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O Ministério da Planificação e Desenvolvimento (MPD), em colaboração com o Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA), realiza, nos dias 4 e 5 de Novembro, no Centro Cultural Moçambique-China, em Maputo, a Conferência sobre População e Desenvolvimento em Moçambique, um encontro de alto nível destinado a promover o diálogo e a definição de prioridades para transformar a dinâmica demográfica do país numa oportunidade de crescimento económico, criação de emprego e melhoria do bem-estar da população.

Subordinada ao tema “População, Transformação Económica e Bem-Estar: Políticas para Aproveitar o Dividendo Demográfico em Moçambique”, a conferência reunirá representantes do Governo, instituições públicas, parceiros de cooperação, academia, sociedade civil, sector privado e organizações juvenis e de mulheres, entre outros actores relevantes para o desenvolvimento nacional.

A iniciativa decorre num contexto em que Moçambique apresenta uma população predominantemente jovem, com cerca de 66% dos cidadãos com menos de 25 anos. Esta realidade representa uma oportunidade estratégica para o desenvolvimento do País, mas exige investimentos coordenados em educação, saúde, formação profissional, emprego produtivo, igualdade de género e protecção social.

A conferência pretende reforçar a articulação entre as políticas de população e as estratégias de desenvolvimento económico e social, promovendo decisões fundamentadas em evidências e compromissos concretos para responder aos desafios demográficos do País.

Um dos principais objectivos do encontro será recolher contribuições para o aperfeiçoamento da proposta da nova Política Nacional de População, assegurando a sua articulação com a Estratégia Nacional de Desenvolvimento (ENDE 2025–2044) e o Programa Quinquenal do Governo (PQG 2025–2029).

Os participantes irão analisar as tendências demográficas do País e as suas implicações para o mercado de trabalho, os serviços públicos, as finanças públicas e o desenvolvimento territorial, identificando reformas e investimentos prioritários para acelerar a transição demográfica e aproveitar o potencial da população jovem.

A agenda inclui igualmente a apresentação da Análise da Situação da População de 2025 e do estudo sobre o Dividendo Demográfico, documentos que deverão contribuir para fundamentar as discussões e orientar a formulação de políticas públicas.

SAÚDE E DIREITOS

Entre as principais áreas de debate destacam-se a saúde e os direitos sexuais e reprodutivos, a prevenção e resposta ao HIV/SIDA, a qualidade da educação, o desenvolvimento de competências, o emprego juvenil, a produtividade, o empoderamento económico das mulheres, a inclusão das pessoas com deficiência, a protecção social, a urbanização resiliente e as mudanças climáticas.

A conferência abordará também a necessidade de reforçar os sistemas de produção e utilização de dados demográficos, melhorar a integração das variáveis populacionais nos instrumentos de planificação e orçamentação e promover mecanismos sustentáveis de financiamento do desenvolvimento.

Além da reflexão técnica, a conferência pretende produzir resultados concretos que contribuam para a implementação de políticas públicas mais coerentes, inclusivas e orientadas para resultados. O encontro deverá culminar na validação da Declaração de Maputo sobre População e Desenvolvimento, que estabelecerá uma visão partilhada e compromissos políticos e sectoriais para responder aos desafios e aproveitar as oportunidades demográficas de Moçambique.

Está igualmente prevista a consolidação de uma matriz de acções e de um roteiro de seguimento, com prioridades, instituições responsáveis, prazos, indicadores e opções de financiamento, de modo a reforçar a responsabilização e o acompanhamento dos compromissos assumidos.

A participação de jovens, mulheres, pessoas com deficiência, representantes das províncias, organizações da sociedade civil, investigadores e sector privado será fundamental para assegurar que as recomendações reflectem diferentes realidades territoriais e necessidades da população.

Com esta iniciativa, o Ministério da Planificação e Desenvolvimento e os seus parceiros pretendem fortalecer o diálogo entre os diferentes sectores e promover uma abordagem integrada da relação entre população, transformação económica e bem-estar.

