O Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, anuncia a conclusão das obras de reabilitação da estrada Quelimane–Namacurra, com cerca de 70 quilómetros de extensão. Segundo o governante, faltam apenas neste momento observar um troço de 4,6 quilómetros na entrada da cidade de Quelimane.
As obras arrancaram no segundo semestre de 2020 e tinham conclusão prevista para 2023. No entanto, diversos constrangimentos, sobretudo fenómenos climáticos extremos, condicionaram o cumprimento dos prazos inicialmente estabelecidos.
O ministro dos transportes e logística, João Matlombe, deslocou-se ao local para avaliar o andamento dos trabalhos e anúncio a conclusão dos trabalhos.
No âmbito do programa Mais Estradas, o ministro visitou igualmente o troço Malei–Maganja da Costa, com o objetivo de aferir o nível de preparação da província para o arranque das obras. O projeto encontra-se atualmente na fase de concurso público.
Ainda em Quelimane, Matlombe visitou a área destinada à implantação de um terminal de combustíveis, uma infraestrutura prevista no âmbito do projeto de concessão do Porto de Quelimane, recentemente aprovado pelo Conselho de Ministros.
De acordo com o ministro, o terminal será estratégico para reforçar a capacidade logística da região e responder à procura crescente de combustíveis, incluindo para o mercado do Malawi.
No quadro das celebrações do 7 de Setembro, os veteranos da Luta de Libertação Nacional têm estado a desenvolver várias actividades. Nesta segunda-feira, um grupo de 20 antigos combatentes oriundos da província de Cabo Delgado visitou o Parque Nacional de Maputo, numa iniciativa promovida pelo Governo.
Os combatentes de Cabo Delgado destacam o papel da juventude na defesa e desenvolvimento de Moçambique, apelando à sua união, para que o país não seja comandado por estranhos.
Os veteranos da Luta de Libertação Nacional encorajam à nova geração para que continue a lutar e defender a soberania do país, pois na sua opinião “não pode ser comandado por estranhos” e que cabe à juventude a responsabilidade de garantir a continuidade no combate ao terrorismo.
“Moçambique deve ser liderado pelos seus próprios filhos. A juventude tem de estar unida e firme para que o país não seja assaltado por pessoas que não sentem o valor das nossas lutas”, declarou Mário Dumucha, veterano da luta armada.
O grupo sublinhou ainda que os desafios actuais, como o terrorismo em Cabo Delgado, exigem uma juventude consciente, patriótica e preparada para defender o que foi conquistado com sacrifício durante a luta de libertação.
“É importante que a juventude compreenda que a independência foi conquistada com muito sangue. Agora, cabe a ela não permitir que forças externas ditem o destino de Moçambique”, reforçou Eugênia Ndikoma.
A visita ao Parque Nacional de Maputo tinha como objectivo proporcionar momentos de lazer aos antigos combatentes, mas também reforçar a ligação entre diferentes gerações moçambicanas em torno dos valores da unidade nacional, patriotismo e preservação da soberania.
Os empresários de Palma voltaram a queixar-se da exclusão nos negócios com a Total Energies e do isolamento de trabalhadores em Afungi, práticas que, segundo defendem, têm sufocado a economia do distrito.
A preocupação foi reiterada este sábado, durante uma reunião com o Director – Geral da Total Energies, em Moçambique, Maxime Rabilloud, cujo objectivo era encontrar consensos e esclarecer as inquietações.
Uma das preocupações apresentadas na reunião, foi o que Pedro da Silva, representante da Confederação das Associações Económicas (CTA) em Palma chamou de estagnação da economia local.
Segundo disse “Palma está esquecida, está morta”e não é o mesmo lugar onde se ansiava riqueza, com a exploração do gás natural liquefeito.
Além disso, os empresários mostraram-se indignados com a alegada exclusão das empresas locais no fornecimento de bens e serviços ao acampamento de Afungi.
“A empresa fecha as portas e os empresários locais ficaram de fora sem nenhum conhecimento e sem nenhuma informação e esse foi o motivo de toda essa inquietação. Se a empresa tivesse sido aberta e dito que essa é a forma deles de trabalhar não teríamos esses problemas todos”, disse Pedro da Silva.
Perante as reclamações, o director-geral da Total Energies em Moçambique, Maxime Rabilloud, procurou tranquilizar os empresários, disse que tudo não passa de um mal entendido gerado por falhas de comunicação e reiterou que ninguém seria excluído.
