O líder do principal partido da oposição na Tanzânia, Tundu Lissu, foi condenado, esta sexta-feira, a quatro anos de prisão, por incitação à violência, depois de ter sido absolvido da acusação de traição, que poderia resultar na aplicação da pena de morte. A decisão está a gerar fortes críticas da comunidade internacional, que considera o processo judicial politicamente motivado.
Tundu Lissu, de 58 anos, líder do partido Chadema, foi detido antes das eleições presidenciais de Outubro de 2025, tendo permanecido 19 meses na prisão. O tribunal considerou-o inocente da acusação de traição, mas condenou-o por incitação, apesar de este crime não constar formalmente do processo. Durante a leitura da sentença, o juiz afirmou que as declarações do político tinham como objectivo perturbar o processo eleitoral e instigar actos de violência.
Em reacção, Lissu classificou o julgamento como uma perseguição política e acusou os magistrados de actuarem sob ordens do Governo da Presidente Samia Suluhu Hassan.
A condenação surge num contexto de crescente tensão política na Tanzânia, onde o Governo tem sido acusado de reprimir opositores e críticos. Antes das eleições de Outubro de 2025, foram registadas detenções e raptos de membros da oposição, seguidos de manifestações de grande dimensão.
Samia Suluhu Hassan venceu as eleições com 98 por cento dos votos. Segundo a oposição e organizações de defesa dos direitos humanos, milhares de pessoas terão sido mortas pelas forças de segurança durante a repressão dos protestos. O Governo, por sua vez, reconhece oficialmente 518 mortos.
A decisão judicial provocou reacções de condenação no estrangeiro. Parlamentares britânicos e a União Europeia consideram o processo politicamente motivado e exigem a libertação imediata de Tundu Lissu. O embaixador dos Estados Unidos da América na Tanzânia, William Trachman, também manifestou preocupação com as implicações do julgamento para o Estado de Direito no país.
Na Tanzânia, as medidas de segurança foram reforçadas na capital comercial, Dar es Salaam, e nas imediações do tribunal, antes da leitura da sentença.
Este é o terceiro julgamento por traição de grande repercussão na história da Tanzânia continental. Os dois anteriores ocorreram nas décadas de 1970 e 1980, envolvendo acusações de conspiração para derrubar e assassinar o primeiro Presidente do país, Julius Nyerere.
Em 2017, Tundu Lissu sobreviveu a uma tentativa de assassinato, durante a qual foi atingido por 16 tiros. O político, que acredita que o ataque teve motivações políticas, foi submetido a cerca de 20 intervenções cirúrgicas na sequência dos ferimentos.
O presidente do Conselho Municipal de Maputo, Rasaque Manhique, garantiu a instalação de iluminação pública no Centro de Reassentamento de Matutuíne, dez dias após o pedido apresentado pelas famílias reassentadas.
A solicitação foi feita durante a visita efectuada a 13 de Dezembro ao referido centro, onde vivem 100 famílias vítimas das inundações registadas nos bairros de Hulene e Magoanine.
Na ocasião, os moradores manifestaram preocupações ligadas à segurança e às condições básicas de habitabilidade, com destaque para a falta de iluminação.
Uma semana depois, o edil voltou ao local para acompanhar e verificar os trabalhos realizados, reafirmando o compromisso do Executivo Municipal em resolver, de forma gradual e responsável, as preocupações dos munícipes.
Na ocasião, a população local agradeceu o gesto do presidente do Município de Maputo e enalteceu a prontidão em responder o mais rápido possível ao seu pedido, enfatizando que a mesma prontidão deve ser permanente em todas as actividades e exigências dos munícipes.
A intervenção insere-se no esforço contínuo do Município de Maputo em garantir dignidade, segurança e melhores condições de vida às famílias reassentadas, reforçando a proximidade entre a edilidade e as comunidades.
Os economistas Edgar Chuze e Humberto Zaqueu repudiam o não pagamento de direitos aduaneiros e liberdades dadas a alguns dirigentes com passaportes prioritários. Os analistas defendem que os agentes das Alfândegas devem ser incisivos, para evitar impactos, sobretudo nos mais vulneráveis.
O economista Edgar Chuze condena o facto de alguns dirigentes não pagarem taxas aduaneiras, pelo simples facto de disporem de passaportes diplomáticos e fazerem uso do mesmo para beneficiar os seus familiares e até evitar que as suas malas sejam inspeccionadas.
