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Os Presidentes dos municípios estão a ser capacitados em Chimoio para reforçar os mecanismos de protecção social face aos choques climáticos. A formação pretende preparar as autarquias para identificar as populações mais vulneráveis e responder de forma rápida às famílias afectadas por ciclones, cheias, secas e outros eventos extremos.

Os choques climáticos deixaram de ser apenas uma questão ambiental. Em Moçambique, ciclones, cheias e secas afetam diretamente as famílias, destruindo habitações, culturas e fontes de rendimento.
É neste contexto que os municípios estão a ser preparados para reforçar a resposta através dos mecanismos de protecção social.

O ministro da Administração Estatal e Função Pública, Inocêncio Impissa explicou que a capacitação pretende dotar as autarquias de conhecimentos para identificar as famílias em situação de maior vulnerabilidade e melhorar a coordenação da assistência em situações de emergência.

No últmo choque climático havido na provincia, o município de Gaza foi um dos pontos mais afectados na provincia. A edil diz estar agora, coma a capacitação, preparada para enfrentar eventos climáticos extremos, mas diz que ainda existem marcas das inundações no município.

Com a formação, espera-se que os municípios estejam em melhores condições para planificar intervenções, identificar atempadamente os grupos vulneráveis e garantir que o apoio chegue às famílias afectadas de forma rápida e coordenada.

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O Ferroviário de Maputo falhou a revalidação do título africano de basquetebol em seniores femininos, ao perder na final da Liga Africana de Basquetebol diante do Al Ahly do Egipto, por 51-77. 

Depois de um percurso imaculado na fase regular da prova, em que venceu todos os jogos, o Ferroviário de Maputo corria atrás de mais uma glória na prestigiada Liga Africana de Basquetebol. 

Na final com o estatuto de campeão em título, por isso com todas as valências para merecer respeito, os “locomotivas” tinham pela frente o anfitrião Al Ahly do Egipto, clube com uma folha de serviços bem reconhecida no contexto do basquetebol africano. 

Não espantou, por isso, que a formação egípcia liderasse os dois primeiros quartos, por 29-17 e 17-10. O Ferroviário reagiu após o intervalo e, como fruto disso, venceu o terceiro quarto por 20-11. 

Parecia tudo bem encaminhado para uma resposta à altura e que pudesse conduzir o representante moçambicano à revalidação do título.  Foi apenas sol de pouca dura, pois das Colinas do Egipto o Al Ahly foi buscar forças para comandar o jogo, vencendo o último quarto por 20-4, fixando o resultado final em 77-51. 

Para trás ficam memórias de um Ferroviário de Maputo que lutou até às últimas consequências, com o registo de quatro vitórias e apenas uma derrota na prova.

Mais um trágico episódio abalou o bairro Nhantxequene, Patrice Lumumba, onde um homem de 38 anos fugiu após supostamente violar sexualmente e estrangular até a morte a esposa. Tudo aconteceu na madrugada deste domingo, depois de mais de dois anos de desentendimentos. 

Segundo testemunhas, os episódios de violência entre o casal  agravaram-se há dois anos e prevaleceram até que a morte os separou.

“O que eu posso dizer é que eles não viviam bem, porque da última vez, há dois meses. Ele chegou aqui, demoliu a janela, roubou a porta, tirou todas as propriedades dela e lançou ali no mato”, contou o secretário do bairro,  Leonel Luís.

Além da violação  sexual, após seis horas, o corpo  da vítima foi encontrado perto de uma  mata, na zona de Nhatxequene, em Patrice Lumumba, com sinais de agressão no rosto, no pescoço e nas partes íntimas.

“Ficamos preocupados e começamos a procurar o corpo e o encontramos deformado no chão próximo do mato. Exigimos que o marido seja encontrado e responsabilizado”, exigiu um membro da família.

Após o cometimento do crime, o indiciado  colocou-se em fuga, familiares e autoridades do bairro exigem justiça 

A Polícia da República de Moçambique (PRM) confirma o crime e diz estar na  pista do paradeiro do indiciado.

“O Crime ocorreu por volta das duas horas da madrugada de domingo, e, neste momento, a Polícia segue pistas para a neutralização”, avançou a PRM.

