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O País – A verdade como notícia

O primeiro-ministro etíope, Hailemariam Desalegn, apresentou, esta quinta-feira, no Parlamento uma "carta de resignação", um dia depois da maior manifestação de protesto em 25 anos contra o Governo, escreve a Deutsche Welle.

"O primeiro-ministro disse ter tentado um último esforço para resolver a crise no país e agora apresentou uma carta de resignação como parte da solução", noticiou a rádio estatal Fana, numa altura em que várias querelas políticas surgiram no seio da coligação no poder e a ocorrência de manifestações anti-governamentais.

A demissão de Desalegn terá que ser ainda aprovada pelo Conselho da Frente Democrática Revolucionária dos Povos Etíopes.

Segundo a Fana, Desalegn, de 53 anos, irá continuar em funções até à conclusão do processo de transição, ao mesmo tempo que deixará também funções de deputado da Frente Revolucionária e Democrática Popular Etíope.

Recorde-se que a Etiópia tem sido assolada nos últimos meses por protestos e manifestações a exigir maiores liberdades, iniciativas reprimidas pelas forças de segurança e que causaram a morte a dezenas de etíopes e a detenção de milhares de outros.

Manifestações começaram em 2015

A contestação e a luta por maiores liberdades na Etiópia começaram em 2015 e, inicialmente, envolveram apenas as populações das províncias de Oromia e de Amhara antes de se espalharem ao resto do país, obrigando à imposição do Estado de Emergência.

O Governo etíope é acusado há muito por várias organizações internacionais de prender jornalistas críticos ao regime e de dirigentes da oposição "apenas por serem desfavoráveis" ao executivo.

Desalegn, que foi secretário-geral da União Africana em 2013, está no poder desde 2012, após a morte do antigo Presidente e ditador Meles Zenawi, de quem foi ministro dos Negócios Estrangeiros e depois vice-primeiro-ministro, antes de assumir a chefia do executivo.

 

 

 

Cyril Ramaphosa que foi hoje eleito presidente da África do Sul, já tomou posse.

Presidente do ANC e vice do país, Ramaphosa sucede, assim, a Jacob Zuma que renunciou ao cargo esta quarta-feira, depois de dias conturbados em torno da sua retirda.

O ANC exigia que Zuma se demitisse, o que chegou a acontecer na noite de ontem.
 

 

Um acidente com um autocarro escolar provocou a morte de 22 alunos e ferimentos graves em mais três que seguiam no veículo, na Nigéria, anunciou um agente da autoridade rodoviária do país, citado pelo Notícias ao Minuto.

De acordo com a mesma fonte, o condutor também morreu no acidente, depois de ter perdido o controlo do autocarro para evitar um buraco no asfalto, e chocar contra um camião.
Os alunos, provenientes do liceu de Bauchi, dirigiam-se à vila de Kano, no extremo norte da Nigéria, para uma excursão escolar.

Os acidentes rodoviários são muito frequentes na Nigéria, onde as estradas são pouco cuidadas e os camiões viajam com demasiada carga.

 

Uma unidade de elite da polícia da África do Sul realizou, hoje, buscas à casa de família do grupo empresarial Gupta, em Joanesburgo, no quadro das investigações sobre tráfico de influências que atingem a cúpula do Estado sul-africano, escreve o Notícias ao Minuto.

Um veículo civil escoltado por carros da polícia abandonou a propriedade da família Gupta, mas as autoridades não confirmam se foram efectuadas eventuais detenções.

Estas buscas acontecem numa altura em se espera uma decisão de Zuma sobre o eventual afastamento do cargo de chefe de Estado.

O país enfrente uma crise política devido aos casos de alegada corrupção que envolvem o presidente.

O Congresso Nacional Africano (ANC), partido no poder, determinou que Zuma deve abandonar o poder, aguardando uma decisão oficial.

 

O presidente sul-africano, Jacob Zuma, a quem foi dado o dia da quarta-feira para deixar o poder, rejeitou a decisão do ANC. Em entrevista a SABC, em Union Buildings em Pretória, o presidente Zuma negou resignar-se como Chefe do Estado, argumentando que “até agora, ninguém me disse o que fiz de errado para deixar o poder”.

O presidente de 76 anos revelou que, na semana passada, havia chegado a um acordo com presidente do ANC, Cyril Ramaphosa, e secretário-geral do ANC, Ace Magashule, de deixar o poder, só depois de Junho.

“Eu, Ramaphosa e secretário-geral do ANC, havíamos mutuamente concordado que eu deixaria o poder, assim que tivesse participado da conferência de Brics e da União Africana, em Junho. Aproveitaria a ocasião, para esclarecer esta crise política e delegar o poder a Ramaphosa”, disse.

Entretanto, segundo Zuma, o acordo não teve efeito, depois de uma ala do ANC ter exigido que o presidente sul-africano deixasse, a todo custo, o poder. Zuma reiterou que não está a desafiar a ordem do ANC, mas simplesmente discorda da maneira como o processo está a ser conduzido.

“Há regras dentro do ANC para destituir-se o presidente”, disse Zuma, referindo às eleições internas e advertindo a não conflito do poder entre o presidente do partido e o presidente da República.

