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O País – A verdade como notícia

A informação foi anunciada ontem, e confirmada através de um comunicado difundido pelo COJ. Tsunekazu Takeda diz-se inocente e garante continuar a colaborar com a investigação da justiça francesa.

O artigo do jornal gaulês teve por base a informação de que a 10 de Dezembro uma alta personalidade nipónica tinha sido interrogada de forma quase secreta pela justiça francesa.

O Le Monde apurou ter-se tratado de Takeda e que o líder olímpico nipónico tinha sido mesmo acusado formalmente pelo juiz de instrução Renaud Van Ruymbeke.

O magistrado terá concluído haver fortes indícios da prática do crime de corrupção.

Em causa está a alegada compra dos votos de membros africanos do Comité Olímpico Internacional (COI), por cerca de €1,8 milhões, para garantir a escolha de Tóquio como cidade anfitriã dos Jogos Olímpicos de 2020, à frente de Istambul (Turquia) e Madrid (Espanha).

O Le Monde especifica que o montante resulta da soma de dois pagamentos separados autorizados por Takeda a uma empresa de Singapura, a qual os procuradores franceses terão conseguido ligar a Papa Massata Diack, um dos filhos do senegalês Lamine Diack.

O senegalês foi presidente, entre 1999 e 2015, da Federação Internacional de Atletismo e também está em investigação em França por corrupção.

Takeda garante que os pagamentos autorizados são legítimos e serviram para pagar serviços disponibilizados pela Black Tidings no âmbito de um contrato de consultoria entre a companhia e a candidatura nipónica.

Takeda é também membro da Associação dos Comités Olímpicos Nacionais e do Conselho Olímpico da Ásia, ambos organismos liderados pelo Sheik Ahmad, também um influente membro do COI, do qual se afastou enquanto aguarda julgamento em Genebra por um processo de fraude alheio ao universo olímpico.

Passados três anos, o governo do presidente Tayyip Erdogan, que escapou ao golpe de Estado, continua a perseguir os seus supostos inimigos. Esta sexta-feira, a imprensa turca noticiou que mais de 100 soldados foram detidos, sob acusação de terem ligação com o clérigo Fettulah Gulen, exilado nos Estados Unidos.

Gulen é acusado de ter liderado uma parte do exército para depor o regime de Erdogan, em 2016. A tentativa de golpe de Estado fracassou, tendo causado morte a 250 pessoas. Desde então, Erdogan tem levado a cabo várias operações em 16 províncias que já resultou em mais de 77 mil detidos e demissões de 150 mil funcionários públicos.

Um ataque aéreo protagonizados por rebeldes, causou vários mortos e feridos durante uma parada militar no Iémen, o ataque foi protagonizado por um drone.

De acordo com informações divulgados pelo exército iemenita, dentre os mortos e feridos estão oficiais de alta patente dos Emirados Árabes Unidos, escreveu o canal de informação Notícias ao Minuto.

O ataque aéreo representa um contratempo nos esforços para a paz no país e nas tréguas feitas entre o governo do presidente do Iémen, Abd Rabbo Mansur Hadi, apoiado por uma coligação internacional liderada pela Arábia Saudita e os rebeldes Huthis, apoiado pelo Irão.

A guerra no Iémen, desencadeada em 2014, já matou mais de 16.000 pessoas e criou a pior situação humanitária do mundo, segundo a ONU.
 

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, diz que a construção do muro na fronteira com o México é por razões de segurança e pela crescente crise humanitária. A inexistência de um acordo no congresso para financiar o muro, causou a paralisação parcial do Governo e Trump responsabiliza os democratas pela paralisação de dura há 18 dias.

Trump pediu aos democratas que regressem à Casa Branca para se reunirem com ele, argumentando ser "imoral os políticos não fazerem nada" para resolver esta crise, o Presidente norte-americano fez esse pronunciamento, ontem, num discurso televisionado, escreveu o Notícias ao Minuto.

Trump falou dos norte-americanos assassinados por imigrantes e disse. "Encontrei-me com dezenas de famílias, cujos entes queridos foram 'roubados' pela imigração ilegal. Eu segurei as mãos das mães que choravam e abracei os pais angustiados. Tão triste. Tão terrível", afirmou.

Já a líder da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, disse que Trump proferiu um discurso do medo e assegurou que os democratas querem assegurar os factos.

"O Presidente Trump deve parar de manter o povo americano como refém, deve parar de fabricar uma crise e deve reabrir o Governo", declarou Pelosi.

Por outro lado o líder democrata no Senado, Chuck Schumer, declarou que o Presidente Donald Trump devia acabar com a paralisação parcial do Governo, enquanto prosseguem as negociações sobre o financiamento do muro entre os Estados Unidos e o México, porque "não há desculpa para prejudicar milhões de americanos".
 

Centenas de polícias anti-motim foram hoje mobilizados na sede da comissão eleitoral da República Democrática do Congo a algumas horas para o anúncio dos primeiros resultados eleitorais. Os residentes de Kinshasa, capital da RD Congo, dizem que a presença pesada das forças de segurança é um mau sinal.

“Pode ser uma mensagem de que o anúncio dos resultados eleitorais não irá de acordo com as expectativas do povo congolês”.

A República Democrática do Congo votou no dia 30 de Dezembro último o possível sucessor do presidente Joseph Kabila, quem mantem o apoio a Emmanuel Ramazani Shadary que está sob sanções da União Europeia.

Martin Fayulu, candidato da oposição que esteve a liderar a sondagem, apelou para o anúncio dos resultados verdadeiros o mais rápido possível e avisou que “não se deve brincar com fogo, pois é muito perigoso”.

Em Pretória, o presidente sul-africano Cyril Ramaphosa e o seu homólogo Edgar Lung mantiveram hoje um encontro, tendo apelado à CENI para divulgar rapidamente os resultados para se manter a estabilidade.

Semana passada, a África do Sul, velho aliado de Kabila, juntou-se a Rússia e China no Conselho de Segurança da ONU em comunicado, apoiando o processo eleitoral, mas criticou o governo congolês de ter cortado internet para prevenir especulações de resultados pelas redes sociais.

A Comissão anunciou, ontem, que havia iniciado uma “série de avaliações e deliberações, de modo a permitir a publicação dos resultados das eleições presidenciais”.

Uma fonte da CENI e um diplomata disseram que esperam que os resultados sejam anunciados no final da quarta-feira. Entretanto, outro diplomata diz que nem todas as assembleias de voto foram contabilizadas, por isso os resultados poderiam ser anunciados na quinta-feira.

Os residentes de Kinshasa abandonaram as suas actividades normais, alguns pais mantiveram as suas crianças em casa fora das escolas. Muitas pessoas inundaram as ruas da cidade Goma, depois do rumor de que o anúncio dos resultados era iminente.

“Todas as pessoas… votaram contra o governo. Nós estamos preparados para exigir a vitória caso nos seja roubada”, disse Augustin Bujiriri, um estudante de 25 anos, morando em Goma.

O jornalista colombiano, Gabriel Mauricio Gracia, foi morto a tiro num presumível assalto na fronteira com a Venezuela.

De acordo com o comandante da polícia, coronel Henry Sandoval, o jornalista, de 49 anos, seguia num automóvel quando foi interceptado por dois supostos assaltantes, escreve o Notícias ao Minuto.

Sandoval disse que, os assaltantes dispararam quando Gracia se opôs ao assalto. O jornalista foi levado para um centro médico, onde morreu.

Um outro jornalista, Victor Diago Cardozo, também foi morto a 17 de Dezembro por supostos assaltantes.

Dois comboios colidiram na manhã desta terça-feira, junto à estação de  de Mountain View, na África do Sul, fazendo três mortos e mais de 200 de feridos.

A quando do acidente, um dos comboios transportava cerca de 800 pessoas, escreveu o jornal online CM.

A autoridades sul-africanas tentam retirar as pessoas que estão dentro das carruagens.

Em actualização
 

Um grupo de militares invadiu a rádio pública do Gabão para anunciar um golpe de Estado para restaurar a democracia do país. O presidente gabonês, Ali Bongo, está fora do país. Governo garante que está tudo sob controlo, escreve a DW.

De acordo com a notícia publicada no site de notícias DW, ouviram-se tiros junto à sede da televisão estatal e, na rádio, um grupo de oficiais apelou à criação de um "conselho nacional da restauração".

"Se estão a comer, parem. Se estão a beber, parem. Se estão a dormir, acordem. Acordem os vizinhos… Ergam-se e tomem o controlo das ruas", afirmaram os militares. Os golpistas pediram ainda à população para ocupar edifícios públicos e os aeroportos do país.

A internet foi cortada. Nas imediações da rádio estatal, soldados leais ao Governo dispararam gás lacrimogêneo para dispersar 300 pessoas que tinham ido para as ruas, em apoio aos golpistas, contou uma testemunha à agência de notícias Reuters.

De acordo com o porta-voz do Governo, Guy-Bertrand Mapangou, dos cinco militares que assumiram o controlo da televisão e rádio estatais, quatro foram detidos e um está em foga, que o líder dos golpistas, tenente Kelly Ondo Obiang.

Os militares disseram estar insatisfeitos com a governação do Presidente, e que, no seu discurso do final de ano aumentou as dúvidas sobre a capacidade de continuar a desempenhar as suas responsabilidades.

Ali Bongo está no poder desde 2009.
 

A publicação dos resultados das eleições presidenciais da República Democrática de Congo foi adiada. Tinha sido marcado para este domingo, entretanto a comissão de eleições daquele país da África Central, citada pela agência de notícias Reuters diz que recebeu apenas 47% dos votos até o último sábado.

A votação, que aconteceu no dia 30 de Dezembro de 2018, poderá definir o sucessor do actual presidente Joseph Kabila, que governou o país de 80 milhões de pessoas desde que seu pai foi assassinado em 2001, por um lado. Por outro, estas eleições marcam a primeira transição de poder em Congo desde a Independência da Bélgica em 1960. A República Democrática de Congo nunca experimentou uma transferência pacífica do Poder.

A oposição, representada por seus dois principais candidatos Martin Fayulu e Felix Tshisekedi, e a coalizão governista dizem que seus candidatos venceram.

As tensões aumentaram depois que os observadores relataram de irregularidades que a oposição diz serem parte do esforço do partido no poder para roubar a eleição.

O órgão da Igreja Católica do Congo, CENCO, disse nesta semana que identificou o vencedor com base em seus próprios registros coletados por 40.000 observadores, embora não tenha nomeado o vencedor.

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