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A intensificação dos ataques contra imigrantes na África do Sul começa a produzir efeitos que ultrapassam a esfera social e política, alimentando preocupações quanto ao impacto sobre o ambiente de negócios, a confiança dos investidores e a capacidade da maior economia africana de atrair capital estrangeiro.

Numa conjuntura marcada por crescimento económico moderado, elevado desemprego, limitações fiscais e necessidade de maior investimento privado, analistas alertam que a deterioração do ambiente de segurança pode agravar a percepção de risco do mercado sul-africano.

Segundo a agência Reuters, economistas e analistas de mercado defendem que a sucessão de manifestações e episódios de violência contra cidadãos estrangeiros poderá reduzir o apetite dos investidores internacionais, sobretudo daqueles que avaliam novos projectos de investimento directo estrangeiro no país.

A consultora sul-africana ETM Analytics advertiu, citada pela Reuters, que os protestos contra imigrantes representam “o principal risco de curto prazo” para os mercados financeiros do país. A instituição considera que a evolução da crise poderá influenciar o comportamento do rand, aumentar a volatilidade dos activos financeiros e afectar as expectativas dos agentes económicos.

O receio surge numa altura em que a África do Sul procura recuperar o dinamismo económico. O país continua a enfrentar uma das mais elevadas taxas de desemprego do mundo, crescimento económico inferior ao potencial e uma necessidade crescente de mobilizar investimento privado para expandir a capacidade produtiva, modernizar infra-estruturas e estimular a criação de emprego.

O investimento directo estrangeiro desempenha um papel estratégico neste processo. Além da entrada de capitais, contribui para a transferência de tecnologia, desenvolvimento de competências, aumento da produtividade e integração das empresas sul-africanas nas cadeias globais de valor.

Entretanto, os sucessivos episódios de violência contra comerciantes e trabalhadores estrangeiros podem afectar um dos factores mais valorizados pelos investidores: a previsibilidade do ambiente de negócios.

A própria reputação internacional da África do Sul começa a sofrer desgaste. De acordo com a Reuters, membros do Governo sul-africano reconhecem que os ataques xenófobos podem comprometer a imagem do país, afectar empresas nacionais que operam noutros mercados africanos e reduzir o seu poder de influência económica no continente.

O Presidente Cyril Ramaphosa condenou os actos de violência e afirmou que “não permitiremos que grupos utilizem as legítimas preocupações da população para promover a violência e a ilegalidade”, reiterando que a aplicação das leis migratórias compete exclusivamente às instituições do Estado.

Embora os mercados financeiros ainda não tenham registado uma reacção expressiva, economistas consideram que a persistência da violência poderá reflectir-se no custo do financiamento, no comportamento da moeda sul-africana e nas decisões de investimento de empresas multinacionais.

A preocupação estende-se igualmente ao comércio regional. A África do Sul é o maior parceiro económico de vários países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), incluindo Moçambique. Qualquer deterioração do seu ambiente económico pode repercutir-se sobre o comércio transfronteiriço, os fluxos de investimento, as remessas dos trabalhadores migrantes e a integração económica regional.

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Alguns economistas saúdam a prorrogação da Lei de Crescimento e Oportunidade para África (AGOA), dos EUA, mas consideram que o impacto directo sobre a economia nacional continua limitado. Alertam, igualmente, que o País deve posicionar-se de forma estratégica face aos condicionalismos associados aos programas norte-americanos, apostando na redução da dependência externa e no reforço da base produtiva interna.

A extensão da Lei de Crescimento e Oportunidade para África (AGOA) volta a colocar Moçambique no radar do comércio preferencial com os Estados Unidos da América (EUA). Ainda assim, economistas nacionais consideram que o impacto real para a economia do País deverá continuar modesto. O consenso entre os economistas moçambicanos é claro: sem base industrial sólida e sem melhorias estruturais, o acesso privilegiado ao mercado norte-americano não se traduz automaticamente em crescimento.

Os Estados Unidos reactivaram a AGOA por mais um ano, fixando o novo prazo até 31 de Dezembro de 2026. A decisão, com efeitos retroactivos a 30 de Setembro de 2025, data em que o mecanismo havia expirado, devolve alguma estabilidade às relações comerciais com cerca de 30 países da África Subsaariana, entre os quais Moçambique.

A renovação foi formalizada através de legislação promulgada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, recentemente, no âmbito de um pacote mais amplo ligado ao financiamento do governo federal. O representante comercial da Presidência dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que a extensão deverá servir de ponto de partida para uma revisão do programa, alinhada com a política “America First”.

“A AGOA, no século XXI, deve exigir mais dos nossos parceiros comerciais e proporcionar maior acesso ao mercado para as empresas, agricultores e pecuaristas dos Estados Unidos”, declarou Greer, sinalizando que Washington pretende maior reciprocidade e benefícios concretos para a economia americana.

Criada em 2000, durante a administração de Bill Clinton, a AGOA permite a exportação de mais de sete mil produtos africanos para os Estados Unidos com isenção de taxas aduaneiras, desde que os países cumpram requisitos ligados à governação democrática, direitos humanos e combate à corrupção.

Apesar do potencial, os números mostram que os ganhos estão concentrados em poucas economias. O volume total de exportações ao abrigo da AGOA, em 2024, situou-se em 8,23 mil milhões de dólares, dos quais metade teve origem na África do Sul e cerca de 20% na Nigéria. Moçambique figura entre os países que pouco tiram proveito do mecanismo, segundo os economistas nacionais.

De acordo com o economista, Constantino Marrengula, as vendas para o mercado americano representam apenas cerca de 2% do total das exportações nacionais. “É um valor muito marginal”, sublinhou.

Para Marrengula, não se deve esperar mudanças substanciais apenas por causa da prorrogação. “Não podemos esperar grandes mudanças em relação ao padrão anterior das exportações. A capacidade produtiva não se transforma de um dia para o outro”, afirmou.

O académico reconhece que poderão surgir pequenas oportunidades adicionais, mas considera que os ganhos continuarão reduzidos. Moçambique exporta para os Estados Unidos sobretudo vestuário, açúcar, tabaco e alguns minerais, produtos que não representam uma alteração estrutural na balança comercial.

Entre os principais entraves apontados estão a fraca industrialização, a limitada transformação de matérias-primas e os custos logísticos elevados. “O nosso sector industrial não estava preparado para responder ao mercado. Houve tempo suficiente para melhor aproveitamento da AGOA, mas faltou organização e estratégia para maximizar as oportunidades”, referiu Marrengula.

A própria posição oficial norte-americana já reconheceu publicamente o baixo nível de utilização do programa por parte de Moçambique. Em intervenções anteriores, diplomatas dos EUA admitiram que apenas aproximadamente 3% das exportações nacionais beneficiavam efectivamente das preferências tarifárias disponíveis, até 2016.

Dados apresentados no âmbito da Estratégia Nacional de Utilização da AGOA indicavam que cerca de um milhão de dólares das exportações moçambicanas usufruíam directamente das isenções, num universo muito mais amplo de trocas comerciais. Na ocasião, representantes americanos chegaram a afirmar que existem “muito mais oportunidades que Moçambique não está a aproveitar”.

Refira-se que este reconhecimento serviu de base para iniciativas de assistência técnica e apoio ao sector privado, com o objectivo de melhorar padrões de qualidade, certificação e capacidade de inserção nas cadeias de valor orientadas para o mercado norte-americano.

Apesar disso, os constrangimentos persistem. Segundo Marrengula, “a logística continua a ser um dos maiores obstáculos. Custos portuários, transporte interno dispendioso e burocracia elevam o preço final dos produtos, comprometendo a competitividade. A questão logística e os custos adicionais de exportação limitaram fortemente o melhor aproveitamento da AGOA”.

