O treinador alemão de 59 anos encontra-se nos Estados Unidos a acompanhar o Mundial 2026 como comentador da Magenta TV, mas pode assinar contrato já neste fim de semana. Klopp foi apontado, desde logo, como a grande prioridade da DFB assim que ficou confirmada a rescisão de Julian Nagelsmann.
Jurgen Klopp está cada vez mais perto de suceder a Julian Nagelsmann no comando técnico da selecção da Alemanha. O antigo treinador do Liverpool e atual director de futebol das equipas da Red Bull encontra-se, actualmente, nos Estados Unidos a desempenhar o papel de comentador na Magenta TV, que acompanha os jogos do Mundial 2026, mas vai ter uma reunião decisiva nas próximas horas, preparando-se para assinar um contrato milionário, de acordo com o BILD.
O jornal germânico adianta, nesta quinta-feira, que a Federação Alemã de Futebol (DFB) está a ultimar uma oferta no valor de sete milhões de euros por ano, num contrato que terá a duração de quatro anos, até 2030, o que permitirá a Klopp orientar a Alemanha no Euro 2028 e no Mundial 2030.
Bernd Neuendorf e Hans-Joachim Watzke, presidente e vice-presidente da DFB, respetivamente, vão viajar para Nova Iorque durante este fim de semana para fechar o acordo com o técnico de 59 anos.
IMBRÓGLIO RED BULL PRESTES A SER RESOLVIDO
O facto de Jurgen Klopp estar contratualmente ligado à Red Bull estava a representar um obstáculo para que o negócio se realizasse, uma vez que a Federação germânica não queria realizar qualquer tipo de pagamento.
As partes encontraram, de acordo com o BILD, uma solução, que passa pela permanência de Klopp como embaixador da Red Bull, deixando o cargo de dirigente que até agora exercia.
Klopp está, assim, prestes a concretizar o sonho de chegar à seleção do seu país, depois de ter passado por Borussia Dortmund, Mainz e Liverpool.
CRÍTICAS APÓS A ELIMINAÇÃO
A surpreendente eliminação da Alemanha nos 16 avos-de-final do Mundial 2026, aos pés do Paraguai, deixou o mundo em choque e depressa se percebeu que dificilmente Nagelsmann resistiria ao cargo de seleccionador.
Jurgen Klopp foi uma das vozes mais críticas do sucedido, pese embora sem visar o seu antecessor, pedindo também uma mudança no futebol de formação alemão.
“Existem 500 mil maneiras de ganhar um jogo de futebol, só precisas de encontrar uma. O sonho foi destruído. Isto é dramático. Não jogámos bem”, começou por analisar Klopp, citado pela SPORT1, prosseguindo com mais comentários.
“É preciso atacar pelas laterais. Não há outra alternativa. Todos sabemos o quão bem os rapazes podem jogar, mas eles não mostraram isso dentro de campo. Dentro de pouco tempo estaremos, uma vez mais, a falar maravilhas de Wirtz e Musiala e de como eles são fantásticos. Mas não agora”, vincou o antigo treinador do Liverpool.
Questionado sobre o futuro, na mesma ocasião, Klopp deixou a porta aberta à seleção, mas não se alongou em comentários.
“Ainda não pensei sobre isso. Já estive nessa situação muitas vezes como treinador, em que um grande sonho foi destruído. Percebo que, quando se fala num novo treinador para selecção, o meu nome seja mencionado, mas não é o momento certo para falar sobre isso”, disse.
Refira-se que a Alemanha voltou a falhar nos Mundiais, depois de ter vencido a edição de 2014. Em 2018, não passou da fase de grupos, algo que se repetiu em 2022. Quatro anos depois, os germânicos qualificaram-se para a fase a eliminar, com duas vitórias e uma derrota na fase de grupos, mas não foram além dos 16avos de final.
O Barcelona segue em busca de meios para poder inscrever mais jogadores na La Liga. Apesar de ter conseguido registar Joan García e Marcus Rashford pouco antes da estreia, o emblema culé ainda tem buracos no seu plantel. Nomes como Szczesny e Gerard Martín ainda não podem jogar.
A crise é séria no clube catalão. E já ocorre há algumas temporadas. Após a desastrosa administração de Josep Maria Bartomeu, o gigante da Catalunha sofre com o fair-play financeiro e diversas operações têm sido feitas para gerar receitas e permitir o registo de novos jogadores.