“Isso é um abuso de poder, porque, se entendermos a contextualização da funcionária das Alfândegas, é um abuso de poder. O que quero dizer quando levanto o passaporte é que eu não sou cidadão comum, não tens que me revistar, não estou enquadrado na lista dos que devem ser tributados, por exemplo. 29 malas para um cidadão, eu penso que isso é excesso, até 5, 6 malas para um cidadão, isso é excesso. Enquanto cidadão comum, não é permitido. Agora, é preciso entendermos que o passaporte é um documento de uso no exterior, não no interior. Em Moçambique, quando nós chegamos aqui ou quando um diplomata chega a Moçambique e, se for moçambicano, serve apenas para registar o seu regresso ao país de origem, e não para o inibir de prestar qualquer informação ou declaração às autoridades que eles mesmos instituíram. Então, é um sinal vermelho, é um sinal de alerta, de abuso de autoridade, de abuso de poder”, disse Edgar Chuze.
O uso indevido do passaporte diplomático é também condenado pelo economista Humberto Zaqueu.
“Isto é uma prática repudiável, é condenável e até podemos considerar que isto está no âmbito do crime, não é? É preciso, há um princípio, portanto, nas finanças públicas, de equidade, não é? Justiça. Agora, se uns usam aquilo que são os privilégios que tiveram no passado e tentam contornar a lei para poderem-se beneficiar, isto, obviamente, é fugir das responsabilidades fiscais. Então, isto é condenável. É preciso punir, é preciso disciplinar.”
Os comentadores afirmam que o passaporte diplomático não deve ser usado como um instrumento para fugir da tributação, em prejuízo do cidadão comum.
“As Alfândegas têm uma tarefa, de facto, muito árdua, em termos de identificação destes casos e responsabilização, mas não só as Alfândegas. O trabalho tem de ser feito a vários níveis. Porque, para mim, porque uma pessoa que não tem, se calhar já não tem, ou perdeu o direito, ou se calhar não tem esse direito, porque se calhar o direito é de um familiar, etc., como é que se consegue o passaporte diplomático? Se nós formos a somar aquilo que deviam pagar e não pagam, vamos pegar este exemplo de 29 malas.”
Edgar Chuze condena que o documento seja usado de forma intimidatória e fala de impactos negativos na arrecadação de receitas.
Para evitar que a situação continue, os economistas apelam para que os agentes alfandegários sejam incisivos no exercício das suas funções.
O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) alerta para a ocorrência de chuvas moderadas a fortes, com trovoadas, nas províncias de Niassa, Nampula, Zambézia, Tete, Manica, Sofala, Inhambane e Gaza.
Na Província de Niassa serão afectados os distritos de Mecula, Marrupa, Sanga, Muembe, Maúa, Cuamba, Metallica, Mecanhelas, Mandimba, Ngauma, Chimbonila, Nipepe e cidade de Lichinga.
Já em Nampula, serão afectados os distritos de Malema, Lalaua, Macubúri, Rapale, Murrupula, Erate, Nacaroa, Muecate, Mogovolas, Meconta, Memba, Ribaué, Nacala, Mongicual, Mossuril, Liúpo, Angoche, Larde, Moma, Monapo e cidade de Nampula.
No centro do país, serão afectados os distritos de Nicoadala, Inhassunge, Mopeia, Namacurra, Gurué, Namarrói, Ile, Maganja da Costa, Pebane, Maquival, Luabo, Lugela, Alto Molocué, Milange, Gilé, Mulevala, Morrumbala, Chinde, Mocubela, Derre e Cidade de Quelimane, na Zambézia, e distritos de Doa, Changara, Cahora Bassa, Magoé, Angónia, Marávia, Marara, Zumbo, Moatize, Chita, Mutarara, Macanga, Chifunde, Tsangano, e cidade de Tete, na província com o mesmo nome. Manica e Sofala terão todos os distritos afectados pelas chuvas.
Em Inhambane, serão afectados os distritos de Mabote, Govuro, Inhassoro e Vilankulo. Em Gaza, os distritos de Massangena, Chicualacuala e Mapai.
Choque entre duas viaturas, ambas de transporte de passageiros, provocou a morte de duas pessoas e feriu outras sete, que estão em estado grave. O acidente ocorreu entre a ponte de Incoluane e o cruzamento de Xinavane. Sobreviventes falam de excesso de velocidade e manobra irregular como causas do sinistro.
É mais um acidente de viação que resulta em sangue e morte na Estrada Nacional Número 1, concretamente na Província de Maputo, mesmo depois da saída da província de Gaza.
O acidente aconteceu pouco depois das 17 horas desta terça-feira, quando o motorista de uma viatura de transporte de passageiros, proveniente da África do Sul, com destino à Macia, tentou, sem sucesso, executar uma manobra irregular, no cruzamento de Xinavane.
Descontrolada, a viatura acabou por embater violentamente noutro veículo que seguia no sentido Bilene-Maputo e, devido à gravidade do acidente, uma pessoa perdeu a vida no local e outras oito contraíram ferimentos graves.
As vítimas, que seguiam nos dois veículos, contam que a velocidade excessiva e a ultrapassagem irregular foram as causas do acidente.
“Vinha de Bilene para Maputo, isso aí foi lá, não sei que sítio é. O carro, que vinha de Maputo vinha com velocidade e o nosso carro vinha devagar, então atropelaram-se”, contou uma das vítimas, que confirmou que se trata de dois mini-autocarros.
“Os pés, não consigo andar, mas nesta parte de cá, não sei se deslocou, não sei, mas nós achamos melhor correr para aqui, no hospital, porque os outros morreram ali mesmo”, contou a vítima.
Outra vítima, que seguia no veículo que saiu de Bilene com destino a Maputo, conta que quando chegaram ao troço onde ocorreu o acidente, em Incoluane, só viu o outro veículo vindo pela frente até embater no carro onde estava.
“O carro vinha com uma velocidade normal, pelo menos o nosso. Então, em frente, tinha uma criatura de marca BMW que provavelmente eram sul-africanos. Estavam a dar drifts ali na estrada, e, naquela euforia toda, não sabemos se perderam o controlo, mas o nosso motorista tentou esquivar, e na tentativa de esquivar, o motorista do BMW o seguiu e bateu, causando, assim, o capotamento”, conta.
O mesmo diz que o veículo onde estava não estava a velocidade, lamentando as mortes que aconteceram em face do acidente.
“No local fala-se de uma pessoa que estava na viatura BMW, então na nossa viatura ouvi rumores, não sei se já está confirmado, que apenas uma pessoa perdeu a vida já no Hospital da Macia”, conta.
Sete das oito vítimas do sinistro foram evacuadas para os hospitais distritais de Bilene e da Macia, e o último luta pela vida no Hospital Provincial de Xai-Xai.
Marcelina Lindonde, directora de Saúde de Bilene, confirma a entrada de vítimas do acidente no Centro de Saúde da Macia. “O acidente aconteceu no cruzamento de Incoluane e Xinavane, na qual foram nove vítimas, das quais registámos um óbito no local do acidente, e deram entrada no Centro de Saúde da Macia oito vítimas de acidente de viação. Dessas, seis vítimas foram transferidas para o Hospital Distrital de Bilene, outra continua no Centro de Saúde da Macia e uma, após ser transferida para o Hospital Distrital de Bilene, foi transferida para o Hospital Provincial”, revelou.
Ademais, de acordo com Marcelina Lindonde, o que foi transferido de emergência para o Hospital Provincial de Xai-Xai teve ferimentos graves, por isso houve necessidade de transferência “para melhorar a atenção”.
As autoridades da Polícia da República de Moçambique em Gaza confirmaram o segundo óbito na sequência do mesmo acidente.
O Instituto dos Transportes Marítimos (ITRANSMAR), na província da Zambézia, está a reforçar as medidas de segurança nas travessias marítimas para prevenir acidentes durante a quadra festiva.
A instituição promove acções de sensibilização junto de operadores de embarcações e passageiros, com foco na segurança no mar. Paralelamente, equipas técnicas foram distribuídas por distritos estratégicos, sobretudo nos locais com maior movimento de pessoas.
Operadores e passageiros consideram as medidas oportunas. O ITRANSMAR garante a continuidade das ações de fiscalização e sensibilização para assegurar travessias marítimas seguras na província.
