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A província de Cabo Delgado regista, em média, cinquenta casos de corrupção por ano, envolvendo, sobretudo, funcionários dos sectores da saúde e da educação. Entre os crimes mais frequentes destacam-se o desvio de fundos públicos, o suborno e outras práticas ilícitas relacionadas com a administração do Estado.

Apesar do elevado número de denúncias recebidas, a Procuradoria Provincial de Cabo Delgado revela que uma parte significativa dos processos acaba por ser arquivada, devido à insuficiência de provas que permitam sustentar a acusação em tribunal.

Os funcionários públicos continuam a liderar a lista dos arguidos, sendo os sectores da saúde e da educação apontados como os mais vulneráveis à prática de actos de corrupção.

Segundo a Procuradoria, o suborno para obtenção de serviços públicos ou de benefícios estatais de forma ilegal figura entre as modalidades de corrupção mais recorrentes na província.

Com o objectivo de aproximar a justiça dos cidadãos e incentivar a denúncia de práticas ilícitas, a Procuradoria Provincial tem vindo a promover campanhas denominadas “Tendas da Justiça”, uma iniciativa que permite recolher preocupações e denúncias da população fora do ambiente formal das instituições judiciais, reforçando a participação dos cidadãos no combate à corrupção.

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Catadores de lixo vandalizaram e queimaram camião de recolha de resíduos sólidos e uma pá escavadora, esta quinta-feira, na lixeira de Hulene. Face ao sucedido o Município de Maputo diz estar em curso uma operação de busca e captura dos presumíveis autores do crime.

Os referidos malfeitores já vêm praticando vários actos criminais que deixam as pessoas com medo de passar por aquele local.

O Conselho Municipal da cidade de Maputo reagiu ao sucedido, através de um comunicado, no qual informa que ocorrem procedimentos para a responsabilização dos praticantes do acto.

“Cerca das 13h20, quando se presumia que a situação estava sob controlo a Força Conjunta  recebeu informações dando conta que alguns catadores haviam cercado um camião de recolha de resíduos sólidos, bem como uma pá escavadeira, retirando a força os respectivos operadores e, em seguida, incendiado os referidos  veículos. Neste momento está em curso uma operação de busca e captura dos presumíveis autores desse acto criminoso, com vista à sua responsabilizacao”, le-se no comunicado.

Refira-se que este acto foi antecedido por uma operação conjunta entre a Polícia da República de Moçambique PRM e a Polícia Municipal na área da lixeira de Hulene, por volta das 10 horas.

Esta operação culminou com a detenção de alguns indivíduos identificados como chefes de grupos de catadores, que desde o período das manifestações pós-eleitorais, têm protagonizado actos de desordem e vandalismo naquela zona.

O Município de Nampula foi condenado de forma solidária a pagar uma indemnização de 4 milhões e 800 mil meticais ao jovem universitário Edmundo e mais duas crianças, todos vítimas de um acidente de viação envolvendo uma máquina escavadora do município. Entretanto, Edmundo e seu advogado não estiveram presentes, alegadamente porque não foram notificados

A sentença foi lida na ausência do ofendido e do seu advogado que moviam o processo, sendo que o motorista da máquina escavadora foi condenado a 3 meses de prisão por ofensas corporais involuntárias e três meses de multa.

“A pena de prisão será substituída por multa à taxa diária de 200 mil meticais. Vai também culminar no pagamento de 400 mil meticais de imposto de justiça. Deverá o arbítrio pagar a título de indemnização a favor das vítimas solidariamente com o Conselho Municipal da Cidade de Nampula, ao abrigo dos fundamentos acima exposto por danos não patrimoniais, mostrando o número 1 do artigo 94 do Código de Processo Penal, conjugado com o artigo 483 e 496, todos do Código Civil, nos seguintes montantes: Edmundo Francisco José Maducai, no valor de 4 milhões, Anísia da Berta José Wascheck, no valor de 500 mil, e Fáusia da Berta José Wascheck, no valor de 300 mil meticais”, sentenciou o juíz da causa, Arnaldo de Deus Facitela.

Trata-se de um problema que a actual direcção do Município encontrou e o advogado da edilidade disse que houve tentativas fracassadas de um acordo extra-judicial com o ofendido. Sobre a sentença, Carlos Coelho disse que era prematuro fazer uma leitura.

“O ofendido Edmundo pedia 200 milhões de meticais, enquanto o Ministério Público, com relação aos menores, pedia 300 mil meticais para uma delas. Particularmente em relação ao pedido do ofendido Edmundo, com todo respeito e humildade, é um valor, quanto a nós, absurdo”, disse Carlos Coelho.

