

Os Presidentes dos municípios estão a ser capacitados em Chimoio para reforçar os mecanismos de protecção social face aos choques climáticos. A formação pretende preparar as autarquias para identificar as populações mais vulneráveis e responder de forma rápida às famílias afectadas por ciclones, cheias, secas e outros eventos extremos.
Os choques climáticos deixaram de ser apenas uma questão ambiental. Em Moçambique, ciclones, cheias e secas afetam diretamente as famílias, destruindo habitações, culturas e fontes de rendimento.
É neste contexto que os municípios estão a ser preparados para reforçar a resposta através dos mecanismos de protecção social.
O ministro da Administração Estatal e Função Pública, Inocêncio Impissa explicou que a capacitação pretende dotar as autarquias de conhecimentos para identificar as famílias em situação de maior vulnerabilidade e melhorar a coordenação da assistência em situações de emergência.
No últmo choque climático havido na provincia, o município de Gaza foi um dos pontos mais afectados na provincia. A edil diz estar agora, coma a capacitação, preparada para enfrentar eventos climáticos extremos, mas diz que ainda existem marcas das inundações no município.
Com a formação, espera-se que os municípios estejam em melhores condições para planificar intervenções, identificar atempadamente os grupos vulneráveis e garantir que o apoio chegue às famílias afectadas de forma rápida e coordenada.
O Director Provincial do Plano e Finanças de Nampula, Domingos Saimone Nacohi, participou na celebração alusiva ao Dia Internacional de Luta Contra a Corrupção, realizado sob o lema: “Unidos com a Juventude Contra a Corrupção: Moldando a Integridade do Amanhã”.
Na sua intervenção, Domingos Nacohi destacou que esta data representa uma oportunidade ímpar para reafirmar um compromisso que deve ser permanente, transversal e inadiável: o compromisso com a integridade.
Sublinhou que o lema do evento reflecte de forma clara aquilo que deve orientar a actuação de cada servidor público, agente económico e cidadão e recordou que a corrupção mina a confiança colectiva, distorce a economia, fragiliza os serviços públicos e compromete o desenvolvimento das comunidades.
Outrossim,Nacohi chamou atenção para a importância de reconhecer com coragem a realidade dos factos. “A corrupção não é um fenómeno restrito às famílias de baixa renda, pelo contrário, é frequentemente praticada por indivíduos de classes média e alta e, em demasiadas ocasiões, é facilitada pela cumplicidade ou intervenção de servidores públicos. Desde o desaparecimento de um simples processo administrativo até ao pagamento de elevadas somas em numerário ou ainda luvas para benefício próprio ou bens ilícitos”, disse.
Na ocasião, ressaltou que este fenómeno não depende exclusivamente da condição económica de quem o pratica, lembrando que nenhum mecanismo de controlo substitui a ética individual, e nenhuma norma produzirá efeitos duradouros se as práticas quotidianas forem contrárias aos princípios de integridade.
No final, apelou a todos os presentes a demonstrarem a vontade de fortalecer os mecanismos internos, aperfeiçoar procedimentos e consolidar uma cultura de responsabilidade e transparência.
Sublinhou que este esforço exige o contributo conjunto de instituições públicas, empresas e cidadãos que diariamente interagem com a administração pública e afirmou que Nampula precisa de um ambiente íntegro, previsível e confiável, para que o seu potencial económico se traduza em benefícios reais para a população.
“O combate à corrupção é, por isso, inseparável da melhoria dos serviços públicos, da atracção de investimentos e da criação de oportunidades para todos”, concluiu.
A União Desportiva de Songo, campeão nacional de 2025, e a Black Bulls, campeão nacional de 2024, disputam, neste sábado, a final da Taça de Moçambique, edição 2025.
É o embate entre os dois últimos campeões nacionais, que serão, também, os representantes nacionais nas competições africanas da próxima edição, que vão decidir o título da segunda maior competição futebolística do país.
A União Desportiva de Songo passeou a sua classe na terça-feira, diante do Desportivo de Nacala, na primeira meia-final, com vitória por 2-0, golos apontados por Victor Malino, a fechar a primeira parte e a abrir a segunda parte, a mostrar a sua intenção de fazer dobradinha na competição.
Aliás, os “hidroeléctricos” têm estado a fazer uma época perfeita, onde estão perto de atingir a marca das 20 vitórias consecutivas, algo nunca antes visto no futebol moçambicano.
Por sua vez, a Black Bulls teve de suar as estopinhas para ultrapassar o Ferroviário de Maputo, que lutava pela revalidação do título, com Kadre a apontar o golo solitário ainda na primeira parte do jogo.
Os “touros” garantiram, com a passagem à final, um lugar nas competições africanas de clubes, desta feita na Taça CAF, em virtude de o seu adversário, na qualidade de campeão nacional, ter passaporte para disputar a Liga dos Campeões.
Enquanto a União Desportiva de Songo procura o seu terceiro troféu da Taça de Moçambique, depois das conquistas de 2016 e 2019, a Black Bulls persegue a sua segunda Taça de Moçambique, depois de a ter conquistado em 2023.
O embate deste sábado, no Campo Marien Ngouabi, em Xai-Xai, é também a reedição da final da Taça de Moçambique disputada em 2023, ganha pelos “touros” por 2-1, com Kadre e Melque a apontarem para a formação de Maputo e Dayo a marcar o tento de honra da formação de Songo.
O embate está marcado para as 14h30 de sábado.
O Governo continua a avaliar os contornos do acidente de viação fatal ocorrido no domingo, na Manhiça, província de Maputo, e diz que a suspensão da City Link pode prolongar-se por mais meses, dependendo dos resultados da segunda investigação.
Ainda não passa uma semana depois do fatídico acidente da Manhiça que ceifou a vida de sete pessoas e o Governo de Moçambique realiza investigações para averiguar as causas da mesma.
Primeiro foi tomada a decisão de suspender as actividades da transportadora City Link enquanto decorrem as investigações. Mas o Governo diz que muito ainda há por fazer e que a decisão pode não ser conhecida dentro de 15 dias, sendo que há uma previsão de prolongamento da suspensão de 90 a 180 dias.
A informação foi dada a conhecer pelo porta-voz do Ministério dos Transportes e Logística, Luís Chaúque, que falava durante uma conferência de imprensa esta quinta-feira.
“Este dispositivo preconiza que a licença pode ainda ser suspensa quando, em resultado da peritagem de acidente de viação, se concluir que a causa da origem do acidente deveu-se à culpa imputável ao condutor”, disse Luís Chaúque.
O Instituto Nacional de Transportes Rodoviários garante que o tratamento dado à City Link é similar ao aplicado a outras empresas envolvidas em acidentes graves.
“Então, podemos ficar com a impressão de que sim, é a Citi Link e as outras não, mas é preciso olharmos para o tipo de veículos envolvidos nestas operações. Como foi o caso de Gondola também, em Março, tanto é um miniautocarro, e houve responsabilização”, disse Cláudio Zunguze, Administrador Técnico do INATRO.
Zunguze acrescenta que “não queríamos deixar ficar esta impressão de que está-se a trazer um tratamento diferenciado para o caso da Citi Link”, frisando que em situações similares o tratamento é o mesmo.
A City Link, por seu turno, declarou que tem dado assistência às vítimas do sinistro, enquanto acompanha a investigação. “Destacámos uma equipa desde o primeiro dia, que é a equipa da segurança rodoviária, para aproximar de perto no sítio do sinistro e ajudar na investigação e colher os elementos essenciais”, disse Linique Ringler, Director Jurídico da City Link.
O gestor frisou ainda que a empresa está contesrnada com a situação, “mas ao mesmo tempo temos incitado alguns contactos com os familiares, no sentido de oferecer o nosso apoio logístico e financeiro nesta fase tão difícil. De certa forma, isto impacta a parte financeira e comercial”.
A empresa que prevê reforçar a educação cívica dos seus condutores, para além de que se vai ressentir da paralisação das actividades.
“Com isto, dependendo do tempo que esta suspensão vai levar, cada dia que passa aumentam incertezas. Fica aqui uma lição muito importante, de que devemos continuar a executar com muito mais vigor tudo o que tem a ver com a segurança rodoviária e com a condução defensiva”, disse Lonique Ringler, director Jurídico da City Link.
A transportadora garantiu ainda que está a reembolsar o valor dos bilhetes adquiridos para além de fazer a entrega dos produtos aos clientes afectados.
ANAMOLA submeteu, esta quarta-feira, propostas legislativas à Comissão Técnica para o Diálogo Nacional Inclusivo e é o primeiro partido a tomar esta iniciativa. O documento é composto por seis projectos de lei, com destaque para a revisão da Constituição da República.
A submissão do documento, que apresenta vários aspectos que o partido considera pertinente rever, acontece depois de sucessivos adiamentos. Entre as propostas, consta a revisão pontual da Constituição da República.
Segundo o porta-voz da ANAMOLA, Dinis Tivane, o partido pondera a revisão do sistema político, propondo um sistema semipresidencialista, tendo em conta que, neste momento, o presidente é eleito directamente e o primeiro-ministro é eleito indirectamente.
“Não é o que está a acontecer agora, em que o Presidente da República automaticamente vira chefe do Governo. Entendemos que esta é a proposta que se assenta nos ideais de que devemos ter um sistema em que a entrega de poderes é de pesos e contrapesos”, disse Dinis Tivane.
O presidente da Comissão Técnica para o Diálogo Nacional considera que a entrega do documento reflecte a abertura para várias opiniões no diálogo em curso no país.
“Apreciamos o facto de o partido ANAMOLA estar a usar a arena própria, que é o palco próprio para colocar as suas ideias e as suas contribuições. É justamente isso que nós queríamos, era que a ANAMOLA não jogasse fora do jogo”, anota Edson Macuácua.
Num comunicado divulgado recentemente, o partido afirmava que o documento, resultado de uma consulta pública paralela, consiste em seis projectos de lei, mas especialmente na lei sobre “Crimes de Responsabilidade”, conhecida como “Impeachment”, que deve abranger o Presidente da República, o primeiro-ministro, os Presidentes dos Tribunais Administrativo e Supremo, o Procurador-Geral, o Governador do Banco de Moçambique, entre outras figuras de alto escalão do Estado.
O documento sugere também a revisão da Constituição do País, que inclui a introdução de um sistema semi-presidencial, alterações ao modelo eleitoral, reforma do sistema judicial, redefinição dos poderes dos órgãos soberanos e actualização da maioridade de 21 para 18 anos de idade.
O partido acredita que é crucial rever a lei que cria a Comissão Nacional Eleitoral (CNE), transformando este órgão numa entidade independente com novos princípios constitucionais destinados a garantir a transparência.
O partido afirma que já apresentou a proposta a várias instituições e representações diplomáticas que apoiam o processo, bem como aos Conselhos do Poder Judiciário, à Ordem dos Advogados e a outras organizações da sociedade civil.
Ferroviário de Maputo e Sporting de Luanda medem forças, nesta sexta-feira, a partir das 12h00, em partida a contar para os quartos-de-final da Liga Africana de Basquetebol. As “locomotivas” lutam pela revalidação do título, enquanto as “leoas” querem fazer história na sua estreia na competição.
Duelo das moçambicanas nos quartos-de-final da Liga Africana de Basquetebol Feminino em Cairo, nesta sexta-feira. Por um lado, o Ferroviário de Maputo, campeão nacional e africano em título, talhado à conquista na bola-ao-cesto feminino, contando com nove moçambicanas e três estrangeiras, e, por outro, o Sporting de Luanda de Angola, estreante na competição, que conta com três moçambicanas, numa equipa dominada por angolanas.
Trata-se de um embate que define a primeira semifinalista da competição, com as treinadas por Nasir Salé a serem, claramente, favoritas a vencer, mas a terem de provar dentro da quadra a sua superioridade e experiência.
Ferroviário de Maputo, que passou invicto na fase regular após vencer os três jogos disputados, nomeadamente diante do First Bank da Nigéria, por 85-48, FAP dos Camarões, por 62-43, e KPA do Quénia, por 91-76, tem a responsabilidade de fazer melhor neste jogo e em toda a competição, não fosse bicampeã africana da modalidade.