Mais detalhes sobre a conferência, incluindo informações sobre o programa e a participação, serão divulgados oportunamente.

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A Vodacom anunciou a entrega de mil kits de dignidade para mulheres e raparigas, além da mobilização de cerca de 20 toneladas de bens essenciais, enquanto o Moza Banco disponibilizou um apoio financeiro simbólico para apoiar as acções sociais do Gabinete da Primeira-Dama. As partes manifestaram ainda interesse em fortalecer parcerias institucionais, incluindo a possibilidade de assinatura de um memorando de entendimento para aprofundar a cooperação em iniciativas de carácter social.

A Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, recebeu em audiência esta segunda-feira, no seu gabinete, a directora da Fundação Vodacom, Cristina Azevedo, e o membro da Comissão Executiva do Moza Banco, Jaime Joaquim, encontros durante os quais foram anunciados apoios destinados a reforçar a assistência às populações afectadas pelas recentes cheias e a fortalecer futuras parcerias de carácter social.

Em declarações à imprensa no final da audiência, Cristina Azevedo explicou que a visita teve como objectivo a entrega de mil kits de dignidade destinados a mulheres e raparigas afectadas pelas cheias, no quadro da resposta de emergência promovida pela Fundação Vodacom.

“Foi uma boa oportunidade para a Fundação, de poder canalizar ajudar que é especificamente para mulheres e meninas, porque nós sabemos que, normalmente, é este grupo que fica mais vulnerável quando se trata de situações de emergência. Então, o que o Gabinete de Sua Excelência Primeira-Dama nos permitiu foi, no fundo, contribuir desta forma”, afirmou.

A responsável acrescentou que a Fundação Vodacom mobilizou cerca de 20 toneladas de bens essenciais para apoiar as populações afectadas, com particular atenção às necessidades das mulheres e raparigas atingidas pelas inundações.

“Neste caso foi especificamente para acautelar as necessidades das meninas e das mulheres que foram, infelizmente, afectadas pelas cheias”, declarou.

Durante o encontro, as duas instituições analisaram igualmente a possibilidade de formalizar a cooperação através de um instrumento de parceria institucional. “No âmbito desta colaboração, percebemos que poderia ser uma boa oportunidade, como nós Vodacom, formalizar esta relação com o Gabinete da Primeira-Dama. Todos nós temos visto quão preocupada, quão activa Sua Excelência Primeira-Dama, Gueta Chapo, tem sido. E isso ajuda-nos a colaborar, a aprofundar aqueles que são os nossos ideais, aquilo que é o nosso objectivo”, disse.

Segundo Cristina Azevedo, as partes discutem actualmente um memorando de entendimento que deverá ser assinado em breve. “Então, hoje conversámos também sobre a possibilidade de assinarmos um memorando de entendimento entre ambas as instituições. E é com muito prazer que eu digo que será feito em breve.

Neste momento temos um texto a ser discutido. Portanto, muito em breve estaremos aqui de novo para formalizarmos, então, esta parceria entre a Fundação Vodacom e o Gabinete de Sua Excelência Primeira-Dama”.

Num encontro realizado separadamente, o membro da Comissão Executiva do Moza Banco, Jaime Joaquim, explicou que a instituição solicitou a audiência para manifestar o seu apoio às iniciativas sociais promovidas pelo Gabinete da Primeira-Dama.

“Pedimos este encontro porque reconhecemos que o Gabinete da Primeira-Dama tem um papel muito importante a desempenhar na economia de Moçambique, e o país enfrenta, neste momento, vários desafios. E nós quisemos juntar-nos ao Gabinete da Primeira-Dama no apoio que pode ser dado à sociedade”, afirmou.

Na ocasião, o Moza Banco anunciou a entrega de um apoio financeiro simbólico destinado a reforçar as acções sociais do Gabinete da Primeira-Dama, sobretudo no actual contexto de calamidades naturais.