Com este caso sobe para seis o número de pessoas assassinadas cujos corpos foram posteriormente abandonados nas matas do maior posto administrativo de Xai-Xai, Patrice Lumumba.

Era para ser apenas mais uma história de nascimento, daquelas que começam com choro, esperança e promessas de futuro. Mas, para Márcia Langa, o dia em que o filho Edmilson nasceu marcou o início de uma travessia silenciosa e desigual contra uma doença rara, pouco conhecida e sem cura. Entre hospitais, diagnósticos errados, preconceito e a luta diária para manter o filho vivo e integrado na sociedade, esta é a história que revela o lado invisível das doenças raras em Moçambique, onde a ciência avança devagar, o tratamento custa caro e a esperança resiste sobretudo à força das famílias.

A 6 de Outubro de 2009, Márcia Langa entrou na maternidade do Hospital Provincial de Inhambane com o coração cheio de expectativa. Ia nascer o seu segundo filho e, como acontece com quase todas as mães, aquele deveria ser um dia de celebração, de lágrimas felizes e de promessas silenciosas feitas ao recém-nascido. Nada, absolutamente nada, fazia prever que aquele momento marcaria o início de uma travessia longa, dolorosa e ainda hoje inacabada.

Pouco depois do parto, a alegria deu lugar à inquietação. Algo no bebé não parecia normal, mas ninguém sabia explicar o quê. Instalaram-se dúvidas, perguntas sem resposta e um silêncio desconfortável, mesmo entre profissionais de saúde habituados a lidar com situações complexas. 

Márcia tentava decifrar cada sinal do filho, enquanto os médicos procuravam entender o que estava diante deles. Dois dias depois, recebeu alta e regressou a casa com o bebé nos braços, mas sem a serenidade que costuma acompanhar nos primeiros dias de maternidade.

Uma semana depois, o susto voltou com força. O recém-nascido foi diagnosticado com malária, uma condição grave para qualquer pessoa, ainda mais para uma criança tão pequena. Márcia regressou ao hospital e iniciou-se um ciclo de consultas, exames, tratamentos e internamentos. As noites tornaram-se curtas, os dias longos e a sensação persistente era a de que, apesar dos diagnósticos e medicamentos, havia algo mais profundo que permanecia inexplicado.

Na busca por respostas, Márcia percorreu unidades sanitárias, acumulou fichas clínicas e ouviu repetidas vezes a mesma palavra: dermatite. O filho aquecia constantemente, a pele apresentava alterações, os dentes não nasciam no tempo esperado. Nada se encaixava. Ainda assim, as respostas continuavam vagas. Determinada a não desistir, levou a criança ao Hospital Provincial de Xai-Xai, acreditando que novos olhares pudessem finalmente esclarecer o mistério. Mas também ali ninguém conseguiu identificar com precisão o que afectava o menino. As suspeitas apontavam para algo raro, estranho, pouco comum, mas sem diagnóstico conclusivo.

O tempo passou e a incerteza acumulou-se. Foi apenas em 2017, quando o menino já tinha oito anos e Márcia carregava quase uma década de angústia, que surgiu uma possibilidade concreta de esclarecimento. Com ajuda de amigos, conseguiu uma consulta no Hospital Central de Maputo. A esperança, porém, rapidamente se transformou em pesadelo. 

Após horas de observação, veio um diagnóstico devastador: progéria, uma síndrome genética associada ao envelhecimento precoce e a uma expectativa de vida muito curta. Para Márcia, foi como receber uma sentença antecipada de morte do filho. Cada dia passou a ser vivido como se fosse o último, numa contagem regressiva silenciosa e cruel.

Durante dois anos, a família viveu sob o peso dessa previsão. Márcia acordava todos os dias com medo, rezando para que algo mudasse, para que houvesse um erro, uma alternativa, uma nova leitura daquele caso. Em 2019, a notícia que parecia impossível finalmente chegou. Um médico, após novos estudos, explicou que Edmilson não tinha progéria. O diagnóstico correcto era displasia ectodérmica, uma doença genética rara. A revelação trouxe alívio, mas também abriu uma nova fase de desafios.

