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O País – A verdade como notícia

O presidente do Ruanda, Paul Kagame, foi reeleito para um terceiro mandato com cerca de 99% dos votos, escreve a Euronews.

Kagame, que dirige o Ruanda desde o genocídio de 1994, deverá assim ficar no poder até 2024 depois de ter assumido oficialmente a presidência em 2000.

Recorde-se que Kagame alterou a constituição para poder exercer um novo mandato.

A mais do que esmagadora vitória suscita suspeita sobre a justiça do processo eleitoral já que não existe oposição forte e pelo facto de várias organizações – como a Amnistia Internacional e a Human Rights Watch – denunciarem um clima de terror e de silenciamento dos dissidentes.

Nestas eleições, as terceiras desde o genocídio de 1994, os adversários políticos recolheram menos de 1 por cento das votações.

Mas uma observadora do Conselho de Negócios do Mercado Comum da África Oriental e Austral anunciou que as eleições foram muito “seguras”, sem qualquer clima de medo.

Ataque à base militar na Venezuela causa vários feridos
O vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV, no poder), Diosdado Cabello, disse hoje que houve um ataque "terrorista" a uma base militar controlada por tropas leais ao governo, acrescentando que várias pessoas foram detidas.

De acordo com a Lusa, citada por Notícias ao Minuto, Cabello relata, via Twitter, que "as tropas agiram rapidamente para controlar a situação na base de Paramacay", situada no estado Carabobo (Centro-Norte) da Venezuela.

Num vídeo divulgado, é possível ver um grupo de cerca de 20 homens vestidos de soldados, empunhando armas de assalto, comandados por alguém que se identificou como "Capitão Juan Caguaripano" e "Comandante da Operação David Carabobo", que declarou "uma rebelião" contra "a tirania assassina de Nicolás Maduro", acrescenta a agência de notícias espanhola EFE.

 

As assembleias de voto no Ruanda registam longas filas de eleitores logo que os locais de voto foram abertos, mas em outros pontos as pessoas já esperavam a abertura das urnas desde as primeiras horas da madrugada.
Paul Kagame, actual presidente é apontado como o candidato favorito sendo que espera conseguir um apoio superior a 90 por cento.
A polícia montou um forte dispositivo de segurança na capital do Ruanda e os estabelecimentos comerciais encontram-se encerrados, apesar de não se antecipar qualquer situação irregular.
De acordo com os dados da Comissão Eleitoral, 6,8 milhões de cidadãos vão exercer o direito de voto, mais de um milhão de votantes em relação às eleições de 2010, ano em que Kagame venceu as presidenciais com 93 por cento dos votos, renovando seu mandato que iniciou em 1994, logo que ele pôs fim ao genocídio que custou a vida a quase um milhão de tutsis e hutus em apenas 100 dias.
Os mais de 44 mil ruandeses residentes no estrangeiro já exerceram o direito de voto, ontem. Em Maputo, cerca de 250 ruandeses exerceram o direito de voto.
Kagame, agora com 59 anos, reclamou já a vitória, assegurando aos seus apoiantes, num evento, em Julho, que o vencedor das eleições já é conhecido desde 2015, quando o referendo sobre a Constituição lhe abriu o caminho para poder manter o poder até 2034.
Os outros candidatos são Frank Habineza, líder do Partido Verde Democrático do Ruanda e o independente antigo jornalista Phillippe Mpayimana.
É possível que os primeiros resultados comecem a ser divulgados na noite de hoje.

 

Temer só poderá ser processado pela prática do suposto crime de corrupção passiva quando deixar a Presidência
A votação, que impediu a denúncia de corrupção contra o Presidente brasileiro, terminou com 263 votos a favor do arquivamento, 227 votos contra e 21 abstenções e ausências.

Michel Temer declarou que diante da decisão, pretende seguir em frente com as acções necessárias para concluir o trabalho que o Governo começou há pouco mais de um ano.

Agora, Michel Temer só poderá ser processado pela prática do suposto crime de corrupção passiva denunciado pelos executivos da JBS quando deixar a Presidência do Brasil.

Michel Temer foi formalmente acusado pela Procuradoria-Geral em Junho, depois de dirigentes do grupo JBS, maior processadora de carnes do mundo, terem assinado um acordo com a Justiça no qual confessaram crimes em troca de um perdão judicial.

