Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Um casal norte-americano é acusado de tortura, sequestro e maus tratos dos 13 filhos, com idades compreendidas entre 29 e dois anos de idade.

A história só veio a ser conhecida, este domingo, quando uma das filhas conseguiu fugir e alertou às autoridades.

De acordo com as autoridades norte-americanas, todos os filhos, com excepção do mais novo, estavam mal nutridos e alguns estavam acorrentados às camas. As vítimas sofriam também tortura psicológica e só podiam tomar banho uma vez por ano.

O New York Times avança que os pais não souberam explicar à polícia porque as crianças estavam amarradas e numa casa com mau cheiro.

Ainda de acordo com autoridades citadas pelo New York Times, o caso não chamou atenção porque não havia registo das crianças em nenhuma escola. Alguns vizinhos contam que costumavam ver o casal, mas sequer imaginavam que tinham filhos.

O casal, David Allen Turpin, 57 anos, e Louise Anna Turpin, 49 anos, chegou à ser preso preventivamente e ouvido em tribunal, esta quinta-feira, onde alegou ser inocente.

O casal é acusado de tortura, sequestro, maus-tratos, actos obscenos e negligência e se os crimes forem comprovados, poderá ser condenado a pena de 94 anos de prisão ou perpétua, referiu o procurador do Ministério Público americano, Mike Hestrin.

A próxima audiência na justiça ficou marcada para 23 de Fevereiro.

O parlamento britânico aprovou um projecto de lei para a saída do Reino Unido da União Europeia, concluindo-se a última etapa de um percurso tumultuoso para o Governo liderado por Theresa May, escreve a RTP Notícias.

A lei, que passará agora para aprovação em finais de Janeiro na Câmara dos Lordes, a câmara alta do parlamento, permitirá ao Reino Unido continuar a funcionar normalmente depois do `Brexit`, em 29 de Março de 2019.
O referendo sobre a presença do Reino Unido na UE, realizado em 23 de Junho de 2016, registou 52% de votos a favor da retirada, contra 48% a defenderem a permanência.

O antigo primeiro-ministro, Tony Blair e outros políticos pró-UE da oposição apelaram à realização de um segundo escrutínio, argumentando o facto de os britânicos não terem conhecimento, no momento da votação, de todas as implicações de uma saída do Reino Unido da União. As sondagens mostram que os britânicos continuam muito divididos.

Esta eventualidade foi excluída pela primeira-ministra conservadora, Theresa May.

A senadora brasileira e presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, disse esta terça-feira que para prender o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado em primeira instância por corrupção, será preciso matar pessoas, escreve o Observador.

“Para prender Lula, eles terão que prender um monte de gente, e mais do que isso, eles terão que matar pessoas”, disse Gleisi Hoffmann.

A líder do partido de esquerda, que considera que Lula da Silva será o candidato do PT nas próximas eleições presidenciais do país, referia-se à possibilidade de o político ser condenado novamente num julgamento que acontecerá na próxima semana, na cidade brasileira de Porto Alegre.

Este julgamento é decisivo porque se o tribunal ratificar ou mesmo aumentar a pena Lula da Silva, que é líder em todas as sondagens de intenção de voto da próxima eleição presidencial que acontecerá em Outubro no país, poderá ser impedido de participar.

Na entrevista, Gleisi Hoffmann afirmou que Lula da Silva foi condenado por razões políticas para evitar que ele seja reeleito Presidente do Brasil.

A senadora também disse que uma condenação em segunda instância não impedirá que o ex-chefe de Estado participe das eleições porque o PT está disposto a apresentar todos os recursos possíveis às autoridades eleitorais.

A Associação de Juízes Federais do Brasil (Ajufe) denunciou hoje "ameaças" contra os magistrados que vão julgar o ex-Presidente Lula da Silva por um caso de corrupção, no qual foi condenado a nove anos e meio de prisão, avança o Notícias ao Minuto.

Os magistrados do tribunal de segunda instância vão julgar Lula da Silva no dia 24 de Janeiro, o presidente da associação, Roberto Veloso, manifesta a sua preocupação com a segurança dos juízes do Tribunal Regional, que vão decidir se ratificam ou não a sentença contra o antigo Presidente.

