várias nacionalidades, envolvidos em sistemas ilegais de transferência de dinheiro ligados ao terrorismo e à lavagem de capitais. Foram apreendidos US$ 588 mil, além de 100 telefones, 40 computadores e o bloqueio de 60 contas bancárias.

No Quénia, investigadores desmantelaram uma suposta rede de lavagem de dinheiro avaliada em US$ 430 mil, operada através de um provedor de serviços de ativos virtuais. Dois suspeitos foram detidos. Em outro caso, mais dois indivíduos foram presos por recrutar jovens do Leste e Norte da África para grupos terroristas, com fundos rastreados via uma plataforma de criptomoedas na Tanzânia.

Na Nigéria, 11 suspeitos de terrorismo, entre eles membros de destaque de diferentes grupos, foram detidos.

A investigação também revelou um grande esquema Ponzi baseado em criptomoedas, que se fazia passar por uma plataforma de investimentos. O golpe afetou 17 países, incluindo Camarões, Quênia e Nigéria, e enganou mais de 100 mil pessoas em todo o mundo, gerando perdas estimadas em US$ 562 milhões. Parte desses fundos teria sido usada para financiar atividades terroristas.

O Banco Mundial estimou nesta terça-feira, que a reconstrução da Síria pode custar mais de 216 mil milhões de dólares, após 13 anos de guerra civil que causou várias mortes e destruição de infra-estruturas. 

A reconstrução da Síria afectada pela Guerra civil de 13 anos é um dos principais desafios enfrentados pelos novos líderes islamitas da Síria, que tomaram o poder em Dezembro de 2024 após a deposição de Bashar al-Assad.

Segundo o relatório do Banco Mundial, nesta terça-feira, os mais de 216 milhões de dólares necessários para reconstrução do país,   são dez vezes maiores que o PIB do país previsto para 2026.

O novo governo interino, que assumiu o poder após a queda de Bashar al-Assad, tenta atrair investimentos para reconstruir o país, através de acordos de apoio com Arábia Saudita, Catar e Turquia.

A economia síria reduziu mais de 50% desde 2010, segundo o Banco Mundial, que mostrou-se  pronto para ajudar na recuperação da Síria, mas alertou que o caminho será longo e depende de apoio internacional consistente.

O Presidente da República, Daniel Chapo, realiza, a partir de hoje, uma visita de trabalho de três dias à República da Zâmbia, em resposta  ao convite formulado pelo seu homólogo, Hakainde Hichilema. 

Durante a estadia naquele país, o Chefe do Estado participará,  como convidado de honra, nas celebrações do 61.º aniversário  da independência da Zâmbia, e  vai liderar a comitiva  moçambicana nas conversações oficiais entre os governos dos  dois países.

No âmbito da visita, Daniel Chapo também marcará  presença numa Mesa Redonda Empresarial Moçambique-Zâmbia e concederá uma audiência interactiva à comunidade  moçambicana residente naquele país. 

Esta visita tem como objectivo reforçar e aprofundar os laços  históricos de solidariedade, amizade e cooperação política,  económica e sociocultural entre Moçambique e Zâmbia, bem  como entre os respectivos povos. 

O Presidente da República far-se-á acompanhar pelos ministros  dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria Manuela dos  Santos Lucas; dos Transportes e Logística, João Jorge Matlombe;  e, dos Recursos Minerais e Energia, Estêvão Rafael Pale; pelo  Secretária de Estado da Indústria, Custódia Paúnde, além de  quadros da Presidência da República e de outras instituições do  Estado.

A Primeira-Ministra, Benvinda Levi, diz que não houve desvio de 33,6 milhões de dólares norte americano referentes à exploração de gás na Bacia do Rovuma. Benvinda Levi que o valor das primeiras vendas de gás foi cobrado entre 2022 e 2023, antes da criação do Fundo Soberano. 

“Tendo sido cobrado pela autoridade tributária, que é a entidade responsável, entrou na conta única do tesouro e foi usado uma despesa normal feita pelo Orçamento do Estado”, explicou a Primeira-Ministra à margem da II sessão ordinária da Assembleia da República. 

Benvinda Levi disse ainda que não é possível que tenha havido desvio, visto que o Fundo Soberano só foi criado em 2024. A Governante remeteu a Ministra das Finanças para mais esclarecimentos.  

