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Gueta Chapo diz que a Organização da Mulher Moçambicana deve parar de depender de apoios de terceiros para execução das suas actividades.  A presidente da organização falou em Chimoio depois de visitar as futuras instalações do centro de sustentabilidade da mulher. 

Gueta Chapo visitou na tarde desta segunda-feira em Manica um espaço que vai receber diversos empreendimentos comerciais da Organização da Mulher Moçambicana, OMM. Trata-se de um complexo que, segundo Gueta Chapo, “deve reverter a situação financeira” do braço femenino da Frelimo e trazer-lhe autonomia.

“Este centro deve fazer dinheiro. Nossa organização deve parar de andar a pedir dinheiro.”

Desafiou cintando empreendimentos comerciais a serem edificados para sustentar partido. “Vamos fazer hotel grande da OMM; precisamos de um salão de eventos, quem quer organizar casamento vai alugar; mas também precisamos de um internato para as nossas meninas que vivem longe, além de um lugar para o lazer das nossas crianças.” Enumerou 

A iniciativa é do comitê provincial da OMM em Manica, mas Gueta espera que seja replicado pelas outras províncias.

“Os nossos distritos devem copiar aqui, mas também as outras províncias podem buscar experiências. E ainda podemos criar um mecanismo de juntar investimentos para desenvolver o projecto em uma província de cada vez, até completarmos.” Sugeriu. 

Falou ainda do Fundo Pró-Mulher, e apelou às mulheres a organizarem-se em cooperativas para beneficiar da iniciativa presidencial.

“O fundo é para as mulheres.  Precisamos nos organizar em grupos para receber o dinheiro. Elaborar projectos viáveis,  porque do contrário,  o dinheiro irá para aqueles que estão organizados.” Alertou.

Os trabalhos de edificação do Centro de Sustentabilidade da Mulher iniciam num futuro breve, segundo a presidente da organização.

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Gana diz que vai repatriar mais mil cidadãos da África do Sul, devido à onda de violência xenófoba persistente no país.

Além deste número, as autoridades de Acra já repatriaram mais de 900 cidadãos e afirma que exigirá indenização do governo sul-africano pelas propriedades e bens perdidos.

Na sequência da violência xenófoba na África do Sul, Gana e Nigéria pediram à União Africana que inclua na agenda próxima cúpula da organização o debate sobre o fenómeno.

Estima-se que mais de 160 mil estrangeiros deixaram a África do Sul desde Maio deste ano, em consequência de violentos protestos anti-imigrantes.

Ainda no Gana, cidadãos solicitaram ao Tribunal Penal Internacional a abertura de uma investigação sobre os ataques a estrangeiros, alegando que tais actos podem constituir crimes contra a humanidade.

Antigo porta-voz da RENAMO intensifica contestação à liderança de Ossufo Momade e defende que o partido não pode chegar a Novembro mergulhado na actual indefinição. António Muchanga quer a convocação urgente do Conselho Nacional e um congresso extraordinário para eleger uma nova liderança.

A crise interna na RENAMO ganhou um novo capítulo, desta vez a partir de Vilankulo, na província de Inhambane, onde António Muchanga voltou a subir o tom contra Ossufo Momade e defendeu mudanças urgentes na direcção do partido, considerando que a maior força da oposição durante décadas está a perder espaço político e, nas suas palavras, a “morrer aos poucos”. O antigo porta-voz da RENAMO quer que o partido convoque o Conselho Nacional e avance para um congresso extraordinário que permita eleger uma nova liderança, colocando Novembro como limite político para a resolução da actual crise e argumentando que qualquer adiamento poderá comprometer a preparação da formação para o próximo ciclo eleitoral.

A passagem por Vilankulo integra uma movimentação que Muchanga diz estar a realizar por diferentes pontos da província de Inhambane para mobilizar membros em torno da necessidade de reformas internas, depois de ter passado por Zavala, Morrumbene e Massinga. Em Vilankulo, município actualmente governado pela RENAMO, o antigo deputado procurou usar os resultados eleitorais alcançados pelo partido em diferentes autarquias como argumento para sustentar que existe uma distância entre aquilo que considera ser a força eleitoral da organização e o estado actual da sua liderança, afirmando que a RENAMO conquistou municípios onde acabou por não assumir a governação e que esse percurso não pode ser ignorado quando se discute o futuro da formação política.

“Viemos despertar os colegas sobre a necessidade de haver reformas que vão culminar com a realização do congresso extraordinário, onde vamos eleger nova liderança do partido”, afirmou Muchanga, defendendo que a RENAMO precisa primeiro de colocar os seus órgãos internos a funcionar regularmente e, depois, resolver a disputa em torno da liderança através dos mecanismos estatutários. Segundo o político, o Conselho Nacional deveria reunir com maior regularidade e a ausência desses encontros está a contribuir para prolongar uma crise que, no seu entendimento, já começa a afectar a capacidade do partido de se posicionar perante os principais assuntos nacionais.

A pressão de António Muchanga sobre Ossufo Momade não começou em Inhambane. O antigo deputado tem sido uma das vozes mais críticas da actual direcção e, nos últimos meses, intensificou a exigência de saída do presidente da RENAMO, acusando-o de ser responsável pelo enfraquecimento da formação. Em Maio, Muchanga voltou publicamente a defender a retirada de Momade da liderança, enquanto em Julho anunciou que pretendia recorrer à Justiça para viabilizar a realização de um congresso, acusando a direcção de atrasar o funcionamento dos órgãos internos. A disputa chegou igualmente aos tribunais depois de Muchanga ter sido suspenso pelo partido, decisão que viria a ser anulada judicialmente.

Em Vilankulo, Muchanga acrescentou agora um elemento novo à pressão política: o calendário. Na sua leitura, a RENAMO não pode entrar em Novembro sem uma definição sobre quem conduzirá o partido, porque precisa de tempo para reorganizar as estruturas e preparar-se para as próximas eleições autárquicas. O político invocou os prazos eleitorais para justificar a urgência e sustenta que prolongar a disputa interna reduzirá a margem disponível para uma nova liderança reconstruir o partido e preparar a máquina eleitoral.

É neste contexto que Muchanga dirige uma das mensagens mais duras a Ossufo Momade, defendendo que o presidente deve reconhecer que perdeu apoio dentro da organização e facilitar uma transição antes que a crise se agrave. O antigo porta-voz chegou a pedir aos membros da RENAMO em Inhambane que “orem” para que Momade reconheça aquilo que considera serem erros cometidos durante a sua liderança e aceite uma reconciliação interna, mas deixa claro que, na sua perspectiva, essa reconciliação deve passar necessariamente pela mudança no topo do partido.

“Não podemos chegar a Novembro com esta situação de indefinição dentro do partido”, advertiu Muchanga, acrescentando que é Ossufo Momade quem deve assumir responsabilidades pelo actual ambiente interno. A posição representa mais um endurecimento de uma contestação que vem sendo protagonizada por diferentes sectores da RENAMO e que já envolveu antigos guerrilheiros, quadros seniores e estruturas locais. Em Fevereiro, Muchanga e Alfredo Magumisse já tinham exigido publicamente a renúncia de Momade, acusando a liderança de estar a hipotecar o futuro da organização.

Para sustentar a necessidade de mudança, António Muchanga não limita as críticas à organização interna e acusa Ossufo Momade de manter silêncio perante alguns dos principais problemas que afectam o país. No discurso feito em Vilankulo, enumerou a violência terrorista em Cabo Delgado, a situação de moçambicanos na África do Sul, o custo de vida e o descontentamento manifestado por diferentes grupos profissionais, entre professores, profissionais de saúde e magistrados, para questionar a capacidade do actual presidente da RENAMO de se afirmar como voz da oposição.

Na avaliação de Muchanga, um partido que durante décadas ocupou o lugar de principal força de oposição precisa de ter posições claras sobre os grandes debates nacionais e o silêncio que atribui a Ossufo Momade está a contribuir para aquilo que descreve como perda de relevância política. “O nosso chefe tornou-se mudo, tornou-se surdo”, disparou o antigo porta-voz, depois de questionar a ausência de pronunciamentos públicos do líder sobre vários assuntos que considera determinantes para a vida dos moçambicanos.

A crítica ganha peso num momento particularmente delicado para a RENAMO. Depois das eleições gerais de 2024, o partido perdeu o estatuto de principal força da oposição parlamentar, mudança que aprofundou o debate interno sobre liderança, estratégia e futuro político da organização. A contestação a Momade cresceu desde então e passou a envolver manifestações de antigos combatentes e ocupações de instalações partidárias, enquanto Muchanga se consolidou como uma das figuras mais visíveis da frente que exige mudanças.

