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Foram concluídos, recentemente, novos trabalhos de manutenção mecanizada pesada no Caminho de Ferro do Corredor de Nacala, garantindo a circulação segura e sem interrupções dos comboios numa das principais artérias de transporte de carga do norte do país. 

A linha, com 912 quilómetros, liga a região carbonífera de Moatize, na província de Tete, ao porto de águas profundas de Nacala, atravessando o Malawi, e transporta cerca de 18 milhões de toneladas de carga por ano. Inaugurada em 2016, tem 650 quilómetros construídos e mantidos pela CR20.

Dado o tráfego intenso, a via não pode ser encerrada por longos períodos. Os trabalhos — compactação da via, correcção do alinhamento e reposição de balastro — decorrem em janelas de interdições programadas, com máquinas de grande porte e sob acompanhamento do dono da obra e da fiscalização. Antes de cada reabertura é feita uma verificação conjunta do estado da linha.

Segundo a empresa, as anomalias diminuíram significativamente, tendo sido eliminadas as restrições de velocidade e as paragens temporárias causadas por problemas de infra-estruturas, contribuindo para a estabilidade do corredor e para a economia nacional.

A manutenção mecanizada pesada realizada pela CR20 incluiu a compactação da via, a correcção do alinhamento e a reposição de balastro, assegurando melhores condições de segurança e eficiência no transporte ferroviário de carga.

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Os procuradores dos distritos afectados pelo terrorismo em Cabo Delgado continuam a trabalhar em Pemba, a capitão da província, devido a insegurança e falta de infraestruturas destruídas durante o conflito. Ao todo são três das dezassete procuradorias distritais de Cabo Delgado que continuam parcialmente fechadas devido à insegurança, segundo deu a conhecer o Procurador-Chefe provincial de Cabo Delgado, João Nhone.

“São distritos críticos e tivemos lá destruição das nossas infraestruturas, mas neste preciso momento há uma tendência de se devolver a tranquilidade a esses distritos e o que não estamos à espera é reconstruir, portanto, os nossos edifícios foram destruídos”, explicou.

Relativamente à gestão dos processos desses distritos, João Nhone disse que os mesmos são tramitados ao nível da capital provincial.

“Nós temos os procuradores dessas áreas que fez referência, estão sediados aqui na cidade de Pemba e têm tramitado os processos aqui e depois encontramos formas de devolvê-los aos locais onde deviam estar a ser geridos”, garantiu, destacando ainda que são distritos críticos.

Além de dificuldades para o funcionamento nas zonas consideradas de insegurança, a Procuradoria provincial de Cabo Delgado está relacionada com o suposto desvio de donativos para as vítimas do terrorismo.

Sobres estas situações, João Nhone diz que são praticadas de forma opaca, ou seja “quem dispõe de informação sobre situações dessa natureza, as pessoas envolvidas, os locais onde normalmente os produtos são levados, é sempre bom apresentar a denúncia junto às autoridades mais próximas do local onde se encontra e caso contrário dirigir-se à Procuradoria Provincial se achar que localmente não consegue resolver o problema”.

O Procurador chefe provincial de Cabo Delgado levantou as preocupações durante as comemorações do dia internacional de combate à corrupção.

Há focos de lixo em vários pontos da cidade de Maputo. A edilidade diz não dispor de recursos, para garantir a recolha e gestão eficiente de resíduos, entretanto está a rever a Postura Municipal que vai permitir a redução da taxa de lixo.

A rua 9, no bairro Magoanine A, na cidade de Maputo, foi tomada por resíduos sólidos. O lixo é tanto, que ocupou quase toda a via, que deveria servir para os peões e viaturas, tal como relataram alguns munícipes.

“O que me preocupa é, até o ponto, também para a questão de higiene, porque prejudica, com certeza, os vizinhos. Esse lixo aqui, desde o tempo de manifestações, sempre fica assim mesmo. Tiram o lixo, vêm tirar metade do lixo, deixam outro lixo”, lamentou Sansão Manjate. Situação similar verifica-se no bairro das Mahotas, onde mesmo diante da existência de vários estabelecimentos de restauração e de venda de alimentos, convive-se com lixo. Por estes pontos, o cheiro é nauseabundo e já nem se contam os problemas trazidos à saúde.

