

As Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) contam, a partir de agora, com novos militares habilitados para integrar as forças de comandos, na sequência do encerramento do 31.º Curso de Comandos, realizado na cidade de Nacala, província de Nampula.
O curso teve como objectivo dotar os militares de conhecimentos e técnicas específicas para o cumprimento de missões que exigem elevado nível de preparação física, táctica e psicológica.
Durante a cerimónia, que contou com a presença de altas patentes militares e outras entidades, os formandos participaram em actos protocolares e demonstraram parte das competências desenvolvidas durante a formação.
A cerimónia de encerramento foi marcada por demonstrações de disciplina e preparação militar, com os novos comandos a exibirem as capacidades adquiridas ao longo do processo de formação.
A conclusão do 31.º Curso de Comandos representa mais uma etapa no processo de preparação das FADM para responder aos desafios de defesa e segurança do país, particularmente em contextos que exigem unidades com capacidade de actuação especializada.
Subiu de dois para quatro o número de pessoas detidas, por suposto envolvimento, no vazamento dos exames de História, Inglês, Física e Química da nona classe. A PRM diz que as investigações continuam e que poderão culminar com a detenção de mais suspeitos.
Mais duas pessoas foram detidas, no distrito de Milange, acusadas de abrir os envelopes e divulgar os exames de História, Inglês, Física e Química da nona classe.
Trata-se de dois professores, que se juntam ao director da Escola Básica de Nagor, e ao director adjunto.
“São, no total, quatro indivíduos, a esta altura que falamos, estão, desde ontem, depositados nos serviços penitenciários do distrito de Milange, onde vão aguardar naturalmente por passos subsequentes em relação ao crime por si cometido”, explicou Leonel Muchina.
Falando em conferência de imprensa, entre o Ministério de Interior e o Ministério da Educação, o porta-voz do Comando-Geral da Polícia apelou à ética, por parte de quem teve acesso às avaliações.
“Eu quero chamar a atenção e apelar a todos aqueles que têm o privilégio de posse, portanto, destes exames, a manterem uma postura de ética e de ideologia profissional. Ao violarem, portanto, estes exames, incorrem a uma secção de violação de todos os princípios éticos e vão embaraçar, naturalmente, todo o processo avaliativo e de exame.”
Sobre os exames da 10ª e 12ª classes, o porta-voz do Ministério da Educação explicou que houve boicote dos professores, em algumas escolas.
“Em relação aos professores que abdicaram do trabalho dos exames, partilhamos em tempo oportuno que duas escolas, uma da província de Maputo, a escola secundária de Boquisso, e uma da cidade de Maputo, a escola 12 de Outubro, afetaram o exame. Os professores reivindicam o pagamento de horas, sim, é de direito, mas já não é de direito impedir que o trabalho dos exames ocorra”, disse Silvestre Dava.
Silvestre Dava explica que os professores envolvidos no boicote dos exames das 10ª e 12ª classes poderão ser responsabilizados.
A Universidade Eduardo Mondlane tem cerca de 5 mil vagas para o ano académico 2026. Até ao momento, as vagas poderão ser concorridas por mais de 30 mil alunos, inscritos para os exames de admissão.
Os exames de admissão, para o ano acadêmico de 2026, na Universidade Eduardo Mondlane, terão lugar entre 06 e 09 de Janeiro.
São ao todo 124 cursos, para as modalidades presencial e a distância, para os períodos laboral e pós-laboral.
“Entre os 124 cursos que a UEM vai oferecer no próximo ano, 89 são do período laboral e 35 são do período pós-laboral”, explicou Elias Manjate, o director-adjunto Pedagógico da instituição de ensino superior.
A maior universidade pública do país tem disponíveis 4.790 vagas, que poderão ser disputadas por mais de 30 mil candidatos, já inscritos para os exames de admissão.
“Apelamos para que todos os candidatos leiam o edital, todos os interessados consultem o edital, onde constam informações em relação aos cursos, em relação ao número de vagas, em relação ao calendário dos exames e em relação às sanções previstas para os possíveis prevaricadores ou fraudulentos neste processo.”
Para o próximo ano acadêmico há cinco novos cursos.
