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O País – A verdade como notícia

Mais de 50 pessoas morreram no Irã e mais de 200 ficaram feridas em uma correria durante o funeral do general iraniano Qasem Soleimani, assassinado na sexta-feira em um ataque dos Estados Unidos. Os fatos ocorreram no terceiro e último dia do funeral, quando deveria ser enterrado em sua cidade natal, Kerman (sudeste do país), o que obrigou a postergar as ações.

Em declarações à televisão púbica, Pir Hossein Kulivand, chefe do serviço nacional de emergências iranianas, atribuiu a tragédia à maciça afluência de pessoas. Segundo a rede de televisão Al Jazeera, o gabinete do governador provincial descartou que se tratasse de um atentado terrorista.

Da mesma forma que nos dias anteriores em Teerã, Qom e Ahvaz, dezenas de milhares de pessoas foram às ruas para participar das exéquias de Soleimani, que dirigia a força Al Quds, o corpo de elite da Guarda Revolucionária iraniana encarregado de ações no exterior.

A imprensa iraniana, de fato, afirmou que “milhões” estavam no funeral e comparou a multidão à do dia anterior na capital iraniana. Lá, na segunda-feira, o cortejo fúnebre demorou seis horas para percorrer os pouco mais de cinco quilômetros e meio que separam a Universidade de Teerã e a Praça Azadi pela enorme quantidade de gente.

 

“Falha técnica”, “ataque com míssil”, “terrorismo”, “colisão com drone” e outras possíveis causas podem ter originado o despenhamento do avião ucraniano no qual morreram 176 pessoas, na quarta-feira, no Irão.

A aeronave pegou fogo quando estava no ar e voava de volta ao aeroporto internacional Imam Khomeini, em Teerão, quando se despenhou, sem ter havido pedidos de ajuda, escreve o “Expresso” de Portugal e adianta que “isso explica pouco” das “várias hipóteses estão a ser ponderadas pelas autoridades ucranianas” e acima arroladas.

Não se descartada, também, a possibilidade de alguém se ter feito explodir dentro do avião, num “acto terrorista”.

A comissão que investiga o incidente inclui especialistas que participaram na investigação à queda do avião da Malaysia Airlines, que fazia a ligação entre Amesterdão e Kuala Lumpur, em Julho de 2014, com 298 pessoas a bordo. Mais tarde, apercebeu-se que foi abatido, o que resultou na acusação, em 2019, de “quatro homens”, sendo “três russos e um ucraniano, que vão ser ouvidos em tribunal em Março deste ano”, disse o “Expresso”.

Não houve sobrevivente entre os 176 passageiros e tripulantes (82 iranianos, 63 canadianos, 10 suecos, nove elementos da tripulação da Ukraine International Airlines, quatro afegãos, três alemães, três britânicos e dois passageiros ucranianos).

A resposta ao que causou a tragédia estará nas caixas negras do avião, as quais foram recuperadas. Entretanto, o regime iraniano afirmou, no dia do acidente, que não irá partilhar qualquer informação nem com os Estados Unidos da América (EUA) nem com a Boeing, fabricante do avião.

“Não vamos entregar as caixas negras ao fabricante [Boeing] e aos americanos”, afirmou o chefe da organização de aviação civil do Irão, Ali Abedzadeh, citado pela agência de notícias Mehr. “Ainda não sabemos em que país as caixas negras vão ser analisadas”, segundo o “Expresso”.

Contudo, um antigo dirigente da Administração Federal de Aviação dos EUA explicou que é “apenas mandatória a participação da Ucrânia na investigação, como país onde está registada a aeronave (modelo 737-800) e a operadora”. Mas, “não há forma de o Irão se recusar a trabalhar com a Boeing”, porque esta é que “tem toda a informação, que tem todos os técnicos, e que conhece o avião”.

 

 

A prometida retaliação do Irão contra os Estados Unidos pelo assassinato do general Qassem Soleimani, uma das mais importantes figuras militares do Irão, morto no Iraque por um ataque norte-americano já começou.

