O Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, anuncia a conclusão das obras de reabilitação da estrada Quelimane–Namacurra, com cerca de 70 quilómetros de extensão. Segundo o governante, faltam apenas neste momento observar um troço de 4,6 quilómetros na entrada da cidade de Quelimane.
As obras arrancaram no segundo semestre de 2020 e tinham conclusão prevista para 2023. No entanto, diversos constrangimentos, sobretudo fenómenos climáticos extremos, condicionaram o cumprimento dos prazos inicialmente estabelecidos.
O ministro dos transportes e logística, João Matlombe, deslocou-se ao local para avaliar o andamento dos trabalhos e anúncio a conclusão dos trabalhos.
No âmbito do programa Mais Estradas, o ministro visitou igualmente o troço Malei–Maganja da Costa, com o objetivo de aferir o nível de preparação da província para o arranque das obras. O projeto encontra-se atualmente na fase de concurso público.
Ainda em Quelimane, Matlombe visitou a área destinada à implantação de um terminal de combustíveis, uma infraestrutura prevista no âmbito do projeto de concessão do Porto de Quelimane, recentemente aprovado pelo Conselho de Ministros.
De acordo com o ministro, o terminal será estratégico para reforçar a capacidade logística da região e responder à procura crescente de combustíveis, incluindo para o mercado do Malawi.
O Governo e os partidos políticos signatários do Compromisso Político para um Diálogo Nacional Inclusivo anunciaram, esta terça-feira, em Maputo, que está tudo preparado para o lançamento da fase de auscultação pública nacional e na diáspora, evento a ter lugar amanhã, 10 de Setembro, numa cerimónia a ser dirigida pelo Presidente da República, na Cidade de Maputo.
Segundo a Presidência da República, a escolha da data resulta do consenso alcançado a 15 de Agosto último entre o Governo e os partidos signatários, após uma reunião que visou consolidar entendimentos sobre a condução do processo.
“Está tudo a postos para que neste dia, 10 de Setembro, possa ter lugar o acto público do lançamento do processo de auscultação nacional no âmbito do Diálogo Nacional Inclusivo, uma cerimónia a ser dirigida por Sua Excelência Daniel Francisco Chapo, Presidente da República de Moçambique”, declarou o porta-voz da sessão de diálogo político, Edson Macuácua, Macuácua, ao fim da jornada de trabalhos de hoje na Presidência da República.
Segundo o porta-voz, a reunião de hoje, conduzida pelo Chefe do Estado, aprovou instrumentos considerados fundamentais para dinamizar a implementação do processo. “Primeiro, foi aprovada a composição final, tanto da Comissão Técnica de Materialização do Diálogo Nacional Inclusivo, como a inclusão de três personalidades provenientes da sociedade civil”, revelou.
Edson Macuácua acrescentou que foram igualmente aprovados os dez grupos de trabalho que irão preparar propostas a submeter, em primeira instância, à Comissão Técnica, e posteriormente à consideração da liderança política do processo de diálogo.
Sobre a composição destes grupos, o porta-voz detalhou que “são concebidos, cada um deles, por dez personalidades, cuja composição compreende personalidades resultantes do processo de convite público que foi lançado, onde cidadãos provenientes da sociedade civil, da academia, do sector privado, concorreram a manifestar o interesse em participar, cidadãos designados por cada um dos partidos políticos signatários, em número de dois, e também técnicos provenientes dos ministérios cujas suas áreas de actuação têm matérias cobertas pelo objecto do Diálogo Nacional Inclusivo”.
A cerimónia de amanhã compreenderá vários momentos, incluindo “a apresentação da Comissão Técnica, a apresentação da metodologia do diálogo nacional inclusivo, para que os cidadãos possam compreender quais são os mecanismos, os procedimentos, toda a arquitectura do processo, como é que poderão participar do diálogo nacional, como é que se irá efectivar a inclusão no processo do diálogo”, adiantou.