“Portanto, viemos hoje oferecer um apoio simbólico, monetário, para que junto de outros apoios que o Gabinete da Primeira-Dama tem recebido se possa fazer face aos desafios que os moçambicanos enfrentam neste momento, particularmente num período em que se registam calamidades naturais no país. Julgamos que este apoio é muito importante para a Primeira-Dama poder levar a cabo aquilo que são os seus programas, e nós estamos muito gratos, em nome da Comissão Executiva do Moza Banco”.

Jaime Joaquim acrescentou que o Moza Banco está aberto a continuar a desenvolver parcerias que possam ajudar o Gabinete da Primeira-Dama a levar a cabo os seus programas, sobretudo no apoio às comunidades carenciadas e às populações afectadas pelas diversas calamidades naturais que se registam no país.

Liga Desportiva de Maputo, Black Bulls (pela Série A), Costa do Sol e Ferroviário de Maputo (pela Série B) garantiram lugares nas meias-finais da Liga Jogabets, o torneio de abertura da Cidade de Maputo. Os jogos disputam-se nesta quarta-feira, dia em que serão conhecidos os finalistas da prova.

Com o encerramento da fase regular da prova, a Black Bulls foi a última equipa a conseguir o apuramento nas meias-finais, depois de ter disputado o derradeiro jogo nesta segunda-feira, diante do Maxaquene.

Tratava-se de um jogo de destaque para as duas equipas que procuravam um lugar nas meias-finais da prova, tendo em conta que qualquer delas tinha possibilidade de chegar, sendo que os “touros” precisavam de um empate, enquanto os “tricolores” eram obrigados a vencer por números gordos.

As duas equipas entraram fortes, procurando o golo mais cedo, mas sem sucesso, chegando o intervalo com o nulo e a decisão deixada para a segunda parte.

Foi preciso a magia de Jafete, de cabeça, para destronar o guarda-redes da Black Bulls, após cruzamento da direita, a abrir o marcador e deixar aberta a partida. Porém, mesmo com inúmeras tentativas de marcar mais golos, o resultado terminou com vitória magra dos maxacas, ainda assim insuficiente para garantir lugar nas meias-finais.

As duas equipas terminaram com o mesmo número de pontos, mas a Black Bulls beneficia do maior número de golos e termina em segundo lugar, atrás da Liga Desportiva de Maputo, que nesta jornada empatou sem abertura de contagem diante do Vulcano.

Para cumprir calendário, Mahafil derrotou o Estrela Vermelha de Maputo por 3-1 e ambos ficam eliminados da prova.

Pela Série B, qualificam-se para as meias-finais as duas melhores equipas do grupo, ambos dos Moçambola, nomeadamente o Costa do Sol e o Ferroviário de Maputo. 

Os “canarinhos” terminaram na primeira posição depois de mais uma vitória na prova, desta feita diante do Ntsondzo, com Amadou, Davis e Mbulu a apontarem os golos do Costa do Sol, e Djeny a reduzir aos 93 minutos.

Por seu turno, o Ferroviário de Maputo acabou por garantir a vaga nas meias-finais após vitória categórica diante do Matchedje por duas bolas sem resposta com golos apontados por Hoopsi e Laque.

Os “locomotivas” precisavam de vencer o jogo, sob pena de ficarem arredados, uma vez que os “militares” também perseguiam a vaga, mas a sua superioridade acabou por vincar e a passagem, garantida.

Nas meias-finais, a disputarem-se na quarta-feira, a Liga Desportiva de Maputo, única equipa que não seja do Moçambola, defronta o Ferroviário de Maputo, enquanto Costa do Sol e Black Bulls se digladiam por um lugar na final de domingo.

Os comentadores da STV, Hélder Jauana e Alberto da Cruz, criticaram a actuação do Município de Maputo na gestão de obras públicas na cidade, apontando falhas na planificação e na definição de prioridades.

