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O País – A verdade como notícia

As autoridades angolanas expulsaram na semana passada quase mil cidadãos estrangeiros por permanência ilegal, falta de visto de trabalho e por auxílio à imigração irregular, lê-se no documento do Serviço de Migração e Estrangeiros (SME), citado pela Euronews .

Angolano adianta que, além dos 936 estrangeiros expulsos, e pelas mesmas razões, foram também detidos outros 522, enquanto 33 outros foram notificados para abandonar o país por permanência ilegal.

O SME indica também ter recusado a entrada em Angola a 38 cidadãos estrangeiros, que foram reembarcados para o local de origem, 23 por falta de documentos de viagem, um por falta de visto e 14 pelo facto de os dados biométricos de passaportes búlgaros e gregos não constarem na base de dados da União Europeia (UE).

Em relação ao movimento migratório, o SME registou a entrada no país de 13.534 cidadãos de diversas nacionalidades e 10.639 angolanos.

Em sentido inverso, as autoridades angolanas registaram a saída de 14.099 estrangeiros e de 13.704 angolanos. Em trânsito por Angola passaram 284 cidadãos de diversas nacionalidades.

A polícia da Tanzânia invadiu um casamento homossexual, em Pongwe Beach, na ilha da Tanzânia, e prendeu dez pessoas, além dos noivos, por causa da sua orientação sexual. De acordo com a Anistia Internacional, os policiais entraram no local onde acontecia a festa e levaram todos os homens que estavam sentados em dupla, já pressupondo que estes seriam casais.

A homossexualidade é considerada crime e pode levar a prisão, apesar do governo já se ter comprometido anteriormente a não tocar mais nesta questão. “É chocante que o governo tivesse afirmado que ninguém seria detido por orientação sexual ou questão de género, e agora esteja fazendo isso”, afirmou Seif Magango, director da Anistia Internacional do Oeste da África.

“É um verdadeiro ataque a humanidade e ao direito das pessoas exercerem sua existência. Isso mostra o perigo de se levar ao governo pessoas com um discurso discriminador”, completou.

A vice-presidente do Equador, María Alejandra Vicuña, renunciou nesta terça-feira (4/11) após forte pressão em razão de denúncias de corrupção relacionadas à cobrança ilegal de doações de um ex-assessor, quando era deputada entre 2011 e 2013.

Na sua conta do Twitter, María Alejandra afirmou que não permitirá que as "presunções" contra ela sejam utilizadas para criar um "ambiente de instabilidade" no governo ou rumores que envolvem até a possibilidade de renúncia do próprio presidente, Lenín Moreno.

O anúncio da renúncia foi feito um dia depois de Moreno a afastar temporariamente das funções como vice-presidente para se defender na Justiça das acusação e após ela negar taxativamente que deixaria o posto.

Delegações africanas presentes na COP 24, conferência do clima a decorrer na Polónia, lembram que as alterações climáticas estão a afetar o mundo todo, mas África é o continente mais prejudicado. E querem mais recursos.

A sugestão foi apresentada esta terça-feira, de acorno com a DW, na COP 24, a maior conferência do clima no mundo, que começou oficialmente na última segunda-feira, em Katowice, na Polónia.

Citada pela DW, a primeira-ministra da Namíbia, Saara Amadhila, destacou os problemas que nos períodos de seca e cheias têm provocado no seu país. "A Namíbia é altamente vulnerável aos impactos das mudanças climáticas, já que a nossa economia depende da agricultura, do turismo e da pesca, que são vulneráveis ao impacto adverso das mudanças climáticas. Continuamos a suportar os efeitos de secas frequentes, que roubam ao nosso povo a sua subsistência, e inundações que destroem as nossas infraestruturas e degradam os nossos solos".