O Irão lançou na madrugada desta quarta-feira dezenas de mísseis balísticos contra duas bases do exército americano no Iraque, anunciou a televisão estatal do Irão, citado pela Euronews.

A televisão estatal do Irão descreve o ataque como uma “operação de vingança” pela morte do general iraniano Qassem Soleimani.

A base de Al-Asad, a norte de Bagdad, foi atingida com pelo menos 13 mísseis, segundo confirmaram fontes oficiais do Irão como dos Estados Unidos. Os norte-americanos confirmaram também um ataque, com vários mísseis, contra a base de Erbil, no Curdistão Iraquiano.

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos (Pentágono) diz que, em ambos os casos, os mísseis foram disparados do Irão.

Segundo o  porta-voz Jonathan Hoffman, o Pentágono avaliará a situação para tomar as medidas necessárias para proteger e defender os EUA e os seus aliados na região.

Através do Twitter, o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Javad Zarif, descreveu o ataque como uma “resposta proporcional” e diz que “o Irão não está à procura de uma escalada no conflito”.

Já o Presidente dos Estados Unidos disse estar “tudo bem” e prometeu falar ainda hoje sobre a situação.
“Está tudo bem! Mísseis lançados do Irão contra duas bases militares localizadas no Iraque. A avaliação das vítimas e danos materiais está em curso. Até agora, está tudo bem”, escreveu Donald Trump na rede social Twitter.

A base de Al-Asad abriga tropas dos Estados Unidos, mas também da Noruega. Uma fonte militar norueguesa confirmou não haver baixas entre as tropas do país… mas o balanço geral é incerto. Não há, por enquanto, números de eventuais vítimas mortais ou feridos.

No comunicado, o Irão diz que dá esta operação por completa, mas ameaça com novos ataques, caso os Estados Unidos decidam ripostar.

 

 

Mais de 170 pessoas, entre passageiros e tripulantes, morreram na manhã desta quarta-feira, depois da queda de avião ucraniano, no Irão.

Um Boeing 737 da Ukraine International Airlines caiu hoje, pouco depois da descolagem do Aeroporto Internacional de Teerã, com destino a Kiev, na Ucrânia.

A imprensa iraniana revelou que o avião caiu nos arredores de Chahriar, a oeste de Teerã, e foi devorado pelas chamas. A Isna comunicou que 10 ambulâncias foram enviadas ao local do acidente.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou que todos a bordo do Boeing 737, “passageiros e tripulantes”, morreram no acidente.

“Segundo as informações preliminares, todos os passageiros e membros da tripulação estão mortos”, escreveu o presidente Zelensky no Facebook.

“Nossa embaixada está a procura de informações sobre as circunstâncias desta tragédia e a lista de mortos”, acrescentou Zelensky.

Segundo a televisão iraniana, que cita o Crescente Vermelho, não há sobreviventes do desastre. A mesma estação de televisão diz que o acidente terá sido causado por uma falha mecânica. O ministério iraniano dos transportes fala de um incêndio num dos motores do avião que terá levado o piloto a perder o controlo.

Segundo a Euronews, o acidente não tem, aparentemente, nada a ver com a escalada da tensão militar entre o Irão e os Estados Unidos, mas este clima de conflito e as sanções norte-americanas ao Irão podem atrapalhar a intervenção da Boeing nas investigações às causas do desastre.

Este é um modelo de avião já envolvido em vários acidentes, anterior ao 737-MAX, a versão mais recente do aparelho, que está impedida de voar há dez meses depois de dois acidentes mortais.

 

 

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia estão a preparar-se para manter um encontro no qual vão discutir a escalada de tensão entre Estados Unidos da América e Irão. O encontro convocado pela Alto Representante da União para a Política Externa, deverá acontecer na sexta-feira à tarde em Bruxelas.

