A província de Cabo Delgado regista, em média, cinquenta casos de corrupção por ano, envolvendo, sobretudo, funcionários dos sectores da saúde e da educação. Entre os crimes mais frequentes destacam-se o desvio de fundos públicos, o suborno e outras práticas ilícitas relacionadas com a administração do Estado.
Apesar do elevado número de denúncias recebidas, a Procuradoria Provincial de Cabo Delgado revela que uma parte significativa dos processos acaba por ser arquivada, devido à insuficiência de provas que permitam sustentar a acusação em tribunal.
Os funcionários públicos continuam a liderar a lista dos arguidos, sendo os sectores da saúde e da educação apontados como os mais vulneráveis à prática de actos de corrupção.
Segundo a Procuradoria, o suborno para obtenção de serviços públicos ou de benefícios estatais de forma ilegal figura entre as modalidades de corrupção mais recorrentes na província.
Com o objectivo de aproximar a justiça dos cidadãos e incentivar a denúncia de práticas ilícitas, a Procuradoria Provincial tem vindo a promover campanhas denominadas “Tendas da Justiça”, uma iniciativa que permite recolher preocupações e denúncias da população fora do ambiente formal das instituições judiciais, reforçando a participação dos cidadãos no combate à corrupção.
Moçambique já tem um laboratório ADN forense que vai permitir a análise de material biológico para o esclarecimento de vários tipos de crime, assim como confirmar a paternidade e ou maternidade. O mesmo tem capacidade de processar 200 amostras por dia, tendo custado 150 milhões de meticais aos cofres do Estado.
Terminou esta sexta-feira a dependência externa para análises laboratoriais de ADN Forense, com a inauguração do primeiro laboratório desta magnitude no país, concretamente no Serviço Nacional de Investigação Criminal, SERNIC. O país nunca teve um empreendimento desta magnitude, por isso dependia da África do Sul, segundo explicou o Director Geral da instituição, Nelson Rego.
O responsável destacou que o laboratório vai ajudar no esclarecimento de vários crimes e deu exemplos. “Por exemplo, no crime de raptos, sabemos que há contactos e nessas situações, às vezes são deixados, no local do facto, vestígios, evidências, evidências que portam consigo determinados vestígios e que lavados à análise, é possível identificarmos os indivíduos que tenham praticado“, explicou.
Para além de ajudar a travar o crime, o titular da pasta do SERNIC falou da capacidade que este tem na identificação da paternidade. “Moçambique, ao nível da região, passa a ser um dos países com capacidade de poder fazer análises, de poder ajudar no esclarecimento, nas investigações, na identificação de indivíduos e nas relações com enfoque para aquilo que nos apoquenta ao nível dos tribunais menores, a paternidade“.
Segundo o responsável, o laboratório tem a capacidade de processar 200 amostras por dia e custou 150 milhões de meticais dos cofres do Estado.
A inauguração do laboratório foi dirigida pelo Procurador Geral da República, Américo Latela, e contou com representantes dos sectores da Justiça, Segurança, Defesa e parceiros de cooperação.
O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, anunciou, hoje, que será candidato independente às eleições presidenciais marcadas para 23 de novembro. Ainda assim, declarou estar disponível para receber apoios de partidos políticos e grupos de cidadãos que desejem apoiar a sua candidatura.
“Hoje declaro a minha candidatura. Repito, declaro a minha candidatura como candidato independente de nenhum partido. Todo o partido que pretender apoiar a minha candidatura pode fazê-lo”, afirmou o chefe de Estado guineense, citado pela DW.
O anúncio foi feito durante a cerimónia de posse do novo primeiro-ministro, Braima Camará, empresário e político de 57 anos, nomeado por Embaló por ser uma pessoa em quem deposita “confiança pessoal”.
Sissoco Embaló sublinhou que está aberto ao apoio de diversas entidades, como grupos de imames, padres, pastores, partidos ou associações de cidadãos, reiterando que isso não comprometerá a sua independência.
O Governo alemão suspendeu exportações que poderiam ajudar o plano de Israel em Gaza. A medida surge numa altura em que Israel aprovou um plano para assumir o controlo total da Faixa de Gaza.
A informação sobre a decisão do governo Alemão de não aprovar nenhuma exportação de equipamento militar que possa ser usado na Faixa de Gaza até novo aviso foi compartilhada nesta sexta-feira, pelo chanceler, Friedrich Merz, em resposta ao plano israelita de expandir as operações militares na Faixa de Gaza.
Esta decisão surge numa altura em que o gabinete político de segurança israelita aprovou ainda nesta sexta-feira um plano para assumir o controlo total de Gaza.
A medida expande as operações militares, apesar das crescentes críticas internas e externas à guerra devastadora que dura há quase dois anos.