“Há uma regra, e é necessário procurar soluções sem queixar-se. Com saídas, vendas, etc… É um desafio a cada semana. Há prioridades na escala do clube, dos treinadores, mas tentamos arrumar tudo“, disse Deco, director-desportivo do Barcelona, no último sábado.
SPORTING AJUDOU NA INSCRIÇÃO DE RASHFORD
Rashford só conseguiu ser inscrito, por exemplo, com a venda dos restantes 50% do passe de Francisco Trincão ao Sporting. Os Leões pagaram 11 milhões de euros ao emblema blaugrana. Ao analisar essa situação, pode-se dar razão a Nico Williams por ter recusado uma mudança ao Camp Nou.
Afinal, como se trataria de uma contratação cara, não um empréstimo, como é o caso de Rashford, é muito pouco provável que Nico tivesse sido registado até ao momento. Diversas outras movimentações foram feitas e, mesmo assim, há jogadores não disponíveis.
Uma das acções foi vender jovens talentos de La Masia. Pau Víctor – que sofreu para ser registado na última época, foi vendido ao Braga, por €12 milhões. Já Pablo Torre foi negociado ao Maiorca, por 5 milhões. Mesmo assim, Gerard Martín, produto da academia, segue sem poder ser inscrito.
MAIS VENDAS, EMPRÉSTIMOS E RESCISÕES
O diário Marca aponta que a estratégia para registar Szczesny será renovar o contrato de Iñaki Peña para depois emprestá-lo. Vale lembrar que, mesmo assim, a inscrição do guarda-redes polaco só será possível porque Ter Stegen passou por uma cirurgia e ficará meses fora dos relvados.
A saída de Iñigo Martínez, titular absoluto na última temporada, mostra o tamanho do problema. O Barcelona não o liberou apenas para que o central recebesse um grande salário na Arábia Saudita.
Entretanto, foi obrigado a abrir mão de um defesa experiente e confiável para tentar ajustar-se no fair-play financeiro, visto que o basco recebia 14 milhões de euros por temporada.
Da academia, também foram negociados Sergi Domínguez, Noah Darvich e Álex Collado, num total de €2,7 milhões. Já Álex Valle foi vendido ao Como por 6 milhões, e Ansu Fati foi emprestado ao Mónaco.
O próximo passo do clube será a rescisão de contrato do médio Oriol Romeu. Aos adeptos, resta esperar e contar com que o clube ajuste suas contas.
O Benfica e o Fenerbahçe defrontam-se nesta quarta-feira, às 21h00 de Maputo, em jogo da primeira mão do play-off de acesso à fase da liga da Liga dos Campeões. O palco do espectáculo será o Estádio Sukru Saracoglu, em Istambul, na Turquia
O Benfica enfrenta o derradeiro desafio europeu da temporada, diante do Fenerbahçe. Apesar das dificuldades contra o Estrela da Amadora, na Liga Portugal, as águias só conhecem o sabor da vitória nesta temporada. Além disso, ainda não sofreram qualquer golo em partidas oficiais.
Por outro lado, o Fenerbahçe escorregou no arranque do campeonato turco, mas anteriormente tinha vencido o Feyenoord por 5-2, após perder para os holandeses na primeira mão, para garantir um lugar no play-off da Liga dos Campeões. Já o Benfica ultrapassou tranquilamente o Nice da França.
A equipa orientada por Bruno Lage terá como grande destaque a dupla atacante Pavlidis-Ivanovic, apoiada pelos noruegueses Aursnes e Schjelderup. Enquanto isso, José Mourinho conta com dois ex-encarnados, Nélson Semedo e Talisca, tendo reforçado a defesa com Skriniar.
Fenerbahçe e Benfica já se defrontaram seis vezes em jogos oficiais. Os portugueses somam três vitórias, enquanto os turcos venceram por duas ocasiões. Nunca nenhum clube derrotou o outro fora de casa, o que deixa antever o desafio que o Benfica terá pela frente em Istambul. Ainda assim, recentemente, as águias venceram por 3-2 no jogo amigável da Eusébio Cup.
Na manhã desta terça-feira, o Benfica viajou para a Turquia. O principal destaque na chegada ao Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, foi a presença de Kerem Akturkoglu na convocatória. Isto porque o internacional turco está próximo de se transferir para o Fenerbahçe.
Na partida para Istambul, o presidente Rui Costa sublinhou que está “muito confiante” para a eliminatória de acesso à Champions League.