No âmbito da celebração do seu aniversário, o antigo Chefe do Estado, Joaquim Chissano, visitou o Hospital Geral de Mavalane, onde ofereceu enxoval aos dois primeiros bebés nascidos hoje, naquela unidade sanitária. O antigo estadista ofereceu ainda presentes a alguns bebés na enfermaria do hospital. 

Através da Fundação Joaquim Chissano, o antigo Presidente da República, Joaquim Chissano, decidiu visitar o Hospital Geral de Mavalane, onde ofereceu presente aos recém-nascidos. 

“A primeira parte consistiu na visita à sala de partos, onde ofereceu enxoval a dois bebés, os primeiros que nasceram nesta manhã, na nossa maternidade. Depois foi à enfermaria da maternidade, onde visitou também alguns bebés e ofereceu presentes”, disse o porta-voz do hospital, reiterando o seu agradecimento com a visita do ex-estadista. 

Joaquim Chissano explicou que a visita ao Hospital Geral de Mavalane, enquadra-se numa serie de acções, levadas a cabo pela fundação de que é patrono, para que as crianças cresçam em paz. 

“A nossa acção é um apelo para as outras pessoas também olharem para as nossas crianças como os construtores da nossa felicidade, da felicidade do nosso povo, de nós todos como povo (…) Queremos que este povo caminhe de uma maneira boa, aquela que Deus nos desejou. Estas crianças devem crescer neste ambiente de amor, amor entre os pais, entre os vizinhos, entre toda a comunidade, enfim, o amor de toda nação moçambicana”, disse o estadista. 

Chissano lembrou ainda que decorre o diálogo nacional em todo o país e apelou que, durante o processo, sejam levantadas ideias que tragam soluções para os problemas que nos apoquentam. 

 

O Presidente da República, Daniel Chapo, endereçou, esta quarta-feira, uma  mensagem de felicitação ao antigo Chefe do Estado Joaquim Chissano, por ocasião do seu 86.º aniversário natalício,  celebrado a 22 de Outubro. 

Na mensagem, Daniel Chapo presta tributo ao “estadista  cuja visão e sabedoria marcaram profundamente o curso da  História nacional”, sublinhando o seu papel determinante na  consolidação da paz e da unidade entre os moçambicanos.

“É com profundo respeito, admiração e reconhecimento que, em  nome do Povo moçambicano, do Governo da República e em meu  nome pessoal, endereço as mais calorosas felicitações a Sua  Excelência Joaquim Alberto Chissano, antigo Presidente da  República de Moçambique, por ocasião do seu 86.º aniversário  natalício”, lê-se no comunicado da Presidência da República. 

O estadista considera que a efeméride constitui “uma oportunidade  para celebrarmos não apenas mais um ano de vida de um ilustre  filho da Pátria, mas também para enaltecer o legado de um  estadista cuja visão e sabedoria marcaram profundamente o curso  da nossa História nacional”. 

Outrossim, recorda que, sob a liderança “serena, prudente e  visionária” de Joaquim Chissano, Moçambique consolidou o  caminho da paz, da reconciliação e da unidade nacional após  longos anos de conflito armado. 

“A assinatura do Acordo Geral de Paz, em 1992, permanece como  um dos marcos mais notáveis da nossa História contemporânea e  um testemunho da sua dedicação incansável à causa da harmonia  entre os moçambicanos”, realça. 

A mensagem destaca igualmente o exemplo de Joaquim Chissano  como líder que soube enfrentar desafios com serenidade,  transformar adversidades em oportunidades e guiar o país com firmeza em momentos decisivos. 

“Hoje, ao celebrar os seus 86 anos, rendemos homenagem ao  Homem de Estado que soube transformar desafios em oportunidades e que, com serenidade e patriotismo, guiou  Moçambique em momentos decisivos da sua História”, afirma. 

Concluindo, Daniel Chapo formula votos de saúde e longevidade  ao antigo Chefe de Estado: “Nesta ocasião especial, desejo a Sua  Excelência longa vida, boa saúde, felicidade e tranquilidade, para  continuar a partilhar connosco a sua sabedoria e experiência, que  tanto enriquecem o nosso País”.