Um dos accionistas maioritários da JBS, o empresário Joesley Batista, também entregou a gravação áudio de uma conversa que teve com o Presidente em Maio na qual os dois combinam supostamente o pagamento de suborno para silenciar o ex-deputado Eduardo Cunha, condenado por envolvimento nos desvios cometidos na petrolífera brasileira Petrobras.

 

 

José Eduardo dos Santos deve manter o controlo nos bastidores quando deixar de ser Presidente de Angola, este mês, depois de quase quatro décadas no poder", escreve a agência de informação financeira Bloomberg, citada pelo Notícias ao Minuto, num artigo dedicado à maneira como o chefe de Estado angolano está a gerir a saída da Presidência, cargo que ocupa desde 1979.

"Dos Santos não tem qualquer intenção de largar o poder", disse o analista da NKC African Economics Gary van Staden, na Cidade do Cabo, à Bloomberg, acrescentando que o objetivo é "manter bem colocadas as alavancas que garantem o poder, assegurando-se que os seus amigos das forças de segurança ficam nos seus postos e que ele fica protegido".

No artigo, a Bloomberg escreve que José Eduardo dos Santos, agora com 74 anos, liderou o país durante a guerra civil e deixou Angola no topo dos maiores produtores de petróleo em África, mas também nos índices que denunciam a corrupção e o nepotismo.

"A família do Presidente e os seus aliados acumularam fortunas enquanto mais de metade da população de 27 milhões continua a agonizar na pobreza", diz a agência de informação financeira, exemplificando com a fortuna de 2,3 mil milhões de dólares atribuída a Isabel dos Santos, filha do Presidente e a mulher mais rica de África, segundo o Índice de Bilionários da Bloomberg.

Apesar das críticas aos negócios feitos pelo Presidente e pela sua família, "dos Santos não deverá ser julgado por qualquer irregularidade", já que no final de Junho, o Parlamento garantiu-lhe um lugar no Conselho da República, um órgão de aconselhamento do Presidente cujos membros gozam de imunidade judicial.

Já no final deste mês, o Parlamento aprovou uma lei que prolonga o mandato dos líderes de militares, polícias e dos serviços de inteligência de seis para oito anos, só podendo ser demitidos se forem culpados de "conduta criminal ou disciplinarmente grave".

Assim, a maior ameaça à manutenção do poder de José Eduardo dos Santos não vem dos inimigos políticos, nem da oposição, mas sim da sua saúde, considera a Bloomberg, lembrando as "visitas de caráter privado a Espanha" para receber tratamento médico.

Em caso de morte ou impossibilidade de cumprir o mandato até ao fim, o vice-presidente e candidato presidencial do MPLA, João Lourenço, avança automaticamente para o topo da hierarquia, mas até lá está vinculado ao Presidente.

"Ele não tem capital político e vai ter dificuldades em estabelecer a sua autoridade porque os membros da família de Eduardo dos Santos vão manter a sua influência", concluiu o director executivo da consultora de risco EXX Africa, Rober Besseling.

As eleições angolanas estão marcadas para dia 23 deste mês, com as sondagens a apontarem para uma vitória do MPLA, com cerca de 60%.

A presidente de uma Organização Não Governamental (ONG) guineense que luta contra a Excisão Genital Feminina (EGF) denunciou, hoje, que a prática "continua a acontecer de forma secreta" no país e agora em menores de um ano. Citou o Noticias ao Minuto.
Mária Domingas Seck, que lidera a ONG "Sinin Mira Nassiquê", expressão em dialeto mandinga que significa "Olhar o futuro", responsabilizou o Estado guineense pela falta de medidas para evitar que a prática persista.
A responsável indicou que "cada vez mais", comunidades islamizadas "um pouco por todo país" têm estado a submeter crianças "de tenra idade" à prática da excisão, como forma de contornar a lei que proíbe a excisão desde 2011.
"Antes faziam a excisão às crianças aos sete anos, mas agora fazem-na, às escondidas, logo no sétimo dia após a nascença", observou Mária Seck.
A presidente disse que, os familiares aproveitam-se da festa do baptismo da criança, ao sétimo dia, para na mesma altura celebrar a excisão e desta forma, dissimular a prática.
Dados do governo guineense e de organizações nacionais e internacionais que trabalham contra a EGF referem que cerca de 50% das mulheres e raparigas do país tenham sido submetidas à prática.