De acordo com Macuácua, a sessão contará ainda com a intervenção do representante dos parceiros de cooperação, a intervenção do presidente do segundo partido mais votado, em representação dos partidos signatários, e, por fim, o discurso do Chefe do Estado. “Teremos o momento mais alto, que é o discurso da ocasião que será proferido por Sua Excelência Daniel Francisco Chapo, Presidente da República de Moçambique, que marcará o lançamento do processo da auscultação pública nacional”, destacou.
A fase que agora se inicia prevê uma participação alargada, envolvendo sociedade civil, partidos políticos, academia e diferentes estratos sociais, abrangendo os níveis distrital, provincial, central e também as comunidades moçambicanas residentes no exterior, num esforço de tornar o processo inclusivo, abrangente e participativo.
O Secretário Executivo da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), Elias Magosi, manifestou, esta terça-feira, em Maputo, a satisfação da organização com os avanços alcançados por Moçambique nas áreas da paz, segurança, comércio e desenvolvimento regional. As declarações foram feitas após um encontro de trabalho no Gabinete do Chefe do Estado.
Segundo Magosi, a audiência permitiu alinhar prioridades e identificar áreas em que a SADC pode apoiar Moçambique. “Então, eu estava discutindo com o Presidente Chapo essa visão de como nós pensamos
que a SADC pode progredir. Segundo, nós gostaríamos de apreciar algumas das prioridades que o governo e o Presidente querem perseguir e como a SADC, como uma região, pode apoiar Moçambique, pode apoiar o governo”, afirmou.
No domínio político, o Secretário Executivo destacou os passos positivos dados por Moçambique após as eleições gerais de 2024, apontando para o lançamento iminente de um processo considerado determinante. “Você vai notar que, imediatamente após as eleições, houve algum conflito e o Presidente até mesmo deu progresso, muito bom progresso. E eu acho que amanhã ele vai lançar um processo muito importante. Este é um passo na direcção certa e nós realmente enaltecemos o Presidente por isso”, disse.
O processo em causa é a fase de auscultação pública nacional e na diáspora sobre o diálogo nacional inclusivo, consensualizado entre o Governo e os partidos políticos, com a participação da sociedade civil, da academia e de vários estratos sociais.
Na vertente económica, Magosi salientou a necessidade de acelerar a integração regional através da facilitação do comércio, destacando a importância de eliminar barreiras e aprovar instrumentos regionais já existentes, como o protocolo de comércio e o Fundo de Desenvolvimento Regional, que contribui para a mobilização de recursos.
O responsável sublinhou que cabe aos Estados-membros ratificar instrumentos jurídicos regionais, entre os quais o referido Fundo de Desenvolvimento Regional, de forma a viabilizar projectos e apoiar países com menor capacidade financeira. Realçou igualmente o impacto positivo dos investimentos em corredores de transporte como os de Nacala e Beira, apoiados por instituições como o Banco Africano de Desenvolvimento e a Africa50.
“Mas, por trás de tudo isso, é a infra-estrutura que facilita o comércio. O Presidente já nos mostrou os progressos que estão fazendo nos corredores. Então, estes são bons desenvolvimentos que os países estão perseguindo para garantir que os pontos de fronteira funcionem”, referiu Magosi, salientando que corredores funcionais impulsionam a circulação de pessoas, mercadorias e capitais.
No capítulo da segurança, o Secretário Executivo destacou a relevância da estabilização da província de Cabo Delgado, onde o terrorismo continua a constituir um desafio. “Também é importante para nós que a área de Cabo Delgado seja estável, há terrorismo lá, nós precisamos contê-lo, nós enaltecemos o trabalho que o governo e o Presidente estão fazendo lá, incluindo os projectos que começaram lá, para garantir que estes projectos também facilitem a paz, mas também facilitam o desenvolvimento destas comunidades”, afirmou.
Magosi garantiu que a SADC vai manter o acompanhamento da situação em Cabo Delgado, recordando o papel da Missão Militar da organização (SAMIM). “Nós ainda estamos monitorando para garantir que Cabo Delgado esteja estável, porque se estiver estável, se o terrorismo for contido em Cabo Delgado, isso não afectará a região. Portanto, nós continuaremos a participar com Moçambique nisto”, concluiu.
