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O Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, anuncia a conclusão das obras de reabilitação da estrada Quelimane–Namacurra, com cerca de 70 quilómetros de extensão. Segundo o governante, faltam apenas neste momento observar um troço de 4,6 quilómetros na entrada da cidade de Quelimane.

As obras arrancaram no segundo semestre de 2020 e tinham conclusão prevista para 2023. No entanto, diversos constrangimentos, sobretudo fenómenos climáticos extremos, condicionaram o cumprimento dos prazos inicialmente estabelecidos.

O ministro dos transportes e logística, João Matlombe, deslocou-se ao local para avaliar o andamento dos trabalhos e anúncio a conclusão dos trabalhos. 

No âmbito do programa Mais Estradas, o ministro visitou igualmente o troço Malei–Maganja da Costa, com o objetivo de aferir o nível de preparação da província para o arranque das obras. O projeto encontra-se atualmente na fase de concurso público.

Ainda em Quelimane, Matlombe visitou a área destinada à implantação de um terminal de combustíveis, uma infraestrutura prevista no âmbito do projeto de concessão do Porto de Quelimane, recentemente aprovado pelo Conselho de Ministros.

De acordo com o ministro, o terminal será estratégico para reforçar a capacidade logística da região e responder à procura crescente de combustíveis, incluindo para o mercado do Malawi.

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A Secretária de Estado das Artes e Cultura, Matilde Muocha, visitou a residência artística do projecto “Resistência e Afirmação Cultural”, em Maputo, onde mais de 14 jovens criadores de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Portugal, maioritariamente mulheres, estão a transformar memórias das lutas de libertação e do antifascismo em Portugal em actos artísticos contemporâneos.

Muocha recordou a sua própria ligação à iniciativa. “Eu era funcionária do projecto Resistência e Afirmação Cultural, e para mim foi um projecto muito emocionante. Foi um prazer poder passar e familiarizar-me com as pesquisas, os pedaços da investigação toda, e começar a conhecer as conexões.”

A governante sublinhou ainda a importância de reconhecer a raiz comum entre diferentes países e práticas artísticas: “Nós estamos em pontos distintos, mas temos uma raiz comum. É emocionante ver isto que começámos a escrever em teoria, no papel, ganhar vida, a se transformar numa produção em que podemos voar, ganhar espaço, sempre com uma dimensão crítica.”

A visita foi também um momento de reflexão sobre o papel da arte como linguagem universal de resistência e reinvenção: “Às vezes um instrumento vê o outro lado, um extracto, uma perspectiva, da resistência cultural. É inspirador perceber como podemos contemporaneizar estas memórias e como a audiência irá receber este tecido no palco. Eu estarei na primeira fila para assistir ao produto final”, disse.

Organizada pela Associação Cultural Scala e pela Khuzula Investiments, a residência seleccionou artistas de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Portugal, escolhidos entre mais de uma centena de candidaturas.

A iniciativa integra o “Resistência e Afirmação Cultural”, projecto coordenado pela Associação Cultural Scala, de Moçambique, e reúne sete instituições dos países de língua portuguesa. A acção visa investigar e recriar manifestações artísticas ocorridas durante o processo de libertação colonial dos PALOP e de Timor-Leste, assim como durante as lutas antifascistas em Portugal.

O espectáculo final, marcado para 12 de Setembro, cruzará teatro, música, dança e poesia, reunindo mais de 50 intervenientes em palco. O trabalho será filmado e integrado na plataforma digital CASA, biblioteca virtual das artes performativas dos países envolvidos.

 

A Nwanyi, marca dedicada à promoção de experiências sensoriais através da literatura, vai realizar o evento “Poesia e Sensorialidade: Versos que Degustam a Vida”, esta sexta-feira, no Garden Grill (antiga estufa), em Maputo, no período das 10h até as 21 horas.

O evento propõe uma experiência única que une literatura, poesia e vinhos selecionados, criando um espaço de encontro cultural e sensorial que transcende os formatos tradicionais. 