Benfica “muito confiante” para jogo com Fenerbahçe
Kerem Aktürkoglu integra a comitiva do Benfica na Turquia onde hoje a equipa treinada por Bruno Lage defronta o Fenerbahçe de José Mourinho, na primeira mão do playoff de acesso à fase de liga da “Champions”.
O extremo turco, que está a ser negociado com o Fenerbahçe e tem o Besiktas igualmente na corrida, era, por isso, dúvida. No entanto, foi convocado por Lage para esta partida.
José Mourinho, treinador do Fenerbahçe, admite que o Benfica está num patamar superior ao da equipa turca, mas recusa catalogar os ‘encarnados’ como favoritos “por uma questão de princípio”.
São 60 dias de tréguas em troca da libertação de cerca de metade dos 50 reféns israelitas. Ainda não é conhecida a resposta de Israel a esta proposta, segundo a imprensa internacional.
O Secretário de Estado de Transportes e Logística, Chinguane Mabote, diz que o governo vai investigar as causas e responsabilizar os envolvidos no acidente que matou 11 pessoas e feriu 8 na província de Gaza. Chinguane Mabote falava, esta manhã, na sequência da visita às vítimas do acidente no Hospital Provincial de Xai-Xai.
A Presidente da Assembleia da República reagiu sobre os acidentes que mataram, ontem, 35 pessoas, nas províncias de Maputo e Gaza, apelando à maior responsabilidade dos condutores. Margarida Talapa prometeu levar o tema da segurança rodoviária à reflexão no parlamento na próxima sessão.
Numa segunda-feira sangrenta, Maputo registou 24 óbitos e Gaza registou 11, além de vários feridos que ainda recebem cuidados nas unidades sanitárias.
Numa altura em que tem 10 casos suspeitos e há um incremento do cumulativo da doença, na província de Manica, Sofala garante estar pronta para lidar com Mpox
O sistema de saúde de Sofala está a levar a cabo algumas medidas para fazer face ao Mpox, após a confirmação e aumento de casos positivos em Manica, província vizinha, explicou Assane Abudula, Director do Serviço de Saúde de Sofala.
O alerta vermelho está mais virado aos distritos de Nhamatanda, Chibabava e Búzi. No entanto, sem casos positivos, Sofala contabiliza 10 suspeitas do Mpox.
Até esta altura, a província que já localizou um local para possível isolamento de doentes, apela a um trabalho conjunto para contínua prevenção de Mpox em Sofala.
Fracassou a tentativa de acordo de paz entre o governo da República Democrática do Congo e os rebeldes do M23, evento previsto para esta segunda-feira, noticia, hoje, AfricaNews.
A reunião de conversação para o acordo de paz estava prevista para ontem, mas, num comunicado no domingo, o movimento M23 afirmou que as conversações de paz não seriam retomadas a menos que todos os termos da declaração de princípios fossem totalmente implementados.
Os combates no leste da RDC intensificaram-se desde Janeiro, quando os rebeldes do M23, apoiados pelo Ruanda, tomaram grande parte do território, incluindo a capital regional de Goma.
Os rebeldes e o Governo congolês assinaram uma declaração de princípios em Julho, sob mediação do Qatar.
Uma autoridade do Qatar disse, no domingo, que um esboço de acordo para o fim dos combates tinha sido partilhado com o Governo congolês e os rebeldes.
Na semana passada, o exército congolês acusou o M23 de ameaçar o cessar-fogo ao lançar múltiplos ataques no leste do país.
Por Melo Munguambe
“Para nós, mulheres, um marido não é leveza, é um fardo. O marido não é companheiro, é dono, é patrão. Não dá liberdade, prende. Não ajuda, dificulta. Não dá ternura, dá amargura. Dá uma colher de gosto e um oceano de desgosto”
in Niketche, Paulina Chiziane
Numa nova temporada de manifestações artísticas, dentro da histórica Associação Cultural Casa Velha, na cidade de Maputo, o início da noite do dia 5 de Agosto, proporcionou um ambiente teatral, num momento sublime, de reflexão, no âmbito das culturas tradicionais africanas. Naquele espaço, uma peca teatral doi adaptada de uma historia de poligamia, baseada no clássico da literatura moçambicana Niketche, romance de Paulina Chiziane.