Engenheiros civis alertam para necessidade de interdição total e imediata da Escola em iminente colapso no distrito de Chibuto, província de Gaza, para evitar tragédias. João Magalhães diz que a infra-estrutura escolar pode ruir a qualquer momento devido à baixa resistência na sequência da umidade acentuada nos últimos 13 anos.
São novos desenvolvimentos sobre a reportagem do O País, em torno do iminente colapso da Escola Secundária de Chibuto na província de Gaza, uma situação de degradação que coloca em risco mais de três mil alunos e professores.
A administradora do distrito de Chibuto, Cacilda Banze, manifestou, igualmente, preocupação à volta do estágio actual da escola em causa. “E não só quando se trata de vidas humanas, não há uma nem duas.Estamos a falar de vidas que temos todos a abraçar. Ou deitamos abaixo daquele edifício ou reparamos, tudo vai ser avaliado com os próprios engenheiros”.
E nisto, o edifício de 50 anos foi submetido a uma leitura técnica. O engenheiro civil, João Magalhães enumera várias fragilidades causadas, principalmente, pela umidade na sequência da degradação acentuada da cobertura nos últimos 13 anos.
“O edifício sofre de humidade, pelo que a cobertura apresenta alto nível de degradação que está permitindo a entrada de água para ser permeada pela laje, o que provoca corrosão das armaduras e, consequentemente, fragmentação parcial da laje”, explicou
Estruturalmente, a armadura do edifício de três pisos encontra-se, profundamente, deteriorada e isto, por um lado reduz a sua resistência, e por outro eleva a probabilidade de queda tendo em conta o nível de pressão.
“Temos algumas partes ao longo dos corredores que também estão fragmentadas, porque por causa da corrosão, por causa da deterioração, parte da capacidade de resistência do edifício perdeu-se”, revelou o engenheiro.
A direcção provincial da Educação em Gaza, anunciou há quatro dias que proibia o uso de 8 de um total de 21 salas, enquanto decorre um estudo multissetorial, sem no entanto avançar datas para sua divulgação.
“Interditamos o uso de oito salas de aulas. Neste momento estamos a mobilizar material para poder construir salas de aulas provisórias. O Ministério da Educação, a Direção Provincial de Educação, o INGD, a Direção Provincial de Obras Públicas, esteve no local a fazer um estudo da real situação da escola para encontrar a melhor solução, neste caso, para ultrapassar este problema”, avançou, a porta-voz, Raquelija da Glória.
Entretanto o engenheiro Magalhães, alerta para necessidade de interdição total e imediata do edifício. “Melhor seria que fizesse esse estudo enquanto os estudantes ou alunos ou demais funcionários fizessem ou desenvolvessem suas atividades fora do edifício. Depois de fazer esses estudos, com um embasamento, um fundamento técnico, pode-se determinar se o edifício pode ser parcialmente ou totalmente interdito. Quanto à questão de avaliação para soluções para ver se é viável uma reabilitação ou uma demolição em casos mais graves, quanto é que isso custa?”, concluiu.
Não foram ainda avançadas as datas para divulgação do relatório sobre o estágio deste edifício em Chibuto, nem sobre o arranque das obras das salas provisórias, e nisto mais de 30 turmas e 70 professores continuam em exposição ao risco.
Em novembro, Joanesburgo receberá a cúpula do G20, mas o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não participará do encontro. Segundo anunciou, será o vice-presidente J.D. Vance quem representará o país.
Trump e o presidente sul-africano Cyril Ramaphosa, anfitrião do evento, vivem uma relação conturbada. No início do ano, durante uma reunião na Casa Branca, os dois se desentenderam após Trump insistir na narrativa de que agricultores brancos na África do Sul estariam sendo alvo de genocídio — afirmação negada veementemente pelo governo de Ramaphosa, que descarta motivações raciais nos episódios de violência.
As tensões aumentaram depois que Trump suspendeu a ajuda financeira a Pretória, fixou tarifas de 30% sobre exportações sul-africanas para o mercado americano e criticou a posição do país no conflito entre Israel e Hamas.