Em Inhambane, a contestação já conheceu episódios de maior tensão, com membros do partido a protagonizarem acções contra a liderança e a exigirem a saída de Ossufo Momade. É neste ambiente que Muchanga percorre a província procurando apoio para uma agenda que pretende transformar a insatisfação dispersa numa pressão organizada pela convocação dos órgãos partidários e, posteriormente, de um congresso extraordinário.

Ossufo Momade lidera a RENAMO desde a morte de Afonso Dhlakama, em Maio de 2018, tendo sido eleito presidente do partido no congresso realizado em Janeiro de 2019. Desde então, conduziu a formação em dois ciclos de eleições gerais e esteve à frente do partido durante a implementação do processo de paz e desarmamento que se seguiu ao acordo assinado com o Governo em 2019.

É precisamente o legado político da RENAMO que Muchanga coloca agora no centro da disputa. O antigo porta-voz entende que a organização corre o risco de continuar a perder influência se não renovar rapidamente a liderança, enquanto os seus pronunciamentos mostram que a contestação deixou de estar concentrada apenas na exigência de saída de Ossufo Momade e passou a apresentar uma proposta concreta de transição: Conselho Nacional, reformas internas e congresso extraordinário para escolher quem deverá conduzir o partido.

A batalha que se desenha dentro da RENAMO será, por isso, tanto sobre Ossufo Momade quanto sobre o modelo de partido que emergirá da actual crise. Muchanga quer uma decisão antes de Novembro e percorre estruturas partidárias à procura de apoio para forçar essa mudança, enquanto o calendário político continua a avançar e reduz o tempo disponível para a reorganização pretendida pelos contestatários.

Em Vilankulo, a mensagem foi inequívoca: para António Muchanga, a RENAMO já não tem tempo apenas para discutir a crise, precisa de decidir quem a vai liderar para sair dela.

Dois agentes da Polícia da República de Moçambique estão detidos por alegadamente terem provocado, sob efeito de álcool e sem carta de condução, o acidente de viação que matou cinco pessoas e feriu outras seis, na noite de sábado, na zona de Chiluvane, distrito de Chongoene.

O porta-voz do Comando Provincial da PRM em Gaza, Júlio Nhamussual, confirmou que as investigações preliminares apontam para o envolvimento dos dois agentes, que seguiam na viatura ligeira que esteve na origem da sequência de embates. Segundo a corporação, ambos foram detidos e serão responsabilizados nos termos da lei.
“Os dois agentes encontram-se detidos por conduzirem alegadamente sob efeito de álcool e sem carta de condução. As investigações prosseguem para o completo esclarecimento das circunstâncias do acidente”, afirmou Júlio Nhamussual, porta-voz da PRM em Gaza.
Com este caso, sobe para nove o número de mortos, entre eles agentes da PRM, e para 53 o de feridos em apenas três acidentes de viação registados ao longo de uma semana na província de Gaza.
Perante o agravamento da sinistralidade rodoviária, o Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (INATRO) diz estar preocupado com o aumento dos casos mortais durante o mês de julho, apontando o consumo de álcool ao volante como uma das principais causas dos acidentes.
“Temos registado um agravamento da sinistralidade neste mês de julho, sobretudo devido à condução sob influência de álcool. Estamos a intensificar a fiscalização para reduzir estes comportamentos de risco”, explicou Alfeu Macaringue, delegado do INATRO em Gaza.
Segundo a instituição, as operações de fiscalização realizadas nos distritos de Limpopo, Xai-Xai, Chongoene e Macia, considerados os mais críticos em matéria de acidentes mortais por serem atravessados pela Estrada Nacional Número Um (EN1), culminaram na apreensão de 300 cartas de condução, por diversas infracções relacionadas com a condução.
De janeiro até ao momento, a província de Gaza registou 23 acidentes de viação, que provocaram 26 mortos e mais de 150 feridos. Os números significam que, em média, mais de uma pessoa perdeu a vida por acidente este ano.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que tenciona deslocar-se a Nova Iorque, em Setembro, para participar na Assembleia Geral das Nações Unidas, apesar dos apelos à sua detenção ao abrigo do mandado emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI).

Em declarações à imprensa, Netanyahu garantiu não estar preocupado com a possibilidade de ser detido e recordou que tem participado regularmente nas sessões da Assembleia Geral durante os seus mandatos como chefe do Governo israelita.

Segundo afirmou, apenas eventuais exigências de segurança poderão impedir a deslocação, cenário que não prevê para este ano.

As declarações surgem em resposta aos comentários de Zohran Mamdani, candidato à presidência da Câmara Municipal de Nova Iorque, que defendeu o cumprimento do mandado de detenção emitido pelo Tribunal Penal Internacional caso o líder israelita visite a cidade.

Netanyahu voltou a rejeitar as acusações de crimes de guerra apresentadas pelo TPI, considerando o processo ilegítimo. O primeiro-ministro israelita acusou ainda Mamdani de fomentar a divisão através das suas declarações.

Os Estados Unidos da América e o Irão suspenderam, pela terceira noite consecutiva, as hostilidades militares, numa tentativa de criar condições para o prosseguimento das negociações de paz.

Após quase duas semanas de confrontos, que colocaram em risco o histórico acordo de paz assinado no mês passado, Washington e Teerão procuram relançar o diálogo diplomático.

As autoridades norte-americanas indicam que o Presidente Donald Trump continua disponível para retomar as negociações, mas advertiram que os Estados Unidos mantêm o reforço da sua presença militar na região e que poderão voltar a intervir caso não sejam registados progressos.

A nova escalada de violência teve início depois de Washington acusar o Irão de atacar navios comerciais no estratégico Estreito de Ormuz, alegando que Teerão violou um memorando de entendimento firmado em meados de Junho. Em resposta, o Irão lançou ataques contra alvos norte-americanos na Jordânia e em vários países do Golfo.

Entretanto, os rebeldes houthis do Iémen, apoiados pelo Irão, anunciaram um bloqueio ao estreito de Bab el-Mandeb, agravando a tensão na região e aumentando a pressão sobre os Estados Unidos e sobre a economia mundial.

No domingo, Teerão confirmou igualmente a suspensão da sua campanha de retaliação, enquanto decorrem contactos diplomáticos, mas advertiu que qualquer reatamento dos ataques por parte dos Estados Unidos terá “graves consequências”.

Paralelamente, o Irão enfrenta um diferendo diplomático com a Ucrânia, na sequência de um ataque a um navio iraniano que seguia com destino à Rússia. Kiev sustenta que a embarcação transportava material militar destinado ao Kremlin para utilização no conflito em território ucraniano.

As autoridades iranianas afirmam que o ataque provocou a morte de um marinheiro e garantem que o incidente não ficará sem resposta.

Espectáculo que atravessou a noite juntou novos talentos, artistas consagrados e antigos concorrentes do Fama Show, numa celebração que começa a ultrapassar as fronteiras do distrito e a atrair público de diferentes pontos de Inhambane e da vizinha província de Sofala.

A noite caiu, a música subiu e Inhassoro transformou-se num enorme palco a céu aberto, onde mais de 30 mil pessoas, segundo dados avançados no âmbito da organização, acompanharam um espectáculo que começou na noite de sábado e atravessou a madrugada deste domingo, juntando artistas locais, músicos com experiência nos grandes palcos e antigos concorrentes do Fama Show, numa celebração marcada por música, dança e uma intensa interacção entre os artistas e um público proveniente de diferentes distritos da província de Inhambane e até de Machanga, em Sofala.

Para alguns dos jovens que subiram ao palco, estar diante de uma multidão daquela dimensão foi uma experiência completamente nova e, inevitavelmente, acompanhada de nervosismo, sobretudo para artistas que começam agora a procurar espaço no panorama musical e que raramente encontram oportunidades para actuar em eventos desta dimensão.

Puto Ewa foi um desses casos e não escondeu a emoção de finalmente poder mostrar o seu trabalho diante de milhares de pessoas, explicando que na sua zona existem jovens com talento para a música, mas são poucas as oportunidades para chegarem a grandes palcos, razão pela qual actuar nas celebrações de Inhassoro representou muito mais do que uma simples apresentação musical.

Se para uns a noite representou uma estreia, para outros grandes palcos já fazem parte do percurso artístico, mas nem mesmo essa experiência foi suficiente para retirar o elemento surpresa da recepção encontrada em Inhassoro. Camal Giva descreveu a experiência como algo próximo de “voar” e revelou que se preparou para o espectáculo, embora não esperasse encontrar tamanha resposta do público, que permaneceu durante horas diante do palco, cantando, dançando e acompanhando as diferentes actuações pela noite dentro.

A festa reservou igualmente espaço para uma história particularmente simbólica para Inhassoro, o regresso ao palco de artistas da própria terra que passaram pelo Fama Show e voltaram agora com maior experiência e outra preparação artística. Mércia, ex-concorrente do concurso, considera que a passagem pelo Fama Show mudou a sua forma de encarar os grandes espectáculos e explica que a experiência adquirida permitiu-lhe actuar diante da multidão sem o nervosismo que normalmente acompanha quem enfrenta milhares de espectadores, destacando a formação recebida durante o concurso como determinante para aprender a postura necessária dentro e fora do palco.

O reencontro entre os talentos locais e o público de Inhassoro acrescentou uma componente emocional ao espectáculo, porque parte dos artistas que agora regressam mais experientes começou precisamente nestas comunidades, antes de conquistar exposição para além das fronteiras do distrito. A presença de antigos concorrentes do Fama Show ganha ainda maior significado num ano em que Inhassoro viu Hilário Mussagy conquistar a edição 2026 do concurso, resultado que aumentou a projecção dos artistas locais e reforçou, entre autoridades e residentes, a percepção de que o distrito pode produzir talentos capazes de competir nos grandes palcos nacionais.

Mais do que uma sucessão de actuações, o espectáculo acabou transformado numa permanente troca de energia entre artistas e espectadores. Enia, uma das cantoras que passou pelo palco, descreveu o público como carinhoso e conhecedor do seu trabalho, admitindo que a resposta encontrada obrigou também os músicos a entregarem ainda mais durante as actuações. “É um público maravilhoso, carinhoso e, acima de tudo, acarinha bastante o meu trabalho. 

Eles gostam muito daquilo que eu faço e não tinha como ser diferente, eu também retribuí da mesma maneira”, afirmou. Entre os artistas convidados estava Nelson Tivane, que visitou Inhassoro pela primeira vez e acabou por transformar a sua passagem pelo distrito numa declaração de admiração pela terra e pelo público que o recebeu. 

O músico reconheceu que a presença no espectáculo resulta também da procura que a sua música conquistou entre os residentes e agradeceu o apoio dos seguidores, antes de se render a outros atractivos que encontrou durante a estadia. “Sem vocês eu não sou ninguém”, disse ao público, numa intervenção em que agradeceu a recepção e classificou Inhassoro como “um pedaço do paraíso”, destacando as praias, o marisco e a hospitalidade encontrada no distrito.

Para o Governo distrital, a dimensão da celebração ganha significado adicional num momento em que Inhassoro beneficia de maior exposição através dos seus talentos. O Administrador do distrito, Fernando Doda, entende que a festa deste ano acabou por juntar dois motivos de celebração, o aniversário de Inhassoro e os resultados alcançados por representantes locais no Fama Show, onde o distrito conseguiu colocar um dos seus talentos no primeiro lugar, numa conquista que ajudou a projectar o nome de Inhassoro para o resto do país.

A leitura das autoridades é de que a cultura começa a assumir uma função que ultrapassa o simples entretenimento e pode transformar-se num instrumento de promoção territorial, sobretudo quando artistas originários do distrito conquistam reconhecimento nacional e regressam posteriormente para actuar perante as suas próprias comunidades. 

O desafio passa agora por aproveitar essa exposição para revelar novos talentos e criar oportunidades para jovens que, tal como alguns dos músicos que subiram pela primeira vez ao palco neste fim-de-semana, ainda enfrentam dificuldades para encontrar espaços onde possam mostrar aquilo que sabem fazer.

A SASOL, que apoia as celebrações, entende igualmente que o crescimento do evento demonstra uma capacidade cada vez maior de mobilização e considera particularmente importante a presença de antigos participantes do Fama Show entre os artistas que animaram a noite. 

Mateus Mosse, representante da multinacional, destacou o movimento registado na vila durante as festividades e a diversidade de proveniências do público, entendendo que a quantidade de pessoas que chega a Inhassoro para participar nas celebrações mostra uma dimensão que começa a ultrapassar os limites do próprio distrito.

“É impressionante ver como Inhassoro está hoje”, afirmou Mateus Mosse, chamando atenção para o intenso movimento nas ruas e para o número de visitantes que, terminado o programa, regressará aos diferentes pontos de onde partiu para acompanhar a festa. 

Para a SASOL, esta capacidade de atracção reforça a dimensão social e cultural das celebrações e demonstra que iniciativas desta natureza podem funcionar também como espaços de encontro entre comunidades, artistas e visitantes.

O impacto de uma concentração desta dimensão não se limita, contudo, ao recinto do espectáculo. A chegada de milhares de pessoas representa igualmente movimento para transportadores, pequenos comerciantes, vendedores de alimentos, estabelecimentos de restauração e outros serviços existentes na vila, embora não tenham sido apresentados dados que permitam quantificar o impacto económico gerado durante as festividades. 

O que ficou visível ao longo do fim-de-semana foi uma vila com circulação intensa e um evento capaz de atrair visitantes para além das fronteiras de Inhassoro.

Os números avançados no final ajudam a dimensionar aquilo que aconteceu durante a noite. Mais de 30 mil espectadores terão passado pelas celebrações, provenientes de diferentes distritos da província de Inhambane e com registo igualmente de participantes oriundos de Machanga, na província de Sofala, num espectáculo que atravessou a madrugada e terminou apenas ao amanhecer deste domingo.

Mais do que a dimensão da multidão, porém, a noite deixou outro sinal para Inhassoro: artistas locais que antes procuravam uma oportunidade começam a dividir o palco com músicos de projecção nacional, antigos concorrentes regressam mais preparados depois de passarem pelo Fama Show e milhares de pessoas deslocam-se de diferentes pontos para acompanhar as celebrações, uma combinação que começa a transformar uma festa essencialmente local num evento com capacidade de atracção regional.

Para Inhassoro, o desafio que se segue será transformar esse crescimento em continuidade, criando condições para que o espectáculo não seja apenas uma grande noite de música uma vez por ano, mas também uma plataforma capaz de revelar artistas, promover a cultura local e gerar oportunidades à volta da economia criativa. 

Porque se mais de 30 mil pessoas conseguem deslocar-se para assistir a uma festa que só termina ao nascer do sol, o que aconteceu neste fim-de-semana já começa a ser maior do que um simples espectáculo musical.

Vencedor do Fama Show 2026 foi recebido por uma caravana de residentes, entre buzinas, cânticos e aplausos, numa celebração que transformou a conquista individual num motivo de orgulho para Inhassoro. Governo promete apoiar os próximos passos do músico e a SASOL considera que a vitória confirma o potencial dos talentos locais

Uma longa caravana, buzinas, cânticos, aplausos e sucessivas paragens para cumprimentar quem aguardava nas ruas marcaram o regresso de Hilário Moussagy a Inhassoro, desta vez não apenas como mais um jovem músico da terra, mas como vencedor do Fama Show 2026, uma conquista que levou o nome do distrito ao palco nacional e que, no regresso a casa, mobilizou residentes para uma recepção que surpreendeu até o próprio artista. Visivelmente emocionado diante da dimensão da festa preparada para recebê-lo, Hilário teve dificuldades para encontrar palavras e repetiu várias vezes que não esperava tamanho carinho, limitando-se, nos primeiros momentos, a contemplar a multidão e a agradecer uma manifestação que transformou a sua chegada numa celebração colectiva.

“Não sei explicar. Não esperava o calor que estou a ter agora”, confessou o jovem, ainda surpreendido com aquilo que encontrava ao longo do percurso, enquanto a caravana avançava lentamente pelas ruas de Inhassoro e era obrigada a parar em diferentes pontos para permitir que o vencedor cumprimentasse residentes que aguardavam a sua passagem. Para muitos, mais do que receber um músico, tratava-se de celebrar alguém que saiu do distrito, enfrentou concorrentes de outras regiões do país e regressou com o principal título da edição 2026 do concurso, uma vitória que passou rapidamente a ser assumida pela população como uma conquista da própria terra.

A emoção, porém, não retirou de Hilário Moussagy a percepção de que vencer um concurso nacional representa apenas uma etapa de um percurso que agora se torna mais exigente. Passado o impacto inicial da recepção, o músico reconheceu que o título aumentou as expectativas do público e que a responsabilidade passa por corresponder à confiança de quem o apoiou durante a competição, prometendo trabalhar para oferecer boa música e consolidar uma carreira que não termine com a conquista do Fama Show. “Alimentar esse povo com boa música, dar o melhor de mim para não decepcioná-los”, resumiu, numa declaração que revela a dimensão do desafio que começa precisamente depois da vitória.

Ao longo do trajecto, o entusiasmo obrigou a caravana a reduzir a marcha e a interromper várias vezes o percurso, numa sequência de abraços, cumprimentos e manifestações de orgulho. João e Ernesto, residentes de Inhassoro, estavam entre aqueles que celebravam o regresso do jovem e defendem que a conquista ficará marcada na memória do distrito, não apenas pelo título alcançado, mas pela forma como Hilário conseguiu representar uma comunidade que, até há pouco tempo, dificilmente seria colocada entre as favoritas de uma competição musical de dimensão nacional.

“Não vamos esquecer esta data”, dizia um dos residentes, enquanto outro deixava já um pedido ao vencedor: continuar a trabalhar e não permitir que a conquista represente o ponto mais alto da carreira. É justamente neste ponto que a recepção deixa de ser feita apenas de aplausos e passa também a carregar expectativas, porque, no meio da celebração, há quem considere que o Fama Show deve funcionar como porta de entrada para uma caminhada artística muito maior.

Joaquim, também residente em Inhassoro, é uma das vozes que coloca a fasquia mais alta e espera ver no futuro um Hilário muito maior do que aquele que venceu o concurso. Para ele, o título pertence também à comunidade que acompanhou e apoiou o concorrente, mas essa relação traz consigo uma cobrança clara: depois de provar que consegue competir e vencer, o jovem precisa agora de transformar a oportunidade numa carreira consistente.

A pressão pode parecer grande para um artista ainda no início do percurso, mas traduz um fenómeno frequente depois de competições desta natureza: ganhar proporciona visibilidade, mas é aquilo que acontece depois que determina se o vencedor consegue permanecer no mercado musical. Hilário regressa, por isso, com duas conquistas nas mãos, o título e uma base popular que demonstrou estar disposta a acompanhá-lo, mas terá pela frente o desafio de produzir música, encontrar oportunidades, construir uma identidade artística e transformar a notoriedade conquistada durante o programa numa carreira que sobreviva para além da exposição televisiva.

Para o Governo do distrito, a vitória deve também ser aproveitada como uma oportunidade para dar maior visibilidade aos talentos de Inhassoro e estimular outros jovens que procuram espaço na música. O Administrador de Inhassoro, Fernando Doda, considera que a conquista não surgiu isoladamente e entende que houve um percurso de acompanhamento que contribuiu para que Hilário chegasse ao resultado alcançado, razão pela qual garante que o Executivo distrital pretende continuar próximo do artista nesta nova etapa.

“Nós vamos continuar a fazer alguma assistência a ele dentro das nossas condições, dando algumas instruções, dando algum apoio material dentro daquilo que pudermos e conquistando mais parcerias para poder financiá-lo”, afirmou Fernando Doda, apontando para uma estratégia que pretende fazer da vitória um ponto de partida para novas oportunidades. A intenção manifestada pelo Governo é evitar que o reconhecimento conquistado desapareça depois da competição e procurar parceiros capazes de ajudar o músico a desenvolver o seu potencial.

A conquista ganha também uma dimensão que ultrapassa o percurso individual de Hilário, porque coloca no debate a capacidade de distritos afastados dos grandes centros urbanos de revelar talentos quando existem plataformas capazes de lhes proporcionar exposição. Para Inhassoro, a vitória tornou-se precisamente uma demonstração de que a distância em relação às principais cidades do país não significa necessariamente ausência de capacidade artística.

Essa é também a leitura feita pela SASOL, que patrocinou a edição do concurso e considera que o resultado dissipou dúvidas sobre a capacidade de Inhassoro competir musicalmente com centros urbanos de maior dimensão. Mateus Mosse, representante da empresa, admite que inicialmente existiam interrogações sobre até onde poderia chegar um concorrente proveniente de uma vila relativamente pequena quando colocado numa competição com representantes de grandes cidades como Maputo, Beira e Nampula, mas entende que o desfecho do concurso acabou por oferecer uma resposta inequívoca.

“Tínhamos muita dúvida sobre a capacidade de Inhassoro competir no Fama Show com as grandes cidades regionais de Maputo, Beira e Nampula e hoje, ao vermos o Hilário como vencedor, sentimo-nos muito satisfeitos, porque não é só o Hilário que venceu, é Inhassoro, uma vila pequena, que competiu com grandes cidades e venceu esta edição do Fama Show”, afirmou Mateus Mosse.

Para a SASOL, o resultado reforça a necessidade de continuar a criar espaços onde jovens das comunidades possam revelar capacidades que, muitas vezes, permanecem desconhecidas simplesmente porque não encontram oportunidades para chegar a palcos de maior dimensão. A vitória de Hilário passa, assim, a funcionar também como argumento para uma aposta mais ampla na descoberta de talentos fora dos grandes centros urbanos.

O entusiasmo demonstrado durante a recepção ajuda a explicar por que razão a conquista ganhou uma dimensão colectiva. Hilário Moussagy não regressou apenas com um prémio, regressou com uma visibilidade que Inhassoro pretende aproveitar para projectar a sua cultura e mostrar que os seus jovens podem competir em igualdade de circunstâncias quando lhes são criadas oportunidades, enquanto para os residentes que acompanharam a caravana, a expectativa é que o título seja apenas o primeiro grande capítulo de uma carreira ainda por construir.

Depois de atravessar Inhassoro entre aplausos, cânticos e manifestações de carinho, Hilário Moussagy voltou a encontrar o público no palco, onde participou no concerto integrado nas celebrações do aniversário da vila, fechando um dia que começou com a recepção ao vencedor e terminou precisamente no lugar onde nasceu toda esta história: a música.

A festa confirmou o tamanho da conquista, mas também deixou evidente o desafio que vem a seguir. Hilário já provou que consegue vencer o Fama Show, agora terá de provar que consegue transformar a vitória numa carreira e Inhassoro, que saiu às ruas para celebrar o seu campeão, espera que o título conquistado em 2026 seja apenas o começo.

O Papa Leão XIV manifestou, este domingo, solidariedade para com as vítimas dos incêndios florestais que assolam várias regiões de Espanha e França, apelando à oração pelas populações afectadas e pelas equipas de socorro empenhadas no combate às chamas.

Após a oração do Angelus, no Palácio Apostólico de Castel Gandolfo, onde se encontra de férias, o Sumo Pontífice afirmou estar unido às comunidades atingidas pelos incêndios.

“Perante os devastadores incêndios que atingiram várias cidades de França e Espanha nos últimos dias, expresso a minha solidariedade e convido todos a rezarem pelas vítimas e pelos trabalhadores dos serviços de socorro”, declarou.

Os incêndios obrigaram à retirada de centenas de milhares de pessoas das suas casas, sobretudo nas regiões francesas de Gironda e Landes e nas zonas espanholas de Madrid, Ávila e Toledo. As operações de combate às chamas contam com o apoio de vários países da União Europeia, entre os quais Portugal.

Na sua intervenção, Leão XIV dirigiu ainda uma mensagem aos povos afectados por conflitos armados, apelando ao fim da violência.

“Que o Senhor toque os corações e ilumine as mentes dos responsáveis para que a reconciliação e a paz sejam alcançadas em breve”, afirmou.

O Papa assinalou igualmente o Dia Mundial dos Avós, destacando a importância dos idosos para a Igreja e para a sociedade, e apelou ao respeito, valorização e assistência a esta camada da população.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, apelou, este sábado, à comunidade internacional para reforçar o apoio à Síria, numa altura em que o país procura recuperar de mais de uma década de guerra civil.

A visita de Guterres a Damasco é a primeira de um secretário-geral da ONU à capital síria desde 2009 e ocorre numa fase considerada decisiva para a reconstrução do país, após o fim do conflito que culminou com a queda do Presidente Bashar al-Assad, em 2024.

À chegada, António Guterres reuniu-se com o Presidente interino, Ahmed al-Sharaa, nomeado em Janeiro de 2025 para liderar o processo de reconstrução do Estado e a dissolução das diferentes facções armadas. No encontro, o líder das Nações Unidas afirmou que a Síria atravessa “um momento crucial” no seu caminho para a estabilidade.

A guerra civil síria provocou centenas de milhares de mortos e forçou milhões de pessoas a abandonar as suas casas. Segundo estimativas internacionais, a reconstrução das infra-estruturas destruídas poderá custar cerca de 216 mil milhões de dólares norte-americanos.

Apesar de os Estados Unidos e a União Europeia terem levantado grande parte das sanções impostas durante o regime da família Assad, os efeitos dessas medidas continuam pouco visíveis no terreno. Ao mesmo tempo, a redução da ajuda humanitária internacional agravou as condições de vida da população.

De acordo com as Nações Unidas, cerca de 90 por cento dos sírios vivem actualmente em situação de pobreza.

Durante a sua deslocação, António Guterres deverá igualmente visitar a força das Nações Unidas destacada na fronteira entre a Síria e Israel. Embora Ahmed al-Sharaa tenha declarado que não pretende um confronto com Israel, as relações entre os dois países permanecem tensas.

Israel, que manifestou desconfiança em relação à nova liderança síria, assumiu o controlo da zona-tampão na fronteira e tem realizado centenas de ataques aéreos contra instalações militares sírias, além de incursões periódicas em aldeias próximas, confrontos que, por vezes, resultaram em violência contra residentes locais.

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