A intensificação dos ataques contra imigrantes na África do Sul começa a produzir efeitos que ultrapassam a esfera social e política, alimentando preocupações quanto ao impacto sobre o ambiente de negócios, a confiança dos investidores e a capacidade da maior economia africana de atrair capital estrangeiro.
Numa conjuntura marcada por crescimento económico moderado, elevado desemprego, limitações fiscais e necessidade de maior investimento privado, analistas alertam que a deterioração do ambiente de segurança pode agravar a percepção de risco do mercado sul-africano.
Segundo a agência Reuters, economistas e analistas de mercado defendem que a sucessão de manifestações e episódios de violência contra cidadãos estrangeiros poderá reduzir o apetite dos investidores internacionais, sobretudo daqueles que avaliam novos projectos de investimento directo estrangeiro no país.
A consultora sul-africana ETM Analytics advertiu, citada pela Reuters, que os protestos contra imigrantes representam “o principal risco de curto prazo” para os mercados financeiros do país. A instituição considera que a evolução da crise poderá influenciar o comportamento do rand, aumentar a volatilidade dos activos financeiros e afectar as expectativas dos agentes económicos.
O receio surge numa altura em que a África do Sul procura recuperar o dinamismo económico. O país continua a enfrentar uma das mais elevadas taxas de desemprego do mundo, crescimento económico inferior ao potencial e uma necessidade crescente de mobilizar investimento privado para expandir a capacidade produtiva, modernizar infra-estruturas e estimular a criação de emprego.
O investimento directo estrangeiro desempenha um papel estratégico neste processo. Além da entrada de capitais, contribui para a transferência de tecnologia, desenvolvimento de competências, aumento da produtividade e integração das empresas sul-africanas nas cadeias globais de valor.
Entretanto, os sucessivos episódios de violência contra comerciantes e trabalhadores estrangeiros podem afectar um dos factores mais valorizados pelos investidores: a previsibilidade do ambiente de negócios.
A própria reputação internacional da África do Sul começa a sofrer desgaste. De acordo com a Reuters, membros do Governo sul-africano reconhecem que os ataques xenófobos podem comprometer a imagem do país, afectar empresas nacionais que operam noutros mercados africanos e reduzir o seu poder de influência económica no continente.
O Presidente Cyril Ramaphosa condenou os actos de violência e afirmou que “não permitiremos que grupos utilizem as legítimas preocupações da população para promover a violência e a ilegalidade”, reiterando que a aplicação das leis migratórias compete exclusivamente às instituições do Estado.
Embora os mercados financeiros ainda não tenham registado uma reacção expressiva, economistas consideram que a persistência da violência poderá reflectir-se no custo do financiamento, no comportamento da moeda sul-africana e nas decisões de investimento de empresas multinacionais.
A preocupação estende-se igualmente ao comércio regional. A África do Sul é o maior parceiro económico de vários países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), incluindo Moçambique. Qualquer deterioração do seu ambiente económico pode repercutir-se sobre o comércio transfronteiriço, os fluxos de investimento, as remessas dos trabalhadores migrantes e a integração económica regional.
A UNICEF acusou esta terça-feira Israel de estar a bloquear a entrada em Gaza de bens essenciais, incluindo 1,6 milhões de seringas compradas pela agência para a campanha de vacinação em curso.
O porta-voz do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Ricardo Pires, lamentou, em conferência de imprensa em Genebra, que Israel considere as seringas e os frigoríficos como bens de “dupla utilização” – para fins civis e militares – e acrescentou estar a ser “muito difícil” conseguir passar estes artigos pelos controlos e inspecções, “apesar da urgência da situação”.
As vacinas têm como objectivo imunizar as crianças em Gaza contra doenças “mortais, mas evitáveis”, como a poliomielite, o sarampo e a pneumonia, garantiu.