“ A partir de 2026, vamos introduzir 5 novos cursos de licenciatura, que são os cursos de licenciatura em Engenharia de Petróleo e Gás Natural, o curso de licenciatura em Engenharia de Telecomunicações, o curso de licenciatura em Ecoturismo e Conservação da Natureza, o curso de licenciatura em Psicologia das Organizações e o curso de licenciatura em Psicologia das Necessidades Educativas Especiais.”
As inscrições para os exames de admissão terminam a 10 de Dezembro.
O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu hoje, na Matola, que a classe trabalhadora é o pilar central para a construção da independência económica de Moçambique.
Ao intervir na cerimónia de abertura do VIII Congresso da OTM–Central Sindical, na cidade da Matola, o Chefe do Estado afirmou que os trabalhadores são “eles que constroem Moçambique” e que a estabilidade laboral alcançada no país constitui hoje uma das suas maiores vantagens competitivas.
Dirigindo-se aos delegados, o governante evocou a Matola como “berço industrial da República de Moçambique, coração operário de Moçambique”, destacando que ali se ergueu a memória viva das lutas laborais. Saudou os trabalhadores “do Rovuma ao Maputo, do Zumbu ao Índico”, afirmando que, apesar de cheias, secas, pandemias e crises, “o trabalhador moçambicano continua a avançar” e sustenta diariamente o progresso nacional.
Daniel Chapo sublinhou que o ano do VIII Congresso coincide com o cinquentenário da Independência Nacional, um marco que, segundo afirmou, exige a consolidação dos alicerces da independência económica. Considerou tratar-se de um “tempo fundacional” em que o presente dialoga com o futuro e em que o país deve transformar a liberdade conquistada em prosperidade merecida e dignidade para todos.
O estadista moçambicano afirmou que o encontro sindical tem relevância nacional, por representar “uma encruzilhada histórica do povo moçambicano e do trabalhador moçambicano”, num momento crucial para renovar energias, afirmar uma liderança moderna e fortalecer a missão da classe trabalhadora. Recordou o papel histórico da OTM-CS, que ao longo de quase cinco décadas “moldou consciências”, protegeu direitos e manteve acesa “a chama da justiça do trabalhador”.
No campo histórico, o Presidente da República recuperou as palavras do primeiro Presidente de Moçambique independente, Samora Machel, segundo quem “o caminho a percorrer é longo, sinuoso e duro. Mas não existe outro”. Reafirmou que três lições emanam dessa mensagem: a liberdade conquistou-se com sacrifício, a independência económica depende do esforço nacional e os trabalhadores permanecem no centro da República.
Além disso, alertou para as transformações globais no mundo laboral, desde o impacto da automação e da inteligência artificial ao surgimento de novas profissões e desafios de inclusão. Defendeu a necessidade de uma OTM-CS “capaz de proteger o trabalhador, sem travar o progresso”, de negociar com firmeza, dialogar com a juventude e antecipar a economia do futuro, sob pena de o sindicalismo ficar distanciado das novas realidades.
Ao destacar o lema do congresso – “Consolidação da Democracia Sindical, Justiça Laboral e Bem-Estar Social” –, o Presidente Chapo afirmou que este traduz um compromisso nacional com sindicatos fortes, trabalho digno e transformação social. Afirmou que a democracia sindical é “uma ferramenta estratégica para o nosso desenvolvimento”, decisiva para enfrentar desafios com unidade e visão de longo prazo.
Dirigindo-se ao processo eleitoral interno, advertiu que as escolhas dos delegados terão impacto directo na paz laboral e na produtividade nacional. Defendeu que a liderança sindical do século XXI deve assentar na “inteligência política, económica e social”, na negociação, na defesa da estabilidade e na visão estratégica orientada ao bem comum.
No fecho da sua intervenção, o Presidente da República reiterou o compromisso do Governo com a dignidade do trabalhador, a justiça salarial, a formação técnico-profissional e a redução da informalidade. Acrescentou que “a estabilidade só existe com diálogo social”, reforçando que sindicatos fortes e respeitados são indispensáveis para o crescimento do país. Apelou à unidade e responsabilidade histórica, afirmando que “Moçambique precisa de sindicatos fortes, de trabalhadores protegidos e de líderes íntegros e éticos”.
