Secretário-geral da FRELIMO considera que a corrupção está a comprometer o desenvolvimento do país e defende acções concretas para melhorar as condições de vida dos moçambicanos.
O secretário-geral da FRELIMO, Chakil Aboobacar, defende que a governação deve estar centrada no povo e não o contrário. O dirigente considera que a corrupção está a comprometer o desenvolvimento do país e aponta o combate ao fenómeno como uma das prioridades para melhorar as condições de vida dos moçambicanos.
“Não se pode governar sem se resolver os problemas, não se pode governar com palavras mas sim com acções e atitudes que impactem na vida de povo. Quando nós dissemos que não queremos dirigentes arrogantes, estamos a dizer que queremos dirigentes mais próximo da população. “ disse o secretário-geral da Frelimo afirmando que “alguns de nós antes de termos estes cargos que hoje ostentamos, éramos pessoas simples, humildes, parávamos numa banca, mercado, barraca e tomar uma mas, bastou um dia chagar ao cargo, mudou” afirmou defendendo que as iniciativas do Governo devem produzir resultados concretos e impactar directamente a vida da população.
Aboobacar falava esta quinta-feira, em Quelimane, por ocasião da sua chegada à província da Zambézia, que acolhe o primeiro Acampamento Nacional da Organização da Juventude Moçambicana (OJM). O secretário-geral manteve um encontro com membros e simpatizantes do partido, durante o qual destacou a necessidade de reforçar a união entre os quadros da formação política e intensificar a monitoria da governação.
Na ocasião, o dirigente reconheceu a legitimidade das exigências da população, sublinhando que existe consciência de que a vida dos moçambicanos deve melhorar. O secretário-geral da FRELIMO apontou igualmente a corrupção como um dos factores que comprometem o desenvolvimento nacional, defendendo uma luta firme contra o fenómeno no seio do partido. “Quando o presidente diz que não queremos dirigentes corruptos, não é para nós repetirmos que não queremos dirigentes corruptos, é para nós todos nós unirmos, organizarmos, denunciarmos e punirmos exemplarmente, todos aqueles que usam bem público em benefício próprio” disse.
Aboobacar afirmou ainda que a FRELIMO está a preparar um congresso de mudança, num contexto em que a formação política procura reforçar a sua ligação com os cidadãos e responder às preocupações da população.
A província da Zambézia é apontada como a que possui o maior número de membros da FRELIMO a nível nacional, com mais de um milhão e duzentos e cinquenta mil membros.
Centenas de crianças separadas das suas famílias fogem para o campo de Tawila, no Sudão, em meio à violência no Darfur Ocidental. O Conselho Norueguês para os Refugiados aponta para mais de 400 menores que chegaram ao campo no mês passado.
O campo de refugiados de Tawila, no Sudão, tornou-se uma tábua de salvação para centenas de crianças separadas das suas famílias enquanto fogem da escalada da violência no Darfur Ocidental.
Segundo o Conselho Norueguês para os Refugiados, mais de 400 menores chegaram ao campo apenas no último mês.
De acordo com autoridades citadas pela imprensa internacional, a situação continua crítica, pois crianças cuidam de outras crianças porque os pais desapareceram, porque os pais foram detidos.
O aumento do deslocamento segue uma ofensiva brutal em El-Fasher, onde as Forças de Apoio Rápido deixaram centenas de mortos no que tinha sido a última grande fortaleza do exército sudanês em Darfur.
O conflito entre as Forças de Apoio Rápido e os militares tem-se desenrolado desde 2023, devastando comunidades e empurrando civis para campos já sobrelotados como Tawila, onde os trabalhadores humanitários dizem estar a realizar trabalho crítico e salvar vidas.
Muitas crianças chegaram ao campo acompanhadas por familiares, vizinhos ou até estranhos que se recusaram a abandoná-las no deserto ou no devastado El-Fasher.
O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) alerta para a continuação de chuvas moderadas a fortes, podendo tornar-se localmente muito fortes, acompanhadas por trovoadas e ventos com rajadas, em várias regiões do país até ao dia 1 de Dezembro.
A situação deverá afectar os distritos de Chicualacuala, Massangena e Mapai, na província de Gaza; Govuro, Inhassoro, Vilankulo e Mabote, em Inhambane; toda a província de Sofala; bem como todos os distritos da província de Manica.