A UNICEF, que está a realizar uma campanha de vacinação infantil em massa no âmbito do cessar-fogo em vigor, indicou que seringas e frigoríficos a energia solar para armazenar os frascos de vacinas aguardam autorização alfandegária desde Agosto.
Além disso, há pelo menos 938 mil biberões “que podiam chegar a crianças que sofrem de diferentes graus de subnutrição”, mas estão também bloqueados na fronteira, acrescentou Ricardo Pires.
O Coordenador de Actividades Governamentais nos Territórios (COGAT), unidade das forças armadas israelitas que supervisiona o fluxo de ajuda humanitária para Gaza, não explicou a demora, mas assegurou não estar a limitar a entrada de alimentos, água, material médico e artigos para abrigo e acusou o Hamas de roubar mantimentos humanitários, acusações que o grupo islamita palestiniano nega.
No domingo, a UNICEF lançou a primeira de três rondas de vacinação para chegar a mais de 40 mil crianças com menos de 03 anos que não foi possível imunizar em dois anos de guerra.
No primeiro dia da campanha, mais de 2.400 crianças receberam várias vacinas. “Ainda temos duas jornadas pela frente, e para isso precisamos de mais mantimentos”, disse Ricardo Pires.
O cessar-fogo entre Israel e o Hamas, em vigor desde 10 de Outubro, previa distribuir um grande volume de ajuda humanitária em todo o enclave, mas as agências de assistência têm afirmado repetidamente que a quantidade permitida não é suficiente para satisfazer as necessidades de uma população de dois milhões de pessoas, em grande parte deslocadas e subnutridas.
A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) pretende mobilizar investimentos avaliados em 1,7 mil milhões de dólares em vários projectos estratégicos durante a vigésima Conferência Anual do Sector privado, que será realizada nos dias 12 a 14 deste mês. O valor, segundo o Vice-Presidente da CTA, Honório Manuel, será direcionado a iniciativas em sectores como agroindústria, energia, infraestrutura e indústria transformadora, com o objectivo de gerar emprego, aumentar a produção nacional e dinamizar a economia.
Segundo Honório Manuel, os projectos abrangem sectores considerados estratégicos para o relançamento económico, incluindo agro-indústria, logística e infraestrutura, indústria transformadora, energia e serviços digitais. “Estamos a falar de iniciativas que têm potencial de gerar emprego, aumentar a capacidade produtiva interna e substituir importações. Além disso, permitem criar novas cadeias de valor e garantir maior competitividade das nossas empresas”, explicou.
O dirigente sublinha que grande parte dos projectos será apresentada em formato de Parcerias Público-Privadas, modelo que considera essencial num contexto em que o Estado enfrenta limitações orçamentais. “É fundamental criar condições claras, previsíveis e transparentes para que o sector privado se envolva. A CSP será o espaço onde o Governo, os investidores e os empresários alinharão expectativas em torno dessas oportunidades”, disse.
Questionado sobre os principais constrangimentos que continuam a travar o desenvolvimento empresarial, Honório Manuel reconhece que o país tem avançado em algumas reformas, mas ainda enfrenta desafios marcantes, tais como a burocracia na criação de empresas, morosidade no licenciamento, imprevisibilidade tributária e dificuldades na execução contratual.
“O sector privado necessita de previsibilidade. Um investidor só arrisca o seu capital quando sabe quais são as regras do jogo, se elas são estáveis e se existe confiança de que serão respeitadas. Hoje, ainda temos zonas cinzentas que desincentivam a tomada de decisão”, afirmou.
Para Manuel, o Diálogo Público-Privado é um instrumento estruturante para corrigir estes obstáculos, desde que os compromissos sejam assumidos com metas, calendários e mecanismos de acompanhamento. “É importante que o Diálogo Público-Privado deixe de ser apenas um exercício de discurso e passe a ser uma matriz de execução real, com responsabilidades partilhadas entre Governo e sector privado”, reforçou.
O Vice-Presidente da CTA afirma que um dos eixos estratégicos da próxima fase do desenvolvimento económico nacional deve ser a industrialização orientada para o mercado interno e regional. Moçambique continua a importar grande parte dos bens que consome, incluindo alimentos e produtos de primeira necessidade que poderiam ser produzidos localmente.
“Nós podemos e devemos produzir mais dentro do país. Temos terra, mão-de-obra jovem e recursos naturais. O que falta é assegurar condições para que os empresários invistam em processamento, tecnologia e logística. Se não criarmos capacidade de transformação local, continuaremos dependentes do exterior e vulneráveis a choques externos”, frisou.
Manuel destaca que a Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA) oferece oportunidades inéditas para inserir Moçambique nas cadeias de valor regionais, mas isso só será possível com políticas de estímulo à produção e à exportação.
Questionado sobre o impacto do clima político na economia, Manuel foi cauteloso, mas afirmou que estabilidade é um activo económico e que qualquer incerteza institucional pode atrasar decisões de investimento.
“Os investidores observam sinais, e a previsibilidade institucional é essencial. O país deve continuar a consolidar o diálogo e reforçar a confiança entre as instituições e a sociedade civil para garantir que o ambiente económico seja favorável ao investimento”, disse.
Ao concluir, o Vice-Presidente da CTA reforçou que a Conferência não deve ser apenas um evento de discursos e apresentações, mas sim um espaço de assinatura de acordos, mobilização de capitais e definição de compromissos claros.
“O sector privado está pronto para investir e contribuir para o crescimento económico. O que esperamos é que este seja um momento de viragem, em que saímos com decisões concretas, projectos financiados e uma agenda clara de reformas para os próximos meses”, finalizou.
A abertura da Vigésima Conferência Anual do Sector privado será presidida pelo presidente da República, Daniel Chapo, que vai igualmente, participar de um painel de alto nível onde será o moderador.
O artista plástico Eugénio Saranga apresenta, nesta quarta-feira, uma exposição intitulada “Os que julgam sem voz – ensaio sobre a ferida da caça furtiva”, na Fundação Fernando Leite Couto.
A exposição apresenta uma faceta de Saranga, virada para as questões contemporâneas da vida selvagem ao próprio comportamento humano ligado à natureza.
Eugénio Saranga pertence à geração de artistas que se posiciona num momento de reafirmação de arte plástica moçambicana e procura ir além do que se exige ao artista, viver o seu tempo e denunciar o que subverte a ordem das coisas. A natureza e tudo que nela habita.
Nas obras de desenho com recurso a tinta-da-china e caneta gel sobre papel, as imagens são associadas ao mundo selvagem ao mesmo tempo que espiritual. Sobre as figuras preenchidas pelo preto destaca-se o vermelho, das criaturas ávidas de se alimentar de outros seres, dos animais que serão feridos de uma morte inesperada, que vai servir a um fim que vai além da ganância humana.
Eugénio Saranga é, actualmente, artista plástico e curador de arte. É membro e vice-presidente do Núcleo de Arte e da Associação de Fotografia em Moçambique.
O Presidente da República, Daniel Chapo, felicita a activista social moçambicana Alice Banze Naietiane pela sua recente distinção como uma das 100 Mulheres mais Influentes de África, atribuída durante a 4ª Edição do Prémio Mulheres Africanas – Maiores Ícones de África, realizada em Kigali, Ruanda.
Na sua mensagem, o Chefe do Estado sublinha que esta homenagem é o justo reconhecimento do seu incansável engajamento como Presidente da Academia da Mulher Africana, Directora Executiva da Gender and Sustainable Development Association, bem como do seu contributo nas áreas de Género, Direitos Humanos e Desenvolvimento Comunitário a nível de África.
“Soma-se a isso o seu papel como Vogal da Comissão Nacional de Eleições, onde tem pautado pela integridade e dedicação ao serviço público”, refere a mensagem.
A mensagem presidencial destaca que esta distinção enaltece o nome de Moçambique no continente africano e no cenário internacional.
“Como Governo, sentimos grande orgulho por esta conquista, certos de que fará ondular a nossa bandeira multicolor num evento internacional que reunirá altas personalidades do continente e do mundo, entre as quais mulheres Chefes de Estado e de Governo, membros do corpo diplomático e activistas de género, comprometidas com debates e abordagens inovadoras para a promoção da igualdade de género em África”.
O Presidente da República conclui saudando o contributo de Alice Banze Naietiane para a promoção da igualdade de género e justiça social em Moçambique e no continente africano.
“Saudamos a sua coragem, determinação e o empenho contínuo nas causas sociais, com particular destaque para a promoção da igualdade de género no nosso país e no continente”.
Um episódio comovente e alarmante marcou o Hospital Central de Nampula (HCN) no último domingo. Uma menor de apenas 10 anos deu à luz um bebé do sexo feminino, num parto considerado normal, mas que exigiu elevada perícia médica e sensibilidade por parte da equipa de saúde.
De acordo com fontes do HCN, a menor, proveniente do distrito de Mecuburi, chegou à unidade hospitalar com complicações. Contudo, o profissionalismo dos técnicos e enfermeiros garantiu que tanto a “criança-mãe” quanto o recém-nascido sobrevivessem.
O caso constitui preocupação e expõe a vulnerabilidade de milhares de meninas moçambicanas vítimas de violência sexual e gravidez precoce.
Segundo Acácio Januário, irmão mais velho da menor, a gravidez resultou de uma violação. O alegado agressor já se encontra detido pelas autoridades competentes.
“Ela escondeu a situação durante algum tempo, porque o homem a ameaçava. Só descobrimos quando já estava no quarto mês de gravidez”, contou.
Acácio relatou ainda o sofrimento da família: “Conhecendo o risco que ela podia correr devido à idade, estávamos sem esperança. Felizmente, o milagre aconteceu. Os médicos foram instrumentos nas mãos do poder divino e o impossível aconteceu.”
A família revelou que, inicialmente, estava previsto um parto à cesariana, mas a menina entrou em trabalho de parto espontaneamente, surpreendendo a equipa médica.
“Estou triste porque a infância da minha irmã foi interrompida”, lamentou o irmão.
Dez mil convidados e 45 delegações estrangeiras assistem esta terça-feira, em Luanda, ao acto central das comemorações do 50.º aniversário da independência de Angola, anunciou esta segunda-feira o ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente.
“Celebrar 50 anos é um acontecimento único e insólito”, afirmou Adão de Almeida, sublinhando a “longa jornada de preparação” deste evento que simboliza a unidade nacional “de um povo que se libertou do colonialismo, conquistou a paz e trabalha afincadamente para o desenvolvimento do país”.
Segundo o governante, a cerimónia, que terá lugar na Praça da República, contará com delegações de todas as 18 províncias angolanas e representações estrangeiras “dos mais diferentes níveis”, incluindo chefes de Estado, vice-presidentes, primeiros-ministros e ministros dos Negócios Estrangeiros, num total de 45 delegações internacionais confirmadas.
Inicialmente estavam previstos cerca de oito mil convidados para assistir ao acto central, mas o número foi alargado “para incluir mais pessoas”, e as autoridades criaram condições para receber aproximadamente 10 mil cidadãos, incluindo cerca de 350 jornalistas credenciados para a cobertura do evento.
O desfile cívico vai reunir cerca de seis mil participantes, representando “os mais diferentes segmentos da sociedade angolana”, seguindo-se um desfile militar, com quatro mil efetivos das Forças Armadas Angolanas e da Polícia Nacional, que encerra com a apresentação da música oficial dos 50 anos.
A cerimónia inclui ainda a condecoração póstuma com a Medalha de Honra ao Presidente António Agostinho Neto, proclamador da independência nacional e primeiro chefe de Estado angolano, bem como a mensagem à nação do Presidente, João Lourenço, considerada o ponto mais alto das celebrações.
Antes do acto central, está previsto o hastear da bandeira nacional no Museu de História Militar, seguindo-se uma homenagem no sarcófago do Memorial Dr. António Agostinho Neto, com a presença de João Lourenço e dos chefes de Estado convidados.
Adão de Almeida garantiu que todas as condições de segurança, transporte e assistência médica estão asseguradas, com equipas de emergência e meios de evacuação preparados no local.
“Temos hoje as condições todas criadas para que amanhã tenhamos aqui um momento importante de reflexão e de celebração sobre os 50 anos da nossa independência”, afirmou.
O ministro adiantou que o evento congrega “os vários Estados que ajudaram a Angola na luta pela libertação nacional e que ajudam hoje Angola no quadro da cooperação internacional para o desenvolvimento”, reforçando o caráter diplomático e simbólico das comemorações.
Adão de Almeida destacou igualmente que o acto “celebra a diversidade, a cultura e a alegria do povo angolano”, refletindo a pluralidade de regiões, etnias e expressões culturais representadas no desfile e no público presente.
Adão de Almeida afirmou que os preparativos decorrem dentro da normalidade e que estão criadas todas as condições para que o país celebre à altura a grandeza dos seus 50 anos de independência.
Cerca de 200 pessoas morreram no domingo em confrontos entre dois grupos extremistas islâmicos na Nigéria, no estado de Borno, onde o exército anunciou esta segunda-feira que resgatou 86 reféns numa operação antiterrorista.
Os combates entre o Boko Haram e o Estado Islâmico na África Ocidental (ISWAP, na sigla em inglês) eclodiram no domingo na cidade de Dogon Chiku, nas margens do lago Chade, de acordo com fontes da agência de notícias France-Presse (AFP).
“De acordo com o balanço que obtivemos, cerca de 200 terroristas do ISWAP foram mortos nos combates”, declarou à AFP Babakura Kolo, membro de uma milícia que apoia o exército nigeriano.
O número de mortos do ISWAP foi confirmado à AFP por um antigo membro do Boko Haram, que, segundo o mesmo, perdeu quatro membros nestes confrontos.
Uma fonte dos serviços de informação nigerianos a operar na região afirmou à AFP estar a acompanhar de perto as consequências dos confrontos, que causaram “mais de 150 mortos”.
“Temos conhecimento dos combates, que são uma boa notícia para nós”, acrescentou a mesma fonte.
O exército nigeriano localizou também no domingo combatentes de ambos os grupos na localidade de Dutse Kura, depois de terem descoberto que estavam a raptar civis, informou o porta-voz do exército nigeriano, Sani Uba, num comunicado divulgado na madrugada de hoje na rede social X.
“As tropas frustraram o ataque, perseguiram os terroristas até Mangari e derrotaram-nos num novo confronto perto de um acampamento, obrigando-os a fugir em debandada”, declarou Uba, acrescentando que “ao revistar a zona, (…) resgataram 86 pessoas sequestradas, entre elas homens, mulheres e crianças”.
O porta-voz precisou que o acampamento foi destruído e que, durante a operação foram apreendidas armas, munições e veículos.
O exército também informou que, numa outra operação, as tropas destacadas para a localidade de Mangada, no mesmo estado, detiveram 29 fornecedores logísticos dos grupos extremistas.
As operações ocorreram dois dias depois de o novo chefe do exército da Nigéria, Waidi Shaibu, ter instado as tropas a manter uma “pressão constante” contra os grupos no nordeste, após o Presidente norte-americano ter advertido sobre uma possível ação militar no país africano, ao acusar o Governo nigeriano de “permitir a matança de cristãos”.
O nordeste da Nigéria sofre ataques do Boko Haram, desde 2009, o que se agravou com a divisão do grupo em 2016, motivada por divergências ideológicas, nascendo assim o ISWAP.
O Boko Haram e o ISWAP já mataram mais de 35 mil pessoas – muitas delas muçulmanas – e provocaram cerca de 2,7 milhões de deslocados internos, sobretudo na Nigéria, mas também nos países vizinhos Camarões, Chade e Níger, de acordo com dados oficiais.
A presidente da Assembleia da República de Moçambique, Margarida Talapa, agradeceu ontem, em Luanda, o perdão de 50% da dívida que o país tem para com Angola.
Numa breve declaração à imprensa, à saída da audiência com o Presidente de Angola, João Lourenço, Margarida Talapa agradeceu, em nome do chefe de Estado moçambicano, Daniel Chapo “a decisão do Governo angolano de perdoar por 50% da dívida moçambicana” e manifestou “a expectativa de que o parlamento angolano ratifique a decisão brevemente”.
Margarida Talapa transmitiu saudações do Presidente e povo moçambicanos pelas celebrações do jubileu da independência de Angola, que se comemora esta terça-feira.
“Expressamos o nosso reconhecimento, o de Moçambique, pelo papel que Angola desempenha na promoção da integração regional e no fortalecimento da cooperação entre os países africanos, em particular no âmbito da CPLP, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, e da SADC, a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral”, referiu.
Duduzile Zuma-Sambudla, filha do ex-presidente sul-africano, Jacob Zuma, declarou-se inocente das acusações relacionadas com a instigação dos distúrbios de 2021, que fizeram mais de 350 mortos na África do Sul.
Zuma-Sambudla compareceu perante o Tribunal Superior de Durban, no leste do país, esta segunda-feira, onde se declarou inocente das acusações de incitamento ao terrorismo e à violência pública, de acordo com a imprensa local.
A Procuradoria acusou-a de ter utilizado as redes sociais para incentivar protestos que eclodiram em Julho de 2021, após a detenção do seu pai por desacato ao tribunal, ao recusar-se a testemunhar numa investigação de corrupção durante o mandato (2009-2018).
Os distúrbios, centrados nas províncias de KwaZulu-Natal, no leste, e em Gauteng, no norte, degeneraram em saques em massa, motins e violência generalizada, resultando em pelo menos 354 mortos e milhares de detenções.
Zuma-Sambudla obteve liberdade sob fiança em Janeiro, depois de o tribunal ter considerado que não havia indícios de risco de fuga.
Durante a audiência desta segunda-feira, em que o pai esteve presente, o Ministério Público revelou que “foram criados um total de 164 grupos de WhatsApp com o único propósito de comunicar e coordenar os distúrbios”, segundo as investigações.
Zuma-Sambudla, de 43 anos, é actualmente deputada na Assembleia Nacional pelo partido uMkhonto weSizwe, liderado pelo pai, e é a principal força da oposição desde as eleições de Maio de 2024.
Após os episódios de violência, o ex-presidente recebeu liberdade condicional por motivos de saúde, tendo apenas cumprido dois dos 15 meses da pena. Os detalhes nunca foram divulgados, contudo, um tribunal declarou ilegal essa decisão, em Dezembro de 2021.

| Cookie | Duração | Descrição |
|---|---|---|
| cookielawinfo-checbox-analytics | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Analytics". |
| cookielawinfo-checbox-functional | 11 months | The cookie is set by GDPR cookie consent to record the user consent for the cookies in the category "Functional". |
| cookielawinfo-checbox-others | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Other. |
| cookielawinfo-checkbox-necessary | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookies is used to store the user consent for the cookies in the category "Necessary". |
| cookielawinfo-checkbox-performance | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Performance". |
| viewed_cookie_policy | 11 months | The cookie is set by the GDPR Cookie Consent plugin and is used to store whether or not user has consented to the use of cookies. It does not store any personal data. |