

Os Presidentes dos municípios estão a ser capacitados em Chimoio para reforçar os mecanismos de protecção social face aos choques climáticos. A formação pretende preparar as autarquias para identificar as populações mais vulneráveis e responder de forma rápida às famílias afectadas por ciclones, cheias, secas e outros eventos extremos.
Os choques climáticos deixaram de ser apenas uma questão ambiental. Em Moçambique, ciclones, cheias e secas afetam diretamente as famílias, destruindo habitações, culturas e fontes de rendimento.
É neste contexto que os municípios estão a ser preparados para reforçar a resposta através dos mecanismos de protecção social.
O ministro da Administração Estatal e Função Pública, Inocêncio Impissa explicou que a capacitação pretende dotar as autarquias de conhecimentos para identificar as famílias em situação de maior vulnerabilidade e melhorar a coordenação da assistência em situações de emergência.
No últmo choque climático havido na provincia, o município de Gaza foi um dos pontos mais afectados na provincia. A edil diz estar agora, coma a capacitação, preparada para enfrentar eventos climáticos extremos, mas diz que ainda existem marcas das inundações no município.
Com a formação, espera-se que os municípios estejam em melhores condições para planificar intervenções, identificar atempadamente os grupos vulneráveis e garantir que o apoio chegue às famílias afectadas de forma rápida e coordenada.
A UNICEF divulgou que mais de 200 milhões de crianças vão precisar de ajuda humanitária no próximo ano, em 133 territórios. A organização pede 6 580 milhões de euros para apoiar 73 milhões de crianças.
Segundo o Relatório de Acção Humanitária para a Infância, apresentado em Madrid esta quarta-feira, o crescimento das necessidades humanitárias na infância é explicado pelo organismo com o agravamento das tensões e conflitos mundiais, bem como das situações de fome.
Os cortes no financiamento a nível mundial e o colapso dos serviços básicos também contribuem para a nova estimativa.
“As necessidades aumentaram, não apenas em número de milhões de crianças, mas também em gravidade”, acrescentou a coordenadora global de emergências da UNICEF, Inés Lezama, citada por Lusa.
Apesar do número estimado de crianças em risco, o pedido de 6 580 milhões de euros para 2026 representa um corte de cerca de 22% face ao ano anterior.
Em 2025, a UNICEF reduziu as intervenções do programa de nutrição em 20 países prioritários devido ao défice de financiamento de 72%.
Na educação, o défice de 640 milhões de euros colocou em risco o acesso ao ensino de milhões de crianças: “Há menos fundos e, por isso, temos de tomar decisões muito difíceis no dia a dia”, explicou Lezama.
Em conferência de imprensa, o director-executivo da UNICEF Espanha, José María Vera, apelou a que o sector privado e as administrações públicas mantenham o apoio prestado à organização, numa fase em que as necessidades crescem em sentido inverso aos recursos, que são cada vez menores.
O alerta surge numa altura em que os cortes de financiamento previstos por parte de governos doadores limitam a capacidade de resposta da UNICEF.
“Sem financiamento contínuo, as intervenções vitais de nutrição, água, saneamento e higiene para proteção de milhares de crianças serão interrompidas”, lê-se no comunicado da UNICEF citado pela agência Lusa.
O valor solicitado de 6 580 milhões de euros será distribuído entre as diferentes necessidades em cada região, nomeadamente no acesso à água, saneamento, higiene e nutrição (40%), educação (16%), saúde (14%) e proteção da infância (12%).
As maiores necessidades de financiamento para o próximo ano concentram-se no Sudão, Afeganistão e Palestina, devido ao risco de fome em Gaza e em Darfur e Cordofão (Sudão).
Entre as mudanças no apoio prestado pela UNICEF em 2026 estão a necessidade priorizar intervenções de maior impacto, reforçar alianças com governos e investir na preparação das ações de ajuda humanitária.
Agentes dos diversos ramos da Polícia da República de Moçambique foram exortados esta quinta-feira, em Sofala, a serem proactivos durante as festividades do natal e da passagem para o ano novo, para garantir que os cidadãos nacionais e estrangeiros sintam-se confortáveis com as suas acções.
A exortação foi lançada na Escola de Sargentos da Polícia pelo Comandante-geral desta corporação, Joaquim Sive.
Sive pediu para as forças policiais serem exemplares de forma contínua, e de forma particular nas festividades do natal e do fim do ano, agindo antecipadamente e tomando iniciativas para resolver problemas que possam interferir no bem-estar dos moçambicanos.
O Comandante-geral da Polícia da República de Moçambique lembrou que haverá um movimento anormal de pessoas e bens, incluindo estrangeiros, por isso deve haver muita atenção e prudência.
Joaquim Sive falava no final de uma cerimónia de patenteamento do sétimo curso de técnicos médios profissionais de Sargentos da Polícia em Ciências Policiais, que decorreu nesta quinta-feira no distrito de Nhamatanda, em Sofala.
Os procuradores dos distritos afectados pelo terrorismo em Cabo Delgado continuam a trabalhar em Pemba, a capitão da província, devido a insegurança e falta de infraestruturas destruídas durante o conflito. Ao todo são três das dezassete procuradorias distritais de Cabo Delgado que continuam parcialmente fechadas devido à insegurança, segundo deu a conhecer o Procurador-Chefe provincial de Cabo Delgado, João Nhone.
“São distritos críticos e tivemos lá destruição das nossas infraestruturas, mas neste preciso momento há uma tendência de se devolver a tranquilidade a esses distritos e o que não estamos à espera é reconstruir, portanto, os nossos edifícios foram destruídos”, explicou.
Relativamente à gestão dos processos desses distritos, João Nhone disse que os mesmos são tramitados ao nível da capital provincial.
“Nós temos os procuradores dessas áreas que fez referência, estão sediados aqui na cidade de Pemba e têm tramitado os processos aqui e depois encontramos formas de devolvê-los aos locais onde deviam estar a ser geridos”, garantiu, destacando ainda que são distritos críticos.
Além de dificuldades para o funcionamento nas zonas consideradas de insegurança, a Procuradoria provincial de Cabo Delgado está relacionada com o suposto desvio de donativos para as vítimas do terrorismo.
Sobres estas situações, João Nhone diz que são praticadas de forma opaca, ou seja “quem dispõe de informação sobre situações dessa natureza, as pessoas envolvidas, os locais onde normalmente os produtos são levados, é sempre bom apresentar a denúncia junto às autoridades mais próximas do local onde se encontra e caso contrário dirigir-se à Procuradoria Provincial se achar que localmente não consegue resolver o problema”.
O Procurador chefe provincial de Cabo Delgado levantou as preocupações durante as comemorações do dia internacional de combate à corrupção.
Há focos de lixo em vários pontos da cidade de Maputo. A edilidade diz não dispor de recursos, para garantir a recolha e gestão eficiente de resíduos, entretanto está a rever a Postura Municipal que vai permitir a redução da taxa de lixo.
A rua 9, no bairro Magoanine A, na cidade de Maputo, foi tomada por resíduos sólidos. O lixo é tanto, que ocupou quase toda a via, que deveria servir para os peões e viaturas, tal como relataram alguns munícipes.
“O que me preocupa é, até o ponto, também para a questão de higiene, porque prejudica, com certeza, os vizinhos. Esse lixo aqui, desde o tempo de manifestações, sempre fica assim mesmo. Tiram o lixo, vêm tirar metade do lixo, deixam outro lixo”, lamentou Sansão Manjate. Situação similar verifica-se no bairro das Mahotas, onde mesmo diante da existência de vários estabelecimentos de restauração e de venda de alimentos, convive-se com lixo. Por estes pontos, o cheiro é nauseabundo e já nem se contam os problemas trazidos à saúde.
“Esse lixo incomoda muito. Sofremos muito aqui com moscas e outros insectos também, que aparecem aqui por conta desse lixo aqui. Antes removiam, mas dizem que tinham uns caminhões que vinham de Chimoio. Só que esses caminhões foram os que voltaram Então, desde lá, que aqueles caminhões voltaram, estamos assim nessa situação”, disse um dos munícipes.
Os munícipes lamentam o surgimento das chamadas lixeiras informais, mesmo pagando taxas para que tal não aconteça. O município de Maputo assume que há focos de lixo, cuja eliminação depende de recursos.
“Nós, neste momento, temos uma situação em que precisamos de mobilizar recursos que não temos para poder responder ao desafio que está na rua. Ou seja, nós, neste momento, temos 1.200 toneladas de lixo por dia. Entretanto, o grande volume dessas toneladas é justamente de material reciclável”, explicou João Munguambe, Vereador de Salubridade no Município de Maputo.
Munguambe explica que a gestão destes resíduos é papel de todos. Esta quarta-feira, a Assembleia Municipal discutiu a revisão da postura Municipal sobre Resíduos Sólidos que prevê inovações.
“Quem consome ou paga energia de 5 mil meticais, vai pagar no máximo 250 meticais. Quem paga 6 mil, também vai pagar 250. Quem paga 10 mil, também vai pagar. Portanto, nós limitamos no máximo 250 meticais, portanto, da taxa de lixo.”
No evento aprovou-se também o Plano de actividades 2026.
O Presidente da República, Daniel Chapo, diz estar preocupado com o aumento de mortes decorrentes de acidentes de viação, nas estradas nacionais. Para Daniel Chapo esta é também uma forma da violação dos direitos humanos, em que os automobilistas violam a lei perante o olhar impávido das autoridades.
Na sua mensagem alusiva à celebração do Dia Internacional dos Direitos Humanos, esta quarta-feira, dia 10 de Dezembro, o Presidente da República manifestou preocupação com o crescente número de acidentes de viação no país, que tem ceifado inúmeras vidas humanas.
Chapo, chamou o fenômeno de desvalorização da vida humana e apontou os condutores, principalmente de transporte semi-colectivo de passageiros e as autoridades que deviam fazer a fiscalização de violarem o Código de Estrada.
“As nossas estradas devem deixar de ser uma espécie de palco de leiloamento da vida humana, com a consequente destruição do futuro das nossas famílias, sobretudo em épocas como estas, de celebração das festas do Natal ou da Família e do Fim do Ano”, lê-se na mensagem de Daniel Chapo.
Ainda na sua mensagem, o Chefe de Estado, destacou que o Dia Internacional dos Direitos Humanos assinala-se num contexto em que decorre no país auscultações no âmbito do Diálogo Nacional Inclusivo, que segundo defende só está a ser possível porque os direitos dos cidadãos estão a ser respeitados e aplicados, nos termos da Constituição da República.
Falou também dos progressos que o país tem alcançado na promoção e protecção dos direitos humanos entre as quais a criação de instituições como a Comissão Nacional de Direitos Humanos e o Provedor de Justiça e reiterou o compromisso do Governo em continuar a defender esses direitos, sublinhando que o país é signatário de várias convenções internacionais e dispõe de uma carta robusta de direitos fundamentais na sua Constituição.
Chapo encorajou os cidadãos a continuarem a exercer os seus direitos através das tecnologias de informação, especialmente nas redes sociais, mas apelou a uma utilização responsável, que privilegie a verificação da informação e o respeito pela dignidade humana, afastando-se de insultos, maledicência e discursos de ódio.
O Dia Internacional dos Direitos Humanos celebra-se este ano sob o lema “Direitos Humanos: O Essencial de Cada Dia”.
Moçambique, através dos pugilistas Tiago Muxanga e Armando Sigauque, está nos quartos-de-final do Campeonato Mundial de Boxe, prova que decorre em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
É o boxe moçambicano no seu melhor! É o esforço a ser compensado pela glória. É tudo o que se espera de uma modalidade que transpôs fronteiras e Tiago Muxanga, na categoria dos 71 kg, faz parecer fácil. Percurso imaculado no Mundial de Boxe, em que, com os seus punhos quentes, sempre ousou afastar quem estivesse pela frente.
Em mais um combate diante Dovud Makhakamov, do Tajiquistão, cumpriu mais uma missão. Sem margem para muitos erros, Tiago Muxanga impôs-se e empurrou o seu adversário à derrota com golpes, diga-se, à moda moçambicana. Vaga garantida nos quartos-de-final da prova.
Moçambique no seu melhor. A vitória do Tiago Muxanga foi apenas o início. Armando Sigauque, nos 57 kg, tinha outra missão a cumprir e fê-lo com bravura e dedicação de sempre. Perante Paul Omondi Onguku, queniano cheio de energia e vontade, Sigauque esteve firme evitando golpes e atacando com certeza.
A vitória acabou sendo genuinamente moçambicana. Tiago Muxanga e Armando Sigauque fazem parte da restrita lista de oito pugilistas que vão disputar os quartos-de-final. E por terem chegado a esta fase já tem garantido 10 mil dólares, equivalente a 632 mil meticais. O vencedor da prova terá direito a 75 mil dólares. O Mundial de Boxe conta com a participação de 500 atletas, de 118 países.
Os procuradores dos distritos afectados pelo terrorismo em Cabo Delgado continuam a trabalhar em Pemba, devido a insegurança e falta de infra-estruturas destruídas durante o conflito.
Três das dezassete procuradorias distritais de Cabo Delgado continuam parcialmente fechadas devido à insegurança. Além de dificuldades para o funcionamento nas zonas consideradas inseguras, a Procuradoria províncial de Cabo Delgado está relacionada com o suposto desvio de donativos para as vítimas do terrorismo.
O Procurador chefe provincial de Cabo Delgado levantou as preocupações durante as comemorações do dia internacional de combate à corrupção.
O Presidente da República Democrática de Congo acusa o seu homólogo ruandês, Paul Kagame, de violar o acordo de cessar-fogo assinado na semana passada. Tshisekedi diz que Ruanda continua a apoiar ataques contra o exército congolês.
Na última semana, os Presidentes da República Democrática de Congo e do Ruanda assinaram, em Washington, um novo acordo de paz, para pôr fim a um dos mais prolongados conflitos do continente africano.
Cerca de 48 horas depois, Felex Tshisekedi, Presidente da RDC, discursando no parlamento do seu país, acusou o seu homólogo ruandês, Paul Kagame, de violar o acordo de paz cuja assinatura foi testemunhada por Donald Trump.
“Logo no dia seguinte à assinatura, unidades das Forças de Defesa de Ruanda realizaram e apoiaram ataques com armas pesadas lançados da cidade ruandesa de Bugarama, causando graves danos humanos e materiais, no Kivu do Sul, rompendo assim o cessar-fogo”, disse Tshisekedi.
O acordo assinado na Capital norte-americana preconiza um cessar-fogo e desarmamento dos grupos armados não estatais e regresso dos refugiados. Os Estados Unidos, segundo o pacto, vão beneficiar-se de forma preferencial dos minerais estratégicos pelos quais os estados lutam.
O Presidente da República, Daniel Chapo, dirigiu nesta quarta-feira uma mensagem de saudação a todos os moçambicanos por ocasião da celebração do Dia Internacional dos Direitos Humanos, assinalado a 10 de Dezembro, este ano sob o lema “Direitos Humanos: O Essencial de Cada Dia”.
Na comunicação, o Chefe do Estado destaca que esta efeméride ocorre num momento em que decorrem, em todo o País, a auscultação no âmbito do Diálogo Nacional Inclusivo, “que só está a ser possível por conta da efectivação de um núcleo essencial de direitos fundamentais dos cidadãos”, nos termos da Constituição da República de Moçambique (CRM), incluindo a participação política dos cidadãos, a liberdade de expressão e o pluralismo político, este último exercido através de partidos políticos e organizações da sociedade civil.
Chapo recorda igualmente os avanços que Moçambique tem registado no estabelecimento de mecanismos institucionais de promoção, protecção, respeito e realização dos direitos humanos, nomeadamente a Comissão Nacional de Direitos Humanos (CNDH) e o Provedor de Justiça.
“Esta é uma soberana ocasião para reiterarmos o compromisso do Governo na promoção e defesa dos Direitos Humanos como papel do Estado. Moçambique é subscritor de inúmeras convenções internacionais e regionais sobre direitos humanos, ao que se acrescenta o facto de dispor de uma carta de direitos fundamentais na Constituição da República de Moçambique, que impõe ao Estado a obrigação de assumir a dianteira na temática dos direitos humanos”, sublinha o Presidente.
O estadista moçambicano manifesta ainda a sua preocupação com a crescente “vulgarização da vida humana nas estradas nacionais, frequentemente decorrente de comportamentos desviantes de alguns condutores, sobretudo no transporte semi colectivo de passageiros, por vezes com a complacência de entes públicos responsáveis pela fiscalização e cumprimento do Código de Estrada”.
O Presidente da República frisa que “as nossas estradas devem deixar de ser uma espécie de palco de leiloamento da vida humana, com a consequente destruição do futuro das nossas famílias, sobretudo em épocas como estas, de celebração das festas do Natal ou da Família e do Fim do Ano”.
O Chefe do Estado encoraja ainda os cidadãos a continuarem a exercer os seus direitos fundamentais através das Tecnologias de Informação e Comunicação, com destaque para as redes sociais digitais, mas apela a uma utilização responsável, sublinhando a importância da verificação da autenticidade da informação antes da sua circulação e do respeito pela dignidade humana, que considera “desmerecedor do insulto, da maledicência e de sentimentos de ódio”.
A mensagem do Presidente da República por ocasião do Dia Internacional dos Direitos Humanos termina reafirmando o compromisso do Estado moçambicano com a promoção e protecção dos direitos fundamentais, numa perspectiva inclusiva em que ninguém deve ser deixado para trás.