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As fraudes nas telecomunicações em Moçambique reduziram 64% em 2025, passando para 195.045 ocorrências. Apesar da diminuição, as práticas fraudulentas tornaram-se mais sofisticadas e continuam a representar riscos para a segurança das redes e a protecção dos consumidores, segundo o Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique (INCM).

De acordo com o Relatório de Segurança e Resiliência das Telecomunicações 2025, os incidentes registados provocaram prejuízos financeiros estimados em 128,31 milhões de meticais.

O documento, apresentado esta terça-feira aos operadores do sector, analisa a segurança e a capacidade de resposta das empresas perante fraudes, ameaças, falhas técnicas e outros incidentes nos serviços de telefonia móvel, Internet e radiodifusão televisiva.

Entre as práticas mais frequentes estão a fraude denominada “Wangiri”, que consiste na realização de chamadas curtas para levar os destinatários a devolver a ligação, geralmente para números internacionais ou de valor acrescentado. O relatório identifica igualmente esquemas de SIMBOX, associados ao encaminhamento irregular de chamadas internacionais, e SMS Phishing, através do envio de mensagens falsas para obter dados pessoais, bancários e códigos de acesso.

A presidente do Conselho de Administração do INCM, Helena Fernandes, considera que a redução das ocorrências constitui um sinal positivo, mas alerta para a necessidade de reforçar os mecanismos de prevenção e controlo.

“Embora a redução registada constitua um sinal positivo, importa reconhecer que estas e outras modalidades de fraude continuam a representar um desafio significativo para a segurança do sector e para a protecção dos consumidores. Isso exige que continuemos atentos e a modernizar os nossos sistemas de prevenção, detecção e controlo”, afirmou a responsável.

O relatório destaca também os impactos dos fenómenos climáticos extremos sobre as infra-estruturas de telecomunicações. Os ciclones Dikeledi e Jude provocaram a inoperacionalidade de 174 estações, evidenciando vulnerabilidades na rede e a necessidade de reforçar os mecanismos de continuidade dos serviços.

Perante os desafios identificados, o INCM defende uma maior cooperação entre os operadores e as instituições do sector, através da partilha de informações, do reporte de incidentes, da promoção da literacia digital e do reforço dos mecanismos de denúncia e prevenção de fraudes.

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O defesa central moçambicano Edson Sitoe, mais conhecido por Mexer, desembarcou em Agadir na madrugada desta segunda-feira e foi a tempo de integrar o treino matinal com o grupo antes de seguir viagem a Marrakech. Era a última pedra que Chiquinho Conde esperava para ter um conjunto completo.

Os Mambas já estão completos em Marrocos! Mexer Sitoe juntou-se nesta segunda-feira ao grupo de trabalho, para a tranquilidade de Chiquinho Conde, que lamentava a sua chegada tardia.

Aliás, Mexer falhou o estágio no Algarve por falta de visto de entrada em Portugal e tinha de esperar que os Mambas se deslocassem a Marrocos para poder juntar-se a eles. Ainda assim, falhou o primeiro treino da equipa em solo marroquino, realizado na tarde deste domingo.

Assim, no treino matinal desta segunda-feira, a equipa técnica contou com a participação de todos os convocados, sendo que todos estiveram às ordens de Chiquinho Conde, mesmo depois das dúvidas em relação a alguns jogadores que estavam tocados no estágio, nomeadamente Bruno Langa, Witi Quembo e Infren.

Em termos de programa, os Mambas realizaram duas sessões de treino nesta segunda-feira, devendo realizar uma sessão nesta terça-feira, à hora do jogo de adaptação ao palco, na quarta-feira, a partir das 19h30, diante da Costa do Marfim, em Marrakech.

Os Mambas partiram ainda nesta segunda-feira para Marrakech, local onde vão ficar instalados para os jogos do grupo F, nomeadamente diante da Costa do Marfim, Gabão e Camarões.

Nas sessões de treinos efectuados em Agadir, a equipa técnica priorizou aspectos técnicos-tácticos, com enfoque para as transições defesa-ataque, testando as capacidades de cada jogador, para além de procurar montar o seu “onze” inicial para a estreia na competição.

 

Geny Catamo é o novo camisola 10 dos Mambas

O internacional moçambicano Geny Catamo mudou de camisola na selecção nacional e, tal como no Sporting Clube de Portugal, vai passar a vestir a camisola 10 dos Mambas.

A nova camisola do extremo moçambicano foi revelada pela Confederação Africana de Futebol na publicação de algumas imagens da sessão fotográfica do combinado nacional, onde cada jogador devia estar vestido com a sua camisola.

Trata-se de uma camisola já vestida por ícones do futebol moçambicano na selecção nacional, com destaque para o próprio seleccionador nacional, Chiquinho Conde, para além de outros ex-capitães da selecção nacional, nomeadamente Gil Guiamba e Dário Monteiro, para além de jogadores como Sonito e Clésio Baúque, este último que a vestia até há bem pouco tempo.

Assim, a jóia moçambicana deixa de vestir a camisola 20, que passa a ser vestida pelo médio Keyns Abdala, jogador que actua em Portugal.

Em termos de alterações da numeração das camisolas dos Mambas para esta edição do Campeonato Africano das Nações, há que destacar João Bonde, que passa a vestir a camisola 11, que era vestida por Pedro “Pepo” Santos, que falha o CAN 2025 por lesão.

Os Mambas vão estrear neste CAN um novo modelo nos seus equipamentos, mas continuarão a ser vestidos pela mesma marca. A camisola principal continuará a ser a de cor vermelha com faixas pretas e amarelas.

Moçambique faz a sua estreia nesta quarta-feira, diante da campeã em título, Costa do Marfim, a partir das 19h30 (de Maputo), em Marrakech.

O Governo já disponibilizou cerca de duzentos milhões de Meticais para ajudar na recuperação de empresas afectadas pelos ciclones Chido e Jude, incluindo os empresários que registaram prejuízos durante as manifestações pós-eleitorais que deixaram a província economicamente débil.

Os acordos de funcionamento de empresas de Cabo Delgado que sofreram prejuízos resultantes de calamidades naturais e manifestações pós-eleitorais foram entregues pela Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte, ADIN, a instituição responsável pela coordenação do programa de recuperação empresarial ao nível da província.

De acordo com Nocif Magaia, representante da ADIN em Cabo Delgado, os financiamentos não irão chegar para todos de uma só vez e explica: “à medida que forem sendo lançadas mais linhas, mais oportunidades surgirão e mais empresas poderão beneficiar-se das subvenções compartilhadas, bem como de outros financiamentos disponibilizados pelo governo”, disse.

O Governo  promete mobilizar mais apoios para recuperação económica de Cabo Delgado, mas pede aos empresários tempo e paciência. “Esta é a segunda edição do Fundo de Recuperação Empresarial, dentro do Fundo Catalítico. Colocámos à disposição do nosso sector privado cerca de 200 milhões de Meticais para 34 micro, pequenas e médias empresas”, anotou Valige Tauabo, Governador de Cabo Delgado.

O dirigente provincial destacou ainda que se estima que até 2026-2027 sejam financiadas mais empresas com estes fundos “e o pacote global de financiamento deverá atingir cerca de 600 milhões de Meticais”.

A quinta edição do Fundo Catalítico para Inovação e Demonstração, também conhecido por Fundo de Recuperação Empresarial, foi lançado pelo Presidente da República em Março deste ano, e segundo previsões, o programa deverá terminar em 2027.

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê a continuação da ocorrência de chuvas moderadas a fortes, acompanhadas de trovoadas e ventos com rajadas, em vários distritos das províncias de Niassa, Nampula, Zambézia, Tete, Manica e Sofala.

Segundo o INAM, está prevista a queda de chuvas moderadas, que podem atingir até 30 milímetros em 24 horas, e localmente fortes, ultrapassando os 50 milímetros no mesmo período, associadas a trovoadas e ventos fortes, o que poderá aumentar o risco de inundações, cheias repentinas e danos em infraestruturas frágeis.

