Skip to main content

O País – A verdade como notícia

O presidente dos EUA assumiu que o seu governo vai manter o défice público na próxima década, ao apresentar a proposta de orçamento para 2019, e que quer financiar o muro com o México e cortar programas sociais e ambientais. Donald Trump apresentou uma proposta orçamental para financiar o governo federal com 4,4 biliões de dólares, avança o Notícias ao Minuto.

O que ficou claro da proposta orçamental da Casa Branca é que Trump, que defendeu durante a campanha eleitoral uma maior disciplina orçamental e a eliminação do défice orçamental nas contas públicas, confessou que não poderia cumprir este objetivo tradicional dos republicanos.

O governo de Trump assegura que pretende reduzir gradualmente o défice a partir de 2020, com o objectivo de o situar em 363 mil milhões de dólares em 2028, o que representaria então o equivalente a 1,1% do PIB.

Não é certo, porém, que a proposta orçamental de Trump para 2018 venha a ser realidade, uma vez que o Congresso já aprovou na semana passada um plano que estabeleceu os níveis de financiamento do governo para os próximos dois anos e aumentou em 300 mil milhões de dólares os gastos em defesa e programas nacionais.

A proposta orçamental inclui uma verba de 1,6 mil milhões de dólares para construir um muro com 104 quilómetros na fronteira com o México, que se estende por 3.180 quilómetros. O muro seria edificado na zona do vale do Rio Bravo, no Estado do Texas.

O plano de Trump prevê ainda aumentar o gasto com a Defesa, cortar em 32% o orçamento do Departamento de Estado, em 34% as verbas da Agência de Proteção Ambiental, que eliminaria a maioria dos programas relacionados com as alterações climáticas, e o dinheiro destinado a programas sociais, como os seguros médicos para idoso e pobres, os designados Medicare e Medicaid.
 

 

O ainda Presidente da África do Sul, Jacob Zuma, vai fazer uma comunicação à imprensa, esta quarta-feira, no Union Buildings, em Pretória, escreve o News24.

Este será o primeiro pronunciamento de Jacob Zuma após o partido lhe ter dado um ultimato para abandonar o poder.

O Governo britânico ameaçou retirar apoios públicos a todas as organizações não-governamentais (ONG) que não colaborem com as autoridades para evitar abusos sexuais por parte dos seus colaboradores, depois do que se passou com a Oxfam, escreve o Observador.

Notícias recentes dão conta que responsáveis da Oxfam, confederação de instituições humanitárias cuja sede se situa em Oxford, no Reino Unido, usaram dinheiro da ONG para pagar prostitutas no Haiti depois do sismo de 2010.

A preocupação alargou-se ao sector de ajuda humanitária no Reino Unido depois do diário The Sunday Times ter noticiado que mais de 120 trabalhadores de organizações britânicas estiveram envolvidos em casos de abuso sexual no ano passado.

A organização humanitária sublinhou esta semana que aquele incidente levou à criação de uma equipa dedicada a evitar casos similares e um canal de comunicação seguro para poder receber queixas relacionadas com abusos.

A governante acusou, no entanto, a Oxfam de falta de “liderança moral” e sublinhou que devem enviar todos os dados à sua disposição sobre o caso do Haiti.

O executivo máximo da Oxfam desde maio de 2013, Mark Goldring, admitiu à cadeia BBC Radio 4 que a organização deveria ter especificado ao Governo quais as más condutas detetadas no Haiti estavam relacionadas com assuntos sexuais.

O prémio Ibrahim, para excelência na liderança em África foi atribuído a Ex- presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, anunciou a fundação Mo Ibrahim, escreve a FPA.

Johnson foi elogiada pelos seus esforços por liderar a recuperação do país após uma guerra civil. Ellen Johnson foi presidente da Libéria de 2006 a 2017 e a quinta destinatária do prémio Ibrahim que reconhece e comemora a excelência da liderança africana.

O Prêmio Ibrahim pretende distinguir os líderes que, durante o seu tempo no cargo, desenvolveram seus países, fortaleceram a democracia e os direitos humanos pelo benefício compartilhado de seus povos e pelo desenvolvimento sustentável avançado.

O Comitê de Prêmios elogiou sua liderança excepcional e transformadora, para liderar a recuperação da Libéria após muitos anos de guerra civil devastadora.

Desde 2006, a Libéria foi o único país fora de 54 a melhorar em todas as categorias e subcategorias do Índice Ibrahim de Governança Africana. Isso levou a Libéria a subir de dez lugares na classificação geral do Índice durante esse período.

Ellen Johnson Sirleaf junta-se a Hifikepunye Pohamba da Namíbia (2014), Pedro Pires de Cabo Verde (2011), Festus Mogae do Botswana (2008) e Joaquim Chissano de Moçambique (2007) como Prêmio do Prêmio Ibrahim. Nelson Mandela foi nomeado o laureado honorário inaugural em 2007.

Os candidatos ao Prêmio Ibrahim são todos ex-chefes executivos de Estado ou governo africanos que deixaram o cargo nos últimos três anos civis, tendo sido democraticamente eleitos e cumpriram seu mandato constitucionalmente mandatado.
 

