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Ministro da Juventude considera Grupo SOICO referência na promoção de valores

O Ministro da Juventude e Desportos, Caifadine Manasse, considera o Grupo SOICO uma referência nacional na promoção de valores e um parceiro estratégico do Governo na formação da juventude moçambicana. Foi com esse entendimento que escolheu a empresa para a sua primeira visita oficial a um órgão privado de comunicação social desde que assumiu funções, numa deslocação marcada pelo reconhecimento do papel desempenhado pela SOICO na construção da cidadania, do patriotismo e do debate público no país.

Recebido pelo Presidente do Conselho de Administração do Grupo SOICO, Daniel David, e pelos restantes membros da direcção, o ministro percorreu as diferentes plataformas do grupo e inteirou-se dos principais projectos editoriais e institucionais desenvolvidos pela empresa, muitos dos quais direccionados para a juventude, educação cívica, empreendedorismo e desenvolvimento humano.

Ao justificar a escolha da SOICO para esta primeira visita institucional, Caifadine Manasse afirmou que “O Grupo SOICO é um grupo importante para o Governo e, particularmente, para a área da juventude” , reconhecendo o compromisso do grupo com causas de interesse público.

Na sua perspectiva, os conteúdos produzidos pela empresa vão muito além da informação e do entretenimento, desempenhando igualmente um papel relevante na transmissão de valores e na consciencialização dos cidadãos.

“Temos vários programas, de entretenimento e outros que chamam cada vez mais a atenção para a necessidade de transmitir valores à sociedade. A questão do patriotismo encontra-se no Grupo SOICO.” disse. 

Para o ministro, é precisamente esta capacidade de comunicar com diferentes segmentos da população que torna a SOICO um parceiro indispensável do Estado na divulgação das políticas públicas.

“Nós olhamos para o Grupo SOICO e elegemos este grupo para manter esse contacto, de modo a transmitir aquilo que são os valores, as ideias e os projectos de governação do nosso país.” revelou.

Caifadine Manasse foi ainda mais longe ao defender que ignorar a capacidade de comunicação da SOICO seria desperdiçar uma oportunidade importante de aproximação entre o Governo e os cidadãos.

“Não ter o Grupo SOICO para fazer esse tipo de trabalho seria falhar”, vincou. 

O governante justificou a afirmação destacando o percurso construído pela empresa ao longo de mais de duas décadas.

Durante a mesma visita, Caifadine Manasse concedeu uma entrevista na qual abordou o estado do desporto moçambicano. Questionado sobre a situação de algumas federações e associações desportivas que continuam com problemas de legalidade, deixou claro que o Ministério pretende imprimir uma nova cultura de governação no sector.

“Não vamos permitir que continuem a existir federações e associações a viverem de forma ilegal.” garantiu. 

Segundo explicou, o princípio orientador da actuação do Governo será sempre a defesa do interesse público e não de interesses particulares.

“O objectivo principal e fundamental é o povo. Todo o trabalho que as federações e associações têm de fazer é para o povo e não para as pessoas individuais.” afirmou. 

O ministro garantiu que o Executivo fará cumprir escrupulosamente a legislação em vigor, independentemente da modalidade ou da dimensão da organização em causa.

“O que vamos fazer é o cumprimento escrupuloso da lei para que o desporto continue a ser aquilo que se diz na gíria popular: o ópio do povo, e para que o povo continue a sentir-se dono do desporto.” lembrou. 

Confrontado com as críticas que apontam para uma alegada interferência do Ministério da Juventude e Desportos em processos internos do atletismo e do futebol, Caifadine Manasse rejeitou as acusações e afirmou que a única preocupação do Governo é assegurar o respeito pela legalidade.

“Nós lamentamos porque algumas vozes até geriram o atletismo e aparecem agora a querer ser aquelas que vão aconselhar como as coisas têm de acontecer.”

Acrescentou que qualquer processo eleitoral ou deliberativo nas federações deve respeitar integralmente os respectivos estatutos e a legislação nacional.

“O que nós dissemos é: provem a legalidade dos actos que querem praticar. O que nós queremos é a legalidade.”

O ministro revelou ainda que alguns actos foram travados precisamente por não reunirem os requisitos legais.Para o ministro, o momento exige uma reorganização profunda do movimento associativo desportivo.

Apesar da firmeza demonstrada em relação ao cumprimento da lei, Caifadine Manasse assegurou que o Ministério continuará empenhado na criação de melhores condições para o desenvolvimento do desporto nacional.

No entanto, deixou uma mensagem clara aos dirigentes desportivos: “Ninguém pense que o desporto é propriedade individual. O desporto é propriedade dos moçambicanos e nós vamos fazer valer isso.”

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