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O Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, anuncia a conclusão das obras de reabilitação da estrada Quelimane–Namacurra, com cerca de 70 quilómetros de extensão. Segundo o governante, faltam apenas neste momento observar um troço de 4,6 quilómetros na entrada da cidade de Quelimane.

As obras arrancaram no segundo semestre de 2020 e tinham conclusão prevista para 2023. No entanto, diversos constrangimentos, sobretudo fenómenos climáticos extremos, condicionaram o cumprimento dos prazos inicialmente estabelecidos.

O ministro dos transportes e logística, João Matlombe, deslocou-se ao local para avaliar o andamento dos trabalhos e anúncio a conclusão dos trabalhos. 

No âmbito do programa Mais Estradas, o ministro visitou igualmente o troço Malei–Maganja da Costa, com o objetivo de aferir o nível de preparação da província para o arranque das obras. O projeto encontra-se atualmente na fase de concurso público.

Ainda em Quelimane, Matlombe visitou a área destinada à implantação de um terminal de combustíveis, uma infraestrutura prevista no âmbito do projeto de concessão do Porto de Quelimane, recentemente aprovado pelo Conselho de Ministros.

De acordo com o ministro, o terminal será estratégico para reforçar a capacidade logística da região e responder à procura crescente de combustíveis, incluindo para o mercado do Malawi.

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Os preços do petróleo voltaram a registar quedas esta quinta-feira, 4 de Setembro, marcando o segundo dia consecutivo de desvalorização nos mercados internacionais. A tendência em baixa está associada sobretudo à expectativa de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP+) decida aumentar a produção já no encontro agendado para este fim-de-semana.

No mercado londrino, o Brent caiu cerca de 0,7% e está a ser negociado em torno dos 67 dólares o barril (cerca de 871 meticais), enquanto o crude norte-americano WTI recuou para os 63,5 dólares (aproximadamente 826 meticais). Estes níveis representam uma descida de mais de 2% face às cotações da véspera.

Além da expectativa em torno da OPEP+, os preços também foram pressionados por novos dados vindos dos Estados Unidos. O Instituto Americano de Petróleo revelou que os estoques de crude aumentaram em mais de 600 mil barris na última semana, contrariando previsões de queda. A notícia reforçou a percepção de excesso de oferta e contribuiu para o sentimento negativo entre investidores.

Analistas ouvidos pela imprensa internacional notam que a OPEP+ parece confortável em manter os preços na faixa de 60 a 65 dólares o barril, valor considerado suficiente para sustentar as economias dos grandes exportadores, mas que pode colocar em risco a viabilidade da produção de petróleo de xisto nos Estados Unidos.

A recente queda acontece num contexto de incertezas sobre a procura mundial de energia, marcada por sinais de desaceleração económica em várias regiões, o que poderá agravar a pressão sobre os preços caso a oferta realmente seja ampliada nas próximas semanas.

Um grupo de estudantes finalistas da Escola de Comunicação e Artes (ECA), da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), queixa-se de estar a enfrentar sérios atrasos na conclusão dos seus cursos, devido à ausência de notas no sistema. A direcção da instituição propõe um exame especial como solução, mas alguns estudantes rejeitam a medida e ameaçam levar o caso aos tribunais.

O ambiente na ECA está marcado por um clima de frustração. Os estudantes dos regimes laboral e pós-laboral dizem estar impedidos de defender monografias, obter certificados e candidatar-se a oportunidades de emprego ou estudos, por falta de notas no sistema de gestão “SIGA”.

“Estamos há muito tempo à espera da resolução deste problema. Isso está a bloquear a nossa vida académica e profissional”, disse uma das estudantes que preferiu o anonimato.

Para alguns estudantes, o problema começou após o falecimento da docente responsável pela disciplina em questão, em 2020. Desde então, outro docente teria assumido a cadeira e realizado as avaliações.

“Já se passaram quase quatro anos. É inaceitável que uma universidade como a UEM tenha este tipo de falhas. Há colegas que já entregaram a monografia, mas não podem defender por causa de uma única nota, e nós fomos avaliados. Hoje não reconhecem as notas”, lamentou outro finalista.

Em resposta às reclamações, a directora da ECA, Ezra Nhampoca, reconheceu que houve falhas na gestão das notas, mas refutou algumas alegações dos estudantes, afirmando que o exame especial é, neste momento, a única solução viável para encerrar o caso.