Conforme explicou Rabilloud , não existe nenhuma intenção de reduzir as compras dos produtos dos empresários, tanto que actualmente, grande parte da comida consumida em Afungi é adquirida com empresários locais e isso será intensificado com o início das operações.
Sobre o isolamento dos trabalhadores no acampamento, Rabilloud explicou que se trata de procedimentos comuns em projectos desta dimensão, sobretudo por questões de segurança.
“As pessoas que trabalham na construção do projecto precisam de estar dentro do acampamento do projecto e isso vai continuar, isso pode ter levado a população a entender que ninguém mais sairia ou que ninguém mais poderá trabalhar connosco, o que não será o caso”, clarificou o chefe da Total em Moçambique.
Apesar da reunião, os empresários não saíram satisfeitos e por isso, marcou-se um novo encontro para o dia 11 deste mês, onde uma equipa da Total terá de ouvir as preocupações de cada um, e daí ver-se como resolver .
Ainda assim, o director – geral da Total garante que ainda este mês voltará a reunir-se com a população.
A petrolífera avança que estão em curso os trabalhos para a retirada da cláusula de força maior que suspendeu as operações, e que a retoma formal do projecto de gás natural liquefeito em Cabo Delgado poderá acontecer em breve.
As pessoas com deficiência queixam-se de estarem a enfrentar dificuldades para usarem as pontes pedonais na cidade de Maputo, por estas não oferecerem condições adequadas de transitabilidade para esta camada. Assim, exigem acções enérgicas das autoridades para mudar o actual quadro.
Apesar da importância das pontes pedonais na melhoria da mobilidade urbana, há casos em que não cumprem o decreto 53/2008, de 3 de Dezembro, que obriga que facilitem o acesso a pessoas com deficiência. A ponte pedonal de Cumbeza, recentemente construída na Estrada Nacional Número Um, é um exemplo disso.
Eufémia Assane é portadora de deficiência física desde a tenra idade e enfrenta dificuldades todos os dias para atravessar esta importante e movimentada estrada, porque através da ponte, é praticamente impossível, tendo em conta que não oferece condições adequadas para si.
“Os que fizeram essa ponte não pensaram em nós. Era só uma questão de ampliarem e colocarem a rampa, pois existe espaço. Isso não está certo, também somos pessoas e merecemos atravessar a estrada com dignidade ”, lamenta Eufémia Assane.
Carlos João é também exemplo de quem passa por dificuldades para atravessar esta ponte. Um exercício imposto sem nenhuma opção, Conta que passa por este local, pelo menos, duas vezes por mês, quando vai visitar a sua filha que vive nas proximidades.
FAMOD EXIGE OBSERVÂNCIA DAS MEDIDAS
O Forum das Associações Moçambicanas das Pessoas com Deficiência (FAMOD), diz que não faz sentido que se usem fundos de parceiros para construir espaços que violam a lei.
Sobre a resolução deste problema, a Administração Nacional de Estradas (ANE), diz não ser da sua alçada, atirando a responsabilidade ao Ministério dos Transportes e Logística.
A preocupação não é apenas com a ponte pedonal de Cumbeza. Ainda ao longo da EN1, a retirada da ponte pedonal em frente ao Hospital Psiquiátrico de Infulene constitui outra preocupação para os defientes.
A direcção da Escola Básica Ingrid Chawner entende que os impactos negativos são muitos, inclusive alguns alunos foram mortalmente atropelados ao tentar atravessar a EN1.
Massaniça sugere a reposição da ponte ou então colocação de lombas na estrada, ou semáforos. Os alunos desta escola dizem que passam vários desafios diariamente para atravessar a estrada.
“Os carros não costumam parar. Nós temos que ficar muitas horas para atravessar a estrada. Meu colega perdeu a vida após ser atropelado na semana antepassada” contou um dos alunos deste estabelecimento de ensino.
A ANE explica que a retirada desta ponte deveu-se à insegurança devido às condições de degradação da mesma e assegura que há um projecto que prevê a construção de cinco pontes pedonais ao longo da EN1, no troço Missão Roque-Zimpeto.
Paradoxalmente, onde há pontes pedonais na EN1 os utentes não as usam. É o caso da ponte pedonal de Choupal, de Benfica e do Cemitério de Lhanguene.
As pontes estão lá, com todas as condições, mas as pessoas optam em justificar para não usá-las.
