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A Administração Nacional de Estradas promete iniciar obras de drenagem nos pontos críticos da EN1, no troço Missão Roque-Zimpeto, na Cidade de Maputo. A empreitada poderá arrancar nas próximas semanas. A promessa surge depois de intervenções de emergência em alguns pontos da estrada.

Uma das zonas abrangidas pela intervenção foi a área da Total, onde os trabalhos consistiram essencialmente no tapamento de buracos e na aplicação de uma camada de resselagem para facilitar a circulação de veículos. Contudo, as obras não incluíram, nesta fase, a construção de valas de drenagem para o escoamento das águas pluviais, um dos principais problemas apontados pelos automobilistas.

Segundo o delegado provincial da ANE, Dado Novela, a instituição identificou três secções críticas ao longo do troço São Roque–Zimpeto, caracterizadas por buracos profundos e sérios problemas de drenagem.

“Tratou-se de intervenções de emergência para garantir a transitabilidade nestes pontos e reduzir os constrangimentos provocados pelos congestionamentos”, explicou.

O responsável reconheceu que a ausência de valas de drenagem constitui uma limitação das obras realizadas, mas garantiu que esta componente faz parte do projecto e será executada numa fase posterior.

“Nesta altura, a prioridade era assegurar a circulação de pessoas e bens. Conseguimos melhorar a fluidez do tráfego e, nas próximas semanas, avançaremos com intervenções para orientar o escoamento das águas”, afirmou, acrescentando que as obras de drenagem poderão arrancar dentro de cerca de 15 dias, embora sem uma data definitiva.

As intervenções surgem depois de vários anos de reclamações dos automobilistas, que se queixavam do estado degradado da via, marcado por buracos e frequentes congestionamentos.

Durante a visita ao local, automobilistas manifestaram satisfação pela melhoria das condições de circulação, mas defenderam que a solução definitiva passa pela construção de um sistema eficaz de drenagem, capaz de evitar a acumulação de água durante a época chuvosa.

A equipa de reportagem questionou ainda a ANE sobre as valas de drenagem construídas no ano passado em alguns troços da EN1, que continuam a revelar-se insuficientes para evitar o alagamento da estrada durante os períodos de chuva intensa. Em resposta, a instituição reiterou que está a avaliar novas intervenções para melhorar o sistema de drenagem nos pontos mais vulneráveis.

Enquanto as obras complementares não arrancam, os utentes da principal estrada do País esperam que as próximas intervenções resolvam de forma definitiva os problemas de escoamento das águas e contribuam para preservar a infra-estrutura rodoviária.

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A falta de serviços sociais básicos e criminalidade inquieta mais 16 mil munícipes em Patrice Lumumba e Praia de Xai-Xai, na província de Gaza. Para mitigar parte dos problemas que duram há mais de 10 anos, com destaque para o mau estado das vias, o presidente do município de Xai-Xai, Ossemane Adamo, fala de investimentos na ordem de 25 milhões de meticais.

A degradação de algumas ruas que asseguram a mobilidade na zona alta de Xai-Xai, aliada a erosão profunda que desfigura metade de 24 bairros estão entre os factores que atrasam a introdução de novas rotas, penalizando quem vive no interior dos bairros. 

Emília Bila é um exemplo. Tem 34 anos de idade e vive em Patrice Lumumba há seis anos, diz que o problema é antigo e não pode mais esperar.

Confrontado com a situação, o presidente do município de Xai-Xai, Ossemane Adamo, disse estar em curso trabalhos de reposição de vias com maior enfoque em Patrice Lumumba. Uma operação avaliada em 25 milhões de meticais. 

No entanto, a falta de energia e crise de água continuam a perturbar as noites de, pelo menos, 250 famílias residentes do maior posto administrativo de Xai-Xai, Patrice Lumumba, incluindo vários bairros da praia de Xai-Xai.

Júlia Muedane vive na zona de Chinunguine há seis anos e descreve um ambiente de pânico e medo na sequência das incursões dos malfeitores, que se valem da escuridão para fazer das suas. Diz ainda que a situação tende a agravar-se devido a ausência da Polícia.