No curto prazo, o economista defende que o Governo deve concentrar-se em identificar empresas já exportadoras ou com potencial imediato e criar condições para reduzir entraves administrativos. “É importante apoiar quem já está no mercado americano, sobretudo ajudando a baixar custos logísticos e de exportação. É aí que o Estado pode ter maior impacto”, sugeriu.

Ainda assim, alerta que uma transformação profunda exige tempo. “O processo de mudança estrutural da economia é de médio e longo prazo. Não produzirá efeitos imediatos suficientes para aproveitar plenamente uma prorrogação de apenas um ano.”

Para o economista Firmino Chirrime, a renovação do acordo representa uma oportunidade, mas também reflecte interesses estratégicos dos Estados Unidos. “É uma porta que se abre para o desenvolvimento dos países africanos, mas também responde aos interesses norte-americanos”, afirmou.

Segundo Chirrime, a política comercial americana não abdica da sua posição de vantagem. “Há um significado particular nesta administração marcada pelo princípio ‘America First’, que não pretende abdicar da sua hegemonia nem dos seus ganhos nas relações com África.”

O economista entende que a AGOA pode contribuir para sectores prioritários como educação, reforço institucional, agro-indústria e resiliência climática. Contudo, defende uma visão estratégica orientada para a auto-suficiência. “Mais do que abrir uma janela, é preciso que essa janela nos conduza à independência económica. Não podemos depender eternamente de programas externos para crescer.”

Num contexto internacional cada vez mais competitivo e condicionado por interesses geopolíticos, os analistas defendem uma revisão crítica dos acordos anteriores, identificando falhas e corrigindo fragilidades, sobretudo com os  crescentes cortes de programas norte-americanos, nos últimos tempos.

A meta, afirmam os economistas, deve ser fortalecer a capacidade produtiva nacional e melhorar o posicionamento negocial do País.

Os presidentes da FIFA, Gianni Infantino, e da UEFA, Aleksander Ceferin, manifestaram, ontem, satisfação pelo acordo estabelecido com o Real Madrid, cujos princípios servirão para resolver os litígios jurídicos relacionados com a criação da Superliga europeia de futebol.

O Real Madrid anunciou, nesta quarta-feira, ter alcançado um “acordo de princípio” com a UEFA e a European Football Clubs (EFC), com vista à resolução das disputas relacionadas com o projecto da Superliga Europeia, colocando assim um ponto final num processo que se arrastava desde 2021.

Em comunicado divulgado através dos canais oficiais, o clube espanhol refere que o entendimento foi alcançado “após meses de discussões conduzidas no melhor interesse do futebol europeu” e que tem como objectivo o “bem-estar do futebol europeu a nível de clubes”, sublinhando o respeito pelo princípio do mérito desportivo, a sustentabilidade financeira a longo prazo e a melhoria da experiência dos adeptos através da tecnologia.

Segundo a nota, o acordo de princípio permitirá igualmente resolver os litígios judiciais associados à Superliga Europeia, desde que os princípios agora estabelecidos venham a ser formalmente executados e implementados. O Real Madrid não detalha, contudo, os termos concretos do entendimento alcançado.

O anúncio surge poucos dias depois de o Barcelona ter comunicado a desistência formal do projecto, deixando o clube madrileno como o último dos promotores iniciais ainda ligado à iniciativa.

O acordo agradou as lideranças da FIFA e da UEFA, que consideram uma decisão bem tomada por parte do Real Madrid, para o bem do futebol europeu.

“Ontem [quarta-feira] tomámos conhecimento das notícias fantásticas sobre o acordo entre a UEFA, a EFC [Associação dos Clubes Europeus de Futebol] e o Real Madrid. O futebol ganha quando está unido”, disse Infantino, durante o 50.º Congresso da UEFA, em Bruxelas.

