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O País – A verdade como notícia

A tensão aumenta na França no quarto sábado consecutivo de manifestações dos “coletes amarelos”. Os manifestantes intensificam os protestos com lançamento de pedras e agressão às autoridades e a polícia responde com gás lacrimogéneo.

Em toda França, 125 mil pessoas manifestaram-se nas ruas, 118 ficaram feridas e 1385 foram interpeladas pelas autoridades. Na capital, Paris, mais de 500 pessoas foram detidas, no último sábado, noticiou Euronews.

Os protestos que iniciaram nas redes sociais, por causa da subida dos impostos sobre os combustíveis, culminaram com ideias anti políticas do Emmanuel Macron. O Presidente francês suspendeu a decisão por seis meses, na semana passada, cedeu, mas a contestação continua e ganha novas motivações. Os coletes amarelos aumentam a pressão sobre o executivo e queixam-se do nível salarial praticado no país e exigem a demissão do seu Presidente.

Cerca de 1,35 milhão de pessoas foram mortas em acidentes automobilísticos em todo o mundo em 2016. As vítimas são crianças e jovens, de idades entre cinco e 29 anos, segundo revelam os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS, 2018), e os países africanos tem a pior taxa de mortes no mundo.

O relatório diz ainda que os países africanos têm défice de leis claras sobre o limite de velocidade e regras de trânsito no geral. Diz ainda que mais pessoas morrem de lesões relacionadas à estrada do que de HIV / Aids, tuberculose ou doenças diarreicas.

A taxa de fatalidades das estradas africanas é de 26,6 mortes por 100.000 pessoas, é quase três vezes maior que a da Europa, que é a mais baixa do mundo. Ora vejamos, países da africanos e sudeste da Ásia têm taxas regionais de mortes no trânsito mais altas que a taxa global, com 26,6 e 20,7 mortes por 100.000 habitantes, respectivamente, de seguida os países do Mediterrâneo Oriental e Pacífico Ocidental com taxas regionais comparáveis ??à taxa global, com 18 e 16,9 mortes por 100.000 pessoas.

Entretanto, os países das américas e da europa têm as menores taxas regionais de 15,6 e 9,3 mortes por 100.000 pessoas, respectivamente.

A OMS recomenda ao aumento dos esforços de segurança que inclui o desenvolvimento de infraestruturas mais seguras, como ciclovias, e legislação "melhor" sobre velocidade, cintos de segurança e padrões de veículos.

O Museu Real da África Central, na Bélgica, reabre este fim-de-semana depois de mais de uma década encerada, para sua renovação, tanto do edifício como da história, antes considerada bastante parcial.

A informação foi dada este sábado, pela Euronews, que avança que durante longos anos o mesmo foi apelidado de "último museu colonial do mundo".

Citado pela Euronews, Bruno Verbergt, diretor operacional do museu diz que "O homem africano selvagem, nu ou quase nu, bem como a imagem de propaganda típica de África, era como o continente africano era descrito ao povo belga no início do século XX."

Guido Gryseels, foi quem contextualizou os abusos coloniais da Bélgica no próprio edifício, que antes glorificava o passado colonial do país, mas actualmente “do meu ponto de vista moral nos distanciamos do colonialismo como sistema, não o aceitamos como sistema de governação, pois não é aceitável hoje em dia, é imoral."

Segundo Euronews a escultura de um artista congolês ocupa agora um lugar de destaque no novo espaço de exposição.

A controvérsia continua, no entanto, a existir é uma realidade da sociedade belga. Há muitos pontos do país que ainda honram o passado colonialista, como explica o historiador e ativista Jean-Pierre Laus. "Não há uma cidade na Bélgica onde não existam nomes de ruas, monumentos ou placas colonialistas. Estão por todos os lados."

 

Annegret Kramp-Karrenbauer, secretária-geral da União Democrata-Cristã (CDU), é considerada a "Merkel bis", já que defende a mesma linha de centro-direita da chanceler.

A União Democrata-Cristã (CDU), o partido da chanceler Angela Merkel, elegeu nesta sexta-feira (7) como sua nova líder Annegret Kramp-Karrenbauer, conhecida como AKK.

Depois de 18 anos à frente do partido e 13 como chanceler da Alemanha, Merkel renunciou no fim de Outubro à liderança da CDU, após os resultados negativos do partido nas eleições regionais na Baviera (sul) e em Hesse (oeste).

Kramp-Karrenbauer, de 56 anos, é secretária-geral do partido e considerada a "Merkel bis", já que defende a mesma linha de centro-direita da chanceler. Ela venceu com um pouco mais de 51% dos votos.

O cientista político Eckhard Jesse, da Universidade de Chemnitz, disse à agência AFP antes da eleição de AKK que a eleição dessa sexta pode ter uma importância histórica para o país, pois "aquele que conquistar a presidência do partido mais importante na Alemanha se tornará chanceler no longo prazo".

Jesse acredita, inclusive, que a possibilidade de Merkel concluir seu mandato "está praticamente descartada, pois o SPD (Partido Social-Democrata) não permanecerá na coalizão de governo até este ano". O SPD integra a coalizão de governo de Merkel e, nesse ano, demorou 5 meses para fechar o acordo de coalizão.

Desafio

O principal objectivo de AKK deve ser recuperar os antigos eleitores da CDU, que agora preferem a extrema-direita. As perspectivas eleitorais do Alternativa para Alemanha (AfD), a terceira força política no Parlamento alemão após o óptimo resultado em Setembro do ano passado, ganharam força com o medo da imigração estimulada pela política de Merkel, que aceitou abrir as fronteiras do país e receber mais de um milhão de sírios e iraquianos entre 2015 e 2016. Kramp-Karrenbauer aposta na proposta de repatriar os refugiados condenados por algum crime, inclusive os sírios.

Merkel: “Momentos difíceis”

Em seu discurso de despedida da liderança da CDU, Merkel fez uma defesa aos valores "cristãos e democráticos", ante o avanço das tendências populistas e nacionalistas no mundo, em seu último discurso como presidente da CDU.

"Nestes momentos difíceis, não devemos esquecer nossos valores cristãos e democratas", afirmou Angela Merkel. "Sinto reconhecimento por ter sido presidente durante 18 anos", afirmou Merkel na abertura do congresso na quinta-feira.

"Foi um período muito longo, no qual a CDU passou por altos e baixos", acrescentou. AKK concorreu contra o milionário Friedrich Merz, que propõe uma guinada à direita da CDU e do país, e o ministro da Saúde Jens Spahn, muito crítico de Merkel.

Duas freiras foram tiradas de congregação e levadas a institutos para comprovar veracidade das alegações de abusos e maus tratos.

O Vaticano enviou uma missão de religiosos ao Chile para investigar as denúncias de que freiras sofreram abusos sexuais em uma congregação das Irmãs do Bom Samaritano, informou a Igreja chilena.

A irmã Rosario Alonso e o padre Maurizio Bridio foram enviados pela Congregação para os Institutos da Vida Consagrada e as Sociedades da Vida Apostólica do Vaticano para determinar a veracidade das denúncias de abuso sexual e maus tratos ocorridos dentro da congregação, facto revelado pela TV chilena em Julho passado.

“Irmãs que pertenceram a nossa Congregação fizeram acusações em meios de comunicação, algumas delas muito graves”, destaca o comunicado da Igreja. A missão terá por objectivo “recolher a informação necessária para um conhecimento profundo da Instituição e transmiti-la à Santa Sé”.

Os deputados do partido Socialista e Comunista da França vão apresentar uma moção de censura ao governo do Presidente francês, Emmanuel Macron, criticando a forma como tem gerido a crise desencadeada pelos coletes amarelos.

O anúncio ocorreu depois de Macron ter cancelado o aumento da taxa sobre os combustíveis. A moção deverá ser rejeitada pois o partido do Governo tem a maioria no parlamento.

Estão agendados, para sábado, mais protestos dos coletes amarelos.

"Foram tomadas novas medidas de segurança para prevenir a violência que se espera que ocorra no próximo sábado. As barreiras de controlo que bloquearam os polícias, no último fim de semana, serão retiradas. As forças de segurança serão autorizadas a enfrentar diretamente os manifestantes, caso seja necessário. O número de policiais será aumentado, sabendo que as forças de segurança já estão com bastante trabalho. Foram cancelados alguns eventos como, por exemplo, viagens de ministros ou o jogo de futebol entre Paris Saint-Germain e o Montpellier”, relata Valerie Gauriat, jornalista da euronews.

A jornalista diz ainda que se espera que com essas medidas os manifestantes se sintam dissuadidos de modo a evitar o pior.

Um terremoto de magnitude 5,2 na escala Richter atingiu as regiões de Santiago, Valparaíso, Coquimbo, O'Higgins e Maule, no Norte e Centro do Chile. Ainda não há relatos de vítimas ou danos materiais.

O tremor tinha como epicentro o litoral, a 17 quilómetros (km) do porto de San Antonio, a sudeste, e 115 km da capital, Santiago, a sudoeste, segundo o Centro Sismológico Nacional da Universidade do Chile.

