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Um tribunal sul-africano adiou para 8 de Setembro a audiência de extradição de um cidadão britânico de ascendência zimbabueana, acusado de assassinar a esposa e as duas filhas no Reino Unido.

Ndodana Mkhanyisi Tshuma, de 45 anos, compareceu quinta-feira perante um tribunal em Joanesburgo, onde enfrenta um pedido de extradição para a Grã-Bretanha e acusações relacionadas com a posse ilegal de arma de fogo.

Tshuma foi detido em Joanesburgo no mês passado, na sequência de uma operação de busca internacional. Segundo as autoridades britânicas, o homem terá deixado o Reino Unido com destino ao Zimbabwe, antes de seguir para a África do Sul.

A defesa pediu mais tempo para consultar o seu constituinte e preparar os próximos passos do processo. O advogado Chrispin Machingura explicou que ainda não conseguiu obter todas as instruções necessárias do acusado.

“Fui consultá-lo ontem, mas ele não estava em condições de me atender”, afirmou o advogado, acrescentando que a falta de instruções está a atrasar o processo.

Machingura alertou igualmente para a possibilidade de as acusações relacionadas com armas de fogo interferirem com o processo de extradição. Segundo o advogado, caso Tshuma seja condenado na África do Sul, poderá cumprir uma pena de prisão antes de ser entregue às autoridades britânicas.

A audiência de extradição foi, assim, remarcada para 8 de Setembro, enquanto a sessão relativa à acusação de posse ilegal de arma de fogo está marcada para 10 de Setembro.

Tshuma é procurado no Reino Unido pela morte da sua esposa, Zandile, e das duas filhas, Natalie, de 15 anos, e Nala, de cinco anos. Os corpos das três vítimas foram encontrados na residência da família, em Bedfordshire, no início de Julho.

Um inquérito realizado no Reino Unido concluiu que as vítimas morreram em consequência de traumatismos contundentes.

Após as mortes, os corpos foram trasladados para o Zimbabwe, onde milhares de pessoas participaram nos funerais realizados a 4 de Agosto.

 

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Duas crianças morreram e outras cinco foram hospitalizadas, num caso suspeito de intoxicação alimentar, registado na província sul-africana do Cabo Oriental.

Segundo a Rádio Moçambique, o incidente ocorreu no sábado, quando sete crianças, com idades entre os quatro e sete anos, apresentaram sintomas de vómitos, diarreia e tonturas depois de terem lanchando juntas.

As crianças foram levadas de urgência ao hospital, que declarou óbito de duas delas.

As autoridades do Cabo Oriental estão a investigar as causas da suposta intoxicação alimentar. 

Uma depressão tropical formada na Bacia de Sudoeste do Oceano Índico evoluiu para Tempestade Tropical Moderada, de acordo com dados do INAM.

Às 08 horas de hoje, o sistema encontrava-se localizado na posição 18.0 graus de latitude Sul e 57.1 graus de longitude Leste, com ventos médios de 65 quilómetros por hora e rajadas que podem atingir até 95 quilómetros por hora. O fenómeno desloca-se lentamente para Sudoeste, a uma velocidade de 7 quilómetros por hora.

As projecções indicam que o sistema poderá evoluir para o estágio de Ciclone Tropical esta segunda-feira, atravessando o território de Madagáscar. Posteriormente, prevê-se que entre no Canal de Moçambique na quarta-feira.

Não obstante esta evolução, o sistema não constitui, até ao momento, qualquer perigo para a parte continental do país.

O Instituto Nacional de Meteorologia diz que continua a acompanhar de forma permanente a evolução do sistema e apela à população para que permaneça atenta às informações meteorológicas e aos avisos difundidos pelas autoridades nacionais competentes.

A selecção nacional de Futsal defronta, amanhã, em Maputo, a Mauritânia em jogo da segunda mão de acesso ao campeonato africano da modalidade. Sobre o jogo, o seleccionador nacional, Nadir Narotam, diz que o apoio do público será determinante para Moçambique alcançar um bom resultado e, por via disso, garantir a presença na prova. 

