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O País – A verdade como notícia

Três anos após o Acordo de Paris, representantes de 197 países, discutiu as regras para a aplicação do acordo, fixou directrizes para lutar contra mudanças climáticas, a serem seguidas a partir de 2020, na Cimeira sobre mudanças climáticas COP24, em Katowice, na Polónia.

Segundo a Euronews, no último sábado, a comunidade internacional discutia algumas questões chaves como: a ambição de cada nação, o financiamento para atingir as metas de diminuição de emissões de gases com efeito de estufa e a diferenciação do contributo de cada país para esses objetivos.

Mais de 160 países já apresentaram seus objetivos de redução das emissões, e os demais deverão fazê-lo até 2020. A cada cinco anos, os mesmos serão atualizados, mas só a partir de 2023, os países farão um balanço mundial de seus esforços coletivos para alcançar o objetivo de limitar a temperatura global.

Os países mais afetados pelas alterações climáticas querem que os países mais evoluídos económica e tecnologicamente, que ao longo do tempo têm poluído mais, contribuam mais para combater o aquecimento global.

Entretanto, os EUA, a Arábia Saudita, a Rússia e o Kuwait se opuseram à reunião "acolhendo" um recente relatório da ONU sobre a manutenção do aumento da temperatura global dentro do limite de 1,5°C. E o mundo agora está a caminho dos 3°C neste século.

O Acordo de Paris prevê que os países desenvolvidos ajudem financeiramente os países em desenvolvimento a reduzir suas emissões e se adaptar aos impactos das mudanças climáticas. A COP24 insistiu na necessidade de que este financiamento seja “previsível”, e convidou os países ricos a elaborarem um relatório sobre o mesmo a cada dois anos, a partir de 2020.

Os países em desenvolvimento buscam reconhecimento e compensação pelo impacto do aumento das temperaturas. A ideia de ser legalmente responsável por causar a mudança climática tem sido rejeitada há muito tempo pelos países mais ricos, que temem imensos projetos de lei no futuro.

A Bloomberg Intelligence alertou que novas desvalorizações do kwanza, no seguimento do acordo com o FMI, podem fazer com que Angola caia para o quinto lugar das maiores economias da África subsariana.

“O Fundo elenca a flexibilidade da taxa de câmbio para recuperar competitividade como um pilar crítico do programa; uma desvalorização adicional do kwanza deve fazer com que Angola escorregue para o quinto lugar das maiores economias da África subsariana”, escrevem os analistas da Bloomberg Intelligence.

As previsões actuais do FMI para Angola estão baseadas numa desvalorização do kwanza em 48,5% este ano e 28% no próximo ano, o que compara com as estimativas anteriores de 10,1% e 7,3%, respectivamente, acrescentam os consultores da agência de informação financeira Bloomberg.

A Nigéria e a África do Sul lideram a lista das maiores economias apontadas pelo FMI nas Previsões Económicas Mundiais de Outubro, seguido de Angola, Quénia e Etiópia, sendo que estes dois últimos ultrapassariam Angola na lista se as desvalorizações do kwanza continuarem, segundo a Bloomberg Intelligence.

Sobre a redução do valor do programa do FMI, várias vezes apontado pelo Executivo (4,5 mil milhões de dólares) para 3,7 mil milhões de euros, esta consultora diz que este valor “deve ajudar a redimensionar a sua economia para uma produção de petróleo mais baixa”.

Desde Janeiro, quando se situava nos 165,92 kwanzas por dólar, a moeda angolana depreciou-se 46,64%. O facto de, desde Janeiro, o kwanza ter-se depreciado significativamente estava previsto no âmbito do Programa de Estabilidade Macroeconómica (PAM), que passou por uma maior liberalização da taxa de câmbio.

“Esta tarefa está cumprida e já não temos mais nenhum ajustamento a fazer”, sublinhou Castro e Silva, para justificar a relativa estabilidade da moeda angolana nas últimas semanas.

Castro e Silva disse acreditar que, nos próximos tempos, a tendência será a de Angola entrar numa fase em que a moeda nacional “vai assumir comportamentos como se vêem nas outras moedas”, com movimentos de depreciação, quando a procura for maior que a oferta, e de apreciação, quando suceder o contrário.

O CEO da Huawei, Ren Zhengfei, considerado uma lenda no mundo dos negócios da China, foi soldado do Exército Popular de Libertação e ganhou milhares de milhões com tecnologia.

Na enorme sede da Huawei Technologies em Shenzhen, as paredes do refeitório são decoradas com frases do fundador e presidente executivo Ren Zhengfei. O laboratório de pesquisa lembra a Casa Branca, em Washington. No local, há um lago onde vivem três cisnes negros.

Ren foi soldado do Exército Popular de Libertação e ganhou milhares de milhões com tecnologia. Para Ren, as aves servem para lembrar que é preciso combater a complacência e preparar-se para crises inesperadas. E foi o que aconteceu na Huawei. A directora financeira, Meng Wanzhou, filha de Ren, está presa no Canadá e pode ser extraditada para os EUA, após acusações de conspirar para enganar bancos e violar sanções ao Irão.

A prisão de Meng colocou a Huawei no fogo cruzado da rivalidade tecnológica entre China e EUA. O governo americano vê a empresa chinesa — grande fornecedora global de equipamentos para redes de telefones móveis — como um potencial risco à segurança nacional. Na equipa do presidente Donald Trump, alguns estão especialmente empenhados em impedir que a Huawei forneça equipamentos para a migração das operadoras americanas de comunicações móveis para a tecnologia 5G, que promete acelerar a adopção de carros autónomos e dispositivos ligados à internet.

Ren é uma lenda no mundo dos negócios da China. Sobreviveu enquanto milhões morriam de fome em consequência de políticas económicas implementadas por Mao Tse Tung e conseguiu erguer uma companhia de tecnologia que factura 92 mil milhões de dólares. A Huawei é a maior fabricante de smartphones da China e segunda maior do mundo, ultrapassando a Apple, de acordo com a consultora IDC. Embora receba menos atenção do que as gigantes chinesas da internet, as receitas da Huawei no ano passado foram maiores do que a soma das receitas de Alibaba Group Holding, Tencent Holdings e Baidu. Metade das vendas são feitas no exterior, principalmente na Europa, Oriente Médio e África.

Há anos, autoridades em todo o mundo expressam preocupação com a expansão global da companhia. Em 2008, o Comité de Investimento Estrangeiro dos EUA impediu que concretizasse uma aquisição. Mais recentemente, Austrália, Nova Zelândia e EUA vetaram ou limitaram o uso de equipamentos da Huawei. Operadoras de telemóveis do Japão também planeiam banir alguns componentes fabricados pela companhia, de acordo com uma reportagem veiculada pela Kyodo News.

A detenção e o processo contra Meng nos EUA desenrolam-se no centro de uma disputa entre EUA e China pelo domínio tecnológico nas próximas décadas — com consequências potencialmente severas para a Huawei.

Ren recusou o pedido de entrevista da Bloomberg News.

"Isto dá a Trump um trunfo para negociar", disse o economista George Magnus, do Centro para a China da Universidade de Oxford, no Reino Unido. "Ela é a filha do presidente, Ren Zhengfei, um ex-oficial do Exército, e as supostas interacções entre a Huawei e o Irão são só a preocupação mais recente entre muitas."

Se a situação chegar a tal ponto, uma proibição à compra de tecnologias e componentes americanos seria um golpe duro para a Huawei. O governo Trump impôs essa penalidade à também chinesa ZTE, mas recuou.

Um veto comercial pleno nos EUA não se aplicaria somente a componentes, mas também a software e patentes de companhias americanas, alertaram os analistas Edison Lee e Timothy Chau, da Jefferies Securities. "Se a Huawei não puder licenciar o Android do Google ou as patentes da Qualcomm em tecnologia de acesso por rádio 4G e 5G, não poderá fabricar smartphones ou estações de base 4G/5G", escreveram num relatório.

Os “coletes amarelos” saíram este sábado para protagonizar mais um acto de protestos, trata-se do quinto protesto, desde 17 de Novembro. No acto da manifestação 25 pessoas foram detidas. Os mesmos exigem melhores condições de vida, apesar das medidas já anunciadas pelo Presidente francês, Emmanuel Macron, que incluem o aumento de 100 euros no salário mínimo e isenção de impostos para as reformas baixa.

Após quatro sábados de mobilização, três dos quais marcados por graves distúrbios e violência, que deixaram o Governo em dificuldades, alguns defendem agora um apaziguamento.

Durante os bloqueios de rua, seis pessoas morreram e centenas ficaram feridas. O colectivo dos “coletes amarelos livres” apela para uma trégua considerando que chegou a altura de dialogar.

Segundo a Amnistia Internacional, 1.407 pessoas foram feridas durante os protestos, 46 das quais com gravidade, e 717 foram agentes da polícia, da guarda e bombeiros.

Morreu aos 94 anos o ex-Presidente da Etiópia, Girma Wolde-Giorgis, que liderou o parís de 2001 a 2013. A imprensa local não avançou as causas da morte, segundo escreveu a DW.

O Primeiro-Ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, lamentou o sucedido e disse que Wolde-Giorgis era um modelo a seguir.

“O Presidente Girma prestou o seu serviço ao povo e ao país com o seu conhecimento e experiência e um excecional sentido de serviço e determinação, tornando-se um modelo a seguir", afirmou.

Ainda de acordo com a notícia avançada pela DW, o ex-Presidente teve uma participação activa nos esforços para promover a reconciliação entre a Etiópia e a Eritreia, alcançada em Julho.

Gabinete de procurador-geral de Manhattan avalia se alguns dos doadores do comité deram dinheiro em troca de concessões políticas, influenciando cargos ou o acesso ao novo governo, segundo o 'Wall Street Journal'.

Promotores federais estão investigando se o comité de posse do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez mau uso de recursos arrecadados, afirmou o "Wall Street Journal" citando pessoas familiarizadas com o assunto.

O inquérito, aberto pelo gabinete do procurador-geral de Manhattan, está examinando se alguns dos doadores do comitê deram dinheiro em troca de concessões políticas, influenciando cargos ou o acesso ao novo governo, segundo o jornal.

A investigação pode representar outra ameaça legal para Trump e a Casa Branca, que já enfrenta processos e investigações sobre assuntos como contatos da campanha de Trump com a Rússia, pagamentos em dinheiro para mulheres feitos pelo ex-advogado do presidente e gastos da fundação de Trump.

A investigação do comitê de posse resultou em parte de materiais apreendidos em uma investigação sobre negociações do ex-advogado de Trump Michael Cohen. Cohen foi condenado na quarta-feira a três anos de prisão por crimes incluindo orquestrar compra de silêncio, violando as leis de campanha.

Um porta-voz do gabinete do procurador-geral de Manhattan recusou-se a comentar. Os porta-vozes da Casa Branca e da campanha de Trump não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.

Cardeal George Pell, acusado na Austrália de agressões sexuais contra menores, e o chileno Francisco Javier Errázuriz, suspeito de ter escondido os actos de um padre pedófilo, faziam parte do C9, que aconselha o Papa Francisco sobre a reforma da administração da Santa Sé.

O Vaticano confirmou oficialmente que o papa Francisco afastou de seu círculo de conselheiros mais próximos o cardeal George Pell, acusado na Austrália de agressões sexuais contra menores, e o chileno Francisco Javier Errázuriz, suspeito de ter escondido os actos de um padre pedófilo.

Os dois fazem parte do conselho de nove cardeais de todos os continentes, chamado C9, que aconselha o Papa Francisco sobre a reforma da administração da Santa Sé.

O papa afastou Pell da poderosa secretaria de Economia há 18 meses, para que ele pudesse se defender diante da Justiça australiana. Ontem, dois meios religiosos na internet, o National Catholic Reporter e a América Magazine, informaram que ele foi condenado por unanimidade, mas a pena só será conhecida em Fevereiro.

De acordo com o relatório da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) a produção angolana de petróleo cifrou-se em 1,521 milhões de barris por dia, em Novembro, fazendo de Angola o segundo maior produtor de petróleo em África depois da Nigéria.  

O site do Macauhub escreveu que segunda a comunicação directa a produção de Angola ascendeu a 1,417 milhões de bpd, número que revela uma quebra mensal de 40 mil bpd.

Angola liderou a produção de petróleo em África durante praticamente todo o ano de 2016 e até Maio de 2017, lugar que perdeu desde então para a Nigéria.

A produção neste último país foi condicionada entre 2015 e 2016 por ataques terroristas, grupos armados e instabilidade política interna.

Dois homens foram condenados a penas de prisão perpétua por canibalismo na África do Sul. Trata-se do curandeiro, Nino Mbatha, de 33 anos e Lungisani Magubane, de 32 anos. Os dois são acusados pela morte de uma jovem de 24 anos, Zanele Hlatshwayo.

O juiz Peter Olsen descreve o caso como coisa de pesadelos e que os condenados são culpados do mais hediondo dos crimes, escreve o Notícias ao Minuto.

As autoridades só foram alertadas para o caso quando o curandeiro se entregou à polícia, argumentando que estava "farto de comer carne humana".

Num primeiro momento os agentes que o receberam na esquadra julgaram estar perante um caso psiquiátrico. Foi nessa altura que Nino Mbatha retirou da mala que levava consigo partes de corpos humanos, provando assim o seu crime. 

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