“A direcção da ECA está ciente da situação e lamenta o transtorno causado. Propusemos um exame especial dentro de duas semanas, para garantir que os estudantes possam concluir os seus cursos”, explicou Nhampoca.

Contudo, a proposta não foi bem acolhida por todos. Parte dos queixosos consideram injusto fazer um novo exame, alegando que já foram avaliados e que o erro é puramente administrativo.

“Não aceitamos fazer exame de uma disciplina que já fizemos. O problema não é nosso, é da gestão da ECA. Vamos recorrer à justiça, se for necessário”, referiu uma estudante.

Os queixosos denunciam ainda alegados casos de favoritismo, indicando que alguns colegas da mesma turma já têm a nota da disciplina e conseguiram concluir os cursos, enquanto outros permanecem retidos sem explicações claras.

“Há colegas que têm a nota no sistema e já têm certificado. Porque uns sim e outros não?”, questiona um finalista, apontando para o que considera um tratamento desigual.

A direcção da ECA garante que vai investigar o caso e promete responsabilizar eventuais infractores. A transição do sistema electrónico SIGA 1 para SIGA 2 também é apontada como um dos factores que contribuíram para o problema, afectando até mesmo a emissão de certificados.

“Sabemos que há estudantes que aguardam há mais de dois anos pelos seus certificados. Estamos a trabalhar com os serviços centrais da universidade para resolver a situação”, garantiu Nhampoca.

Para o advogado Mpasso Camblege, a solução é o respeito pelas normas internas da universidade e uma gestão mais eficiente dos processos académicos.

“A UEM deve seguir os seus regulamentos internos e garantir que os estudantes não sejam penalizados por erros institucionais. É preciso melhorar a comunicação e a gestão do sistema electrónico”, afirmou.

Caso a situação não seja resolvida com celeridade, a direcção da ECA diz que encaminhará o assunto à reitoria da UEM.

O ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Mateus Saize, orientou o Serviço Nacional Penitenciário a observar os direitos humanos, pois só assim fará sentido o lema “Por um Serviço Penitenciário Apostado no Tratamento Humanizado do Recluso”.

O ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos lançou o desafio na abertura do décimo Conselho Coordenador do SERNAP, evento que decorre na província de Gaza.

Para Mateus Saize, este evento é uma oportunidade para se fazer uma profunda reflexão sobre o percurso trilhado, os ganhos alcançados, os desafios enfrentados e as metas que se colocam à frente no propósito de garantir um serviço penitenciário centrado no tratamento humanizado do recluso, incluindo a reabilitação e reinserção social do cidadão condenado.

No seu discurso, o governante referiu que o décimo Conselho Coordenador do SERNAP deve ser encarado, não só como um momento de mera reunião estatutária, mas, sobretudo, como uma oportunidade para que se possam discutir e explorar soluções para os desafios que o sistema penitenciário enfrenta, como é o caso da superlotação dos estabelecimentos penitenciários e a aplicação de penas alternativas à pena da prisão.

“Gastaríamos de reconhecer que, apesar dos desafios de superlotação, défice orçamental, formação e especialização dos agentes da guarda penitenciária, o engajamento do SERNAP no tratamento humanizado do recluso tem-se demonstrado significante”, disse Mateus Saize.

 

OBSERVÂNCIA DOS DIREITOS HUMANOS

Durante o seu discurso de abertura, Mateus Saize orientou os membros do Conselho Consultivo do SERNAP a serem implacáveis na observância dos Direitos Humanos, pois só assim fará sentido o lema “Por um Serviço Penitenciário Apostado no Tratamento Humanizado do Recluso”.

Entende, o ministro, que todas as adversidades devem ser encaradas com entrega, profissionalismo e, sobretudo, compromisso colectivo em continuar a transformar os estabelecimentos penitenciários em verdadeiras escolas de cidadania, onde cada recluso tem a oportunidade digna de reabilitação e reinserção social, para uma nova vida na sociedade.

“No quadro das medidas para a redução da superlotação nos estabelecimentos penitenciários, queremos orientar a liderança do SERNAP a continuar engajada na mobilização de esforços e coordenação com os demais intervenientes do Sistema de Administração da Justiça, com vista a melhorar e dinamizar a execução das penas alternativas”, desafiou.

O governante alerta também para uma reflexão sobre as formas para a materialização da introdução de pulseiras electrónicas.

“Orientamos que esgotem todas as ideias e tragam soluções exequíveis e consentâneas com a capacidade e realidade nacional. De igual modo, orientamos a massificarem a produção agropecuária, de forma a garantir a auto-suficiência alimentar e melhorar a dieta dos reclusos.”

