O Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, anuncia a conclusão das obras de reabilitação da estrada Quelimane–Namacurra, com cerca de 70 quilómetros de extensão. Segundo o governante, faltam apenas neste momento observar um troço de 4,6 quilómetros na entrada da cidade de Quelimane.
As obras arrancaram no segundo semestre de 2020 e tinham conclusão prevista para 2023. No entanto, diversos constrangimentos, sobretudo fenómenos climáticos extremos, condicionaram o cumprimento dos prazos inicialmente estabelecidos.
O ministro dos transportes e logística, João Matlombe, deslocou-se ao local para avaliar o andamento dos trabalhos e anúncio a conclusão dos trabalhos.
No âmbito do programa Mais Estradas, o ministro visitou igualmente o troço Malei–Maganja da Costa, com o objetivo de aferir o nível de preparação da província para o arranque das obras. O projeto encontra-se atualmente na fase de concurso público.
Ainda em Quelimane, Matlombe visitou a área destinada à implantação de um terminal de combustíveis, uma infraestrutura prevista no âmbito do projeto de concessão do Porto de Quelimane, recentemente aprovado pelo Conselho de Ministros.
De acordo com o ministro, o terminal será estratégico para reforçar a capacidade logística da região e responder à procura crescente de combustíveis, incluindo para o mercado do Malawi.
Duas pessoas morreram e nove ficaram feridas ontem, em Nampula, na sequência de um acidente de viação ocorrido no distrito de Monapo. O sinistro, do tipo despiste e capotamento, terá sido causado por excesso de velocidade.
O acidente aconteceu por volta das 14 horas desta quinta-feira, na Estrada Nacional Número 12, envolvendo um transporte semicolectivo de passageiros, que se despistou e capotou.
O sinistro foi confirmado pelo Comando Provincial da Polícia em Nampula, que avança que, além de matar duas pessoas, fez nove feridos graves e ligeiros.
De acordo com o chefe do Departamento de Relações Públicas no Comando Provincial da PRM em Nampula, Dércio Samuel, a viatura em causa fazia o trajecto Nacala–Ilha de Moçambique, e o excesso de velocidade pode ter sido a causa principal do acidente.
Este sinistro acontece numa altura em que o Conselho de Ministros avançou uma série de medidas visando reduzir casos de acidentes de viação.
Um suposto caçador furtivo foi detido na posse ilegal de duas armas no distrito de Chókwè, na província de Gaza. O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) suspeita tratar-se de um indivíduo que lidera quadrilhas que têm protagonizado vários crimes.
O indivíduo de 80 anos de idade foi detido após ter sido surpreendido na posse de duas armas de fogo e munições, na sua residência, em Matuba, no distrito de Chókwè, província de Gaza
O porta-voz do SERNIC, Zaqueu Mucambe, explica que a neutralização deste cidadão foi em flagrante delito, tendo sido apreendidas duas armas, uma AK-47, em estado operacional, e oito munições, além de uma arma de fogo do tipo Makarov, cujas condições técnicas ainda estão por se apurar.
Segundo o porta-voz, o cidadão em causa foi detido por posse de armas proibidas.
O SERNIC suspeita que as armas apreendidas, contendo oito munições, estivessem a ser usadas em incursões de caça furtiva no Norte da província de Gaza, bem como em diversos crimes, em Chókwè e nos distritos circunvizinhos.
“Segundo apurámos, ele adquiriu as armas há 43 anos. Ou seja, em 1983, e acredita-se que estas armas podem ter sido usadas para assaltos à mão armada, que se têm registado em alguns distritos, sobretudo na prática da caça furtiva.”
O indiciado assume estar na posse destas armas há 43 anos, mas nega qualquer envolvimento no mundo do crime.
“Apanharam as armas debaixo da cama. São minhas e apanhei-as no mato, no tempo de guerra. Cometi o erro de não as apresentar às autoridades, no ano de 1983, durante a fuga da guerra. Nunca usei estas armas”, refutou.
O Serviço Nacional de Investigação Criminal avançou que as armas serão submetidas à balística, para aferir a sua operacionalidade, na sequência das investigações que visam apurar se há envolvimento de outros indivíduos no caso.
“As armas serão submetidas à perícia, à balística, para aferir-se até que ponto as mesmas foram usadas ao então estado operacional”, concluiu Mucambe.
Com este caso, sobe para oito o número de armas recuperadas, incluindo 65 munições na província de Gaza, neste ano.
O Tribunal Administrativo negou dar visto ao polémico concurso público lançado pelo Instituto de Algodão e Oleaginosas por vícios, falta de observância às condições mais vantajosas para o Estado e ausência de critérios legalmente aceites. Os juízes decidiram ainda remeter o processo ao Ministério Público e mandar processar o Director-Geral do Instituto de Algodão por suspeitas de infracção financeira.
É que mesmo perante a polémica, os resultados do concurso público que adjudicou a prestação de serviços ao IAOM à empresa Future Tecnologies of Mozambique deu entrada no Tribunal Administrativo para receber o visto.
Antes de tomar a decisão, os juízes remeteram o processo para análise pelo Ministério Público e este concluiu, desde logo, existirem irregularidades, pelo que pediu que o Tribunal Administrativo invalidasse o concurso.
A análise do próprio tribunal administrativo detectou irregularidades, a começar pela experiência da empresa seleccionada.
“Considerando a data da constituição da empresa (8 de Abril de 2025), é claramente concludente que a Contratada não preencheu o requisito, não tendo demostrado, por si, experiência comprovada para garantir a execução do contrato celebrado, o que passou ao lado do júri que, na sua análise, não tomou em consideração tal facto, atestando inclusivamente que a contratada Future Technology of Mozambique, reuniu e apresentou todos os requisitos”, considerou o tribunal.
E por esse e demais argumentos analisados no processo, foram todas três decisões, nomeadamente:
Recusar o visto, por não terem sido acauteladas as condições mais vantajosas para o Estado e ainda, em decorrência dos vícios constatados (…) significando que o contrato em apreço não é exequível, sendo insusceptível de produzir qualquer efeito financeiro na esfera do Estado.
Remeter cópias do processo ao Ministério Público junto desta instância jurisdicional por existirem fortes indícios de que o processo pré-contratual, consubstanciado na adjudicação, possa estar pejado de vício passível de declaração de nulidade em decorrência das irregularidades identificadas.
Ordenar os serviços competentes deste tribunal a abertura imediata de um processo de multa contra o senhor Edson Herculano dos Anjos de Almeida, na qualidade de Director-Geral por haver indícios de cometimento de infração financeira.
As partes que não concordarem com a decisão do Tribunal Administrativo têm 10 dias para recorrer.
A presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, manifestou nesta sexta-feira, sentidas condolências pela morte do antigo deputado Amade Chemane Camal Júnior, vítima de doença.
Em mensagem, a presidente destacou a relevante contribuição de Amade Camal para o debate parlamentar na primeira legislatura multipartidária (1994/1999), representando a Bancada Parlamentar da FRELIMO pelo círculo eleitoral de Nampula. Amade Camal também se destacou como empresário e membro activo da comunidade muçulmana em Moçambique.
“Será sempre recordado pelo seu contributo no desenvolvimento do país, promoção do bem-estar dos moçambicanos e inovação no sector dos transportes”, afirmou Margarida Talapa.
A presidente da Assembleia dirigiu, em seu nome e em nome de todos os deputados, condolências à família enlutada, aos colaboradores da Sir Motors e do MetroBus, bem como à comunidade muçulmana, em particular à Mesquita da Polana.
“Que Allah lhe conceda Jannat al-Firdaws”, concluiu a Talapa, reafirmando o reconhecimento nacional pelo legado de Amade Chemane Camal Júnior.
O ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, diz que as pontes metálicas são a solução mais viável neste momento, face às recorrentes quedas de pontes convencionais na província de Nampula. O governante fez ontem a entrega da ponte sobre o rio Monapo, que tinha sido destruída pelo ciclone Jude.
O ciclone Jude passou pela província de Nampula, mas os estragos continuam visíveis em vários pontos da chamada capital do Norte. Muitas estradas ficaram danificadas. Em alguns distritos como Lalaua, Muecate e Ribáuè, na zona de Quichachi, a circulação de pessoas e bens decorre de forma condicionada, devido ao acentuado nível de degradação das vias, incluindo pontes que caíram.
Questionado pela imprensa sobre o problema, João Matlombe defende que, neste momento, a solução passa pela colocação de pontes metálicas.
João Matlombe garante que está em curso a movimentação de pontes metálicas para garantir a ligação entre os distritos que foram severamente afectados pelo ciclone e reconhece a demora na aquisição do material para repor a transitabilidade. Segundo disse, o Governo está a preparar-se para fazer face à época chuvosa que se aproxima.
Matlombe reconhece que esta medida não resolve o problema de intransitabilidade na província de Nampula. Porém, diz que o Governo não tem recursos financeiros para a construção de novas pontes neste ano.
“Se tivéssemos dinheiro, faríamos, até porque conhecemos as soluções necessárias para tal. O ponto tem a ver com a capacidade financeira para podermos realizar as intervenções”, explica.
O ministro dos Transportes e Logística diz que não se pode enganar a sociedade ou a população. Para ele, a população precisa de saber que o Governo tem estado a fazer obras pontuais para garantir que haja mobilidade de pessoas e bens.
João Matlombe falava nesta quarta-feira, no posto administrativo de Namialo, distrito de Meconta, durante a reabertura da ponte sobre o rio Monapo, que tinha sido destruída devido à passagem do ciclone Jude, limitando a transitabilidade por mais de cinco meses.
As obras de reconstrução desta ponte custaram aos cofres do Estado mais de 700 milhões de meticais.
Apenas 17% da população moçambicana está coberta por algum tipo de seguro, revelou, nesta quinta-feira, o secretário de Estado para o Tesouro e Orçamento, Amílcar Tivane, durante a XXIV Conferência Anual da Associação de Supervisores de Seguros dos Países Lusófonos (ASEL), realizada em Maputo.
Com uma população superior a 30 milhões de habitantes, o número de pessoas com seguro ainda é considerado bastante reduzido, sendo os homens os que mais recorrem aos serviços disponíveis. Segundo Tivane, “nós somos uma população de cerca de 32 milhões de habitantes, e mais da metade é economicamente activa. Contudo, em 2022, apenas 31% dos adultos possuíam uma conta bancária, a cobertura de pensões abrangia somente 14% da nossa população adulta e apenas 17% tinham acesso a algum serviço de seguro, actualmente”.
A baixa adesão reflecte a escassez de conhecimento da importância dos seguros e a fraca penetração do sector na economia, com apenas 2% de contribuição para o Produto Interno Bruto (PIB), comparativamente aos 4% registados, em média, nos países da CPLP. A meta do Governo moçambicano é atingir os 3% nos próximos anos.
A conferência também destacou o papel da tecnologia como elemento essencial para impulsionar o sector segurador. A presidente do Conselho de Administração da ASEL, Ester José, defendeu a inovação como caminho para a inclusão. “O desafio é, agora, aliar-se à tecnologia para criar produtos personalizados e acessíveis, garantindo que o consumidor os utilize de forma consciente”, afirmou.
Ester José sublinhou ainda que “a inteligência artificial revela ser uma força transformadora que tende a redefinir a subscrição de riscos e a gestão de sinistros, trazendo novos desafios regulatórios para a ASEL”.
Para Moçambique, um dos países mais vulneráveis do mundo a eventos climáticos extremos, a necessidade de mecanismos de protecção torna-se cada vez mais urgente.
“Precisamos de um sector de seguros robusto, inclusivo e preparado para enfrentar os desafios do presente e do futuro, com destaque para as mudanças climáticas, apostando nas novas estratégias tecnológicas e na gestão sustentável dos nossos recursos naturais”, apelou Tivane.
“A necessidade de seguros paramétricos e agrícolas tende a deixar de ser um discurso académico para se tornar uma prioridade política”, alertou Ester José, sublinhando o papel estratégico do sector segurador na resiliência das economias lusófonas.
A porta-voz do Instituto de Supervisão de Seguros de Moçambique (ISSM), Francelina Sitoe, reconheceu que a falta de conhecimento e confiança nos seguros continua a ser uma barreira significativa. “Nem toda a população compreende a importância de assegurar a sua saúde e os seus bens, daí que precisamos de continuar a trabalhar para conquistar a confiança da população”, afirmou Sitoe.
O seguro automóvel continua a liderar a procura no país, mas, durante a pandemia da COVID-19, houve um crescimento expressivo dos seguros de vida, reflectindo uma mudança no comportamento dos consumidores moçambicanos.