 

O partido no poder, na África o Sul, reuniu-se esta segunda-feira para debater, entre outros assuntos, a situação de Jacob Zuma no cargo de Presidente da República. Mas, depois de muitas horas de discussões, ainda não há uma decisão clara.

Rumores surgiram a dar conta de que Jacob Zuma teria resignado ao cargo, informação que foi desmentida pelo porta-voz do Presidente, Bongani Ngqulunga, segundo avança o News24.

Jacob Zuma liderou o ANC desde 2007 e foi substituído no ano passado, por Cyril Ramaphosa. É presidente da África do Sul desde 2009, mas nos últimos tempos vem sofreno pressão para de demitir do cargo.

No próximo dia 22, o parlamento sul-africano vota uma nova moção de censura contra o Presidente Jacob Zuma, a oitava que enfrenta enquanto Chefe de Estado. Para este dia, os partidos da oposição convocaram uma marcha geral e prometem exigir realização de eleições antecipadas.

 

O ritmo de conversações para saída de Jacob Zuma do poder, na África do Sul, está a deixar alguns líderes seniores do ANC impacientes. Segundo avança o City Press, o cancelamento da reunião especial do comitê executivo nacional marcada para quarta-feira passada, por parte do presidente do partido, Cyril Ramaphosa, não foi bem recebido pelos seniores.

Assim, o ANC vai se reunir, esta segunda-feira, após os dias de negociações sobre a saída de Zuma, avançou a porta-voz do partido, Khusela Diko, sem, no entanto, revelar a agenda.

Contudo os medias locais avançam que a saída de Jacob Zuma do cargo de Presidente da África do Sul estará no centro dos debates.

Enquanto alguns dos seis maiores do ANC dizem estar furiosos com Zuma, Ramaphosa manteve a linha de negociação como a melhor maneira de evitar uma transição "feia e divisiva".

Ramaphosa tem estado a optar por conversações a ver se Zuma renuncia ao cargo voluntariamente.

Os partidos da oposição têm estado a pressionar o ANC e garantem que se Zuma se mantiver no poder, vão se reunir também esta segunda-feira para traçar estratégias de forçar a sua retirada.

O escritor moçambicano Mia Couto defendeu, na cidade da Praia, em Cabo Verde, que os países africanos lusófonos "estão no grau zero" de conhecimento cultural mútuo, adiantando que continua a "existir um triângulo tipicamente colonial" no seu relacionamento, escreve o Notícias ao Minuto.

O escritor sublinhou a quase inexistência de trocas no domínio da literatura e o fraco conhecimento em outras áreas, ressalvando a exceção cabo-verdiana na música.

Durante a conversa com o público, que decorreu na Biblioteca Nacional, o escritor defendeu também a existência da "figura de um editor" para a literatura portuguesa, considerando que tornaria a escrita "mais interessante".

"No mundo da língua portuguesa também faz falta uma figura de um editor, como há na literatura anglo-saxónica. O editor intervém na escrita e discute com o autor, portanto ele é quase um coautor. Na língua portuguesa acontece o contrário, o autor é como uma entidade divina", disse.

O presidente norte-americano, Donald Trump, ratificou hoje o acordo orçamental que prolonga até 23 de Março o financiamento da administração federal, depois da segunda paralisação de serviços da administração ('shutdown') em três semanas, escreve o Notícias ao Minuto.

Com este acordo, alcançado no Congresso, Trump pode cumprir uma das promessas de campanha, aumentar o orçamento das Forças Armadas, ao alargar o prazo da dívida para Março de 2019.

"Acabo de assinar o texto. As Nossas Forças Armadas serão agora mais fortes que nunca", escreveu Trump.

Este é o segundo 'shutdown' da administração Trump, o primeiro dos quais ocorreu a 20 de Janeiro.

As autoridades norte-americanas infligiram uma multa de 368,70 milhões de dólares ao banco holandês Rabobank por ter deixado transitar centenas de milhões de dólares pertencentes a traficantes de droga mexicanos, escreve o Notícias ao Minuto.

A Rabobank National Association, filial do banco na Califórnia, reconheceu a culpa, admitindo ter feito "obstrução" a investigações do Departamento do Tesouro e do regulador bancário OCC.

A multa de 368,70 milhões de euros é uma das mais pesadas que os Estados Unidos aplicaram a um caso de branqueamento de capitais com ligação ao tráfico de droga mexicano.

A sanção foi conhecida cerca de dois meses depois de um antigo responsável do banco para operações nos Estados Unidos, George Martin, ter aceitado cooperar com as autoridades.

Este responsável indicou que ele e outros funcionários fechavam os olhos a transações com dinheiro sujo, como as operações de montantes superiores a 10 milhões de dólares efetuadas por um cliente mexicano, apesar dos alertas sobre a origem dos fundos.

No total, o Rabobank permitiu a circulação de perto de 370 milhões de dólares de dinheiro sujo provenientes do México e de outros países entre 2009 e 2012, referem as autoridades.
 

 

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE