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As Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) contam, a partir de agora, com novos militares habilitados para integrar as forças de comandos, na sequência do encerramento do 31.º Curso de Comandos, realizado na cidade de Nacala, província de Nampula.

O curso teve como objectivo dotar os militares de conhecimentos e técnicas específicas para o cumprimento de missões que exigem elevado nível de preparação física, táctica e psicológica.

Durante a cerimónia, que contou com a presença de altas patentes militares e outras entidades, os formandos participaram em actos protocolares e demonstraram parte das competências desenvolvidas durante a formação.

A cerimónia de encerramento foi marcada por demonstrações de disciplina e preparação militar, com os novos comandos a exibirem as capacidades adquiridas ao longo do processo de formação.

A conclusão do 31.º Curso de Comandos representa mais uma etapa no processo de preparação das FADM para responder aos desafios de defesa e segurança do país, particularmente em contextos que exigem unidades com capacidade de actuação especializada.

 

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A organização humanitária Médicos Sem Fronteiras (MSF) anunciou, esta sexta-feira, a suspensão temporária das suas actividades em Mocímboa da Praia, na província de Cabo Delgado, devido ao aumento da violência armada registado ao longo do mês. A decisão surge após uma série de ataques que têm ameaçado a população local e dificultado a prestação de cuidados de saúde em condições de segurança.

Em comunicado, a MSF manifestou “profunda preocupação” com o impacto da insegurança no acesso aos serviços médicos essenciais. “Centenas de milhares de pessoas necessitam urgentemente de assistência médica e humanitária em Cabo Delgado, mas a insegurança continua a impedi-las de a obter. Isto resulta em mortes e sofrimento que poderiam ser evitados”, declarou Víctor García Leonor, chefe de operações da organização em Moçambique.

Segundo a MSF, os recentes ataques armados em Mocímboa da Praia provocaram mortes, ferimentos e deslocamentos em massa, atingindo bairros a poucos quilómetros do centro da vila. A violência forçou milhares de residentes a abandonar as suas casas e colocou em risco a continuidade dos serviços médicos, incluindo pronto-socorro, maternidade e apoio em saúde mental no Hospital Rural Distrital, bem como atividades comunitárias em áreas remotas.

Apesar da suspensão, a MSF assegura que permanece empenhada em apoiar a população de Cabo Delgado e retomar as operações assim que houver garantias mínimas de segurança para as suas equipas. Alguns pacientes em estado grave já foram transferidos para unidades de saúde em Pemba e Mueda.

Um total de nove escolas entre primárias e secundárias foram vandalizadas por alunos em Nampula. O director provincial da Educação naquela província classificou a situação de preocupante e diz que os prejuízos são enormes.

Desde Junho a esta parte nove escolas da província de Nampula foram vandalizadas por um grupo de alunos que vêm semeando terror em vários estabelecimentos de ensino. O director provincial de educação em Nampula referiu que por conta disso  nove alunos foram penalizados e os prejuízos decorrentes desta situação são enormes.

A Escola  Secundária de Cossore, localizada no bairro de Muatala, na cidade de Nampula, faz parte da estatística das escolas vandalizadas. Aqui os alunos destruíram carteiras, quadros e portas.

Entretanto, o problema continua a ganhar  proporções alarmantes na Escola Secundária de Muapara também localizada na cidade de Nampula, onde alunos e guardas dizem estar  a passar momentos difíceis devido à presença constante de um grupo de estudantes que agridem seus colegas e vandalizam salas de aulas.

O especialista para  área de Educação, Adelino Assane, entende que a destruição de infra-estruturas escolares por alunos  na Província de Nampula demonstra que as comunidades já não veem a importância da educação formal.

Esta sexta-feira o director provincial de Educação reuniu-se com todos directores das escolas da cidade de Nampula para discutir os problemas ligados à educação.

A Black Bulls e o Ferroviário de Maputo têm a oportunidade de se redimirem dos empates alcançados na primeira mão dos respectivos jogos referentes à primeira eliminatória de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões e da Taça CAF, respectivamente. Os dois representantes moçambicanos jogam hoje e amanhã na Matola, para a segunda mão.