Hélder Jauana destacou que a prática de asfaltar estradas e pouco tempo depois voltar a escavá-las revela um problema de organização. “Quando estás numa situação em que uma estrada é asfaltada hoje, amanhã é rebentada, escavada, o problema deixa de ser técnico, ele passa a ser um problema de planificação”, disse.

O comentador acrescentou que a gestão da coisa pública exige responsabilidade. “Cada metical que nós empregamos deve ser para resolver um problema e cada metical que nós duplamente empregamos para a mesma acção deve se responsabilizar quem o faz”, frisou.

Por sua vez, Alberto da Cruz criticou a falta de priorização das obras, apontando que bairros periféricos continuam a sofrer com problemas estruturais, enquanto outras zonas recebem intervenções constantes. 

“Se aqui na Baixa, nós, por exemplo, vimos ontem que encheu a água… se há uma prioridade, esta prioridade devia ser a drenagem nas zonas onde o povo está”, disse.

Da Cruz ressaltou ainda a situação de residentes de bairros como Albazine e Magoanine, afectados por cheias. “Agora que estamos a falar, há gente que não consegue ou não dormiu nas suas casas porque houve inundações… o município pode pegar o dinheiro que existe e investir onde há um problema real e poder resolver aquele problema de tal forma que não haja necessidade de a STV e outros canais irem a estes lugares reportarem situações dramáticas e muitas das vezes desumanas”, concluiu.

O debate dos comentadores evidencia a necessidade de uma planificação mais eficiente e de uma definição clara de prioridades para evitar desperdício de recursos públicos e melhorar a qualidade de vida dos munícipes.

A fase de recenseamento piloto, que terá lugar na primeira quinzena de Agosto próximo, vai permitir assegurar que todas as componentes estejam devidamente ajustadas antes da implementação do censo nacional de 2027, avaliado em pouco mais de 110 milhões de dólares, pouco mais de sete mil milhões de meticais.

Moçambique vai realizar em Agosto próximo um recenseamento piloto da população, para assegurar que todas as componentes estejam devidamente ajustadas antes da implementação do censo nacional de 2027, anunciou esta segunda-feira a presidente do Instituto Nacional de Estatística (INE), citado pela imprensa moçambicana.

“Importa referir que o licenciamento piloto do censo de 2027 terá lugar no mês de Agosto deste ano. Esta fase é de extrema importância na medida em que permitirá avaliar e validar os questionários, os sistemas tecnológicos, os procedimentos operacionais e a organização do trabalho de campo”, disse, em Maputo, Eliza Magaua, durante o lançamento da cartografia para a operação do próximo ano.

Segundo a responsável, esta fase vai permitir assegurar também que todas as componentes estejam devidamente ajustadas antes da implementação do censo nacional, avaliado em pouco mais de 110 milhões de dólares (7.029.000.000 de meticais ao câmbio de ontem), em que o Banco Mundial já garantiu o financiamento inicial de 12,7 milhões de dólares (811.530.000 de meticais pelo mesmo câmbio).

“A informação recolhida nesta fase permitirá preparar com rigor a etapa final do licenciamento, que está prevista para decorrer de 01 a 15 de Agosto de 2027”, avançou, acrescentando que com a colaboração de todos, este recenseamento demográfico será um marco histórico na modernização das estatísticas em Moçambique.

Aos agentes cartógrafos que nos próximos meses estarão no terreno, Eliza Magaua pediu dedicação, profissionalismo, disciplina e elevado sentido de responsabilidade, bem como o respeito e cordialidade no contacto com as comunidades e com os agregados familiares, reiterando ainda que a colaboração da população será igualmente essencial para o sucesso da operação.

“Gostaria, igualmente, de apelar à colaboração de todos, autoridades administrativas, líderes comunitários, organizações da cidade civil, partidos políticos e cidadãos, para que recebam e apoiem os agentes cartógrafos no exercício das suas funções”, acrescentou, citado pela imprensa nacional.

Teles Huo, director Nacional de Políticas Económicas e Desenvolvimento, recordou na ocasião que o censo de 2027 será particularmente relevante para Moçambique, já que será o primeiro totalmente digital a ser realizado no país, representando um avanço significativo.

“Quarenta e seis anos depois, teremos então um censo totalmente digital. É, de facto, um avanço importante a ser sinalizado e isto mostra que estamos também a apostar neste campo”, destacou, citado pela mesma fonte.

Huo acrescentou que os dados que resultarão deste exercício serão fundamentais para apoiar a formação de políticas públicas, orientar a planificação territorial e reforçar a monitorização das estratégias de desenvolvimento de memória social, desde o nível local até ao nível nacional.

“É óbvio que para qualquer país, para que possa haver uma boa planificação de desenvolvimento, é preciso que haja dados, haja evidências. Então, a planificação, o desenvolvimento é feito com as pessoas, é preciso que saibamos como é que está a nossa dinâmica populacional, onde é que as pessoas estão localizadas, para que possamos planificar de uma forma mais calibrada”, concluiu.

Em Junho passado, o INE anunciou que prevê registar, no recenseamento populacional de 2027, 36 milhões de habitantes, mais dez milhões face ao censo de 2017.

Ao apresentar a estrutura organizativa do plano do quinto recenseamento geral da população e habitação, Elisa Magaua avançou que se espera um crescimento face à operação de 2017, quando foram registados pouco mais de 26 milhões de habitantes em Moçambique.

O recenseamento geral da população e habitação vai decorrer de 01 a 15 de Agosto de 2027, pela primeira vez através das plataformas digitais e com resultados em seis meses.

 O INE estimou em 34 milhões a população moçambicana em 2025, contra pouco mais de 26 milhões do último censo de 2017.

Uma jovem de 37 anos de idade foi assassinada na madrugada deste sábado, na cidade de Chimoio, província de Manica. A família da vítima acusa o namorado de ser o principal suspeito do crime, alegando que o casal vivia frequentemente em constantes desentendimentos.

Uma mulher perdeu a vida após um desentendimento com o namorado numa barraca localizada no mercado Mapulango, no bairro Centro-Hípico.

Mizédia Domingos Serpa, mãe de dois filhos menores, trabalhava como vendedora de carne de porco no mercado Mapulango. Segundo familiares, na tarde de sexta-feira ela saiu do local de trabalho acompanhada pelo namorado em direcção a casa.

Durante a madrugada de sábado, moradores ouviram gritos de socorro vindos das proximidades da sua residência e quando se aproximaram para perceber o que aconteceu, encontraram-na morta.

De acordo com a irmã da vítima, quando chegou ao local encontrou Mizédia inconsciente e com sinais de agressão física, e logo suspeitaram do namorado, com quem tinha um histórico de brigas e agressões.

Horas depois, não resistiu aos ferimentos e perdeu a vida. A família da vítima tem o namorado como o principal suspeito e pede justiça. Entretanto, o mesmo desapareceu depois do sucedido e encontrava-se em parte incerta, tendo depois sido accionada a polícia para os trâmites legais, bem como a denúncia.

A Polícia da República de Moçambique em Manica, reagiu ao caso do alegado assassinato de uma jovem pelo seu namorado. Segundo a corporação, o principal suspeito apontado pela família da vítima encontra-se internado no Hospital Provincial de Chimoio, em estado de coma e a lutar pela vida.

De acordo com a Polícia, neste momento ainda é prematuro avançar com a sua responsabilização formal no caso. As autoridades aguardam pela recuperação do suspeito para que possam ser realizadas mais averiguações e esclarecidos os contornos do crime.

Segundo a Polícia, o casal encontrava-se no estabelecimento comercial a consumir bebidas alcoólicas quando iniciou uma discussão no interior da barraca. A população presente no local interveio e conseguiu separá-los.

Momentos depois, os dois abandonaram o local juntos numa motorizada pertencente ao namorado. Entretanto, a Polícia foi acionada por populares que relataram que uma mulher estava a pedir socorro.

No local, as autoridades encontraram a vítima estendida e em estado grave. A mulher foi socorrida e levada ao hospital, mas acabou por perder a vida horas depois.

“Deste caso temos a referenciar que também encontra-se o cidadão que com ela estava no estabelecimento comercial a consumir álcool, neste exacto momento internado e em coma. A família da vítima acaba acusando este cidadão porque os mesmos vinham com histórico de violência, já passaram por várias vezes nas nossas subunidades policiais com histórico de violência, mas há um trabalho que está sendo feito para apurar a veracidade deste facto”, disse Mouzinho Manasse, porta-voz da Polícia da República de Moçambique em Manica.

As autoridades afirmam que continuam a trabalhar para apurar as circunstâncias do caso e aguardam pela recuperação do suspeito para recolher mais informações que possam esclarecer os factos.

“Ele é apontado como o suspeito pela família, nós temos de manter a custódia até o momento que ele sair do coma para podermos colher mais informações em torno deste caso”, concluiu Manasse.

A situação da cólera no distrito de Caia, na província de Sofala, continua a preocupar as autoridades sanitárias, apesar de se registar uma tendência gradual de redução de casos graves, segundo o Ministério da Saúde.

O surto eclodiu no dia 10 do mês passado e, até ao momento, foram registados cumulativamente 239 casos e um óbito. Actualmente, 12 pacientes encontram-se internados nas unidades sanitárias do distrito.

Entre domingo e segunda-feira foram notificados 11 novos casos da doença, nenhum deles em estado grave, ao contrário do que se verificava nas primeiras semanas do surto. Deste número, cinco pacientes receberam alta após tratamento e seis permanecem internados.

Apesar desta evolução considerada positiva, as autoridades de saúde alertam que a situação ainda é preocupante, “tendo em conta que estamos com uma média de seis a dez casos entrados por dia. De forma geral, no cumulativo, temos cerca de 239 casos”. 

Por ser um importante corredor ferroviário e rodoviário que liga as províncias de Sofala, Tete e Zambézia, o distrito de Caia reforçou as medidas de vigilância sanitária para evitar a propagação da doença. 

Entre as acções implementadas pelas autoridades sanitárias estão a instalação de pontos de lavagem das mãos, desinfecção em locais estratégicos e reforço do controlo nas principais portas de entrada.

E actividades comunitárias também estão a decorrer, desde o seguimento de casos e seus contactos, bem como o trabalho a nível das fontes de água, bem como monitoria das fontes de água para reduzir o risco de transmissão da doença.

Dados cumulativos apontam 239 casos de cólera e um óbito no distrito de Caia.

O selecionador do Irão, o australiano Graham Arnold, apelou hoje à FIFA para que adie o play-off intercontinental para o Mundial 2026 devido aos transtornos causados pela escalada da guerra no Irão.

Devido ao conflito entre Israel e Estados Unidos no vizinho Irão, a selecção iraquiana enfrenta grandes problemas logísticos antes da decisiva eliminatória com o Suriname ou a Bolívia, agendada para 31 de Março, em Monterrey, no México.

Com o espaço aéreo iraquiano encerrado até 01 de Abril devido ao conflito, o plantel de Graham Arnold — composto predominantemente por jogadores da liga nacional — está impossibilitado de se reunir completamente.

Os jogadores não conseguiram vistos para o torneio de repescagem no México devido ao encerramento de embaixadas estrangeiras e o seleccionador está retido nos Emirados Árabes Unidos por causa do conflito.

“Por favor, ajudem-nos com este jogo, porque neste momento estamos a ter dificuldades em tirar os nossos jogadores do Iraque”, disse Graham Arnold.

A crise já obrigou ao adiamento de um período de treinos planeado em Houston, nos Estados Unidos, e o seleccionador do Iraque já afirmou que a escolha de uma equipa composta apenas por jogadores que atuam no estrangeiro não é uma opção viável.

“Não seria a nossa melhor equipa, e precisamos da nossa melhor equipa disponível para o jogo mais importante do país em 40 anos”, disse.

Graham Arnold propôs um adiamento estratégico do calendário dos play-off, sugerindo que a FIFA permita que o Suriname e a Bolívia joguem o seu jogo preliminar este mês, mas adie a final para uma semana antes do início do Mundial.

“Na minha opinião, se a FIFA adiar o jogo, teremos tempo para nos prepararmos adequadamente”, disse o seleccionador, acrescentando que isso também dá à FIFA mais tempo para avaliar a questão da participação do Irão.

Para Arnold, se o Irão desistir, o Iraque vai ao Mundial 2026, e isso dá aos Emirados Árabes Unidos, selecção que derrotou na qualificação, a hipótese de se preparar para disputar o play-off intercontinental.

“O presidente da nossa federação, Adnan Dirjal, está a trabalhar incansavelmente para planear e preparar tudo para que o sonho de todos no Iraque se torne realidade, por isso precisamos que esta decisão seja tomada rapidamente”, concluiu.

Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de Fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.

Em resposta, o Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infra-estruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrain, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.

Estiveram presentes na cerimónia de investidura de António José Seguro, para além do Presidente moçambicano Daniel Chapo, altas individualidades estrangeiras, nomeadamente o Rei Filipe VI, da Espanha, os Presidentes de Angola, João Lourenço; de São Tomé e Príncipe, Carlos Manuel Vila Nova; de Cabo Verde, José Maria das Neves; e de Timor-Leste, na sua dupla qualidade de presidente da CPLP, José Ramos-Horta.

Em cerimónia realizada na Assembleia da República Portuguesa, António José Seguro tomou posse como XXI Presidente da República, tendo prestado juramento com a mão direita sobre a Constituição da República Portuguesa, a que se seguiu a execução do Hino Nacional com salva de 21 tiros de artilharia.

A passagem de testemunho formal aconteceu na manhã desta segunda-feira, na Assembleia da República, mas o programa cerimonial da tomada de posse decorrerá ao longo de dois dias.

António José Seguro tomou formalmente posse como Presidente da República na manhã desta segunda-feira, sucedendo a Marcelo Rebelo de Sousa no desempenho do mais alto cargo da Nação, função que este cumpriu durante dez anos, correspondentes a dois mandatos.

O programa das comemorações associadas à tomada de posse teve início nesta segunda-feira, em Lisboa, mas irá continuar na terça-feira, com deslocações do novo Chefe de Estado a Arganil, Guimarães e Porto.

A sessão solene teve oficialmente lugar em sede de plenário, tendo prestado, nesse momento, juramento sobre a Constituição da República Portuguesa.

“Juro por minha honra desempenhar fielmente as funções em que fico investido e defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa”, afirmou António José Seguro, tal como previsto na Constituição, perante o Parlamento, onde se escutou imediatamente o Hino Nacional, numa cerimónia presidida por José Pedro Aguiar-Branco.

Na sequência de um abraço entre o Chefe de Estado cessante e aquele que inicia agora funções, o presidente da Assembleia da República dedicou algumas palavras a Marcelo Rebelo de Sousa, destacando que “poucos dedicaram tanto da sua vida à causa pública” como ele fez.

Sobre Marcelo Rebelo de Sousa, referiu ainda que este “foi mais amado pelo país real do que, muitas vezes, pelo país político”. Tendo considerado também que este “foi sempre igual a si próprio”, isto é, “de uma previsível imprevisibilidade, de uma proximidade irrepetível” e “de um afecto muito mais genuíno do que estamos, tantas vezes, dispostos a conceder”.

Já na mensagem endereçada a António José Seguro, José Pedro Aguiar-Branco começou por mencionar: “Ouvimos dizer que a democracia está em crise e, no entanto, 5.519.808 cidadãos saíram de casa para votar. Uma das maiores participações de sempre.” Algo que, na ótica do Presidente da Assembleia, significa que “os portugueses acreditam no nosso regime democrático, construído ao longo de 50 anos”.