Zuma, que está no poder desde 2009, e é acusado de vários escândalos de corrupção, prometeu dar um comunicado oficial, ainda esta quarta-feira.

O Comité Nacional Executivo do ANC disse, entretanto, que caso presidente sul-africano se recuse a deixar poder, o partido vai conduzir moção de censura ao Parlamento, onde Zuma poderá ser destituído e, de seguida, nomeado um novo chefe do Estado.

O Presidente da África do Sul, Jacob Zuma, concedeu esta tarde uma entrevista à estação televisiva SABC, na qual abordou vários pontos sobre a pressão do ANC para a sua retirada do cargo de presidente.

Zuma começou por dizer que não lhe fora apresentado motivos concretos pelo qual deva abandonar o cargo e referiu que embora não concorde, não se recusa a abandonar o poder, mas precisava de um tempo para cumprir duas agendas.

Ainda esta, o ANC anunciou que conduziria, já nesta quinta-feira, uma moção de censura ao Parlamento, caso Zuma não aceitasse abandonar o cargo. Sobre este ponto, o presidente sul-africano referiu que não se vai opor à decisão do órgão legislativo.

“Se eles me levarem ao parlamento, eu vou aceitar a decisão que for tomada. O parlamento é um lugar onde constitucionalmente se elege e se demite dirigentes.”, referiu.

 

O principal líder da oposição do Zimbabwe, Morgan Tsvangirai, perdeu a vida esta noite, na África do Sul, vítima de doença, disse um alto funcionário do seu partido MDC, citado pela BBC.
"É triste para mim anunciar que perdemos nosso ícone e lutador pela democracia", disse Elias Mudzuri, um dos vice-presidentes do partido Movimento para a Mudança Democrática (MDC), no Twitter.

Tsvangirai tinha 65 anos e sofria de cancro.

A carreira de Tsvangirai foi marcada por uma longa luta política contra o ex-presidente Robert Mugabe.

 

Seis horas depois da sua aparição para uma entrevista na televisão pública sul-africana, SABC, onde reagiu, pela primeira vez, a cerca da pressão para a sua renúncia, Jacob Zuma apareceu em directo do seu gabinete de trabalho, para o seu derradeiro discurso a nação.

A intervenção, que durou pouco mais de 15 minutos, começou com uma explicação sobre os acontecimentos dos últimos dias, nomeadamente, a decisão do Conselho Nacional do ANC que, em reunião extraordinária, decidira exortar o então chefe de estado, a renunciar ao cargo, e caso não o fizesse, seria forçado a fazê-lo, pela força de uma moção de censura (não confiança) pelo parlamento, que estava agendado para esta quinta-feira.

O ex-estadista voltou a manifestar o seu inconformismo pela posição que era tomada pelo seu partido; a falta de explicação sobre o que terá feito de errado, manifestou o seu reiterou o seu respeito a Constituição; o seu desejo de uma transição pacífica do poder para Cyril Ramaphosa; e por fim, deu o seu último suspiro como Presidente.

“Anuncio a minha renúncia do cargo de Presidente da República da África do Sul, com efeitos imediatos” disse, no final da sua intervenção.

Segundo explicou, não foi a ameaça do parlamento que determinou a sua decisão.

“Não tenho medo de qualquer moção de censura; Não tenho medo de qualquer impeachment”, disse Zuma, durante a sua comunicação.

Segundo deu a entender, a decisão terá sido motivada pela necessidade de preservar a integridade do partido, perante a violência e divisão que estava a acontecer.

“Ninguém merece morrer em meu nome. O partido não se deve dividir por minha causa” destacou.

Jacob Zuma cumpria agora o seu segundo mandato como Presidente da África do Sul.

Deixa o poder nas mãos do seu então vice-presidente da República, Cyril Ramaphosa, que deverá ser anunciado hoje como seu sucessor na chefia do Estado.

 

Segundo a televisão SABC, que cita elementos que participam na reunião do Congresso Nacional Africano (ANC), o presidente do partido, Cyril Ramaphosa, deslocou-se até à residência oficial do chefe de Estado para o informar que tem 48 horas para apresentar a sua demissão, evitando assim ser afastado do cargo escreve o Notícias ao Minuto.

O actual chefe de Estado, que enfrenta acusações de corrupção, pode recusar demitir-se mas, nesse caso, o ANC pode apresentar no parlamento uma moção de censura.

O partido de Jacob Zuma, o Congresso Nacional Africano (ANC), está reunido em Pretória para, como afirmou o seu líder, Cyril Ramaphosa, "finalizar" a questão da saída antecipada do Presidente da África do Sul.

O conselho tem o poder de "lembrar" Jacob Zuma sobre o ocorrido em 2008, quando o Presidente Thabo Mbeki, que sucedeu no cargo a Nelson Mandela, renunciou por falta de apoio do ANC no parlamento.

Após deixar a presidência da formação no último congresso do ANC, em Dezembro, a favor de Ramaphosa, que não era o seu candidato preferido, a pressão para que o chefe de Estado abandone o poder aumentou, especialmente nas últimas semanas.

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