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Trabalhadores de uma fábrica de fundição de ferro, de capitais chineses, localizada na cidade da Beira, denunciam alegados maus tratos e agressões físicas no interior da empresa, apontando como autores agentes de uma empresa de segurança privada contratada para prestar serviços no local.

Segundo os denunciantes, as agressões são praticadas com recurso a varões de ferro e ocorrem durante o horário laboral, alegadamente como forma de punição sempre que um trabalhador comete algum erro ou quando se verifica o desaparecimento de bens nas instalações da fábrica.

Os trabalhadores afirmam viver num ambiente marcado pelo medo e pela intimidação. Sustentam ainda que estas práticas decorrem há vários meses e que muitos funcionários já foram vítimas das alegadas agressões, mas receavam apresentar queixa por dependerem do emprego para o sustento das suas famílias.

No dia em que a equipa de reportagem se deslocou à fábrica, o gestor da empresa, ao aperceber-se de que as denúncias haviam chegado à comunicação social, terá contactado um indivíduo que, segundo os trabalhadores, se apresentou como inspector. Os denunciantes suspeitam que a sua presença visava ocultar os alegados maus tratos. O referido indivíduo chegou às instalações por volta das 18 horas, mas recusou prestar quaisquer declarações à nossa equipa.

Os trabalhadores afirmam igualmente que o caso já foi participado à Inspecção do Trabalho e a outras autoridades competentes, mas alegam que, até ao momento, não foi adoptada qualquer medida para pôr termo às supostas agressões.

A equipa de reportagem procurou ouvir a direcção da fábrica e os responsáveis pela empresa de segurança privada visada nas denúncias. Contudo, até ao fecho desta edição, não foi possível obter qualquer posicionamento.

Contactados pela nossa reportagem, o sector do Trabalho e a Polícia da República de Moçambique confirmaram ter recebido as denúncias e garantiram que irão averiguar os factos.

Enquanto decorrem as averiguações, os trabalhadores dizem continuar a exercer as suas funções sob um clima de receio, aguardando que as autoridades esclareçam o caso e tomem as medidas que se mostrarem adequadas.

 

 

 

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Organizações de carreira jurídica defendem que o Diálogo Nacional Inclusivo deve resultar  na revisão constitucional e do sistema eleitoral, para garantir eleições pacíficas. As organizações foram ouvidas, esta terça-feira, pela Comissão Técnica para o Diálogo Inclusivo. 

A auscultação pública promovida pela Comissão Técnica  para o Diálogo Nacional Inclusivo continua e, esta terça-feira, foi a vez das organizações de carreira jurídica serem ouvidas. 

A Associação Moçambicana de Juízes já definiu alguns dos resultados que espera que sejam alcançados.  

“A AMJ está interessada na revisão do sistema judicial, na revisão constitucional mas também no sistema eleitoral. Ano passado tivemos eleições mas  houve mortes e feridos, destruição de bens e a AMJ está contra isso. Se esta janela puder ajudar para que o próximo processo eleitoral seja pacifico, com eleições livres e transparentes e sem nenhuma morte, acreditamos que todo povo moçambicano sairá a ganhar”, explicou Esmeraldo Matavele, presidente da AMJ.

A Associação Moçambicana dos Magistrados do Ministério Público defende que garantir a independência do judiciário é uma das formas de resgatar a credibilidade dos cidadãos. 

“A independência do judiciário tem também influência no Ministério Público enquanto um ente-judiciário. Serão discutidas questões de diferentes índoles, que poderão aumentar a credibilidade do cidadão no Sistema de Administração da Justiça”, disse Hélio Nuvunga, presidente da Associação Moçambicana dos Magistrados do Ministério Público. 

No encontro, as organizações de carreira jurídica comprometeram-se a cooperar no Diálogo Nacional Inclusivo. 

“Como AMMCJ queremos ver o envolvimento de todas as mulheres que estão na associação, para trazerem o seu saber neste processo que está aberto”,disse Lídia Gulele, presidente da Associação Moçambicana de Mulheres de Carreira Jurídica. 

Por sua vez, a Ordem dos Advogados de Moçambique, Carlos Martins, referiu que “a OAM está a preparar-se para criar equipes de reflexão sobre as temáticas, dentre as quais, a reforma da Constituição, do processo eleitoral. Vamos criar equipas especializadas que possam ajudar e contribuir com o seu saber naquilo que é necessário, neste momento, para  reformas estruturantes do país “. 

As organizações de carreira jurídica devem apresentar, por escrito, até 15 de Dezembro todas as suas contribuições, no âmbito do Diálogo Nacional Inclusivo.

“Decidimos que serão coorganizados pelas diferentes organizações em articulação com a COTE, mesas redondas para o debate de matérias, tais como, o sistema constitucional moçambicano, o Sistema de Administração da Justiça, o Sistema Eleitoral, entre outros”. 

O presidente da Comissão Técnica para o Diálogo Inclusivo reiterou que todos os actores sociais devem participar activamente do processo. 

A auscultação pública decorre em todo o país e termina em 2027.

Encerrou, segunda-feira, o maior evento de exposições do Japão, a EXPO OSAKA, que durou seis meses e contou com a participação de 158 países, incluindo Moçambique, e 7 organizações internacionais. O Ministro das Comunicações e Transformação Digital, Américo Muchanga, presente no encerramento da Expo Osaka, diz que o país deve aproveitar eventos desta dimensão para buscar parcerias que possam potenciar a área económica na sua amplitude, como caminho para o desenvolvimento do país.

Milhares de pessoas assistiram à cerimónia de encerramento da Expo 2025, de Osaka, Japão, marcada por vários momentos com destaque para apresentações artísticas, num ambiente que decorreu debaixo do sol intenso, mas com os visitantes dispostos a acompanhar cada um deles.

O momento mais alto foi o desfile das bandeiras de todos os países participantes e desfile do mascote oficial do evento designado Myaku-Myaku. Por fim o dia terminou com um espectáculo nocturno de fogos de artifício.

Com o tema “Projectando a Sociedade do Futuro para Nossas Vidas”, a Expo 2025 Osaka, que teve a duração de 6 meses, constituiu uma oportunidade para estabelecer parcerias e é nesse contexto que o Ministro das Comunicações e Transformação Digital, Américo Muchanga, diz que Moçambique deve buscar em eventos desta dimensão fórmulas que possam potenciar a área económica, como caminho para o desenvolvimento do País.

“Moçambique deve buscar neste tipo de exposição parcerias que possam potenciar as suas áreas económicas, das quais pode basear o seu desenvolvimento. A área da agricultura, pesca e pecuária, a área de energia, a área de recursos minerais, a área do turismo, a área de transporte logística e também mostrar aquilo que nós temos da área da cultura, porque a cultura também é parte da nossa economia. Então, são essas parcerias que devemos buscar, porque essas ajudam a levar o nosso país para um outro passo”, disse Américo Muchanga.

No que à área de tecnologias que tutela diz respeito, o ministro considerou ter sido fundamental colher experiências de outros países para implementar internamente, como forma de se conectar cada vez mais com o mundo.

“Em termos de inovação, nós podemos testemunhar que há muitos países que estão a usar as tecnologias de informação e comunicação, estão a usar a inteligência artificial para criar soluções adequadas, digamos, para a sua população, para os seus cidadãos. São essas parcerias que devemos buscar para podermos implementar o nosso país”, disse o Ministro das Comunicações e Transformação Digital.

Os visitantes da Expo dizem que o evento foi uma oportunidade para o Japão conectar-se ao mundo.

“Eu moro em Osaka e hoje foi a décima primeira vez que vim ao evento. No início eu não conseguia entender sobre tudo isto, mas como vim várias vezes acabei entendendo a sua essência. É um local de muita aprendizagem e eu vim buscar boas energias que a Expo transmitiu”, disse Ikue Nishimine.

Por seu turno, Higasji Ryuichi, também visitante, disse que o evento foi produtivo uma vez que “vários países do mundo encontraram-se no mesmo espaço para intercâmbio a mais alto nível. Tudo aqui foi feito pensando no futuro da humanidade e no bem estar do meio ambiente. Foi muito bom viver esta experiência”.

Passaram pela Expo 2025 Osaka cerca de 28 milhões de visitantes de várias nacionalidades, incluindo muitas centenas de moçambicanos que por diversas razões estiveram no Japão.

A Expo universal realiza-se de 5 em 5 anos, sendo que a próxima será em 2030 em Riade, na Arábia Saudita.

Um grupo de funcionários do Instituto Nacional da Marinha (INAMAR), que ficou de fora do processo de transição para o recém-criado Instituto de Transporte Marítimo (ITRANSMAR), submeteu, esta segunda-feira, uma petição ao Presidente da República, solicitando a sua integração na nova instituição.

A decisão surge após várias tentativas fracassadas de diálogo, a última esta segunda-feira, em Maputo, com as direcções do INAMAR e do ITRANSMAR, num processo que os trabalhadores consideram pouco transparente, marcado injustiça e favoritismo.

“Fomos ignorados durante todo o processo. Tentamos dialogar, pedimos esclarecimentos, mas nunca houve abertura para o efeito, sempre, limitaram-nos para falar nos encontros, como foi o caso de ontem (segunda-feira). Agora somos obrigados a aceitar funções que nada têm a ver com o nosso perfil”, afirma um dos funcionários afectados, sob anonimato.

Segundo os queixosos, a reunião realizada esta semana, em Maputo, entre os trabalhadores excluídos e os líderes das duas instituições, agravou o clima de tensão. Os funcionários denunciam que não houve espaço para debate nem explicações claras sobre os critérios usados na selecção dos quadros que transitaram para o ITRANSMAR.

“O ambiente era de total indiferença. Os presidentes comportaram-se como se estivessem acima de qualquer questionamento”, disse uma funcionária, visivelmente indignada.

A indignação dos trabalhadores aumenta considerando que o ITRANSMAR lançou um concurso público para novas admissões, mesmo com técnicos experientes, até então no activo no INAMAR, deixados de fora do processo de transição.

“Isso prova que a exclusão foi deliberada. Há um concurso a decorrer, enquanto nós, com experiência e formação no sector, somos simplesmente descartados”, denunciou outra funcionária.

Para os excluídos, o processo de reestruturação do sector marítimo está a ser conduzido com critérios duvidosos, alimentando suspeitas de interesses particulares e clientelismo. Eles também questionam a criação de múltiplas instituições com funções semelhantes, o que, no seu entender, apenas agrava a desorganização no sector.

“Não faz sentido termos duas ou três instituições a fazer a mesma coisa. Isso só cria confusão e espaço para manobras políticas que penalizam os técnicos que sempre trabalharam com dedicação”, conclui um dos queixosos.

Diante do impasse, os trabalhadores agora depositam esperança na intervenção do Presidente da República, Daniel Chapo, a quem apelam através de uma petição de três páginas para garantir justiça, equidade e respeito pelos direitos dos funcionários lesados neste sector.

Na petição, os queixosos dizem que esperam resultados concretos sobre “a transferência integral imediata dos 103 funcionários restantes, totalizando os 180 profissionais originais da Marinha Mercante,  que a decisão seja tomada sem interferências, volte a ser plenamente operacional, contribuindo activamente para a economia, segurança dos transportes marítimos e reposição do pagamento do subsídio de serviço marítimo, como um acto de justiça e restauração da dignidade profissional”.

O conflito entre os vendedores informais e o Município de Nampula está longe do fim. Os vendedores tomaram de assalto algumas avenidas e ruas do centro da cidade. Já no mercado grossista, o actual cenário é de desorganização e problemas de saneamento. A edilidade fala de planos para reverter o cenário.

A desordem começa na Estrada Nacional n.°13, no desvio que vai ao mercado grossista Waresta, na periferia da cidade de Nampula. Motorizadas, carros, vendedores e peões disputam o mesmo corredor e o ambiente é de “salve-se quem puder”. 

Passa-se à rasca porque os vendedores informais transformaram as estradas e os passeios em locais de comércio. O chefe do mercado diz que há trabalho para melhorar a gestão de vendedores, assim como do lixo, mas tem sido difícil devido a falta colaboração de muitos dos informais.

O mercado Waresta é o maior mercado grossista no Norte do país. O aspecto que apresenta atenta contra a saúde pública, por isso o Município fala de planos para a sua requalificação.

No centro da cidade, os focos de venda informal voltam a ganhar espaço a olhos vistos. Na zona chamada bombeiros, a estrada e os passeios cederam para o comércio informal.

Uma actividade que decorre na parte exterior do Mercado Novo. Os principais protagonistas são vendedores de telefones celulares e seus acessórios. Outros são apenas intermediários de negócios.

O certo é que ainda não há uma solução concreta para os vendedores, e a forma como tomaram o local põe em causa a postura municipal.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que deverá receber o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, na Casa Branca, na sexta-feira.

O republicano fez a declaração, na segunda-feira, após ter sido questionado por repórteres a bordo do avião presidencial, durante o voo de regresso a Washington, vindo do Médio Oriente, escreve a imprensa.

Horas antes, Trump e os líderes do Egipto, Qatar e Turquia assinaram um acordo em que se comprometeram a garantir a garantir a estabilidade na região, quer para os palestinianos, quer para os israelitas, e a resolver futuros conflitos através da diplomacia e negociações.

O líder dos Estados Unidos disse aos jornalistas ter esperança que o Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, poderá ajudá-lo noutro conflito, a invasão russa da Ucrânia.

Também na segunda-feira, o Presidente da Ucrânia tinha anunciado que iria deslocar-se ainda esta semana a Washington, para se reunir com o homólogo norte-americano.

“A Mente de um Grande Guitarrista – Um Guia de Motivação Artística” é o livro de estreia do músico, professor e guitarrista Elcides Carlos, sob a estampa da Agência Criativa Vírgula, com o lançamento marcado para o dia 14 de Outubro, às 18h00, no Instituto Guimarães Rosa, em Maputo. A apresentação do livro será feita pelo músico Stewart Sukuma. 

No livro autobiográfico, pedagógico e criativo, Elcides recorda-se de momentos especiais em que sua família se reunia para ouvir os discos de vinil de seu pai, que eram considerados verdadeiros tesouros. Essa exposição a uma variedade de estilos musicais internacionais, como James Brown, Martinho da Vila, Manu Dibango, Steve Kekana e Fany Mpfumo, teve um impacto profundo em sua paixão pela música.

Na adolescência, Elcides foi exposto a músicas mais sofisticadas, que eram transmitidas nos programas de rádio da Rádio Moçambique. A complexidade e a harmonia dos instrumentos nessas músicas despertaram seu interesse e sua paixão pelo som da guitarra de jazz começou a florescer.

“A Mente de um Grande Guitarrista – Um Guia de Motivação Artística, não é apenas um livro sobre a música, é um convite à transformação pessoal e professional, através da música. Elcides Carlos mergulha na essência da jornada artística, partilhando vivências, dúvidas, vitórias e aprendizados acumulados ao longo de 20 anos de busca”,, descreve a sinopse.

O autor oferece “ferramentas práticas, reflexões e princípios essenciais para quem deseja trilhar o caminho da música. Entre histórias, factos e conselhos estratégicos, o leitor descobrirá o que exige e implica desenvolver disciplina, planificação, e superação de desafios, na trilha de uma caminho artístico”.

As histórias contadas no livro serão o motivo para Elcides Carlos se encontrar com o público no Instituto Guimarães Rosa, numa sessão que será apresentada pelo Stewart Sukuma.

SOBRE O AUTOR

Elcides Carlos Armando é um músico moçambicano, nascido em 23 de Julho de 1985, na cidade de Maputo. Cresceu nos subúrbios da cidade, mais especificamente no bairro de Chamanculo “D”. 

Além da sua carreira na música, Elcides Carlos é licenciado em Física pela Universidade Eduardo Mondlane e actua como docente de guitarra na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da mesma universidade desde 2010.

A selecção ganesa volta a uma fase final, quatro anos depois de ter sido eliminada na fase de grupos do Mundial de 2022, já depois de ter sido anteriormente afastada na fase de grupos da prova em  2014, na qual mediu forças com Portugal, nos quartos-de-final do Mundial 2010 frente ao Uruguai e nos oitavos-de-final da mesma competição em 2006 diante do Brasil.

Em Accra, a selecção ganesa começou a fazer a festa no arranque da segunda parte, através de um golo do médio Kudus, dos ingleses do Tottenham, tento que foi suficiente para levar de vencida as Comores e confirmar definitivamente o apuramento.

Com as 10 jornadas disputadas, o Gana assegurou o apuramento com 25 pontos, mais seis do que Madagáscar, sete do que o Mali, 10 do que Comores, com a República Centro Africana a ter oito e Chade apenas um, surpreendentemente frente aos ganeses.

A derrota por 4-1 frente ao Mali afastou Madagáscar da possibilidade de chegar ao play-off de apuramento, ao qual ficou mais perto de chegar o Burkina Faso, que venceu a Etiópia, por 3-1, ocupando, para já, um dos quatro lugares de acesso a essa eliminatória, reservados aos quatro melhores segundos.

Para a 23.ª edição do Mundial, a ser disputado por 48 selecções entre 11 de Junho e 19 de Julho de 2026, nos Estados Unidos, no Canadá e no México, têm, além dos três anfitriões, presença garantida 18 países, incluindo as selecções africanas do Egipto, Marrocos, Tunísia e Argélia.

Artistas internacionais, dos quais o moçambicano Pedro Julião, mostram criatividade inspirados no meio ambiente, no BITUR 2025, em Luanda.

Pedro Julião junta-se a Romeo Niyigena do Rwanda, Dulce Fulai do Moxico, Leonaldo Wally de Cabinda e Rufino Nguvulu do Icolo e Bengo, no leque de artistas visuais em residência artística pelo Resiliart Angola, que tiveram intervenções criativas durante a Bolsa Internacional de Turismo de Angola (BITUR) 2025, realizada em Luanda.

Em declarações ao Jornal de Angola, o curador do projecto, Hermenegildo Kindala, informou que a participação dos artistas do ResiliArt Angola foi em consequência de um convite do Gabinete Provincial da Cultura e Turismo de Luanda

A nossa fonte revelou que realizaram sessões de pintura ao vivo (live painting) com a técnica de acrílico sobre tela, explorando paisagens e observações artísticas inspiradas no turismo interno, particularmente nas visitas realizadas ao Mussulo.

A exposição, oficinas artísticas e as actividades culturais foram acompanhadas pelo ministro da Turismo, Márcio Lopes Daniel, numa manifestação do reconhecimento institucional à importância das artes no fortalecimento do turismo e da identidade nacional.

A participação dos artistas, de 6 e 7 de Outubro, na BITUR, realizada no Centro de Convenções de Talatona, reafirma o compromisso do ResiliArt Angola em dar voz aos artistas. 

Pelo menos 51 casas, uma igreja e uma escola primária foram destruídas em ataques atribuídos a terroristas desde finais de Setembro no distrito de Memba, província de Nampula. A informação foi avançada pelo administrador local, nesta segunda-feira.

De acordo com o administrador de Memba, Manuel Cintura, os ataques aconteceram nos dias 30 de Setembro e 03 de Outubro, nos postos administrativos de Lúrio e Chipene, e resultaram na destruição, maior parte delas incendiadas, de 51 casas, contra o balanço inicial de 45, além de uma igreja e da estrutura de uma Escola Primária Completa local, além de queimadas as cadeiras de outra instituição de ensino no mesmo posto administrativo.

“Tivemos destruição, incêndio de muitas residências, destruição de uma igreja, destruição na íntegra de uma escola, carteiras e uma outra EPC no posto administrativo de Chipene”, disse Manuel Cintura, nesta segunda-feira.

O administrador acrescentou que, embora parte da população esteja a regressar às zonas de origem, muitos habitantes continuam a evitar dormir nas próprias casas, por receio de novos ataques, que até agora não provocaram vítimas mortais em Nampula.

“A situação continua agitada, a população está a regressar directamente para as zonas de origem, mas uma parte ainda continua a não dormir em casa”, referiu.

Manuel Cintura admitiu ainda a presença de cidadãos naturais de Memba entre os grupos armados que têm protagonizado ataques no Norte do país, apontando as ligações históricas da população local com comunidades pesqueiras de zonas anteriormente ocupadas por insurgentes na vizinha província de Cabo Delgado.

Quase 40 mil pessoas fugiram de seis distritos de Cabo Delgado, e ainda da província vizinha de Nampula, devido ao recrudescimento dos ataques terroristas no norte de Moçambique, segundo o último balanço da Organização Internacional para as Migrações (OIM).

De acordo com o mais recente relatório do terreno daquela agência das Nações Unidas, entre 22 de Setembro e 06 de Outubro, a escalada de ataques e a insegurança provocada por grupos armados” levou a “novos deslocamentos”, num total de 39 643, equivalente a 12 335 famílias, essencialmente nos distritos de Balama, Mocímboa da Praia, Montepuez e Chiúre, Cabo Delgado, mas também em Memba, província de Nampula.

A província de Cabo Delgado, rica em gás, é alvo de ataques terroristas há oito anos, com o primeiro ataque registado a 05 de Outubro de 2017, no distrito de Mocímboa da Praia, sendo que o Governo afirmou esta semana que continua a fazer esforços para garantir a segurança às populações e bens para que estas comunidades permaneçam nos seus lugares de origem em paz.

O Projecto de Localização de Conflitos Armados e Dados de Eventos (ACLED) contabiliza 6257 mortos ao fim de oito anos de ataques terroristas em Cabo Delgado, alertando para a instabilidade actual, com o recrudescimento da violência.

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