Segundo Roberto Veloso, citado num comunicado da associação, um "conjunto de ameaças", algumas até contra a integridade física dos magistrados, estão a ser publicadas na internet.

"Se o património público for ameaçado, é necessário que os órgãos de segurança pública, tanto federais como estaduais, tomem medidas para garantir que seja preservado. Há também a questão da segurança dos juízes, porque Ajufe defende e sempre defenderá a independência dos juízes", disse Veloso.

Para o dia 24, estão convocadas manifestações em Porto Alegre a favor e contra o líder do Partido dos Trabalhadores (PT), que acumula um total de sete processos na Justiça, a maioria relacionada ao caso de corrupção na Petrobras.

Os três magistrados, que processaram o recurso em tempo recorde, serão responsáveis por analisar a sentença proferida em Julho do ano passado pelo juiz Sérgio Moro, da primeira instância, condenado Lula da Silva por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O juiz deu como provado que a construtora OAS, implicada no caso de corrupção, entregou ao ex-Presidente um tríplex na estância paulista de Guarujá, em troca de ser favorecida em contratos com a Petrobras.

A Guiné-Bissau é o único dos países lusófonos que integra a lista dos 29 Estados de todo o mundo que registaram um "dramático declínio de liberdade" nos últimos dez anos, segundo a Organização Não-Governamental (ONG) Freedom House, escreve o Notícias ao Minuto.

No seu relatório anual sobre direitos políticos e liberdades civis no mundo, hoje divulgado, a ONG não desenvolve mais esta referência à Guiné-Bissau, limitando-se a colocar o país, que classifica como "parcialmente livre", a par de outros cujo índice de liberdade sofreu igual recuo, como Eritreia, Quénia, Koweit, Síria e Liechtenstein.

Outros países lusófonos, como Moçambique considerado pela Freedom House como "parcialmente livre", Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, não mereceram destaque no relatório, sobretudo centrado na crise da democracia a nível global.

No documento, intitulado "Freedom in the World 2018: Democracy in Crisis" ("Liberdade no Mundo 2018: A Democracia em Crise") sublinha-se que "a democracia está sob ataque e a recuar em todo o mundo", numa crise que se intensificou com "a erosão, a ritmo acelerado, dos padrões democráticos dos Estados Unidos da América".
Para o presidente da Freedom House, Michael J.

Abramowitz, "a democracia enfrenta a sua mais grave crise em décadas", com os seus princípios básicos entre os quais a garantia de eleições livres e justas, os direitos das minorias, a liberdade de imprensa e o Estado de direito sob ataque em todo o mundo.

O estudo refere como "a China e a Rússia aproveitaram o recuo das maiores democracias não só para aumentar a repressão a nível interno, como para exportar a sua influência maligna para outros países".

Um grande desenvolvimento em 2017 foi, segundo o relatório, "o recuo dos Estados Unidos como defensor e como exemplo de democracia".

"As principais instituições da democracia norte-americana estão a ser maltratadas por uma Administração que tem tratado a tradicional separação de poderes do país com desdém", declarou Abramowitz.

Noutro "desenvolvimento significativo", a Turquia passou do grupo dos países "parcialmente livres" para o dos "não livres" quando o Presidente, Recep Tayyip Erdogan, "alargou e intensificou a perseguição aos seus alegados opositores, iniciada após uma tentativa falhada de golpe de Estado em Julho de 2016, com consequências extremas para os cidadãos turcos", indica o relatório.

De acordo com a ONG, no período de 12 anos desde que o recuo de liberdade começou, em 2006, foram 113 os países que assistiram a um claro declínio dos direitos políticos e liberdades civis, e só 62 registaram um claro aumento.

O papa Francisco pediu, hoje, perdão pelos crimes de pedofilia cometidos por membros da Igreja Católica no Chile, referindo que sentiu dor e vergonha diante do dano irreparável causado às crianças vítimas de abuso sexual, escreve o Notícias ao Minuto.

"Aqui não posso deixar de manifestar a dor e a vergonha que sinto perante o dano irreparável causado às crianças por elementos da Igreja", disse.

As palavras do Papa foram recebidas com aplausos por quase 700 pessoas.