O chefe da diplomacia europeia Josep Borrell está a mobilizar os países europeus para juntarem-se numa reunião para discutir possíveis soluções com vista a reduzir impacto da crise que afecta as relações entre Irão e EUA. Borrell recorreu à sua conta oficial na rede social Twitter para dar conta de uma conversa telefónica com o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, na qual um dos assuntos abordados foi o Irão, e defendeu a importância de uma “ordem global baseada nas regras” da ONU.

Neste contexto o chefe da diplomacia europeia disse ser urgente uma reunião de modo que possam evitar a escalada militar entre os EUA e Irão, o que pode afectar vários outros países caso isso aconteça.

A situação no Médio Oriente está particularmente tensa desde que o general Qassem Soleimani, comandante da força de elite iraniana Al-Quds, foi morto sob ordens do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, num ataque aéreo contra o carro em que seguia.

O receio da conflito militar deve-se ao facto do Irão ter prometido vingança e de anunciar deixar de respeitar os limites impostos pelo tratado nuclear assinado em 2015 com os cinco países com assento no Conselho de Segurança das Nações Unidas – Rússia, França, Reino Unido, China e EUA – mais a Alemanha, e que visava restringir a capacidade iraniana de desenvolvimento de armas nucleares.

 

 

A Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) condenou hoje os mais recentes ataques do presidente Jair Bolsonaro à imprensa. O novo ataque à imprensa aconteceu hoje pela amanhã, na entrada do Palácio da Alvorada, onde Bolsonaro costuma cumprimentar eleitores.

Um “discurso típico de líderes autoritários”: foi desta forma que a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo classificou o mais recente ataque do presidente Jair Bolsonaro contra a imprensa do país.

Segundo a agência de notícias francesa, Agence France, a Associação Brasileira de Imprensa também criticou as declarações de Bolsonaro, que esta segunda-feira disse que os jornalistas são “uma espécie em extinção” e que os jornais “envenenam e desinformam”.

Num vídeo publicado na sua própria página oficial no Facebook, Jair Bolsonaro diz: “Quem não lê jornais, não está informado, e quem lê, está desinformado. Tem que mudar isso, vocês (os jornalistas) são uma espécie em extinção”.

O presidente brasileiro também atacou o jornal Folha de São Paulo, acusando-o de preferir publicar mentiras.

Bolsonaro, que à semelhança de Donald Trump tem conflitos recorrentes com membros e títulos da imprensa, cancelou recentemente as assinaturas da presidência a uma dezena de grandes jornais e revistas brasileiras.

 

As exéquias fúnebres do general Soleimani terminaram em tragédia. Mais de 40 pessoas morreram, esta terça-feira, em procissão fúnebre do general iraniano Qassem Soleimani, em Kerman. Fonte da emergência médica, citada pela Euronews, adiantava ao canal público de televisão iraniano esta informação, dando conta de 230 feridos.

A confusão instalou-se durante uma procissão fúnebre na terra natal do general Soleimani. Uma multidão exigia vingança e gritava “Morte à América”, durante a homenagem ao general morto por um drone dos EUA, perto do aeroporto da capital iraquiana.

O centro de Kerman foi invadido por uma maré humana, semelhante à que varreu domingo e segunda-feira Teerão, a capital iraniana, e as outras cidades por onde passaram os caixões de Soleimani e dos seus companheiros de armas mortos durante o ataque.
Trata-se do segundo maior funeral da história da República Islâmica do Irão, desde a morte do aiatola Khomeini, em 1989.

Chefe da Força Quds, uma unidade de elite encarregada das operações no estrangeiro da Guarda Revolucionária do Irão, Soleimani foi o homem que definiu a estratégia do país no Médio Oriente.

 

Foi eleito, este domingo, o novo líder da Assembleia Nacional da Venezuela. Luis Parra, novo presidente, foi eleito na ausência do anterior líder, Juan Guaidó.  

A Polícia Nacional Bolivariana da Venezuela impediu o líder da oposição e presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, de entrar na sessão parlamentar onde seria reeleito para o cargo.

Luis Parra, antigo elemento do partido Primeiro Justiça, tomou posse e fez o juramento num ambiente de tensão vindo da parte dos deputados da oposição, mas com o apoio da bancada Chavista.

