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O País – A verdade como notícia

O Presidente dos Estados Unidos de América (EUA), Donald Trump decretou vitória sobre o Estado Islâmico na Síria e ordenou o início da retirada total das tropas norte-americanas do país.

A informação foi tornada pública pelo Donald Trump, através da habitual comunicação pelo Twitter, num vídeo onde afirma que "estamos a lutar há muito tempo na Síria. Sou Presidente há quase dois anos e nós progredimos bastante e vencemos o Estado Islâmico, de forma clara. Recuperámos o território e agora chegou o momento das nossas tropas voltarem para casa."

Já a Euronews avança que o anúncio surpreendeu legisladores, aliados e conselheiros em segurança nacional do Presidente dos EUA.

No entanto, a decisão atraiu críticas, tanto da oposição democrata como por parte dos republicanos. Citado pela Euronews, Tim Kaine, senador democrata da Virginia diz que gostava de saber se "a decisão foi tomada com o conselho do Exército? Ou contra?", Questiona.

Por sua vez, Marco Rubio, senador republicado da Flórida disse que "agora que os Estados Unidos vão se retirar da Síria, estamos a entregar basicamente o país à Rússia e, em grande medida, ao Irão".

Estima-se que actualmente há cerca de 2000 soldados norte-americanos destacados no norte da Síria, essencialmente membros de forças especiais mobilizados para o combate contra o Estado Islâmico e para o treino das forças locais implicadas na reconquista das áreas controladas pelo grupo extremista.

 

O ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama ofereceu presentes de Natal para crianças doentes em um hospital de Washington. Ele fez a visita surpresa aos doentes usando um gorro de Pai Natal e carregando um saco cheio de pacotes. Obama ofereceu presentes aos pacientes do Hospital Infantil Nacional que estavam em salas de jogo e aos que estavam nos quartos, de acordo com um comunicado de seu gabinete.

Segundo o jornal "The Washington Post", o ex-presidente presenteou as crianças com quebra-cabeças, carros de controlo remoto e esmalte de unhas. Ele ficou por uma hora e meia no local. Antes de terminar a visita, Obama cumprimentou um grupo de médicos, enfermeiros e funcionários, os agradeceu pelo trabalho durante as festas natalícias e cantou algumas canções de Natal.

Obama já havia visitado o mesmo hospital no Natal de 2014, quando ainda era presidente. Sua mulher, ex-primeira-dama Michelle Obama, compareceu ao centro médico durante os 8 anos em que esteve na Casa Branca.

Era suposto que tivessem ocorrido em 2016, mais devido a problemas logísticos alegados por Kabila, as eleições foram adiadas para 2017 e, posteriormente, para 2018.

 A comissão Eleitoral da República Democrática do Congo disse aos candidatos presidenciais que a votação marcada para este domingo não se vai realizar, garantiu um dos candidatos citado por Reuters.

A Comissão Eleitoral CENI chamou, esta quarta-feira, os candidatos a uma reunião no Parlamento, após notícias de adiamento de eleições devido a problemas com material eleitoral.

O candidato Theodore Ngoy, que esteve na reunião, disse numa mensagem a Reuters que o presidente CENI Corneille Nangaa declarou que a comissão estava “tecnicamente incapacitada” para levar a cabo as eleições marcadas para domingo.

Nestas eleições, deve-se escolher o sucessor do presidente Joseph Kabila, que deve deixar o cargo após 18 anos no poder. Esta poderá ser a primeira transição democrática do poder na República Democrática do Congo.

Bem antes destas declarações, Martin Fayulu, candidato presidencial, disse a Reuters que seria inaceitável o adiamento do escrutínio.

“O presidente do CENI disse que haveria tempestade ou raios de sol nas eleições do dia 23 de Dezembro. Hoje, não podemos aceitar a mudança de posição do sr. Nangaa”, disse Fayulu.

Os preparativos para eleições, que já foram várias vezes adiadas desde 2016, foram interrompidos, depois de um incêndio que, de acordo com a CENI, destruiu 80% das máquinas de voto.

O partido no poder acusa a oposição de ter provocado o fogo, alegando que desde início a oposição mostrou-se contra o uso de máquinas de votação no lugar de boletins de votos. Por sua vez, a oposição acusa o partido no poder de ter queimado o armazém para prolongar o tempo de Kabila no poder.

Além da destruição do material de votação, a campanha eleitoral tem sido marcada por uma onda de violência, que levou o governador da província de Kinshasa a suspender a propaganda política para todos os concorrentes.

Na quarta-feira, a Polícia disparou gás lacrimogéneo para dispersar os partidários da oposição que atiravam pedras na capital, protestando contra medida.

Essa decisão foi “totalmente ilegal, não podemos respeitá-la”, disse Fayulu, um dos 21 candidatos. A campanha deveria terminar à meia-noite de sexta-feira.

 

 

Um mandado de captura foi emitido para a antiga primeira-dama do Zimbabwe Grace Mugabe. Em causa está uma alegada agressão à modelo Gabriella Engels, num hotel em Joanesburgo, afirmaram as autoridades. Após a alegada agressão, em Agosto de 2017, o governo sul-africano ofereceu a Grace Mugabe imunidade diplomática. A imunidade foi revogada este ano depois de a vítima ter recorrido da decisão.

"Posso confirmar que um mandato para a prisão de Grace Mugabe foi emitido na última quinta" disse o porta-voz da polícia sul-africana, Vishnu Naidoo, que acrescentou que a polícia pediu o apoio da Interpol para o efeito. O crime terá ocorrido no bairro da moda de Sandton, um distrito conhecido pelas suas lojas de luxo.

A primeira-dama negou as alegações e afirmou que Gabriella Engels estaria "bêbeda e desequilibrada" e a teria atacado com uma faca. Mas o grupo de defesa da alegada vítima, afirmou que Grace Mugabe estava a mentir. A antiga primeira-dama tinha sido considerada uma potencial sucessora ao seu marido, Robert Mugabe, que governou o Zimbabwe durante décadas, até ter sido afastado num golpe de estado que teve lugar no ano passado.

Pelo menos 22 jovens morreram na África do Sul nas últimas duas semanas nos rituais de circuncisão, que marcam a passagem para a maioridade, anunciaram fontes oficiais, referindo que a polícia e o Ministério Público estão a investigar. A província do Cabo Oriental (sudeste) é a mais afectada, com 18 mortos, indicaram fontes do Governo local à agência noticiosa Efe, reconhecendo "a preocupação" pelo elevado número.

"A causa das mortes é a desidratação. A polícia está a investigar", referiu Mamkeli Ngam, porta-voz do Departamento de Assuntos Tradicionais daquela província. Segundo o portal Eyewitness News, imprensa local, ocorreram mais duas mortes na província do noroeste e outras duas no Cabo Ocidental (sudoeste).

Este tipo de ritual de iniciação representa uma prática tradicional de muitas comunidades africanas que marca a passagem da infância para a idade adulta. As cerimónias são praticadas nas chamadas "escolas de iniciação", muitas legalmente reconhecidas, pelas quais passam dezenas de milhares de jovens todos os anos.

Embora as autoridades sul-africanas peçam às famílias que não participem nestas práticas, enquanto os jovens ainda são menores, trata-se de uma questão de "grande sensibilidade" social que permanece, em última instância, nas mãos dos líderes tradicionais e pais, explica Mamkeli Ngam.

"Supõe-se que, para aqueles que querem participar, a idade é de 18 anos, mas, infelizmente, há menores de 18 anos que o fazem. Desaconselhamos, porque é muito difícil resistirem ao tipo de desafio que vão encontrar", afirmou o porta-voz Ngam.

"As famílias têm que assumir um papel de liderança para garantir que a maturidade desses jovens seja segura", acrescentou.

Dezenas de adolescentes morrem a cada ano na África do Sul nos rituais de circuncisão e as autoridades culpam os cirurgiões tradicionais negligentes e a existência de escolas de iniciação não aprovadas. Apesar das cerimónias serem consideradas por muitos uma parte essencial da cultura africana, organizações de protecção à criança denunciam o "tratamento desumano" que os adolescentes sofrem para serem respeitados como adultos na sua comunidade.

Líder "histórico" nasceu a 3 de agosto de 1934, no Munhango, a comuna fronteiriça entre as províncias do Bié e Moxico, e viria a ser morto em combate após uma perseguição das Forças Armadas Angolanas a 22 de Fevereiro de 2002.

Os restos mortais do líder fundador da UNITA, abatido na guerra civil angolana em 2002, só serão exumados provavelmente em 2019, disse o porta-voz do partido do "Galo Negro".

Alcides Sakala, que falava à margem da IV Reunião da Comissão Política da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) em Viana (arredores de Luanda), salientou, porém, que estão a decorrer discussões entre o partido e o Governo para a definição de um calendário para a operação.

