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O País – A verdade como notícia

O Supremo Tribunal da Índia decretou, esta quinta-feira, que uma rapariga de dez anos que engravidou depois de, alegadamente, ter sido violado pelo seu tio, durante vários meses, não vai poder abortar, avançou o Noticias ao Minuto.

Na Índia, o aborto é proibido a partir das 20 semanas de gravidez, a não ser que relatórios médicos deem indicações em contrário, ou confirmem que a vida da mãe possa estar em risco.

O motivo invocado pelo tribunal prende-se com o facto de a gravidez já estar demasiado avançada, pelo que seria “demasiado arriscado” para a rapariga.

A gravidez da menina de dez anos foi descoberta há duas semanas, depois de esta ter-se queixado de dores no estômago aos seus pais, que a levaram de imediato para o hospital.

Foi pedido a vários médicos que avaliassem o caso da rapariga, para apurar do ponto de vista clínico, se a menina corre ou não perigo de vida.

 

Uma babá do estado norte-americano de Ohio declarou-se, hoje, culpada de homicídio involuntário, depois de ter dado uma dose fatal de um medicamento a um bebé de oito meses de idade com a intenção de o adormecer, avança o Independent, citado pelo Notícias ao Minuto.

O caso ocorreu em Maio do ano passado mas só agora foi a julgamento. Lori Conley, de cerca de 40 anos, declarou-se ainda culpada de ocultação de provas e de colocar em perigo a vida de crianças, com relação ao mesmo caso.

O bebé ingeriu uma dose para adultos de um medicamento recomendado para o tratamento de alergias que é conhecido por causar sonolência. Quando se apercebeu de que a criança estava desmaiada, a acusada levou-a ao hospital. Mas o menino acabaria por morrer devido a excesso de dosagem.

A mulher incorre numa pena de prisão que pode chegar aos 17 anos.

A explosão aconteceu pouco antes das 7h (4h30 em Moçambique) numa rua, no Distrito Policial 3, no Oeste da capital afegã, disse à agência EFE a porta-voz do Ministério do Interior, Najib Danish.

Apesar de o local onde a explosão aconteceu estar próximo de uma área residencial onde vivem dirigentes do Governo afegão, o atentado afectou sobretudo lojas e estabelecimentos. Assim, segundo Danish, três veículos e 15 lojas foram gravemente danificados pela explosão.

O atentado foi reivindicado pelos talibãs, e, segundo eles, o atentado era dirigido aos membros dos serviços secretos.

O objectivo era atingir dois minibus com interrogadores dos serviços secretos afegãos, disse o porta-voz dos talibãs, Zabihullah Mujahid, num comunicado.

A agência de informação Directório Nacional de Segurança rejeitou a versão dos talibãs, ao afirmar que o departamento "não utiliza autocarros para transportar os seus funcionários".

Este é o atentado mais grave em Cabul desde 31 de Maio, quando um camião carregado de explosivos causou 150 mortos e mais de 300 feridos.

A manifestação realizada ontem, na Venezuela, contra o governo do Presidente Nicolás Maduro, terminou em confrontos com as forças de segurança, que causaram diversos feridos e impediram os populares de chegar à sede do Supremo Tribunal.

A oposição tinha anunciado querer manifestar apoio aos 33 juízes nomeados sexta-feira pelo parlamento para o Supremo Tribunal de Justiça a fim de substituir outros 33 magistrados daquele tribunal, acusado de servir o Governo e que, segundo a oposição, foram nomeados irregularmente.

Um dia após a nomeação, um juiz foi detido. O presidente do parlamento onde a oposição detém a maioria, condena a detenção arbitrária pelos serviços de segurança do magistrado eleito constitucionalmente.

Os confrontos resultaram em diversos feridos, tendo o incidente mais grave ocorrido com um fotojornalista que foi espancado pela polícia militar. Mais quatro elementos da imprensa ficaram feridos por disparos, enquanto cobriam uma manifestação
Outro ferido na manifestação foi um violinista que foi atingido por um tiro na cara.

Alguns participantes na manifestação responderam, atirando pedras aos militares que dispararam balas e lançaram bombas lacrimogéneas para os obrigar a abandonar o local.

Na Venezuela, as manifestações a favor e contra Maduro intensificaram-se desde 1 de Abril, depois do Supremo Tribunal ter divulgado duas sentenças, que limitam a imunidade parlamentar e em que aquele organismo assume as funções do parlamento.

A 1 de Maio, Maduro anunciou a eleição de uma Assembleia Constituinte para alterar a Constituição, o que intensificou os protestos. Para a oposição, a Assembleia Constituinte vai acabar com a democracia no país e impor um regime comunista ao estilo de Cuba.

Os protestos contra Maduro já provocaram 100 mortos desde o início de Abril, segundo anunciou o Ministério Público venezuelano.

 

Milhares de brasileiros saíram às ruas, ontem, para manifestar contra a condenação do antigo presidente Luís Inácio Lula da Silva, escreve a imprensa brasileira. O acto também pedia eleições directas para a Presidência da República.