O Governo e os operadores do sector comprometem-se a fortalecer a regulação, promover a inovação tecnológica e reforçar campanhas de educação financeira. A intenção é, não apenas aumentar a taxa de cobertura, mas também garantir que os seguros sejam ferramentas eficazes na protecção social e económica dos moçambicanos.
O Presidente da República diz-se consternado com a notícia da morte de Amade Camal, político e empresário moçambicano no sector dos transportes, vítima de doença.
Daniel Chapo endereçou palavras de solidariedade à família enlutada, bem como a todos que com ele compartilharam momentos de convívio e colaboração.
“Nesta hora de dor e luto, em nome do Povo e do Governo da República de Moçambique, e em meu próprio, apresento à família enlutada, aos amigos, colegas e a todos quantos com ele privaram, as mais sentidas condolências”, disse.
O Chefe do Estado destaca a relevância do percurso do malogrado na vida pública, recordando o seu contributo como membro da Assembleia da República e o seu papel de referência como empresário e comentador.
“Amade Camal deixa um legado notável no nosso país, tendo exercido funções como Deputado da 1.ª Legislatura da Assembleia da República, e distinguindo-se igualmente como empresário e comentador em matérias de urbanismo, mobilidade urbana, infra-estruturas e finanças públicas, áreas às quais dedicou conhecimento, experiência e visão estratégica”.
Enaltecendo a dimensão do contributo de Amade Camal, Chapo afirma que o seu percurso constitui um testemunho de compromisso com o desenvolvimento nacional e com a busca de soluções para os desafios da sociedade.
Economistas e líderes de desenvolvimento africanos defendem reformas governamentais abrangentes, maior mobilização de recursos internos e parcerias inovadoras para acelerar a transformação económica nos países em transição do continente.
O apelo foi feito durante um diálogo político de alto nível organizado pelo Instituto Africano de Desenvolvimento (IAD) do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), no âmbito da 66.ª Conferência Anual da Sociedade Económica Nigeriana (NES), em Abuja.
A sessão, com o tema “Impulsionar a transformação económica de África nos Estados em transição: o papel do desenvolvimento de capacidades e da gestão do conhecimento”, foi moderada por Chidiebere Ibe, director de Desenvolvimento de Capacidades do IAD.
A sessão atraiu centenas de delegados de toda a África e do mundo, incluindo economistas de renome, decisores políticos, académicos, estudantes e parceiros internacionais de desenvolvimento.
Os Estados em transição de África são as economias mais vulneráveis do continente, enfrentando uma ampla gama de desafios políticos, económicos, de segurança e ambientais, e lutando por maior estabilidade e resiliência.
Ao abrir o diálogo, Abdul Kamara, Diretcor-Geral do Banco Africano de Desenvolvimento para o Departamento Nacional da Nigéria, disse que África deve acelerar o crescimento para pelo menos 7por cento ao ano e alcançar um crescimento do PIB per capita de 3,5 por cento durante quatro a cinco décadas para cumprir as metas da Agenda 2063 da União Africana.
“África necessita de 811 mil milhões de dólares por ano em financiamento para alcançar um crescimento inclusivo e um desenvolvimento sustentável. No entanto, o continente enfrenta um défice de financiamento de cerca de 680 mil milhões de dólares por ano”, afirmou Kamara.
Sublinhou que “só os Estados em transição necessitam de 210 mil milhões de dólares anualmente, com um défice de 188 mil milhões de dólares”, acrescentou.
Destacou também que o crescimento inclusivo centrado na criação de emprego, na capacitação dos jovens e das mulheres e na redução dos estrangulamentos estruturais, é fundamental para a abordagem do Banco, com enfoque em iniciativas como o programa iDICE da Nigéria, no valor de 618 milhões de dólares, para impulsionar a inovação e a economia criativa.
Kamara disse que o Banco está a investir na juventude, nas mulheres, nas infraestruturas, na energia, na educação e na tecnologia para enfrentar os desafios persistentes do desenvolvimento.
Eric Ogunleye, director do IAD, sublinhou a urgência de abordar a fragilidade, observando que 24 países africanos estão agora classificados como Estados em transição, contra 22 apenas nos últimos quatro anos.
“Mais de 250 milhões de africanos são diretamente afetados pela fragilidade, com mais de 44 milhões deslocados à força até meados de 2024”, disse Ogunleye. “Os países afetados por conflitos sofreram uma queda de 20% no crescimento e declínios significativos nos resultados sociais, à medida que os recursos são desviados da infraestrutura e da saúde para combater as causas da fragilidade”.