Refira-se que há mais de 8 mil famílias que deverão ser retiradas das zonas propensas a inundações antes do pico da presente época chuvosa em Xai-Xai.

Uma senhora, mãe de uma menor de seis anos de idade, diz que tem estado a sofrer ameaças há cerca de um mês, protagonizadas por um homem de 25 anos, que terá supostamente abusado sexualmente da sua filha e transmitido uma doença sexual, segundo laudo médico. 

Uma mãe desesperada clama por justiça. A sua filha que ela carregava no colo tem apenas seis anos de idade e foi abusada sexualmente por um vizinho de 25 anos. Segundo conta, a suspeita do crime iniciou há cerca de três meses.

“A criança tirava o corrimento. Outro dia dei banho à criança e disse que a menina estava a doer. Então, o jovem que eu suspeitava era porque minha filha quando o via fugia e até embaixo da cama a menina entrava. E eu me perguntava porque a minha filha tinha medo daquele jovem, até falei com o meu marido”, contou a mãe. 

No mesmo dia, a senhora levou a menor para uma esquadra, onde foi dirigida para a medicina legal, onde a suspeita de abuso foi confirmada. O laudo médico, que está na posse da Polícia, confirmou o abuso e  que a menor contraiu uma doença sexualmente transmissível. 

O suspeito foi notificado, mas, na esquadra, refutou o crime e a mãe da vítima contou o que ouviu da Polícia. “Você como não viu ele  a violar a miúda, nós não temos como prender este jovem, ele vai ficar em liberdade enquanto espera o julgamento”, partilhou. 

A mãe contou que no meio do pranto pela dor causada  pelo autor do crime e enquanto lutava pela saúde da filha, foi ameaçada. “No dia seguinte, a família daquele jovem foi ameaçar-me na minha casa. Eu que tenho filha violada ninguém fez nada”, reclamou. 

Desesperada, a mãe  e outros  familiares dirigiram-se ao Gabinete de Atendimento à Família e Menores Vítimas de Violência buscando justiça célere. As autoridades ligadas a este gabinete atenderam a senhora e em coordenação com outras instituições já estão a dar seguimento a este caso. 

Uma pessoa foi encontrada,hoje sem vida, no bairro Chingodzi em Tete. Moradores do bairro e familiares, desconhecem as  reais causas da morte, mas a vítima apresentava sinais de agressão.

A vitima tinha 25 anos de idade  e foi encontrada, na manhã desta sexta-feira, na rua e com sinais de tortura. A situação deixou aterrorizada os moradores do bairro Chingodzi, que, ao depararem-se com o corpo abandonado na via publica, se mostraram preocupados com o assassinato.

“Aqui, eu cheguei eram seis e tal e o corpo já estava coberto. É muito triste para nós que estamos aqui, talvez foi morto do outro lado e vieram deixar aqui”, lamentou uma moradora do bairro. 

Outro morador do mesmo bairro, entrevistado pelo “O País”, também disse estar preocupado com os assassinatos naquele local e disse ainda ser o segundo corpo encontrado no local. 

A esposa e irmã  da vítima também estiveram no local onde o corpo foi encontrado. Inconsoláveis, disseram  ter falado pela última vez com a vítima na madrugada de sexta-feira,  quando esta se despediu para o trabalho.

“Saiu as uma e tal, ia para o serviço, ia fazer biscato”, disse a esposa do finado, ainda aos prantos. 

O Serviço Nacional de Investigação Criminal em Tete só esteve no local quando eram precisamente 9 horas e 30 minutos para trabalhos de perícia e remoção do corpo.

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) afirma que a saída de Moçambique da lista cinzenta do Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI) vai impulsionar o ambiente de negócios e facilitar as transações interbancárias a nível internacional.

A CTA descreve a saída de Moçambique da Lista Cinzenta do Grupo de Acção Financeira Internacional, GAFI, como um momento histórico, sublinhando que a decisão representa a recuperação da reputação do país no cenário internacional.