Em relação à sentença em si, Coelho disse que não pode afirmar estarem totalmente satisfeitos, mas “o Conselho municipal é um órgão colegial, e obviamente que, nós como advogados, vamos levar esta decisão ao Conselho Municipal”, que posteriormente poderá se pronunciar.

O advogado de Edmundo diz que tanto ele, como o ofendido não foram notificados da data de leitura da sentença, por isso não se fizeram presentes. Com relação à sentença, Edmane Adriano, advogado de Edmundo Muanamucane, disse que “é prematuro avançarmos com aquilo que, efectivamente, vamos levar a cabo, até porque temos 20 dias para podermos recorrer da decisão, tomando como base que trata-se de um processo comum”, disse.

O acidente, lembre-se, foi causado por deficiências mecânicas na máquina escavadora que fez uma descida desgovernada e colheu frontalmente Edmundo que estava numa motorizada e mais duas crianças que estavam na berma da estrada onde a máquina acabou imobilizada.

O Baía de Pemba Futebol Clube poderá ficar fora do campeonato nacional de futebol por causa de dívidas com os jogadores que não auferem salários há cerca de dois meses.

Os atletas e a equipa técnica do Baía de Pemba Futebol Clube ameaçam paralisar as actividades devido ao atraso de salários.

Apesar do atraso de salários que está a complicar a vida dos atletas e da equipa técnica, o Baía de Pemba Futebol Clube vai, pelo menos neste fim-de-semana, realizar o jogo com o Ferroviário de Lichinga.

Além da ameaça de paralisação das actividades por parte dos atletas e da equipa técnica, o Baía de Pemba Futebol Clube recebeu uma nota da Federação Moçambicana de Futebol para, no prazo de cinco dias, resolver todos os problemas relacionados com dívidas, sob o risco de ficar fora do Campeonato Nacional de Futebol.

A direcção do clube prometeu pronunciar-se oportunamente sobre o caso.

Mais de dois milhões de moçambicanos poderão enfrentar insegurança alimentar severa até ao fim deste ano, devido à acentuada escassez de chuvas, sobretudo no Sul do país. A província de Inhambane, uma das mais afectadas pela estiagem prolongada, está a apostar num programa de acções antecipadas à seca, focado nas áreas de água, saneamento e segurança alimentar, com vista a fortalecer a resiliência das comunidades em zonas áridas.

A cada ano que passa, chove menos — e a zona Sul de Moçambique está no centro da crise. A prolongada estiagem já comprometeu as colheitas em vastas áreas rurais, e, segundo previsões oficiais, mais de dois milhões de moçambicanos poderão enfrentar insegurança alimentar severa até ao fim deste ano.

“Em Moçambique, em particular, estima-se que cerca de 2,3 milhões de pessoas possam enfrentar insegurança alimentar aguda até o final da época de 2024/2025. E também os estudos feitos pelo INGD confirmam esta tendência associada ao fenómeno El Niño com impacto significativo na agricultura e consequentemente na insegurança alimentar”, explicou Cândido Mapute, director do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) na região Sul do país.

Com a seca a agravar-se e a ameaça de fome a crescer, o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres está a pôr em marcha, na província de Inhambane, programas de acções antecipadas para mitigar os efeitos da estiagem. As intervenções focam-se nas áreas críticas de água, saneamento e segurança alimentar, segundo deu a conhecer o delegado da instituição na província de Inhambane, Gilberto Miguel.

Miguel disse que, neste momento, estão em prática algumas acções, dentre elas “a reabilitação das fontes de água, a transformação de furos de água para os sistemas multifuncionais, a componente de segurança alimentar, que é o aprovisionamento de sementes tolerantes à seca para os estritos, motobombas, dentre outros insumos”.

O delegado do INGD em Inhambane disse ainda que estão em curso acções ligadas ao sistema de aviso prévio.

O programa de acções antecipadas contra a seca está já em implementação nos distritos de Mabote e Funhalouro, dois dos mais vulneráveis à escassez de água em Inhambane.

Com esta intervenção, segundo Gilberto Miguel, o INGD pretende fortalecer a resiliência das comunidades locais aos choques climáticos. “Nós tivemos populações que tiveram a oportunidade de suprir todas as componentes, para não dizer também que tivemos populações que provavelmente poderiam estar numa situação de insegurança alimentar, mas porque houve aprovisionamento de sementes, aprovisionamento de outros insumos de produção, a tempo e hora, tivemos que reduzir aquilo que poderia ser o número da população a precisar de uma assistência alimentar”, garantiu Gilberto Miguel.