Alerta ainda que, numa altura em que o país enfrenta a ameaça do terrorismo em alguns pontos de Cabo Delgado, o SERNAP é desafiado a melhorar os mecanismos de segurança e os programas de reabilitação, de forma a não permitir que os estabelecimentos penitenciários se tornem incubadoras de radicalização do extremismo violento.

A presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, recebeu, para um encontro de cortesia, nesta quinta-feira, na sede do Parlamento, em Maputo, os membros da direcção da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), encabeçada pelo respectivo presidente, Álvaro Massingue.

Segundo o vice-presidente da CTA, Honório Manuel, o encontro visava a apresentação oficial dos novos membros de direcção da agremiação e partilhar a sua visão sobre o ambiente de negócios no país.

“Sentíamos a necessidade de nos apresentarmos a este órgão de soberania, que consideramos fundamental para as reformas que julgamos serem imprescindíveis para dinamizar o ambiente de negócios em Moçambique”, disse Honório Manuel.

Na ocasião, Honório Manuel destacou que a audiência decorreu num ambiente cordial e produtivo, tendo a presidente da Assembleia da República acolhido as propostas apresentadas pela nova direcção da CTA.

O vice-presidente da CTA explicou que, durante o encontro, a agremiação apresentou um conjunto de propostas centradas em reformas de natureza fiscal, comunitária e administrativa, com o objectivo de remover barreiras e constrangimentos que afectam o sector empresarial.

De acordo com Manuel, a CTA defende que o desenvolvimento sustentável do país depende da implementação de reformas estruturais que promovam a produtividade e competitividade. Sublinhou a necessidade de adequar a política tributária à realidade económica nacional, tendo por base uma análise comparativa a nível regional, continental e global.

“Se analisarmos o nosso quadro fiscal, verificamos que não é dos mais favoráveis. Um número reduzido de empresas suporta uma carga tributária elevada”, disse o vice-presidente, considerando que, ao reformar o quadro fiscal, se poderá alargar a base tributária do Estado e arrecadar mais impostos, com mais empresas a produzir e a contribuir.

O vice-presidente da CTA realçou que, no âmbito do fortalecimento do sector empresarial, a agremiação destacou a forte adesão registada na recém-terminada edição da Feira Agro-Pecuária, Comercial e Industrial de Moçambique (FACIM), classificando o evento como “dinâmico” e promissor em termos de perspectivas de negócios.

A presidente do Conselho Constitucional, Lúcia da Luz Ribeiro, discursou, nesta quinta-feira, em Joanesburgo, África do Sul, na Cimeira J20 – Fórum dos Presidentes dos Tribunais Constitucionais e Tribunais Supremos dos Países do G-20, com foco no reforço da justiça climática no país.

Moçambique, representado pelo Conselho Constitucional, participa neste fórum, subordinado ao tema “Justiça em Tempos de Mudança: Independência, Inovação e Cooperação”, a convite do Tribunal Constitucional da África do Sul.

A intervenção da Presidente do Conselho Constitucional esteve inserida no painel que se debruçou sobre “Mudanças Climáticas – Justiça Através da Colaboração Judicial”.

A Cimeira J20, cujo término está previsto para hoje, conta com a participação, além dos presidentes dos tribunais constitucionais e tribunais supremos dos países do G20, representantes de outros tribunais constitucionais e organizações não-governamentais, a título de convidados.

Na sua comunicação, Lúcia Ribeiro explorou o papel do sistema de justiça na salvaguarda da justiça climática, com ênfase para Moçambique, país contribuinte mínimo para as emissões de gases de efeito estufa.

A presidente do Conselho Constitucional explicou que as mudanças climáticas representam uma ameaça significativa à estabilidade e ao desenvolvimento global, havendo nações vulneráveis como Moçambique, que sofrem os efeitos adversos destas, com consequências gravosas e diversos aspectos humanitários.

Nesse sentido, entende que o sistema de justiça é essencial para a implementação efectiva de compromissos climáticos, resolução de disputas e garantia de que as vozes de todos os membros da sociedade sejam ouvidas nas negociações climáticas.

A educação e a consciencialização pública são elementos fundamentais para a construção de um círculo mais amplo de cidadãos informados sobre as mudanças climáticas, e a Constituição da República reconhece o direito a um ambiente equilibrado.

Lúcia Ribeiro assegurou que em Moçambique as mudanças climáticas são tratadas de duas maneiras principais, nomeadamente, através da sua mitigação ou tratamento das causas e o seu controlo, por um lado, e a adaptação, que é tratar das consequências, por outro.

Segundo ela, a combinação dos dois produz um efeito amortecedor que é tecnicamente designado por resiliência climática. Na mitigação, as acções principais são a redução das emissões de gases de efeito estufa (aqueles que contribuem para o aumento do aquecimento global) e, no caso de Moçambique, o maior centro de emissões até ao momento são as florestas, por conta do desmatamento e degradação causados pelo homem.

 

USO SUSTENTÁVEL DAS FLORESTAS

Explicou ainda que a nova Lei de Florestas, aprovada em 2023 (Lei 17/2023 de 29 de Dezembro), promove a conservação e uso sustentável das florestas como recurso económico e ambiental, e é implacável relativamente às infracções. Os tribunais administrativos têm, também, um campo de actuação no que concerne à observação da legalidade na implementação dessas medidas e, se necessário, aconselha a sua melhoria.

A mitigação também se aplica aos sectores da indústria, energia e transportes, onde o uso de tecnologias de baixa emissão é o recomendável.

Na sua opinião e no que diz respeito à adaptação, o país é chamado a fazer o seu melhor, pois, embora não seja contribuinte na emissão de gases de efeito estufa, é um dos mais afectados pelas mudanças climáticas, dada a sua localização geográfica, devendo, para se defender, optar por um mecanismo de adaptação bastante robusto. 

Ainda assim, entende Lúcia Ribeiro, a adaptação exige recursos para o efeito e um quadro regulatório bastante específico, o que ainda não existe.

“Embora o país ainda não tenha uma regulamentação específica sobre essas matérias, os tribunais podem, ao abrigo do direito do ambiente, implementar medidas interventivas, de modo a garantir que o Estado assegure a observação do princípio de poluidor pagador e, com isso, contribuir para a redução de emissões a longo prazo no país”, explicou.

Reduziu para 16,5% a taxa de juro de referência nos empréstimos bancários concedidos pelos bancos comerciais aos seus clientes. Trata-se de uma taxa que entra em vigor neste mês de Setembro. A taxa de juro, que tende a baixar desde Setembro do ano passado, era de 17,2% em Agosto último.

Segundo os bancos, a referida taxa, também denominada prime rate, é aplicada em operações bancárias de juros variáveis. Para se chegar à taxa de juro final ou real, aplicada aos clientes, à taxa de referência é adicionada ou subtraída uma margem, denominada spread, mediante o risco de cada crédito concedido.

Segundo uma nota publicada na página electrónica do Banco de Moçambique, a taxa de juro de referência aplica-se aos novos empréstimos, renovações e renegociação de empréstimos.

As mexidas do preço de aquisição do dinheiro nos bancos comerciais advêm também da redução em baixa da Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique, que reduziu a 31 de Julho, pela nona vez consecutiva, a taxa de juro de política monetária em 0,75 pontos percentuais, fixando a margem em 10,25%.

“Esta medida decorre, essencialmente, da contínua consolidação das perspectivas da inflação em um dígito, reflectindo, em parte, a tendência favorável dos preços internacionais de mercadorias, não obstante a manutenção, a nível doméstico, de riscos e incertezas associados às projecções”, afirmou Rogério Zandamela, governador do BdM, à margem do anúncio da nova taxa MIMO.

O responsável avançou que, apesar da evolução positiva da inflação, o governador advertiu para a existência de riscos que poderão pressionar os preços nos próximos meses. Entre os factores destacados, estão o agravamento da situação fiscal, as incertezas quanto à recuperação da capacidade produtiva, a oferta de bens e serviços e os choques climáticos.

As Forças de Reacção Rápida (QRF) das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) encontram-se na Katembe, a cumprir a fase de regeneração do ciclo operacional, com o apoio da Missão de Assistência Militar da União Europeia em Moçambique (EUMAM MOZ).

A iniciativa tem como objectivo garantir a continuidade das capacidades operacionais das unidades militares após o seu empenhamento no terreno, assegurando que estas mantenham a prontidão para futuras missões.

O processo de regeneração inclui diferentes vertentes, entre as quais avaliações médicas e psicológicas no quadro do aprontamento sanitário, treinos de tiro e outras atividades práticas que consolidam competências técnicas, físicas e táticas indispensáveis ao desempenho eficaz em cenário de combate.