Dez pessoas, incluindo dois adolescentes de 13 e 17 anos, morreram ontem, na Venezuela, na violência que acompanhou a eleição da Assembleia Constituinte decidida pelo Presidente Nicolas Maduro, indicou o Ministério Público, citado pelo Notícias ao Minuto.

A convocatória para a eleição dos 545 membros da Assembleia Constituinte foi feita a 01 de Maio por Maduro, com o principal objetivo de alterar a Constituição em vigor, nomeadamente os aspectos relacionados com as garantias de defesa e segurança da nação, entre outros pontos.

Os Estados Unidos condenaram a eleição da Assembleia Constituinte na Venezuela e prometeram "medidas fortes e rápidas" dirigidas ao governo do Presidente Nicolas Maduro

A oposição venezuelana, que decidiu não participar na eleição, acusa Maduro de querer usar a reforma para instaurar no país um regime cubano e perseguir, deter e calar as vozes dissidentes. Por outro lado, apelou para a realização de manifestações hoje e na quarta-feira contra a Assembleia Constituinte do Presidente Nicolas Maduro, eleita ontem, dia marcado por violências que causaram mortes.

"Não reconhecemos este processo fraudulento, para nós é nulo, não existe", declarou o líder da oposição Henrique Capriles.

O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela anunciou, hoje, que 8.089.320 pessoas votaram, ontem, nas eleições para a Assembleia Constituinte, promovida por Nicolas Maduro.

Depois de um cerco de quase 20 horas, as forças policiais de elite mataram um homem que invadiu a casa de William Ruto, num ataque que aconteceu em circunstâncias ainda por serem esclarecidas.

O atacante invadiu a propriedade no sábado mas só foi abatido no dia seguinte. O vice-presidente e a sua família não estavam no local no momento do ataque.

Segundo o comandante da polícia daquele país, o assaltante que estava armado com uma faca atacou um dos polícias responsáveis pela segurança da casa do vice-presidente, que ficou gravemente ferido. De seguida o atacante pegou a arma do polícia e entrou na propriedade. Reforços da polícia de elite chegaram rapidamente e o atacante, refugiou-se num edifício em construção perto do portão de entrada, segundo o chefe da polícia.

O ataque acontece poucos dias antes das eleições presidenciais que deverão acontecer no dia 8 de Agosto, sendo o actual Presidente, Uhuru Kenyatta, candidato a novo mandato. O seu principal rival é Raila Odinga, candidato da coligação da oposição.

A campanha decorre num ambiente tenso, com acusações entre os dois lados.

As eleições no Quénia, geralmente, baseiam-se menos nos programas eleitorais dos candidatos e mais nos sentimentos de pertença étnicos e geográficos.

Há 10 anos, uma onda de violência eleitoral causou mais de um milhar de mortos no Quénia, provocada por dúvidas sobre a credibilidade da reeleição de Mwai Kibaki, que venceu por pouco o seu opositor Raila Odinga.

Nos últimos meses, a luta para sucessão do presidente Mugabe tem-se intensificado no seio do partido ZANU-PF. Depois de ter dito no início do ano que Mugabe seria o candidato do partido no poder nas eleições de 2018, mesmo em forma de cadáver, a primeira-dama apareceu, nesta semana, a exigir que Mugabe escolha seu sucessor, de modo que os membros do partido tenham um candidato definido para apoiar, escreve o The Guardian.

“Eu sei que o Presidente insiste em não querer impor um novo candidato. Mas eu sempre discuti com ele que tem o papel e o direito de fazer parte deste processo. Porque nós o respeitamos. E a sua palavra vai ser decisiva. Gravem as minhas palavras. A sua palavra vai ser decisiva”, referiu.

Os pronunciamentos da primeira-dama dividiram a opinião dos cidadãos zimbabweanos. Por um lado, há os que concordam com a primeira-dama, por outro, os que querem que Mugabe não só não aponte o possível sucessor, como renuncie ao cargo.

A oposição está também preocupada com independência judicial do país. O Parlamento zimbabweano alterou, terça-feira, a Constituição, dando ao chefe de Estado, Robert Mugabe, poderes para nomear os três principais juízes.

O chefe do Estado mais velho do mundo, que há três semanas visitou Singapura por questões de saúde, está no poder desde 1980, ano em que Zimbabwe conquistou a independência.

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