Um estudo da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) revela que cada dólar investido em acções antecipadas contra a seca permite poupar até 23 dólares em assistência alimentar de emergência.

A décima edição do Festival Nacional de Hip-Hop ― Punhos no Ar  vai decorrer, no próximo sábado, no Centro Cultural Franco-Moçambicano, na Cidade de Maputo.

Criado em 2016, fruto de uma parceria entre a Nexta-Vida Entertainment, o Café Bar Gil Vicente e o Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM), o Festival Nacional de Hip-Hop ― Punhos no Ar é um evento anual dedicado à valorização do Hip-Hop moçambicano, promovendo igualmente um espaço de encontro entre artistas de várias províncias, fomentando o intercâmbio, o crescimento conjunto e o fortalecimento dos laços entre os fazedores da cultura Hip-Hop no país.

A décima edição comemorativa afirma-se como especial e histórica, assinalando uma década em que se fez ecoar a voz da juventude, promoveram-se talentos, fortaleceram-se identidades e afirmou-se o Hip-Hop como um movimento de Unidade Nacional.

Para assinalar a efeméride, realizou-se em Abril uma mini-tournée pelas cidades de Tete, Chimoio e Beira. Já no dia 1 de Agosto, durante o cocktail de lançamento da edição, foram homenageadas 34 figuras nacionais que contribuíram de forma significativa para o crescimento do Hip-Hop em Moçambique, num gesto de reconhecimento em vida e valorização da cultura urbana.

Entre os homenageados, destacam-se nomes como Azagaia, MC Roger, Edmundo Galiza Matos Jr, Rappers Unit, Auto Squad, Beat Keepa, DJ Sidney GM, Zema, Zito Face, DJö (GPro), Kandonga, Stripes Gang, Ceeguemba, Ping Pong Clan e Underground Nasty.

Com o tema All☆Star, esta edição reúne os artistas mais destacados das nove edições anteriores, oriundos das três regiões do país e apresenta os cinco elementos fundamentais da cultura Hip-Hop: MC, DJ, Graffiti, Breakdance e Conhecimento. O programa inclui música, poesia, debate, freestyle battle e uma feira dedicada ao universo Hip-Hop, reafirmando o compromisso do festival com a exaltação do Hip-Hop nacional.

O ponto alto do festival será no Sábado, no palco do CCFM, com a participação de artistas das diversas regiões: Gina Pepa, Trez Agah, Khronic, Kloro, Queenz, Sick Brain, Flow Man, Stinky & Skhokho, Katekisso, Mensageiros, Refo, DJ Sidney GM, DJ Kiko, Daniel Savanguane, Mia Couto Jr., Micro 2, Kappacetes Azuis, 9naKonz, Jazz P, Anjo Emanuel, Hell Soldiers, Grupo 3D, DJ Sypoh DM, Vee Chemane, Colectivo B-Town (Drifa, Duplo V, Quatro Ases, Coronel Xerife, Boy Clay), Vila Perygoza (Ray Breyka, Ygrego, Tuz MC, Função Inversa, WJocker, G-Zuz, Arlequeen), Três Folhas, Niga James, Stupa Serious, Epaitxoss One e Rei Bravo, Kays.

Com esta abrangência, o FNHPA reafirma o seu estatuto como o maior Festival de Hip-Hop de Moçambique, mantendo viva a sua missão central: Unidade Nacional.

Os refugiados que estão no Centro de Maratane vivem situações de crise devido à falta de alimentação e outras necessidades básicas para sobrevivência. Os mesmos relatam situações preocupantes, mas que foram minimizadas com a alocação de um serviço especializado de reabilitação para portadores de deficiência ou pacientes que necessitem de consultas desta natureza, no Centro de Saúde de Maratane

A crise humanitária provocada pelas guerras em muitos países africanos empurrou milhares de pessoas para a situação de refugiados. No centro de refugiados em Nampula não só cruzam-se pessoas, como também encontramos histórias de drama, superação e indefinição.

É o caso de Kilamwina Ngombe, de 64 anos, que deixou a sua terra natal, Congo, em 2013, depois de perder o marido e o filho de 28 anos, vítimas do conflito armado entre Ruanda e Congo.

Conta que quando perdeu o marido, estava um pouco abalado, contando que o filho a pudesse ajudar, mas agora perdeu mais um filho.

Agora deixou três filhos para trás e conseguiu fugir apenas com a mais nova, que na altura tinha 13 anos. Hoje, com 25 anos, essa filha tem 4 crianças, sendo que uma delas sofreu danos há cinco anos, depois de ter apanhado meningite e malária cerebral.

Com o corte de apoios por parte da Agência das Nações Unidas para os Refugiados, ACNUR, a vida no centro de refugiados de Maratane, em Nampula, tornou-se muito complicada para muitos. 

É por isso que aqui a prostituição é elevada, porque os refugiados estão a sofrer, uma vez que nesse tempo não tem comida, não capinam e não tem o que comer. Por isso, uma mãe que se respeita, vai procurar um marido para poder ter comida, é uma vergonha o que está a acontecer”, contou, Kilamwina Ngombe.

Mwamini Ataya é outra congolesa que carrega traumas do conflito armado, mas o maior drama é de ver o neto de 8 anos a perder a visão progressivamente a cada dia. O diagnóstico feito no Hospital Central de Nampula diz que o problema só pode ser solucionado fora do país.

“Até ela costuma pedir para eu orar e pedir a Deus para dar a benção dele abrir o olho, para poder ver. Isso me doi na alma e no coração”, conta Mwamini Ataya, congolesa que está a requerer asilo no país.

A ACNUR tem conhecimento das dificuldades por que passam muitos refugiados e dá a entender que a conjuntura política global não é favorável neste momento.

José Catunda, chefe do escritório da ACNUR no Norte de Moçambique, diz que há uma tentativa de ajudar os refugiados e todas as comunidades. “Passou o desafio do ACNUR, o desafio também que a comunidade humanitária também está confrontada. E nós achamos que estamos a tentar contribuir para ver que nós avançamos, que nós continuamos também a apoiar, não só apoiar os refugiados, mas também apoiar a comunidade”, disse.

No Centro de Saúde de Maratane há muito que se clamava por um serviço especializado de reabilitação para portadores de deficiência ou pacientes que necessitem de consultas desta natureza. Esta terça-feira, finalmente, foi inaugurado um centro para esse propósito.

“Em 2024, até agora, assistimos mais ou menos 180 pessoas que estão a seguir serviços de fisioterapia, terapia da fala, terapia ocupacional, ortoprotesia, que estão sendo assistidos aqui. Antes, eles era assistidos em Nampula”, revelou Eduardo Machava, da “Humanity & Inclusion”.

O Centro de Refugiados de Maratane conta, neste momento, com 7.839 pessoas provenientes, na sua maioria, do Congo, Burundi, Ruanda e Somália.

A Associação Cultural Converge+ e o Projecto Festival Raiz anunciaram o arranque do ciclo de apresentações públicas dos resultados da Formação para a Profissionalização de Bailarinos Tradicionais em Contexto Contemporâneo, com a estreia da performance de dança contemporânea intitulada Prematuro, nesta quinta-feira, às 18h, no Projecto Utopia Mafalala, em Maputo.

Prematuro, interpretado pelos bailarinos Martina Schiattarella, Malton Dos Banto e Diogo Igor Amaral, aborda, com sensibilidade e força poética, a realidade de muitas meninas em Moçambique. Num país onde ser menina é, por vezes, sinónimo de uma infância interrompida.

A performance expõe a dor de quem foi moldada como objecto, silenciada pela pobreza e conduzida a um destino injusto e precoce.

Uma obra que atravessa o corpo, a história e a urgência de existir. O corpo desafia, escuta e responde. Entre passos e provocações, o caminho da tradição encontra o presente.

A Formação para a Profissionalização de Bailarinos Tradicionais em Contexto Contemporâneo teve a duração de quatro semanas, de 2 a 27 de Junho de 2025 e contou com a participação de dezoito (18) bailarinos, com o objectivo de desenvolver competências técnicas, teóricas e criativas, promovendo uma aproximação entre as danças tradicionais moçambicanas e práticas contemporâneas.

Ao longo do programa, os formandos participaram em sessões práticas e teóricas conduzidas por reconhecidos profissionais da dança, produção e cultura. Horácio Macuácua dirigiu todas sessões do Módulo Prático, que decorreu de 2 a 13 de Junho, no Espaço Projecto Utopia Mafalala. O Módulo Teórico, que decorreu de 16 a 27 de Junho, foi orientado por Quito Tembe, Sara Machado, Rogério Manjate, Virgílio Sitole, Júlia Novela, Mélio Tinga, Gil Gune e Ernesto Mabjaia.

A performance Prematuro representa um momento-chave deste percurso, pois condensa e revela tudo o que foi aprendido, experimentado e construído ao longo da formação.

O programa é financiado pelo Fundo Création Africa – Moçambique, da Embaixada de França em Moçambique, e é implementado pela Associação Cultural Converge+ e o Projecto Festival Raiz, com o apoio do Centro Cultural Franco-Moçambicano.

 

O Presidente da República, Daniel  Chapo, recebeu hoje em audiência, no seu Gabinete de  Trabalho, o líder religioso Onório Cutane, num encontro centrado na  promoção da reconciliação nacional, da paz e da dignidade  humana. 

Falando à imprensa à saída do encontro, o líder religioso manifestou o  seu apreço pela abertura demonstrada pelo Presidente da República.  “Hoje tive uma sessão de conversa com o Presidente da República de  Moçambique, Sua Excelência o Presidente Daniel Chapo”, afirmou,  sublinhando que a audiência foi motivada pela preocupação com as  crises sociais que recentemente abalaram o país. 

“Como um líder cristão e congregacional, vendo o país a ser  devastado por várias crises, das quais as crises sociais que vivenciamos  há pouco tempo, sentimos uma necessidade de nos aproximarmos  para podermos deixar uma palavra de aconselhamento e de oração  à Sua Excelência o Presidente da República e também ao Governo  de Moçambique”, disse. 

O líder religioso destacou ainda a necessidade urgente de o país  ultrapassar os ciclos de violência que se repetem em períodos  eleitorais. “Moçambique é um país que está ciclicamente a passar por  violências. Em cada eleição há violência, são guerras, sangue  derramado inocentemente e o país precisa de cura”, advertiu. 

Para o líder cristão, a solução reside na reconciliação nacional, no  amor ao próximo e na valorização da vida humana. “A cura só é  possível quando houver reconciliação nacional, quando houver 

valorização da dignidade da vida humana, da vida dos  moçambicanos”, afirmou, acrescentando que “só com amor no  coração e com união e com perdão e reconciliação podemos  desenvolver o nosso país”. 

Onório Cutane considera que o Presidente Chapo merece o apoio de  todos os moçambicanos na missão de construir uma nação  reconciliada e próspera. “É alguém que é mesmo aberto para os  problemas do país, para o bem dos moçambicanos e que precisa de  uma chance [oportunidade] para mostrar que é possível reconciliar os  moçambicanos e tornar Moçambique um país uno, desenvolvido e  para o bem de todos os moçambicanos”, defendeu. 

No final das declarações, Onório Cutane deixou uma bênção à  Nação: “O Presidente aceitou a nossa oração, nossos conselhos e,  acima de tudo, para o bem de Moçambique, que é Moçambique de  todos nós. Deus abençoe o Presidente, abençoe o Governo de  Moçambique e abençoe o povo de Moçambique”.

A Polícia deteve hoje, na cidade de Xai-Xai, um indivíduo de 45 anos de idade, indiciado por violar a filha, desde 2022 . A vítima, agora com 16 anos de idade, cansada dos abusos sexuais do pai, decidiu denunciar  o caso  à Polícia.

Em  lágrimas a uma menor de 16 anos de idade, que contou que tem sofrido, com frequência, violações  sexuais por parte do pai, desde os 12 anos  de idade. A vítima contou ainda que o pai ameaçava matá-la, caso contasse o que acontecia.

“Quando eu tinha 12 anos. Ele dormia comigo, ele me encontrava no quarto. Se eu falasse, ele disse que ia me matar, eu e a minha mãe. Foram muitas vezes”, contou.

A menor revela ainda que o último caso foi consumado, por volta das 16 horas, desta segunda-feira, quando se encontravam a sós com o pai,  em casa, visto que a mãe e outros membros  da família estavam na igreja e no mercado.

O indiciado de 45 anos,  entretanto, refuta os actos que lhe são imputados, alegando que se trata de um menor que não lhe reserva respeito.

A Polícia assegura  que as investigações preliminares indicam que houve contacto sexual, na sua residência do indiciado, em Fenicelene.

“Um trabalho foi feito, não foi coisa de um dia. Foi um trabalho multissetorial, envolvendo toda a Saúde, Educação, Polícia e Acção Social. Fomos lá, tentamos entender e vimos que havia fortes indícios da prática deste crime.  Ele violou a sua filha, e foi uma violação sistemática, desde os 12 anos até agora que a menor tem 16 anos. Então, foi uma violação dolorosa, que levou muito tempo”, esclareceu a  Chefe de departamento de atendimento à família e menores vítimas de violência da PRM, Noémia Dinis.

Nesta terça-feira,  desesperada, a menor decidiu contar os abusos de que era vítima por parte do pai aos professores e estes denunciaram o caso às autoridades policiais.

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