“Ouvimos dizer que o debate político está polarizado e, no entanto, 3.505.846 pessoas, a maior votação de sempre, foi num candidato que defendeu, abertamente, a necessidade de consensos e de acordos”, disse ainda Aguiar-Branco, em palavras referentes ao ex-dirigente socialista.

António José Seguro, por sua vez, no seu primeiro discurso enquanto chefe de Estado, deixou uma “palavra de gratidão, pela sua dedicação a Portugal e à defesa do interesse nacional”, ao seu antecessor.

“Qualquer que seja o balanço que cada um faz dos seus mandatos, ninguém pode negar-lhe o amor a Portugal.” Anunciou, de seguida, que tomou a decisão de condecorar Marcelo Rebelo de Sousa com “o grau mais alto da Ordem da Liberdade”, o Grande-Colar, em cerimónia que aconteceu ainda esta segunda-feira.

O sexto Presidente da República eleito em tempos de democracia reiterou igualmente o seu compromisso com o país perante o povo português. “Afianço a minha cooperação institucional no respeito pela Constituição da República […]. Assumo hoje perante vós e perante o povo português a honra e a responsabilidade de servir Portugal como Presidente da República […]. Fico eternamente agradecido pela confiança”, afirmou.

Reafirmou a sua vontade de ser “Presidente de Portugal inteiro e Presidente de todos os portugueses que vivam em Portugal ou no estrangeiro”.

O piloto moçambicano Rodrigo Almeida inicia uma nova etapa da sua carreira desportiva ao anunciar a integração numa nova estrutura competitiva para a temporada 2026 da Porsche Carrera Cup Asia, uma das competições monomarca em crescimento no panorama do automobilismo asiático.

Para esta época, Rodrigo Almeida, que mantém há dois anos a sua parceria com a Porsche, integrando a equipa Phantom Global Racing, contará com o apoio de patrocinadores e parceiros da Wetrade, Transcrane Logistics, Fidelidade Ímpar, Prima Seguros, CanelFood, Walaka Software e Visitmozambique. O jovem piloto reforça, assim, de forma significativa o seu projecto desportivo e consolida a sua ambição de competir ao mais alto nível internacional. 

“É com enorme orgulho que anuncio a minha nova equipa para a próxima temporada da Carrera Cup Asia. Estas parcerias representam um reforço muito importante para o meu projecto e dão-me ainda mais confiança e motivação para enfrentar os desafios que tenho pela frente. É um privilégio poder contar com entidades que acreditam no meu trabalho e no meu potencial”, afirmou o piloto.

A primeira etapa do campeonato realiza-se nos dias 13, 14 de Março, no icónico Shanghai International Circuit, marcando o arranque oficial da temporada 2026, integrado no 2º grande prémio de F1 de 2026.

A preparação para a nova época tem sido caracterizada por uma abordagem intensa e rigorosa, centrando-se na evolução técnica, preparação física e análise estratégica da competição. Neste contexto, durante o fim de semana de 28 de Fevereiro e 1 de Março, realizaram-se os treinos oficiais e a apresentação do campeonato da Porsche Carrera Cup Asia, evento que contou com a participação de 30 carros em pista. Este momento marcou um importante teste para todas as equipas e pilotos envolvidos, incluindo Rodrigo Almeida, que reforça assim o seu compromisso com a excelência desportiva.

O piloto moçambicano tem vindo a consolidar a sua presença em competições internacionais, representando Moçambique em palcos cada vez mais exigentes e competitivos, o que demonstra a sua ambição e dedicação ao desporto motorizado de alto nível.

Rodrigo Almeida sublinha que inicia esta nova temporada “com grande entusiasmo, ambição e determinação”, assumindo como objectivo alcançar resultados consistentes.

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