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O Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, anuncia a conclusão das obras de reabilitação da estrada Quelimane–Namacurra, com cerca de 70 quilómetros de extensão. Segundo o governante, faltam apenas neste momento observar um troço de 4,6 quilómetros na entrada da cidade de Quelimane.

As obras arrancaram no segundo semestre de 2020 e tinham conclusão prevista para 2023. No entanto, diversos constrangimentos, sobretudo fenómenos climáticos extremos, condicionaram o cumprimento dos prazos inicialmente estabelecidos.

O ministro dos transportes e logística, João Matlombe, deslocou-se ao local para avaliar o andamento dos trabalhos e anúncio a conclusão dos trabalhos. 

No âmbito do programa Mais Estradas, o ministro visitou igualmente o troço Malei–Maganja da Costa, com o objetivo de aferir o nível de preparação da província para o arranque das obras. O projeto encontra-se atualmente na fase de concurso público.

Ainda em Quelimane, Matlombe visitou a área destinada à implantação de um terminal de combustíveis, uma infraestrutura prevista no âmbito do projeto de concessão do Porto de Quelimane, recentemente aprovado pelo Conselho de Ministros.

De acordo com o ministro, o terminal será estratégico para reforçar a capacidade logística da região e responder à procura crescente de combustíveis, incluindo para o mercado do Malawi.

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Oito jornalistas foram premiados na 6ª edição do concurso de Jornalismo “CDM Ambiente 2025”, organizado pela Cervejas de Moçambique. A empresa diz que a premiação visa promover a preservação do meio ambiente.  

Na 6ª edição do concurso de jornalismo “CDM Ambiente 2025” concorreram 40 jornalistas,  nas categorias de televisão, rádio, imprensa e fotojornalismo, dos quais  oito foram premiados. 

O grande prémio foi para  o jornalista Caetano Alberto, que convenceu o Júri e teve a maior pontuação e, por isso, recebeu um cheque no valor de 150 mil meticais. 

Trata-se de uma premiação que visa promover a sustentabilidade ambiental.

Segundo Bruno Tembe, a cada ano,   a CDM tem renovado o compromisso e procura estender o compromisso ambiental para toda a sociedade, e não há melhor parceiro para essa extensão que não sejam os próprios jornalistas. 

Por seu turno, Bruno Tembe, defende  que o Governo  deve regulamentar o registro   das empresas, para que façam recolha de resíduos sólidos. ‘’as empresas que produzem os seus produtos, e embalam nos diversos tipos de materiais, têm que ter um sistema para a recolha desses resíduos, e  estabelecer um sistema que há uma entidade com tributos de todas as empresas para fazer a recolha dos resíduos sólidos.  

Refira-se que esta foi a primeira  vez que  foi reconhecido um “Grande Vencedor” entre os classificados. 

 

O Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, retirou a protecção policial de que gozava Kamala Harris enquanto ex-vice-presidente do país, indicaram hoje a Casa Branca e a comitiva da ex-candidata presidencial democrata.

“A vice-presidente agradece aos serviços secretos pelo profissionalismo, dedicação e compromisso inabalável com a segurança”, disse a equipa de Harris à agência de notícias francesa AFP, que também confirmou a informação junto da presidência norte-americana.

Desde que regressou ao poder, em janeiro, Trump retirou aos antigos membros seniores da administração democrata de Joe Biden a proteção habitualmente concedida pelos serviços secretos para cortar despesas.

A Electricidade de Moçambique (EDM) tem intensificado seus esforços para garantir que, até 2030, todas as famílias moçambicanas tenham acesso à energia elétrica. Em 2024, mais de 412 mil novos lares entraram na rede elétrica, superando em 103% a meta interna da empresa, elevando a taxa de eletrificação nacional para 61%. Foram também construídos 380 km de linhas de média tensão, 673 km de baixa tensão e instalados 600 transformadores.

Durante sua participação na Feira Internacional de Maputo (FACIM), que coincide com os 48 anos da empresa, fundada em 27 de Agosto de 1977, a EDM apresentou seus principais projectos e resultados. O administrador Francisco Inroga destacou que todas as sedes distritais estão eletrificadas, e a maioria dos postos administrativos já conta com energia elétrica, com apenas 52 a 56 postos ainda faltando, dos quais 22 já estão em execução.