Os presidentes dos Parlamentos dos membros da Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países de Língua portuguesa (AP-CPLP) condenaram, nesta terça-feira, o golpe de Estado ocorrido a 26 de Novembro findo, na República de Guiné-Bissau, e exigiram a reposição da ordem constitucional no país, para que o povo guineense prossiga livremente o seu caminho na edificação de uma sociedade democrática, de paz e justiça, em prol da prosperidade e bem-estar de todos.
Esta posição foi defendida durante uma conferência extraordinária dos presidentes dos parlamentos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, em formato virtual, os quais exigiram, igualmente, a libertação imediata e incondicional de todas as pessoas detidas.
De acordo com o chefe do Grupo Nacional junto a AP-CPLP, Felix Avelino Sílvia, os presidentes dos parlamentos membros da AP-CPLP encorajaram, igualmente, as autoridades competentes a assegurar, com a maior brevidade e com plena transparência, a divulgação integral dos resultados eleitorais das eleições presidenciais e legislativas realizadas em 23 de Novembro de 2025 na República da Guiné-Bissau, bem como o reconhecimento do acto eleitoral, registando e valorizando o contributo da Missão de Observação Eleitoral da CPLP.
“Apoiar a decisão dos Chefes de Estado e de Governo da CPLP, de constituir uma Missão de Bons Ofícios de Alto-Nível, a ser enviada à Guiné-Bissau”, disse Sílvia, recordando que a CPLP acompanhou todo o processo eleitoral na Guiné-Bissau, antes, durante e depois da votação, “que decorreu de forma pacífica e ordeira, sem qualquer coação ou intimidação aos eleitores”.
Sílvia sublinhou que a AP-CPLP tem, entre seus objectivos primordiais, conforme o artigo 3º do seu Estatuto, “contribuir para a paz e para o fortalecimento da democracia e das suas instituições representativas” e “contribuir para a boa governação e para a consolidação do Estado de direito”.
A Conferência Extraordinária dos Presidentes dos países-membros da AP-CPLP foi presidida pela Presidente da Assembleia Parlamentar da CPLP e da Assembleia da República de Moçambique (AR), Margarida Adamugi Talapa.
1º VICE-PRESIDENTE DA AR CONFERENCIA COM ALTO-COMISSÁRIO DA ÍNDIA EM MOÇAMBIQUE
O 1º vice-presidente da Assembleia da República, Hélder Ernesto Injojo, recebeu nesta terça-feira, dia 23 de Dezembro, o alto-comissário da República da Índia acreditado em Moçambique, Robert Shetkintong, num encontro de cortesia que serviu para passarem em revista as relações de amizade e cooperação existentes entre os dois países e parlamentos.
No encontro, em que Injojo representou a Presidente do Parlamento, Margarida Adamugi Talapa, as partes manifestaram o desejo de incrementar a cooperação na área parlamentar, com enfoque para a formação de curta duração para os funcionários e agentes parlamentares.
O encontro serviu, igualmente, para que Robert Shetkintong apresentasse o convite do presidente do Parlamento Indiano à presidente da Assembleia da República de Moçambique para participar na 28ª Conferência dos Presidentes e Dirigentes dos Parlamentos da Commonwealth.
Para este evento, que terá lugar de 14 a 18 de Janeiro de 2026, na Índia, o Parlamento moçambicano será representado pelo 1º vice-presidente, Hélder Injojo, em representação da presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa.
A selecção nacional de futebol, os Mambas, defronta, na noite desta quarta-feira, a sua similar da Costa do Marfim, no jogo inaugural do grupo F do Campeonato Africano das Nações, CAN, que decorre em Marrocos. Os Mambas estão prontos para a festa do futebol africano e apostam em fazer história na sua sexta participação na competição.
Dia D para o combinado nacional de futebol! Os Mambas estreiam-se nesta quarta-feira no CAN de Marrocos diante da poderosa e candidata ao título africano, para além de ser detentora do troféu, a Costa do Marfim.
Moçambique entra como outsider no grupo, já que Costa do Marfim e Camarões, devido à sua posição no ranking da FIFA, para além de serem potências africanas e mundiais, serem candidatas a passar à fase seguinte, sem contar com o Gabão, que segue logo atrás das selecções poderosas.
Por isso mesmo, a ambição dos Mambas é maior nesta prova, depois do brilharete feito na última edição, em que fizeram vida negra a duas grandes potências, nomeadamente Egipto e Gana, com as quais empatou a duas bolas, e com os ganeses a serem eliminados por Moçambique.