“Mais do que um evento, trata-se de uma celebração da cultura em suas múltiplas formas, onde a palavra se encontra com o paladar, e a comunidade é convidada a partilhar momentos de arte, reflexão e prazer. De entre as actividades que vão acontecer, destacam-se a exposição e venda de livros da Alcance Editora, Gala-Gala Edições, Inter-Escola Editores, Catálogus e The Bookshelf livraria on-line; oficina de escrita criativa, rodas de conversa com o escritor Rudencio Morais, Lucílio Manjate e José Carimo” revela a nota de imprensa. 

Haverá também música ao vivo, com a performance do pojecto “Poemas cantados-Tributo a José Caveirinha”, do compositor e Director musical D’Manyissa. A interpretação será da cantora Helena Rosa. Teremos outro momento musical com o músico Eddy Dimande,

Segundo o coordenador do evento, “A nossa proposta pretende criar um ambiente que valorize o livro, mas também o vinho, oferecendo uma plataforma que maximiza o impacto cultural e comercial, ao mesmo tempo que aproxima pessoas em torno de experiências significativas.”

 

O Centro de Teatro do Oprimido de Maputo (CTO-Maputo), em parceria com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), através do o RRF Mozambique, realiza, de 1 a 5 de Setembro, uma oficina de formação de actores em técnicas de Teatro do Oprimido. A formação é destinada às comunidades deslocadas bem como as de acolhimento, vítimas de incursões de homens armados desconhecidos, provenientes de Mecula-Sede, Matondovela, Lugenda (Mussoma), Mbamba, Naulala e Macalange.

A oficina será dinamizada pelos coringas Alvim Cossa e Mevis Chongo, do CTO-Maputo, profissionais com vasta experiência no trabalho com comunidades deslocadas e de acolhimento, que utilizam as artes como ferramenta de harmonização social, criação de espaços seguros de diálogo e fortalecimento comunitário.

O Teatro do Oprimido, metodologia central da formação, é um instrumento participativo que promove a reflexão crítica e a construção colectiva de soluções para problemas sociais, possibilitando que comunidades afectadas por situações de vulnerabilidade encontrem caminhos de resiliência e superação. 

No contexto de Mecula, a iniciativa visa contribuir para a prevenção da violência baseada no género, do abuso e exploração infantil, bem como de outros males que afectam populações deslocadas.

Além da participação das comunidades, a oficina contará com o envolvimento da equipa multissectorial sobre género, composta por membros da Polícia da República de Moçambique, técnicos dos Serviços Distritais de Educação e Saúde, Mulher, Género e Criança, entre outros actores locais comprometidos com a promoção de direitos humanos e da convivência pacífica.

A formação representa um marco importante na promoção do apoio psicossocial e da cidadania activa em contextos de crise, reafirmando a importância das artes no fortalecimento das comunidades e na construção de um futuro com mais esperança e justiça social.

 

A Associação Kulemba irá realizar, de 3 a 5 de Setembro, na cidade da Beira, a quintra edição da Feira do Livro da Beira, FLIB 2025. 

Subordinado ao tema “Ecos do meio século e as narrativas contemporâneas”, o evento enquadra-se nas celebrações dos 50 anos de independência nacional.

A Feira do Livro da Beira 2025 contará com exposições, debates, lançamentos de livros, oficinas e mesas-redondas em diversos espaços da cidade, nomeadamente, Casa do Artista, Livraria Fundza, universidades Licungo, Zambeze, Adventista, UNIAC e os institutos de Formação de Professores da Manga e de Inhamízua.

No primeiro dia, 3 de Setembro, às 18h00, na Casa do Artista, será inaugurada a exposição de pintura “Tradição e modernidade: celebrando meio século (1975-2025)”, da autoria do consagrado artista plástico Silva Dunduro.

No dia seguinte, 4 de Setembro, a Universidade Licungo receberá, às 09h00, a exposição arquivística “Olhar Moçambique”, conduzida por Otília Aquino, António Sarmento e Titos Pelembe, seguida do lançamento do livro “Liderança feminina no Estado Mataaka”, da autoria de Manuel Vene. Em paralelo, a UNIAC acolherá, também às 09h00, uma sessão de conversa com Suzana Espada.

À tarde, às 14h00, a Universidade Adventista será palco de uma conversa com Mia Couto, e às 16h00, a Livraria Fundza acolherá a mesa-redonda “Memória pelas lentes das artes visuais”, com Otília Aquino, Maria Pinto de Sá, Anísio Páscoa e Belmiro Adamugy, seguida, às 17h00, da mesa-redonda “O lugar das histórias na preservação do ambiente”, com Júlio Pacheco, Pedro Muagura e Suzana Espada.

A última actividade do dia irá acontecer na Casa do Artista, às 18h00, na qual Filimone Meigos, Nunes Camões e Manuel Vene irão apresentar “Reflexões sobre a transformação do espaço urbano ao longo dos últimos 50 anos”.

No terceiro e último dia, 5 de Setembro, às 09h30, Nataniel Ngomane irá conversar com formandos do Instituto de Formação de Professores da Manga. Às 11h00, Mia Couto também irá conversar com futuros professores, mas do Instituto de Formação de Professores de Inhamízua. 

À tarde, às 15h30, a Faculdade de Ciências Sociais e Humanidades da Universidade Zambeze irá acolher a cerimónia do anúncio dos vencedores da 3ª edição do Prémio Literário Mia Couto. 

O encerramento da FLIB 2025 está previsto para às 18h00 do dia 5 de Setembro, na Casa do Artista, com uma palestra subordinada ao tema “A influência da cultura local nas narrativas contemporâneas”, a ser proferida pelo filósofo Severino Ngoenha.

 

O sector privado, na cidade, manifestou, esta quarta-feira, 28 de Agosto, a sua indignação pelo facto de alegadamente o agenciamento de navios e cargas estar a ser dominado por cidadãos estrangeiros sob capa política e diplomática. Os empresários dizem, neste sentido, que este suposto protecionismo está a contribuir para a perda de divisas.
O primeiro fórum nacional do sector privado, cuja cerimónia de abertura teve lugar esta quinta-feira, na Beira, trouxe algum desconforto por parte do sector privado relativamente ao manuseio e gestão de cargas de navios, processo aparentemente dirigido por cidadãos estrangeiros.
Foi, na verdade, a continuidade da discussão iniciada em 2015, sobre a regulamentação de agenciamento de navios e cargas, um instrumento que viria ser  determinado, em tempos, que devia ser gerido por nacionais.
No entanto, e segundo o sector privado, a realidade actual mostra que nada foi feito para mudar o cenário, porquanto cidadãos estrangeiros continuam a dominar o processo de agenciamento de navios e cargas.
Ou seja, os patrões, na Beira, queixam-se do facto de alegadamente toda  a cadeia logística estar a ser gerida por cidadãos estrangeiros.
” Com forte apoio político de diplomático, tradicional e capacidade financeira, estão a dominar o transporte marítimo e navios. E em breve vai ser o transporte rodoviário. Isto está acontecer”, denunciou Feliz Machado.
Para o presidente da Associação Comercial da Beira, Félix Machado, também agente transitário,  denunciou que o país está a perder divisas ao permitir  que o agenciamento de cargas seja dominado por cidadãos estrangeiros.
O sector privado quantificou que, neste momento, apenas 30 porcento deste processo sobra para o mesmo.
” Se todo o país manuseou um milhão de euros, 70 porcento é controlado e cobrado por cada agente a  cada navio. Se dissermos que 30 porcento do custo, então temos 70 milhões USD como lucro. Onde está este dinheiro? “, questionou, para depois acrescentar que “são taxas ocultas que beneficiam os outros, as empresas estrangeiras com benefícios fiscais que se dizem mais robustas que as nacionais”.
Mas mais do que reclamações, o sector privado garante estar pronto para assumir o agenciamento de navios e cargas.
” É um projecto de neocolonialismo que está a dar cabo do empresariado nacional. O que pedimos é um campo de jogo igual. Isto é sobre soberania”, alertou.
Falando no evento, o ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, assegurou que o governo está a trabalhar no sentido de assegurar um sistema mais eficiente.
” Capaz de dimensionar o ambiente de negócios”.
Por outro lado, Matlombe apontou os caminhos para o sucesso do processo.
“Reforçar o regime jurídico no programa de agenciamento”.
Matlombe garantiu que o Governo tem em vista a protecção dos empresários nacionais.
Intervindo no evento, o Secretário de Estado de Sofala reconheceu que o agenciamento de navios e cargas constituem pilares de desenvolvimento da economia nacional.
O primeiro fórum de agenciamentos de navios e cargas decorre durante dois dias, sendo que o evento conta com a participação de vários agentes  do sector empresarial no país.