Aliados de extrema-direita na coligação do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, têm pressionado pela tomada total de Gaza como parte de sua promessa de erradicar os militantes do Hamas, porém os militares já alertaram que isso poderia colocar em risco a vida dos reféns restantes.
Merz explicou que a libertação dos reféns e as negociações para um cessar-fogo são as principais prioridades da Alemanha, olhando para o nível do sofrimento dos civis na Faixa de Gaza.
Recorde-se que o parlamento alemão informou em junho que licenças de exportação de equipamentos militares para Israel no valor de 564 milhões de dólares foram concedidas entre 7 de outubro de 2023 e 13 de maio de 2025.
O Banco de Moçambique procedeu, esta sexta-feira, à entrega oficial da Praça do Metical, localizada na cidade de Quelimane. A cerimónia de inauguração foi presidida pelo edil da autarquia, Manuel de Araújo.
Erguida entre a Avenida 1 de Julho e a Travessia 1 de Julho, nas imediações da filial do Banco de Moçambique, a Praça do Metical torna-se a oitava do género construída no país. Esta iniciativa visa preservar locais de relevância histórica e valorizar a moeda nacional, promovendo também espaços de lazer, bem-estar e educação financeira para os cidadãos.
Na ocasião, Manuel de Araújo destacou que a praça representa mais do que um espaço físico: é um tributo à soberania nacional e um presente simbólico aos munícipes, num mês em que a cidade de Quelimane celebra 83 anos da sua elevação à categoria de cidade. O edil apelou ainda ao bom uso e conservação do espaço.
Por sua vez, o Governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, explicou que a criação destas praças tem como objetivo enaltecer o metical como pilar da autonomia financeira e económica do país, além de simbolizar a identidade moçambicana.
Zandamela acrescentou que a Praça do Metical será também um espaço de convivência, lazer e oportunidades para a realização de ações de educação financeira, promovendo o bem-estar dos munícipes e visitantes.
Com esta iniciativa, o Banco de Moçambique reafirma o seu compromisso com a valorização da moeda nacional e com a promoção de um sistema financeiro sólido e inclusivo.
Sean “Diddy” Combs aguarda ainda pela decisão do tribunal que irá definir a medida da pena a cumprir pela condenação por dois crimes de transporte para prostituição. No entanto, a sua defesa já está a envidar esforços para conseguir um perdão do Presidente dos EUA, Donald Trump.
A advogada Nicole Westmoreland, uma das mandatárias do músico e empresário, admitiu à CNN a existência de contactos nesse sentido com a Casa Branca. “Segundo sei, entrámos em contacto e tivemos conversas sobre um perdão”, declarou ao canal de televisão norte-americano.
“Diddy” encontra-se atualmente numa prisão federal, na sequência do veredito que o absolveu de três dos cinco crimes pelos quais era acusado pelo Ministério Público. Os três crimes dos quais foi absolvido eram os mais graves: conspiração para extorsão, tráfico sexual de Casandra Ventura e tráfico sexual da ex-namorada “Jane”.
Porém, os dois crimes de transporte para prostituição pelos quais foi considerado culpado no início de Julho podem levar à aplicação de uma pena máxima de 10 anos por cada crime, ou seja, um total de 20 anos. A equipa jurídica do músico e empresário, de 55 anos, tentou ainda obter a libertação sob fiança até à audiência de Outubro que vai definir a sentença, mas um juiz federal recusou esta segunda-feira libertar Sean Combs.
O Comité Provincial da Frelimo em Inhambane reuniu-se esta sexta-feira, 8 de Agosto de 2025, em mais uma sessão ordinária, convocada para avaliar a execução das actividades planificadas pelo Comité Provincial do partido, Conselho Executivo Provincial, Conselho de Representação do Estado, Circulo Eleitoral, bancada da Frelimo na Assembleia da República na Assembleia Provincial.
A reunião foi presidida pela primeira-secretária provincial, Adélia Macucule, teve como objetivo central analisar o grau de concretização das metas estabelecidas e promover um debate aberto sobre a vida do partido e do seu governo ao nível da província. A dirigente afirmou que este tipo de encontros é o espaço adequado para identificar pontos fortes e desafios, com vista à procura de soluções concretas para o bem-estar das comunidades.
Macucule assinalou que, nos primeiros seis meses do ano, se registaram sinais de esforço por parte dos órgãos e estruturas do partido, mas alertou para a necessidade de verificar se não existe uma desconexão entre as promessas feitas e as acções efectivamente realizadas no terreno. Sublinhou que a população espera resultados tangíveis, e não apenas planos e discursos, destacando como prioridades a melhoria do funcionamento das escolas, o atendimento digno nos hospitais, a construção de estradas que reduzam distâncias e o fornecimento regular de água potável.