Depois do resultado positivo no jogo da primeira mão, a selecção vai procurar ultrapassar a Mauritânia em Maputo. No lançamento do jogo, o seleccionador nacional destacou as valências da turma mauritana.

Nadir Narotam garante que, neste momento, os jogadores estão tranquilos, apesar da viagem cansativa de regresso a Maputo.

A selecção nacional está em vantagem na eliminatória, após vencer o jogo da primeira mão por 4-3.

A Universidade Católica de Moçambique considera o atentado armado à vida do jornalista Carlitos Cadangue um acto de intimidação, violência  diz que representa uma agressão grave aos valores democráticos e ao bem comum. Segundo a instituição, a liberdade de imprensa, o exercício responsável do jornalismo e o direito à segurança pessoal são indispensáveis para a construção de uma sociedade justa, plural e informada.

A Universidade Católica de Moçambique diz que foi com profunda preocupação que tomou conhecimento do atentado de que o jornalista da Stv, Carlitos Cadangue, foi vítima.

A instituição refere que a ocorrência colocou em risco a vida do profissional do Grupo Soico e a segurança da sua família.

Consideramos que a liberdade de imprensa, o exercício responsável do jornalismo e o direito à segurança pessoal constituem pilares fundamentais do Estado de Direito, sendo indispensáveis para a construção de uma sociedade justa, plural e informada. Qualquer acto de intimidação, violência ou atentado contra profissionais da comunicação social representa uma agressão grave aos valores democráticos e ao bem comum.

A UCM sublinha a importância de que os factos sejam rigorosamente apurados pelas autoridades competentes, no estrito respeito pela legalidade, pela presunção de inocência e pelo regular funcionamento das instituições do Estado.

Neste contexto, a UCM reafirma o seu compromisso permanente com a defesa da dignidade humana, a promoção da verdade, do diálogo e da responsabilidade social, a formação de cidadãos críticos e comprometidos com a paz social, bem como com a promoção de uma cultura de não-violência.

A Universidade Católica de Moçambique reitera, enquanto instituição de ensino superior comprometida com a formação integral da pessoa humana e com a promoção do pensamento crítico, que defende valores éticos que sustentam uma sociedade democrática.

A Primeira-Dama,  Gueta Chapo, afirmou que o seu Gabinete continuará a reforçar o  apoio às famílias afectadas pelas cheias e inundações, durante uma  visita ao centro de acomodação instalado na Escola Primária 3 de  Fevereiro, nesta sexta-feira,  na Manhiça,  província de Maputo.

Gueta Chapo explicou que a deslocação  visava prestar solidariedade à população que viu as suas casas  submersas pelas águas, tendo sido forçada a abandonar os seus lares.  “Nós estamos aqui a visitar o distrito de Manhiça, porque a nossa  população abandonou as suas casas para estar aqui nesse local,  porque as casas encheram de água. Nós sabemos que aqui há muita gente, não é fácil um pequeno grupo de mulheres e homens  cozinharem para muita gente”. 

Para responder a essa dificuldade imediata, a Primeira-Dama  anunciou o reforço da equipa de apoio, sobretudo na preparação  das refeições, com vista a garantir a alimentação regular dos  deslocados. “Nós viemos com mais mulheres para ajudarem na  cozinha, para conseguirem ter um pequeno almoço a tempo, o  almoço também e o jantar”. 

Gueta Chapo informou igualmente que a sua comitiva transportou  diversos produtos alimentares e bens essenciais para reforçar o  armazém do centro de acomodação. “Nós trouxemos muitos produtos  para reforçar o nosso armazém, trouxemos arroz, trouxemos o peixe,  trouxemos feijão, trouxemos farinha, massa esparguete, trouxemos  igualmente papas, leite, fraldas para os nossos bebês. Trouxemos  muitas capulanas para todas as mulheres que estão aqui”. 

No domínio da higiene e dos cuidados básicos, a Primeira-Dama  detalhou a distribuição de vários artigos destinados a homens,  mulheres e crianças acolhidos no local. “Trouxemos baldes para  homens e mulheres, trouxemos pomadas, trouxemos sabão. Cada  mulher e cada papá terá uma barra de sabão. Trouxemos igualmente  chinelos para todos”. 

A atenção às necessidades específicas das mulheres e raparigas foi  igualmente destacada, bem como o apoio dirigido às crianças.  “Também trouxemos pensos higiênicos para as nossas meninas e para  as nossas mães, que ainda estão na idade reprodutiva. E para as  nossas crianças trouxemos muita bolacha. Trouxemos sumos para as  nossas crianças”. 

Segundo Gueta Chapo, o apoio incluiu ainda materiais para o bem estar e o lazer das crianças, bem como bens que poderão  acompanhar as famílias quando regressarem às suas residências.  “Trouxemos muita coisa para a nossa população poder receber e  também algumas coisas para levar para casa, que é capulana, que é  o balde. Trouxemos mantas”.

Gueta Chapo  anunciou que irá pernoitar no centro de acomodação junto de toda  a sua equipa, reforçando a escuta directa das preocupações da  população acolhida.

O Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, assinou uma ordem executiva que impõe uma tarifa adicional de 25% sobre os produtos vindos dos países que comprem, importem ou adquirem bens ou serviços ao Irão. A ordem, divulgada pela Casa Branca nesta sexta-feira, argumenta que as acções de Teerão representam uma ameaça à segurança nacional dos EUA.

As novas sanções para os países que negoceiam com Teerão, segundo a Administração Trump, são uma consequência do facto de a política iraniana continuar a representar um risco que exige medidas adicionais.

Donald Trump poderá modificar a ordem em caso de retaliação por parte de outros países ou se o Irão ou os países afectados tomarem medidas alinhadas com a política dos EUA.

Antes, os EUA anunciaram novas sanções contra todos os que estejam alegadamente ligados ao comércio ilícito de petróleo destinado a financiar o Governo iraniano.

As medidas afectam 14 navios da chamada frota fantasma iraniana, 15 entidades — com sede, entre outros países, na Índia e na Turquia — e duas pessoas associadas à comercialização de crude e de produtos petroquímicos iranianos.

O anúncio das novas sanções ocorre no mesmo dia em que decorreram negociações indirectas entre o Irão e os Estados Unidos em Omã, que Teerão classificou como um bom começo para reduzir a tensão entre as duas partes.

Estas conversações em Omã foram o primeiro contacto entre representantes de Washington e de Teerão desde os ataques a instalações nucleares iranianas realizados em Junho pelos Estados Unidos, durante a guerra de 12 dias entre Israel e o Irão.

Os dois países mantiveram conversações no ano passado também em Mascate, com Omã como intermediário, mas estas terminaram com o início do conflito de junho.

Donald Trump tem ameaçado repetidamente usar a força em resposta à repressão das autoridades iranianas das manifestações antigovernamentais que abalaram em Janeiro a República Islâmica.

Portugal vai amanhã eleger o novo Presidente da República na segunda volta das eleições, a serem disputadas por André Ventura e José Seguro. O país entra assim na reta final de um processo eleitoral marcado por forte polarização política, num momento em que os portugueses são chamados novamente às urnas para escolher o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa. 

A campanha eleitoral terminou oficialmente nesta sexta-feira, à meia-noite, dando lugar ao período de reflexão obrigatório. Durante cerca de duas semanas, os dois candidatos intensificaram ações de rua, contactos com eleitores e debates públicos, numa disputa centrada em visões opostas sobre o papel do Presidente da República, o funcionamento das instituições democráticas e o futuro político do país.

José Seguro apostou numa campanha de estabilidade, diálogo institucional e defesa do Estado de direito, procurando captar o voto do centro e da esquerda moderada. Já André Ventura conduziu uma campanha de forte mobilização popular, assente num discurso crítico ao sistema político, com apelos à mudança e à ruptura com os partidos tradicionais. As sondagens divulgadas ao longo da última semana apontam vantagem para José Seguro, mas indicam também um cenário de disputa renhida, com margem para variações na participação eleitoral.

As eleições decorrem, contudo, num contexto particularmente desafiante, marcado por mau tempo, chuva intensa e inundações em várias regiões de Portugal. 

Apesar disso, as autoridades eleitorais garantem que estão criadas as condições para a realização do escrutínio em todo o território nacional.

Estão inscritos nos cadernos eleitorais mais de 11 milhões de eleitores, incluindo cidadãos residentes no estrangeiro, que são chamados a decidir o próximo chefe de Estado português.

As urnas abrem às 08h00 e encerram às 19h00, num ato eleitoral que é visto como decisivo não apenas para a escolha do Presidente da República, mas também como um sinal claro do atual equilíbrio político e social em Portugal.

As Nações Unidas apelam à mobilização urgente de 187 milhões de dólares norte-americanos, equivalentes a 158,7 milhões de euros, para responder à emergência humanitária provocada pelas cheias que afectam Moçambique desde janeiro último.

De acordo com um relatório do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), citado pela Lusa e com dados até 03 de fevereiro, “a escala e o ritmo” da crise ultrapassam a capacidade de resposta actualmente disponível.

O documento refere que “inundações severas e persistentes afectaram vastas zonas do país, particularmente nas regiões sul e centro de Moçambique”, provocando o transbordo de rios, deslocação de comunidades e danos ou destruição de casas, escolas, unidades sanitárias, sistemas de abastecimento de água e infra-estruturas rodoviárias.

“As Nações Unidas e os parceiros humanitários estão a trabalhar em conjunto com as autoridades nacionais e locais para reforçar os sistemas nacionais, melhorar a coordenação e apoiar a prestação de assistência vital”, acrescenta o relatório citado pela Lusa.

Desde meados de janeiro, as cheias afectaram mais de 723 mil pessoas em todo o país, com cerca de 75 mil ainda acolhidas em centros de abrigo, além do registo provisório de 23 óbitos.

O OCHA reconhece que, até ao momento, apenas cerca de 90 mil pessoas receberam apoio, num universo de aproximadamente 620 mil pessoas identificadas como necessitando de assistência alimentar segura e outros apoios de emergência.

O aditamento ao Plano Nacional Humanitário de Resposta às Cheias de 2026 visa mobilizar 187 milhões de dólares para garantir assistência urgente e vital a cerca de 600 mil pessoas afectadas.

Do montante global, 65,5 milhões de dólares destinam-se ao reforço da segurança alimentar e dos meios de subsistência, incluindo apoio aos mais de 70 centros de abrigo ainda em funcionamento, sobretudo no sul do país, enquanto 28,4 milhões de dólares serão aplicados na provisão de abrigos e tendas.

Dados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), também citados pela Lusa, indicam que mais de 723.500 pessoas foram afectadas pelas cheias registadas desde janeiro em várias regiões de Moçambique.

O Secretário de Estado na província de Manica, Lourenço Lindonde, visitou esta sexta-feira o jornalista Carlitos Cadangue, vítima de um atentado ocorrido na última quarta-feira, tendo-lhe manifestado solidariedade e encorajado a continuar a exercer a profissão.

Durante a visita, realizada um dia após o ataque, Lindonde aconselhou o jornalista a não desistir do jornalismo, sublinhando que toda a sua actividade profissional está legalmente protegida.

“Se há aspectos que devem ser melhorados, é muito importante que alguém diga o que está bem e o que está mal”, afirmou o representante do Estado em Manica, destacando o papel do jornalismo como um instrumento fundamental para ajudar o Estado a avaliar a sua própria actuação.

Na ocasião, Lindonde encorajou Cadangue a prosseguir com o seu trabalho, respeitando os princípios profissionais e a linha editorial do órgão de comunicação social para o qual trabalha.

“Continue a exercer a sua profissão, respeitando naturalmente aquilo que é a linha editorial da sua empresa”, reforçou.

O atentado contra Carlitos Cadangue ocorreu na noite da última quarta-feira e foi protagonizado por indivíduos até aqui desconhecidos. Até ao momento, as autoridades ainda não divulgaram informações sobre os suspeitos nem sobre as motivações do crime.

O caso continua a gerar preocupação no seio da classe jornalística e da sociedade civil, que apelam ao rápido esclarecimento do sucedido e à responsabilização dos autores.

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