Ceferin assinalou que “todos estão cansados de confrontos” e que “o único vencedor [com o acordo] foi o futebol”: “Tivemos alguns desentendimentos com o presidente do Real Madrid, mas nunca deixámos de nos respeitar e nunca perdemos o amor pelo futebol”, observou o presidente da UEFA.

O Real Madrid e o promotor da Superliga, a A22 Sports Management, ameaçavam reclamar judicialmente mais de quatro mil milhões de euros em indemnizações à UEFA, organismo que tutela o futebol europeu, acusando-a de ter inviabilizado o projecto em 2021.

Em Dezembro de 2023, o Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) determinou que a UEFA abusava da sua posição dominante no mercado das competições europeias de clubes, violando o Direito da Concorrência da União Europeia.

No seu acórdão, confirmado em Outubro último pela Audiência Provincial de Madrid, o TJUE exigiu à UEFA a abertura do mercado a terceiros organizadores, como a A22.

Em 2025, a A22 solicitou formalmente à UEFA o reconhecimento da Liga Unify, a sua proposta para novas competições europeias, ajustada aos “requisitos estabelecidos pelo acórdão do TJUE”, num processo negocial que decorreu durante sete meses (entre Março e Setembro de 2025), o que a empresa interpretou como “um esforço para alcançar uma solução global e cooperativa para os litígios em curso” com a UEFA.

No sábado, os catalães, em período eleitoral, com Joan Laporta a tentar a recandidatura, anunciaram que notificaram “formalmente” a Superliga Europeia e os clubes envolvidos sobre a desistência do projecto, que juntava 12 dos maiores emblemas do Velho Continente.

Além do Real Madrid e do FC Barcelona, o projecto foi igualmente assumido, a 18 de Abril de 2021, pelos também espanhóis do Atlético de Madrid, pelos ingleses do Arsenal, Chelsea, Manchester City, Liverpool, Manchester United e Tottenham, e pelos italianos do AC Milan, Inter e Juventus.

A competição, de elite, seria disputada em circuito semifechado, concorrente da Liga dos Campeões, organizado pela UEFA.

A reacção enérgica do mundo do futebol e o repúdio dos mais variados quadrantes da sociedade e até dos governos de vários países levaram a que, três dias após o anúncio, perante a oposição dos próprios adeptos, apenas Real Madrid, FC Barcelona e Juventus se mantivessem no projecto.

A UEFA decidiu fazer um exemplo dos dissidentes e, em Maio de 2022, anunciou a aplicação de pesadas multas – agravadas no caso dos três clubes que ainda se mantinham fiéis à Superliga –, empurrando a Juventus para fora da iniciativa, apesar de o afastamento apenas ter sido consumado em 2023.

Rene Meulensteen trabalhou de perto com Cristiano Ronaldo, no Manchester United, na qualidade de treinador-adjunto do ‘eterno’ Sir Alex Ferguson, e, nesta quinta-feira, em declarações prestadas ao portal Goal, não escondeu que veria com bons olhos a possibilidade de Cristiano Ronaldo vir a deixar o Al Nassr para se juntar a Lionel Messi, no Inter Miami.

“Quem não quereria ver?”, questiona Rene Meulensteen, que trabalhou de perto com Cristiano Ronaldo, no Manchester United, e o encoraja a trocar o Al Nasse pelo Inter Miami, de Lionel Messi e companhia. 

“Jogar ao lado de Lionel Messi, no Inter Miami? Seria incrível. Honestamente, seria óptimo. Seriam os jogos com mais venda de bilhetes, todas as semanas. Quem não quereria ver isso? Desde que tenhas o equilíbrio certo, para garantir que, quer o Cristiano, quer Messi, ainda podem jogar ao seu melhor nível…”, começou por afirmar.

“É entusiasmante só de pensar nisso. Seria o maior interesse da história do futebol, se conseguissem concretizá-lo, isso é certo”, completou o neerlandês, de 61 anos de idade, que, desde o passado ano civil de 2025, desempenha o papel de ‘braço direito’ de Graham Arnold, na principal selecção do Iraque.