As delegações africanas prometem sair da cimeira deste ano com resultados concretos sobre o Acordo de Paris e ações para combater as mudanças climáticas no continente. "As pessoas estão conscientes do impacto das mudanças climáticas ou dos efeitos adversos no continente africano. Precisamos de recursos e tecnologias. Estamos aqui para fechar o Acordo de Paris e, finalmente, tomar uma decisão final", disse à DW África a ex-ministra do Meio Ambiente da Gâmbia.

A cimeira do clima tem a missão de encontrar as fórmulas para implementar o Acordo de Paris de 2015, que determina a contenção do aquecimento global com cortes drásticos nas emissões de gases de efeito estufa, a fim de limitar o aumento da temperatura do planeta a 1,5 graus centígrados.

 

O presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, usou as redes sociais para esclarecer que estava vivo. Desde o ano passado, circulavam na internet boatos de que ele havia morrido e sido substituído por um sósia.

"Uma das questões que surgiram hoje no meu encontro com nigerianos na Polónia foi se eu havia sido clonado ou não. Os rumores ignorantes não surpreendem — quando eu saí de licença médica no ano passado, várias pessoas esperavam que eu estivesse morto", publicou o presidente, em sua conta oficial no Twitter.

De acordo com a rede britânica BBC, Buhari, que tem 75 anos e vai disputar a reeleição em Fevereiro, deixou o comando do país para fazer um tratamento de três meses no Reino Unido. Ele nunca revelou o que tinha, mas, ao retornar à Nigéria, disse que "nunca havia estado tão doente". Durante o período, surgiram os rumores de que ele havia morrido e sido substituído por um dublê sudanês chamado Jubril.

Contrariando os boatos, porém, o presidente garante estar bem de saúde: "Posso garantir a todos que este é o verdadeiro eu. Mais para o fim do mês, vou celebrar meu aniversário de 76 anos. E eu ainda estou forte".

O governo do presidente Emannuel Macron decidiu render-se à pressão dos coletes amarelos e suspendeu por seis meses a subida dos preços do combustível.

Durante três sábados consecutivos, de manifestações intensas, os coletes amarelos protestaram para que o governo francês suspendesse a medida de aumentar o preço de combustível, como forma de incentivar os franceses a aderir a veículos eléctricos e verdes que não poluam o meio-ambiente.

Os coletes amarelos, que são grupos de manifestantes de classe baixa e média, insistem no uso de veículos a combustíveis alegadamente porque são os meios ideais para sua condição de vida. Os protestos violentos, sobretudo do último sábado, causaram 263 feridos, uma morte e mais de 400 pessoas detidas. E foi uma das maiores manifestações de Paris registou uma mobilização situada em mais de 136 mil pessoas que vestiam coletes amarelos.

O Banco Mundial anunciou durante a Conferência do Clima da ONU (COP24), um investimento de 200 bilhões de dólares para "apoiar países a tomarem acções climáticas ambiciosas". O dinheiro deve ser investido entre 2021 e 2025.

De acordo com Kristalina Georgieva, presidente do Banco Mundial, metade desse dinheiro deve ir para "construir casas, escolas e infra-estruturas melhor adaptadas, e investir em agricultura inteligente, gestão sustentável de água e redes de segurança social."

100 bilhões de dólares são recursos do próprio Banco Mundial. A outra parte do dinheiro virá de financiamento combinado e de capital privado mobilizado pela entidade.

O financiamento de acções para lidar com as mudanças no clima é um dos temas em discussão na Conferência, que tenta definir um "livro de regras" sobre como deve funcionar o Acordo de Paris, ratificado em 2015.

Os países do Hemisfério Sul esperam que a comunidade internacional amplifique seus objectivos de redução de emissões de gases que provocam o efeito estufa. Além disso, pretendem recordar ao Norte a promessa de aumentar o financiamento das políticas climáticas nos países em desenvolvimento a 100 bilhões de dólares por ano até 2020.

Segundo dia de negociações

Os países mais ameaçados pelas catástrofes climáticas devem pedir mais compromissos das nações do Hemisfério Norte, em um contexto geral nada animador. Os presidentes dos Estados particularmente vulneráveis, como Honduras e Bangladesh, participarão do encontro.