Em março, o embaixador sul-africano Ebrahim Rasool foi expulso de Washington após criticar a administração Trump. Já o sindicato africâner Solidarieit, censurado por Ramaphosa em sua passagem pelos EUA, planeja retornar a Washington em setembro para discutir com o Departamento de Estado e outros interlocutores a revogação das leis de reparação racial, a retomada plena das relações diplomáticas e a assinatura de um acordo de comércio equilibrado.
Apesar da ausência de Trump, autoridades sul-africanas disseram receber bem a participação de Vance e reforçaram que o sucesso da cúpula depende sobretudo do conteúdo dos debates, e não da presença de um único chefe de Estado.
O G20 reúne 19 países, além da União Europeia e da União Africana, em torno de políticas econômicas globais. Este ano, pela primeira vez, o encontro será realizado no continente africano, sob o tema “Solidariedade, Igualdade e Sustentabilidade”.
Dez produtores de culturas diversas receberam igual número de tractores. A iniciativa enquadra-se no programa MozRural e visa dinamizar a produção e produtividade do sector familiar.
O distrito de Mossurize prevê produzir, na presente campanha agrária, numa área de cerca de 215 mil hectares, esperando colher pouco mais de 600 mil toneladas de culturas diversas.
Para concretizar essa meta, o programa MozRural entregou 10 tractores aos produtores daquela região da província de Manica.
Os tractores vão beneficiar mulheres e jovens que deverão comparticipar com 15 por cento do valor da compra de tractor, estimado em cerca de três milhões e quinhentos mil meticais. Para estes, a iniciativa irá alavancar a produção agrícola.
Com este lote, somam-se 21 tractores entregues pelo programa MozRural no distrito de Mossurize.
O programa MozRural está a ser implementado em todos os distritos da província de Manica, onde já foram aprovados 90 projectos, maior parte dos quais para aquisição de tractores e respectivas alfaias.
Um relatório da Autoridade Reguladora das Comunicações, sobre a aferição da qualidade dos serviços de telecomunicações prestados pelas operadoras de telefonia móvel no país, concluiu que “nenhum operador cumpriu com a meta definida no regulamento” sobre a disponibilidade da rede. Alguns parâmetros sobre os serviços de voz e dados permanecem, também, abaixo das metas estabelecidas.
Relativamente à disponibilidade da rede, “nenhum operador cumpriu com a meta definida no regulamento sobre qualidade de serviço de telecomunicações que é de 99%, sendo que a Tmcel atingiu uma disponibilidade média de cerca de 91,95%, a Vodacom com cerca de 96,78%, e a Movitel com cerca de 91,40%”.
Sobre o serviço de voz, “a avaliação dos indicadores de qualidade evidencia”, de forma geral, “desempenhos diferenciados entre as três operadoras. Em alguns parâmetros, os resultados permanecem abaixo das metas estabelecidas. Contudo, todas as operadoras cumprem parcialmente os requisitos”.
A aferição, segundo a Autoridade Reguladora das Comunicações, decorreu entre os meses de Junho e Novembro de 2024, abrangendo as zonas Sul, Centro e Norte do país. Os testes foram realizados em 20 áreas geográficas, nomeadamente Caia, Chibuto, Chókwè, Cuamba, Dondo, Gondola, Homoíne, Manica, Maputo, Matola, Maxixe, Metangula, Metuge, Moatize, Mocuba, Morrumbala, Mutarara, Nacala, Pemba e Ribáuè.
Na avaliação que diz respeito ao serviço de dados, em relação à velocidade de transferência de dados para tecnologia 3G, “a Vodacom alcançou a melhor velocidade média para download de 4,95 Mbps, seguida da Tmcel com 4,91 Mbps e, por fim, a Movitel com 2,70 Mbps”.
“Para a tecnologia 4G, a Vodacom também alcançou a melhor velocidade média para download, tendo alcançado 20,71 Mbps, seguida da Tmcel com 14,44 Mbps e, por último, a Movitel com 13,02 Mbps”.