O facto de Moçambique não ter somado nenhuma vitória na fase final do CAN em todas as cinco presenças e nem ter conseguido passar da fase de grupos é outro factor emotivo do lado dos jogadores, que querem mudar a história e começar a fazer diferente.
Chiquinho Conde está ciente de que o grupo é forte, mas diz que esta geração de jogadores dos Mambas é experiente e tem tudo para fazer uma campanha excelente. E mais: o facto de iniciar a competição defrontando a campeã africana em título é um factor motivador para qualquer jogador, mesmo reconhecendo que o primeiro jogo é sempre o mais importante e que define o que pode ser o resto da prova.
Aliás, Chiquinho Conde não quer “estender o tapete vermelho para a selecção campeã africana desfilar a sua classe” e promete muita luta, dificuldades ao adversário e, acima de tudo, “estamos consciencializados de que esta é uma prova única em África, e queremos aproveitá-la ao máximo para desfrutar e lutar, competir”.
Dominguez falou em nome dos jogadores e diz que, apesar de ser um adversário poderoso, logo na primeira jornada, “não vamos nos intimidar por causa disso”, garantido que a selecção vai tentar fazer o seu jogo, “respeitarmos a equipa campeã, cometer poucos erros e aproveitar as oportunidades”.
O capitão dos Mambas espera um jogo aberto e com possibilidades iguais de vencer, assegurando que o facto de defrontar a campeã africana aumenta a motivação, destacando que futebol é dentro das quatro linhas e “vamos ver o que vai acontecer”.
Terceiro jogo entre Mambas e Elefantes no CAN
O embate da noite desta quarta-feira entre Moçambique e Costa do Marfim é o terceiro em fases finais do Campeonato Africano das Nações, para além de outras quatro partidas em fases de qualificação para os Mundiais de 2010 e 2022.
O primeiro jogo entre ambos foi na estreia absoluta dos Mambas num CAN, no Egipto, em 1986, com Chiquinho Conde a integrar o “onze” inicial, juntamente com os seus irmãos Geraldo e Elcídio, para além de outros emblemáticos jogadores, casos de Filipe, Joaquim João, Gil Guiamba, entre outros.
Nesse jogo, os Mambas perderam por 3-0, ainda a mostrar a sua inexperiência em provas similares.
Dez anos depois, as duas selecções voltaram a cruzar-se numa fase final do CAN, desta vez na vizinha África do Sul, com os Mambas a voltarem a perder, desta vez à tangente, ou seja, 1-0.
Esta é a terceira vez que se cruzam e Chiquinho Conde espera que “a terceira seja de vez” e que os Mambas consigam, finalmente, vencer.
Os outros jogos entre ambos aconteceram nas fases de qualificação para os Mundiais de 2010 e 2022. Para o Mundial da África do Sul, os Elefantes venceram a primeira mão por uma bola sem resposta e na segunda volta houve empate a um golo em Maputo.
Para a qualificação para o Mundial do Qatar, a turma costa-marfinesa voltou a vencer o primeiro jogo, desta feita por 3-0, mas registando-se mais um empate, novamente a um golo, em Maputo.
No cômputo geral, os Mambas e Elefantes defrontaram-se seis vezes, com Costa do Marfim a vencer quatro jogos e Moçambique a somar apenas dois empates, com dez golos marcados pelos marfinenses e apenas dois remates certeiros dos moçambicanos.
CHIQUINHO CONDE
Seleccionador nacional
Esta nova geração, já com alguns dos jogadores catapultados do último CAN, já tem um capital de experiência maior e, como primeiro jogo, obviamente que queremos começar bem. Vamos começar com uma selecção forte, que é a campeã africana, o que aumenta o nosso grau de dificuldade. Mas como é um torneio curto e a experiência que nós adquirimos no último CAN, onde estávamos também num grupo difícil… a importância do primeiro jogo é relevante e nós queremos começar bem. Não queremos desta vez só participar, como temos feito nas outras edições. Estamos consciencializados de que esta é uma prova única em África, e queremos aproveitá-la ao máximo para desfrutar e lutar, competir. Não vamos estender o tapete vermelho para que a selecção campeã africana desfile a sua classe.