“Não estamos aqui para tapar o sol com a peneira, mas para afirmar com clareza que a confiança que o povo deposita em nós não pode ser desperdiçada”, disse, defendendo que a presença da Frelimo deve ser sentida não apenas em comícios e reuniões, mas na resolução de problemas concretos do quotidiano.
Dirigindo-se aos comités distritais, Adélia Macucule destacou a necessidade de quadros mais mobilizadores, próximos das bases, comprometidos com a disciplina política e com a causa popular.
No que respeita ao Conselho Executivo Provincial, a primeira-secretária afirmou que é preciso “mais acção e menos protocolo”, defendendo que os líderes devem sair dos gabinetes, visitar as comunidades e conhecer de perto as condições reais de vida da população. Segundo Macucule, é essencial que os dirigentes se sintam incomodados perante situações como as de crianças a aprender sentadas no chão ou mães a percorrer longas distâncias para obter cuidados básicos de saúde.
A dirigente acrescentou que “não basta falar em nome do Estado”, sendo necessário representá-lo com sentido de urgência, humanidade e resultados concretos. Para Macucule, o momento exige correção de rumos, reorientação e aceleração do trabalho, lembrando que o tempo disponível até ao final do ano é limitado.
A dirigente realçou que a história de luta e conquistas da Frelimo em Inhambane só tem valor se for honrada com trabalho sério e entrega diária. Apelou para que cada participante na sessão assuma um compromisso pessoal de servir melhor, afirmando que “quem não serve ao povo não serve à Frelimo”.
Durante o encontro, Macucule reconheceu o empenho dos militantes na mobilização e participação durante a passagem da Chama da Unidade Nacional pela província, momento que descreveu como de grande envolvimento popular. Saudou ainda as atividades realizadas no âmbito das comemorações dos 50 anos da independência nacional e dos 63 anos da fundação da Frelimo, destacando a importância das ações de confraternização como reflexo de coesão interna.
A terminar, recomendou que o debate ao longo da sessão decorresse com abertura e honestidade, reforçando que a união, a coesão, a crítica construtiva e a disciplina devem pautar todos os trabalhos.
Cerca de 77% do crédito concedido pelo Ecobank Moçambique encontrava-se em situação de incumprimento, segundo o relatório sobre os Indicadores Prudenciais e Económico-Financeiros do Banco de Moçambique referente ao segundo trimestre de 2025.
O documento do banco central que avalia, trimestralmente, a situação de riscos e solvência dos bancos comerciais na praça evidencia que o Ecobank lidera o incumprimento, com 76,54 por cento do crédito malparado, entre Abril, Maio e Junho.
Trata-se de um aumento de risco na carteira de crédito da instituição, visto que o crédito malparado se situou em 48,17% no trimestre anterior e 42,66% no final de 2024.
O segundo maior rácio de crédito em incumprimento é do Moza Banco, com 40,50%, que superou o seu último posicionamento de 36,58% dos créditos em incumprimento no primeiro trimestre. Na terceira posição, está o Access Bank, que conseguiu reduzir o seu NPL de 20,69% para 13,45%.
Em relação aos que mantêm o rácio dentro do limite recomendado de 5% estabelecido pelo Banco de Moçambique, estão o United Bank for Africa (2,16%), o First National Bank (2,00%), o Standard Bank (3,83%), o First Capital Bank (3,19%) e o Absa (3,84%). O Millennium bim viu o seu NPL recuar para 2,62%, enquanto o BCI registou um aumento para 13,53%.
O relatório também avalia a solvabilidade das instituições de crédito, onde é líder o M-Pesa, com 127,49%. O rácio de solvabilidade é um indicador financeiro que avalia a capacidade de uma empresa cumprir as suas obrigações financeiras de longo prazo.
O segundo mais bem posicionado é o Banco Mais, com 76,68% de solvabilidade, e em terceiro lugar encontra-se o Metropolitano, com cerca de 72%.
76,54%
Maior rácio de crédito em incumprimento, alcançado pelo Ecobank
127,49%
Maior rácio de solvabilidade, alcançado pelo M-Pesa
Os agentes não bancários lideram o mercado, apresentando uma cobertura superior a dos canais bancários. No fim de 2023, havia 5,6 agentes bancários, 4,1 agências bancárias, 8,2 ATM por 100 mil adultos e 1246 agentes não bancários por 100 mil adultos. A informação é da Estratégia Nacional de Inclusão Financeira, lançada nesta semana pelo Governo, que lança a expectativa de que 60% da população adulta tenha conta bancária numa instituição formal até 2031
A abertura do mercado aos serviços de carteira móvel contribuiu parcialmente para a expansão dos serviços financeiros no país, resultando em quase o dobro do número de agentes bancários nos últimos cinco anos.