A displasia ectodérmica explica sintomas que acompanharam Edmilson desde o nascimento: ausência de glândulas sudoríparas, produção reduzida de lágrimas, poucos dentes, pele extremamente seca e dificuldade em regular a temperatura corporal. Edmilson não transpira, sente calor constante, sofre fissuras dolorosas na pele e corre risco permanente de hipertermia. 

O diagnóstico deu nome ao problema, mas não trouxe cura. Apenas orientações rigorosas para lidar com os sintomas: evitar o sol, manter o corpo fresco, hidratar constantemente a pele, cuidados alimentares específicos e acompanhamento médico contínuo.

Na prática, a rotina da família transformou-se num exercício permanente de vigilância. Edmilson precisa molhar o corpo várias vezes ao dia, beber muita água, usar chapéu e roupas adequadas. Na escola, enfrenta constrangimentos constantes. Para se proteger do calor, molha a roupa por baixo da camisa, sai frequentemente da sala para lavar o rosto e beber água. Apesar de autorizações formais, nem sempre encontra compreensão. O medo do julgamento alheio fez dele um adolescente retraído, desconfiado e, muitas vezes, solitário.

O “bullying” marcou profundamente a sua trajectória escolar. Em determinado momento, Edmilson quis desistir dos estudos. Foi preciso apoio psicológico para o convencer a continuar. Hoje, apesar das dificuldades, mantém-se firme na escola, determinado a não deixar que a doença ou o preconceito lhe roubem o futuro. Encontra conforto em poucos amigos que o aceitam como é e compreendem que a sua condição não o define.

 

ENFRENTAR CUSTOS

Do ponto de vista clínico, Edmilson realiza, em média, cinco consultas médicas por ano, incluindo dermatologia, oftalmologia, urologia, psicologia e genética. Muitas delas, porém, não acontecem com a regularidade necessária. A razão é simples e dura: falta de dinheiro. A maioria das especialidades de que precisa está concentrada em Maputo, a centenas de quilómetros de Inhambane. 

As viagens, estadias e consultas representam um custo insustentável para a família. Há exames adiados, avaliações que não acontecem e tratamentos interrompidos, não por falta de indicação médica, mas por limitações financeiras.

Hoje, com 17 anos, Edmilson fala na primeira pessoa sobre o que vive. Descreve a sensação de ardor na pele, as bolhas que surgem após exposição ao sol, a dor nos lábios e nos olhos. Recorda episódios em que professores lhe exigiram retirar o chapéu, ignorando relatórios médicos. Ainda assim, insiste em seguir em frente, com uma maturidade forjada pela adversidade.

Quem acompanha o caso é o médico geneticista Luís Madeira, do Hospital Central de Maputo. Segundo o especialista, a displasia ectodérmica faz parte de um universo muito mais amplo de doenças raras. Actualmente, a literatura científica reconhece mais de nove mil doenças raras no mundo, número que continua a crescer à medida que melhoram as capacidades de diagnóstico. No caso específico das displasias ectodérmicas, existem cerca de 200 tipos diferentes, a maioria de origem genética e hereditária, mas não transmissível por contacto.

Luís Madeira explica que, em Moçambique, estão oficialmente identificados apenas cinco pacientes com displasia ectodérmica, mas alerta que o número real pode ser maior. A dificuldade em reconhecer os sinais, aliada às limitações diagnósticas, faz com que muitos casos permaneçam ocultos. Apesar de rara, a doença não é tão incomum quanto se imagina. Em contextos hospitalares com grande volume de partos, seria expectável identificar novos casos ao longo dos anos.

A displasia ectodérmica é grave e não tem cura. O tratamento é exclusivamente sintomático e visa melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Inclui hidratação intensiva da pele, acompanhamento odontológico, uso de próteses dentárias, proteção contra o calor e vigilância médica permanente. Em países com sistemas de saúde mais robustos, esses cuidados são integrados. Em Moçambique, muitas vezes, dependem do esforço individual das famílias.

Além da doença em si, há um desafio estrutural que pesa ainda mais: o fraco poder de compra. Para muitas famílias, tratar os sintomas de uma doença rara é um luxo inacessível. Medicamentos, cremes, consultas especializadas e deslocações representam custos proibitivos. Para mitigar essa realidade, existem associações que procuram apoiar pacientes com doenças raras, facilitando o acesso a cuidados médicos e medicamentos, mas a cobertura ainda é limitada.

A história de Edmilson expõe, de forma crua, o lado invisível das doenças raras em Moçambique. Um país onde o diagnóstico tarda, o tratamento é caro e o peso recai quase sempre sobre as famílias. Ao mesmo tempo, revela uma extraordinária capacidade de resistência. De uma mãe que nunca desistiu de procurar respostas, de um adolescente que se recusa a abandonar a escola e de profissionais de saúde que, apesar das limitações, lutam para compreender e aliviar o sofrimento.

Enquanto a medicina avança na identificação de doenças raras, casos como o de Edmilson lembram que o desafio não é apenas científico. É também social, económico e humano. Dar nome à doença foi um passo decisivo. Garantir dignidade, cuidado contínuo e inclusão é o próximo.

O Presidente da República considera que Feliciano Gundana contribuiu significativamente no combate ao analfabetismo e doenças endêmicas. Daniel Chapo afirma que o herói nacional deixa um legado de liderança, firmeza, integridade e humildade.

“Durante todos estes anos, o nosso herói moçambicano Feliciano Gundana revelou-se um homem de Estado, mas também um educador de quadros, um orientador político, um repositório vivo da memória da nossa libertação nacional”, disse Daniel Chapo, durante a sua mensagem de condolências, no Paços do Conselho Municipal de Maputo.

O Chefe de Estado destacou ainda o trabalho impactante de Gundana nas comunidades e pelo seu sentido de responsabilidade pública. “O herói nacional Gundana granjeou elevada admiração dos quadros das populações locais, assegurando a adesão massiva aos programas de produção agrícola, da indústria local e das campanhas de educação cívica”.

Chapo enalteceu a contribuição de Feliciano Gundana na redução do analfabetismo, no combate às doenças endêmicas e na identificação de quadros nas províncias onde trabalhou.

Com a ausência da oposição, a bancada da Frelimo aprovou na generalidade seis propostas de revisão da legislação fiscal. De acordo com os deputados, uma delas, o Código do Imposto sobre o Consumo Específico, pode elevar a receita do Estado em 2 mil milhões de Meticais por ano.

Sem oposição presente, a bancada da Frelimo aprovou na generalidade a proposta de lei que altera a pauta aduaneira, a proposta de lei  que altera o Código do Imposto sobre o Consumo Específico, a proposta de Lei que cria o Imposto Simplificado para os Pequenos Contribuintes e a Proposta de Lei que altera o Código do IVA, o Código do IRPS e do IRPC.

O chefe da bancada da Frelimo diz que sete dias é tempo suficiente para a aprovação dos seis instrumentos que alteram a legislação fiscal. 

Falando a jornalistas, após o boicote da oposição, o chefe da bancada da Frelimo defendeu ainda a importância da alteração legislativa, dando uma estimativa sobre em quanto é que o Estado poderá aumentar a receita fiscal, por exemplo, só com a mexida do Código do Imposto sobre Consumo Específico. 

Depois do boicote, as três bancadas da oposição fizeram uma conferência de imprensa conjunta e reiteraram o seu repúdio, acusando a bancada da Frelimo de falta de abertura para o diálogo.

Em nome da oposição, o Chefe da bancada do MDM, Fernando Bismarque, admitiu não haver um tempo de antecedência previsto no regulamento da Assembleia da República para o Presidente da República submeter propostas desta natureza, porém considera que os sete dias são insuficientes.

Bismarque diz ainda que os instrumentos em aprovação deviam fazer parte do diálogo nacional em curso.

Depois da aprovação na generalidade, caberá à comissão do Plano e Orçamento analisar e apresentar ao plenário na especialidade os instrumentos legislativos.

 

Pelo menos duas pessoas morreram e outras ficaram presas nos escombros após o desabamento de um templo em construção no norte de Durban, África do Sul. Não há registo de moçambicanos entre as vítimas. 

Uma casa de culto de quatro andares, em construção, desabou em KwaZulu-Natal, África do Sul, provocando a morte de duas pessoas confirmadas pelo serviço médico de resgate. Até ao fim da tarde, cinco pessoas haviam sido recuperadas com ferimentos leves, mas a equipe de resgate falava de um número não confirmado de pessoas que ainda estava soterrado nos escombros. 

A unidade de reação da África do sul sobrevoou com drone o local do incidente, para auxiliar os técnicos de resgate na avaliação da extensão do colapso, e aconselhou o uso de equipamento pesado de resgate. 

Por outro lado, as autoridades municipais não reconhecem a legalidade do edifício, desconhecem o paradeiro do empreiteiro, e consequentemente, a causa do desabamento permanece indeterminada, mas em em investigação.

Por volta das 14 horas de hoje foi reportada a presença de um navio encalhado ao largo da estância turística Park de Chidenguele, Distrito de Manjacaze, Província de Gaza.  A informação foi partilhada pela autoridade reguladora do transporte marítimo, ITRANSMAR.

Segundo o comunicado do ITRANSMAR, uma equipa conjunta composta pelo pela instituição, Administração Marítima e por representantes das estâncias turísticas locais deslocou-se de imediato ao local para averiguar a ocorrência.

Após a avaliação preliminar, avança o documento, constatou-se que se trata do navio cargueiro “Badra Nijha”, de bandeira indiana, com o número IMO 1139444. Informações iniciais indicam que a embarcação sofreu uma avaria que a deixou imobilizada e arrastada àquele local, encontrando-se a aguardar por assistência técnica especializada.

O navio teria partido do Porto de Durban, na República da África do Sul, com destino à Nigéria, no âmbito de uma rota comercial internacional.

O ITRANSMAR, em coordenação com diversas instituições do sector, continua a monitorar a situação no terreno, garantindo que todas as medidas de segurança sejam observadas, de forma a prevenir riscos ambientais, operacionais ou de segurança para as comunidades locais e para a navegação na área.

 

A Aliança Jovem da Anamola, o braço juvenil do partido de Venâncio Mondlane, realiza, hoje, em Chimoio, o primeiro Conselho Coordenador Nacional.  O encontro reúne membros de todo o país e tem como objectivo debater estratégias para o fortalecimento da estrutur da organização, bem como aprovar os instrumentos que irão orientar a actuação da Aliança Juvenil.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, admitiu a possibilidade de um referendo sobre a concessão de territórios à Rússia, como parte de um plano para terminar a guerra entre os dois países.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, admitiu pela primeira vez, esta quinta-feira, um referendo sobre a questão territorial, num eventual acordo para pôr fim à guerra, sugerindo que o povo ucraniano deve ter voz sobre qualquer concessão de terras à Rússia.

 “Acredito que o povo da Ucrânia responderá a essa pergunta. Seja por meio de eleições ou de um referendo, deve ser uma decisão do povo da Ucrânia”, afirmou aos jornalistas, citado por Lusa. 

Zelensky afirma que os Estados Unidos propuseram a criação de uma “zona económica livre” na região de Donbass, da qual desejam que a Ucrânia se retire.

O presidente ucraniano acrescenta que também estão a ser discutidas as retiradas russas de pequenas faixas de terra nas regiões de Kharkiv, Sumy e Dnipro.

A Ucrânia apresentou ontem aos Estados Unidos a mais recente versão do seu plano para terminar a guerra com a Rússia.

Segundo a imprensa internacional, esta versão mais recente “tem em conta a perspectiva ucraniana, é uma proposta mais abrangente para uma solução adequada para as questões problemáticas”, salientou um segundo responsável ucraniano à AFP.

A proposta inicial dos Estados Unidos incluía a cedência de territórios ucranianos à Rússia que ainda não tinham sido conquistados e que era considerada por Kyiv e pelos seus aliados europeus como particularmente favorável a Moscovo.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou na terça-feira que o plano foi dividido em três documentos: um acordo-quadro de 20 pontos, um documento sobre garantias de segurança e outro sobre a reconstrução da Ucrânia após a guerra.

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