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O Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, anuncia a conclusão das obras de reabilitação da estrada Quelimane–Namacurra, com cerca de 70 quilómetros de extensão. Segundo o governante, faltam apenas neste momento observar um troço de 4,6 quilómetros na entrada da cidade de Quelimane.

As obras arrancaram no segundo semestre de 2020 e tinham conclusão prevista para 2023. No entanto, diversos constrangimentos, sobretudo fenómenos climáticos extremos, condicionaram o cumprimento dos prazos inicialmente estabelecidos.

O ministro dos transportes e logística, João Matlombe, deslocou-se ao local para avaliar o andamento dos trabalhos e anúncio a conclusão dos trabalhos. 

No âmbito do programa Mais Estradas, o ministro visitou igualmente o troço Malei–Maganja da Costa, com o objetivo de aferir o nível de preparação da província para o arranque das obras. O projeto encontra-se atualmente na fase de concurso público.

Ainda em Quelimane, Matlombe visitou a área destinada à implantação de um terminal de combustíveis, uma infraestrutura prevista no âmbito do projeto de concessão do Porto de Quelimane, recentemente aprovado pelo Conselho de Ministros.

De acordo com o ministro, o terminal será estratégico para reforçar a capacidade logística da região e responder à procura crescente de combustíveis, incluindo para o mercado do Malawi.

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Com a ausência da oposição, a bancada da Frelimo aprovou na generalidade seis propostas de revisão da legislação fiscal. De acordo com os deputados, uma delas, o Código do Imposto sobre o Consumo Específico, pode elevar a receita do Estado em 2 mil milhões de Meticais por ano.

Sem oposição presente, a bancada da Frelimo aprovou na generalidade a proposta de lei que altera a pauta aduaneira, a proposta de lei  que altera o Código do Imposto sobre o Consumo Específico, a proposta de Lei que cria o Imposto Simplificado para os Pequenos Contribuintes e a Proposta de Lei que altera o Código do IVA, o Código do IRPS e do IRPC.

O chefe da bancada da Frelimo diz que sete dias é tempo suficiente para a aprovação dos seis instrumentos que alteram a legislação fiscal. 

Falando a jornalistas, após o boicote da oposição, o chefe da bancada da Frelimo defendeu ainda a importância da alteração legislativa, dando uma estimativa sobre em quanto é que o Estado poderá aumentar a receita fiscal, por exemplo, só com a mexida do Código do Imposto sobre Consumo Específico. 

Depois do boicote, as três bancadas da oposição fizeram uma conferência de imprensa conjunta e reiteraram o seu repúdio, acusando a bancada da Frelimo de falta de abertura para o diálogo.

Em nome da oposição, o Chefe da bancada do MDM, Fernando Bismarque, admitiu não haver um tempo de antecedência previsto no regulamento da Assembleia da República para o Presidente da República submeter propostas desta natureza, porém considera que os sete dias são insuficientes.

Bismarque diz ainda que os instrumentos em aprovação deviam fazer parte do diálogo nacional em curso.

Depois da aprovação na generalidade, caberá à comissão do Plano e Orçamento analisar e apresentar ao plenário na especialidade os instrumentos legislativos.

 

Pelo menos duas pessoas morreram e outras ficaram presas nos escombros após o desabamento de um templo em construção no norte de Durban, África do Sul. Não há registo de moçambicanos entre as vítimas. 

Uma casa de culto de quatro andares, em construção, desabou em KwaZulu-Natal, África do Sul, provocando a morte de duas pessoas confirmadas pelo serviço médico de resgate. Até ao fim da tarde, cinco pessoas haviam sido recuperadas com ferimentos leves, mas a equipe de resgate falava de um número não confirmado de pessoas que ainda estava soterrado nos escombros. 

A unidade de reação da África do sul sobrevoou com drone o local do incidente, para auxiliar os técnicos de resgate na avaliação da extensão do colapso, e aconselhou o uso de equipamento pesado de resgate. 

Por outro lado, as autoridades municipais não reconhecem a legalidade do edifício, desconhecem o paradeiro do empreiteiro, e consequentemente, a causa do desabamento permanece indeterminada, mas em em investigação.

Por volta das 14 horas de hoje foi reportada a presença de um navio encalhado ao largo da estância turística Park de Chidenguele, Distrito de Manjacaze, Província de Gaza.  A informação foi partilhada pela autoridade reguladora do transporte marítimo, ITRANSMAR.

Segundo o comunicado do ITRANSMAR, uma equipa conjunta composta pelo pela instituição, Administração Marítima e por representantes das estâncias turísticas locais deslocou-se de imediato ao local para averiguar a ocorrência.

Após a avaliação preliminar, avança o documento, constatou-se que se trata do navio cargueiro “Badra Nijha”, de bandeira indiana, com o número IMO 1139444. Informações iniciais indicam que a embarcação sofreu uma avaria que a deixou imobilizada e arrastada àquele local, encontrando-se a aguardar por assistência técnica especializada.

O navio teria partido do Porto de Durban, na República da África do Sul, com destino à Nigéria, no âmbito de uma rota comercial internacional.

O ITRANSMAR, em coordenação com diversas instituições do sector, continua a monitorar a situação no terreno, garantindo que todas as medidas de segurança sejam observadas, de forma a prevenir riscos ambientais, operacionais ou de segurança para as comunidades locais e para a navegação na área.

 

A Aliança Jovem da Anamola, o braço juvenil do partido de Venâncio Mondlane, realiza, hoje, em Chimoio, o primeiro Conselho Coordenador Nacional.  O encontro reúne membros de todo o país e tem como objectivo debater estratégias para o fortalecimento da estrutur da organização, bem como aprovar os instrumentos que irão orientar a actuação da Aliança Juvenil.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, admitiu a possibilidade de um referendo sobre a concessão de territórios à Rússia, como parte de um plano para terminar a guerra entre os dois países.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, admitiu pela primeira vez, esta quinta-feira, um referendo sobre a questão territorial, num eventual acordo para pôr fim à guerra, sugerindo que o povo ucraniano deve ter voz sobre qualquer concessão de terras à Rússia.

 “Acredito que o povo da Ucrânia responderá a essa pergunta. Seja por meio de eleições ou de um referendo, deve ser uma decisão do povo da Ucrânia”, afirmou aos jornalistas, citado por Lusa. 

Zelensky afirma que os Estados Unidos propuseram a criação de uma “zona económica livre” na região de Donbass, da qual desejam que a Ucrânia se retire.

O presidente ucraniano acrescenta que também estão a ser discutidas as retiradas russas de pequenas faixas de terra nas regiões de Kharkiv, Sumy e Dnipro.

A Ucrânia apresentou ontem aos Estados Unidos a mais recente versão do seu plano para terminar a guerra com a Rússia.

Segundo a imprensa internacional, esta versão mais recente “tem em conta a perspectiva ucraniana, é uma proposta mais abrangente para uma solução adequada para as questões problemáticas”, salientou um segundo responsável ucraniano à AFP.

A proposta inicial dos Estados Unidos incluía a cedência de territórios ucranianos à Rússia que ainda não tinham sido conquistados e que era considerada por Kyiv e pelos seus aliados europeus como particularmente favorável a Moscovo.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou na terça-feira que o plano foi dividido em três documentos: um acordo-quadro de 20 pontos, um documento sobre garantias de segurança e outro sobre a reconstrução da Ucrânia após a guerra.

O Director Provincial do Plano e Finanças de Nampula, Domingos Saimone Nacohi, participou na celebração alusiva ao Dia Internacional de Luta Contra a Corrupção, realizado sob o lema: “Unidos com a Juventude Contra a Corrupção: Moldando a Integridade do Amanhã”.

Na sua intervenção, Domingos Nacohi destacou que esta data representa uma oportunidade ímpar para reafirmar um compromisso que deve ser permanente, transversal e inadiável: o compromisso com a integridade.

Sublinhou que o lema do evento reflecte de forma clara aquilo que deve orientar a actuação de cada servidor público, agente económico e cidadão e recordou que a corrupção mina a confiança colectiva, distorce a economia, fragiliza os serviços públicos e compromete o desenvolvimento das comunidades.

Outrossim,Nacohi chamou atenção para a importância de reconhecer com coragem a realidade dos factos. “A corrupção não é um fenómeno restrito às famílias de baixa renda, pelo contrário, é frequentemente praticada por indivíduos de classes média e alta e, em demasiadas ocasiões, é facilitada pela cumplicidade ou intervenção de servidores públicos. Desde o desaparecimento de um simples processo administrativo até ao pagamento de elevadas somas em numerário ou ainda luvas para benefício próprio ou bens ilícitos”, disse.

Na ocasião, ressaltou que este fenómeno não depende exclusivamente da condição económica de quem o pratica, lembrando que nenhum mecanismo de controlo substitui a ética individual, e nenhuma norma produzirá efeitos duradouros se as práticas quotidianas forem contrárias aos princípios de integridade.

No final, apelou a todos os presentes a demonstrarem a vontade de fortalecer os mecanismos internos, aperfeiçoar procedimentos e consolidar uma cultura de responsabilidade e transparência.

Sublinhou que este esforço exige o contributo conjunto de instituições públicas, empresas e cidadãos que diariamente interagem com a administração pública e afirmou que Nampula precisa de um ambiente íntegro, previsível e confiável, para que o seu potencial económico se traduza em benefícios reais para a população.

“O combate à corrupção é, por isso, inseparável da melhoria dos serviços públicos, da atracção de investimentos e da criação de oportunidades para todos”, concluiu.

A União Desportiva de Songo, campeão nacional de 2025, e a Black Bulls, campeão nacional de 2024, disputam, neste sábado, a final da Taça de Moçambique, edição 2025.

É o embate entre os dois últimos campeões nacionais, que serão, também, os representantes nacionais nas competições africanas da próxima edição, que vão decidir o título da segunda maior competição futebolística do país.

A União Desportiva de Songo passeou a sua classe na terça-feira, diante do Desportivo de Nacala, na primeira meia-final, com vitória por 2-0, golos apontados por Victor Malino, a fechar a primeira parte e a abrir a segunda parte, a mostrar a sua intenção de fazer dobradinha na competição.

Aliás, os “hidroeléctricos” têm estado a fazer uma época perfeita, onde estão perto de atingir a marca das 20 vitórias consecutivas, algo nunca antes visto no futebol moçambicano.

Por sua vez, a Black Bulls teve de suar as estopinhas para ultrapassar o Ferroviário de Maputo, que lutava pela revalidação do título, com Kadre a apontar o golo solitário ainda na primeira parte do jogo.

Os “touros” garantiram, com a passagem à final, um lugar nas competições africanas de clubes, desta feita na Taça CAF, em virtude de o seu adversário, na qualidade de campeão nacional, ter passaporte para disputar a Liga dos Campeões.

Enquanto a União Desportiva de Songo procura o seu terceiro troféu da Taça de Moçambique, depois das conquistas de 2016 e 2019, a Black Bulls persegue a sua segunda Taça de Moçambique, depois de a ter conquistado em 2023.

O embate deste sábado, no Campo Marien Ngouabi, em Xai-Xai, é também a reedição da final da Taça de Moçambique disputada em 2023, ganha pelos “touros” por 2-1, com Kadre e Melque a apontarem para a formação de Maputo e Dayo a marcar o tento de honra da formação de Songo.

O embate está marcado para as 14h30 de sábado.

O Governo continua a avaliar os contornos do acidente de viação fatal ocorrido no domingo, na Manhiça, província de Maputo, e diz que a suspensão da City Link pode prolongar-se por mais meses, dependendo dos resultados da segunda investigação.

Ainda não passa uma semana depois do fatídico acidente da Manhiça que ceifou a vida de sete pessoas e o Governo de Moçambique realiza investigações para averiguar as causas da mesma.

Primeiro foi tomada a decisão de suspender as actividades da transportadora City Link enquanto decorrem as investigações. Mas o Governo diz que muito ainda há por fazer e que a decisão pode não ser conhecida dentro de 15 dias, sendo que há uma previsão de prolongamento da suspensão de 90 a 180 dias.

A informação foi dada a conhecer pelo porta-voz do Ministério dos Transportes e Logística, Luís Chaúque, que falava durante uma conferência de imprensa esta quinta-feira.

“Este dispositivo preconiza que a licença pode ainda ser suspensa quando, em resultado da peritagem de acidente de viação, se concluir que a causa da origem do acidente deveu-se à culpa imputável ao condutor”, disse Luís Chaúque.

O Instituto Nacional de Transportes Rodoviários garante que o tratamento dado à City Link é similar ao aplicado a outras empresas envolvidas em acidentes graves.

“Então, podemos ficar com a impressão de que sim, é a Citi Link e as outras não, mas é preciso olharmos para o tipo de veículos envolvidos nestas operações. Como foi o caso de Gondola também, em Março, tanto é um miniautocarro, e houve responsabilização”, disse Cláudio Zunguze, Administrador Técnico do INATRO.

Zunguze acrescenta que “não queríamos deixar ficar esta impressão de que está-se a trazer um tratamento diferenciado para o caso da Citi Link”, frisando que em situações similares o tratamento é o mesmo.

A City Link, por seu turno, declarou que tem dado assistência às vítimas do sinistro, enquanto acompanha a investigação. “Destacámos uma equipa desde o primeiro dia, que é a equipa da segurança rodoviária, para aproximar de perto no sítio do sinistro e ajudar na investigação e colher os elementos essenciais”, disse Linique Ringler, Director Jurídico da City Link.

O gestor frisou ainda que a empresa está contesrnada com a situação, “mas ao mesmo tempo temos incitado alguns contactos com os familiares, no sentido de oferecer o nosso apoio logístico e financeiro nesta fase tão difícil. De certa forma, isto impacta a parte financeira e comercial”.

A empresa que prevê reforçar a educação cívica dos seus condutores, para além de que se vai ressentir da paralisação das actividades.

“Com isto, dependendo do tempo que esta suspensão vai levar, cada dia que passa aumentam incertezas. Fica aqui uma lição muito importante, de que devemos continuar a executar com muito mais vigor tudo o que tem a ver com a segurança rodoviária e com a condução defensiva”, disse Lonique Ringler, director Jurídico da City Link.

A transportadora garantiu ainda que está a reembolsar o valor dos bilhetes adquiridos para além de fazer a entrega dos produtos aos clientes afectados.

ANAMOLA submeteu, esta quarta-feira, propostas legislativas à Comissão Técnica para o Diálogo Nacional Inclusivo e é o primeiro partido a tomar esta iniciativa. O documento é composto por seis projectos de lei, com destaque para a revisão da Constituição da República.

A submissão do documento, que apresenta vários aspectos que o partido considera pertinente rever,  acontece depois de sucessivos adiamentos. Entre as propostas, consta a revisão pontual da Constituição da República.

Segundo o porta-voz da ANAMOLA, Dinis Tivane, o partido pondera a revisão do sistema político, propondo um sistema semipresidencialista, tendo em conta que, neste momento, o presidente é eleito directamente e o primeiro-ministro é eleito indirectamente.

“Não é o que está a acontecer agora, em que o Presidente da República automaticamente vira chefe do Governo. Entendemos que esta é a proposta que se assenta nos ideais de que devemos ter um sistema em que a entrega de poderes é de pesos e contrapesos”, disse Dinis Tivane.

O presidente da Comissão Técnica para o Diálogo Nacional considera que a entrega do documento reflecte a abertura para várias opiniões no diálogo em curso no país. 

“Apreciamos o facto de o partido ANAMOLA estar a usar a arena própria, que é o palco próprio para colocar as suas ideias e as suas contribuições. É justamente isso que nós queríamos, era que a ANAMOLA não jogasse fora do jogo”, anota Edson Macuácua.

Num comunicado divulgado recentemente, o partido afirmava que o documento, resultado de uma consulta pública paralela, consiste em seis projectos de lei, mas especialmente na lei sobre “Crimes de Responsabilidade”, conhecida como “Impeachment”, que deve abranger o Presidente da República, o primeiro-ministro, os Presidentes dos Tribunais Administrativo e Supremo, o Procurador-Geral, o Governador do Banco de Moçambique, entre outras figuras de alto escalão do Estado.

O documento sugere também a revisão da Constituição do País, que inclui a introdução de um sistema semi-presidencial, alterações ao modelo eleitoral, reforma do sistema judicial, redefinição dos poderes dos órgãos soberanos e actualização da maioridade de 21 para 18 anos de idade.

O partido acredita que é crucial rever a lei que cria a Comissão Nacional Eleitoral (CNE), transformando este órgão numa entidade independente com novos princípios constitucionais destinados a garantir a transparência.

O partido afirma que já apresentou a proposta a várias instituições e representações diplomáticas que apoiam o processo, bem como aos Conselhos do Poder Judiciário, à Ordem dos Advogados e a outras organizações da sociedade civil.

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