Na província de Niassa, o alerta abrange os distritos de Mecula, Marrupa e Nipepe. Em Nampula, a previsão inclui Malema, Lalaua e Ribaué. Já na Zambézia, os distritos afetados são Nicoadala, Inhassunge, Mopeia, Namacurra, Gurué, Namarrói, Ile, Maganja da Costa, Mocubela, Pebane, Maquival, Luabo, Chinde e a cidade de Quelimane.

Em Tete, a previsão incide sobre os distritos de Doa, Changara, Cahora Bassa, Angónia, Marávia, Zumbo e a cidade de Tete. Na província de Manica, estão abrangidos Sussundenga, Manica, Macossa, Tambara, Guro, Barué, Gondola e Vanduzi. Em Sofala, o alerta aplica-se aos distritos de Chemba, Caia, Muanza, Cheringoma e Marromeu.

Face a este cenário, o INAM recomenda a tomada de medidas de precaução e segurança.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, destacou a necessidade de negociações de paz construtivas nos Estados Unidos, mas lamentou que “apenas cheguem sinais negativos” da parte russa.

“Estamos a fazer progressos bastante rápidos, e a nossa equipa na Flórida tem trabalhado com o lado americano. Também foram convidados representantes europeus. É importante que estas negociações sejam construtivas, e muito depende de a Rússia sentir a necessidade de realmente acabar com a guerra e não se envolver em jogos retóricos ou políticos”, escreveu Zelensky na rede X.

 As conversações estão em curso em Miami, na Flórida, entre o enviado do Kremlin, Kirill Dmitriev, e os representantes da Casa Branca Steve Wittkoff e Jared Kushner, sobre o plano de paz para a Ucrânia, após uma reunião na sexta-feira com a delegação ucraniano e também com elementos europeus.

Na sua mensagem, o Presidente ucraniano criticou porém que, “infelizmente, os sinais reais vindos da Rússia são apenas negativos”.

Zelensky relatou que prosseguem “os ataques nas linhas da frente, os crimes de guerra russos nas zonas fronteiriças”, bem como os bombardeamentos das infra-estruturas energéticas, comentando que “o mundo não pode permanecer em silêncio perante tudo isto”.

Ao mesmo tempo, afirmou que existe um sentimento generalizado de que, após o trabalho que está a ser realizado pela equipa ucraniana nos Estados Unidos, liderada pelo secretário do Conselho de Segurança Nacional, Rustem Umerov, “seria aconselhável realizar consultas num contexto mais alargado” com os parceiros europeus.

A equipa da Universidade Pedagógica de Maputo (UPM) conquistou a medalha de bronze no Campeonato Africano de Voleibol em seniores femininos, após vencer a formação do Spikings Stars do Botswana, por 3-1. Assim, as “pedagogas” voltam a ocupar uma posição de destaque naquela que é a maior competição de voleibol africano a nível de clubes. 

O Reitor da UPM, Jorge Ferrão, considera que esta conquista eleva a instituição e reitera o compromisso de continuar a apoiar as iniciativas do desporto. 

Em uma mensagem dirigida às atletas, equipa técnica e direcção do clube, Ferrão disse que “as nossas meninas voltam ao pódio. Pode não ser o lugar mais alto desta vez, mas continua a ser um lugar nobre, digno e profundamente orgulhoso”, lê-se. 

O Reitor da Universidade Pedagógica de Maputo refere ainda que durante a prova as atletas mostraram raça, disciplina, espírito de equipa e a capacidade rara de superar a tristeza e transformar desafios em conquistas.

“São campeãs no jogo, na atitude e na forma como representam o país e a UPM”, anota Jorge Ferrão.

Moçambique continua a investir pouco na sua própria defesa, apesar de ser um país rico em recursos naturais e cada vez mais exposto a ameaças internas e externas. O alerta foi lançado de forma directa pelo antigo vice-chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, Bertolino Capetini, durante o debate sobre defesa e segurança no âmbito do Diálogo Nacional e Inclusivo. Com base na sua experiência no desenho de estratégias militares do país, o general na reserva traçou um retrato crítico do sector, apontando fragilidades estruturais, decisões estratégicas inconsistentes e uma resposta considerada insuficiente ao terrorismo em Cabo Delgado, num contexto em que a segurança, a economia e a soberania nacional continuam profundamente interligadas.

Foi no espaço do Diálogo Nacional Inclusivo, dedicado às questões de defesa e segurança, que o general na reserva Bertolino Capetini, antigo vice-chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, voltou a falar de forma frontal sobre o terrorismo em Cabo Delgado e sobre aquilo que considera serem fragilidades estruturais profundas do Estado moçambicano em matéria de defesa nacional. Antes mesmo de entrar no dossier do norte do país, Capetini centrou a sua intervenção numa crítica directa ao baixo nível de investimento do Orçamento do Estado no sector da defesa, num país que descreve como rico em recursos naturais, mas vulnerável do ponto de vista da segurança. Para o general, a projecção de que, em 2029, a defesa possa representar cerca de um por cento do orçamento é um sinal preocupante, que compromete a capacidade do Estado de proteger o seu território e os seus cidadãos.

Usando metáforas simples, mas contundentes, Capetini comparou o país a uma casa cheia de bens, mas sem vedação, onde qualquer um pode entrar. Para o antigo responsável militar, a defesa e a economia são dois pilares inseparáveis, e a fragilidade de um compromete inevitavelmente o outro. Na sua leitura, não há investidor sério disposto a aplicar recursos num país que não transmite segurança nem previsibilidade. Referiu, nesse contexto, a retirada temporária de grandes projectos energéticos como um exemplo concreto de como a instabilidade afecta decisões estratégicas de investimento e gera custos elevados para o país.

Capetini defendeu que a consequência directa da fraca aposta financeira na defesa nacional é a utilização de meios inadequados pelas Forças de Defesa e Segurança, o que limita a capacidade de resposta do Estado perante ameaças internas e externas. Questionou escolhas feitas no passado recente, sobretudo no domínio naval e terrestre, argumentando que determinados equipamentos adquiridos não respondem às reais necessidades operacionais do país. Para ilustrar, referiu que alguns meios não têm autonomia nem alcance compatíveis com a dimensão da zona económica exclusiva moçambicana, o que fragiliza a vigilância marítima num país com extensa costa e interesses estratégicos no mar.

Com anos de envolvimento directo na definição de estratégias de defesa, o general foi mais longe ao apontar o que considera ser falta de seriedade na tomada de decisões estratégicas ao mais alto nível. Relatou episódios de encontros regionais no âmbito da cooperação em segurança, em que, segundo descreveu, Moçambique apresentou relatórios excessivamente optimistas sobre a situação interna, contrastando com informações mais duras trazidas por países vizinhos. Para Capetini, essa discrepância fragiliza a credibilidade do país e dificulta uma resposta regional eficaz ao fenómeno do terrorismo.

Ao abordar especificamente Cabo Delgado, o general na reserva afirmou que Moçambique tem reagido de forma tardia, fragmentada e excessivamente reativa ao terrorismo. Defendeu a necessidade urgente de uma estratégia clara, coerente e de longo prazo, sustentada por objectivos bem definidos, meios adequados e uma cadeia de comando funcional. Para Capetini, as Forças Armadas são uma ciência, com componentes terrestre, aérea, naval e logística que devem funcionar de forma integrada, e não como um simples ajuntamento de homens enviados para o teatro de operações sem planeamento adequado.

Na sua intervenção, criticou também a ideia recorrente de que a solução passa apenas por concentrar efectivos em Cabo Delgado, sublinhando que uma força militar eficaz depende de comando, logística, inteligência e coordenação entre níveis estratégico, operacional e táctico. Alertou que decisões tomadas sem compreensão profunda do funcionamento das Forças Armadas acabam por gerar desgaste, ineficiência e riscos acrescidos para os próprios militares no terreno.

Capetini chamou igualmente a atenção para uma dimensão que considera negligenciada: a defesa cibernética. Num contexto em que o Estado aposta cada vez mais na digitalização de serviços, incluindo a cobrança de impostos e a gestão administrativa, o general alertou para os riscos de um sistema vulnerável a ataques informáticos. Defendeu que a segurança nacional já não se limita ao território físico e que um eventual colapso digital pode paralisar o funcionamento do Estado e afectar directamente a vida dos cidadãos.