Hoje, os agentes não bancários desempenham um papel crucial na prestação de serviços financeiros às populações não cobertas pelo sistema bancário tradicional, de tal forma que o registo mais recente é de 1246 agentes não bancários por 100 mil adultos em áreas urbanas, contra apenas 557 agentes por 100 mil adultos em áreas rurais.
A estratégia de inclusão aponta que a situação é semelhante para os canais de distribuição bancária, que também exibem uma concentração significativa nas zonas urbanas. A densidade de agentes bancários por 100 mil adultos era de 9,5 por 100 mil adultos nas zonas urbanas, enquanto nas áreas rurais era apenas de 3,2 por 100 mil adultos. Essa discrepância é notável ao considerar o número de agências bancárias, com 7 por 100 mil adultos nas áreas urbanas, em comparação com apenas 2,3 por 100 mil adultos nas áreas rurais.
O acesso a ATM segue um padrão semelhante, com 15,5 por 100 mil adultos nas zonas urbanas, contrastando com uns meros 4,2 por 100 mil adultos nas zonas rurais, descreve o documento.
“A cobertura das agências bancárias aumentou de 55% para 83% dos distritos, e os agentes bancários expandiram o seu alcance para cobrir 61% dos distritos. Os agentes não bancários alcançaram uma cobertura impressionante, atingindo 100% dos distritos até finais de 2022, promovendo a inclusão financeira em Moçambique”, avança o documento.
Ademais, o acesso à conta bancária continua a ser tendencialmente masculino e a infra-estrutura digital necessária para aceder a sistemas financeiros digitais continua a ser baixa. “Enquanto 77% dos agregados familiares em Moçambique tinham acesso a um telemóvel ou a uma televisão em 2022, apenas 3,3% tinham acesso à internet. Existe uma lacuna rural-urbana no acesso, com 4,5% dos agregados familiares urbanos a terem acesso à internet, em comparação com 2,5% dos agregados familiares rurais. Por sua vez, 52% dos adultos urbanos possuem smartphones, em comparação com 38% dos adultos nas zonas rurais”, explica o documento.
As projecções do Governo são de 60% da população adulta com conta bancária numa instituição formal até 2031. O projecto faz parte da Estratégia Nacional de Inclusão Financeira (ENIF) 2025–2031.
Aliás, a ministra das Finanças, Carla Louveira, que falava durante o lançamento em Maputo, disse que a estratégia assente em quatro pilares fundamentais visa assegurar o acesso e uso dos produtos e serviços financeiros de qualidade através do conhecimento, confiança e segurança, providos de forma responsável, que contribuam para o crescimento económico e sustentável, inclusivo e o bem-estar da população moçambicana.
Carla Louveira explicou ainda que os quatro pilares assentes na nova estratégia financeira evidenciam claramente uma evolução substancial do conceito de inclusão financeira que transcende a mera bancarização, passando a englobar a digitalização dos serviços financeiros, bem como o financiamento verde, com vista a promover maior acessibilidade, maior eficiência e inclusão sustentável para a população sem acesso ao sistema financeiro formal.
A governante reconheceu os feitos alcançados pela Estratégia Nacional de Inclusão Financeira (2016–2022), mas sublinha que persistem ainda alguns desafios, “primeiro a consolidação da estabilidade macroeconómica assente na sustentabilidade fiscal, inflação baixa e na sustentabilidade cambial, segundo, a mitigação do risco associado ao financiamento das micro, pequenas e médias empresas, as quais representam 98% do total das empresas activas no nosso país, e foi nesse contexto que o Governo criou o Fundo de Garantia Mutuária, que visa mitigar o risco de crédito assumido pelas instituições financeiras no financiamento às micro e pequenas médias empresas através da contracção e contraprestação de garantias”, salientou.
No contexto da busca por soluções estruturais, a província da Zambézia posiciona-se como uma das principais regiões com potencial de transformação económica. A participação da província na Expo Japão 2025, em Osaka, marca um passo estratégico na captação de parcerias internacionais.
Liderada pelo governador Pio Matos, a delegação iniciou contactos com empresas japonesas, destacando-se a reunião com a Nippon Koei, uma das maiores firmas de consultoria técnica do Japão, especializada em energia, agricultura, desenvolvimento urbano e infra-estruturas.
Durante o encontro, foi apresentado o projecto da barragem de Mugeba, descrito como uma solução estruturante com impacto duplo: hidroeléctrico e agrícola. A iniciativa procura aproveitar os recursos hídricos abundantes da província e a sua vasta terra fértil para impulsionar a produção local e reduzir a dependência externa de alimentos como o arroz.
Pio Matos reforçou ainda o apelo à cooperação no domínio das energias renováveis, com destaque para a solar, aproveitando o elevado índice de radiação solar da província. “Temos um potencial enorme, com terras férteis, disponibilidade de água e população jovem pronta para trabalhar”, afirmou.

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