Ao apresentar-se no palco, o grupo de actrizes da Luarte (Arlete Bombe, Deize Manjate, Helena Tembe, Moiasse Sambo e Julieta Lopez), dirigido por Nelson Faquire, numa encenação, cenografia e som conduzido por Eliot Alex, ousou teletransportar o público ao universo de tradições moçambicanas, destacando o papel da mulher no lar.
Assim como no livro original, na peça teatral a narrativa também se desenrola em volta da personagem Rami, a primeira esposa de Tony. Trajada dum simbólico profissionalismo cénico, a actriz Arlete Bombe incorporou com verdade a personagem protagonista, contracenando de forma natural com as quatro actrizes complementares na peça.
Para além de mostrarem o valor da sua versatilidade, ao dialogar com o público, provando o quão fundamental é a participação do público em representações teatrais, demonstraram, acima de tudo, um certo nível de capacidade criativa e cumplicidade feminina, numa peça sobre poligamia interpretada somente por mulheres, numa época em que a tradição está sendo pouco a pouco extinta pela globalização cultural.
A superstição construiu também o enredo da história, gerando um conflito interno, principalmente na personagem protagonista. A Mauá e a Luísa, assim como as outras duas esposas de Tony, revelaram à Rami o segredo por detrás dos seus dotes de sedução para prender o marido, depois dele exigir o divórcio com Rami, incitando o público a compreender o significado do companheirismo concebido mais tarde entre as rivais.
No decorrer da actuação, algumas actrizes no palco trocavam de figurino, enquanto as outras contracenam, mas isso pouco notava-se, porque a contracenação instigava mais o olhar atento do público.
Com o auxílio do trabalho cenográfico, assim como do som e luz, essenciais para aquele género de apresentação, a peça explorou a diversidade cultural moçambicana, nas roupas, na dança e no som do estilo tradicional marrabenta, garantindo a aproximação da realidade à história.
Em cada acto, o espetáculo “Niketche” projectou algumas respostas para questões tradicionais do passado, numa actualidade cada vez mais próxima ao futuro tecnológico africano, remetendo-nos também a repensar em torno da vulnerabilidade e força da mulher moçambicana diante do alvoroço tradicional conjugal, numa era pós-guerra colonial em paralelo com a vida actual no mundo.
Sendo uma peça teatral com factores de carácter social peculiares, de certa forma, propõe ao público uma análise profunda sobre as culturas tradicionais em Moçambique, provocando inquietações, como esta, por exemplo: Será que com as práticas tradicionais tornamo-nos efectivamente livres ou escravos das nossas próprias contundências?
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou, esta segunda-feira, em Washington, na sequência do encontro com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que os seus aliados ocidentais vão formalizar “dentro de dez dias” as garantias de segurança para a Ucrânia, para impedir qualquer novo ataque russo ao país, noticia o Observador.
“As garantias de segurança serão provavelmente decididas pelos nossos parceiros e haverá cada vez mais detalhes, pois tudo será colocado no papel e oficializado (…) dentro de uma semana a dez dias“, afirmou o chefe de Estado ucraniano, após negociações na Casa Branca, cita o Observador.
Ainda de acordo com a fonte portuguesa, o Presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que uma das garantias de segurança para a Ucrânia, a acompanhar qualquer acordo de paz com a Rússia, deverá ser um exército ucraniano suficientemente “robusto” para impedir novos ataques de Moscovo.
Zelensky disse que está “pronto” para uma reunião bilateral com Putin, para pôr fim à invasão russa do seu país, que já dura há mais de três anos. “Estamos prontos para uma reunião bilateral com Putin e, depois disso, esperamos uma reunião trilateral” com a participação de Donald Trump, disse à imprensa.
A questão de eventuais concessões territoriais exigidas pela Rússia à Ucrânia “é uma questão que deixaremos entre mim e Putin”, acrescentou, segundo o Observador.
O Presidente finlandês, Alexander Stubb, manifestou dúvidas de que Putin esteja disponível para a sequência de reuniões que se anunciou no final do encontro na Casa Branca, que juntou, para além de Stubb, do anfitrião, Donald Trump e Zelensky, os Presidente francês, Emmanuel Macron, o chanceler alemão Friedrich Merz, e o seus homólogos britânico, Keir Starmer, e italiana, Giorgia Melonio, e ainda as lideranças da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e da NATO, Mark Rute.
As reuniões em Washington giraram em torno das garantias de segurança, que devem ser fornecidas à Ucrânia pelos seus aliados do Velho Continente, em “coordenação” com os Estados Unidos.

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