O Presidente da República, Daniel Chapo, participou, hoje, em Kigali, numa Mesa  Redonda de Negócios, que juntou empresários de Moçambique e do  Ruanda, no quadro da visita de trabalho que efectua ao país a convite  do seu homólogo, Paul Kagame. 

No início da sua intervenção, o Chefe do Estado manifestou apreço pela  hospitalidade do povo ruandês e destacou a organização da visita,  reiterando, em nome do povo moçambicano, o reconhecimento pelo  apoio do Ruanda na luta contra o terrorismo em Cabo Delgado.  

Daniel Chapo afirmou ainda que  Moçambique e Ruanda, apesar da distância geográfica, partilham uma  visão comum de transformação estrutural das suas economias, de  promoção da inovação, da digitalização e da construção de  sociedades mais inclusivas e prósperas. 

O estadista moçambicano acrescentou que a ocasião representa um  marco importante para dinamizar os acordos já existentes e aproveitar as  oportunidades da Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA),  que abre espaço para uma maior integração económica entre países  africanos. 

Outrossim, o Presidente moçambicano apresentou como áreas  prioritárias de investimento a agricultura e o agro-processamento, a  energia e os recursos naturais, a logística e conectividade, a indústria e  transformação local, bem como o turismo e serviços. Sobre este último  sector, sugeriu a possibilidade de uma ligação aérea directa entre os  dois países como forma de potenciar este sector. 

O Chefe do Estado sublinhou ainda que Moçambique vê no Ruanda um  parceiro estratégico pela sua experiência em inovação tecnológica,  digitalização e gestão urbana moderna. “Juntos, podemos construir  parcerias complementares, com o Ruanda como polo de inovação e  serviços, e Moçambique como polo de energia, recursos e mercados”,  afirmou. 

Além disso, realçou que os Governos criam as condições políticas e  institucionais, mas é o sector privado que garante a dinamização e  sustentabilidade da transformação económica. Nesse sentido, apelou  aos empresários moçambicanos e ruandeses para investirem em  conjunto, partilharem conhecimento e criarem emprego através de  cadeias de valor regionais.

“A nossa visão é de uma parceria onde todos ganham: em que os nossos  jovens encontram empregos, as nossas economias se diversificam e as  nossas nações se tornam mais fortes em África e no mundo”,  acrescentou. 

O Presidente da República reiterou  que Moçambique está aberto, pronto e determinado a aprofundar a  cooperação com o Ruanda. Expressou confiança de que as discussões mantidas em Kigali vão gerar novos projectos, novas parcerias e novas  pontes de prosperidade entre os dois povos.

A Polícia da República de Moçambique (PRM) deteve dois cidadãos nacionais que se dedicavam a falsificação de documentos de Recenseamento Militar e atestados médicos na cidade de Pemba. Os indiciados confessaram os crimes.

Os dois indivíduos detidos pela Polícia da República de Moçambique foram encontrados com vários recibos de Recenseamento Militar, atestados médicos e medicamentos, supostamente pertencentes ao Serviço Nacional de Saúde.

Os detidos confessaram os crimes de que são acusados e explicaram como conseguiram adquirir o material que estava na posse.

A Polícia já encaminhou o processo ao Ministério Público mas continua a investigar o caso para apurar se há ou não envolvimento de pessoas ligadas ao Centro de Recenseamento Militar de Cabo Delgado e de técnicos da saúde.