Mais de 70 estudantes da Universidade Pedagógica de Maputo (UP Maputo) receberam uma capacitação inédita orientada por cineastas italianos, no âmbito da XVIII edição da Festa do Cinema Italiano, que decorreu nesta instituição. A formação envolve também docentes da Faculdade de Ciências da Linguagem, Comunicação e Artes, num intercâmbio que o chefe do Departamento Pedagógico, Nélis Elias, considera “um aprendizado fora da caixa”.
Segundo explicou Nélis Elias, a iniciativa permite que estudantes e professores tenham contacto direto com profissionais que vivem e praticam cinema diariamente. “É sempre bom quando se tem contacto com quem vive e pratica tais atividades. É uma saída do teórico para o prático”, afirmou, sublinhando que a troca de experiência com especialistas internacionais traz um impacto imediato. “Só esta interação destes dois dias já permite um aprendizado fora da sala de aulas.”
A capacitação abrange estudantes dos cursos de Jornalismo, Desenho da Comunicação e Artes Cênicas, áreas que integram disciplinas relacionadas à edição, produção e pós-produção. No total, participam cerca de 70 estudantes, além de docentes que também estão a ser formados em matérias de roteiro, produção e pós-produção cinematográfica.
Para além da formação pontual, a direção da faculdade está a olhar para o futuro com ambição. Nélis Elias revelou que a instituição pretende caminhar para a criação de um curso de cinema na UP Maputo. A parceria com os cineastas italianos poderá ser “uma alavanca determinante” nesse processo.
“A ideia é, num futuro não distante, termos um curso de cinema propriamente dito, que vai congregar estes três cursos onde já existe edição, produção e pós-produção”, disse. Segundo acrescentou, a abertura do curso “vai robustecer a nossa oferta formativa” e ajudar a instituição a responder “às exigências que o mercado nacional tem”.
O chefe do Departamento Pedagógico reforça que a cooperação internacional tem como objectivo colocar estudantes e professores num “nível internacionalizado”, capaz de os permitir competir de igual para igual com profissionais de outras geografias. “Esperamos que, com estas capacitações, os nossos professores e alunos possam participar em qualquer festival ou curso nas áreas de cinema e artes cênicas”, afirmou.
Questionado sobre os impactos futuros no currículo da faculdade, o responsável não descartou mudanças. “A ideia é estarmos todos nós num nível internacional, de forma a podermos competir em pé de igualdade. Obviamente que estas parcerias trarão melhorias e enriquecimento daquilo que ensinamos”, destacou.
Embora considere prematuro falar da criação de um festival de cinema moçambicano promovido pela Universidade Pedagogica de Maputo, reconhece que o intercâmbio pode inspirar novas iniciativas. “Seria prematuro avançar, mas acreditamos que este aprendizado vai melhorar a forma como ensinamos jornalismo, artes cênicas e comunicação”, comentou.
Nélis Elias lembra ainda que o audiovisual está a ganhar cada vez mais espaço no país, com a abertura do mercado midiático e o surgimento de novas empresas de comunicação. “É uma tendência global, e a UP não pode ser uma exceção. Buscamos, com estas parcerias, estar nesta rota de evolução”, afirmou.
Durante a entrevista fez ainda ainda um prognóstico preliminar do ano académico, com uma avaliação positiva, porém, cautelosa. “O aproveitamento foi bom. Não tivemos tantas dificuldades como no ano passado”, afirmou. O responsável reconheceu que o semestre começou “tímido” devido ao impacto das manifestações violentas do período pós eleitoral, mas garantiu que isso não afetou o processo de ensino e aprendizagem.
O Presidente da República, Daniel Chapo, exonerou Alexandre Herculano Manjate do cargo de Alto Comissário da República de Moçambique junto da República do Malawi; Jerónimo João Rosa Chivavi do cargo de Alto Comissário da República de Moçambique junto da República do Quénia e da República do Uganda; Maria Gustava do cargo de Embaixador Plenipotenciário da República de Moçambique junto da República Popular da China e da República Democrática da Coreia do Norte.