"O grupo dos PMA (Países Menos Avançados) representa quase um bilhão de pessoas. Elas são as menos responsáveis pela mudança climática, mas as mais vulneráveis a suas consequências", comentou antes da conferência o presidente da delegação, o etíope Gebru Jember Endalew, que apontou a necessidade de "bilhões de dólares" para financiar estas políticas.

Mas os analistas temem que o contexto internacional, com a reiterada rejeição do presidente americano Donald Trump ao Acordo de Paris, não seja propício para a adopção de novos compromissos.

E a Polónia, que preside a reunião e é uma grande defensora de sua indústria do carvão, tem outras prioridades. Além da aprovação crucial das regras para colocar em prática o Acordo de Paris, Varsóvia deseja promover uma "transição justa" para uma economia com pouca emissão de carbono e que o encontro de cúpula aprove um texto neste sentido.

De acordo com uma versão preliminar, à qual a agência de notícias France Presse teve acesso, a "declaração de Silésia", coração da produção de carvão polonesa", "admite os desafios enfrentados pelos sectores, cidades e regiões em um período de conversão das energias fósseis (…) e a importância de assegurar um futuro decente aos trabalhadores afectados por esta transição".

A decisão foi tomada para que o país possa concentrar-se na ampliação de sua produção de gás natural. O Catar decidiu retirar-se da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), a partir de 1º de Janeiro, para que possa se concentrar em planos de ampliar sua produção de gás natural.

O anúncio da retirada foi feito hoje pelo ministro de Energia do país, Saad Sherida al-Kaabi, durante colectiva de imprensa em Doha e confirmado no Twitter oficial da Qatar Petroleum, estatal responsável por actividades de petróleo e gás no Catar.

Segundo al-Kaabi, a OPEP já foi informada da decisão e o objectivo do Catar é impulsionar sua produção anual de gás de 77 milhões de toneladas para 110 milhões de toneladas nos próximos anos.

Pelo terceiro sábado consecutivo os “coletes amarelos” (traduzido do francês “gilet jaunes”), saíram as ruas da França para protestar a favor da demissão de Emmanuel Macron, o Presidente da França.

Os protestos que deviam ser pacíficos, fugiram do controlo das autoridades e terminaram em confrontos com polícia, mais de 300 pessoas foram presas e centenas foram feridas, entre as quais 17 polícias, segundo site de notícias, Público.

O que os colectes amarelos querem?

"Colectes amarelos" são cidadãos franceses de todas as classes sociais que protestam contra a perda do poder de compra. Negam as novas políticas de energia limpa de Macron,  que culmina com a subida dos impostos dos combustíveis.

Em um ano a gasolina subia 15% e o diesel 23%, criou um sistema para a redução os limites de velocidade e introduziu incentivos para carros eléctricos. A partir de Janeiro de 2019, o executivo francês vai aumentar os impostos sobre os combustíveis.

Os manifestantes dizem não ter o poder de comprar os carros eléctricos por serem mais caros, os protestos se transformaram em manifestação contra as políticas económicas de Macron, abrangem agora assuntos como melhoria das condições de vida da classe média e das populações rurais. Por isso exigem a demissão do Presidente da França.

Emmanuel Macron diz que  a violência não  justifica

Macron reagiu a onda de violência entre os manifestantes e a polícia, que aconteceu no último sábado. E diz “nada justifica”, a onda violência que está a acontecer.

Para o Presidente da França, "os responsáveis por esta violência não querem nenhuma melhoria, querem o caos", e que "serão identificados e responsabilizados pela justiça".

No final acrescentou: "respeitarei sempre as contestações, ouvirei sempre os opositores, mas nunca vou aceitar a violência".

Segundo as autoridades locais, há cerca de 75 mil pessoas a manifestar-se em toda a França, 5.500 estão em Paris.

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