Outro ponto central da sua intervenção foi a forma como Moçambique encara o seu espaço marítimo. Para Capetini, o país tem tratado o mar com negligência, apesar da sua importância estratégica para a soberania, a economia e a segurança nacional. Defendeu a necessidade de uma autoridade marítima funcional, capaz de articular fiscalização, investigação e resposta rápida a infrações no mar. Sublinhou que outros países da região avançaram nesse domínio, enquanto Moçambique continua a debater modelos institucionais sem implementar soluções eficazes.

O general destacou ainda a importância de investir seriamente na inteligência como ferramenta central no combate ao terrorismo. Na sua análise, cortar as linhas de abastecimento, financiamento e logística dos grupos armados é tão ou mais decisivo do que a resposta militar directa. Referiu que as redes terroristas utilizam meios simples, incluindo plataformas digitais e transferências financeiras, e defendeu um reforço da capacidade nacional para monitorar e neutralizar esses fluxos.

Capetini alertou para o risco de subestimar a capacidade de adaptação dos grupos armados e deixou um aviso claro sobre a necessidade de prevenir ataques fora das zonas tradicionalmente afectadas. Na sua leitura, a segurança não pode ser tratada como um problema distante, restrito a uma província, quando as fragilidades estruturais do Estado podem ter impacto em qualquer ponto do território nacional.

Na mesma intervenção, o general na reserva abordou a questão da atribuição de nacionalidade e documentos moçambicanos a cidadãos estrangeiros, classificando a situação como um risco sério para a segurança nacional. Defendeu maior rigor nos processos de identificação e verificação, sublinhando que falhas nesse domínio podem ter consequências de longo prazo para a soberania do Estado e para o funcionamento das próprias instituições de defesa e segurança.

O encontro, realizado no âmbito do Diálogo Nacional Inclusivo, teve como objectivo recolher contributos técnicos e experiências acumuladas para alimentar o debate sobre reformas estruturais no sector da defesa e segurança. As intervenções, como a de Bertolino Capetini, trouxeram para o centro da discussão temas sensíveis, muitas vezes ausentes do debate público, mas considerados fundamentais para a estabilidade do país.

Num contexto marcado por desafios internos e regionais complexos, a mensagem deixada pelo general na reserva foi clara: sem uma aposta consistente, estratégica e sustentada na defesa, Moçambique continuará vulnerável, independentemente da riqueza dos seus recursos naturais. Para Capetini, a segurança não é um custo, mas uma condição básica para o desenvolvimento, a confiança dos investidores e a própria sobrevivência do Estado enquanto entidade soberana.

As autoridades nigerianas garantiram a libertação de 130 alunos raptados em 21 de novembro por homens armados no dormitório de uma escola católica na região centro-norte do país, anunciou hoje um porta-voz presidencial.

Uma centena de alunos da mesma escola, também raptados a meio da noite, já tinham sido libertados no início de dezembro.

“Cerca de 130 outros estudantes raptados no estado do Níger foram libertados, nenhum permanece em cativeiro”, afirmou Sunday Dare, porta-voz da presidência nigeriana, numa mensagem publicada na rede social X (antigo Twitter), acompanhada de uma fotografia de crianças sorridentes.

Uma fonte da Organização das Nações Unidas (ONU), citada pela agência noticiosa France-Presse, indicou que os alunos libertos serão transferidos na terça-feira para Minna, capital do estado do Níger.

Em 21 de Novembro, centenas de alunos e funcionários foram raptados do internato misto St. Mary’s, na remota aldeia de Papiri, no estado do Níger, centro-norte da Nigéria.

Segundo a imprensa internacional, a Nigéria tem vivido uma onda de raptos em massa que faz lembrar o rapto de quase 300 raparigas pelo grupo extremista Boko Haram em Chibok, em 2014.

Além da insurgência ‘jihadista’ activa desde 2009 no nordeste do país, os últimos anos têm sido marcados por ataques, pilhagens e raptos perpetrados por bandidos, motivados mais por interesses financeiros do que ideológicos, nas regiões noroeste e central desta nação da África Ocidental.
O número exato de pessoas raptadas e de quem ainda está em cativeiro permanece incerto desde o ataque à escola.