Em Tete, o mau tempo deve atingir os distritos de Zumbo, Marávia, Chifunde, Angónia, Moatize, Tsangano, Macanga, Doa, Mutarara, Marara, Changara, Cahora Bassa, Mágoé e a cidade de Tete.
Na Zambézia, prevê-se impacto nos distritos de Luabo, Chinde, Mopeia, Morrumbala, Milange, Mocuba, Derre, Nicoadala, Inhassunge, Maquival, Namacurra, Maganja da Costa, Mocubela, Molumbo, Lugela, Namarrói e na cidade de Quelimane.
A Polícia deteve um cidadão com mais de 2.5 mil litros de combustível roubado e por tentativa de suborno aos agentes em Tete. Trata-se de um cidadão de 35 anos de idade, que teria sido interpelado e detido ao longo da EN7 na noite d e ontem.
Segundo a PRM, o indiciado teria sido encontrado a transportar cerca de dois mil e quatrocentos litros de gasolina, supostamente adquiridos de forma ilícita no distrito de Changara.
O cidadão em causa nega ser proprietário da gasolina, afirmando apenas que havia sido contratado para transportar o combustível para o distrito de Zumbo, por alguém que teria alugado a sua viatura.
Para além da acusação de transporte e venda ilegal de combustível, o mesmo cidadão é indiciado de tentativa de suborno a um agentes da polícia com 50.000 meticais para evitar detenção.
Os Estados Unidos anunciaram a exclusão da África do Sul do G20 em 2026 e a suspensão de toda a ajuda ao país. A decisão, comunicada por Donald Trump, gerou forte reacção do Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, que acusa Washington de agir com base em informações falsas.
Trump alega que Pretória se recusou a entregar a presidência rotativa do grupo a um representante norte-americano depois da cúpula de Joanesburgo, encontro do qual os Estados Unidos decidiram não participar.
O líder norte-americano invocou ainda alegações de perseguição e desapropriação de agricultores africânderes brancos como um dos motivos da decisão, acusações que o governo sul-africano classifica como infundadas e distorcidas.
O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa considerou as declarações de Trump “lamentáveis” e baseadas em “informações falsas”, garantindo que a transição da presidência do G20 foi feita de forma oficial para um funcionário norte-americano, apesar da ausência dos EUA na cúpula.
Ramaphosa destacou que a África do Sul continuará a defender o multilateralismo e a participar activamente no grupo.
As mulheres do sector económico exigiram maior inclusão nos processos de tomada de decisão e na formulação de políticas públicas, durante a sessão de auscultação promovida esta quinta-feira, em Maputo, pela Comissão Técnica para o Diálogo Nacional Inclusivo (COTE), em coordenação com a Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC).
Entre os temas apresentados destacou-se a necessidade de maior integração das mulheres na tomada de decisões em várias áreas de governação no país, sobretudo na economia, o acesso equitativo ao financiamento, o reconhecimento da importância do trabalho feminino na cadeia produtiva e a urgência de políticas que promovam um ambiente económico mais inclusivo e sensível ao género.
Para a membro da COTE, Benigna Zimba, esta auscultação representa um passo essencial na construção de um diálogo verdadeiramente representativo. “Estamos a recolher contribuições de grupos que historicamente têm estado fora da mesa de decisões. As mulheres do sector económico têm um impacto directo no crescimento do país e é fundamental que as suas vozes sejam traduzidas em recomendações concretas. Todas as propostas apresentadas hoje serão levadas à mesa e integradas no relatório final do processo”, garantiu.
A COTE destacou ainda que estas sessões pretendem não apenas ouvir, mas também aproximar os cidadãos do processo de construção de políticas públicas. A participação das mulheres, sublinhou Zimba, é essencial num país onde grande parte da economia informal e uma proporção crescente da economia formal são dinamizadas por elas. “Não podemos falar de desenvolvimento económico sem incluir as mulheres que movem a economia no campo, nos mercados, no comércio e nas empresas”, acrescentou.
A FDC reafirmou o seu compromisso em acompanhar de perto o processo de recolha de propostas, reconhecendo que o diálogo nacional só será eficaz se incorporar a diversidade de realidades vividas pelas comunidades. Para o representante da organização, Diogo Milagre, o desafio é garantir que as soluções propostas no final do processo correspondam às verdadeiras necessidades do país. “Vamos continuar a ir ao terreno, ouvir mais grupos, recolher mais experiências e garantir que as recomendações finais são realísticas e inclusivas. É crucial que o país avance com políticas baseadas na realidade, e não apenas em percepções distantes”, sublinhou.
Durante a sessão, várias intervenientes apelaram à criação de programas de capacitação técnica e financeira dirigidos a mulheres empreendedoras, à revisão de práticas bancárias que dificultam o acesso ao crédito e à criação de mecanismos que assegurem maior representatividade feminina nos conselhos administrativos, empresas públicas e espaços de decisão económica. Muitas defenderam também maior protecção social para mulheres em actividades informais e iniciativas de combate à desigualdade salarial.
As participantes sublinharam que a sua contribuição vai muito além da economia doméstica, elas impulsionam negócios, geram emprego, movimentam cadeias de distribuição e têm soluções práticas para desafios económicos locais. Porém, segundo várias intervenientes, esse papel ainda não se reflete proporcionalmente nos espaços onde se discutem políticas económicas nacionais.
O encontro reforçou a importância de continuar a promover espaços seguros e abertos para que diferentes grupos possam contribuir com propostas, ampliando a legitimidade e a profundidade do Diálogo Nacional Inclusivo, cuja meta é produzir uma base sólida para futuras políticas públicas.
A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) suspendeu a adesão da Guiné-Bissau horas depois de um general do exército ter tomado posse como presidente do país.
A decisão foi tomada em uma sessão virtual do Conselho de Mediação e Segurança (CMS) da CEDEAO, presidida pelo presidente de Serra Leoa, Julius Maada Bio, na noite de quinta-feira.
A reunião, segundo a imprensa internacional, contou com a presença de líderes de Cabo Verde, Gana, Libéria, Nigéria, Senegal e Benim, entre outros.
O texto condena a tomada do poder pelos militares como um “aborto ilegal do processo democrático” que busca subverter a vontade popular.
O golpe ocorreu enquanto a Guiné-Bissau contabilizava os votos após uma eleição presidencial decisiva.
A África Ocidental tem sido abalada por golpes de Estado cometidos por oficiais do exército, com pelo menos seis tentativas desde 2020.
O INAM prevê a ocorrência de chuvas fortes, localmente muito fortes acompanhadas de trovoadas e ventos com rajadas nos distritos e cidades das províncias de Maputo, Gaza, Inhambane, Sofala e Manica, a partir de amanhã.
O INAM alerta para a tomada de medidas de precaução e segurança face às chuvas, trovoadas e vento forte.
O ministro da Planificação e Desenvolvimento diz que Moçambique não pode repetir o erro de explorar os recursos sem beneficiar as comunidades locais. Salim Valá afirma, por isso, que é preciso instituir que os grandes projectos integrem jovens, mulheres e empresas nacionais na sua cadeia de valor.
Foi diante de uma plateia composta por empresários, políticos e governantes que Salim Valá apresentou a exploração de recursos naturais de que o país dispõe como uma das saídas para a recuperação económica, contudo, ao mesmo tempo, chamou atenção para a necessidade de cautela nas expectativas criadas, uma vez que se trata de “investimentos de grande impacto, capazes de transformar a estrutura económica do país ao longo das próximas décadas”.
“Queremos deixar aqui a mensagem de que o gás natural não é um fim em si mesmo: é um mecanismo para financiar a diversificação económica, modernizar a agricultura, expandir a industrialização, fortalecer o capital humano, implantar infra-estruturas modernas, potenciar as PME e criar empregos. Os países que prosperaram com recursos naturais foram aqueles que transformaram receitas extraordinárias em investimentos estratégicos. É essa a rota que Moçambique pretende seguir.”
É que, no seu entender, “Moçambique já não aceita ser um país rico em recursos, porém pobre em benefícios”. Para ele, este é um erro histórico que alguns países cometeram, mas que o nosso não pode cair nele.
“Por isso, estamos a avançar com políticas de conteúdo local, com mecanismos de financiamento produtivo, com fundos territoriais, com reforço do capital humano e com incentivos claros, para que os grandes projectos integrem jovens, mulheres e empresas moçambicanas nas suas cadeias de valor. Não queremos apenas extrair riqueza; queremos transformá-la, multiplicá-la e distribuí-la, contornando, assim, a doença holandesa e a maldição dos recursos naturais”, afirmou.
Salim Valá apresentava, na manhã desta quinta-feira (11), em Maputo, os contornos da implementação do Plano de Recuperação e Crescimento Económico 2025-2029, no âmbito das celebrações das três décadas (30 anos) do Millennium Bim.
Igual ao gás está o investimento em infra-estruturas de transporte e logística, como oportunidades imprescindíveis para o país tirar benefício da localização estratégica, com rios e extensas áreas marítimas, com a visão governativa de se tornar “hub logístico e comercial de referência na África Austral, servindo os mercados do hinterland e integrando Moçambique nas cadeias de valor regionais e globais”.
Para o efeito, a modernização de infra-estruturas é crucial.
“Estamos a investir de forma estratégica em corredores de desenvolvimento, modernização portuária, infra-estruturas ferroviárias e rodoviárias, incluindo a EN1, e a conectividade digital, criando condições para que o país se torne um ponto de convergência para o comércio, indústria e inovação tecnológica”, defendeu o governante.
PIB poderá cair em 1,6 pontos percentuais em 2026
O anúncio da revisão em baixa das perspectivas de crescimento económico para o ano 2026, dos anteriores 3,2% para 2,8%, foi feito durante o briefing do Conselho de Ministros desta semana.
Nesta quinta-feira, o ministro da Planificação e Desenvolvimento mostrou-se esperançoso com a inversão dos gráficos, como resultado da implementação do plano de recuperação e crescimento económico 2025-2029 (PRECE), orçado em mais de 2,75 mil milhões de dólares.
Valá diz que o instrumento está a restaurar a confiança dos investidores e da população, e, consequentemente, gera a possibilidade de crescimento médio do Produto Interno Bruto.
“Estimamos um crescimento médio do Produto Interno Bruto de 5%, durante o período de implementação do PRECE, impulsionado pela retoma dos investimentos de capital intensivo nos sectores de gás natural, agro-negócio, mineração, energia, turismo e infra-estruturas, aumento da produção interna e exportações dos grandes projectos, menor pressão inflacionária decorrente da estabilidade da taxa de câmbio do metical face ao dólar americano, descida das taxas de juro resultante de uma política monetária expansionista, implementação de reformas no quadro fiscal e regulatório para a melhoria do ambiente de negócios.”
Ao mesmo tempo que o país se apresenta confiante na melhoria da economia, há desafios cuja influência é quase inevitável. Para além dos naturais, existem os de procedimento, como é o caso da baixa produtividade, sobretudo no sector agrícola.
Valá fez questão de enumerar os desafios ligados a infra-estruturas ainda insuficientes em matéria de estradas, energia rural, logística e armazenamento e oscilações dos preços internacionais de combustíveis, fertilizantes e alimentos.
“Além de a economia enfrentar desafios relacionados com o endividamento, pressões fiscais e reduzida oferta de moeda externa, há ainda uma vulnerabilidade estrutural que não aparece apenas nas contas nacionais, mas em cada comunidade: a combinação de baixa produtividade, elevado nível de informalidade e desigualdades territoriais”, declarou, chamando atenção para a necessidade de ter em conta a realidade social, quando se aborda o contexto económico actual, para não se ocuparem apenas nos indicadores macroeconómicos.”
O ministro afirma que o Executivo está ciente das dificuldades, por isso desenvolveu instrumentos como Estratégia Nacional de Desenvolvimento 2025-2044, Programa Quinquenal do Governo, 2025-2029, Cenário Fiscal de Médio Prazo 2026-2028, Plano Económico e Orçamento do Estado, Plano de Recuperação e Crescimento Económico 2025-2029 e a estratégia nacional de financiamento climático, para, segundo o governante, fazer face aos desafios económicos e alcançar resultados esperados, com base em políticas claras, mecanismos de análise e previsibilidade necessários.
Governo e bancos colocam cidadãos numa “maratona burocrática”
O ministro das Comunicações e Transformação Digital afirma que a não digitalização das instituições que prestam serviços públicos dificulta a experiência do cidadão no dia-a-dia.
Américo Muchanga fala de um cidadão que, sempre que busca por algum serviço, primeiro deve deslocar-se ao local, fisicamente. Chegado ao local, deve preencher documentos e ainda assinar, por forma a ser reconhecido.
E tudo fica mais difícil se tiver de concluir o processo noutra instituição, cuja comunicação é deficiente. Aí o cidadão “queima” o dia neste processo.
O ministro considera o processo uma “maratona burocrática”, que atrasa processos e desvaloriza as instituições. É daí que o Governo elegeu cinco plataformas nacionais consideradas importantes, para alterar esta experiência do cliente ou cidadão.
“A primeira plataforma de que nós precisamos é a plataforma de assinatura digital. Temos de trabalhar em conjunto, sobretudo os bancos vão tirar vantagem desta plataforma da assinatura digital. Ela tem de ser segura, inclusiva e poder funcionar com vários instrumentos de acesso, desde o telefone móvel, computador ou qualquer plataforma digital; precisamos de estabelecer uma plataforma de interoperabilidade que seja um backbone de identidade que permita, a partir dos dados do cidadão, para podermos identificar o cidadão uma única vez. Portanto, se eu me apresento ao Estado e dou a minha informação sobre a minha identidade, o Estado já conhece a informação, onde quer que eu vá, basta lhe dar um identificador para ele poder ter acesso a todos os meus dados. A terceira plataforma é a plataforma de identidade digital, que é o instrumento de que o cliente ou cidadão precisa para poder-se autenticar quando ele está a usar uma plataforma digital. Precisamos de pagamentos digitais, portanto sistemas de pagamentos digitais. Aqui, a banca tem um papel preponderante. Finalmente, para retirar aquilo que chamei de maratona do cidadão, maratona burocrática, nós precisamos de ter um portal cidadão, que é o único ponto para onde o cidadão se deve dirigir quando pretende ter serviço do Estado”, disse.
Muchanga desafiou ainda a Banca Nacional a engajar-se na criação de Banca Digital, “porque, para servir 24 milhões de pessoas em todo o sítio onde estão, eles não podem funcionar da maneira como a banca tradicional funciona”.
A polícia federal norte-americana (FBI) anunciou ontem que está a investigar como um “acto de terrorismo” o ataque ocorrido na quarta-feira perto da Casa Branca, em Washington, no qual dois militares da Guarda Nacional foram baleados.
“Trata-se de uma investigação em curso por acto de terrorismo”, afirmou o chefe do FBI, Kash Patel, numa conferência de imprensa.
As autoridades norte-americanas já identificaram o suspeito do ataque: um cidadão afegão de 29 anos que colaborou com as forças armadas norte-americanas e a Agência Central de Informações (CIA) no Afeganistão, que foi posteriormente transferido para os Estados Unidos.
O ataque ocorre num contexto de elevada tensão política em torno da presença militar na capital federal norte-americana.
As investigações prosseguem, não havendo até ao momento indícios de potenciais cúmplices.
O FBI e a presidente da câmara de Washington, Muriel Bowser, informaram que os militares foram hospitalizados em estado crítico, tendo sido submetidos a cirurgia, enquanto o suspeito, também ferido por disparos, permanece em custódia.
A Procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, afirmou que as acusações dependerão do prognóstico das vítimas e admitiu a possibilidade de ser pedida a pena de morte, descrevendo o agressor como um “monstro”.
O suspeito, identificado como Rahmanullah Lakanwal, entrou nos Estados Unidos em 2021 ao abrigo da Operação Allies Welcome, programa de retirada de afegãos que colaboraram com as forças internacionais após a saída das tropas norte-americanas do Afeganistão, e residia no estado de Washington com a família.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, classificou o tiroteio como “um crime contra toda a nação” e apelou à reabertura dos processos de todos os refugiados afegãos admitidos durante a administração anterior, liderada pelo democrata Joe Biden.
Na sequência do ataque, o Governo ordenou o envio de mais 500 membros da Guarda Nacional para Washington, elevando para cerca de 2.200 o número de militares destacados na cidade.