Dois jogos, sendo um hoje (sexta-feira) e outro amanhã (sábado), marcam o futuro das equipas moçambicanas nas competições africanas de clubes, no que diz respeito aos objectivos de marcarem presença na fase de grupos da Liga dos Campeões e Taça CAF.

A Black Bulls, que joga no sábado diante do AC Leopards da República Democrática do Congo, tem no seu público o cavalo de batalha para derrotar um adversário que se mostrou acessível no jogo da primeira mão, em Brazzaville, onde empatou sem abertura de contagem.

Nesse desafio, os “touros” jogaram com menos uma unidade após expulsão de Nené, no início da segunda parte, após travar o último homem da equipa adversária que seguia isolado para a baliza de Ernan.

Será, do resto, uma grande baixa para a campeã moçambicana, que quer aproveitar o factor casa para se redimir e procurar chegar na segunda eliminatória da prova.

A Black Bulls tem estado a oscilar nos seus resultados em provas internas, nomeadamente no Moçambola, onde em 13 jogos venceu sete, empatou três e perdeu outros três jogos, não vencendo os seus últimos dois jogos, com empates sem abertura de contagem.

Por seu turno, o Ferroviário de Maputo não foi além de um empate a uma bola na recepção ao AS Fanamalanga do Madagascar, na primeira mão da Taça Nélson Mandela, realizado no sábado no Estádio Nacional do Zimpeto.

Foi um jogo em que os “locomotivas” tiveram de correr atrás do prejuízo, uma vez que a equipa visitante foi a primeira a inaugurar o activo à passagem do minuto 65, com o empate a chegar aos 82 minutos por intermédio de Telinho.

Na segunda mão, marcada para esta sexta-feira, 26 de Setembro, o vencedor da Taça de Moçambique vai continuar a jogar “em casa”, uma vez que o jogo terá lugar na Arena Lalgy, em Tchumene, em virtude dos malgaxes não terem estádio aprovado pela CAF para acolher jogos internacionais. 

É, pois, uma oportunidade para o Ferroviário de Maputo limpar a má imagem deixada na primeira mão e procurar sair com a vitória que garanta a passagem à segunda eliminatória da competição.

Custódio Gune antevê muitas dificuldades no jogo diante do AC Léopards, amanhã, pontuável para a segunda mão da pré-eliminatória de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões Africanos. Ainda assim, o treinador-adjunto da Black Bulls garante que a equipa fará de tudo para passar a eliminatória.

É o jogo que vai definir a equipa que passa para a segunda fase da Liga dos Campeões Africanos. A Black Bulls está ciente disso, por isso só pensa apenas em um resultado. 

Para tal, o representante moçambicano já tem a estratégia definida para ultrapassar a turma congolesa. 

O jogo entre as duas formações será disputado, este sábado, no Complexo Desportivo de Tchumene.

Os governos da República Democrática do Congo e Ruanda concordaram, ontem, em iniciar a implementação de medidas de segurança conjuntas para dar um passo crucial rumo à estabilidade regional, com apoio dos Estados Unidos da América.  

Na sequência de uma reunião em Washington, mediada pelos Estados Unidos, com apoio de Qatar, Togo e União Africana, espera-se que o acordo oficial entre a República Democrática do Congo e Ruanda seja assinado e entre em vigor em Outubro próximo.

A decisão é considerada estratégica para destravar o processo de paz, que ainda enfrenta desconfianças e impasses, sobretudo quanto à presença do grupo armado M23 no Congo, supostamente apoiado por Ruanda. 

A reunião em Washington foi marcada por divergências entre os governos sobre o M23, mas estes ponderam desmantelar o grupo rebelde e suspender as acções de Ruanda no território congolês.

O Mecanismo Conjunto de Coordenação de Segurança iniciou a troca de informações e planeamento de acções coordenadas em solo, com base em inteligência compartilhada para reduzir tensões e evitar confrontos directos, além de oferecer uma estrutura de monitoramento que possa garantir a execução do pacto.