Entre as justificações destaca-se a rapidez em atravessar a estrada. A Associação das Vítimas de Acidentes de Viação (AMVIRO), lamenta o não uso das pontes pedonais, e sem revelar os números, assegura que os casos de acidentes de viação envolvendo o mau uso destas pontes, tem vindo a aumentar.
Arrancam dentro de seis meses as obras de reabilitação da Estrada Nacional Número 1 (EN1), no troço entre Missão Roque-Zimpeto, na Cidade de Maputo. A empreitada vai custar 27 milhões de dólares e o projecto de engenharia já está em curso.
Depois de muito tempo de espera, finalmente vão arrancar as obras de reabilitação deste troço, que antes criava uma dor de cabeça aos automobilistas devido à sua degradação.
“O congestionamento no troço Zimpeto-Missão Roque é preocupante. Nós, automobilistas, somos muitas vezes obrigados a mudar de via, pois ficamos várias horas sem poder circular ”.
São queixas que se ouvem quase todos os dias esta via e por vezes sem alternativas. A promessa de reabilitação vem desde finais do ano passado e, agora, parece ser uma realidade.
Em entrevista ao “O País”, o coordenador do projecto de reabilitação da EN1 neste troço, Nelson Tsanzana, revelou que já iniciou o projecto de engenharia para o início das obras, cuja duração será de seis meses.
“O troço que sai da Missão Roque até Zimpeto teve garantia de financiamento em 2023 em Novembro pelo Fundo Saudita, quando se assinou o acordo para tal.Neste momento, praticamente foram dados todos os passos para a utilização do valor em coordenação com o Ministério das Finanças. Estamos a iniciar a elaboração do projecto de engenharia que vai durar seis meses”, referiu Nelson Tsanzana.
Entre as dificuldades para o avanço das obras, a Administração Nacional de Estradas (ANE) aponta o atraso na retirada de vendedores informais das bermas da estrada.
Os automobilistas que usam regularmente o troço, vêem com bons olhos o projecto, porém consideram longo o prazo previsto para o arranque das obras.
“Seis meses é muito tempo. Na quadra festiva não será possível passar por aqui, devido ao congestionamento, se até agora está assim, imagina até lá”, diz António Mário, um dos automobilistas que tem usado esta via regularmente.
Dércio Siquisse, também automobilista, disse: “Se me dissessem que a reabilitação é para amanhã para mim seria muito bom, porque passar por aqui não tem sido uma tarefa fácil ” .
As obras contemplam ainda a reabilitação e ampliação do troço entre 3 de Fevereiro, na província de Maputo à Incoluane, zona limítrofe com a província de Gaza.
Há mais de 200 hectares ociosos na penitenciária Regional de Mabalane, devido a insuficiência de meios de produtos, associada às avarias sistemáticas. O problema agravou-se com a vandalização do sistema mecanizado de irrigação, há 10 meses. Espera-se alcançar mais de 500 toneladas de produtos diversos, mas a falta de transporte pode comprometer o escoamento para os mercados locais.
A penitenciária Regional de Mabalane, na província de Gaza, poderia estar a produzir em mais de 300 hectares, mas, porque a água não circula adequadamente e não há meios suficientes de produção, mais de 200 hectares não estão a ser utilizados.
“Porque, neste momento, estamos a trabalhar com dois tractores. Estamos sempre a reparar por causa de algumas avarias, porque já estão há bastante tempo a funcionar. Por enquanto, nós trabalhamos com três moto bombas”, revelou o Chefe da Unidade de Produção da penitenciária Regional de Mabalane, José António.
O sistema mecanizado de irrigação foi, supostamente, vandalizado há 10 meses e a sua reparação custa mais de 20 milhões de meticais, que não estão disponíveis.
“Fomos descobrir que o pivot estava com a sua caixa de comando vandalizada. Havia sido vandalizado o PT, que alimenta o próprio pivô e a eletro-bomba”, avançou o Chefe de Departamento de Inspeção da penitenciária, Carlos Momade.
Carlos Momade reconhece ainda que a situação “traz constrangimento na irrigação dos campos”.
Contudo, as áreas de produção estão verdes e a garantia é de uma campanha agrícola 2025-2026 promissora, aliás, espera-se mais de 500 toneladas de culturas diversas, aliada a produção pecuária que conta atualmente com mais 173 bovinos.
“Hoje, temos 85,5 hectares lavrados com culturas. Esperamos um resultado de 553 toneladas, seis tanques de produção de peixe, que contam com dois mil alevinos em produção”, explicou José António, acrescentando que há falta de meios para escoamento da produção.