O Chefe do Estado exonerou ainda Ermindo Augusto Ferreira do cargo de Alto Comissário da República de Moçambique junto da República da Índia e da República Democrática e Socialista do Sri Lanka, Belmiro José Malate do cargo de Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República de Moçambique junto da República da Indonésia, da República Democrática de Timor-Leste, do Reino da Tailândia e do cargo de Alto Comissário da República de Moçambique junto da Malásia e da República de Singapura; À luz da mesma base constitucional, o Presidente da República nomeou, através de Despachos Presidenciais separados: Maria Gustava para o cargo de Alto Comissário da República de Moçambique junto da República da África do Sul, Jacinto Januário Maguni para o cargo de Alto Comissário da República de Moçambique junto da República do Quénia; Alexandre Herculano Manjate para o cargo de Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República de Moçambique junto da República Federativa do Brasil; e António Inácio Júnior para o cargo de Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República de Moçambique junto da República da Turquia.
Esta mudança nas missões diplomáticas e consulares de Moçambique no exterior visa materializar a diplomacia económica, nas suas duas vertentes principais, sendo, por um lado, a promoção da imagem do país nos mercados externos, exportações e investimento directo estrangeiro e, por outro lado, o fortalecimento do comércio bilateral e multilateral, através de políticas externas económicas e comerciais.
A região africana da Organização Mundial da Saúde (OMS) registou 265 milhões de casos de malária no ano passado, o que representa 94% do total global de 282 milhões, informa o Relatório Mundial da Malária 2025.
De acordo com o documento publicado nesta quinta-feira, e citado pela Lusa, a maioria dos casos ocorreu na África Subsaariana, onde a transmissão é considerada moderada a alta e os sistemas de vigilância continuam frágeis.
No total, cinco países foram responsáveis por quase metade dos casos globais, de entre os quais constam a Nigéria, a República Democrática do Congo (RDC), o Uganda, a Etiópia e Moçambique.
No caso de Angola, houve um aumento de 420 mil casos em relação a 2023, acrescenta a mesma fonte.
A OMS estima que a malária tenha causado 610 mil mortes em 2024, das quais 95% ocorreram em África.
O comandante supremo do Exército do Sudão, Abdel Fattah al-Burhan, rejeitou qualquer solução para pôr fim à guerra no Sudão que “não inclua o desmantelamento e o desarmamento” do grupo paramilitar das Forças de Apoio Rápido (RSF).
Al-Burhan afirmou que “qualquer solução ou iniciativa que não inclua o desmantelamento e o desarmamento da milícia rebelde terrorista é completamente inaceitável” e insistiu que esta é “uma firme convicção”, segundo um comunicado do gabinete de imprensa do Conselho Soberano do Sudão, o mais alto órgão executivo do país.
As declarações surgem no meio de negociações sobre uma trégua humanitária mediada pelos Estados Unidos, enquanto os paramilitares anunciaram um cessar-fogo unilateral na semana passada, que não se consolidou e não pôs fim à violência. Durante uma cerimónia em memória dos mártires do exército sudanês, Al-Burhan afirmou que “as opções e soluções têm sido limitadas devido à magnitude do derramamento de sangue, dos mártires e do sofrimento em vastas áreas do Sudão, especialmente no Darfur e em Al-Fashir”.
Para o líder militar, “só há uma solução: a eliminação da milícia”, referindo-se às Forças de Apoio Rápido (RSF, na sigla inglesa), e prometeu levar à justiça os criminosos que cometeram todo o tipo de crimes.
Por outro lado, acolheu “todos aqueles que desejam pegar em armas para combater a milícia”, um apelo que tem reiterado ao longo de mais de dois anos e meio de guerra, que forjou alianças entre as Forças Armadas e os grupos rebeldes locais.
Al-Burhan elogiou, de seguida, o governador do Darfur, Arko Minawi, pelo seu “compromisso em pôr fim ao conflito”, expressando “a sua profunda gratidão a todas as forças unidas e de apoio”.
Este anúncio surgiu pouco depois de Minawi, líder rebelde aliado do Exército contra as RSF, ter emitido um decreto que criava o Comité Superior para a Mobilização Popular e Resistência no Darfur, segundo a agência noticiosa oficial sudanesa SUNA.
O regime militar do Burkina Faso vai restabelecer no seu código penal a pena de morte, que tinha sido abolida em 2018, aplicada a uma série de crimes, anunciou ontem o Conselho de Ministros.
“Este projecto de código penal restabelece a pena de morte para uma série de crimes, entre os quais a alta traição, atos de terrorismo e espionagem”, precisou o serviço de informação do governo burquinês.
Segundo a Amnistia Internacional, a última execução registada no Burkina Faso remonta a 1988.
A pena de morte foi abolida sob o regime civil de Roch Marc Christian Kaboré, 30 anos depois.
O Burkina Faso é governado por Ibrahim Traoré, que chegou ao poder após um golpe militar em setembro de 2022 e tem conduzido uma política autoritária e hostil ao Ocidente, cujos valores critica particularmente, com o país a aproximar de novos parceiros, como a Rússia e o Irão.
“A adoção deste projeto de lei insere-se na dinâmica das reformas globais do setor para uma justiça que responda às aspirações profundas do povo”, explicou o ministro da Justiça do Burkina Faso, Edasso Rodrigue Bayala, citado pelo serviço de informação do governo.
O texto, que deve ser aprovado pela Assembleia Legislativa de Transição, criada pela junta militar, também criminaliza “a promoção e as práticas homossexuais e similares”, segundo o governo.
Em setembro, pela primeira vez, o país aprovou uma lei que prevê penas de até cinco anos de prisão para os “autores de práticas homossexuais”.
Vários líderes europeus manifestaram desconfiança em relação a Washington e alertaram que os Estados Unidos podem trair a Ucrânia e a Europa nas negociações de paz, revelou, nesta quinta-feira, a revista alemã Der Spiegel.
A desconfiança é sustentada pela publicação alemã com a transcrição de uma conferência telefónica realizada na segunda-feira entre o chanceler alemão, Friedrich Merz, e os presidentes da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, da França, Emmanuel Macron, e da Finlândia, Alexander Stubb, um dos poucos líderes europeus com uma ligação muito próxima ao chefe de Estado norte-americano, Donald Trump.
Na conferência, segundo a Der Spiegel, participou também, entre outros, o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), Mark Rutte, também com boa relação com o Presidente dos Estados Unidos.
“Existe a possibilidade de os Estados Unidos traírem a Ucrânia na questão territorial, sem clareza quanto às garantias de segurança”, terá dito Macron na conferência telefónica, de acordo com uma transcrição em inglês citada pelo semanário alemão.
O Der Spiegel referiu ter confirmado o conteúdo junto de dois participantes na conversa telefónica.
Para Zelensky, haveria “um grande perigo”, terá advertido.
As exigências russas de cedências territoriais são um dos pontos mais sensíveis das negociações.
Merz afirmou, por seu lado, segundo o documento, que Zelensky devia ser “extremamente cuidadoso nos próximos dias”.
“Eles estão a jogar jogos, tanto convosco como connosco”, terá declarado o chanceler alemão, provavelmente em referência aos dois negociadores norte-americanos Steve Witkoff, um magnata do sector imobiliário, e Jared Kushner, genro de Trump, assinala a publicação.
A Der Spiegel referiu que, embora os europeus elogiem publicamente a nova iniciativa de paz de Washington, o documento transcrito da conversa mostra que, além de Merz e Macron, outros participantes indicaram que também não confiam nos dois emissários norte-americanos.
Também Stubb alertou para o duo negocial, segundo a mesma fonte.
“Não devemos deixar a Ucrânia e Volodymyr sozinhos com estes tipos”, disse num momento da conversa, segundo o semanário alemão.
Rutte concordou com o finlandês, segundo a transcrição. “Concordo com o Alexander, devemos proteger o Volodymyr”, afirmou.
As consultas entre os europeus e Zelensky foram antecedidas, no fim de semana, por conversações entre o assessor de segurança ucraniano Rustem Umerov e os negociadores de Trump em Miami.