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O País – A verdade como notícia

Várias centenas de pessoas foram levadas juntamente com as suas casas pelas torrentes de lama provocadas pelo aumento dos caudais dos rios após as fortes chuvas, citou o Jornal de Notícias.
A localidade de Regent, no sul da capital, tem sido o epicentro da catástrofe, com uma parte de uma colina que literalmente cedeu e ruiu sobre as habitações precárias circundantes. 
A Cruz Vermelha local indica que o balanço do número de vítimas poderia aumentar, adiantando a possibilidade de que centenas de corpos se encontrem debaixo dos destroços levados pelas torrentes.
As inundações e os deslizes de terrenos são um risco recorrente em Freetown, cidade sobrelotada com 1.2 milhão de habitantes, onde chove 6 meses seguidos por ano. 
Em Setembro de 2015, as inundações tinham provocado 10 mortos e cerca de 9 mil desalojados na capital do país.

"Continuamos interessados em tentar encontrar uma maneira de dialogar, mas isso depende dele [do líder norte-coreano]", disse o secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson.

Em declarações aos jornalistas no Departamento de Estado, em Washington, Tillerson afirmou, de acordo com a Lusa, citada por Notícias ao Minuto, que não comentava as últimas informações provenientes do regime norte-coreano, que divulgou que tinha concluído os planos para testar mísseis balísticos perto do território americano da ilha de Guam, no Pacífico, mas que não o irá colocar em prática imediatamente.

Na segunda-feira, Rex Tillerson e o secretário da Defesa norte-americano, James Mattis, assinaram um artigo de opinião, publicado no jornal The Wall Street Journal, no qual garantiram que os Estados Unidos não pretendem uma mudança de regime na Coreia do Norte ou a aceleração da reunificação da Península Coreana, mas sim a desnuclearização daquela região.

No texto, Tillerson e Mattis indicaram que o objetivo da "campanha de pressão pacífica" dos Estados Unidos foi a desnuclearização da Península Coreana e não uma mudança de regime.

"Não temos qualquer desejo de infligir danos ao povo sofredor da Coreia do Norte, que é distinto do regime hostil em Pyongyang", escreveram os dois responsáveis.

"Estamos a substituir a política fracassada da 'paciência estratégica'… com uma nova política de responsabilidade estratégica", acrescentaram.

E indicaram igualmente que "não procuram qualquer pretexto para estacionar tropas a norte da zona desmilitarizada (que marca a fronteira entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul)".

Este editorial assinado por Tillerson e Mattis está a ser encarado como um contraponto às declarações bélicas feitas na semana passada por Trump após várias ameaças e acções do regime norte-coreano, em particular os testes a dois mísseis balísticos intercontinentais com capacidade de atingir o território norte-americano.

Após o regime de Pyongyang ter declarado que estava a considerar um plano para atacar com mísseis as bases militares no território americano da ilha de Guam, Trump avisou a Coreia do Norte de que "era melhor não fazer mais ameaças aos Estados Unidos" e prometeu uma resposta com "fogo e fúria como o mundo nunca viu".

Em outras mensagens na rede social Twitter, Trump assegurou que o arsenal nuclear dos Estados Unidos é "o mais poderoso e forte de sempre", bem como afirmou que a opção militar estava pronta para ser accionada.

O editorial de Tillerson e Mattis também está a ser encarado como uma forma de tranquilizar a China sobre as intenções americanas, avança a Lusa.

 

Pelo menos 18 pessoas morreram e outras 10 ficaram feridas na sequência de um atentado ocorrido na noite de ontem, num restaurante no Burkina-Faso. Os autores do ataque foram mortos no local por forças militares governamentais. 
Na noite de ontem, dois homens dispararam contra os clientes do café Aziz Istambul, geralmente frequentado por estrangeiros, na capital do Burkina Faso. A troca de tiros entre os atacantes e as autoridades prolongou-se durante quatro horas.
 “O balanço é de 18 mortos, dos quais 14 estão ainda no local do ataque. Entre estes 14 mortos estão dois assaltantes”, adiantou, a coberto do anonimato, uma alta patente do exército do Burkina-Faso, citada pela France Presse.
Sem avançar com mais detalhes sobre o número de reféns que perderam a vida, o ministro da Comunicação do Burkina Faso, Remis Dandjinou, confirmou que os atacantes retiveram pessoas e que algumas foram libertadas. O atentado foi revindicado pelos Jihadistas, um grupo terrorista. 
Os jihadistas iniciaram os ataques ao Burkina-Faso em 2015. O grupo tem feito ataques a militares, sequestro a cidadãos estrangeiros e bombardeamentos em locais muito frequentados. 

A Comissão australiana que investiga o abuso sexual de menores em instituições religiosas e públicas do país recomendou uma reforma do sistema penal de modo a que se possam denunciar casos revelados em confissão, escreve o Diário de Notícias.

O relatório "Justiça Criminal" recomenda que sejam impostas sanções penais contra os que não denunciem um caso de abuso sexual, incluindo aqueles que recebem essa informação através de uma confissão religiosa.

Também não deve ser dada "nenhuma desculpa, protecção ou privilégio" aos padres que não alertem a polícia por consideraram "que a informação sobre os abusos sexuais foi obtida mediante a confissão", indica o relatório da Comissão.

"A Comissão Real soube de casos em ambientes religiosos em que os agressores, que fizeram uma confissão religiosa sobre o abuso sexual de crianças, continuaram com os crimes e pediram perdão", acrescenta o documento.