As palavras de Rene Meulensteen surgem num momento em que Cristiano Ronaldo atravessa uma fase particularmente delicada, no Al Nassr, clube com o qual renovou contrato, há, sensivelmente, meio ano, até Junho de 2027… e com o qual acabou por entrar em ‘rota de colisão’, recentemente.

O madeirense ‘bateu o pé’ ao Fundo de Investimento Público (PIF) da Arábia Saudita, na sequência de um mercado de transferências de inverno no qual a formação na qual milita recebeu apenas Haydeer Abdulkareem, e o Al Hilal Karim Benzema, Kader Meité, Simon Bouabré, Murad Al-Hawsawi, Rayan Al-Dossary, Sultan Mandah e Pablo Marí.

O internacional português entende que há um tratamento desigual entre os clubes que estão sob a alçada deste organismo, motivo pelo qual recusou ir a jogo nas duas últimas partidas do campeonato saudita, que culminaram em triunfos sobre o Al-Riyadh (por 0-1) e o Al-Ittihad Jeddah (por 2-0).

No entanto, tudo aponta para que o jogador formado no Sporting venha a reintegrar a lista de convocados elaborada pelo compatriota Jorge Jesus já na deslocação ao Prince Abdullah bin Jalawi Stadium, para o duelo diante do Al-Fateh, já no sábado.

Lionel Messi, por seu lado, vive um momento bem mais tranquilo, no Inter Miami, visto que, primeiro, conquistou o título de campeão dos Estados Unidos da América, e, depois, renovou o contrato que o liga ao clube até ao final do ano civil de 2028, para colocar um ponto final nas dúvidas em torno do futuro.

Ainda que o argentino e o português mantenham uma das mais intensas rivalidades de que há memória, no futebol mundial, a verdade é que ambos sempre deixaram bem claro que, no plano pessoal, a relação está bem e recomenda-se, pelo que, à partida, não se oporiam à ideia de partilharem balneário, no Inter Miami.

A temporada de 2026 da MLS, recorde-se, arranca já no fim-de-semana de 21 e 22 de Fevereiro. Já o mercado de transferências permanece aberto até ao dia 25 de Março.

O Município de Nampula através do pelouro de Salubridade, está a reforçar as operações de limpeza e saneamento no Mercado de Waresta, com ações intensivas de recolha de resíduos sólidos e remoção de lixeiras informais.

A iniciativa visa garantir melhores condições de higiene naquele importante centro de comércio, sobretudo neste período chuvoso, quando o acúmulo de lixo favorece a proliferação de doenças.

Com o apoio de maquinaria pesada e equipas de salubridade, grandes quantidades de resíduos orgânicos, lama e detritos estão a ser retiradas das vias de acesso e das áreas de venda, permitindo maior circulação de pessoas e mercadorias.

Segundo as autoridades municipais, a medida é preventiva e tem como principal objetivo reduzir riscos de doenças de origem hídrica, como cólera, diarreias e malária, frequentemente associadas ao saneamento inadequado durante a época chuvosa.

O município apela ainda aos vendedores e munícipes para colaborarem, depositando o lixo nos locais apropriados e mantendo o mercado limpo, de modo a preservar a saúde pública e o bem-estar colectivo.

A cidade de Tete dispõe de cerca de 20 quilómetros de sarjetas obsoletas, uma situação que já provocou vários acidentes de viação e não só. Os munícipes de Tete pedem a intervenção da edilidade para a resolução do problema e o Serviço Municipal de Saneamento de Tete diz estar a equacionar uma intervenção nas sarjetas degradadas, visando a sua reabilitação ou substituição.

A cidade de Tete dispõe de cerca de 20 quilómetros de rede de sarjetas em estado obsoleto, uma situação que preocupa as autoridades e a população, devido aos riscos que representa para a circulação rodoviária e para a segurança pública.

E são vários os acidente que ocorreram devido a degradação dessas sarjetas, com o último deles provocado pela queda de um camião. É que o abatimento da sarjeta originou um buraco de grandes dimensões na faixa de rodagem, originando um acidente na noite de segunda-feira, quando um camião caiu no buraco provocado pelo colapso da sarjeta, causando constrangimentos à circulação automóvel.

Cidadãos contam que com este acidente fica difícil a circulação de pessoas e viaturas, dificultando a mobilidade, tal como disse Marcos Ricardo, que considera uma situação inusitada o acidente acontecido na segunda-feira.

Marcos Ricardo foi secundado por Celito, automobilista, que disse ser complicado usar a via devido ao corte da estrada provocado pelo camião tombado no burraco provocado pela sarjeta.

Passados três dias desde a ocorrência do acidente, a viatura envolvida ainda não foi removida do local. O mais grave, segundo alguns munícipes ouvidos no local, é a ausência de sinalização de perigo, situação que mantém elevados os riscos para automobilistas e peões que diariamente utilizam aquela artéria.

“Era importante que, pelo menos, colocassem alguma sinalização para evitar mais acidentes, uma vez que, de noite, pode vir outro automobilista e chocar com este camião tombado”, disse Marcos Ricardo.

Entretanto, o Serviço Municipal de Saneamento de Tete (SEMUSATE) reconhece que as sarjetas existentes já ultrapassaram o seu tempo útil de vida. Face a este cenário, o SEMUSATE refere que está a equacionar uma intervenção nas sarjetas degradadas, visando a sua reabilitação ou substituição.

“É uma situação complicada esta e precisamos encontrar soluções o mais rápido possível. Neste momento, como edilidade, estamos a ver qual seria a melhor opção, entre a substituição e a reabilitação, mas certamente a melhor opção será tomada, para evitar estes acidentes”, disse Patson Bernardo, do Serviço Municipal de Saneamento de Tete.

Para já, o Serviço Municipal de Saneamento de Tete continua empenhado em acções de manutenção e limpeza das valas de drenagem, como forma de manter as valas funcionais para o escoamento das águas residuais, nesta época chuvosa.

A edilidade continua focada na abertura de mais valas para que ao nível dos bairros não haja água estagnada, uma acção que visa prevenir doenças de origem hídrica.

Teresa Bettencourt participou, no fim-de-semana, num evento oficial de clube no circuito de Zwartkops, prova integrada no calendário do RKC e utilizada como preparação para a 1ª ronda do Campeonato Regional.

A  jovem piloto da Rasteirinho Racing Team compete neste ano pela primeira vez na categoria Micro Max, após ter alinhado na classe Bambino na época passada.

A transição entre estas duas categorias representa um dos saltos mais exigentes do karting de formação, implicando maior potência, velocidades superiores e uma exigência física e estratégica significativamente mais elevada.

Apesar de se encontrar em fase de adaptação, Teresa Bettencourt demonstrou, desde o início do evento, um nível de competitividade muito encorajador. Na sessão de qualificação, jovem a piloto assegurou o terceiro melhor tempo, posicionando-se imediatamente entre os pilotos mais rápidos do pelotão.

Na Corrida 1, terminou na 4ª posição, mantendo-se sempre inserida no grupo da frente. Na Corrida 2, alcançou um expressivo 2º lugar, resultado que comprova a sua rápida adaptação à nova categoria e capacidade para lutar directamente pelas posições de pódio. Na Corrida 3, uma situação em pista comprometeu o resultado final, impedindo-a de capitalizar o ritmo demonstrado ao longo do dia.

Em termos de performance pura, Teresa Bettencourt foi o 3ª piloto mais rápido da prova, registando uma volta de 48.163 segundos, confirmando que já apresenta andamento ao nível dos principais protagonistas da categoria.

Este dado reforça o enorme potencial demonstrado nesta fase inicial de adaptação à Micro Max.

No conjunto das três mangas, Bettencourt concluiu o evento na 5ª posição da classificação geral, num pelotão altamente competitivo, deixando indicações muito positivas para o arranque oficial do Campeonato Regional.

A primeira prova futebolística provincial arranca neste sábado, na Cidade de Maputo, com a disputa do torneio de abertura, também conhecido como Campeonato da Cidade ou mesmo Liga Jogabets. São 12 equipas que vão corporizar a prova, divididas em duas séries de seis cada, com três jogos por jornada.

É já neste sábado que a bola começa a rolar na Cidade de Maputo, com o arranque da Liga Jogabets, a prova que marca a abertura das competições na capital do País. Trata-se de uma prova que será disputada por 12 equipas, uma redução em duas equipas em relação à prova do ano passado, que foi disputada por 14 equipas.

Vale isto dizer que, das 14 equipas que estiveram em prova na Liga Jogabets, a União Desportiva do Zimpeto e o Ferroviário das Mahotas não vão competir neste ano, com a formação do bairro do Zimpeto a anunciar que não vai disputar nenhuma prova neste ano, enquanto os “locomotivas” das Mahotas ainda não estão preparados para as competições deste ano.

Assim, o sorteio realizado na terça-feira definiu que a Série A será composta pelo finalista vencido da edição passada e cabeça-de-série deste ano, o Maxaquene, agora promovido ao Moçambola, juntamente com a Black Bulls, equipa que milita no Moçambola, a Liga Desportiva de Maputo, o Mahafil, o Estrela Vermelha e o Vulcano, todas da segunda divisão.

Pela Série B, o sorteio colocou o vencedor da edição passada, o Ferroviário de Maputo, que também foi cabeça-de-série, o Costa do Sol, as Águias Especiais, o Ntsondzo, o Desportivo e o Matchedje.

Para o arranque da Liga Jogabets, a Série A reserva um sensacional embate entre a Liga Desportiva de Maputo e o Maxaquene, duas equipas que protagonizaram despiques interessantes no ano passado, quando ambas estavam na segunda divisão.

Nos dois jogos do campeonato da cidade, as duas equipas dividiram pontos com vitória para cada lado, no jogo que cada equipa fez em casa, terminando a prova com os “tricolores” na liderança e a Liga na terceira posição.

Já o Mahafil recebe o Vulcano, enquanto a Black Bulls terá pela frente o Estrela Vermelha de Maputo, segundo classificado da segunda divisão da Cidade de Maputo do ano passado.

Pela série B, o detentor do troféu, Ferroviário de Maputo, inicia a defesa do título defrontando o Ntsondzo, equipa que foi sensação na segunda divisão do ano passado, na Cidade de Maputo, enquanto o Desportivo terá pela frente as Águias Especiais.

Por seu turno, o Costa do Sol medirá forças com o Matchedje.

A prova será disputada em uma única volta, com as duas primeiras equipas melhores classificadas de cada série a apurarem-se às meias-finais, que serão disputadas no sistema cruzado, com o primeiro da série A a defrontar o segundo da série B e o segundo da série A a defrontar o primeiro da série B.

Os vencedores dos jogos das meias-finais disputam o troféu e o prémio de 300 mil meticais, enquanto os derrotados disputam o terceiro lugar.

O Presidente francês pediu, esta quinta-feira, para a União Europeia tomar “decisões concretas” sobre a competitividade e o mercado único até Junho, considerando que deve avançar-se com parcerias entre grupos restritos de países, caso os 27 não cheguem a acordo.

Em declarações aos jornalistas à entrada para o retiro informal dos líderes da UE, aonde chegou acompanhado pelo chanceler alemão, Friedrich Merz, Emmanuel Macron defendeu que a “Europa deve agir muito claramente” para aumentar a competitividade da sua economia.

“O diagnóstico está feito – com os relatórios Draghi e Letta – e estamos a ser muito pressionados [para agir], com uma pressão muito forte da China, tarifas a serem-nos impostas pelos Estados Unidos e ameaças de medidas coercivas. Tudo isso requer uma reação”, sustentou, citado pelo Noticias ao Minuto, antes de entrar no castelo de Alden Biesen, onde decorre o retiro.

Para o chefe de Estado francês, a prioridade da UE deve ser tomar decisões “a muito curto prazo” nas matérias em que já há consenso, designadamente a nível de “simplificação [de burocracias], aprofundamento do mercado único, questões energéticas e de financiamento”.

Ao lado de Merz, Macron referiu ainda haver um “acordo franco-alemão muito forte sobre a união dos mercados de capital”.

Além destas questões de curto prazo, o Presidente francês considerou ainda que a UE deve ter como prioridade “continuar a diversificar” as suas parcerias a nível mundial, adotar medidas de preferência europeia em “alguns sectores críticos e ameaçados” e “continuar a financiar a inovação, com financiamento público e privado”.

“Vamos avançar nesses aspectos e o importante é que andemos rápido e que tomemos decisões muito concretas até Junho. Em Junho, veremos onde é que estamos e, se em alguns aspectos não conseguirmos avançar a 27, então decidirmos avançar no âmbito de cooperações reforçadas”, afirmou.

As cooperações reforçadas são um mecanismo que permite que um conjunto de pelo menos nove Estados-membros decida avançar com parcerias em áreas específicas, caso não se alcance um acordo entre os 27 Estados-membros da UE.

Por sua vez, o chanceler alemão Friedrich Merz também defendeu que é preciso garantir que a UE tem uma “indústria competitiva na Europa” e disse haver um acordo entre a França e a Alemanha sobre estas matérias.

“Espero que hoje demos um passo em frente, sem tomarmos decisões, mas preparando as decisões que serão tomadas daqui a quatro semanas, quando nos reunirmos para a próxima cimeira do Conselho Europeu, em Bruxelas”, em Março, disse.

Também em declarações à entrada para este retiro, o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, considerou que uma eventual adesão da Ucrânia à UE em 2027 não passa de “belos sonhos”.

Questionado sobre como é que acha que a UE deve aumentar a sua competitividade, Orbán defendeu que, “primeiro, é preciso acabar com a guerra, porque a guerra é má para os negócios”.

“Segundo, se precisas de dinheiro para competires, não o dês a outras pessoas. Por isso, não envies o teu dinheiro para a Ucrânia. Em vez disso, devias investi-lo na tua própria economia. Terceiro, reduzir o preço da energia. É assim tão simples, não é complicado”, disse citado pelo Noticias ao Minuto.

Os líderes da União Europeia (UE), sem o primeiro-ministro português, reuniram-se esta quinta-feira num retiro na Bélgica para discutir como aumentar a competitividade e o crescimento económico comunitário, quando se fala numa Europa a duas velocidades na cooperação financeira.

Os residentes de Joanesburgo protestam contra semanas sem água nas torneiras, um cenário que gera frustração nos manifestantes, que pedem que a crise seja declarada um desastre nacional.

Há quase um mês  residentes em Joanesburgo, uma das principais cidades da África do Sul, com mais de 6 milhões de habitantes, estão com torneiras secas. Este cenário gera indignação nos moradores pelo que, saíram às ruas, exigindo ação urgente das autoridades municipais.

Os manifestantes dizem que o abastecimento de água tem sido pouco fiável durante semanas, com algumas famílias a relatar cenário de pouca ou nenhuma água a jorrar nas torneiras desde dezembro de 2025.  Alguns Subúrbios têm sido muito afectados.

Em meio a crescente indignação, o presidente da Câmara de Joanesburgo, Dada Morero, afirmou que as autoridades estão a trabalhar com as comunidades para estabilizar o abastecimento e evitar cenários piores.  

Os manifestantes estão agora a pedir que a crise seja declarada um desastre nacional, uma medida que, segundo eles, desbloquearia financiamento de emergência, conhecimento técnico e recursos necessários para reparar a infraestrutura hídrica envelhecida e sobrecarregada da cidade.

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