Em termos de cobertura, no geral, verifica-se uma concentração das tecnologias 3G e 4G nos centros urbanos e nos pontos de maior aglomerado populacional.
Relativamente às metas de cobertura previstas no regulamento de qualidade de serviço públicos de telecomunicações, constatou-se que, em relação à rede 2G, “a cobertura define que 95% das medições do nível de sinal de cobertura deve ser superior a -85 dbm em cada área geográfica”.
Entretanto, das 20 áreas geográficas testadas, a Tmcel teve um cumprimento de cobertura em 14 locais, correspondente a cerca de 70%.
Por sua vez, “a Vodacom cumpriu em cinco locais, portanto, cerca de 25%; enquanto, a Movitel cumpriu em 12 locais, o equivalente a 60%”.
Na rede 3G, a meta de cobertura prevê que 95% das medições do nível de sinal de cobertura deve ser superior a -95 dbm em cada área geográfica. Todavia, das 20 áreas geográficas testadas, a Tmcel teve um cumprimento de cobertura em sete locais, correspondente a cerca de 35%; a Vodacom cumpriu com a meta de cobertura em 12 locais, o que equivale a cerca de 60%. A Movitel cumpriu em 13 locais, correspondente a cerca de 65%.
REDE 4G
A meta de cobertura define que 95% das medições do nível de sinal de cobertura deve ser superior a -105 dbm em cada área geográfica, mas “das 20 áreas geográficas testadas, a Tmcel cumpriu em oito locais, o que corresponde a 40%; a Vodacom cumpriu em 17 locais, correspondente a 85%, e a Movitel cumpriu também em 17 locais, correspondente a 85% dos locais”.
A aferição da qualidade dos serviços de telecomunicações é realizada com regularidade desde 2021 e visa promover a transparência no sector, ao disponibilizar informação clara e verificável ao público, proteger os consumidores, reforçar a responsabilidade das operadoras para com os seus clientes e incentivar a concorrência sã no mercado.
A Autoridade Reguladora das Comunicações diz que reconhece os desafios que o sector das telecomunicações enfrenta e vai continuar a monitorizar a qualidade dos serviços prestados pelas operadoras, visando a satisfação das expectativas dos consumidores.
O presidente brasileiro, Lula da Silva, acusou, nesta segunda-feira, os Estados Unidos da América, de chantagem tarifária, na cúpula virtual dos BRICS. A Rússia rejeita novas sanções do governo de Donald Trump e reforça posição sobre a guerra na Ucrânia.
A acusação do presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, enquadra-se numa série de duras críticas feitas aos Estados Unidos, nesta segunda-feira, durante a cúpula virtual do BRICS. Lula da Silva disse que a alegada “chantagem tarifária” serve para interferir em questões internas do Brasil e restringir a liberdade de comércio com países aliados.
Lula sem citar os EUA, sublinhou este parecer nas suas redes sociais, reafirmando que o Brasil nao se vai submeter a ordens externas.
Lula também fez um apelo para maior unidade entre os membros do BRICS e pela defesa do multilateralismo nos fóruns internacionais, em especial na ONU.
O Governo russo afirmou nesta segunda-feira, que nenhuma medida punitiva forçará Moscou a mudar sua posição no conflito com a Ucrânia, e classificou as sanções anteriores como “inúteis”.
A Rússia refere que segue disposta a dialogar e acompanhar de perto os desdobramentos das negociações de paz, defendendo uma abordagem construtiva por parte de Washington.
O secretário-geral da ONU condenou hoje “o ataque de terror” em Jerusalém, no qual seis pessoas morreram e várias ficaram feridas, indicou o porta-voz de António Guterres.
“O secretário-geral condena veementemente o ataque de terror de hoje em Jerusalém, no qual pelo menos seis pessoas foram mortas e muitas outras ficaram feridas”, disse Stéphane Dujarric em comunicado.
Guterres transmitiu ainda condolências às famílias das vítimas e desejou uma recuperação completa e rápida aos feridos.
