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O País – A verdade como notícia

Um tiroteio no mercado de Natal de Estrasburgo, no norte de França, provocou três mortos e fez 11 feridos dos quais cinco em estado grave.

A França agravou o plano antiterrorismo "Vigipirate" para o nível mais alto, "Emergência de Atentado", e reforçou o dispositivo militar da operação "Sentinela", activada desde os ataques em Paris em Novembro de 2015.

O suspeito do tiroteio é um homem de 29 anos, natural de Estrasburgo, com cadastro ligado à pequena delinquência local e suspeito de ligações a indivíduos ou a movimentos islâmicos radicais e de ser um potencial terrorista, anunciou a Euronews.

O atacante terá sido atingido por militares que faziam a patrulha de segurança no centro de Estrasburgo, ao abrigo da operação "Sentinela".

O nível "Emergência de Atentado" permite a implementação de uma célula de crise e o encerramento de vias de comunicação.

O tiroteio ocorreu numa altura em que o Parlamento Europeu estava repleto de eurodeputados e funcionários. Tal como outras pessoas no resto da cidade, quem estava na instituição europeia recebeu indicação para permanecer no local até nova ordem.

Ainda não é claro se este tiroteio se tratou de facto de um atentado ou se o suspeito apenas respondeu a tiro à perseguição policial que lhe estaria a ser feita desde manhã devido à suspeita de ter cometido mais um delito comum, pelos quais já era conhecido das autoridades.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, irá enfrentar, nesta quarta-feira, uma moção de censura à sua liderança. A moção é movida por deputados do seu partido.

A moção surge numa altura em que May enfrenta dias difíceis, na sequência das dúvidas em torno do processo de Brexit.
 
O presidente do chamado comitê do partido em 1922, Graham Brady, disse que foi ultrapassada a barreira de 15% de deputados do partido conservador britânico necessária para contestar a liderança de Theresa May, avança a Reuters.  

O Brexit é a decisão política e econômica mais importante da Grã-Bretanha desde a Segunda Guerra Mundial, apesar de os pró-europeus temerem que ele dividiria o Ocidente ao lidar com a presidência de Donald Trump e a crescente afirmação da Rússia e da China.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Brasil, Ernesto Araújo, disse que o seu país vai dissociar-se do pacto global para a migração. Segundo Araújo este é um instrumento inadequado para lidar com o problema.

O Pacto Global para uma Migração Segura, ordenada e regulada pela Organização das Nações Unidas, foi aprovada numa cimeira que teve lugar em Marraquexe, no Marrocos.

"O Governo de Bolsonaro irá desassociar-se do Pacto Global de Migração que está a ser lançado em Marraquexe, um instrumento inadequado para lidar com o problema. A imigração não deve ser tratada como questão global, mas sim de acordo com a realidade e a soberania de cada país", escreveu Ernesto.

Araújo assegurou que o seu país continuará a receber os venezuelanos que "fogem do regime de Maduro", mas acrescentou que o fundamental é trabalhar pela restauração da democracia naquele país.

O pacto, que despertou a relutância de alguns países desde o primeiro momento, foi aprovado na segunda-feira por aclamação, sem muitos aplausos ou entusiasmo por parte dos que assistiam.

Países que sobretudo recebem emigrantes, como Austrália, Itália, Israel e um numeroso grupo de países do centro da Europa, assim como Estados latino-americanos, como a República Dominicana ou o Chile, também se retiraram do pacto, enquanto que os Estados Unidos da América se opuseram desde o início.

Os dois países estabeleceram uma trégua comercial que, na prática, adiou por 90 dias o aumento das taxas alfandegárias norte-americanas impostas sobre importações chinesas, depois de Donald Trump e Xi Jinping terem chegado a um acordo durante um jantar, no final da cimeira do G20, num momento em que os Estados Unidos registam recordes negativos no défice comercial e a China uma desaceleração da economia.

A informação foi avançada pelo Observador, esta terça-feira, com base no comunicado de Pequim, sobre indicação de que negociadores chineses e norte-americanos discutiram por telefone um calendário de negociações para tentar acabar com a disputa comercial entre os dois países.

O breve comunicado de Pequim, o qual o Observador teve acesso indica que foi discutido “o calendário das próximas consultas económicas e comerciais”, mas não precisa onde e quando estas terão lugar. No texto também não consta qualquer informação se Liu He e os seus interlocutores abordaram o caso Huawei, que voltou a colocar tensão nas relações entre os dois países após a detenção da dirigente do gigante de telecomunicações chinês.

O vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, conversou com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, e com o representante de Comércio, Robert Lighthizer, sobre as formas de concretizar o “consenso” alcançado pelos líderes dos dois países, após o entendimento alcançado entre os presidentes chinês e norte-americano na cimeira do G20 de 30 de Novembro em Buenos Aires, na Argentina, pode ler-se no comunicado, o qual o Observador teve acesso.

A administração norte-americana tinha anunciado que as taxas alfandegárias sobre importações chineses no valor de 200 mil milhões de dólares iam crescer de 10 por cento para 25 por cento no início do próximo ano e Trump estava a considerar alargar o número de bens chineses que iriam sofrer esse aumento.

 

Duas semanas bastaram para que a obra "Becoming", um duro retrato de Donald Trump escrito pela mulher do ex-presidente Barack Obama traça um retrato duro de Donald Trump, se tornasse o livro mais vendido do ano. Nestas páginas, mora uma crítica directa às opções políticas do actual presidente norte-americano que já terão rendido, segundo anunciado pela editora, Penguin Random House, mais de dois milhões de cópias nos EUA e Canadá desde 13 de Novembro.

Em papel, como e-book e até audiolivro. Os números incluem todos os formatos e ergueram a obra da antiga primeira-dama ao pódio até ao qual nenhum outro livro publicado nos dois países conseguiu chegar este ano. Apesar da desvantagem de cerca de 11 meses que, "Becoming" terá ultrapassado o número de vendas Fire and Fury, de Michael Wolf, também sobre Donald Trump.

O livro está também no topo das listas de best-sellers de não-ficção em vários outros países à volta do mundo, como Reino Unido, Alemanha, França, Itália e Noruega. O livro foi publicado em 31 idiomas diferentes. Também as digressões já agendadas pela autora para apresentação da obra estarão a esgotar-se. De acordo com a plataforma Quartz, em Nova Iorque há quem tenha esperado mais de 16 horas ao frio para poderem regressar a casa com um autógrafo de Michelle Obama no seu livro.

"Becoming" é um livro de memórias. Nele, a companheira do anterior presidente dos EUA revela informações sobre a vida de Obama após uma década no centro das atenções globais, fala sobre o seu casamento, carreira e várias lutas que travou em vida.

A classe política conservadora, mas principalmente Donald Trump, não ficam fora do retrato. O presidente é criticado por ter espalhado dados falsos sobre a família Obama e por a ter colocado em perigo. Mais recentemente, Michelle e outras figuras do Partido Democrata terão recebido uma carta com um dispositivo explosivo. Sobre isto, Michelle já terá dito que não o perdoaria. Acusa-o ainda de ter feito uso de uma linguagem corporal desadequada para atacar a sua principal adversária nas últimas eleições presidenciais norte-americanas, Hillary Clinton, durante a campanha, em 2016. De acordo com a antiga inquilina da Casa Branca, Trump gosta de passar a imagem de alguém que sabe que pode magoar as pessoas e ficar impune.

Michelle Obama andará em digressão por várias cidades dos EUA a apresentar o seu livro. Parte das receitas das conferências serão doadas a instituições de caridade, escolas e grupos comunitários situadas nestas cidades.

Pelo menos 10 pessoas foram mortas em um ataque durante a noite da última segunda-feira, por um grupo rebelde no leste da República Democrática do Congo (RDC).

Segundo a BBC News, as autoridades locais dizem que supostos membros das Forças Democráticas Aliadas (ADF) atacaram a cidade de Oicha, na região de Beni, onde saquearam propriedades e animais. A ADF, que começou como um grupo rebelde ugandense nos anos 90, é responsabilizada por centenas de assassinatos desde 2014.

A insegurança no leste do Congo representa uma ameaça para as eleições, que devem ser realizadas no dia 23 de Dezembro.

A imprensa local revela que alguns candidatos eleitorais enfrentam dificuldades para alcançar alguns territórios durante a campanha eleitoral, por causa da insegurança caracterizada pelo activismo dos grupos armados.

Localizado numa região instável de África e com vizinhos também na mesma situação, o Níger é um país que tem enfrentado dificuldades na área da saúde e da vacinação em particular, disse nesta terça-feira, o presidente daquele país Mahamadou Issoufou.

 “Temos desafios de vária ordem como climáticos, demográficos e de segurança. Todos esses desafios agudizam-se diariamente. Temos ameaças, nas fronteiras do Mali, Líbia e com outros países que nos circundam. A questão da segurança tem vindo a roubar parte da nossa atenção. Temos estado a fazer investimentos de 20% para garantir a nossa segurança territorial, mas se não estivéssemos nessa situação esse dinheiro poderia ser usado em outras áreas como a saúde. A questão da segurança tem levado as populações a sair das suas regiões de origem. Falamos de homens, mulheres e crianças e isso exige de nós, muito esforço”.  

Apesar desses desafios, o governo do Níger diz estar a fazer esforço no sentido de atingir a meta de alocar 10% do orçamento para o sector da saúde. Por seu turno, a ministra da Cooperação Internacional dos Emirados Árabes Unidos falou do segredo por detrás daquele país ser um dos que tem menor taxa de mortalidade infantil no mundo. “Os objectivos estavam claros desde o início, sempre lutamos para reforçar o sector da saúde em estreita colaboração com os países da região”, destacou Reem Al Hashimy.

Para PCA da Gavi, o sector da saúde só pode desenvolver se os países investirem igualmente em outros sectores como energia. “É impossível pensar a saúde sem falar de outros sectores. Se não há energia não teremos como conservar as vacinas. Quando falo de energia, também me refiro a questão do saneamento do meio entre outras questões que se não serem tomadas em consideração, não iremos lograr os nossos objectivos”, disse.

Recorde-se que a Conferência da Aliança Global de Vacinas terminou esta terça-feira e juntou em Abu Dhabi, governos, membros da sociedade civil e representantes da indústria farmacêutica.

 

Decorreu em Marrocos  a oitava cimeira Africities, que tinha como pano de fundo o desenvolvimento sustentável das cidades africanas.

"As cidades africanas estão cada vez mais sufocantes. Segundo os peritos, a população vai passar de quinhentos milhões a mil milhões de pessoas em 2040. Uma previsão alarmante que impõe a criação de novas políticas para as cidades africanas. A Urbanização, a gestão dos fluxos migratórios e o aumento da temperatura global são alguns dos desafios abordados por vários representantes africanos, em Marraquexe, Marrocos, no âmbito da oitava cimeira Africities", afirmou Wahany Johnson Sambou, correspondente do canal AfricaNews, citado pela Euro News.

O Presidente da câmara da capital do Senegal, Soham Wardini, disse durante a cimeira que o nível do mar, em Dakar, subiu o que poderá vir a provocar cheias.

"Problemas como a erosão costeira e outros desafios obrigam-nos a fazer cimeiras, como esta, para aprendermos uns com os outros e contribuirmos para o debate, de modo a fazermos mudanças positivas nos vários países", disse Wardini.

Foi igualmente debatido na cimeira a questão da inclusão social dos migrantes que é vista pela ONU como uma das prioridades e que as mudanças passam por novas políticas energéticas, urbanísticas e migratórias.

"É preciso uma mudança de narrativa, o desenvolvimento de novos contactos e a criação de um novo espaço que facilite a integração e a inclusão social", disse Giulia Lavigna, representante da ONU para as questões da Habitação.

Sobre a questão da independência dos países africanos foi acordado que as parcerias entre os países do sul são o caminho a seguir.

O secretário-geral da UCLG África, Jean-Pierre Elong Mbassi, é da opinião de que para se obter independência financeira, um dos projectos em curso passa pela união dos esforços de várias instituições como o Banco Africano de Desenvolvimento e o Fundo Africano para o Desenvolvimento Urbano.

"Trata-se de uma capitalização de vinte milhões de euros que vai captar entre quinhentos milhões e mil milhões no mercado financeiro. Todos os mecanismos estão a ser implementados. As primeiras operações deverão acontecer por volta de 2021", explicou Mbassi.

Denis Mukwege e Nadia Murad receberam o Prémio Nobel esta semana. “Este Nobel não fará a violência desaparecer, nem os ataques a mulheres, grávidas, crianças, bebés. Mas nosso objectivo é que o prémio abra portas”, diz Murad.

Os vencedores do prémio Nobel da Paz, o médico congolês Denis Mukwege e a yazidi Nadia Murad, ex-escrava de extremistas, disseram esperar que o prémio ajude a dar fim à impunidade dos autores de violências sexuais.

O ginecologista de 63 anos e a jovem iraquiana, de 25, receberam em Oslo o Nobel atribuído conjuntamente por sua luta contra o estupro como "arma de guerra".

"Este prémio Nobel não fará a violência desaparecer, nem os ataques a mulheres, grávidas, crianças, bebés", declarou Murad à imprensa. "Mas nosso objectivo é que o prémio abra portas, e já é o caso", acrescentou.

Como outras milhares de mulheres yazidis, Murad foi submetida à escravidão sexual pelo grupo extremista Estado Islâmico após uma ofensiva no Iraque em 2014. Após conseguir escapar, a jovem, cuja mãe e seis irmãos foram assassinados, luta para que a perseguição ao povo curdo seja reconhecida como genocídio.

"Nenhum membro do Estado Islâmico foi julgado. Já não estão no Iraque, mas vemos que os estupros continuam como arma de guerra", destacou.

Denis Mukwege atende vítimas de violência sexual há duas décadas no hospital de Panzi, fundado no Bukavu, leste da República Democrática do Congo (RDC), região afectada pela violência crónica.

"A denúncia não é suficiente, é preciso agir", disse em cocletiva de imprensa.

"Nos conflitos armados, (…) a transformação dos corpos das mulheres em campo de batalha é um acto inadmissível em nosso século", acrescentou.

O prémio Nobel da Paz é composto por uma medalha de ouro, um diploma e um cheque de 9 milhões de coroas suecas.

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