Por sua vez, a governadora de Gaza, Margarida Mapandzene, defende soluções locais face aos problemas levantados.
“Então, os rendimentos podem servir também, aos poucos, para podermos arranjar o equipamento que está avariado, ao longo do nosso trabalho. Parece que tem mais de 300 e tal hectares, estão a explorar menos que a metade. Tem muita couve, tem muitas hortícolas, tem também muitos cereais. Então, desde já temos que identificar qual é o mercado para o feijão e para o milho (…) Mesmo localmente, assim como Maputo, traz feijão de Niassa e é uma oportunidade de termos feijão aqui perto, em Mabalane, na província de Gaza”, disse a governadora.
A penitenciária regional de Mabalane conta com mais 400 reclusos distribuídos em vários sectores da unidade de produção.
Quase metade da população enfrenta uma crise de fome sem precedentes no Sudão, devido aos conflitos que acontecem há mais de dois anos. O sector agrícola está mergulhado numa crise que reduziu bastante a produção.
Segundo as Nações Unidas, cerca de 24,6 milhões de sudaneses enfrentam uma “grave insegurança alimentar” que afecta cerca de 637 mil pessoas.
Na sexta-feira, a Organização Mundial da Saúde confirmou a existência de algumas zonas daquele país que estão a registam casos de fome, refere a CCTV.
A agricultura, espinha dorsal da economia do Sudão, foi prejudicada por conflitos generalizados que destruíram os sistemas de irrigação, expulsaram trabalhadores rurais de suas terras e deixaram vastas áreas sem cultivo.
Desde 2024, o conflito espalhou-se para as principais regiões produtoras de grãos no centro e sudeste do Sudão e reduziu ainda mais as terras aráveis.
O projecto agrícola de Gezira, a maior zona agrícola irrigada do Sudão, foi particularmente afectado. De acordo com as autoridades locais, o conflito já causou entre 15 e 20 biliões de dólares em danos.
Embora os combates em Gezira tenham diminuído desde o início deste ano e as famílias deslocadas estejam a começar a retornar, a recuperação tem sido lenta.
Líderes europeus vão visitar os Estados Unidos para discutir o fim da guerra na Ucrânia. O presidente norte-americano, Donald Trump, disse que o encontro será nesta Segunda ou Terça-feira.
Trata-se de uma visita, que objectivo principal é a discussão para colocar fim da guerra Russo-Ucraniana, cujas negociações de paz veem sendo feitas, sem sucesso até ao momento.
De acordo com o presidente dos EUA, Donald Trump, o encontro com certos líderes europeus, cujos nomes preferiu não revelar, vai acontecer nesta segunda ou Terça-feira.
Trump disse ainda que vai falar com o presidente russo, em breve e indicou que a administração norte-americana está preparada para avançar para uma segunda fase de sanções contra Moscovo devido à invasão em grande escala da Ucrânia.
Os comentários de Trump surgem depois de a Rússia ter lançado o maior ataque aéreo de sempre contra a Ucrânia, matando pelo menos quatro pessoas e incendiando o principal edifício governamental da capital, Kiev.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, condenou o ataque deste domingo, dizendo que as declarações de condolências dos dirigentes e instituições do Estado devem ser apoiadas por ações fortes.
O Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (INATRO, IP) confirmou a morte de nove pessoas, em resultado de um acidente de viação do tipo choque, na Estrada Nacional nº 4 (EN4), no distrito de Moamba, em Maputo. O INATRO apela ao cumprimento rigoroso das regras de trânsito, como forma de preservar vidas nas estradas nacionais.
O acidente ocorreu por volta das 04h45, próximo da portagem, no distrito de Moamba. O sinistro envolveu três veículos pesados, sendo um deles de transporte de passageiros.
Segundo informações preliminares, avançadas pelo INATRO, os veículos seguiam no mesmo sentido, Ressano Garcia–Moamba, quando um dos camiões de mercadorias embateu na traseira do semi-coletivo de passageiros, que estava parado na fila de trânsito, projectando-o contra o segundo camião à sua frente.
As causas prováveis apontam para excesso de velocidade e distracção na condução, por parte do condutor do veículo pesado de mercadorias, causador do sinistro.
O acidente resultou, até ao momento, em nove mortos, sendo oito no local e um a caminho do hospital.
