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O País – A verdade como notícia

Depois da rejeição do acordo para a saída do Reino Unido da União Europeia, Theresa May  vai apresentar na segunda-feira um plano B para o Brexit no parlamento.

"Agora que os deputados deixaram claro o que não querem, temos todos de trabalhar juntos construtivamente para definir o que o Parlamento quer", disse May.

A deputada dos verdes,Caroline Lucas, disse ter advertido a May para descartar o Brexit sem acordo por considerar que isso distorce as negociações. May disse ser uma condição impossível, o que teria impedido o encontro com o líder do partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, o principal partido da oposição, escreveu o jornal online Notícias ao Minuto.

"A primeira-ministra entrará em conversas fingidas para fazer passar o tempo e tentar chantagear os parlamentares para que votem no seu acordo mal-amanhado à segunda tentativa, ameaçando o país com o caos que a ausência de acordo vai trazer", acusou Corbyn.

Ainda de acordo com o Notícias ao Minuto, May argumenta que a alternativa para evitar a ausência de acordo está entre revogar o artigo 50.º e reverter o resultado do referendo, de 2016 que ditou o Brexit, ou aprovar um acordo de saída.

A apresentação do plano B, será acompanhada por uma moção para ser votada na semana seguinte, a 29 de janeiro, a qual os deputados poderão alterar, sugerindo diferentes alternativas para sair do impasse, incluindo um novo referendo.

Os chefes de Estados e de governos africanos reunidos em Addis Abeba, consideram existir sérias dúvidas sobre a conformidade dos resultados provisórios das eleições na República Democrática do Congo, por isso pedem a suspensão do anúncio dos resultados.

Os dados divulgados há uma semana dão vitória ao opositor Félix Tshisekedi, com 38,57 por cento dos votos, à frente do candidato do principal partido da oposição, Martin Fayulu com 34,8 por cento.

Segundo dados recolhidos pelos cerca de 40.000 observadores da Conferência Nacional Episcopal do Congo o candidato mais votado foi Fayulu com 61 por cento dos votos, escreveu o Macauhub.

Fayulu apresentou uma queixa por fraude no Tribunal Constitucional, que deve proclamar os resultados definitivos até 22 de Janeiro.

A União Africana acordou enviar uma delegação de alto nível a Kinshasa. O objetivo da delegação é "encontrar um consenso sobre uma saída para a crise pós-eleitoral", temendo alguns que a disputa eleitoral conduza à violência no país.

Caso se confirmem os resultados provisórios, Tshisekedi, 55 anos, será o sucessor de Kabila, que preside aos destinos do país desde 2001.
 

Um ataque ocorrido esta terça-feira contra um complexo  hoteleiro em Nairobi, Quénia, provocou 15 mortos. O grupo extremista somali Al-Shabab reivindicou o ataque.

De acordo com a Euronews, entre as vítimas mortais contam-se onze quenianos, um britânico e um norte-americano, duas pessoas ainda estão por identificar.

O Quénia tem sido alvo de vários atentados do Al-Shabab, o desta terça-feira acontece no momento em que a justiça queniana se prepara para emitir uma sentença relativamente aos quatro suspeitos do ataque de 2013 ao centro comercial de Westgate, também reivindicado pelo grupo "jihadista" e que provocou 67 mortos.
 

O acordo sobre a saída do Reino Unido da União Europeia, que Theresa May apresentou à câmara dos comuns, foi rejeitado pela maioria dos deputados, ou seja, 432 votos contra e 202 a favor, o que poderá levar à queda da primeira-ministra e do Governo britânico. O Partido Trabalhista agendou, para esta quarta-feira, uma moção de censura ao executivo, escreveu o Público.

Esta é considerada a maior derrota de sempre de um Governo no Parlamento do Reino Unido com uma diferença de 230 votos.

Assumindo que o resultado da votação deixou claro que a câmara não apoia o acordo, May insistiu que quer honrar a decisão tomada pelos britânicos no referendo e que, por isso, não vai desistir de guiar o país para fora da UE, como prometido. Para tal, assegura que todos os partidos serão ouvidos.

“Se a câmara confirmar a sua confiança neste Governo, irei reunir-me com os meus colegas, como os nossos parceiros do DUP (Partido Unionista Democrático) e com os responsáveis dos restantes partidos para identificar o que é necessário para termos o seu apoio”, afirmou a primeira-ministra.
 

O governo americano está parcialmente paralisado há 24 dias, devido a falta de entendimento entre os Republicanos e Democratas nas negociações para o financiamento do muro na fronteira com o México.  O Presidente norte-americano, Donald Trump, rejeitou uma resolução parlamentar que permite a abertura temporária do governo, e disse que não irá recuar.

Trump manteve de pé a possibilidade de declarar uma emergência nacional para dispensar a autorização do Congresso.

"Não estou a pretender declarar uma emergência nacional. Isto é tão simples que não deveríamos de ter de o fazer", afirmou.