DOMINGUEZ
Capitão dos Mambas
Sabemos que defrontamos a Costa do Marfim, mas não vamos nos intimidar por causa disso, vamos tentar fazer o nosso jogo. Respeitamos a equipa campeã africana, mas vamos tentar fazer o nosso jogo e cometer poucos erros, porque futebol é sobre isso, cometer poucos erros e aproveitar as oportunidades. Então, vai ser um jogo aberto, e acho que uma das duas equipas pode ganhar. Sabemos que eles trazem o título de serem os campeões da África, mas isso é um motivo para nos dar ainda mais moral, porque sabemos que tudo é possível, futebol é dentro das quatro linhas e vamos ver o que vai acontecer.
O seleccionador nacional já ensaiou aquela que pode ser a equipa inicial para o jogo diante da Costa do Marfim, nesta noite. O facto é que não vai contar com Nené, que ficou lesionado durante uma das sessões de treinos e não recupera a tempo.
Moçambique e Costa do Marfim defrontam-se na noite desta quarta-feira no Grand Stade de Marrakech, em Marrocos, na estreia do grupo F do Campeonato Africano das Nações.
Mas foi na manhã desta terça-feira que a selecção realizou o último treino, num dos quatro campos anexos ao estádio que vai acolher o jogo, e Chiquinho Conde já ensaiou o “onze” inicial para o referido embate.
Numa sessão em que os disponíveis foram divididos em dois grupos para ensaiar os aspectos técnicos-tácticos, com enfoque nas transições defesa-ataque, bem como trabalhar nos blocos específicos em função do jogo, num dos lados estava o provável “onze” para a noite desta quarta-feira.
Ou seja, em função dos “habitués” titulares, onde estavam integrados Ernani na baliza; Diogo Calila, Mexer, Reinildo e Bruno Langa, na defesa; Kambala, Alfonso Amade e Guima, na zona central do centro do terreno; Witi e Geny Catamo nas laterais e Faisal Bangal mais adiantado, pressupõe-se que seja esta a equipa inicial.
Quanto muito, pode haver algumas pequenas alterações, casos da entrada de Stanley Ratifo para o lugar de Faisal Bangal, ou até mesmo a entrada de início de Domingues, para o lugar de Kambala, empurrando Alfonso Amade e Guima para mais atrás, a fazerem o primeiro tampão.
Lesionado, Nené é “carta fora do baralho”
Entretanto, o quadro clínico dos Mambas até pode ser animador, em função dos que estão disponíveis para este primeiro jogo, já que todos estão prontos, excepto um: Nené.
O internacional moçambicano sofreu uma lesão muscular no treino da última segunda-feira e foi forçado a abandonar o treino. No treino desta terça-feira, o último antes do jogo, Nené não integrou o grupo de trabalho, e Chiquinho Conde já confirmou a sua ausência.
Durante a conferência de imprensa de antevisão ao jogo, Conde foi claro ao dizer que “felizmente temos todos os jogadores disponíveis, com excepção de um que se lesionou”, assegurando que o que é importante é trabalhar com os disponíveis, até porque “num grupo que nós temos de 25, conseguimos colmatar esta situação, mas queremos iniciar bem”.
Por isso, sem Nené, Kambala acaba por entrar nas contas iniciais para o jogo desta quarta-feira, sendo que é o único ausente.
Moçambique e Costa do Marfim abrem o grupo F do CAN, quando forem 19h30 de Maputo, sendo que Camarões e Gabão fecham a primeira jornada da competição, quando forem 21h30.
Os Mambas jogam posteriormente a 28 de Dezembro, diante do Gabão, a partir das 21h30 de Maputo, encerrando a fase de grupos frente aos Camarões, também às 21h30, desta feita no último dia do ano, 31 de Dezembro.
Caifadine Manasse junta-se aos Mambas em Marrocos
O ministro da Juventude e Desporto, Caifadine Manasse, juntou-se à selecção nacional de futebol, os Mambas, no seu quartel-general, em Marrocos, onde está a participar no Campeonato Africano de Futebol, CAN 2025.
O dirigente moçambicano levou consigo a mensagem de força, patriotismo e carinho de todos os moçambicanos, bem como do Governo liderado por Daniel Chapo, Presidente da República, que considera o desporto um dos motores de inclusão, desenvolvimento e orgulho nacional.
