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Transformar o Conselho Constitucional em Tribunal Constitucional, criar um Tribunal de Contas, garantir autonomia financeira ao poder judicial e reforçar a justiça eleitoral, bem como o combate à corrupção, são algumas das principais propostas constantes no Pacto pela Justiça e Estado de Direito Democrático.

O documento foi apresentado durante o Congresso da Justiça, realizado recentemente na cidade de Maputo, tendo o seu texto final sido tornado público esta sexta-feira pela Procuradoria-Geral da República.

Para responder aos desafios enfrentados pelo sector, o Segundo Fórum da Justiça, realizado há uma semana na capital do País, recomendou um conjunto de reformas estruturais consideradas essenciais para o fortalecimento do sistema judicial.

Entre as principais propostas destacam-se a transformação do Conselho Constitucional em Tribunal Constitucional, a conversão do Tribunal Administrativo em Supremo Tribunal Administrativo e a criação de um Tribunal de Contas.

Para além destas alterações institucionais, o documento de 18 páginas defende igualmente o reforço da independência dos tribunais, com enfoque na autonomia administrativa e financeira do poder judicial.

O pacto propõe ainda a constitucionalização da fixação de uma percentagem do Orçamento do Estado destinada ao sector da Justiça, de forma a garantir uma autonomia financeira efectiva e progressiva.

No capítulo eleitoral, o documento sublinha que a credibilidade dos resultados constitui uma condição essencial para a paz e estabilidade no País, alertando que Moçambique não deve continuar a enfrentar crises pós-eleitorais evitáveis através da implementação de reformas estruturais.

“O País não pode continuar a assistir a crises pós-eleitorais evitáveis, quando existem reformas que estão ao alcance do Estado”, refere o documento.

O Pacto pela Justiça dedica igualmente atenção ao combate à corrupção no sistema judicial, classificando o fenómeno como uma das mais graves ameaças ao Estado de Direito.

“A corrupção no sistema de justiça é a mais grave das traições ao Estado de Direito, porque subverte o único árbitro que os cidadãos têm para defender os seus direitos”, lê-se no documento.

Para enfrentar este problema, são propostas medidas como a criação de canais confidenciais de denúncia, o reforço da fiscalização das declarações patrimoniais dos magistrados e uma maior cooperação entre as instituições de justiça e a sociedade civil.

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O governo militar de Burkina Faso dissolveu todos os partidos políticos, esta quinta-feira, cujas actividades estavam suspensas desde que Ibrahim Traoré  assumiu o poder em 2022.

O capitão Ibrahim Traoré assumiu o poder em um golpe de Estado em Setembro de 2022, após derrubar outra junta militar, e desde então tem silenciado drasticamente as vozes dissidentes.

Anteriormente, os partidos estavam proibidos de realizar reuniões públicas, mas ainda tinham permissão para funcionar internamente.

Em um comunicado da presidência, citado pela African News, o Governo acredita que a proliferação de partidos políticos levou a abusos, alimentou divisões entre os cidadãos e enfraqueceu o tecido social.

Um projecto de lei que dissolve os partidos políticos será agora enviado à Assembleia Legislativa de Transição o mais breve possível, afirmou o ministro da Administração Territorial, Emile Zerbo.

Os bens dos partidos dissolvidos serão transferidos para o Estado, acrescentou. A decisão visa preservar a unidade nacional, fortalecer a coerência da acção governamental e abrir caminho para a reforma da governança política.

A decisão eliminou gradualmente 100 partidos políticos, 15 dos quais têm representantes no parlamento. O golpe de Estado de Traoré em 2022 depôs Paul-Henri Damiba, que havia assumido o poder apenas nove meses antes.

Após se exilar no Togo, Damiba foi regularmente acusado pelos governantes militares de Burkina Faso de planear golpes de Estado e tentativas de assassinato – a mais recente no início deste mês.

A recente aprovação de uma taxa de 10% sobre o valor bruto transferido pelas operadoras para as carteiras móveis tem gerado preocupações sobre a sustentabilidade dos agentes financeiros e os efeitos na inclusão financeira em Moçambique, alerta o economista Moisés Nhonombe.

Falando durante o programa O País Económico desta semana, Nhonombe explicou que, embora o Estado tenha o direito de tributar actividades económicas, a forma como a taxa foi implementada levanta sérias questões. “A taxa incide sobre o lucro bruto, e não sobre o lucro líquido, o que pode comprometer a viabilidade daqueles que intermediam serviços financeiros para a população não bancarizada, sobretudo em zonas rurais e periurbanas”, afirmou.

Segundo o economista, os agentes das carteiras móveis funcionam como interlocutores essenciais entre a tecnologia financeira e a população sem acesso ao sistema bancário formal.  Para este economista, “se o custo para os operadores for demasiado elevado, alguns podem desistir da actividade, reduzindo a oferta de serviços e retrocedendo na inclusão financeira, que é um dos principais objectivos desta política”.

Nhonombe destaca ainda que a taxa fixa de 10% aplicada aos agentes não considera a variação de volume de transacções nem os custos operacionais envolvidos. “Tributar o lucro bruto, sem levar em conta despesas e salários, pode sufocar os pequenos operadores, que constituem a maior parte do sector. Uma abordagem mais equilibrada seria a tributação progressiva, onde pequenos operadores ficariam isentos até determinado volume de transacções”, explicou.

Face a este cenário, o economista sugere que, por exemplo, não haja cobrança até certo valor de transacções mensais; acima desse limite, aplicar-se-ia uma taxa gradual. “Dessa forma, o Estado arrecada receitas, mas não compromete a sustentabilidade dos operadores nem a inclusão financeira da população”, acrescenta.

Dados do Banco de Moçambique indicam que cerca de 50% da população adulta ainda não possui conta bancária formal, tornando as carteiras móveis um instrumento vital para transferências, pagamentos digitais e recebimento de salários, especialmente em áreas remotas com mais de 11 milhões de clientes em todo o País.

Nhonombe alerta que políticas fiscais mal calibradas podem ter efeitos contraproducentes, como aumento de custos, desistência de operadores e regressão da população ao uso do dinheiro físico. “É preciso que a tributação seja balanceada, respeitando os custos dos agentes, de modo a que possam continuar a operar e contribuir para as receitas públicas de forma sustentável”, frisou.

Experiências internacionais demonstram que modelos de tributação flexíveis, como em Quénia e Tanzânia, permitem que pequenos operadores sejam isentos até determinado volume de transacções, garantindo crescimento do sector sem perda de arrecadação para o Estado.

Para o economista, o desafio de Moçambique é encontrar um modelo que maximize a arrecadação sem prejudicar o crescimento do sector financeiro nem limitar o acesso da população aos serviços. “A cobrança de impostos é legal, mas precisa de ser implementada de forma a não desestimular os operadores nem comprometer os avanços na inclusão financeira”, concluiu Nhonombe.

A Associação de Conteúdo Local de Moçambique (ACLM) manifestou satisfação pela retoma do projecto Mozambique LNG, considerando o rearranque da iniciativa um marco estratégico para o futuro económico, social e empresarial do País, num contexto em que a economia nacional procura recuperar-se de um período prolongado de instabilidade e desaceleração.

Num comunicado tornado público nesta semana, a ACLM mostra satisfação pelo esforço conjugado pelas duas partes,  o Governo da República de Moçambique e a multinacional TotalEnergies, pelo diálogo contínuo e pelas sinergias institucionais e técnicas que permitiram criar condições para o regresso de um dos maiores projectos de investimento alguma vez implementados no País.

De acordo com a associação, o relançamento do projecto constitui um sinal inequívoco de confiança no País  e nas suas instituições e no potencial da sua economia, reafirmando o sector de petróleo e gás como um dos principais pilares para o crescimento sustentável, a geração de receitas públicas e a dinamização do investimento privado.

A ACLM entende que este novo ciclo do Mozambique LNG deve ser encarado como uma oportunidade estratégica para aprofundar a política de conteúdo local, garantindo uma participação mais ampla e efectiva das micro, pequenas e médias empresas moçambicanas ao longo da cadeia de valor do projecto, desde a prestação de serviços até ao fornecimento de bens e soluções técnicas.

Segundo a organização, a integração das empresas nacionais não deve limitar-se a uma presença simbólica, mas sim traduzir-se em contratos efectivos, parcerias duradouras e programas estruturados de capacitação, capazes de fortalecer a competitividade do empresariado moçambicano e impulsionar a criação de emprego digno e sustentável para a mão-de-obra nacional.

“O sucesso do Mozambique LNG estará directamente ligado à sua capacidade de gerar valor partilhado”, refere a ACLM, sublinhando a necessidade de a TotalEnergies e os seus parceiros manterem uma postura de abertura, diálogo construtivo e sensibilidade para compreender os desafios reais enfrentados pelas empresas moçambicanas, particularmente no acesso a financiamento, certificações, tecnologia e padrões internacionais de qualidade.

A associação defende, por isso, a criação de mecanismos progressivos, inclusivos e realistas que permitam o enquadramento competitivo das empresas nacionais nas cadeias de fornecimento do projecto, bem como a promoção sistemática da transferência de conhecimento e tecnologia.

Para a ACLM, o Mozambique LNG tem potencial para afirmar-se como um símbolo de esperança, reconstrução e crescimento económico inclusivo, contribuindo para a revitalização do tecido empresarial, para a criação de oportunidades para a juventude moçambicana e para o reforço da confiança dos investidores nacionais e estrangeiros.

A organização considera ainda que a retoma do projecto deve estar alinhada com as prioridades nacionais de desenvolvimento, nomeadamente a diversificação da economia, a industrialização, o aumento da produção local e a redução da dependência de importações.

Neste contexto, a ACLM reafirma a sua total disponibilidade para colaborar com o Governo, os operadores e os demais parceiros do projecto na promoção e implementação de políticas de conteúdo local sustentáveis, transparentes e orientadas para resultados, que assegurem que os benefícios do Mozambique LNG se traduzam em ganhos concretos para os cidadãos e para a economia moçambicana.

A Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, manifestou ontem o seu  agradecimento à empresa Vulcan Moçambique pelo donativo concedido às vítimas das cheias que assolam várias regiões do país, numa cerimónia realizada no armazém da Cruz Vermelha de Moçambique (CVM), na Cidade de Maputo.

O donativo, composto por diversos bens de primeira necessidade, incluindo produtos de higiene e limpeza, kits de dignidade para mulheres e mães, mantas, lençóis, capulanas, vestuário e utensílios domésticos, destina-se a apoiar as famílias afectadas pelas

inundações que se encontram acolhidas nos centros de acomodação.

Na ocasião, a Primeira-Dama destacou que o gesto solidário da Vulcan constitui uma demonstração clara de responsabilidade social empresarial e de compromisso com a vida e a dignidade humanas.

“Este apoio chega num momento particularmente difícil para muitas famílias que perderam os seus bens devido às cheias. A solidariedade demonstrada pela Vulcan representa um contributo importante para aliviar o sofrimento das populações afectadas e devolver-lhes esperança”, afirmou Gueta Chapo.

A Primeira-Dama alertou que a época chuvosa ainda se encontra em curso, prevendo-se a continuidade das chuvas nos meses de Fevereiro e Março, razão pela qual apelou à união de esforços entre o Governo, o sector privado e a sociedade civil para garantir uma resposta humanitária eficaz e contínua.

Gueta Selemane Chapo assegurou que os produtos doados serão encaminhados, com urgência, para os centros de acomodação localizados nas províncias mais afectadas, nomeadamente Maputo, Gaza, Inhambane e Sofala, no âmbito das acções de assistência

humanitária coordenadas pelo Gabinete da Primeira-Dama, em articulação com as instituições competentes.

A Primeira-Dama reiterou igualmente o seu apelo ao voluntariado, convidando cidadãos e organizações a juntarem-se às acções de apoio, sobretudo nas áreas de confecção e distribuição de alimentos, apoio às crianças, mulheres grávidas, lactantes, idosos e pessoas com deficiência.

O acto de entrega do donativo no armazém da CVM, entidade parceira na logística e armazenamento dos bens, reforçando o espírito de cooperação entre as instituições humanitárias e o sector privado na resposta às situações de emergência provocadas pelas cheias.

O porta-voz da Frelimo nega que haja um comando do partido no poder para colocar de lado apoios de outras formações políticas às vítimas de inundações. Pedro Guiliche considera descabido que se faça qualquer tipo de segregação de ajuda humanitária.

Depois de denúncias de algumas formações políticas de estarem a enfrentar dificuldades para fazer chegar os seus apoios às vítimas de inundações, o porta-voz da Frelimo, à saída de uma sessão da comissão política do partido, nesta quarta-feira, disse tratar-se de um falso alarme.

No entender de Pedro Guiliche, apesar dos estragos significativos, as cheias que assolam parte do País estão a servir para unir os moçambicanos.

Questionado sobre o desfecho do recente caso da morte do administrador do BCI, o porta-voz da Frelimo sugere que se aguardem investigações de Moçambique e Portugal.

Sobre as incongruências existentes entre o decreto do Conselho de Ministros e o diploma do Ministério da Economia sobre as restrições na importação de arroz e trigo, Guiliche diz aguardar os esclarecimentos daqueles que tomaram as decisões.

Entre vários assuntos, a Comissão Política da Frelimo analisou, nesta quarta-feira, a situação das inundações que afectam famílias, empresas e o Estado moçambicano, como um todo.

O Conselho Disciplinar da Confederação Africana de Futebol (CAF) impôs sanções à Federação Senegalesa de Futebol (FSF), à Federação Real Marroquina de Futebol (FRMF), a certos jogadores e dirigentes pelos incidentes durante a final do CAN, que violou o Código Disciplinar da CAF.

Sobre a  Federação Senegalesa de Futebol, o Conselho Disciplinar da CAF decidiu suspender o Pape Bouna Thiaw, treinador principal da Selecção Nacional Senegalesa, por cinco jogos oficiais da CAF por sua conduta antidesportiva em violação dos princípios do Código Disciplinar da CAF de fair play e integridade e por trazer descrédito ao jogo. O técnico senegalês também foi multado em 100 mil dólares americanos.

A CAF decidiu ainda suspender os jogadores Iliman Cheikh Baroy Ndiaye, por dois jogos oficiais da CAF, por seu comportamento antidesportivo para com o árbitro, e Ismaila Sarr, também por dois jogos oficiais da CAF por seu comportamento antidesportivo para com o árbitro. Multar igualmente a Federação Senegalesa de Futebol em 300 mil dólares americanos pela conduta imprópria de seus adeptos, que trouxe descrédito ao futebol e violou os princípios do Código Disciplinar da CAF de fair play e integridade.

A Federação Senegalesa de Futebol foi multada ainda em US$ 300.000 pela conduta antidesportiva de seus jogadores e comissão técnica, em violação aos princípios do Código Disciplinar da CAF de fair play, lealdade e integridade. A conduta antidesportiva de seus jogadores e comissão técnica também trouxe descrédito ao futebol.

“Multar a Federação Senegalesa de Futebol em 15 mil dólares americanos pela má conduta de sua selecção nacional, devido a cinco de seus jogadores terem recebido advertências”, lê-se no comunicado da CAF.

Em relação à Federação Marroquina de Futebol, o Conselho Disciplinar da CAF decidiu suspender o jogador Achraf Hakimi, por duas (2) partidas oficiais da CAF, sendo uma (1) destas partidas suspensa por um (1) ano a partir da data desta decisão, pelo seu comportamento antidesportivo, assim como suspender o jogador Ismaël Saibari, por três (3) jogos oficiais da CAF por seu comportamento antidesportivo. Ismaël Saibari também foi multado em 100 mil dólares.

“Multar a Federação Marroquina Real de Futebol em US$ 200.000, pelo comportamento inadequado dos gandulas do estádio durante a partida mencionada. O órgão reitor do futebol marroquino foi multado também em US$ 100.000 pela conduta inadequada de seus jogadores e membros da comissão técnica da Selecção Nacional, que invadiram a área de revisão do VAR e obstruíram o trabalho do árbitro, violando os princípios do fair play e da integridade, conforme estipulado nos artigos 82 e 83 do Código Disciplinar da CAF.

Sobre o protesto apresentado pela Federação Real Marroquina de Futebol relativamente a alegadas violações, por parte da Federação Senegalesa de Futebol dos artigos 82.º e 84.º do Regulamento da Taça das Nações Africanas, o Conselho Disciplinar da CAF rejeitou o mesmo. 

A Missão de Assistência Militar da União Europeia em Moçambique (EUMAM MOZ) procedeu à doação de livros juvenis e material escolar ao Centro de Acolhimento Missão de São Roque, em Matatuíne, apoiando, assim, o início do novo ano escolar.

Nesta visita, foram doados diversos conjuntos de material escolar (cadernos, lápis, canetas e borrachas), e algumas colecções de livros juvenis para equipar a biblioteca da Missão de São Roque. Esta biblioteca apoia não só os alunos do Centro de Acolhimento como também a comunidade local na promoção de hábitos de leitura e de aprendizagem.

A Missão São Roque pertence à Arquidiocese de Maputo, sendo uma instituição que vive maioritariamente de doações particulares. Garante acolhimento a meninos e meninas órfãos, providenciando a estas crianças as condições necessárias para viver e estudar, além de receberem o cuidado e o carinho dos missionários.

Com este apoio, a EUMAM MOZ prossegue o seu compromisso de actuação em conformidade com o Direito Humanitário Internacional, o Direito Internacional dos Direitos Humanos e a Agenda Mulheres, Paz e Segurança. A Missão é actualmente comandada pelo Comodoro César Pires Correia, da Marinha Portuguesa, e conta com mais de 80 militares e civis, de 12 nacionalidades. O mandato da EUMAM MOZ decorre até Junho deste ano.

Os académicos Ângelo Nhancale e Dionísio Tumbo defendem que o País deve ajustar definitivamente o calendário escolar, para que o arranque das aulas não coincida com a época chuvosa.

O Governo adiou o arranque do ano lectivo de 2026, antes programado para o dia 30 de Janeiro, devido às cheias que tomaram parte das escolas das zonas Sul e Centro do País, algo que acontece quase todos os anos. Tal realidade, segundo Dionísio Tumbo, especialista em Pedagogia e professor universitário na Universidade Pedagógica de Maputo, desafia o País a reajustar em definitivo o seu calendário lectivo.

“A diversidade climática dessas nossas regiões acaba exigindo ou demandando respostas diferenciadas. Então, o Ministério da Educação deveria acompanhar essas mutações climáticas e adequar a sua programação curricular para o maior aproveitamento do tempo curricular nessas zonas diferenciadas.”

Por outro lado, também concordando com o ajuste do calendário, Ângelo Nhancale entende que o sistema semestral pode trazer melhor aproveitamento e sem ajustes improvisados do calendário escolar.

“Temos de repensar o calendário, regressar ao sistema semestral. Em relação ao clima, penso que poderemos ficar menos afectados e, assim, aproveitar mais o tempo seco”, concluiu.

Os pedagogos entendem que as férias prolongadas que estão a ser “oferecidas” às crianças, devido às cheias, podem ter impacto negativo na educação, principalmente na zona rural. Os pesquisadores temem que alunos que se ocupem em actividades lucrativas, durante este período, e não regressem às aulas.

A Federação Moçambicana de Futebol (FMF) confirmou ontem o fim do contrato com o treinador Chiquinho Conde e anunciou um período de reflexão para definir o perfil do próximo selecionador, sem decisões imediatas.

A informação foi avançada pelo vice-presidente da FMF para Estudos, Projectos, Marketing e Relações Públicas, Gervásio de Jesus, após uma reunião da direção executiva realizada na quarta-feira, em Maputo.

Moçambique disputou a fase final da Taça das Nações Africanas de 2025 (CAN2025), pela sexta vez, superando, pela primeira vez, a fase de grupos, mas caindo nos oitavos de final frente à Nigéria.

“Este era um dos pontos essenciais, visava proceder-se à análise, a um balanço, daquilo que foi o desempenho da selecção nacional durante a competição e outros aspectos bastante importantes que têm a ver com as infra-estruturas e também a preparação da participação das nossas seleções nas competições ao nível da Cosafa”, disse o dirigente, em declarações aos jornalistas.

Segundo Gervásio de Jesus, a FMF limitou-se a comunicar ao antigo avançado o termo do vínculo contratual.

“O que a direcção executiva fez foi somente informar ao selecionador nacional sobre a caducidade do contrato de trabalho. Ele foi informado sobre essa matéria e agora aguarda-se pelos passos subsequentes”, explicou.

O responsável frisou que, com o fim do contrato, ambas as partes ficam livres “de tomar alguma posição em relação a este processo”, referindo que não há pressão sobre a decisão de contratação de um selecionador, mas que a FMF vai aproveitar a ausência de competições oficiais nos próximos meses para ponderar o rumo a seguir.

“Estamos conscientes da necessidade de se decidir em torno daquilo que vai acontecer, olhando justamente para o perfil real do seleccionador que se pretende para a seleção nacional, provavelmente, digo eu, o Chiquinho esteja enquadrado nisto, mas não há nenhuma decisão tomada pela direcção quanto a este lugar”, declarou Gervásio de Jesus.

Chiquinho Conde assumiu o comando dos Mambas em Outubro de 2021, sucedendo a Horácio Gonçalves, e conduziu a selecção duas vezes ao CAN.

No CAN 2025, Moçambique conquistou uma vitória histórica frente ao Gabão (3-2), mas foi eliminado após a derrota com a Nigéria (4-0), nos oitavos-de-finais, e dos desaires ainda no Grupo F diante de Costa do Marfim (1-0) e Nigéria (4-0).

Já na qualificação para o Mundial 2026, que vai ser disputado nos Estados Unidos, no Canadá e no México, os Mambas mantiveram-se na luta pelo apuramento até às últimas jornadas, mas falharam o apuramento directo, ao terminar no terceiro lugar do Grupo G, com 18 pontos, atrás de Argélia (25) e Uganda (18).

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