Entre sorrisos cúmplices, abraços demorados e memórias partilhadas, colaboradores do Grupo SOICO reuniram-se numa confraternização que foi muito mais do que um simples momento social. Foi um encontro de histórias cruzadas, de percursos construídos com sacrifício e de uma identidade coletiva moldada ao longo de anos de desafios, reinvenção e aprendizagem constante. Num ambiente descontraído, longe da pressão diária das redações e dos prazos apertados, celebrou-se o que sustenta o grupo desde a sua fundação: as pessoas.

O encontro acontece num ano simbólico para a empresa. O Grupo SOICO assinala 25 anos de existência, enquanto a STV completa 23 anos de emissão, consolidando-se como uma das principais referências da comunicação social moçambicana. Ao longo deste percurso, marcado por transformações profundas no sector dos media, a empresa enfrentou ciclos de crescimento, crises, inovação tecnológica e mudanças estruturais que exigiram resiliência e capacidade de adaptação.

Intervindo no encontro, o Presidente do Conselho de Administração do Grupo SOICO, Daniel David, descreveu a empresa como uma verdadeira escola de vida, não apenas profissional, mas também pessoal. Para o gestor, cada etapa do percurso do grupo representou um processo contínuo de aprendizagem, muitas vezes duro, mas essencial para o amadurecimento institucional e humano de quem faz parte da organização.

Daniel David reconheceu que o ano foi particularmente exigente, sublinhando que os últimos tempos trouxeram desafios que obrigaram a repensar modelos, processos e formas de fazer televisão. Num discurso marcado por franqueza, comparou o momento atual a um recomeço, uma espécie de renascimento, em que é preciso reconstruir com humildade, visão e coragem. Para ele, a longevidade do Grupo SOICO não se explica apenas por decisões estratégicas, mas sobretudo pela capacidade dos seus colaboradores de aprender, errar, corrigir e seguir em frente.

Ao falar do futuro, o PCA destacou a aposta em novos formatos e plataformas digitais, defendendo que o Grupo SOICO está a preparar-se para um novo ciclo da comunicação social. Segundo Daniel David, a lógica tradicional de televisão está a mudar rapidamente e o grupo procura posicionar-se nesse novo ecossistema, onde cada profissional também passa a ser produtor de conteúdos, voz ativa e ponto de contacto direto com o público. Uma visão que, segundo explicou, pretende colocar a empresa na linha da frente da transformação digital no país.

Mas se o discurso da liderança apontou caminhos estratégicos, o ambiente da confraternização revelou a dimensão humana da empresa. Jornalistas, produtores, técnicos, realizadores e outros profissionais partilharam momentos de descontração, reforçando laços que se constroem no dia a dia das redações, muitas vezes sob pressão intensa. Ficou evidente que por detrás das câmaras, dos microfones e das notícias que chegam diariamente aos moçambicanos, existe uma equipa que partilha sonhos, frustrações, conquistas e uma vontade comum de fazer melhor.

Para muitos colaboradores, o encontro simbolizou um reencontro de família. Um espaço para refletir sobre o percurso feito, mas também sobre aquilo que o Grupo SOICO representa nas suas vidas. Alguns destacaram o papel da empresa na sua formação profissional, outros sublinharam o impacto na sua formação pessoal, num contexto em que a exigência diária do jornalismo ensina disciplina, ética, responsabilidade e resistência emocional.

O momento serviu igualmente para renovar energias e reforçar o compromisso com o futuro. Num sector em permanente mutação, os colaboradores reconhecem que o caminho não é fácil, mas acreditam que a força do grupo reside precisamente na sua capacidade de se reinventar sem perder identidade. A confraternização funcionou, assim, como um ponto de equilíbrio entre o passado que se honra e o futuro que se constrói.

Um dos momentos mais simbólicos do encontro foi a homenagem aos colaboradores que dedicaram grande parte da sua vida profissional ao crescimento do Grupo SOICO e que agora se despedem da vida ativa para um merecido descanso. Foram lembrados como pilares da história da empresa, pessoas que estiveram presentes nos primeiros passos, atravessaram períodos difíceis e ajudaram a consolidar a marca que hoje é reconhecida a nível nacional. O legado deixado por estes profissionais foi apontado como exemplo de compromisso, entrega e sentido de missão.