Para acelerar o Plano “Energia para Todos”, a EDM obteve um financiamento de 131 milhões de dólares do Banco Mundial (através da IDA) para a terceira fase do programa, o Projecto ASCENT (“Acelerando a Transformação do Acesso à Energia Limpa e Sustentável”). Desse montante, 117 milhões serão geridos pela EDM. Está prevista a antecipada construção de 3.300 km de rede de baixa tensão, 2.200 km de média tensão e a instalação de 2.200 transformadores, com a ligação de cerca de 146.000 novos consumidores em seis províncias — Maputo, Sofala, Manica, Tete, Zambézia e Nampula — beneficiando aproximadamente 700 mil pessoas. A implementação física das obras deve iniciar em 2026.

Além disso, a segunda fase do programa, com abrangência de 2024 a 2027, requer um investimento previsto superior a 300 milhões de dólares, com o objectivo de ligar mais de quatro milhões de famílias à rede elétrica nacional até 2030.

No primeiro trimestre de 2025, a EDM já efectuou mais de 150 mil novas ligações, representando 26% da meta anual de 600 mil conexões. Ao longo do ano, a previsão é executar 600 mil novas ligações e manter um crescimento anual sustentado de 7%, conforme o diretor de Projetos da EDM.

O progresso recente e os planos futuros revelam que Moçambique já atingiu entre 61% e 67% da meta estabelecida para o quinquénio, o que equivale a cerca de 530 mil novas ligações, o que engaja soluções de energia dentro da rede e alternativas renováveis em áreas isoladas.

Entretanto, a EDM enfrenta desafios persistentes: vandalismo, furto de energia e ligações clandestinas geraram perdas de cerca de 433 milhões de dólares (27,6 mil milhões de meticais) nos últimos cinco anos. Só em 2022 e 2023, os prejuízos alcançaram 12,6 mil milhões de meticais.

Com foco em garantir sustentabilidade ao processo, a EDM tem procurado mobilizar parcerias com o setor privado, cooperantes e o FUNAE, especialmente para sistemas isolados, fotovoltaicos e mini-hídricos. O governo reconhece que a eletrificação não pode se apoiar apenas no setor público.

O Governo do Ruanda confirmou ontem a chegada ao país dos primeiros sete migrantes deportados dos Estados Unidos. A deportação acontece no âmbito de um acordo cujos detalhes não  foram revelados.

O acordo assinado pelo governo ruandês e Administração de Donald  Trump prevê o envio de até 250 pessoas para o país africano. Os motivos deste acordo não são revelados.

O governo do Ruanda afirma que o primeiro grupo de sete deportados chegou ao país em meados de Agosto corrente.

O porta-voz do Governo ruandês, Yolande Makolo, citado pela Africanews, disse que cada caso foi analisado sob o acordo bilateral, que permite a Kigali analisar e aprovar os migrantes antes de conceder a entrada.

Não foram fornecidas informações sobre as identidades dos deportados, mas Makolo afirmou nesta quinta-feira que eles foram acomodados por uma organização internacional.

Os deportados estão a receber a visita da Organização Internacional para as Migrações, bem como de representantes dos serviços sociais de Ruanda.

Além da acomodação, os deportados receberão treinamento profissional e assistência médica.

Makolo referiu igualmente que  três dos deportados afirmam querer retornar aos seus países de origem, enquanto os outros quatro desejam ficar e construir uma vida em Ruanda.

Ruanda é um dos quatro países africanos que firmaram acordos de deportação com Washington. Os outros são Uganda, Eswatini e Sudão do Sul.

Com apenas 100 dias restantes antes da Cúpula dos Líderes do G20, em Johanesburgo, a primeira em solo africano, os preparativos da África do Sul estão a todo vapor.

Segundo o noticiário African News, a presidência sul-africana do G20 está a aproximar-se do seu “momento mais alto”, com 87 das 132 reuniões do G20, tanto na área Sherpa quanto na área Financeira, já realizadas. As reuniões ministeriais restantes, em Setembro, vão definir o tom da Declaração dos Líderes de Joanesburgo, baseada em “Solidariedade, Igualdade e Sustentabilidade”. Essa estrutura, pautada pela agenda, visa ajudar a definir o foco económico global para a cúpula.

As principais questões em pauta incluem a desigualdade global e o peso da dívida soberana. Para lidar com isso, o presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, lançou uma força-tarefa do G20, presidida pelo economista vencedor do Prêmio Nobel Joseph Stiglitz, para examinar as disparidades de riqueza e propor soluções viáveis.

Uma grande questão que marca a contagem regressiva é se o presidente dos EUA, Donald Trump, comparecerá. Trump expressou forte desaprovação às políticas sul-africanas, em particular a reforma agrária, e sinalizou que poderá enviar um representante em seu lugar.