Alertou que os pontos críticos de instabilidade no Sahel, no Corno de África e na região dos Grandes Lagos ameaçam o desenvolvimento a longo prazo, a menos que os países realizem reformas ousadas, fortaleçam a governação e construam resiliência contra os choques climáticos.
Ambos os responsáveis do BAD enfatizaram que a transformação sustentada requer não apenas recursos financeiros, mas também investimentos no desenvolvimento da capacitação e na gestão do conhecimento. “A capacitação é crucial para a formulação de políticas e a construção de instituições”, disse Ogunleye. “Temos de nos afastar das políticas de copiar e colar e desenvolver estratégias localmente relevantes e adaptadas, enraizadas no conhecimento indígena e único do ambiente”, salientou.
Outros especialistas ecoaram o apelo à reforma. Emmanuel Owusu-Sekyere, diretor de Investigação, Política e Programas do Centro Africano para a Transformação Económica (ACET), salientou que a resolução de conflitos e a reforma da governação devem preceder qualquer desenvolvimento significativo.
“Os esforços devem concentrar-se primeiro em pôr fim ao conflito antes que qualquer atividade de desenvolvimento possa começar”, afirmou. “O mais importante é garantir que as reformas se concentrem no estabelecimento de uma boa governação e de uma liderança visionária. É aí que tudo começa e termina”, defendeu.
Owusu-Sekyere alertou que a corrupção e o fraco compromisso político continuam a ser o ‘elefante na sala’ de África e exortou os governos a conter os fluxos financeiros ilícitos, aproveitar as remessas e procurar planos de desenvolvimento apartidários.
Sobre financiamento, Adeyemi Dipeolu, membro do corpo docente da Unidade de Laboratório de Políticas do IAD e ex-conselheiro do presidente da Nigéria para os Assuntos Económicos, destacou a baixa relação entre impostos e PIB da África, de 17%, em comparação com 29% na América Latina e 26% no Leste Asiático.
Dipeolu salientou a importância de combater os fluxos financeiros ilícitos, que custam a África cerca de 90 mil milhões de dólares anualmente, e de aproveitar as remessas, que aumentaram para 56 mil milhões de dólares em 2024. Também alertou contra os empréstimos insustentáveis: “Dos países em situação de endividamento em todo o mundo, sete dos nove são africanos”, lamentou.
Jane Mariara, diretora executiva da Parcerias para Políticas Económicas (PPE), apontou para a redução da ajuda ao desenvolvimento, mas destacou as oportunidades nos fluxos de financiamento climático para África, que aumentaram para 137 mil milhões de dólares em 2024.
Apelou a uma maior capacidade de gestão da dívida e a uma utilização mais ampla de instrumentos de financiamento misto e partilha de riscos: “Os Estados em transição devem dar prioridade ao reforço da capacidade institucional, enquanto as parcerias com o setor privado podem desbloquear novos recursos”, sublinhou.
Ao longo do diálogo, os especialistas concordaram que a transformação nos Estados em transição de África dependerá de uma governação forte, estratégias de desenvolvimento coerentes, financiamento sustentável e parcerias robustas.
A Organização Mundial da Saúde alertou, hoje, que os hospitais da Faixa de Gaza estão à beira do colapso devido à guerra. Isto acontece numa altura em que a OMS queixa-se de estar a ser impedida de transportar combustível para lá.
As coisas não estão boas na Faixa de Gaza. Esta quinta-feira, o Director geral da Organização Mundial da Saúde alertou que a guerra poderá levar os hospitais locais ao colapso.
Tedros Adhanom disse através das redes sociais que os feridos e pessoas incapacitadas não conseguem chegar a locais seguros, colocando as próprias vidas em grave perigo.
O líder da OMS revelou ainda que os hospitais da região estão lotados e a situação está perto do colapso, à medida que a violência crescente bloqueia o acesso e impede a Organização Mundial da Saúde de entregar mantimentos.
Na quarta-feira , o Ministério da Saúde do Governo de Gaza, liderado pelo Hamas, denunciou que o Exército israelita está a bloquear, de propósito, os esforços da OMS para transportar combustível para o norte do enclave.
Até ao momento, perto de 3 mil doentes e acompanhantes foram retirados dos hospitais de Gaza, pelos Emirados Árabes Unidos.

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