Já o Sporting de Luanda, que conta no seu plantel com três moçambicanas, nomeadamente Eleotéria Lhavanguana, Nilza Chiziane e Vilma Covane, estreou-se com pé esquerdo, ao perder diante do REG do Ruanda por três pontos de diferença, 67-64, antes de somar a primeira vitória de sempre na WBAL, diante do FBA da Costa do Marfim, por 65-40, a mostrar a sua capacidade de recuperação e compromisso com uma boa prestação na prova.
Na derradeira partida da fase regular, a equipa angolana voltou a vergar diante da poderosa formação egípcia, o Al Ahly, por 86-65, terminando em segundo no grupo A, o que deu direito a defrontar o primeiro do grupo B, o Ferroviário de Maputo.
Ingvild Mucauro é a atleta do Ferroviário de Maputo em destaque, com índice de eficiência de 17,3% por jogo, seguido da Destiny pitts, com 14,3, e Odélia Mafanela, com 13,7. A norte-americana Destiny Pitts tem a melhor média de pontos, com 13,7.
Do lado das angolanas, os destaques na primeira fase foram Nelma Cuna, Eleotéria Lhavanguana e Nilza Chiziane.
O segundo jogo do dia vai colocar frente-a -frente o REG do Ruanda ao ASC Ville de Dakar do Senegal, enquanto o terceiro jogo do dia será disputado pelo APR do Ruanda e o KPA do Quénia.
O último jogo dos quartos-de-final da Liga Africana de Basquetebol Feminino a ter lugar nesta sexta-feira vai colocar frente-a-frente o Al Ahly do Egipto e o CNS da República Democrática do Congo.
Os jogos das meias-finais disputam-se no sábado e a grande final terá lugar no domingo.
O custo de vida tende a melhorar no país. Dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) indicam que a subida do nível geral de preços foi ligeiramente inferior em Novembro deste ano, se comparado com igual mês do ano de 2024.
No mês passado, a subida do nível geral de preços desacelerou para 4,38%, depois de em Outubro ter atingido 4,83%. Trata-se de subidas de preços relativamente mais baixas que as registadas no mesmo período do ano passado.
Contaram para a retracção da subida de preços a redução dos preços dos produtos alimentares e de bebidas não-alcoólicas, serviços de comunicações e mobiliária, equipamentos domésticos e de manutenção, segundo o Banco de Moçambique.
“Foram as componentes que mais contribuíram para a desaceleração da inflação anual em Novembro, medida pela variação do Índice de Preços no Consumidor”, refere o regulador do sistema financeiro nacional no seu site.
De acordo com o INE, as divisões de alimentação e bebidas não-alcoólicas e de restaurantes, hotéis, cafés e similares foram as que tiveram maior aumento de preços, em Novembro, ao variarem com cerca de 9,52% e 9,40%.
Com 9,01%, a cidade de Tete foi a que registou o maior aumento de preços, seguida das cidades de Quelimane (6,32%), Chimoio (5,09%), Xai-Xai (3,86%), Beira (3,68%), Nampula (2,87%) e Maputo (2,77%).
Depois do aumento de 4,15% em Junho, a subida do nível geral de preços manteve-se estável ao longo dos meses seguintes, tendo sido de 3,96% em Julho, 4,79% em Agosto, 4,93% em Setembro e 4,83% em Outubro.
Tal estabilidade foi registada nas últimas duas semanas, segundo a Inspecção Nacional de Actividade Económica (INAE), embora com a tendência de subida de preços de alguns produtos alimentares, como por exemplo, os ovos.
“Verificou-se uma tendência de subida de preços dos ovos, tomate, peixe e frango em Nampula. Há registo de baixa de preços da lâmina de carapau na província de Gaza na ordem de 100 meticais”, disse a inspectora-geral da INAE.
Segundo dados recolhidos pela INAE na última semana de Novembro último e a primeira de Dezembro corrente, o tomate estava mais caro na província de Niassa, chegando a custar 90 meticais por cada quilograma.
Os números foram partilhados pela Inspecção Nacional de Actividades Económicas nesta semana numa conferência de imprensa. Por estarmos nas vésperas do Natal, a instituição pública explicou o que é especulação de preços.
“A especulação de preços ocorre quando o agente económico aplica preços acima da margem do lucro. (…) O máximo de lucro para o grossista é de 10 a 12% e para o retalhista de 20 a 25%”, afirmou a inspectora Shaquila Mahomed.
O “O País Económico” ouviu algumas donas de casa, na Província de Maputo, para entender o que sentiram em termos de variação de preços em Novembro e o que esperam para o Natal e a transição de ano, celebrados nos próximos dias.
A dona Lomina Machanguana, residente do bairro de Mahoche, no distrito de Moamba, lembra que Novembro foi o mês do black friday, no qual se registam vários cortes dos preços, que podem explicar a redução da subida de preços.
“Sim, houve redução de vários preços de produtos básicos domésticos e por aí em diante, mas no princípio deste mês de Dezembro tudo voltou a subir, e de forma exponencial, o que é característico deste mês”, disse a dona de casa.
Lomina conta que em Novembro o preço da batata reduziu para 300 a 350 por cada saco, mas neste mês de Dezembro a mesma quantidade passou a ser vendida por 450 meticais, e espera que nos próximos dias chegue a 500 meticais.
“O que não pode ser – em um mês os preços dispararem desse jeito. Nós comprávamos meio saco de cebola por 160 a 200 meticais, dependendo da qualidade, mas o tomate estabilizou durante todo o ano. O preço do óleo alimentar também baixou, mas aquele de baixa qualidade”, reclamou Lomina.
Com o aumento dos preços no mês de Dezembro, Lomina Machanguana considera que a redução registada em Novembro foi praticamente anulada, por isso antevê uma quadra festiva difícil, pelo que faz apelo às autoridades.
“Então, Governo, estamos a pedir: vejam a situação do povo. Nós precisamos que baixem a comida. Um povo com fome não pode ter um país desenvolvido”, fez o pedido a dona de casa que falava na Cidade de Maputo.
Por seu turno, Fátima Alberto, nome fictício, residente do Município da Matola, considera que no mercado não houve redução dos preços em Novembro, mas admite que se registou uma estabilidade dos produtos de primeira necessidade.
“No arroz, no óleo alimentar, na cebola, na batata, no açúcar, entre outros produtos, registou-se mais estabilidade em vez de redução como se diz”, considera Fátima Alberto.
Para o mês de Dezembro, Fátima diz não ter feito ainda todas as compras. Nas que conseguiu fazer, diz não ter notado alguma redução. No seu entender, houve uma ligeira subida do nível geral de preços, principalmente dos alimentos.
“No arroz, o preço manteve-se; o açúcar também. Nalguns produtos de crianças houve também estabilidade. Onde penso que houve subida ligeira de uns 25 a 50 meticais é no preço do óleo e da cebola”, disse a residente da Matola.
Para o Natal e reveillon, Fátima clama por uma redução de preços, apesar de o histórico nas principais cidades do país mostrar que tem havido agravamento. Como saída, espera conseguir dinheiro para fazer compras antecipadas.
“Não sei se para este ano será diferente, mas nos anos anteriores os preços têm subido. Eu gostaria que este ano fosse diferente, mas acredito que vão aumentar”, afirmou Fátima Alberto.
O Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (INATRO) conta com um moderno sistema digital de monitorização de contravenções rodoviárias, entregue nesta quarta-feira, em Maputo, no âmbito da cooperação entre o país e a Coreia do Sul.
Instalado na área metropolitana de Maputo, o sistema permite a captação de infracções de trânsito na via pública, através de câmaras de monitorização de trânsito, processamento e envio das respectivas multas aos condutores infractores, por via de mensagens telefónicas.
Num investimento de cerca de sete milhões de dólares norte-americanos, desembolsados pelo Governo da República da Coreia do Sul, através da Agência Coreana de Cooperação Internacional (KOICA), o projecto compreende, além do sistema de monitorização das contravenções rodoviárias, a elaboração do Plano Director de Segurança Rodoviária; melhoria de infra-estruturas em pontos mapeados como críticos, nomeadamente a Rotunda da KaTembe, Praça Filipe Samuel Magaia (Rotunda da Junta), bairro do Benfica, Casa Jovem, na Circular de Maputo e Escola Primária 30 de Janeiro, na Cidade da Matola.
Falando no acto da entrega definitiva deste sistema pela KOICA, o administrador da área técnica do INATRO, Cláudio Zunguze, referiu que estes sistemas reforçam as ferramentas ao dispor das entidades fiscalizadoras, incluindo a Polícia de Trânsito para impor o cumprimento da lei com maior eficácia, induzindo os condutores para o uso responsável da via pública, ao mesmo tempo que desafia os agentes de fiscalização rodoviária a serem mais íntegros e transparentes.
Zunguza reconheceu ainda a complexidade do uso das novas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) para a monitoria das contravenções rodoviárias, desde a própria funcionalidade, incluindo o ajustamento da legislação para a aplicação de multas no ambiente virtual, reiterando a determinação do INATRO de prosseguir com a digitalização que vai conferir maior eficiência e transparência na sua actuação.
A directora Nacional da KOICA em Moçambique, Jinjoo Hyun, manifestou a disponibilidade da agência que dirige para o suporte técnico que se mostrar necessário durante a implementação desta inovação no processo de fiscalização rodoviária em Moçambique.
Uma avaliação poderá resultar na implementação da segunda fase do Projecto de Melhoria da Segurança Rodoviária e Capacitação Institucional, que poderá abranger mais locais fora da área metropolitana de Maputo, contemplada nesta fase piloto do projecto.
O grupo rebelde M23, apoiado pelo Ruanda, diz que tomou o controle da cidade estratégica de Uvira, no leste do Congo, nesta quarta-feira, após uma ofensiva rápida desde o início do mês.
O porta-voz do grupo rebelde M23 fez o anúncio numa publicação no X, informando que o grupo tomou controlo da cidade estratégica de Uvira, no leste do Congo, e encorajou os cidadãos que tinham fugido a regressar às suas casas.
Localizada na fronteira com o Burundi, Uvira tinha-se tornado num espaço significativo em Kivu do Sul desde que o M23 tomou a capital da província, Bukavu, em Fevereiro.
Nesta quarta-feira, os residentes de Uvira relataram uma noite caótica, durante a qual tropas do exército congolês fugiram e ouviram-se tiros por toda a cidade.
O mais recente ataque do M23 acontece apesar de um acordo de paz mediado pelos Estados Unidos, assinado na semana passada pelos presidentes da República Democrática do Congo e do Ruanda em Washington.
O presidente dos EUA, Donald Trump, saudou o acordo como histórico. O acordo não incluía os rebeldes, que estão a negociar separadamente com a RDC, mas obriga o Ruanda a cessar o apoio a grupos armados e a trabalhar para pôr fim às hostilidades.
No seu discurso no parlamento nesta segunda-feira, o presidente congolês Félix Tshisekedi acusou Ruanda de violar o acordo de paz de Washington.
Parceiros locais das Nações Unidas relatam que mais de 200 mil pessoas foram deslocadas em todo o Kivu do Sul, desde 2 de Dezembro, com mais de 70 mortos.
O escritor Mia Couto lança a sua nova obra “As sementes do céu”, neste sábado, na Fundação Fernando Leite Couto, em Maputo.
O conto ilustrado por Susa Monteiro explora a relação entre o homem e a natureza, a importância da infância e o diálogo intergeracional. A história é sobre um avô e neto que lamentam o desmatamento, refletindo sobre a vida que brota da terra e a necessidade de construir um mundo melhor, enraizado na memória e na esperança, pois a natureza é a própria vida.
«Um dia, o avô espreitou pela janela e contemplou as montanhas. Deu um passo atrás, com as mãos no peito, como se lhe faltasse o ar. Apontou para o topo dos montes, lá onde vivia uma imensa floresta. Agora, restava apenas areia e pedra. Tinham cortado as árvores todas.»
O evento será feito de leitura encenada do texto pelos actores Fernando Macamo e Nélia Gilberto, com posterior intervenção do autor e sessão de autógrafos.