A Igreja Católica, com forte presença na Austrália, recebeu queixas de 4.500 pessoas por alegados abusos de menores cometidos por cerca de 1.880 religiosos, entre 1980 e 2015.

No início do ano, vários arcebispos australianos admitiram que a resposta da Igreja Católica do país aos casos de pedofilia foi errada.

A Comissão, criada em 2012, tenta melhorar os cuidados às vítimas e sancionar com maior severidade os agressores, bem como aqueles que falharam na protecção dos menores e na denúncia dos casos.

Segundo vários meios de comunicação locais, as crianças morreram depois da empresa fornecedora de oxigénio ter cancelado as entregas ao hospital situado no norte da Índia, aparentemente por falta de pagamento de facturas na ordem de 92 mil euros.

As crianças morreram ao longo de cinco dias e a maioria eram bebés que se encontravam internados numa unidade de cuidados intensivos neonatais por encefalite. O governo, a administração hospitalar e a empresa que fornece oxigénio líquido defendem-se.

A empresa fornecedora referiu que o hospital tinha excedido sete vezes o limite da dívida acordada em contrato. E garante que avisou o hospital que tinha chegado a uma situação limite.

O governo regional nega que as mortes se devam à falta de oxigénio e aponta para as infecções causadas por falta de higiene pessoal como causa das mortes.

Os hospitais públicos indianos enfrentam diariamente grandes constrangimentos e vivem à beira da ruptura de medicamentos. Os doentes enfrentam longas filas de espera, mesmo para as intervenções mais simples, e muitas vezes são obrigados a partilhar camas.
As autoridades indianas abriram um inquérito para investigar o caso das mortes.

 

 

 

Os confrontos ocorreram entre a noite de ontem, e a madrugada de hoje. "Duas pessoas morreram e outras quatro foram internadas no hospital com ferimentos de bala", disse à agência francesa AFP o chefe do serviço de saúde da cidade de Kisumu, Ojwang Lusi, citado pelo Noticias ao Minuto.
O Presidente queniano, Uhuru Kenyatta, foi reeleito para um segundo mandato, anunciou, ontem, em Nairobi a Comissão Eleitoral do país. Uhuru Kenyatta obteve 54,27% dos votos.
O líder da oposição, Raila Odinga, que não reconhece os resultados oficiais e se autoproclamou vencedor, alcançou 44,74% dos sufrágios, segundo o mesmo organismo.
Os apoiantes de Raila Odinga manifestaram a sua indignação com os resultados eleitorais com violentos protestos na noite de ontem.
Hoje, novos confrontos já foram relatados por jornalistas da AFP nos bairros de lata de Nairobi. Além disso, várias estradas foram bloqueadas por manifestantes no oeste do país.
Polícias foram destacados para os principais feudos de Odinga, como o bairro de Kibera, na capital, um dos principais focos da violência pós-eleitoral em 2007, com cerca de um milhão de habitantes.
Na violência pós-eleitoral de 2007, morreram pelo menos 1.100 pessoas e mais de 600 mil foram obrigadas a abandonar as suas casas.
Na quinta-feira, os chefes das missões de observadores da União Europeia, União Africana e Commonwealth coincidiram em que as eleições de terça-feira, no Quénia, respeitaram as normas internacionais e apelaram para a calma até que termine a contagem dos votos.

A Comissão eleitoral do Quénia confirmou que ocorreu uma tentativa, sem sucesso, de ataque informático ao seu sistema durante as eleições presidenciais de terça-feira.

O responsável pela Comissão eleitoral, Ezra Chiloba, disse que os resultados totais das eleições presidenciais devem estar disponíveis a partir de amanhã, uma contagem que deverá ser comparada com as listas eleitorais antes de serem divulgados publicamente, afastando a hipótese de declaração antecipada de um vencedor.

Por seu turno, o presidente da Comissão eleitoral, Wafula Chebukati, também confirmou a divulgação dos resultados totais do escrutínio para o início da tarde de sexta-feira.

Em paralelo, os chefes das missões de observadores da União Europeia, União Africana e Commonwealth coincidiram em que as eleições de terça-feira respeitaram as normas internacionais e apelaram à calma até que termine a contagem dos votos.

O processo foi perturbado com acusações do líder da oposição e candidato presidencial Raila Odinga de manipulação informática da contagem para favorecer o presidente Uhuru Kenyatta.

Os resultados parciais das eleições de terça-feira, baseados na contagem de 97,5% das assembleias de voto, dão vantagem ao presidente Kenyatta.

 

 

 

As principais cidades da África do Sul foram palco de protestos relacionados com a moção de censura ao presidente, Jacob Zuma, escreve a Euronews. Os deputados sul-africanos pronunciam-se hoje, por voto secreto – uma exigência da oposição.

O Presidente Zuma está envolvido numa série de escândalos políticos e financeiros que provocaram divisões dentro do partido do Congresso Nacional Africano que receia as consequências deste ambiente político.

A oposição acusa Zuma de corrupção e de prejudicar a economia nacional para favorecer interesses de empresários próximos.

Se a moção de censura for aprovada, o Presidente e o Governo devem demitir-se.

Votação secreta no parlamento sul-africano não produziu os 201 votos necessários para queda de Zuma.

Depois de longas horas de votação secreta sobre a moção de não-confiança contra o presidente sul-africano, o resultado final foi como um banho frio para os oponentes do Presidente.

Mais uma vez, Jacob Zuma conseguiu sobreviver a oitava tentativa de destituição. Mesmo com 30 votos dos deputados do ANC, a oposição não conseguiu reunir os 201 votos necessários para a queda de Jacob Zuma.

 

 

 

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