A segunda edição do fórum Unstoppable Africa 2025, em Nova York, recentemente, destacou a transformação digital e a inovação financeira como motores do crescimento africano. O evento, realizado à margem da Assembleia Geral da ONU, reuniu líderes políticos e empresariais que reforçaram o compromisso com soluções endógenas e sustentáveis para o desenvolvimento do continente.

Entre os anúncios de maior relevo está a criação da primeira rede africana de fábricas de inteligência artificial, projectada por Strive Masiyiwa e equipada com tecnologia de ponta da NVIDIA, com conclusão prevista para 2026. A Meta também reafirmou o seu interesse no ecossistema digital africano, com novos investimentos orientados para a expansão da conectividade e da IA.

No sector financeiro, a Africa Finance Corporation, em colaboração com fundos de pensões africanos, lançou a iniciativa “Africa Savings for Growth”, que pretende mobilizar mais de mil milhões de dólares para projectos de crescimento inclusivo e infra-estruturas críticas. Este movimento visa reduzir a dependência de financiamento externo e estimular o investimento local.

A GABI apresentou ainda dois percursos estratégicos focados na transformação digital e nos cuidados de saúde, com objectivos que incluem a modernização dos serviços públicos, a formação tecnológica e o reforço das cadeias logísticas no sector médico. África, ao apostar nos seus próprios recursos e talentos, dá sinais claros de querer ocupar um lugar central na economia global do futuro.

Segundo dados divulgados pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), são mais de 3600 pessoas que fugiram, em quatro dias, de dois distritos de Cabo Delgado, devido ao recrudescimento dos ataques terroristas naquela província do Norte do país.

De acordo com um relatório do terreno daquela agência das Nações Unidas, “entre 19 e 22 de Setembro de 2025, a escalada de ataques e a insegurança provocada por grupos armados” em Cabo Delgado “desencadearam novos deslocamentos nos distritos de Balama e Mocímboa da Praia”.

Acrescenta que um ataque na aldeia de Monapo, posto de Mavala, distrito de Balama, em 19 de Setembro, “forçou 2121 pessoas a fugirem para a localidade de Ntete”, no mesmo distrito.

Ainda neste período, novos incidentes em Mocímboa da Praia, particularmente nos bairros 30 de Junho e Filipe Nyusi, deslocaram 1185 pessoas, “com a maioria a procurar segurança no distrito de Mueda”.

“Alimentos, abrigo e serviços de protecção foram relatadas como as necessidades mais urgentes”, lê-se no relatório, que totaliza nestes quatro dias 3607 deslocados, equivalente a 831 famílias, incluindo 44 grávidas e 71 idosos.

Populações de Intutupue, Ancuabe e Impiri, Metuge, em Cabo Delgado, relataram momentos de pânico com a passagem por aquelas comunidades de grupos armados de supostos terroristas.

Segundo fontes locais, o movimento começou cerca das 07h00 de quarta-feira, quando um grupo de homens, empunhando catanas e outras armas, atravessou a Estrada Nacional Número 1 (EN1), no limite entre Intutupue, Ancuabe e Impiri, Metuge, para o distrito de Chiúre, criando desespero entre os moradores, que abandonaram as residências receando estes grupos que atuam em Cabo Delgado, província rica em gás, desde 2017.

A província de Cabo Delgado regista um recrudescimento de ataques de grupos rebeldes desde julho, tendo sido alvos os distritos de Chiúre, Muidumbe, Quissanga, Ancuabe, Meluco e mais recentemente Mocímboa da Praia, com registo de vários mortos.

A  falta de limpeza de valas de drenagem e a não remoção de lixo nos bairros periféricos da cidade de Nampula é um problema muito antigo. Os munícipes dizem estar agastados com a situação e exigem soluções urgentes por parte da edilidade local.

“As pessoas deitam lixo aqui a confiar na época chuvosa, muitas vezes. Nós, que vivemos perto daqui, sofremos. Nos tempos chuvosos, todo esse lixo, em vez de passar aqui dentro da vala, sai daqui e entra nos nossos quintais, entra nas nossas casas e nós acabamos por passar mal com o assunto dos mosquitos. Isso pode vir a provocar doenças como malária e cólera”, reclama um dos munícipes.