Os investidores estrangeiros de nacionalidade chinesa que pretendiam instalar uma fábrica de cimento no distrito de Chibabava, em Sofala, sem seguir todos os trâmites legais para a obtenção de uma licença ambiental, foram multados em mais de 14 milhões de meticais, e as actividades foram paralisadas pelo Governo. 

Depois de o Governo ter-se distanciado do projecto de construção de uma fábrica de cimento, no distrito de Chibabava, em Sofala, pelo facto de o mesmo não ter obedecido às regras estabelecidas para tal, com destaque para a questão ambiental e a não indemnização a dezenas de famílias camponesas, cujas áreas foram ocupadas pelos investidores, seguiu-se depois uma investigação que culminou com a emissão de uma multa.

A empresa em causa, que conta com investidores de nacionalidade chinesa, foi multada em pouco mais de 14 milhões e meio de meticais, segundo um documento emitido pela Agência Nacional para o Controlo da Qualidade Ambiental, ou simplesmente AQUA.

A AQUA indica, no documento, que a multa foi emitida por se ter constatado que a referida empresa procedeu à abertura de uma área para a implantação de uma fábrica de cimento, um acto antecedido de abate de árvores e compactação de solos, uma actividade não licenciada ambientalmente.

A nossa equipa de reportagem teve igualmente acesso a um outro documento emitido pela Agência Nacional para o Controlo da Qualidade Ambiental, que ordena o encerramento das actividades de abertura da área para a implantação da fábrica em referência, pertencente à firma Shun Xin Yuan Africa Investment Limitada, por implementação de actividade não licenciada.

O mesmo documento indica que o levantamento do encerramento será feito mediante a apresentação da licença ambiental e o respectivo estudo de impacto ambiental ou plano de gestão ambiental actualizado.

Os representantes da empresa sancionada declinaram comentar as acções tomadas pelo Governo em relação a este projecto, cuja primeira pedra para a sua implementação, como anteriormente havíamos noticiado, deveria ser lançada há cerca de duas semanas, mas a denúncia das famílias camponesas, cujas áreas foram ocupadas pela firma sem nenhuma compensação, impediu o avanço da iniciativa.

O processo de reconstrução do distrito de Mecúfi, em Cabo Delgado, está em curso, depois da destruição causada pelo ciclone Chido em Dezembro do ano passado. Foram 200 mortos e 76 mil afectados.

Um dia depois da passagem do ciclone Chido pelo distrito de Mecúfi, em Cabo Delgado, a imagem era de uma razia causada pela força do vento no dia 15 de Dezembro do ano passado, que atingiu 260 km/h. “Quando fizemos o balanço depois do ciclone, no dia 16 de Dezembro, fomos ver que o distrito foi afectado a 100%, mas, depois da intervenção dos nossos parceiros, o Governo principalmente, registámos 76 mil habitantes que foram afectados. Através da Saúde, fizemos o levantamento de 200 perdas humanas no distrito de Mecúfi”, disse Fernando Neves, administrador de Mecúfi.

Com este grau de destruição, a população do distrito de Mecúfi passou a depender de ajuda para reerguer a sua vida. “Houve distribuição de chapas de zinco, barrotes, houve construção de uma casa de trânsito para aquelas pessoas que não tinham possibilidades, como é o caso de deficientes, idosos e mulheres chefes de família, e, à medida que os apoios vêm, vamos dando aquilo que a população necessita para a sua habitação”, acrescentou o governante.

Depois daquele acontecimento, o então Presidente da República, Filipe Nyusi, deu ordens para que a reconstrução obedecesse ao ordenamento territorial para melhor orientar a ocupação do solo, fora das zonas de risco.

“Este processo está sendo feito. Foi um comando. Iniciamos com duas comunidades-piloto, a comunidade de Sassalane e a comunidade de Maweia. O processo está em curso. Neste momento, foram abertas 25 ruas para atendermos o ordenamento territorial. E, como é um processo contínuo, o distrito está a continuar para que todas as comunidades elegíveis no distrito tenham o ordenamento territorial.” 

O edifício onde funciona a administração do distrito, que estava totalmente destruído, assim como o Centro de Saúde de Mecúfi, estão numa fase avançada de reconstrução.

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