A sua decisão de rejeitar a proposta do Senador Republicano, Lindsay Graham, para uma abertura temporária, eliminou uma possibilidade de saída, sem alternativa à vista, escreveu o Notícias ao Minuto.

Devido a paralisação cerca de 800 mil funcionários públicos não recebem salário, e metade deles nem está a trabalhar, o que provocou o encerramento de vários serviços governamentais.

O presidente norte-americano disse durante um discurso que não há substituto para um muro ou uma barreira na fronteira sul.

Trump continuou a insistir neste ponto e na reivindicação de poder assinar uma declaração de emergência nacional para lidar com o que diz ser uma crise de contrabando de droga e tráfico de mulheres e crianças na fronteira.
 

Um sonho antigo, mas que já caminha a largos passos para se tornar realidade. Trata-se da criação de passaporte único em África.

Na 32ª cimeira da União Africana (UA) agendada para Fevereiro, a comissão deste organismo africano apresentará detalhes sobre a concepção, produção e emissão do tão esperado passaporte africano, revelou o chefe do organismo continental Moussa Faki Mahamat, citado pela FurtherAfrica.

“O passaporte unificado visa facilitar a livre circulação de pessoas, estimular o crescimento económico e promover o comércio intra-africano”, segundo o presidente da comissão-executiva da UA.

O anúncio vem na esteira do lançamento pela UA de uma iniciativa do mercado aéreo para melhorar a conectividade e um acordo de livre comércio para estabelecer um mercado comum para bens e serviços.

“Se os chefes de estado aprovarem as medidas em Fevereiro, abrirá o caminho para a emissão do passaporte africano de acordo com as leis e regulamentos nacionais respectivos”, apontou Mahamat.

O movimento dentro do continente ainda é difícil e/ou limitado. Apenas Seycheles e Benin oferecem viagens sem visto a todos os viajantes africanos.

Introduzido pela primeira vez em 2016, o passaporte africano ainda é exclusivo para chefes de estado e outros diplomatas com o líder do Chade, Idriss Déby, e o presidente ruandês, Paul Kagame, como os primeiros beneficiários.

Especialistas em imigração dos estados-membros, no entanto, se reuniram em Julho passado em Nairóbi para deliberar sobre as especificações técnicas do documento, os recursos de segurança e a melhor forma de desenrolá-lo nos 55 estados da União Africana.

Os cépticos apontam que o movimento será desafiador, com muitos estados africanos já resistentes a migrantes e refugiados, e alguns têm discretamente endurecido suas regras de vistos.

A crise económica no Zimbabwe está cada vez pior. A baixa circulação do dólar norte-americano elevou o preço de vários produtos básicos, incluindo medicamentos e combustível. Semana passada, o governo do presidente Emmerson Mnangagwa decidiu duplicar o preço do combustível em 150% para conseguir o valor de importação deste produto que anda escasso no país e faz com que as filas de veículos sejam longas e demoradas.

A ZCTU, maior organização dos sindicatos do Zimbabwe, discorda do aumento do preço de combustível e convocou uma greve geral esta segunda-feira. Em reacção, as autoridades zimbabweanas mobilizaram polícias anti-motim em várias cidades.

Ao protesto junta-se o dos professores que reclamam por melhores condições de trabalho e aumento do salário. Zimbabwe adoptou o dólar norte-americano em 2009, durante o regime de Mugabe.

 

Continuam controversos os resultados eleitorais na República Democrática do Congo. Enquanto um candidato da oposição, Felix Tshisekedi, foi declarado vencedor das eleições presidenciais, a coligação no poder conseguiu conquistar a maioria parlamentar. Sendo assim, Tshisekedi terá dificuldade de governar o país rico em recursos minerais mas envolto na pobreza.

Entretanto, os resultados eleitorais são contestados pelo outro candidato da oposição, Martin Fayulu, que se considera vencedor com mais de 60% dos votos. Fayulu que ocupava a primeira posição na lista de sondagem de votos, já submeteu uma petição no Tribunal Constitucional, mas mostra-se menos esperançoso com a futura decisão, pois os membros do tribunal foram nomeados por presidente cessante Joseph Kabila. Na última quinta-feira, apoiantes de Fayulu entraram em confrontos violentos tendo causado quatro mortos.

 

Esta é a quarta semana em que milhares de sudaneses saem a rua para protestar contra o presidente Omar al-Bashir. De acordo com as autoridades sudanesas, são 24 pessoas que morreram em confrontos com as forças de segurança. Mas a Amnistia Internacional denuncia mais de 40 mortos. Os sudaneses exigem que al-Bashir, com quase três décadas no poder, deixe o cargo de Chefe de Estado.

Os protestos liderados pela oposição começaram no dia 19 de Dezembro último. Al-Bashir diz que não tem interesse em deixar o poder e tenciona alterar a constituição para banir o limite dos mandatos presidenciais. Há receios de que as forças armadas tomem o poder como o fizeram nos anos 80. De acordo com News 24, al-Bashir, de 74 anos, disse terça-feira que não se importaria que alguém da área militar o substituísse no poder.

 

 

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