Como resposta, o presidente do Conselho Municipal de Nampula, Luís Giquira, disse que vai iniciar, neste sábado, uma campanha massiva para a remoção de resíduos sólidos e limpeza das valas de drenagem.

“Essa limpeza e saneamento vai servir exactamente para a retirada de todo o lixo que tenha obstruído a circulação da água uma vez que ao chegar a época chuvosa poderemos ter melhor circulação da água dentro da nossa urbe. Vamos, também, com esta campanha, fazer uma prevenção, sensibilização a todos os munícipes para ver se conseguimos evitar a cólera na nossa cidade”, disse Luís Giquira.

O edil realçou ainda que faltam dois meses para começar a época chuvosa, por isso “nós estamos, a partir de já, a nos preparar para ver se conseguimos minimizar os danos que podem vir das chuvas deste ano”.

A iniciativa, denominada Orera Wamphula, conta com o reforço de meios circulantes que custaram cerca de dez milhões de meticais aos cofres da edilidade.

O edil de Nampula reconhece por outro lado que continua um grande desafio fazer a gestão do lixo nos mercados, sobretudo, no mercado grossista Waresta, o maior da Zona Norte do país.

“Nós estamos a apoiar no investimento, mais ou menos, na ordem de 10 milhões de meticais, para que sejam destes meios que hoje estamos aqui a fazer presentes aos munícipes para podermos iniciar a nossa campanha. Em princípio, até Março do próximo ano vamos estar no terreno, em todos os Postos Administrativos e vamos fazer a nossa campanha de saneamento. Eu quero dizer ainda que estamos a receber mais meios, e estamos à procura de fundos para adquirir mais três caminhões de recolha do lixo”, frisou.

As autoridades municipais reconhecem ainda que a exiguidade de fundos está por trás da deficiente recolha e tratamento de resíduos sólidos.

 

A ministra da Educação e Cultura, Samaria Tovela, admite a possibilidade de ajustar o calendário escolar como forma de mitigar os impactos da época chuvosa. A governante garante ainda a distribuição antecipada do livro escolar em todo o país.

A época chuvosa 2025–2026 pode chegar mais cedo, e, com ela, as cheias. O alerta é da Direção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos, que prevê chuvas acima do normal já a partir de Outubro, com risco de inundações em várias províncias. 

A situação está a preocupar o sector da Educação, que já admite ajustar o calendário escolar, especialmente durante o período de exames. “Nós todos sabemos que na época dos exames nos deparamos com a questão das chuvas. Então, nós esperamos que, finais de Outubro, Novembro, possamos ter uma época um bocadinho mais calma, que é para os nossos meninos poderem realizar os exames em paz e com maior segurança, mas, em todo o caso, nós vamos consultar, portanto, o serviço meteorológico”, começou por dizer.

Ademais, de acordo com Samaria Tovela, o controlo da época chuvosa é o mais importante para o seu ministério. “E vermos como é que estará a situação, principalmente na altura dos exames, que é para melhor nos organizarmos. Melhor nos organizarmos significa termos alternativas e vermos como nós organizamos alunos efectivamente para fazer o exame num sítio mais seguro, realçando que o mais importante é reorganizar o calendário lectivo.

Uma das soluções apontadas pela ministra da Educação é a necessidade de articulação com o Instituto Nacional de Meteorologia. Por isso, “nós temos de trabalhar com o serviço meteorológico, para vermos exactamente quais são as épocas mais críticas, que é para nós daí podermos planificar. Esse é que será o nosso exercício, para não sermos apanhados em contrapé, ou seja, que estejamos preparados. É basicamente isso. Temos que nos preparar”, salientou.

Sobre a distribuição do livro escolar, a ministra da Educação diz que o sector está a identificar armazéns distritais do Estado, para guardar os manuais mais próximos das escolas.

“Nós já estamos a receber os livros. O que estamos a fazer, agora, é identificar os locais, a nível dos distritos, todos os armazéns, que sejam do Estado, que sejam propriedade do Estado, para podermos ir colocando os livros lá, com a maior segurança, para estarem perto da escola”, disse.

Samaria Tovela sublinhou ainda a importância de garantir acesso à água potável nas escolas.

 

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