Em São Paulo, a manifestação foi convocada pela Central Única dos Trabalhadores e também pedia eleições diretas para a Presidência da República e era contra a implementação da reforma trabalhista.

Além da Central Única dos Trabalhadores, participaram do acto diversas entidades sociais e sindicais, como a Frente Povo Sem Medo, Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, os sindicatos dos Professores da Rede Estadual e da Municipal e partidos de esquerda. Lula da Silva também se fez presente e voltou a se defender das acusações a que responde na justiça.

O ex-presidente é acusado de receber o apartamento da construtora OAS como propina por contratos na Petrobras. Lula foi condenado a 9 anos e seis meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo da Lava Jato. A Central Única dos Trabalhadores também convocou protesto em outras cidades do país.

A oposição convocou para esta quinta-feira (20) uma greve geral no intuito de aumentar a pressão contra a iniciativa do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, de convocar uma Assembleia Constituinte. A agência Reuters, citada pelo Globo, afirma que as ruas do país amanheceram vazias e com barricadas. As empresas aderiram à paralisação.

"Começou bem. Não há movimento, tudo está fechado, todos precisamos fazer o nosso melhor para se livrar desse tirano", disse um manifestante que estava em uma via central de Caracas, que estava sem tráfego, ainda de acordo com a Reuters.

A greve acontece dias após o plebiscito simbólico em que 98,4% dos mais de sete milhões de participantes votaram contra o governo e pedirem eleições antecipadas.

O processo de convocar uma constituinte, criticado pela oposição e pela comunidade internacional, na prática, vai estender o mandato de Maduro.

A oposição anunciou que formará um governo de transição caso Maduro não desista da convocação da votação para eleger a assembleia constituinte, prevista para acontecer em 30 de Julho. Nesta ocasião, os eleitores elegerão 545 representantes para redigir uma nova Carta Magna para o país.

O presidente venezuelano enfrenta uma onda de protestos, que começou em Abril, e já matou quase 100 pessoas. Na terça-feira, o Ministério Público da Venezuela informou que investiga a morte de um homem identificado como Héctor Anuel, que foi queimado durante uma manifestação no estado de Anzoategui.

Emmanuel Macron enfrenta, com a demissão do chefe do exército francês, a primeira crise política do seu mandato. Um dia após a demissão do chefe de estado-maior do exército, o presidente francês visitou uma base área no sul de França, citou o Euronews.

A visita do presidente é vista como uma tentativa de mostrar o apoio às forças armadas, apesar da redução do orçamento da defesa, um corte que levou à demissão, inédita em França, do mais alto responsável militar do país.
O presidente francês pretende reduzir o orçamento da defesa para dois por cento do PIB e afirma que a redução não terá impacto no número de soldados no terreno.
Na sequência dos atentados de 2015, as forças armadas francesas mantêm mais de 10 mil militares espalhados pelo país.
 

Especialistas defendem que Donald Trump enfraqueceu liderança norte-americana na comunidade internacional, criada no final da 2a guerra mundial.

Desde que assumiu a presidência dos EUA, a 20 de Janeiro, Donald Trump enfraqueceu a liderança norte-americana da comunidade internacional, que vigorava desde o final da 2a guerra mundial.

“Apesar de estar no poder desde 20 de Janeiro, Trump já alterou a situação internacional, ao comprometer a influência americana perante outros países, reduzindo a liderança americana e enfraquecendo as regras que fundam a ordem liberal”, disse Joseph Nye, professor universitário em Harvard e considerado um dos académicos mais influentes na política internacional norte-americana.

Joseph Nye disse que esta degradação aconteceu com a retirada do Acordo de Paris, a retirada do apoio a acordos de comércio multilaterais e com as constantes ameaças de novas tarifas contra países com balança comercial positiva.

Howard Dean, ex-candidato à presidência dos EUA e hoje professor na Universidade de Yale, disse à agência Lusa que Donald Trump já mudou muito na comunidade internacional e que os EUA perderam muita liderança e autoridade moral que tinham. ”Os parceiros dos EUA não confiam em Trump e acham que não podem confiar num país sob a sua liderança”, disse o especialista.

Foram detectados, entre os dias 3 e 9 de Julho, 18.100 novos casos de febre aftosa em três mil centros médicos japoneses, mais sete mil do que na semana anterior, disse o porta-voz do instituto de doenças infecciosas japonês.

As cidades mais atingidas são as de Tottoti, Miyazaki, Shiga e Kochi.

Segundo a “Lusa”, especialistas advertem que o surto poderá alcançar os níveis de 2011, quando foi registada a maior incidência desta doença. 

A febre aftosa humana, também conhecida como a doença das mãos, pés e boca, é uma doença altamente contagiosa, causada por um vírus, e caracteriza-se por erupções cutâneas naquelas três partes do corpo. A maioria dos afectados tem entre um e dois anos de idade. Os seus sintomas são dores de cabeça, febres, sinais de intoxicação, dores musculares e diminuição de apetite.

Até ao momento não existe nenhuma vacina ou tratamento específico para a doença.
 

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