O presidente ucraniano pediu um endurecimento das medidas contra a Rússia, depois de um ataque com mísseis balísticos durante a noite que terá provocado a morte a oito pessoas, entre elas uma criança. 

“A Rússia escolhe os ataques em vez da mesa de negociações. Escolhe continuar a matar em vez de acabar com a guerra. E isso significa que a Rússia ainda não teme as consequências”, afirma Zelensky.

Segundo a imprensa internacional, pelo menos três bairros de Kiev foram alvos de um “ataque massivo”,. O chefe da administração militar da capital, Tymour Tkatchenko, referiu no Telegram a ocorrência de um “ataque balístico russo” que provocou incêndios numa creche e num edifício residencial.

Zelensky garantiu nas redes sociais que pelo menos oito pessoas morreram nos ataques, mas teme que possa haver ainda pessoas presas sob os escombros.

“Estes mísseis e drones de ataque russos são hoje uma resposta clara a todos no mundo que, há semanas e meses, vêm pedindo um cessar-fogo e por uma diplomacia genuína. A Rússia opta pela balística em vez da mesa de negociações”, refere.

“A Rússia ainda se aproveita do fato de que pelo menos parte do mundo fazer vista grossa ao assassínio de crianças e procura desculpas para Putin”, acrescenta.

Diz esperar uma resposta da China, da Hungria e “uma resposta de todos no mundo que pediram paz e que agora, com mais frequência, permanecem em silêncio em vez de assumirem posições baseadas em princípios”.

“Definitivamente, é hora de novas e duras sanções contra a Rússia por tudo o que ela está a fazer. Todos os prazos já foram quebrados, dezenas de oportunidades de diplomacia já foram arruinadas. A Rússia deve se sentir responsável por cada ataque, por cada dia desta guerra”, conclui.

Para além dos ataques na capital, a companhia ferroviária ucraniana relatou um “forte ataque” russo, que causou cortes de energia na região de Vinnytsia (centro), provocando atrasos nos comboios.

Os ataques na Ucrânia e na Rússia têm continuado nos últimos dias, apesar da intensa atividade diplomática para tentar pôr fim ao conflito desencadeado em fevereiro de 2022 pela invasão russa.

O exército russo, que ocupa cerca de 20% da Ucrânia, no leste e no sul, acelerou o avanço no terreno nos últimos meses, beneficiando do enfraquecimento da resistência ucraniana, com menos efetivos e menos bem equipada.

Kiev foi, esta madrugada, alvo de ataques russos com mísseis balísticos, que causaram estragos em, pelo menos, três bairros da capital da Ucrânia, segundo as autoridades locais.

Pelo menos três bairros da cidade foram alvos de um “ataque maciço”, segundo o presidente da câmara, Vitali Klitschko. O ataque fez pelo menos quatro feridos, que foram hospitalizados.

O chefe da administração militar da capital, Tymour Tkatchenko, referiu no Telegram a ocorrência de um “ataque balístico russo” que provocou, nomeadamente, incêndios numa creche e num edifício residencial.

Foi emitido um alerta aéreo para todo o território ucraniano por volta da uma da manhã do horário local.

Além dos ataques na capital, a companhia ferroviária ucraniana relatou um “forte ataque” russo, que causou cortes de energia na região de Vinnytsia (centro), provocando atrasos nos comboios.

Os ataques na Ucrânia e na Rússia têm continuado nos últimos dias, apesar da intensa actividade diplomática para tentar pôr fim ao conflito desencadeado em Fevereiro de 2022 pela invasão russa.

O exército russo, que ocupa cerca de 20% da Ucrânia, no leste e no sul, acelerou o avanço no terreno nos últimos meses, beneficiando do enfraquecimento da resistência ucraniana, com menos efectivos e menos bem equipados.

Pela primeira vez na passada terça-feira, a Ucrânia reconheceu que soldados russos entraram na região de Dnipropetrovsk (centro-leste), onde Moscovo já reivindicava avanços desde Julho.

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