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O Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, anuncia a conclusão das obras de reabilitação da estrada Quelimane–Namacurra, com cerca de 70 quilómetros de extensão. Segundo o governante, faltam apenas neste momento observar um troço de 4,6 quilómetros na entrada da cidade de Quelimane.

As obras arrancaram no segundo semestre de 2020 e tinham conclusão prevista para 2023. No entanto, diversos constrangimentos, sobretudo fenómenos climáticos extremos, condicionaram o cumprimento dos prazos inicialmente estabelecidos.

O ministro dos transportes e logística, João Matlombe, deslocou-se ao local para avaliar o andamento dos trabalhos e anúncio a conclusão dos trabalhos. 

No âmbito do programa Mais Estradas, o ministro visitou igualmente o troço Malei–Maganja da Costa, com o objetivo de aferir o nível de preparação da província para o arranque das obras. O projeto encontra-se atualmente na fase de concurso público.

Ainda em Quelimane, Matlombe visitou a área destinada à implantação de um terminal de combustíveis, uma infraestrutura prevista no âmbito do projeto de concessão do Porto de Quelimane, recentemente aprovado pelo Conselho de Ministros.

De acordo com o ministro, o terminal será estratégico para reforçar a capacidade logística da região e responder à procura crescente de combustíveis, incluindo para o mercado do Malawi.

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O Governo ainda não tem uma estimativa clara dos prejuízos causados ao Estado pela poluição dos rios na província de Manica. Entretanto, o ministro dos Recursos Minerais e Energia afirmou, esta segunda-feira, que estão em curso medidas para evitar situações semelhantes nos próximos anos. O governante falava à margem da abertura do X Conselho Coordenador do ministério, que decorre na província de Maputo.

O aumento do número de garimpeiros artesanais em Manica provocou recentemente a poluição de rios, o que obrigou o Governo provincial a suspender a actividade. Contudo, o Executivo central ainda não dispõe de cálculos concretos sobre os danos causados ao Estado.

“É difícil falar de perdas nesta fase. O que estamos a fazer é introduzir medidas correctivas com todos os sectores envolvidos. A questão ambiental não depende apenas do Ministério dos Recursos Minerais”, defendeu-se Estevão Pale, garantindo que decorrem acções para influenciar a mudança de comportamento.

“Há vários intervenientes e temos de trabalhar todos os dias, em colaboração, para reduzir essas perdas e criar condições que impeçam a repetição de situações idênticas”, frisou.

Questionado sobre se o Governo já teria identificado os responsáveis pelo incidente, Pale respondeu afirmativamente, mas sem mencionar nomes.

“Foram identificadas responsabilidades, foram tomadas medidas e continuam a ser desenvolvidas acções para colmatar essas anomalias. Esse processo está em curso em todo o país”, assegurou o governante.

A ministra dos Combatentes, Nyeleti Mondlane, e o general na reserva, Alberto Chipande defenderam nesta segunda-feira, em Maputo, que a unidade nacional, o resgate do carácter e a independência económica são condições essenciais para a superação dos desafios actuais de Moçambique.

As declarações foram feitas durante o Primeiro Simpósio sobre a Luta de Libertação e os Caminhos para a Independência, promovido pela Fundação Alberto Joaquim Chipande, evento que reuniu figuras históricas, académicos, jovens e empresários para reflectir sobre o passado, presente e futuro do país.

“A unidade nacional é determinante para o progresso de Moçambique. Só juntos podemos construir uma nação forte e economicamente independente”, afirmou Nyeleti Mondlane, sublinhando que a luta de libertação não terminou em 1975, mas continua hoje sob outras formas.

Na mesma linha, o general Alberto Chipande, uma das figuras centrais na Luta Armada pela Independência, advertiu que o novo inimigo do país não se apresenta com armas, mas infiltra-se “na forma de corrupção, egoísmo e desvio do bem comum”.

“O serviço público não pode continuar a ser um balcão de negócios. É uma questão de honra nacional lutar contra a corrupção e pela libertação económica e moral da nossa sociedade”, declarou Chipande, apontando o resgate de carácter e disciplina como condições essenciais para o verdadeiro desenvolvimento.

Já Fernando Couto, classificou a independência económica como uma “emergência nacional”, realçando a necessidade de criar condições para que os jovens sejam incluidos no processo.

Por sua vez, o secretário-geral da Organização da Juventude Moçambicana (OJM), Constantino André, assumiu o compromisso da juventude em continuar a luta contra a corrupção e o favoritismo, assegurando que os ideais da geração de libertadores não serão esquecidos.

O evento contou com três painéis temáticos dedicados à história da luta de libertação, ao papel das instituições e às estratégias para a construção de um futuro mais justo e sustentável para Moçambique.

 

As enxurradas de Agosto nas ilhas nortenhas de Cabo Verde ameaçam a redução prevista da insegurança alimentar aguda, nesta altura do ano, no arquipélago, alertou a Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO) das Nações Unidas.

As projecções apontavam para “cerca de 35 300 pessoas a enfrentar insegurança alimentar aguda, de Junho a Agosto, durante a época de escassez (em que se esgotam as reservas, antes da colheita seguinte), um valor abaixo das 44 100 pessoas a precisar de assistência humanitária calculadas para o mesmo período de 2024”, indicou a FAO, no mais recente sumário do Sistema Global de Informação e Alerta Agrícola e Alimentar (GIEWS).

O documento, com data de referência de sexta-feira, detalhou, no entanto, que “o número real de pessoas em situação de insegurança alimentar aguda, em 2025, deverá ser superior às estimativas, tendo em conta o impacto das cheias repentinas que atingiram as ilhas de São Vicente, Santo Antão e São Nicolau, em 11 de Agosto”.

“As inundações destruíram reservas alimentares, meios de subsistência e danificaram infraestruturas críticas, aumentando as necessidades humanitárias das famílias mais vulneráveis”, justificou a FAO.

A organização recorda que o Governo declarou estado de calamidade para os municípios atingidos pela intempérie, com projecções preliminares a ascender a 95 mil residentes afectados.

A época agrícola de 2024 foi mais generosa que o habitual, mas a que se aproxima é uma incógnita: a irregularidade das chuvas (que, tipicamente, caem de Julho a Outubro) “tem afectado a sementeira e a germinação das culturas de milho”, que é “praticamente o único cereal produzido pelo país”, recordou a organização.

“As previsões meteorológicas para Setembro e Outubro apontam para níveis de precipitação próximos ou abaixo da média, o que deverá ter um impacto negativo nos rendimentos do milho”, acrescentou.

A produção do cereal, em 2024, no arquipélago, terá atingido 3600 toneladas, “quase 80% acima dos mínimos dos cinco anos anteriores, período que incluiu três campanhas consecutivas com colheitas falhadas, devido à seca”. 

“A produção acima da média em 2024 resultou, em grande medida, de condições meteorológicas favoráveis e da disponibilização de fornecimentos agrícolas pelo Governo, que compensaram uma redução significativa da área semeada. A diminuição das sementeiras insere-se numa tendência mais ampla de abandono da atividade agrícola em algumas zonas do país, motivada pela irregularidade das chuvas e pelo elevado custo da mão-de-obra agrícola nos últimos anos”, detalhou-se no documento da FAO.

O contexto herdado de 2024 tem permitido que “os preços a retalho do milho de produção local se tenham mantido estáveis ou a registar uma descida de 5% nos mercados monitorizados, entre Abril e Julho de 2025, situando-se próximos ou abaixo dos valores de há um ano”.

“Os preços a retalho do arroz e da farinha de trigo importados mantiveram-se maioritariamente estáveis entre Abril e Julho de 2025, ficando, em Julho, próximos dos níveis registados no mesmo período do ano anterior”, concluiu-se no relatório.

Comerciantes informais estão a construir bancas no espaço pertencente à empresa Caminhos de Ferro de Moçambique, na cidade de Nampula. Enquanto isso, a edilidade procura uma solução pacífica para o problema.  

Recentemente, retirados de forma compulsiva das bermas da Estrada Nacional Número (EN1), na cidade de Nampula, vários comerciantes informais decidiram ocupar, sem autorização, um espaço dos Caminhos de Ferro de Moçambique.

No local, foram construídas barraquinhas com o propósito de dar continuidade a venda que era feita na rua, alegadamente por falta de clientes nos mercados criados nos bairros periféricos da chamada capital do norte.

“Estamos a seguir movimento das pessoas”, disse um vendedor. 

De acordo com a vereadora de mercados e feiras no Conselho Municipal de Nampula, estão em curso negociações com a empresa Caminhos de Ferro de Moçambique no sentido de encontrar-se uma solução pacífica para o problema.

“Já estão todos mapeados para estarem nos mercados. Assim, o Conselho Municipal, junto com os CFM, já teve um encontro, em que juntos tentamos arranjar um espaço no centro da cidade, que é para poder alocar aqueles vendedores”, disse a vereadora. 

Para já, a edilidade trabalha na identificação de um espaço mais adequado, no centro da cidade, para os vendedores exercerem as suas actividades.

Na cidade de Nampula, a ocupação desordenada de vias públicas por vendedores informais é um problema antigo. Apesar de inúmeras  tentativas de organização, a situação persiste, o que tem vindo a desafiar a edilidade.

Falta de pagamento de subsídios há mais de dois anos está a inquietar os alfabetizadores do distrito de Nampula, na província com o mesmo nome. Os queixosos acusam o Governo de mentir sobre o pagamento do valor.

Há cerca de 36 meses que os alfabetizadores do distrito de Nampula aguardam pelo pagamento de subsídios de prestação de serviços ao sector da educação.  

Cansados de esperar, nesta segunda-feira, amotinaram-se no jardim do Parque Popular, na cidade de Nampula,  para em conjunto acusarem o Governo de ter mentido sobre o  pagamento.

“Nós estamos aqui para desmentir a informação que o Governo deu aos nossos técnicos, na província de Nampula. Eles disseram para informar aos alfabetizadores que já lançamos o dinheiro deles nas contas , enquanto não tem nada lá. Então, isso para nós é mentira. Nós assinamos contrato de dez meses, de Janeiro até Outubro, próximo mês vai terminar e até esta data o governo ainda não pagou”, reclamou um dos alfabetizadores.  

Por falta do referido subsídio, os visados dizem estar a passar momentos completamente difíceis, e consideram que se continuar assim, o objectivo de erradicar o analfabetismo será comprometido por estarem desmotivados.

“O Governo não está a considerar. Ele disse para erradicar o analfabetismo, mas desse jeito não está a erradicar”… “Nós vivemos  graças às nossas preocupações, porque as nossas mulheres fazem xitiques e vendem. Vivemos disso”, reclamaram os alfabetizadores 

Confrontado com o assunto, o Secretário de Estado na província de Nampula  minimizou a situação ao afirmar que o processo de pagamento aos  alfabetizadores decorre de forma paulatina, por haver exiguidade de fundos.

“De facto, há dívidas que o Governo tem com os alfabetizadores relacionados com os subsídios, é um processo. Está sendo pago paulatinamente, e pode ser que  haja muitos que ainda não receberam”, disse Plácido Pereira, Secretário de Estado em Nampula.

Actualmente, o distrito de Nampula conta com mais de 200 alfabetizadores.

O INAM prevê a ocorrência de ventos com rajadas fortes até 60km/h, a partir do final da tarde de hoje, nas províncias de Maputo e Gaza. 

Em Maputo o alerta vai para os distritos de Matutuine, Manhiça, Marracuene e cidades de Maputo e Matola.

Já em Gaza, o mau tempo poderá afectar os distritos de Bilene, Limpopo, Chongoene e cidade de Xai-Xai.

Adicionalmente, espera-se que o mesmo fenómeno afecte a navegação marítima, com ondas até 3.5 metros de altura no mesmo período.

Mais de 400 professores de seis escolas secundárias na cidade de Chimoio, em Manica, paralisaram aulas, há cerca de uma semana, em reivindicação ao não pagamento do subsídio de horas extraordinárias, desde o ano de 2023. O sector de educação reconhece a dívida, mas diz que neste momento não tem dinheiro para pagar.

É a forma que encontraram para pressionar a quem é de direito a pagar o dinheiro de horas extrasm em dívida desde 2023.

Ao todo são seis escolas afectadas, nomeadamente: as escolas secundárias de Tembwe, Vila Nova, Soalpo, 7 de Abril, Eduardo Mondlane e a Escola  Comunitária 16 de Junho.

As dívidas de horas extras são referentes aos anos de 2023, 2024 e 2025, mas os manifestantes reivindicam apenas o subsídio referente a 2023 e explicam as razões: “O 2023 é apenas o começo. Depois desta situação de 2023, nós vamos  procurar uma oportunidade de usar o mesmo caminho, talvez, se for necessário”. 

Sobre o assunto, o director provincial de educação de Manica começou por explicar que quando receberam a primeira e segunda tranches, priorizaram distritos com poucos valores em dívidas.

Tiago Chingore diz que, neste momento, o que resta é aguardar pelo dinheiro e pedir que os professores retomem as aulas.

O Presidente da República, Daniel  Chapo, reuniu-se, este domingo, em Nova Iorque, com o  antigo Primeiro-Ministro britânico, Tony Blair, que destacou o potencial de crescimento de Moçambique. 

Após a reunião, Tony Blair afirmou que teve uma “boa conversa” com  o Presidente moçambicano e destacou as ideias do Chefe do Estado  como fundamentais para transformar Moçambique. 

O antigo governante britânico sublinhou que o Instituto Tony Blair para  a Mudança Global (TBI), organização que fundou em 2016, já operou  em Moçambique há vários anos e encontrou no país um forte  potencial de crescimento. “O meu instituto trabalhou em  Moçambique por vários anos e eu acho que há muito potencial no  país”, afirmou. 

Blair ressaltou a importância da diversificação económica, apontando  que a visão do Presidente Chapo vai além da exploração de recursos  naturais. “No futuro terá fontes significativas de rendimento,  obviamente, dos recursos, mas acho que ele está muito concentrado  no aqui e agora, e em como o país pode se desenvolver, não apenas  em termos de recursos, mas em áreas como agricultura, turismo e  geração de energia”. 

Na mesma ocasião, Tony Blair frisou que a cooperação com  Moçambique continuará a ser reforçada através do TBI, que presta  apoio técnico e estratégico em diversas áreas de governação e  desenvolvimento. “Estamos ansiosos para continuar trabalhando juntos  e desejo-lhe o melhor. Eu acho que ele realmente quer o melhor para  o país e o país merece isso”, acrescentou. 

O Instituto Tony Blair para a Mudança Global actua em dezenas de  países, sobretudo em África, em domínios como governação, políticas  públicas, energia, agricultura, mudança climática e tecnologia.

O escritor Leko Nkhululeko vai lançar o seu livro intitulado “Voz e Ancestralidade”, no Instituto Guimarães Rosa.

O lançamento da obra será feito no dia 7 de Outubro, e conta com a apresentação de Dionísio Bahule e os comentários do Antropólogo Hélder Nhamaze.

“Vozes e Ancestralidade” é a primeira obra do autor no campo da narração.

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