A coordenação das atividades é feita pelas FADM, com apoio técnico contínuo da EUMAM MOZ, que presta assistência aos instrutores moçambicanos. Este acompanhamento, segundo a missão europeia, reforça o compromisso da União Europeia em apoiar Moçambique na construção de capacidades militares sustentáveis, alicerçadas numa lógica de parceria e transferência de conhecimento.

Criada como uma missão não executiva, a EUMAM MOZ tem mandato até junho de 2026. Para além do acompanhamento do ciclo operacional, dedica-se também a ministrar formação especializada, com o objetivo de preparar as FADM para alcançar maior autonomia no combate à insurgência no norte do país.

O Governo falhou o prazo de 15 dias para a divulgação do relatório definitivo sobre as causas dos acidentes rodoviários ocorridos em 3 de Fevereiro e Chogoene, que resultou na morte de 35 pessoas. A promessa foi feita pelo secretário de Estado de Transportes, Chinguane Mabote. Passam hoje 17 dias desde a promessa. 

No dia 18 de Agosto, o distrito da Manhiça voltou a ser corredor da morte, com o registo de um acidente que vitimou 24 pessoas, na localidade de 3 de Fevereiro. Enquanto isso, Chongoene, na província de Gaza, escurecia o dia com mais 11 mortes, num grave acidente, totalizando 35 óbitos, num único dia.  

Imediatamente, o secretário de Estado de Transportes fez-se ao local do segundo do sinistro, avaliou a situação e prometeu medidas. 

Diante de uma equipa multisectorial, Chinguane Mabote disse que “isto não pode ficar assim. Temos que tomar medidas e vamos tomar”. 

Uma das medidas imediatas tomadas foi a suspensão, em Incoluane, de toda equipa de fiscalização de trânsito, composta por 20 autoridades, que estavam em serviço na madrugada em que os acidentes ocorreram. 

Como as medidas eram paliativas, Chinguane Mabote prometeu a divulgação de um relatório definitivo em 15 dias. 

Temos uma equipe que está cá, presente na província. Uma equipe técnica, liderada por todos os intervenientes na cadeia de segurança rodoviária, para que apresente um relatório dentro daquilo que vem estipulado. Eram 15 dias, agora são 13 dias, dois dias passam, para que, a partir do relatório, possamos encontrar e aprimorar naquilo que é a responsabilidade a todos os níveis”, disse o Secretário de Estado. 

Uma promessa que ficou no vazio. Nesta quinta-feira, 4 de Setembro, passam 17 dias e o Ministério dos Transportes e Logística ainda não divulgou o prometido relatório. 

Contactamos o departamento de comunicação do Ministério a fim de saber da existência ou não do relatório, e sem gravar entrevista, uma fonte interna garantiu já existir o relatório e está a ser apreciado a nível interno, sem com isso avançar novos prazos para divulgação.

A polícia sul-africana terá morto um cadastrado do SERNIC em Moçambique, indiciado pela prática de crimes de rapto.  António Macamo, conhecido como Dollar Man, foi morto em confronto com as forças de combate ao rapto na terra do Rand.

É um dos rostos mais procurados pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal em Moçambique, segundo a lista publicada na página oficial do próprio SERNIC.   

Antonio Francisco Macamo foi morto na noite desta quarta-feira, durante um confronto com a Polícia, em Kempton Park, segundo confirmaram as autoridades locais. 

“Posso confirmar que o criminoso mais procurado de Moçambique por envolvimento em raptos foi abatido durante um confronto com a nossa equipa especial de combate ao rapto, que vinha investigando uma série de casos em que eram feitas exigências de resgate”, disse  Athlenda Mathe, Porta-voz da polícia sul-africana

A polícia sul-africana diz que investigava o caso de rapto de um cidadão indiano sequestrado no dia 23 de Julho, em Gauteng, um dos crimes supostamente ligados a Dollar Man.  

“Ele abordou um veículo da Polícia e assim que o veículo ficou imobilizado, começou a disparar contra os agentes, que responderam com fogo. Podemos confirmar que este chefe de rapto, conhecido pelo nome de Dollar Man, foi abatido durante este incidente”, acrescentou a Porta-voz.

Sem gravar a entrevista, o Serviço de Investigação Criminal em Moçambique diz ter confirmado com a Polícia sul-africana a morte do cadastrado, e mais detalhes sobre o processo que corre contra Dollar Man, diz que só o gabinete da central de Combate à Corrupção pode fornecer.

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