Faz parte da agenda do dirigente durante a sua estadia em Marrocos – para além de ter participado na cerimónia de abertura do CAN, em representação do Chefe do Estado, acompanhar os Mambas, principalmente no primeiro jogo, nesta quarta-feira – reforçar parcerias estratégicas no sector do desporto e promover investimentos em infra-estruturas, formação e intercâmbio técnico-científico.
Manasse também manterá encontros com autoridades marroquinas e parceiros institucionais, visando aprofundar a cooperação bilateral e fortalecer a presença de Moçambique nos grandes palcos desportivos africanos.
MJD mantém encontro de cortesia com Patrice Motsepe
Ainda em Marrocos, o ministro da Juventude e Desporto, Caifadine Manasse deslocou-se a Marrakech, na companhia do presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Feizal Sidat, para estreitar relações com organizações desportivas internacionais.
A deslocação a Marrakech foi marcada pelo encontro de cortesia mantido entre o ministro da Juventude e Desporto e o presidente da Confederação Africana de Futebol, Patrice Motsepe, onde dentre vários aspectos o dirigente moçambicano transmitiu os cumprimentos do Presidente da República, Daniel Chapo, pela organização do CAN, que decorre em Marrocos.
Após uma quadra festiva atípica no Natal e durante a transição de 2024 para 2025, as fronteiras nacionais voltam a registar um fluxo migratório considerável, contrariando o cenário registado no ano passado. As autoridades estimam que mais de 930 mil pessoas venham a atravessar os postos fronteiriços em todo o país, sendo que mais de 600 mil já efectuaram a travessia até às últimas 24 horas.
De acordo com o Serviço Nacional de Migração, o aumento do fluxo levou à adopção de medidas excepcionais com vista a garantir maior fluidez e conforto aos viajantes. Entre as acções implementadas consta o alargamento do horário de funcionamento de alguns postos de travessia.
“Para garantir que este movimento decorra com maior tranquilidade, foi necessário alargar o tempo de atendimento em alguns postos fronteiriços, no âmbito dos acordos existentes entre as forças do Comando Conjunto da África Austral e do Malawi”, explicou Juca Bata, porta-voz do SENAMI.
Segundo a fonte, os postos de travessia de Ponta do Ouro passaram a funcionar das 6h às 20h, em vez do horário habitual das 8h às 17h, enquanto em Mandimba o atendimento foi igualmente estendido até às 20 horas.
No domínio da segurança pública, a Polícia da República de Moçambique assegura estar em prontidão para garantir que as festividades do Natal e do fim do ano decorram sem sobressaltos. As autoridades admitem o reforço da fiscalização rodoviária como forma de prevenir acidentes de viação durante o período festivo.
“Enquanto Polícia da República de Moçambique, estamos prontos, em meios humanos e materiais, para garantir que as festividades ocorram num ambiente de segurança e tranquilidade em todo o território nacional”, afirmou Leonel Muchina, porta-voz do Comando-Geral da PRM.
O responsável acrescentou que as estratégias operacionais privilegiam os locais de maior concentração populacional, os terminais rodoviários e os principais eixos de circulação.
Contrariamente ao ano passado, em que o uso de objectos pirotécnicos esteve proibido, este ano as autoridades voltaram a permitir a sua utilização durante a quadra festiva, embora de forma limitada. A Polícia esclarece que o manuseamento deve ocorrer apenas cinco minutos antes e cinco minutos depois da passagem de ano, respeitando rigorosamente as normas de segurança.
Por seu turno, o Serviço Nacional de Salvação Pública alerta para os riscos associados ao uso inadequado de artefactos pirotécnicos, sobretudo quando manuseados directamente com as mãos ou adquiridos fora dos circuitos autorizados.
“Recomendamos que os objectos pirotécnicos sejam utilizados com as próprias bases e não directamente nas mãos. Há uma tendência preocupante de circulação de artefactos perigosos, como o denominado ‘Bate cem’”, advertiu Leonildo Pelembe, porta-voz do SENSAP.
O responsável apelou ainda aos pais e encarregados de educação para que redobrem a vigilância, alertando que muitos menores adquirem estes produtos junto de vendedores ambulantes.
Além disso, o Serviço Nacional de Salvação Pública deixou recomendações aos banhistas, apelando ao respeito pelas normas de segurança nas praias, sobretudo neste período de maior afluência