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O País – A verdade como notícia

O Presidente dos Estados Unidos, Donal Trump, anunciou primeira medida de tomada de ação do governo no sentido de reformar o uso de armas nos Estados Unidos. Para concretizar a acção Trump assinou um decreto que permita banir os dispositivos ‘bump stock’, um acessório que se acopla às armas semiautomáticas para que estas disparem de forma contínua, como uma arma automática, tornando-as mais letais, escreve o Notícias ao Minuto.

O presidente norte-americano, intensamente criticado nos últimos dias pela inação do governo no tema do controlo de armas, fez o anúncio esta terça-feira a partir da Casa Branca, onde informou que deu a ordem ao Departamento de Justiça para criar uma lei que torne ilegal a venda destes dispositivos.
O ‘bump stock’, recorde-se, foi o dispositivo utilizado no ano passado por Stephen Paddock, quando se instalou no 32.º andar do Hotel Mandalay Bay, em Las Vegas, e abriu fogo contra o recinto de um festival de música country, matando 59 pessoas e ferindo 527, naquele que foi considerado o pior massacre com armas de fogo da história dos Estados Unidos.

Na altura, a Associação Nacional das Armas de Fogo da América (National Rifle Association, NRA), o maior lóbi de armas de fogo dos Estados Unidos, veio a público pedir um controlo mais rígido na venda destes dispositivos. O pedido será agora oficializado, após pressão sobre a administração de Donald Trump, que, relembre-se, foi financiado em vários milhões de dólares pela poderosa NRA.
 

 

A Guiné-Bissau é o pior país lusófono na taxa de mortalidade neonatal, ocupando o sexto lugar de um índice em que o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) analisou a situação em 186 países, escreve o Notícias ao Minuto.

Entre os piores da tabela, a Guiné-Bissau, com 38,2 mortes por cada mil nados vivos (o que equivale a uma morte por cada 26 nascimentos) é apenas ultrapassada pelo Paquistão, República Centro Africana, Afeganistão, Somália e Lesoto.

O segundo pior país lusófono é a Guiné Equatorial, que ocupa o 16.º lugar no índice, com 32,0 mortes por mil nados vivos (1 morte em cada 31 nascimentos), à frente de Angola (19.ª posição), Moçambique (24.ª), Timor-Leste (47.ª), São Tomé e Príncipe (69.ª), Cabo Verde (93.ª) e Brasil (109.ª).

O índice da UNICEF revela também que, entre os 25 países que registam a pior média, 21 são africanos e, entre estes, quatro são lusófonos (Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Angola e Moçambique). Paquistão, Afeganistão, Comores e Laos são os restantes quatro.

Além do Japão, apenas a Islândia consegue atingir uma taxa igual ou inferior a uma morte por cada mil nascimentos, com a taxa de mortalidade infantil a situar-se precisamente nesse valor, 1/mil.

Segundo o relatório, intitulado "Para Cada Criança, Vida", todos os anos 2,6 milhões de crianças morrem antes de completar um mês, sobretudo nos países mais pobres do mundo, números considerados pela UNICEF "assustadoramente elevados".

O relatório assinala também que oito dos dez lugares mais perigosos para se nascer estão situados na África subsariana, onde a probabilidade de assistência a mulheres durante o parto é menos provável devido à pobreza, conflitos e fragilidade das instituições.

Os rankings são baseados em estimativas medianas de taxas de mortalidade neonatal (mortes de recém-nascidos por 1.000 nados-vivos), não sendo consideradas incertezas, pelo que as posições de classificação estão sujeitas a alterações.

Os rankings excluem países com menos de 1.000 nados-vivos ou com uma população inferior a 90.000 pessoas.

 

A Coreia do Norte acusou, hoje, os Estados Unidos de estarem a pressionar a retoma das manobras militares com a Coreia do Sul assim que terminarem os Jogos Olímpicos, dinamitando a aproximação alcançada entre o regime e Seul, escreve o Notícias ao Minuto.

"Os Estados Unidos têm como objetivo pôr fim ao degelo nas relações entre as duas coreias imediatamente depois de se apagar a chama olímpica. Os Estados Unidos estão a fazer ruído para retomarem os seus exercícios militares com Seul logo depois do encerramento dos Jogos", refere um editorial do jornal norte-coreano Rodong.

Após anos de relações difíceis, as duas Coreias alcançaram históricos acordos em janeiro que permitiram a participação do Norte nos Jogos Olímpicos e a visita de uma delegação norte-coreana que foi a primeira visita a solo sul-coreano de um membro da dinastia Kim, ao incluir Kim Yo-jong, irmã do líder de Pyongyang, Kim Jong-un.

Seul considera que esta aproximação com o Norte pode levar os Estados Unidos da América e a Coreia do Norte a sentarem-se, de novo, à mesa das negociações, apesar de a Casa Branca se ter mostrado cética, insistindo que o regime norte-coreano deveria mostrar, primeiro, as suas intenções para a desnuclearização.

A implantação de uma maior presença militar dos Estados Unidos na península coreana foi acordada no ano passado por Seul e Washington perante os testes de armas do regime de Pyongyang.

De acordo com o convite, transmitido pela irmã do líder norte-coreano, o dirigente está pronto para se reunir com Moon "tão brevemente quanto possível", segundo um porta-voz da Casa Azul, a presidência sul-coreana.

 

Um avião com 66 pessoas a bordo despenhou-se esta manhã numa zona montanhosa a sudeste do Irão, de acordo com a imprensa local, citada pelo Notícias ao Minuto.

O aparelho da Aseman Airlines, que fazia a ligação entre Teerão e a cidade de Yasuj, caiu na cordilheira de Zagros, perto da cidade de Semirom, na província iraniana de Isfahan
Poucos minutos após as notícias do despenhamento, os meios de comunicação iranianos avançaram que não existiam sobreviventes, uma informação confirmada também por responsáveis da companhia aérea.

Sobhan Hassanvand, um jornalista iraniano, indicou, através do Twitter, que se trata do voo ATR-72  e que a bordo estavam 66 pessoas (60 passageiros e seis tripulantes), informações que será da própria companhia aérea.
 

 

Cyril Ramaphosa, Presidente da África do Sul, falou a instantes sobre o estado da nação. Foi um discurso que praticamente focou todos aspetos da vida social e económica da África do Sul.

Cyril Ramaphosa disse que pretendia aproveitar este ano do centenário de Mandela, para reavivar a visão e o sonho de Madiba de construir uma África do Sul onde as pessoas todas partilham as riquezas do país independentemente da sua raça, cor condição social, género ou crença. Isso segundo Ramaphosa passa também por ter dirigentes com um comportamento e uma liderança ética. Alias, a questão de ética esteve sempre presente no discurso de Ramaphosa, tendo dito que os dirigentes devem sempre saber que estão para trabalhar para o povo e não para si próprios.

A nível económico Ramaphosa apontou o sector mineiro como importante para o país e disse que iria ajudar a limar as diferenças que existem entre os donos das minas e os trabalhadores. Disse também que era necessário que os detentores das minas trabalhassem juntos para reduzir os acidentes que se tem verificado.

Ainda na área económica, o novo presidente sul-africano referiu que era fundamental apostar mais nas pequenas e medias empresas, que são as que garantem mais emprego e tornam a economia sustentável. Acrescentou que o seu governo estava a preparar um fundo para incubação de novas PMEs e incentivar o empreendedorismo, e que o mesmo devia ser feito pelas grandes empresas.

Falou também da agricultura tendo defendido que a distribuição de terra seria acelerada e que haveria no país a expropriação de terras sem nenhuma compensação estando para isso em preparação a modalidade para o efeito.

No seu discurso Ramaphosa estender uma palavra de gratidão ao ex-presidente Jacob Zuma pela maneira como ele se aproximou desse processo difícil e sensível.

"Gostaria de agradecê-lo por seu serviço à nação durante seus dois termos como Presidente da República, durante o qual o país fez progressos significativos em diversas áreas de desenvolvimento".

 

Três russos foram acusados de interferir nas eleições dos EUA em 2016.O anúncio foi feito pelo advogado especial Robert Mueller, que está investigando a suposta tentativa russa. Três empresas russas também são nomeadas na acusação, escreve a BBC.

A acusação diz que alguns dos acusados usaram sistemas informáticos nos EUA para esconder a origem russa de suas atividades.

 

 

O activista sul-africano dos direitos humanos, Albie Sachs, enalteceu as qualidades de Cyril Ramaphosa, o sucessor de Jacob Zuma, que resignou ao cargo, depois de pressionado pelo seu partido, o ANC, evitando a moção de censura no parlamento, escreve o Notícias ao Minuto.

Albie Sachs, juiz jubilado, referiu que o vice-Presidente Cyril Ramaphosa "foi a pessoa mais envolvida na evolução da Constituição" da África do Sul, na qual o activista dos direitos humanos teve um papel importante.

"Trabalhei muito com ele. Tem cabeça e os pés bem assentes no chão. E tem também coração", referiu o ex-juiz do Tribunal Constitucional, destacando que o líder do Congresso Nacional Sul-africano (ANC), que decidiu na segunda-feira que Zuma devia apresentar a demissão em 48 horas, "é também colegial".

Sachs, que perdeu parte do braço direito e parcialmente a visão num atentado em Maputo, em 1988, acrescentou que Ramaphosa "gosta de trabalhar com outros e não tem a paranoia que muitos líderes têm de que sou o melhor e que todos são inimigos".

Albie Sachs salientou que "parece que o ANC quer avançar rapidamente para a nomeação de um novo Presidente, que pode ser Ramaphosa para manter uma continuidade na Presidência" e para "resolver a crise".

O Parlamento da África do Sul elege esta quinta-feira Cyril Ramaphosa como sucessor de Jacob Zuma na presidência do país. A votação acontece depois de Jacob Zuma ter anunciado na quarta-feira que decidiu renunciar ao cargo com “efeitos imediatos”, antecipando-se à moção de censura que deveria ser votada esta quinta-feira. Zuma encontra-se envolvido em vários processos de alegada corrupção.

A presidente do Parlamento, Baleka Mbete, já confirmou ter recebido a carta de resignação do ex-presidente Zuma, e espera-se que às 14 horas, o Chefe de Justiça presida cerimónia da tomada de posse.

O parlamento sul-africano elegeu, hoje, Cyril Ramaphosa como novo Presidente interino da África do Sul, numa sessão sem a presença de dois dos principais partidos da oposição.

Ramaphosa foi empossado pelo presidente do tribunal Constitucional sul-africano, Mogoeng Mogoeng, numa sessão extraordinária do Parlamento

A eleição surge depois da renúncia de Jacob Zuma, na noite desta quarta-feira.

Cyril Ramaphosa, de 65 anos de idade, foi eleito presidente do ANC em Dezembro último.

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