Apesar disso, o Ministro das Relações Exteriores, Ronald Lamola, reiterou que o convite da África do Sul permanece. “Continuaremos com a Cúpula dos Líderes do G20 com ou sem o presidente Trump. É uma situação imprevisível”,cita o African News.

A Galp Moçambique está a expor o seu potencial na FACIM 2025, com foco na expansão da sua rede de serviços em todo o país. No segundo dia da feira, a empresa distinguiu os seus clientes mais destacados em 2024.

Com mais de 100 anos de presença no mercado moçambicano, a Galp participa na 60ª edição da Feira Internacional de Maputo para reforçar parcerias e concretizar novos negócios.

“Para nós, como Galp, estar aqui, na FACIM, é um momento de reencontro com os nossos parceiros, clientes, consumidores, serviços e produtos. Nestes 105 anos em Moçambique, temos estado sempre ao lado das iniciativas nacionais de promoção do investimento e de valorização do que o país tem de melhor”, destacou Dácio Mavulula, representante da empresa.

Na presente edição da feira, a Galp Moçambique procura reforçar o seu objectivo de expandir o mercado através da inovação e da diversificação. Actualmente, dispõe de 80 postos de abastecimento a nível nacional e tem em curso um ambicioso plano de expansão, com várias novas infra-estruturas em construção, a inaugurar ainda neste ano e nos próximos.

Outro dos focos apresentados é a digitalização. A empresa está a desenvolver continuamente a plataforma de pagamentos Galp Frota, destinada a empresas e a particulares, com vista a aumentar a sua utilização.

Durante a FACIM, a Galp premiou os seus clientes mais destacados em 2024 pela qualidade dos serviços prestados. Os distinguidos manifestaram satisfação pelo reconhecimento e assumiram o compromisso de continuar a oferecer um serviço de excelência.

Segundo Xavier Quive, um dos premiados, “este prémio é também para os nossos colaboradores, que muito contribuíram para que alcançássemos esta posição. O objectivo é continuar a melhorar e a colocar sempre o cliente em primeiro lugar”.

Vigorando já entre os principais operadores de combustíveis no país, a Galp pretende também assumir uma posição de liderança na distribuição de gás de cozinha.

A Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte (ADIN) está presente na FACIM e, no seu pavilhão, dá a conhecer as potencialidades da região Norte do país.

A província de Nampula, a mais populosa da região, destaca-se pela diversidade de produtos, sobretudo transformados, como frutas processadas e farinhas de tubérculos. Entre as novidades, figuram a banana passa com castanha, a banana passa com gergelim, os rolinhos de fruta e as farinhas de abóbora.

Já Cabo Delgado, com forte produção de milho e algodão, aposta na promoção da sua farinha fortificada de marca nacional e procura parcerias para aumentar a capacidade de exportação. A província de Niassa evidencia-se na produção de vários produtos agrícolas, com destaque para o feijão, que abastece grande parte do mercado nacional. Contudo, as autoridades locais reconhecem que as parcerias de exportação ainda estão aquém do desejado. 

Os governos provinciais têm acompanhado de perto os seus representantes na FACIM e, no segundo dia do evento, reuniram-se com os principais financiadores, num encontro organizado pela ADIN. Para o governador da província de Cabo Delgado, Valige Tauabo, “a província procura na FACIM por investidores económicos, mas também por entidades que possam dinamizar as acções de reconstrução das regiões devastadas pelo terrorismo”.

Por sua vez, o governador de Nampula disse, na ocasião, que a sua província se posiciona como um corredor de viabilização dos demais pontos. “Temos áreas férteis muito boas para o cultivo e grandes oportunidades na área do agro-negócio e agro-processamento”, referiu Eduardo Abdula, governador da província. 

Elina Judite da Rosa, governadora da província de Niassa, também falou das potencialidades que a sua província apresenta, tendo feito convites aos investidores presentes no evento para investirem em Niassa. “A nossa província também precisa do vosso apoio, por isso não deixaria a oportunidade de convidá-los para investirem lá”, disse a governante no seu breve pronunciamento. 

O presidente do Conselho Executivo da ADIN afirma que está na feira também para conseguir novos financiadores para o projecto de reconstrução de Cabo Delgado. Para Loureiro, o processo de reconstrução do Norte deve passar, não apenas pela componente material, mas também pelo fortalecimento humano e pela criação de esperança nas comunidades.

“É encorajador ver muitos pequenos empresários com novos horizontes e uma visão diferente dos seus negócios. Este é o papel da ADIN e do Governo: criar condições para que existam cada vez mais pequenas e médias empresas fortalecidas e mais empregos para a juventude”, destacou Jacinto Loureiro.

No local, ficou ainda patente a vontade dos financiadores internacionais em apoiar a reconstrução de Cabo Delgado e o desenvolvimento regional, com destaque para a ONU. A petrolífera Total anunciou que, em breve, assinará um memorando de entendimento com o Governo de Moçambique, reforçando o seu compromisso com as acções da ADIN.

O Estado Maior-General diz que os militares que combateram durante um ano sem qualquer remuneração em Cabo Delgado estava a tentar reintegração nas Forças Armadas, mas o processo não cumpriu o procedimento administrativo e legal exigido. A instituição trata o grupo de ex-militares, por várias razões.

Foi através de uma nota datada de 28 de Agosto de 2025, que o Estado Maior General posicionou-se sobre os mais de 300 militares que estiveram a combater em Cabo Delgado, sem qualquer tipo de remuneração e com problemas de logística.

A instituição começa por esclarecer que: “Trata-se de ex-militares em diferentes situações que incluem os que passaram à Reserva de Disponibilidade, que, de forma voluntária, manifestaram o seu interesse em sair das fileiras, tal como a lei os assiste, findo o período estabelecido para o cumprimento do Serviço Militar (…), e outros na condição de expulsos por diversos actos de indisciplina, incluindo a deserção (…)”.

Mas na entrevista que os visados deram em Nampula, um dia depois de serem dispensados em Macomia, onde estavam afectos, estes disseram que responderam a um chamamento feito pelo Ministério da Defesa.

Mas para Estado Maior General, estes estavam a tentar reintegração nas Forças Armadas.

“Todos estes, de livre e espontânea vontade, pretenderam-se ver reintegrados nas FADM, todavia este acto nunca obedeceu a quaisquer procedimentos administrativos legais e, por conseguinte, as Forças Armadas, regendo-se por leis e demais regulamentações, devem permanentemente, observar o seu cumprimento integral”.

O grupo disse, numa entrevista, que enquanto combatia recebia promessas de regularização do pagamento de algum subsídio.

E porque para o Estado Maior General o processo de reintegração nas Forças Armadas foi ilegal, tomou a seguinte decisão. “Neste sentido, reconhecendo a necessidade de observar os procedimentos atinentes à sua reintegração, avaliado caso a caso, mesmo porque a lei assim permite (…) as FADM decidiram pela sua retracção às zonas de origem, a partir de onde possam observar normativas correspondentes – algo que não pode ser feito nas unidades militares”.

A Secretária de Estado das Artes e Cultura, Matilde Muocha, visitou a residência artística do projecto “Resistência e Afirmação Cultural”, em Maputo, onde mais de 14 jovens criadores de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Portugal, maioritariamente mulheres, estão a transformar memórias das lutas de libertação e do antifascismo em Portugal em actos artísticos contemporâneos.

Muocha recordou a sua própria ligação à iniciativa. “Eu era funcionária do projecto Resistência e Afirmação Cultural, e para mim foi um projecto muito emocionante. Foi um prazer poder passar e familiarizar-me com as pesquisas, os pedaços da investigação toda, e começar a conhecer as conexões.”

A governante sublinhou ainda a importância de reconhecer a raiz comum entre diferentes países e práticas artísticas: “Nós estamos em pontos distintos, mas temos uma raiz comum. É emocionante ver isto que começámos a escrever em teoria, no papel, ganhar vida, a se transformar numa produção em que podemos voar, ganhar espaço, sempre com uma dimensão crítica.”

A visita foi também um momento de reflexão sobre o papel da arte como linguagem universal de resistência e reinvenção: “Às vezes um instrumento vê o outro lado, um extracto, uma perspectiva, da resistência cultural. É inspirador perceber como podemos contemporaneizar estas memórias e como a audiência irá receber este tecido no palco. Eu estarei na primeira fila para assistir ao produto final”, disse.

Organizada pela Associação Cultural Scala e pela Khuzula Investiments, a residência seleccionou artistas de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Portugal, escolhidos entre mais de uma centena de candidaturas.

A iniciativa integra o “Resistência e Afirmação Cultural”, projecto coordenado pela Associação Cultural Scala, de Moçambique, e reúne sete instituições dos países de língua portuguesa. A acção visa investigar e recriar manifestações artísticas ocorridas durante o processo de libertação colonial dos PALOP e de Timor-Leste, assim como durante as lutas antifascistas em Portugal.

O espectáculo final, marcado para 12 de Setembro, cruzará teatro, música, dança e poesia, reunindo mais de 50 intervenientes em palco. O trabalho será filmado e integrado na plataforma digital CASA, biblioteca virtual das artes performativas dos países envolvidos.

 

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