Segundo a imprensa internacional, o ataque foi executado por dois palestinos, que abordaram um autocarro no cruzamento de Ramot, após o que abriram fogo contra os passageiros antes de serem abatidos por um membro das forças de segurança e um civil armado.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, salientou que o país estava “numa enorme guerra contra o terrorismo em todas as frentes” e prometeu uma resposta das forças de segurança ao ataque.
O grupo extremista palestiniano Hamas, que enfrenta uma ofensiva militar israelita desde que atacou Israel em 07 de Outubro de 2023, aplaudiu a “heroica operação” realizada por “dois combatentes da resistência palestiniana”.
O julgamento contra Jair Bolsonaro entra nesta terça-feira na última semana, com a votação dos cinco juízes, até sexta-feira, que podem condenar o ex-Presidente brasileiro por tentativa de golpe de Estado.
Segundo a imprensa local, o tribunal programou sessões diárias até sexta-feira, para concluir o processo, depois de, na semana passada, o julgamento ter ficado marcado pelo pedido de condenação de todos os acusados por parte do Ministério Público e com a defesa dos réus a pedir a absolvição dos seus clientes.
O coletivo de juízes que forma a Primeira Turma (coletivo) do Supremo Tribunal Federal (STF) é composto pelo juiz Alexandre de Moraes (considerado o `inimigo número um` do bolsonarismo), por Flávio Dino (ex-ministro da Justiça do Presidente Lula da Silva), Luiz Fux (indicado ao STF pela então Presidente Dilma Roussef), Cármen Lúcia (indicada ao STF por Lula da Silva) e Cristiano Zanin (ex-advogado pessoal de Lula da Silva).
Hoje, o primeiro voto será feito por Alexandre de Moraes, relator do processo, depois de se pronunciar sobre a sua análise dos factos.
O juiz, que sofreu sanções por parte dos Estados Unidos com a justificação de estar a promover “uma caça às bruxas”, já garantiu por diversas vezes que não se vai intimidar e, na semana passada, na abertura do julgamento, afirmou que foi feita uma tentativa de golpe de Estado, “atentando contra as instituições” com o objectivo de criar um “estado de excepção”.
Seguem-se depois os votos dos restantes juízes, que votam em ordem crescente de antiguidade no Tribunal, ficando por último o presidente do coletivo, Cristiano Zanin, que também será o responsável por proclamar o resultado.
Na sexta-feira, caso haja condenações, está previsto que os cinco juízes debatem sobre a fixação da pena para cada réu.
Em caso de condenação, para a qual é necessária uma maioria de pelo menos três votos, a entrada na prisão não será automática, pois ainda há espaço para alguns recursos.
Após a publicação do acórdão, a defesa e a acusação podem interpor embargos de declaração, no prazo de cinco dias, para corrigir eventuais contradições ou omissões.
Caso a decisão não seja unânime (3 a 2, com pelo menos dois votos pela absolvição), a defesa pode ainda recorrer por meio de embargos infringentes, que levam a matéria divergente ao plenário do STF, que tem 11 juízes.
Esses recursos podem prolongar o processo por semanas ou meses, e, mesmo após eventual rejeição, podem surgir novos incidentes, como agravos.
Há também a possibilidade de um ou mais juízes da Primeira Turma de solicitar vista do processo. Caso isso aconteça, deverá devolver os autos para retomada do julgamento no prazo de 90 dias. Ainda assim, mesmo que algum dos juízes peça vista, isso não impede os restantes juízes de votarem.
Além de Jair Bolsonaro, estão em julgamento o deputado federal Alexandre Ramagem, o almirante Almir Garnier Santos, ex-comandante da Marinha, o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, o general na reserva e ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República Augusto Heleno, o tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, o general e ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira e o general na reserva e ex-ministro da Casa Civil Walter Braga Neto.
Este grupo chamado de “Núcleo 1” ou “Núcleo Crucial”, composto por oito réus, responde por tentativa de abolição violenta do Estado de Direito Democrático, tentativa de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de património.
O ex-Presidente não deverá marcar presença no tribunal, alegando motivos de saúde, permanecendo na sua residência, onde cumpre prisão domiciliária, após ter violado medidas cautelares impostas pelo tribunal.

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