Com a saída de Moçambique do grupo dos países menos desejados no comércio internacional, o sector privado prevê maiores facilidades nas transações internacionais, bem como a redução das taxas de juro no acesso ao crédito e financiamento fora do país.

Foram necessários três anos de cumprimento rigoroso das exigências do GAFI. O sector privado garante estar pronto para ajudar o país a manter-se na linha, evitando quaisquer deslizes futuros.

A decisão do Grupo de Acção Financeira Internacional foi tomada durante a sessão plenária realizada em Paris, França, após Moçambique ter cumprido o plano de acção em 26 pontos, com destaque para o combate ao financiamento do terrorismo e ao branqueamento de capitais.

 

Pelo menos 14 pessoas morreram na sequência de um naufrágio ao largo da Turquia, quando tentavam atravessar o mar Egeu, a bordo de um barco. Segundo a imprensa turca, duas pessoas sobreviveram. 

O naufrágio ocorreu esta sexta-feira perto de Bodrum, no sudoeste da Turquia, causando a morte de 14 pessoas. 

Inicialmente, foram anunciadas sete mortes, mas nas últimas horas o número duplicou. Segundo a imprensa turca, estão em curso operações de busca e resgate dos corpos, e há registo de dois sobreviventes. 

A popular estância balnear de Bodrum está localizada a menos de cinco quilómetros de várias ilhas gregas, incluindo um dos pontos de entrada da União Europeia através do mar Egeu, que faz parte do mar Mediterrâneo, situado entre a Grécia e a Turquia.

De acordo com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), quase 1 400 migrantes desapareceram ou morreram no Mediterrâneo em 2025 corrente.

A Grécia é uma das principais portas de entrada para a União Europeia, especialmente para migrantes e refugiados que chegam por mar.

O Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas e o Centro de Monitoria Controlo e Fiscalização da Pesca na SADC assinaram um acordo de acolhimento do Centro Regional de Coordenação de Monitoria, Controlo e Fiscalização da Pesca na região, que visa combater a pesca ilegal, não reportada e não regulamentada. Roberto Mito Albino espera que o centro melhore o sistema de vigilância e fiscalização marítima na região.

Trata-se da implementação do Protocolo das Pescas da SADC, e da Carta do Conselho de M inistros da SADC que Estabelece o Centro Regional de Coordenação da Monitoria Controlo e Fiscalização na componente de pescas, uma acção de combate à pesca ilegal, não reportada e não regulamentada na região.

Moçambique foi escolhido para a projecção do centro, a ser erguido na Catembe, que visa combater a pesca ilegal e suas consequências nocivas, segundo disse o Ministro da Agricultura, Ambiente e Pesca, Roberto Albino.

“O Acordo de Acolhimento que hoje celebramos constitui uma etapa fundamental para a operacionalização plena do Centro de Coordenação de MCSCC-SADC. Este instrumento visa estabelecer as regras de funcionamento do Centro, clarificar as responsabilidades das Partes — nomeadamente o Governo da República de Moçambique e o Secretariado da SADC — e oficializar, de forma clara e institucional, a colaboração entre Moçambique e o Secretariado da SADC para erradicar a pesca ilegal e reforçar a gestão sustentável dos recursos pesqueiros na nossa região da SADC”, disse.

Roberto Albino assegura que o centro vai ser um ponto de coordenação para harmonização dos padrões para troca de informação e partilha de meios que permitam detetar e intervir de forma rápida para deter a pesca ilegal nas águas da região.

Roberto Albino diz acreditar que o Centro, em articulação com outras iniciativas globais, poderá melhorar, substancialmente, o sistema de vigilância e fiscalização marítima ao nível da região, para além de “desempenhar um papel fundamental nos esforços de preservação dos ecossistemas aquáticos e melhoria da segurança alimentar na região, contribuindo deste modo para o desenvolvimento social, económico e ambiental dos nossos países”.

Para o Presidente do Conselho de Administração do Centro de Monitoria, Controlo e Fiscalização da Pesca na SADC, Stanley Ndara, o acordo assinado tem como principal objectivo facilitar o cumprimento pleno e eficiente do mandato e das funções do centro.

“Consequentemente, o Governo da República de Moçambique deverá, na medida razoavelmente necessária, estender ao MCSCC e aos seus funcionários todas as imunidades, isenções e privilégios que concede, ou pode conceder, a outras Organizações Internacionais e seus Funcionários, conforme estipulado neste Acordo”, disse.

Para Stanley Ndara, “este centro regional serve como um farol de esperança para o povo, para a República de Moçambique e para os Estados-Membros da SADC em conjunto”.

Moçambique apelou os países da região e parceiros para que continuem engajados no combate à pesca ilegal, não reportada e não regulamentada como forma de contribuir poara o desenvolvimento da economia azul.

A primeira-ministra, Benvinda Levi, quer profissionais qualificados, capazes de conter o tráfico transnacional de drogas e de seres humanos e de responder aos desafios impostos pela inteligência artificial. Levi falava nesta sexta-feira aos cerca de 300 graduados pela Universidade Joaquim Chissano.  

São 286 graduados, nos níveis de licenciatura e de mestrado, graduados pela Universidade Joaquim Chissano, nesta sexta-feira. 

O momento marcou o fim de um ciclo de formação e início de outro, que é no mercado de emprego. 

Aos graduados, que agora sorriem para o mercado de emprego, a primeira-ministra, Benvinda Levi, que dirigiu a cerimónia, lembrou que o país espera que de si venham soluções para os diversos problemas que o país enfrenta, e, para tal, devem usar os conhecimentos adquiridos na academia. 

“De entre várias ameaças que pairam sobre o nosso território, e não só, destaque vai para o terrorismo, que assola alguns distritos de Cabo Delgado. O mundo enfrenta outros fenómenos, como a pirataria marítima, o tráfico transnacional de drogas e de seres humanos, crimes para os quais se requer uma formação de quadros altamente qualificados em assuntos como a protecção eficiente de fronteiras terrestres, aéreas, lacustres e marítimas, desafios cujo enfrentamento a UJC contribui através das suas áreas de formação”. 

O reitor da Universidade Joaquim Chissano apela aos recém-formados que actuem com ética e longe da corrupção. 

“Este marco traz consigo as suas responsabilidades, pois, a partir de agora, tendes o dever de contribuir e construir de forma científica, para o desenvolvimento do país”, disse João de Barros. 

Entre os graduados, nesta sexta cerimónia, 249 são do nível de licenciatura e 37 de mestrado.

 

A primeira-ministra, Benvinda Levi, pede “paciência” e afirma que o Ministério do Interior está a trabalhar para responder à onda de assassinatos de polícias e de civis no país.

“Relativamente a esta questão, o melhor é trabalhar com o Ministério do Interior, que está atento à situação, tem mais equipas a trabalharem no assunto e que pode prestar informações que são possíveis a esta altura. Tenham alguma paciência, está-se a trabalhar”, apelou Levi.

Sobre os casos de desaparecimento de jovens, que muitas vezes são encontrados mortos, a primeira-ministra referiu que, “sempre que há um crime, este deve ser comunicado às autoridades. Certamente, estas farão as investigações para identificar os responsáveis, mas para tal as pessoas devem participar os casos”.

O Tribunal Superior de Gauteng emitiu uma ordem ao ex-presidente da África do Sul, Jacob Zuma, para que devolva aproximadamente 29 milhões de rands que foram pagos pelo Estado ao longo dos anos em processos judiciais privados.

O antigo presidente sul-africano tem um prazo de sessenta dias para realizar a devolução do montante estipulado. Caso não cumpra com a determinação do Tribunal, este emitirá um mandado de execução que permitirá o arresto e a venda dos bens móveis e imóveis do ex-presidente, como forma de saldar a dívida judicial.

Além disso, o Tribunal esclareceu que, se necessário, a execução poderá abranger parte ou a totalidade da pensão presidencial que Jacob Zuma actualmente recebe. 

O Tribunal Superior de Gauteng decidiu também que o Ministério Público sul-africano deverá apresentar trimestralmente um relatório sobre os esforços envidados para a recuperação dos 29 milhões de rands, garantindo assim a transparência e o acompanhamento da situação.

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