O hipocentro foi registrado a 36 quilómetros de profundidade, de acordo com o Serviço de Hidrografia e Oceanografia da Marinha chilena. O órgão apontou que não há reunião de características necessárias para gerar um tsunami no litoral do país.

O Escritório Nacional de Emergência (Onemi) informou que o terremoto abrangeu cerca de 800 quilómetros do território chileno e foi percebido com intensidades de 5 a 3 na escala internacional de Mercalli.

"No momento, não foram reportados danos a pessoas, alterações de serviços básicos ou infra-estrutura devido a este sismo. Os órgãos técnicos estão avaliando a situação nas regiões", disse a Onemi em comunicado.

Mais de 900 igrejas cristãs foram destruídas por terroristas do Boko Haram, no norte da Nigéria, como parte da campanha violenta do grupo radical islâmico para expulsar todos os cristãos da região. As informações são da ala juvenil da Associação Cristã da Nigéria (CAN).

Segundo o relatório da “CAN”, a “carnificina” que está sendo promovida contra os cristãos não é “acidental”. A organização argumentou que ataques contínuos nas comunidades de Kaduna, Plateau, Benue e Taraba mostram que a guerra de Boko Haram contra os seguidores de Cristo, que começou em 2009, continua em pleno vigor.

Segundo o jornal “Daily Post”, os comentários foram feitos após a reunião do Conselho Executivo Nacional, realizada em Gusau, estado de Zamfara, com o presidente da ala jovem, o evangelista Musa Misal, pedindo a reconstrução de mais de 900 igrejas que foram destruídas.

A “CAN” pediu ainda ao governo nigeriano que intensifique sua protecção aos civis, o que foi repetido por grupos de apoio aos cristãos perseguidos, como a “International Christian Concern”.

“Os cristãos continuam a ser o alvo principal e constante de radicais islâmicos, como o Boko Haram e os militantes Fulani sem qualquer esperança de serem protegidos verem a justiça agir com firmeza contra esses crimes”, disse a ICC em nota, referindo-se também aos pastores Fulani Grupo – outro grupo radical islâmico que já teria matado mais de 800 cristãos e muçulmanos moderados, somente no segundo semestre de 2016.

Ligações com o Estado Islâmico

O Boko Haram, que jurou lealdade ao Estado islâmico em 2015, está matando cristãos e muçulmanos moderados em sua guerra contra o governo, atacando vilarejos e cidades, sequestrando mulheres e crianças e forçando também seus reféns (homens, mulheres e crianças) a realizarem ataques suicidas.

A BBC News informou na semana passada que os jihadistas agora estão até usando bebés para explodi-los como parte de seus atentados suicidas. Duas mulheres disfarçadas de mães com bebés no colo realizaram um bombardeio no dia 13 de Janeiro, na cidade de Madagali, no estado de Adamawa.

Com 180 milhões de habitantes, a população da Nigéria é igualmente dividida entre muçulmanos e cristãos, segundo a Comissão dos Estados Unidos para a Liberdade Religiosa Internacional, e é composta por mais de 250 grupos étnicos. A maioria da população do norte da Nigéria identifica-se como muçulmana e é maioritariamente do grupo étnico Hausa-Fulani.

O presidente afirmou que a Igreja Católica é a instituição "mais hipócrita do mundo" e que 90% dos seus sacerdotes são homossexuais.

O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, atacou de novo os bispos católicos ao afirmar que eles “são inúteis” e encorajou matá-los, em um país onde 85% da população é católica.

“Os bispos de vocês, matem-nos. Esses bastardos não servem para nada. A única coisa que sabem fazer é criticar”, disse ontem o presidente em discurso em Manila, cuja transcrição foi divulgada hoje pelo escritório presidencial. Em um acto posterior, o presidente afirmou que a Igreja Católica é a instituição “mais hipócrita do mundo” e garantiu que 90% dos seus sacerdotes são homossexuais.

A Conferência dos Bispos Católicos das Filipinas recusou responder aos comentários de Duterte: “Não queremos acrescentar mais lenha à fogueira. Qualquer comentário só exageraria o assunto”, escreveu hoje em comunicado o porta-voz da conferência episcopal, Jerome Seciliano. O porta-voz da Presidência, Salvador Panelo, defendeu que as palavras de Duterte não devem ser entendidas como algo literal, mas usou a “hipérbole” para conseguir um “efeito mais dramático” nos seus comentários.

Há apenas duas semanas, o presidente insultou de novo bispos e sacerdotes católicos, com os quais trava uma batalha verbal há mais de um ano, ao declarar aos filipinos que não deveriam ir à igreja para “pagarem de idiotas”.

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