A província de Inhambane, internacionalmente conhecida pela sua riqueza cultural, pelas praias de águas cristalinas e pela singularidade da sua biodiversidade, prepara-se para dar um passo decisivo na transformação do turismo no principal motor da sua economia. Ainda este ano, a região vai acolher a I Conferência Internacional de Turismo, um evento que promete reunir especialistas, investidores e operadores do sector para traçar caminhos concretos de crescimento sustentável.
O governo provincial vê a conferência como uma oportunidade única de colocar Inhambane no centro das atenções nacionais e internacionais, mostrando ao mundo o vasto potencial turístico que a província possui, de forma a atrair investimentos capazes de gerar receitas, criar empregos e impulsionar o desenvolvimento económico e social.
Nos últimos cinco anos, foram aprovados 197 projectos ligados à hotelaria e ao turismo, representando um volume de investimento estimado em 600 milhões de dólares. Números que revelam a dimensão do interesse na província, mas que, segundo o executivo, ainda estão longe de refletir todo o verdadeiro potencial da região.
Falando ao jornal O País, o governador de Inhambane, Francisco Pagula, explicou que a conferência, marcada para Novembro, na cidade de Vilankulo, nasceu da necessidade de criar um mecanismo estruturado de engajamento entre os diferentes investidores nacionais e internacionais.
“Não tínhamos outro caminho senão encontrar este espaço de convergência, e é por isso que abraçamos este sonho. O patrono da conferência será Sua Excelência o Presidente da República, o que demonstra a importância que o evento assume para o país. Mais do que uma conferência, trata-se de um momento histórico, em que vamos mostrar ao mundo aquilo que Inhambane tem para oferecer”, afirmou.
O governador destacou que já existem confirmações de presenças de grandes players do turismo mundial, incluindo grupos internacionais de referência como o Singita e operadores vindos do Botswana. Pagula acrescentou ainda que o vice-presidente do Zimbabwe esteve recentemente em Inhambane e manifestou interesse em envolver o empresariado do seu país no evento, reforçando a dimensão internacional da conferência.
“Queremos que o mundo saiba que Inhambane é a única província do país com quatro parques de conservação. Foi por isso que lançamos recentemente uma revista intitulada ‘Investir em Inhambane’, que destaca as potencialidades das nossas áreas de conservação. Mas o que torna a província ainda mais singular é o facto de ser um dos poucos lugares no mundo onde, num único dia, é possível ver os cinco maiores animais do mar e também os cinco maiores animais da terra. É esta combinação única que pode transformar Inhambane num dos destinos turísticos mais importantes do planeta”, sublinhou o governador.
Pagula foi mais longe, explicando que a aposta no turismo não é apenas para dinamizar a economia local, mas também para gerar efeitos multiplicadores em outros setores estratégicos. “Queremos que o turismo esteja na linha da frente da produção global da província, porque só assim ele poderá criar empregos e estimular outras indústrias, como a agrícola, a de processamento e até a do gás natural que temos na região. O turismo pode e deve ser o catalisador para todas estas áreas, porque é uma indústria transversal e de alto impacto.”
Um dos temas centrais da conferência será a componente de infraestruturas, que o governador classificou como “o pilar essencial para tornar o turismo competitivo e sustentável”. Neste âmbito, Pagula apontou como prioridade a necessidade de melhorar as estradas e a mobilidade dentro da província, defendendo a concretização de projetos estruturantes como a estrada Mapinhane-Pafuri. “Se conseguirmos avançar com esta ligação direta, o turismo de praia, de interior e de safári poderá fluir de forma integrada, colocando Inhambane em vantagem em relação a outros destinos africanos.”
O governador reconheceu que ainda não pode revelar todos os nomes dos investidores que estarão presentes, por questões organizacionais, mas garantiu que grandes grupos internacionais já confirmaram interesse. “Estamos a falar de players que podem transformar completamente a nossa paisagem económica. Em breve vamos anunciar oficialmente a lista de participantes, mas o mais importante é que já temos garantias de presenças que vão dar peso e credibilidade a esta conferência”, assegurou.
Para Francisco Pagula, este encontro internacional é, acima de tudo, uma oportunidade para o país repensar o turismo como verdadeiro motor económico. “Temos que refletir sobre o que falta fazer para que o turismo seja realmente o setor de ponta na nossa economia. A conferência vai servir também para isso: ouvir, debater e, acima de tudo, atrair compromissos que tragam resultados concretos.”
A expectativa é que o evento marque o início de uma nova etapa para Inhambane, consolidando a província como um destino turístico de classe mundial e transformando o setor numa alavanca de desenvolvimento económico, social e cultural.

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