“Esse lixo incomoda muito. Sofremos muito aqui com moscas e outros insectos também, que aparecem aqui por conta desse lixo aqui. Antes removiam, mas dizem que tinham uns caminhões que vinham de Chimoio. Só que esses caminhões foram os que voltaram Então, desde lá, que aqueles caminhões voltaram, estamos assim nessa situação”, disse um dos munícipes.

Os munícipes lamentam o surgimento das chamadas lixeiras informais, mesmo pagando taxas para que tal não aconteça. O município de Maputo assume que há focos de lixo, cuja eliminação depende de recursos.

“Nós, neste momento, temos uma situação em que precisamos de mobilizar recursos que não temos para poder responder ao desafio que está na rua. Ou seja, nós, neste momento, temos 1.200 toneladas de lixo por dia. Entretanto, o grande volume dessas toneladas é justamente de material reciclável”, explicou João Munguambe, Vereador de Salubridade no Município de Maputo.

Munguambe explica que a gestão destes resíduos é papel de todos. Esta quarta-feira, a Assembleia Municipal discutiu a revisão da postura Municipal sobre Resíduos Sólidos que prevê inovações.

“Quem consome ou paga energia de 5 mil meticais, vai pagar no máximo 250 meticais. Quem paga 6 mil, também vai pagar 250. Quem paga 10 mil, também vai pagar. Portanto, nós limitamos no máximo 250 meticais, portanto, da taxa de lixo.”

No evento aprovou-se também o Plano de actividades 2026.

O Presidente da República, Daniel Chapo, diz estar preocupado com o aumento de mortes decorrentes de acidentes de viação, nas estradas nacionais. Para Daniel Chapo esta é também uma forma da violação dos direitos humanos, em que os automobilistas violam a lei perante o olhar impávido das autoridades.

Na sua mensagem alusiva à celebração do Dia Internacional dos Direitos Humanos, esta quarta-feira, dia 10 de Dezembro, o Presidente da República manifestou preocupação com o crescente número de acidentes de viação no país, que tem ceifado inúmeras vidas humanas.

Chapo, chamou o fenômeno de desvalorização da vida humana e apontou os condutores, principalmente de transporte semi-colectivo de passageiros e as autoridades que deviam fazer a fiscalização de violarem o Código de Estrada.

“As nossas estradas devem deixar de ser uma espécie de palco de leiloamento da vida humana, com a consequente destruição do futuro das nossas famílias, sobretudo em épocas como estas, de celebração das festas do Natal ou da Família e do Fim do Ano”, lê-se na mensagem de Daniel Chapo.

Ainda na sua mensagem, o Chefe de Estado, destacou que o Dia Internacional dos Direitos Humanos assinala-se num contexto em que decorre no país auscultações no âmbito do Diálogo Nacional Inclusivo, que segundo defende só está a ser possível porque os direitos dos cidadãos estão a ser respeitados e aplicados, nos termos da Constituição da República.

Falou também dos progressos que o país tem alcançado na promoção e protecção dos direitos humanos entre as quais a criação de instituições como a Comissão Nacional de Direitos Humanos e o Provedor de Justiça e reiterou o compromisso do Governo em continuar a defender esses direitos, sublinhando que o país é signatário de várias convenções internacionais e dispõe de uma carta robusta de direitos fundamentais na sua Constituição.

Chapo encorajou os cidadãos a continuarem a exercer os seus direitos através das tecnologias de informação, especialmente nas redes sociais, mas apelou a uma utilização responsável, que privilegie a verificação da informação e o respeito pela dignidade humana, afastando-se de insultos, maledicência e discursos de ódio.

O Dia Internacional dos Direitos Humanos celebra-se este ano sob o lema “Direitos Humanos: O Essencial de Cada Dia”.

Moçambique, através dos pugilistas Tiago Muxanga e Armando Sigauque, está nos quartos-de-final do Campeonato Mundial de Boxe, prova que decorre em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. 

É o boxe moçambicano no seu melhor! É o esforço a ser compensado pela glória. É tudo o que se espera de uma modalidade que transpôs fronteiras e Tiago Muxanga, na categoria dos 71 kg,  faz parecer fácil. Percurso imaculado no Mundial de Boxe, em que, com os seus punhos quentes, sempre ousou afastar quem estivesse pela frente. 

Em mais um combate diante Dovud Makhakamov, do Tajiquistão,  cumpriu mais uma missão. Sem margem para muitos erros, Tiago Muxanga impôs-se e empurrou o seu adversário à derrota com golpes, diga-se, à moda moçambicana. Vaga garantida nos quartos-de-final da prova. 

Moçambique no seu melhor. A vitória do Tiago Muxanga foi apenas o início. Armando Sigauque, nos 57 kg, tinha outra missão a cumprir e fê-lo com bravura e dedicação de sempre. Perante Paul Omondi Onguku, queniano cheio de energia e vontade, Sigauque esteve firme evitando golpes e atacando com certeza. 

A vitória acabou sendo genuinamente moçambicana. Tiago Muxanga e Armando Sigauque fazem parte da restrita lista de oito pugilistas que vão disputar os quartos-de-final. E por terem chegado a esta fase já tem garantido 10 mil dólares, equivalente a 632 mil meticais.  O vencedor da prova terá direito a 75 mil dólares. O Mundial de Boxe conta com a participação de 500 atletas, de 118 países.

Os procuradores dos distritos afectados pelo terrorismo em Cabo Delgado continuam a trabalhar  em Pemba, devido a insegurança e falta de infra-estruturas destruídas durante o conflito.

Três das dezassete procuradorias distritais de Cabo Delgado continuam parcialmente fechadas devido à insegurança. Além de dificuldades para o funcionamento nas zonas consideradas inseguras, a Procuradoria províncial de Cabo Delgado está relacionada com o suposto desvio de donativos para as vítimas do terrorismo.

O Procurador chefe provincial de Cabo Delgado levantou as preocupações durante as comemorações do dia internacional de combate à corrupção.

 

O Presidente da República Democrática de Congo acusa o seu homólogo ruandês, Paul Kagame, de violar o acordo de cessar-fogo assinado na semana passada. Tshisekedi diz que Ruanda continua a apoiar ataques contra o exército congolês.

Na última semana, os Presidentes da República Democrática de Congo e do Ruanda assinaram, em Washington, um novo acordo de paz, para pôr fim  a um dos mais prolongados conflitos do continente africano.

Cerca de 48 horas depois, Felex Tshisekedi, Presidente da RDC, discursando no parlamento do seu país, acusou o seu homólogo ruandês, Paul Kagame, de violar o acordo de paz cuja assinatura foi testemunhada por Donald Trump.

“Logo no dia seguinte à assinatura, unidades das Forças de Defesa de Ruanda realizaram e apoiaram ataques com armas pesadas lançados da cidade ruandesa de Bugarama, causando graves danos humanos e materiais, no Kivu do Sul, rompendo assim o cessar-fogo”, disse Tshisekedi.

O acordo assinado na Capital norte-americana preconiza um cessar-fogo e desarmamento dos grupos armados não estatais e regresso dos refugiados. Os Estados Unidos, segundo o pacto, vão beneficiar-se de forma preferencial dos minerais estratégicos pelos quais os estados lutam.

 

O Presidente da República,  Daniel Chapo, dirigiu nesta quarta-feira uma  mensagem de saudação a todos os moçambicanos por ocasião  da celebração do Dia Internacional dos Direitos Humanos,  assinalado a 10 de Dezembro, este ano sob o lema “Direitos  Humanos: O Essencial de Cada Dia”. 

Na comunicação, o Chefe do Estado destaca que esta  efeméride ocorre num momento em que decorrem, em todo o  País, a auscultação no âmbito do Diálogo Nacional Inclusivo, “que só está a ser possível por conta da efectivação de um  núcleo essencial de direitos fundamentais dos cidadãos”, nos  termos da Constituição da República de Moçambique (CRM),  incluindo a participação política dos cidadãos, a liberdade de  expressão e o pluralismo político, este último exercido através de  partidos políticos e organizações da sociedade civil. 

Chapo recorda igualmente os avanços que  Moçambique tem registado no estabelecimento de mecanismos  institucionais de promoção, protecção, respeito e realização dos  direitos humanos, nomeadamente a Comissão Nacional de  Direitos Humanos (CNDH) e o Provedor de Justiça. 

“Esta é uma soberana ocasião para reiterarmos o compromisso do  Governo na promoção e defesa dos Direitos Humanos como  papel do Estado. Moçambique é subscritor de inúmeras  convenções internacionais e regionais sobre direitos humanos, ao  que se acrescenta o facto de dispor de uma carta de direitos  fundamentais na Constituição da República de Moçambique, que  impõe ao Estado a obrigação de assumir a dianteira na temática  dos direitos humanos”, sublinha o Presidente. 

O estadista moçambicano manifesta ainda a sua preocupação  com a crescente “vulgarização da vida humana nas estradas  nacionais, frequentemente decorrente de comportamentos  desviantes de alguns condutores, sobretudo no transporte semi colectivo de passageiros, por vezes com a complacência de entes públicos responsáveis pela fiscalização e cumprimento do  Código de Estrada”. 

O Presidente da República frisa que “as nossas estradas devem  deixar de ser uma espécie de palco de leiloamento da vida  humana, com a consequente destruição do futuro das nossas  famílias, sobretudo em épocas como estas, de celebração das  festas do Natal ou da Família e do Fim do Ano”. 

O Chefe do Estado encoraja ainda os cidadãos a continuarem a  exercer os seus direitos fundamentais através das Tecnologias de  Informação e Comunicação, com destaque para as redes sociais  digitais, mas apela a uma utilização responsável, sublinhando a  importância da verificação da autenticidade da informação  antes da sua circulação e do respeito pela dignidade humana,  que considera “desmerecedor do insulto, da maledicência e de  sentimentos de ódio”. 

A mensagem do Presidente da República por ocasião do Dia  Internacional dos Direitos Humanos termina reafirmando o  compromisso do Estado moçambicano com a promoção e  protecção dos direitos fundamentais, numa perspectiva inclusiva  em que ninguém deve ser deixado para trás.

A Editora Trinta Nove e o projecto Livroteca apresentam hoje o lançamento da edição  em banda desenhada e da tradução inglesa de Ualalapi, obra seminal de Ungulani Ba Ka  Khosa. O evento terá lugar na livraria da Vila  Municipal de Marracuene, em Maputo. 

O evento contará com a presença do autor da obra, Ungulani Ba Ka Khosa, e de Adérito Wetela, o  ilustrador responsável por dar nova vida visual ao romance. 

Publicado originalmente em 1987, Ualalapi é um marco incontornável da ficção africana  moderna. Vencedor do Grande Prémio de Ficção Narrativa Moçambicana, integra desde 2002 a prestigiada lista dos 100 melhores livros africanos do século XX, destacando-se pela  profundidade histórica e pela força literária. 

A narrativa acompanha Ualalapi, guerreiro incumbido de matar o hosi Mafename por ordem  do príncipe Ngungunhane, que assim ascende ao trono como último imperador de Gaza — figura central da resistência moçambicana face ao avanço colonial português no final do século  XIX. 

A nova edição em banda desenhada oferece uma leitura visualmente poderosa deste que é  considerado um dos maiores romances africanos do século XX, tornando-o acessível a novos  públicos e reforçando o seu lugar na literatura global.

A ONU condenou qualquer tentativa de minar a governação democrática em Benin e apoia autoridades deste país e da CEDEAO após tentativa de golpe. O governo do Benin  reporta várias mortes e a detenção de 12 pessoas

A tentativa de golpe no Benim no fim de semana não apenas provocou reações nas proximidades do país, com membros da CEDEAO intervindo para apoiar as forças armadas do Benim, como também o gabinete do Secretário-Geral da ONU expressou preocupação diante da instabilidade no país.

Em declaração à imprensa em Nova York nesta terça-feira, o porta-voz da ONU afirmou que o Secretário-Geral condena inequivocamente qualquer tentativa de minar a governação democrática no Benim.

Após uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros, o Governo do Benim anunciou esta segunda-feira, que várias pessoas morreram durante a tentativa de golpe de Estado no país. Segundo o balanço, pelo menos 12 pessoas estão detidas na sequência da tentativa falhada de golpe, mas alguns envolvidos continuam a monte, incluindo o tenente-coronel Pascal Tigri, que liderou a operação.

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