Guaidó tentou garantir que todos os deputados da oposição do governo do Presidente eleito, Nicolás Maduro pudessem entrar na sessão, mas muitos ficaram bloqueados à porta do edifício do parlamento.

Os apoiantes de Juan Guaidó, que esperava ser reeleito no cargo, classificaram esta eleição como “um golpe parlamentar”, denunciando a ilegalidade do acto.

Para Guaidó este incidente revela a ditadura que se vive no país e insistiu numa outra sessão para ser reeleito como presidente da Assembleia Nacional do país.

Juan Guaidó autoproclamou-se Presidente interino da Venezuela, em janeiro de 2019. Foi reconhecido por, aproximadamente, 60 países, incluindo Portugal.

 

Quem é Luis Parra?

Até este domingo era pouco conhecido. Segundo informação da BBC, Luis Parra é um deputado polémico eleito presidente do congresso da Venezuela no lugar de Guaidó. Acusado de corrupção e expulso do seu partido, o deputado foi nomeado presidente da Câmara com apoio de Chavistas . Parra, 41 anos foi nomeado presidente da Assembleia Nacional da Venezuela em uma eleição marcada por empurrões, discussões e denúncias de golpe.

Parra nasceu na cidade da independência, no estado de Yaracuy, no noroeste do país. É formado em administração de empresas pelo Instituto Estadual de Tecnologia no Estado. Foi eleito deputado em Dezembro de 2015 pela mesa da Unidade Democrática, uma coalizão de políticos opositores ao governo Chavista de Maduro.

Antes, foi militante do movimento estudantil e responsável pela coordenação regional em Yaracuy do seu partido, primeiro justiça, que também era da oposição ao actual governo da Venezuela.

 

 

Dezenas de milhares de pessoas participaram hoje do funeral do general-maior do Irão, Qasem Soleimani, e comandante das milícias iraquianas morto na sexta-feira pelas tropas norte-americanas. A filha do general-maior prometeu um dia terrível para os Estados Unidos.

Decorreu esta segunda-feira o funeral do general-maior Qasem Soleimani, chefe das forças al-Quds e a segunda figura mais poderosa do Irão, depois do supremo líder iraniano, Ali Khamenei.

Em Teerão, capital do Irão, estiveram presentes dezenas de milhares de pessoas que prestaram homenagem a Soleimani, que também foi arquitecto da influência militar do Irão no exterior e Abu al-Muhandis, comandante das milícias iraquianas.

Ambos foram mortos na sexta-feira num ataque aéreo efectuado pelos Estados Unidos no aeroporto internacional de Bagdade. O pretexto dos Estados Unidos foi de que Soleimani estava a preparar uma série de ataques contra os norte-americanos. O ataque ocorreu uma semana depois de a embaixada dos Estados Unidos ter sofrido um atentado, sem registo de vítimas mortais. O atentado a embaixada servia de retaliação a 25 soldados iranianos mortos pelas tropas norte-americanas na fronteira entre Síria e Iraque.

Durante o funeral, onde várias pessoas gritavam “morte a América” a filha do general-maior, Zeinab Soleimani, chamou Trump de maluco, tendo prometido um dia terrível para os Estados Unidos. Porque o ataque ocorreu no território iraquiano, o parlamento do Iraque aprovou no domingo a expulsão das tropas tanto americanas como iranianas que se fazem presentes nesse país sob o compromisso de combater os militares do Estado Islâmico.

Em reacção a esta medida parlamentar, o presidente norte-americano disse que os Estados Unidos poderiam impor as mais severas sanções sobre o Iraque, caso tome decisões não amigáveis como expulsão das tropas norte-americanas, depois de tudo que elas fizeram pelo povo iraquiano. Trump também reiterou a ameaça de destruir 52 lugares importantes do Irão, caso este país islâmico que se desvinculou totalmente do acordo nuclear de 2015, vingue a morte de Soleimani.

 

 

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