A chegada de Francisco reavivou o escândalo dos sacerdotes que abusaram de crianças, tendo a organização Bishop Accountability publicado esta semana uma lista de 80 sacerdotes, clérigos e uma freira acusados de abusos sexuais de menores no país sul-americano.

Acontece numa altura em que muitos chilenos estão descontentes com a decisão de Francisco, tomada em 2015, de nomear um bispo próximo do reverendo Fernando Karadima, que o Vaticano considerou culpado, em 2011, de abusar sexualmente dezenas de menores ao longo de décadas.

Segundo o ministro francês, Gérard Collomb, França vai continuar a acolher refugiados mas vai limitar a entrada de imigrantes económicos, escreve a RTP Notícias.
"Cem mil pessoas apresentaram pedidos de asilo e outras 85 mil tentaram entrar, mas não foram admitidas. É impossível acolher dignamente 185 mil pessoas por ano", sublinhou.

Segundo o Governo, a nova lei de asilo e imigração visa melhorar o acolhimento e acelerar a integração dos refugiados, mas várias organizações não-governamentais criticam a futura legislação pelos limites ao acolhimento.

França, que tem milhares de imigrantes a viver em acampamentos ou centros em Calais (norte) e em Paris, vai aumentar 1.300 camas nos centros de acolhimento, atualmente com capacidade para albergar 80.000 pessoas. A maioria (900) das novas camas será para a região de Paris.

A nova política de imigração vai ser explicada pelo presidente francês, Emmanuel Macron, numa visita prevista para terça-feira a Calais, a "Selva" que durante décadas recebeu milhares de migrantes que pretendiam chegar ao Reino Unido e que se tornou um símbolo dos problemas gerados pela imigração ilegal.

"Não sou racista. Sou a pessoa menos racista que alguma vez entrevistaram", declarou Donald Trump aos jornalistas, concentrados no clube de golfe em West Palm Beach, escreve o Notícias ao Minuto.

Trump tinha já afirmado, na sexta-feira, numa mensagem na rede Twitter, "nunca ter dito mal dos haitianos", depois de ter negado ter utilizado a expressão "países de merda" para qualificar o Haiti durante uma reunião sobre imigração na quinta-feira.

"A linguagem que usei nessa reunião foi dura, mas essas não foram as palavras utilizadas", afirmou Trump, também no Twitter.

Alguns minutos mais tarde, o senador democrata Dick Durbin, que assistiu à reunião, garantiu que o Presidente tinha usado "várias vezes" aquela expressão insultuosa.
De acordo com as mesmas fontes, Trump referia-se a países africanos, que não foram identificados, ao Haiti e a El Salvador, defendendo que os Estados Unidos deviam receber antes imigrantes da Noruega.

Em setembro de 2017, Trump cancelou o programa criado por Barack Obama, dando até março deste ano para o Congresso dos EUA achar uma solução legislativa para estas pessoas.

A divulgação das declarações de Trump sobre os "países de merda" torpedearam as negociações sobre migrações, mesmo quando os democratas já tinham concordado em incluir a concessão de fundos para a construção do muro com o México.

As supostas declarações racistas do presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, ainda causam indignação no mundo, especialmente em países africanos. Segundo a imprensa americana, na reunião da quinta-feira, na Casa Branca, alguns senadores disseram que o presidente Donald Trump teria chamado Haiti e países africanos de “lixo”.

Esta segunda-feira, o governo sul-africano mandou chamar o embaixador norte-americano para que fosse explicar os pronunciamentos do seu presidente, Donald Trump. Através do Twitter, a embaixada norte-americana na África do Sul, adiantou que os Estados Unidos respeitam, profundamente, os sul-africanos e o compromisso de trabalhar com África contínua inalterável. Há três dias, Botswana havia também exigido do diplomata americano explicações sobre o comportamento chocante de Trump, assim como havia apelado para a SADC e a União Africana, condenar severamente tais declarações racistas e xenófobas.

Este domingo, o presidente norte-americano, Donald Trump, defendeu-se novamente, alegando que os democratas tinham fabricado o insulto e ele era a pessoa menos racista que os jornalistas já tiveram ocasião de entrevistar.

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE