As Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) contam, a partir de agora, com novos militares habilitados para integrar as forças de comandos, na sequência do encerramento do 31.º Curso de Comandos, realizado na cidade de Nacala, província de Nampula.
O curso teve como objectivo dotar os militares de conhecimentos e técnicas específicas para o cumprimento de missões que exigem elevado nível de preparação física, táctica e psicológica.
Durante a cerimónia, que contou com a presença de altas patentes militares e outras entidades, os formandos participaram em actos protocolares e demonstraram parte das competências desenvolvidas durante a formação.
A cerimónia de encerramento foi marcada por demonstrações de disciplina e preparação militar, com os novos comandos a exibirem as capacidades adquiridas ao longo do processo de formação.
A conclusão do 31.º Curso de Comandos representa mais uma etapa no processo de preparação das FADM para responder aos desafios de defesa e segurança do país, particularmente em contextos que exigem unidades com capacidade de actuação especializada.
Uma equipa de cinco polícias sul-africanos está em Paris para auxiliar as autoridades francesas na investigação da morte do embaixador da África do Sul naquele país. Na última terça-feira, Nathi Mthethwa foi encontrado morto no porão de um hotel, na capital francesa.
Um comunicado do Ministério sul-africano da Polícia, citado pela Rádio Moçambique, explica que os investigadores sul-africanos vão trabalhar, em estreita colaboração com as autoridades francesas, para garantir que as circunstâncias da morte do embaixador Mthethwa sejam investigadas de forma completa e transparente.
Os restos mortais do diplomata sul-africano serão repatriados.
Duas pessoas morreram e duas contraíram ferimentos graves num acidente de viação ocorrido no sábado entre as Avenidas Ahmed Sékou Touré e Salvador Allende, na Cidade de Maputo. Segundo a polícia, o excesso de velocidade e condução sob efeito de álcool estão entre as razões do sinistro.
Enquanto uns celebravam os 33 anos dos Acordos Gerais de Paz, há quem envolveu-se naquilo que o Governo chama de guerra existencial, ou seja, acidentes de viação mortal. Corpos estatelados, danos materiais avultados, e luto semeado nas famílias.
O Hospital Central de Maputo confirma a entrada de dois pacientes feridos que continuam a receber cuidados médicos. O banco de socorros da Maior Unidade Hospitalar do País aponta que, nos últimos dias, tem estado a ser muito pressionado por casos de acidentes de viação e apela aos condutores para maior prudência na via pública.
A Federação Moçambicana de Basquetebol pode ser banida das competições internacionais devido a uma dívida de 15 mil dólares que mantém com a FIBA-África. A informação foi recentemente tornada pública pelo presidente da FIBA-África e confirmada pelo presidente da Federação Moçambicana de Basquetebol.
As dívidas foram contraídas durante a participação no último Afrobasket, em Abidjan, na Costa do Marfim, e dizem respeito ao pagamento de serviços de alojamento num valor não especificado, bem como à FIBA-África, num montante de cerca de 15 mil dólares, além de compromissos com alguns atletas.
A FMB, que convocou a imprensa este domingo para prestar esclarecimentos, reconhece a existência da dívida. Segundo explicou o presidente da FMB, a dívida relacionada com o pagamento de alojamento deveu-se ao facto de a agência de viagens ter determinado que a seleção nacional deveria apresentar-se em Abidjan três dias antes do início da competição, o que comprometeu a disponibilidade financeira para liquidar a dívida junto da FIBA.
Mazivila, que promete liquidar a dívida nos próximos dias, acusa o presidente da FIBA-África, Aníbal Manave, de falta de patriotismo ao divulgar publicamente a situação.
Actualmente, a dívida institucional da Federação Moçambicana de Basquetebol ronda os 3 milhões de meticais.
Os farmacêuticos moçambicanos realizaram, no sábado, a sua Primeira Gala Nacional, durante a qual prometeram mais esforços para melhorar a qualidade dos serviços farmacêuticos prestados aos cidadãos.
Na ocasião, a presidente da Associação dos Farmacêuticos de Moçambique, Bélia Muchanga, expressou a importância da data para a classe e reiterou o compromisso de trabalhar para servir com excelência.
“Pensar em saúde é pensar no farmacêutico, e esta gala é a afirmação da nossa identidade profissional. Estamos a dizer ao país com orgulho e convicção que somos importantes e o futuro da farmácia em Moçambique depende da nossa união, visibilidade e compromisso com a qualidade”, disse Bélia Muchanga.
Por sua vez, a Medimoc afirma estar a caminhar lado a lado com os farmacêuticos para garantir que cada um tenha as ferramentas de que precisa para desempenhar a sua função com segurança e excelência.
“O grupo Medimoc tem orgulho de caminhar lado a lado com os farmacêuticos, de Moçambique, enquanto distribuidora de medicamentos a nossa missão vai para além de levar produtos as farmácias, e também nosso compromisso que cada farmacêutico tenha a ferramenta que precisa para desempenhar a sua função com segurança, eficiência, rigor e excelência”, explicou a Directora Comercial da Medimoc, Stella Mucora.
Muroca referiu também que a instituição desenvolve acções de melhoria contínua dos seus produtos, com projecto de investir na área industrial de produção de dispositivos médicos, num futuro próximo. Tendo apelado igualmente as autoridades a colaborarem para a causa.
Nos últimos anos, Moçambique tem acelerado esforços para reduzir a dependência externa no fornecimento de medicamentos.
Peter Mutharika foi empossado como presidente do Malawi, neste sábado, marcando um retorno político impressionante para o homem de 85 anos, que liderou a nação do sul da África de 2014 a 2020. Seu retorno ao poder, após uma vitória eleitoral, coloca-o no comando de um país que enfrenta uma grave emergência económica.
Mutharika obteve 56% dos votos na eleição de 16 de Setembro, derrotando com folga o titular Lazarus Chakwera, que obteve 33%.
A vitória representa uma reviravolta para Mutharika, que perdeu a presidência depois que a eleição de 2019 foi anulada pelos tribunais devido a irregularidades.
Falando diante de milhares de pessoas no Estádio Kamuzu, o novo presidente reconheceu os profundos desafios do país.
Mais uma vez, os melhores desfilaram aos olhos de todos, em várias categorias na Gala Nacional do Desporto. Campeã africana de basquetebol pelo Ferroviário de Maputo, Anabela Cossa foi eleita a atleta do ano, categoria na qual também foi indicado o pugilista Tiago Muxanga, em masculinos. Na mesma gala, o internacional moçambicano Geny Catamo foi distinguido atleta popular de 2024.
“É uma honra para mim ser galardoada num evento desta dimensão. Agradeço à minha equipa, Ferroviário de Maputo, ao meu treinador e à minha família pelo apoio que me tem prestado durante a minha carreira”, disse Anabela Cossa.
Os atletas não foram os únicos a serem reconhecidos. O seleccionador nacional dos Mambas, Chiquinho Conde, também foi distinguido pelo seu contributo como jogador e treinador e diz que a distinção engrandece o nome da sua família e constitui o reconhecimento das referências do desporto moçambicano.
A Gala reconheceu ainda várias instituições, como é o caso do Instituto Médio de Educação Física e Desporto, tido como actor fundamental para o desenvolvimento do desporto nacional.
“Esse reconhecimento chega numa altura certa, tendo em conta as actividades que o IMEDE tem estado a desenvolver ao nível das cidades da Beira, Maputo e Nampula, actividades essas relacionadas com a formação de técnicos médios, que contribuem em grande medida para o desenvolvimento do desporto. Contribuímos também com a formação de professores de educação física que trabalham para a massificação do desporto escolar”, anota o director do IMEDE, Paulo Saveca.
Na gala houve espaço também para distinguir os diversos parceiros, que têm financiado e suportado vários projectos em quase todas as modalidades. Uma das instituições distinguidas é a Bolsa de Valores de Moçambique. O Presidente do Conselho de Administração desta instituição, o reconhecimento é um sinal de que “devemos continuar a trabalhar para garantir que os moçambicanos possam ficar cada vez mais alegres com o desporto que é praticado no nosso país”, sublinha Pedro Cossa.
O Ministro da Juventude e Desportos, Caifanide Manasse, destacou a importância do reconhecimento dos desportistas, assim como os desafios do desporto moçambicano.
A Doca seca de Quelimane carece de um investimento de 15 milhões de dólares, para reabilitação e apetrechamento com equipamentos modernos, para reparação de barcos e navios. Neste momento, a infraestrutura está degradada e a cair aos pedaços.
Um empreendimento importante para reparação e manutenção de barcos e navios está degradado e a cair aos pedaços. A comporta da doca, que é a parte mais importante para serviços de reparação e manutenção está destruída e precisa de uma nova comporta.
O secretário de Estado na Zambézia, Avelino Muchine, visitou a doca seca para se inteirar do funcionamento, mas não gostou de ver o estado do empreendimento.
O “O País” sabe que Investidores privados espanhóis e chineses já manifestaram interesses em reabilitar e ficar com o empreendimento para a utilização, mas sem sucesso.
Existe uma outra empresa que está a quatro anos à espera da resposta do ministério dos transportes e logísticas
Uma outra infraestrutura também visitada pelo dirigente é o Porto de Pescas de Quelimane. carece de investimentos para o tornar não só funcional como também moderno. Os frigoríficos industriais de produção de gelo, que outrora abasteciam a cidade, estão parados.
A travessia de Quelimane a recambia em Inhassunge e a sede da administração marítima na Zambézia foram outros locais escolhidos para uma visita pelo secretário de Estado da província.
O Presidente da República, Daniel Chapo, efectua a partir de hoje, uma visita de trabalho à República do Malawi, em resposta ao convite formulado pelo homólogo malawiano, Lazarus Chakwera, para participar na cerimónia de investidura do Presidente-eleito daquele país vizinho, Arthur Peter Mutharika.
Segundo o comunicado da Presidência da República, durante a sua estadia em Blantyre, o Chefe do Estado moçambicano manterá um encontro de trabalho com o Presidente Arthur Peter Mutharika, ocasião em que os dois dirigentes irão passar em revista o actual estágio das relações de cooperação política, económica e social entre Moçambique e Malawi, bem como identificar novas áreas de interesse comum para o aprofundamento da parceria bilateral.
Nesta deslocação oficial, o Chefe do Estado faz-se acompanhar pelo Ministro dos Recursos Minerais e Energia, Estevão Rafael Pale; pela Secretária do Estado dos Negócios Estrangeiros e Comunidade Moçambicana no Exterior, Maria de Fátima Simão Manso e outros quadros da Presidência da República.
Lurdes Mutola foi homenageada ontem pelo Presidente da República durante a Gala Nacional do Desporto como uma das maiores atletas do país nos últimos 50 anos. Daniel Chapo considera que a campeã olímpica dos 800 metros é o maior orgulho de Moçambique na arena desportiva, sobretudo no atletismo.
A família do desporto reunida entre encontro e reencontro de gerações que marcam e marcaram o desporto moçambicano nas diversas modalidades. A Gala Nacional do Desporto reconheceu os seus melhores actores, que com muito esforço, sacrifício e sentido patriótico elevaram a bandeira nacional nos últimos 50 anos, quer nos campos, nas quadras, nas pistas e no dirigismo desportivo.
O momento mais alto do evento foi a homenagem à campeã olímpica dos 800 metros, Lurdes Mutola, acto dirigido pela Presidente da República. Para Daniel Chapo, Mutola é uma das maiores referências do desporto mundial e o maior orgulho de Moçambique.
“Quando correu nos Jogos Olímpicos, Lurdes Mutola não correu apenas por si e para si, mas fê-lo pelos milhões de moçambicanos, correu pela bandeira, correu pela Pátria, por cada criança jovem, por cada mulher moçambicana e cada homem que acreditava que Moçambique podia estar entre os melhores do mundo. Nesse dia não me esqueço, Moçambique inteiro chorou de alegria e vibrou de orgulho”, disse Daniel Chapo.
Um orgulho que para o Chefe do Estado ultrapassa todos os limites, sobretudo porque as conquistas da Lurdes Mutola carregam o peso da história do país. Chapo reconheceu ainda o contributo da campeã olímpica na massificação do desporto. O Chefe do Estado referiu estar convicto de que o povo moçambicano ainda prestará muitas homenagens a Lurdes Mutola, pois o seu nome não pertence apenas a si, mas sim pertence à história, à juventude e a Moçambique.
“Pessoalmente, em conversa com a Lurdes sempre falamos da necessidade de construirmos um Centro de Alto Rendimento em Moçambique porque sem o referido centro nunca teremos mais Lurdes Mutola e nunca teremos atletas de qualidade que nós gostaríamos de ter”, alertou o Presidente da República.
O Presidente da República alerta que o país tem o desafio de investir nas infra-estruturas desportivas, de modo a garantir futuras conquistas e evitar possíveis exigências aos diversos actores do desporto moçambicano sem, no entanto, ter bases.
“Não podemos continuar a exigir que um Chiquinho Conde leve a nossa selecção para um campeonato mundial ou ganhar um campeonato africano sem infra-estruturas de qualidade. Não podemos continuar a exigir que um Nasir Salé leve a nossa selecção de basquetebol a conquistar medalha africana ou conquistar um campeonato do mundo sem que tenhamos camadas de formação, sem que tenhamos campeonatos de juvenis, juniores e seniores”, desafiou o PR.
Para Lurdes Mutola, a homenagem é um reconhecimento do seu trabalho, esforço e dedicação no desporto moçambicano, particularmente o atletismo. A campeã olímpica diz sentir-se orgulhosa pelo reconhecimento volvidos 50 anos, período em que continua a ser a única com uma medalha olímpica no país.
“Valeu a pena contribuir para o desporto moçambicano. É a primeira vez que sou reconhecida nesta dimensão desde nesses 50 anos de independência nacional. É gratificante para mim”, regozija-se Lurdes Mutola.
A campeã olímpica garante continuar a contribuir para a elevação do desporto nacional, através de vários projectos.
“Tenho falado muito com o Presidente da República sobre a necessidade que temos de criar um Centro de Alto Rendimento para o nosso desporto porque sem esse centro fica difícil garantir a concentração dos atletas e trabalhar ao mais alto nível”, anota.
A Gala Nacional do Desporto é um evento anual que serve para reconhecer e homenagear actores desportivos, que se destacam em várias modalidades.