Num tom mais leve, a confraternização abriu ainda espaço para inverter papéis. Quem habitualmente faz perguntas passou, por instantes, para o outro lado da câmara, assumindo o lugar de entrevistado. Um gesto simbólico, mas revelador do espírito de proximidade e informalidade que marcou o encontro, reforçando a ideia de que a comunicação no grupo também se faz de dentro para fora.

A celebração não foi apenas sobre números ou datas comemorativas. Foi, sobretudo, sobre pessoas. Sobre a consciência de que o Grupo SOICO é feito de profissionais que enfrentam diariamente desafios complexos, que erram, acertam, aprendem e seguem juntos. Numa altura em que o sector da comunicação enfrenta profundas transformações, a empresa reafirma-se como um espaço onde o compromisso coletivo continua a ser a base para enfrentar o futuro.

Mais do que fechar um ano, a confraternização serviu para reafirmar uma identidade: a de um grupo que se constrói todos os dias, com trabalho, entrega e sentido de pertença. Uma escola de vida que continua aberta, exigente e em constante aprendizagem.

A Kreab Worldwide, rede global de consultoria estratégica e comunicação, anunciou a aquisição do Grupo JLMA, que integra cinco empresas, entre as quais a JLM&A Moçambique. Esta operação consolida a presença da Kreab nos mercados de Língua Portuguesa e amplia significativamente a capacidade de resposta da JLM&A Moçambique em projectos complexos, tanto a nível local como internacional.

De acordo com Elcídia Pereira, directora-geral da JLM&A Moçambique,  “esta aquisição é uma validação do percurso de sucesso da nossa equipa em Moçambique e uma oportunidade única de crescimento. Continuaremos a ser a mesma consultora, com a mesma cultura de rigor, excelência e proximidade com os nossos clientes. Agora, contamos com o reforço de uma rede global que nos permite oferecer soluções mais integradas, escala internacional e ‘expertise’ sectorial avançada. Para os nossos clientes, é uma garantia de que estamos ainda mais preparados para acompanhar a sua evolução e os desafios que se avizinham, com mais recursos e uma visão alargada. Por outro lado, demonstra a confiança de investidores internacionais na economia nacional e no seu potencial de crescimento.”

A JLM&A Moçambique mantém total autonomia operacional e de gestão, continuando a ser liderada pela sua directora-geral, Elcídia Pereira. A equipa local permanecerá focada no mercado moçambicano, garantindo a continuidade e a qualidade dos serviços prestados. No entanto, passará a contar com o apoio alargado de uma multinacional especializada em comunicação corporativa, financeira, digital e ESG, acedendo a conhecimentos, ferramentas e redes globais que potenciarão a sua oferta.

Para os clientes moçambicanos, esta integração significa mais robustez, especialização e alcance. A JLM&A Moçambique poderá, agora, responder com maior celeridade e profundidade a desafios de comunicação e reputação, com o apoio activo de uma estrutura internacional presente em 30 países e com mais de 50 anos de experiência.

Peje Emilsson, fundador da Kreab Worldwide, afirmou: “A integração do Grupo JLM&A na nossa rede internacional reforça e consolida a visão da Kreab como ponte entre mercados, culturas e oportunidades de negócio. Isto também nos permitirá expandir o alcance da Kreab através dos escritórios em Moçambique e Angola, aumentando assim a nossa capacidade de aconselhar clientes que operam e transformam a economia global”.

A Kreab Worldwide, fundada na Suécia em 1970, tem uma vasta presença na Europa, Ásia e América Latina. A entrada do Grupo JLMA – que inclui ainda a JLM & Associados (Portugal), M Public Relations, JLM Angola e JLM_K – reforça a estratégia da Kreab de actuar como ponte entre mercados e culturas, com particular enfoque na economia portuguesa e nos seus mercados conexos, como Moçambique.

A operação permitirá ainda aprofundar serviços em áreas estratégicas para o desenvolvimento de Moçambique, nomeadamente comunicação financeira, sustentabilidade/ESG e transformação digital, apoiando empresas, instituições e investidores na sua consolidação e expansão.

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