Em Agosto, na sequência de uma reunião inédita entre o Presidente de Angola, João Lourenço, e o líder da UNITA, Isaías Samakuva, o chefe de Estado angolano garantiu o "empenho pessoal" para que o processo de exumação dos restos mortais de Jonas Savimbi ficasse concluído ainda este ano.

“O ano já está no fim, naturalmente. Mas o importante é que as discussões continuam. Estas condições criadas para o efeito têm vindo a aproximar pontos de vista. […] Vai-se definir um quadro de passos que têm de ser dados e pensamos que, no início do próximo ano, poderemos apresentar eventualmente um cronograma quase definitivo deste processo", disse Alcides Sakala.

A exumação dos restos mortais de Jonas Savimbi insere-se no quadro da "reconciliação nacional" promovida por João Lourenço – Governo e UNITA mantiveram uma Guerra Civil de 27 anos (1975/2002) -, que já permitiu realizar idêntico processo, concluído com uma homenagem ao mais alto nível, a um alto militar do exército do "Galo Negro", o general Arlindo Chenda Pena "Ben Ben", em Setembro.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, apresenta esta segunda-feira na Câmara dos Comuns as conclusões do Conselho Europeu da semana passada, mas contínua sem argumentos que convençam os deputados a viabilizarem o acordo de saída da União Europeia (UE), segundo avança Agência Lusa citada pelo Notícias ao Minuto.  

De acordo com o Notícias ao Minuto, há uma semana, Theresa May decidiu adiar a votação do acordo do 'Brexit' no parlamento britânico, por admitir que o mesmo seria rejeitado, tendo-se deslocado a Bruxelas na terça-feira para discutir com os líderes europeus formas de obter "garantias adicionais" sobre os termos do mecanismo de salvaguarda previsto para evitar o regresso de uma fronteira na ilha da Irlanda, o tema mais difícil das negociações e que originou as maiores divergências.

Nas conclusões publicadas no final dos trabalhos do Conselho Europeu, os 27 não cederam na sua determinação de não reabrir a negociação dos termos do acordo de saída, limitando-se a repetir o que já constava no texto defendido pelos chefes de Estado e de Governo dos 27 em 25 de Novembro.

Todavia, para a primeira-ministrra britânica, há margem para esclarecimentos adicionais por parte dos 27 sobre o 'backstop' da fronteira irlandesa e que, nos próximos dias, debaterá com os seus parceiros europeus como obtê-las.

Theresa May, que falava em conferência de imprensa em Bruxelas após a conclusão do Conselho Europeu, prosseguiu referindo que nos próximos dias debaterá com os líderes europeus e com as instituições europeias como obter "as garantias adicionais de que o parlamento britânico precisa para aprovar o acordo" de saída do Reino Unido da UE.

Para o Notícias ao Minuto, embora espere mais dos seus parceiros europeus, a chefe do Governo britânico desmistificou a ideia de que as conclusões do Conselho Europeu, dedicado ao Artigo 50, publicadas na quinta-feira à noite, não tenham constituído um passo em frente nas garantias que clamava quanto à questão do mecanismo de salvaguarda para a fronteira irlandesa.

May recordou que as conclusões formais do Conselho Europeu têm um cariz vinculativo, pelo que são "bem-vindas", e estimou que é do interesse de ambas as partes que o impasse quanto à aprovação do acordo pelo parlamento britânico se resolva "o quanto antes".

 

Foi em frente à sede da Televisão Pública húngara, em Budapeste, e com alguns momentos de tensão com as forças de segurança, que culminou a quarta noite de protestos contra a apelidada "lei da escravatura".

A informação foi avançada esta segunda-feira, pela Euronews.

De acordo com a Euronews, durante o dia, cerca de 15 mil pessoas tinham respondido ao apelo da oposição e sindicatos, desfilando até ao Parlamento para voltar a contestar a nova legislação do trabalho, aprovada na passada quarta-feira.

Segundo a fonte que temos vindo a citar, um manifestante diz que o protesto é uma "crítica aos últimos oito anos" de Governo e acrescenta que espera "livrar-se do executivo do primeiro-ministro, Viktor Orbán, por meios democráticos".

Todas as formações da oposição compareceram em frente ao Parlamento húngaro, prometendo uma frente unida contra o executivo.

A deputada independente, Bernardett Szél, citada pela Euronews, afirma que os que estão no poder "podem fazer tudo, enquanto o povo se deve calar e trabalhar até sangrar do nariz".

Foi a primeira vez que a totalidade da oposição desfilou unida desde a chegada de Orbán ao poder em 2010.

Tamás Székely, presidente do Sindicato de Trabalhadores da Indústria Química, disse que irão "fazer greve juntamente com professores, comerciantes e todos os que forem forçados a trabalhar mais ou substituir outros sem ser pagos".

Segundo a Euronews, o aspecto mais criticado da nova lei do trabalho é a disposição que aumenta para 400 horas por ano – o equivalente a dois meses inteiros de trabalho – o número de horas extra que um empregador pode exigir a um assalariado, tendo depois até três anos para as pagar.

Os manifestantes apelaram também à independência e objetividade dos meios de comunicação públicos face aos protestos.

 

Neste 17 de Dezembro de 2018 Jorge Mario Bergoglio completa 82 anos, com calorosas saudações vindas de todo o mundo. É o sexto aniversário celebrado como Pontífice.

Passaram-se 82 anos desde o 17 de Dezembro de 1936, dia do nascimento em Buenos Aires de Jorge Mario Bergoglio. Filho de emigrantes piemonteses, quando criança dizia que gostaria de ser açougueiro, como recordou ao responder a pergunta de uma criança em 31 de Dezembro de 2015.

Ele também tem uma paixão pelo canto, nascido do hábito de ouvir música toda semana no rádio, ao lado de seus irmãos e de sua mãe. Seu pai lhe ensinou, desde menino, a importância do trabalho. Assim, desenvolveu vários ofícios e graduou-se como técnico químico.

A vocação

Mas é outro o horizonte mais importante de sua vida: a fé, forjada por sua avó Rosa Margherita Vassallo, que floresce em sua vocação. Em 1958 entrou no seminário e escolhe realizar o noviciado entre os padres jesuítas. É nesse momento que uma enfermeira, a Irmã Cornelia Caraglio, salva sua vida convencendo um médico a administrar a dose certa de antibiótico para tratar uma pneumonia.

Para esta "brava mulher, também corajosa o suficiente para discutir com os médicos", Francesco expressou seus agradecimentos no último dia 3 de Março, ao encontrar uma delegação de enfermeiras.

O sacerdócio

Em 1969 foi ordenado sacerdote. Naquele dia, sua avó entrega a ele uma carta dirigida a todos os seus sobrinhos, que o jovem Jorge Mário guarda em seu breviário: "Tenham uma vida longa e feliz. Mas se em algum dia a dor, a doença ou a perda de um ente querido encher vocês de desconforto, lembrem-se que um suspiro diante do Tabernáculo, onde está o maior e mais augusto mártir, e uma olhar para Maria, que está aos pés da cruz, poderá fazer cair uma gota de bálsamo nas feridas mais profundas e dolorosas".

Arcebispo de Buenos Aires

Em 1973 foi nomeado provincial dos jesuítas da Argentina. Em 1992 recebe a ordenação episcopal e em 28 de Fevereiro de 1998 é nomeado arcebispo de Buenos Aires, primaz da Argentina.

No Consistório de 21 de Fevereiro de 2001, João Paulo II o criou cardeal. "Nesta manhã – afirmou o Papa Wojtyla na ocasião – a Roma católica abraça os novos cardeais com um caloroso abraço, sabendo que outra página significativa está sendo escrita de seus dois mil anos de história".

É o prelúdio de outra página histórica: a que, em 2013, escreve o primeiro Papa das Américas, o primeiro pontífice jesuíta.

A eleição para o trono de Pedro

Após a renúncia do Papa Bento XVI, vem a Roma para o Conclave. Em 13 de Março de 2013  é eleito Sumo Pontífice. Durante uma visita a uma paróquia romana, em 19 de Fevereiro de 2017, uma criança perguntou por que ele se tornou o Papa. "O que é eleito – responde – não é necessariamente o mais inteligente (…). Mas é aquele que Deus quer para aquele momento na Igreja".

Como Pontífice, escolhe o nome de Francisco. Poucos dias depois da eleição, encontrando os representantes da mídia, explica a escolha do nome revelando ter pensado em São Francisco de Assis, "o homem da pobreza, o homem da paz, o homem que ama e custodia a criação". E é precisamente essas direcções, através de gestos e escritos como a Encíclica Laudato si, que marcam o pontificado de Francisco.

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